História Dominatrix (Ivan G!P) - Capítulo 8


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Palavras 960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que curtam pessoal!!!!!

Capítulo 8 - Capítulo 7


Ela cruzou o saguão, passando longe da pilastra atrás da qual Ivan estava escondido.

Franzindo a testa, ele ficou observando o requebrar dos quadris enquanto ela se retirava,

mas não se dando ao trabalho de segui-la.

Tarso Brand . De novo.

Ivan enfiou as mãos nos bolsos da frente da calça jeans, grunhindo baixinho. Ele estaria

ferrado se perdesse sua última semana de férias assistindo à mulher por quem havia

cruzado o país caindo de amores por outro cara. Principalmente seu velho inimigo. Mas

que droga ter de passar a semana assumindo uma posição secundária em relação àquele

idiota do Brand na busca pela atenção de Simone; exatamente como tinha acontecido durante

toda a vida escolar deles.

Não que Ivan achasse ter qualquer direito sobre Simone. Que inferno, dez anos tinham se

passado e ele sabia que ela nunca o enxergaria como nada além de um amigo. Claro, ele

fantasiara que mudaria o ponto de vista dela, mas eles sequer eram capazes de se

reconhecer agora. E a última coisa da qual ele precisava neste momento de sua vida era

enfiar-se em um relacionamento. Então não, não importava como seu cérebro analítico

tentava rotular aquela sensação, mas aquilo não era ciúme.

Tarso Brand era um babaca. Um babaca classe A que sempre se destacara. Ah, claro, ele

sempre aparentara ser o Sr. Amigável. Apesar das competições acadêmicas, ele sempre

fizera das tripas coração para ser amigo de Ivan, sempre convidando-o para sair. Só que

estas eram sempre na sala de recreação do Hotel Garcia e era sempre Ivan quem pagava a

conta. Quando Ivan ficara mais esperto e chamara a atenção de Brand, este negara que os

convites tivessem a ver apenas com isso. Mas, no momento em que a carteira de Dex se

fechou, os convites cessaram.

O que realmente chateava Ivan, porém, era que Brand tinha usado Simone. Tipo usá-la para

escrever seus trabalhos de escola, se fingir de amigo enquanto zombava dela pelas costas.

Ele dera a ela um apelido nojento de virgem mais velha do mundo ou coisa assim. Tudo

porque ele tinha perdido uma aposta com seus amigos de futebol, de que conseguiria

transar com ela no drive-in.

Ivan não achava que um idiota como aquele fosse capaz de mudar ao longo do tempo.

Por isso, era sua função proteger a velha amiga. Embora tivesse uma casca bem dura, Simone

era sensível. Nesta semana ele teria de certificar-se de que ela não seria usada ou magoada.

Sim. Era isso. Era para o bem dela que ele estaria fazendo o máximo para monopolizar

seu tempo e mantê-la longe de Brand. Definitivamente não tinha nada a ver com ciúmes.

Assim que Ivan estabeleceu tal mentira em sua cabeça, as gêmeas passaram, serelepes,

os quadris requebrando enquanto elas cochichavam. Uma delas avistou Ivan e parou,

ergueu uma sobrancelha e lhe deu uma bela examinada.

– Bem, olá. Você está aqui para o reencontro da turma? – quis saber ela com um

ronronar gutural.

– Não – disse Ivan, um pouco tenso ao captar o real sentido da expressão devorar

alguém com os olhos. Aquilo o fez querer colocar mãos protetoramente sobre suas partes

íntimas. – Ano errado.

– Que pena. Talvez possamos conversar sobre o presente em vez de nos concentrarmos

no passado – murmurou ela antes de permitir que sua irmã a puxasse para longe.

Que o chamassem de covarde, mas foi só o que ele conseguiu fazer para não fugir.

– Ivan.

E eis ali uma voz que nunca lhe inspirava o desejo de escapar. Com um sorriso

relutante, ele se virou para a mulher idosa.

– Vovó, pensei que você estivesse arrancando toda a grana de Las Vegas – disse ele

enquanto se curvava para abraçar sua avó baixinha. A fragilidade sob suas mãos era uma

ilusão, ele sabia. Essie Garcia era a mulher mais forte do mundo.

– Vegas está acabada – disse ela com um suspiro. Ainda usando a roupa de viagem, um

agasalho de tecido vermelho felpudo, com o cabelo branco cheio de cachos e os óculos

bifocais de armação dourada, ela devia se parecer a Mamãe Noel. Só que era muito

baixinha, magra, e se Ivan fosse ser sincero, impertinente para ser a senhora tão

santificada. Em vez disso, vovó parecia um duende travesso que tinha colocado salitre no

chocolate quente do Papai Noel e pichado o trenó.

Ela era a pessoa favorita dele. A campeã absoluta. E a maior dor de cabeça do mundo.

Mas a presença dela compensava qualquer aborrecimento.

Os pais de Ivan nunca foram capazes de compreender o fascínio dele por jogos

eletrônicos. Eles sempre consideravam este um mau hábito que ele deveria superar. Eles

ficaram empolgados quando ele foi para a faculdade. Muito embora seu pai sempre

dissesse que só estava bancando as despesas da faculdade de Ivan para que seu filho

pudesse ganhar muito dinheiro e apoiar os negócios da família depois que se formasse. E

ainda que tais despesas tivessem sido triviais, considerando que Ivan tinha uma bolsa de

estudos integral, seu pai nunca negara a expectativa. Não foi surpresa nenhuma seus pais

terem ficado furiosos quando, oito anos antes, Ivan decidira largar a faculdade e seguir sua

paixão.

Mas vovó? Ela vibrara e o incentivara a se estabelecer por conta própria. Com fé e

incentivo dela, sempre lhe dando apoio, ele pudera combinar o currículo de design

gráfico adquirido na faculdade, sua obsessão por computadores e a imaginação vívida – a

qual ele sempre escondera por medo de ser zombado na escola. O resultado? Uma

carreira altamente bem-sucedida como desenvolvedor de jogos eletrônicos. Mas como que

dando aval às preocupações e as de seu pai – e à vergonha de partilhar seu lado criativo –,

Ivan sempre trabalhara usando um pseudônimo, desde seu primeiro jogo, o qual

reproduzira, e ridicularizara, a cidadezinha de Idaho fundada pelos antepassados de seu

pai. Devido à sua discrição, e à campanha constante de sua avó, seus pais por fim

toleraram sua escolha profissional; pelo menos o suficiente para permitir que ele voltasse

para casa nas férias. Os baldes de dinheiro que ele ganhara também não foram exatamente

ruins. Engraçado como o dinheiro sempre comovia as pessoas. Por toda sua vida, o

dinheiro sempre lhe abrira portas. Amigos, convites, oportunidades de sair com os mais

populares.



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