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História Dominados por ela - Ino x Shikamaru Ino X Shikaku - Capítulo 16


Escrita por: e AlwaysAlice


Notas do Autor


Demorou um pouquinho, mas chegou! 😁
Não tínhamos a intenção de matar ninguém de ansiedade. 😅

Esperamos que gostem desse capítulo!
Beijos da Diane ❤😘

Capítulo 16 - Sempre errado


Sempre errado -  Por ShiKaku Nara

  Achei ter ouvido a porta do quarto bater, mas isso não  fez com que eu me apressasse para sair do banho. - A Ino não é o louca o suficiente para sair daqui só com um pé do sapato e sem a bolsa. - foi o que eu pensei, enquanto retirava o sabonete do corpo, vendo que suas coisas estavam trancadas comigo no banheiro. Mas eu estava errado, quando tratava-se de Ino Yamanaka eu estava sempre errado. Passei os olhos por todas as superfícies onde poderia ter deixado as minhas chaves, ao mesmo tempo em que me vestia aflito. - Não… Ela não fez isso, ela não fez!!! - gritei furioso, ao perceber que de fato aquela pirralha havia fugido com a minha moto. Um aperto no peito tomou o lugar da raiva, e antes mesmo de sair apressado do quarto, telefonei para seguradora de veículos. Bastava uma única ligação para que sistema antifurto fizesse minha moto desligar totalmente, e de certa forma, saber disso me tranquilizou um pouco, até eu ouvir a voz serena da atendente, informando que minha motocicleta estava parada a menos de um quilômetro do hotel e que aparentemente, alguém havia sofrido um acidente com ela. 

   -A localização exata, por favor! Eu preciso da localização exata!! - peguei a bolsa da loira no banheiro e abandonei o hotel sem mesmo fazer o check-out. Quando recebi a mensagem da seguradora com as coordenadas para encontrar Ino, eu já estava roubando um táxi de uma mulher, que me fitou assustada. - É uma questão de vida ou morte! - expliquei, batendo a porta do carro. O taxista seguiu com a velocidade que eu solicitei. Ele me observava com um ar de preocupação, mas não fazia perguntas. Provavelmente minha expressão revelava todo desespero que corria por cada mísero pedaço do meu corpo. Eu não pensava em nenhuma das consequências que eu sofreria por Ino ter roubado minha moto e se acidentado, a única coisa que assolava meus pensamentos era a necessidade extrema de vê-la. Eu evitava cogitar o pior, por que eu sabia que não seria capaz de suportar e eu não precisava ter uma crise naquele momento, o que eu precisava era agir.  Desci do táxi, jogando uma nota de cinquenta no colo do motorista. - Me espera aqui! - o carro da polícia já estava ao lado de minha motocicleta, provavelmente aguardavam o reboque para recolhê-la. - Bom dia, eu preciso saber para onde levaram a garota que estava pilotando essa moto! - eu estava aos berros, não conseguia controlar a forma como minha voz escapava dos meus lábios. 

   -Hospital Universitário de Konoha, a cinco quilômetros daqui.  - o policial com as mãos dentro do bolso informou tranquilamente, demonstrando o quanto situações como aquela  eram banais para ele - Sua filha vai sobreviver. - o outro acrescentou, e suas palavras soaram como refrigério o para minha alma.  Agradeci com um aceno, voltando apressado para dentro do táxi. O motorista saiu rumo ao meu destino, fazendo o máximo possível para evitar o trânsito caótico de Konoha. Minhas mãos estavam trêmulas e eu pensava em todas as situações que poderiam vir a seguir, mas eu tentava ignorá-las.  Saquei meu celular no bolso, poucos metros de finalmente chegarmos, foram necessários alguns toques insistentes, até uma voz feminina soar do outro da linha. -Senhor Nara, ele está dormindo. - Temari explicou, enquanto bocejava. 

   -Acorda ele agora! Eu preciso falar com ele!! - isso foi suficiente para eu ouvir a agitação ao fundo. 

   -O que foi pai? Você tá bem? - meu filho perguntou preocupado.  

   -Não estou. Você vai vir para esse endereço que eu vou te mandar agora. Venha sozinho. - desliguei a chamada, e sai abruptamente do táxi. 

Meus pés pareciam que falhariam, a cada passo que dava, enquanto enviava minha localização para Shikamaru. Cruzei as portas da emergência correndo, era isso ou meu corpo entraria em colapso. Tudo ao redor parecia acontecer de forma tão urgente quanto minha necessidade de saber como Ino estava. Havia um pequeno aglomerado na frente do balcão, e sem menor gentileza, atravessei as pessoas, abrindo caminho. - Eu preciso saber onde está a garota que sofreu um acidente de moto! - pareceu levar tempo demais, até a recepcionista me encarar para dar resposta, e minha mão já batia inquieta na madeira. 

 -Enfermaria, Ala C, quarto 4.- informou, conferindo na ficha agarrada à uma prancheta. Agradeci com um aceno, me afastando para encontrar o local. - Senhor, eu preciso que responda algumas perguntas para eu finalizar a ficha dela. - parei de imediato, procurando algo útil dentro da bolsa de Ino. Batom, outro tipo de batom, espelho, cartão de crédito, celular, e finalmente, sua identidade. Era surpreendente como ela havia conseguido enfiar tantas tralhas dentro de um espaço tão pequeno. Joguei o documento em cima do balcão, e antes mesmo que fosse novamente impedido de seguir, corri apressado entre os corredores que pareciam ser todos iguais. Eu ainda não tinha enxergado a numeração do quarto escrita na porta, quando descobri onde a loira estava. Minha visão estava turva e meus pensamentos demasiadamente confusos, para que eu conseguisse assimilar algo, mas os gritos histéricos da voz por mim muito  bem conhecida, me indicou qual dos quartos eu deveria  invadir. Com as duas mãos apoiadas na madeira branca, empurrei com uma força desnecessária, chamando total atenção para mim. Uma enfermeira veio em minha direção, ela falava algo como: "Você não pode entrar aqui, senhor." ou talvez fosse um "Seja bem vindo." eu realmente não sei, pois minha atenção estava totalmente voltada para a jovem  com o vestido de festa em trapos e corpo cheio de escoriações à minha frente. Enquanto alguns de seus ferimentos eram limpos, e observavam se seu pé estava realmente quebrado, ela se debatia, gritando repetidas vezes que queria me ver. Ino estava no auge de uma crise nervosa, e quando finalmente seus olhos confusos e assustados focaram os meus -igualmente abalados- seu peito expandiu-se, tomando todo fôlego possível e ela simplesmente calou. - Vai ficar tudo bem com você, eu prometo. - eu basicamente atropelei o médico para tocar sua mão, e as lágrimas finalmente rolaram de meus olhos. 

   -Senhor, por favor. Logo vocês poderão ficar juntos. - a enfermeira tocou meu braço, conduzindo- me para o lado de fora. Eu não fui capaz de impedi-la de fechar a porta em minha cara, mesmo que estivesse desesperado para ficar ao lado daquela pirralha irresponsável. Dei alguns poucos passos para trás, observando o branco etéreo das paredes. Meu coração ainda estava acelerado, mas eu sabia que não a perderia e aquela era hora em que contava ao pai dela o acontecido. 


  Pouco antes de criar coragem para discar o número de Inoichi, recebi uma ligação de Shikamaru. Pelo tempo passado desde quando nos falamos pela última vez, acreditei que ele já tivesse chegado ao hospital. Respirei profundamente, aquela era apenas uma das muitas provações que eu teria que enfrentar por ter sido tão inconsequente a ponto de me envolver com a filha do meu sócio e melhor amigo. – Pai, estou aqui. Onde você está?  Pode me explicar o que está acontecendo? - ele estava nervoso, ficou claro através de sua voz embargada. 

  -Enfermaria, Ala C. Foi a Ino, ela roubou minha moto e sofreu um acidente. - respondi com dificuldade, tentando fazer aquela informação fazer sentido dentro da minha própria cabeça. Até para uma garota irresponsável como ela, aquilo parecia ser demais. 

 -Okay. - meu filho respondeu secamente, e eu já sabia o que esperar dele.      

Disquei para Inoichi, e levaram apenas poucos segundos para que ele atendesse. Sua voz era de sono, mas ele não parecia aborrecido por ter sido acordado. - Você sumiu da festa, porra… Ou eu que não te vi? Bebi pra caralho… - ouvi um som como o de uma porta se fechando - rolou uma coisa absurda ontem, mas vou deixar para te contar depois. 

   -Inoichi, onde você está? - avistei Shikamaru adentrar o corredor, e uma ponta de segurança surgiu dentro de mim. Meu filho e eu não estávamos vivendo uma fase boa de nosso relacionamento, aconteceram coisas com poder suficiente para nos separar para sempre, mas tê-lo comigo era sempre reconfortante, independente da situação.  

    -Tô aqui no hotel com a patroa. Nosso vôo só vai sair de tarde, mas ela quis gastar meu dinheiro com esse quarto caro perto do aeroporto.  

   -Olha, eu não tenho uma boa notícia… Sua filha está no Hospital Universitário de Konoha. Ela não corre risco de perder a vida, mas sofreu um acidente. 

   -Acidente??? Como assim, porra?! - ele estava nervoso, mas não gritou. Aparentemente não queria que sua mulher o ouvisse. 

   -É melhor você vir para cá, ela está meio nervosa… 

  -Já estou indo! - para minha sorte, ou azar, ele não insistiu que eu lhe desse detalhes e eu teria que explicar o ocorrido frente à frente. Desliguei a chamada e respirei aliviado, pelo simples fato de Inoichi ainda estar no país. Seria tudo muito pior se os pais de Ino já tivessem saído em viagem.   -Por que eu não estou surpreso? - Shikamaru perguntou, fitando-me com a decepção estampada em sua feição. 

   -Não é o que você está pensando. - sem saber o que fazer com minhas próprias mãos, as enfiei no bolso da calça. Meus olhos permaneciam vidrados na porta da enfermaria e eu estava atento aos sons que poderiam vir de lá. - A Ino estava prestes a fazer um escândalo na festa. Ela falou algumas merdas para Mabui, e antes que ela jogasse minha carreira no lixo, eu a tirei de lá. A única coisa é que eu não contava é que ela roubaria a porra da minha moto. 

  -E que jogaria sua carreira no lixo depois de se acidentar com ela. - Shikamaru acrescentou cruelmente. Dei de ombros, ele estava correto e eu não tinha mais o que dizer. - Bom, agora vamos assistir o estrago.  


[...] 


Por Ino Yamanaka

    Vê-lo ali, olhando para mim e dizendo que tudo ficaria bem, fez alguma coisa dentro do meu peito se acalmar. Eu tinha tanto para dizer, mas ao fitá-lo, tudo o que consegui fazer foi me calar. O nervosismo e o pânico que eu sentia pareceram me abandonar totalmente, e agora o médico conseguiria me dar o sedativo que eu precisava para permitir que os enfermeiros terminassem o trabalho. Mas estava tudo bem, porque  eu sabia que Shikaku estava do lado de fora esperando por mim.

...

    Muito bem, eu detestava a forma como eu destruía cada coisinha tentando acertar. Odiava ter roubado a moto e não ter prestado atenção o suficiente no caminho,  a ponto de não enxergar um desnivelamento. Às vezes eu detestava até a minha sorte, uma vez que só estava com ferimentos superficiais, tinha machucado os lugares em que a minha pele ralou no asfalto e meu pé estava quebrado. Não, eu não estava bancando a suicida, eu só queria desaparecer por um tempo, com ideias geniais de como não ferrar com as pessoas com  quem eu me importava, mas quando abri meus olhos novamente, eu só tinha a certeza do quanto eu tinha falhado miseravelmente de novo.  


  Shikaku estava com uma expressão tão séria, olhando fixamente para o nada,  que eu estremeci. Precisava pensar no meu pedido inútil de desculpas, e mesmo que ele não me ouvisse, eu iria falar, mas assim que viu que eu tinha acordado, o alívio suavizou suas rugas e prontamente ele se levantou, se aproximando de mim na cama, levou a mão até meu rosto tocando suavemente: - Ino...


    - Eu sinto muito. – Interrompi.  Falar doeu mais do que eu queria admitir, mas fitando seus olhos tão escuros,  isso parecia não importar tanto assim.


    - Você me deixou preocupado. – Acho que nunca na vida  o ouvi falar com tanta suavidade. Fechei os olhos, sentindo seu toque e uma lágrima escapou. Se a gente se gostava tanto, por que tinha que ser tão errado?
    

- Eu entendi,  eu jamais quis ferrar com sua vida, você sabe não é? – Eu precisava dizer, precisava que ele soubesse. – Eu vou parar agora. – Precisei fazer uma pausa. – Eu não pensei, eu só queria estar com você, como eu nunca quis antes, mas eu entendi. 

    - Vai ficar tudo bem. – Ele disse, voltando a ter aquela postura séria de sempre, mas a sua mão tocou a minha de maneira discreta, e foi exatamente nesse momento que vi Shikamaru saindo do quarto sem falar nada,  e se não fosse pelo mecanismo da porta, eu não teria o percebido. Acabei prendendo a respiração, olhando para Shikaku de maneira vacilante, não sabia se era o efeito dos remédios, mas o tremor em minha mão voltava com força:


    - Ino, nós vamos ficar bem. – Ele disse com convicção. Eu não tinha a menor ideia se eu realmente tinha entendido o que aquilo queria dizer, mas permiti que nossos dedos se enlaçassem,  como se soubesse. Shikaku se inclinou sobre mim e nossos lábios roçaram um no outro, antes de finalmente sentir sua boca na minha.
   

 Fosse como fosse, a atitude de Shikamaru deixava claro que estávamos completamente por conta própria agora  - Sr. Yamanaka! – sua voz de surpresa,  vinda do lado de fora do quarto,  fez Shikaku se afastar de mim. Meu coração começou a bater acelerado e a tensão percorreu todo meu corpo, quando meu pai abriu a porta com ódio.  Seu rosto pálido estava vermelho de pura raiva, e ele entrou feito um furacão. Mesmo de relance, pude ver os olhares das pessoas assustadas com sua entrada tão abrupta.  Eu nunca na vida o tinha visto naquele estado, e começava a desconfiar que saber da história o levaria a um novo nível de estresse, com uma reação totalmente desconhecida.
    - Alguém vai me explicar que porra está acontecendo? Por que caralho você estava com uma moto Ino?? Isso é verdade?! A recepcionista disse que você sofreu a porra de um acidente  de moto!!! – Meus olhos se arregalaram, e minha garganta ficou presa um nó que eu não conseguia desfazer. Uma desculpa! Por Kami! Uma desculpa! Eu precisava desesperadamente. – E eu adoraria saber o que você tem a ver com isso Shikaku, a moto por acaso é sua? – Os olhos raivosos de meu pai foram direcionados ao seu, até então, amigo. Céus! O que vamos fazer agora?


[...]

    


Notas Finais


Eitaaa agora o caldo vai entornar, não vai?


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