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História Dominus - Domine seu lado obscuro (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 25


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Capítulo 25 - História de Sangue


Fanfic / Fanfiction Dominus - Domine seu lado obscuro (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 25 - História de Sangue

-O que você está fazendo aqui?- foi a primeira coisa que perguntei, Jimin só olhava pra ele, numa mistura de surpresa e inércia, afinal, o que ele estaria fazendo no meu dormitório?

-Esqueci de devolver isso…- ele dizia, jogando pra mim o laço negro que deveria estar no meu pescoço, eu me esquecendo que estava sem ele, provavelmente havia deixado na pousada, ele provavelmente já teria me devolvido se não fosse a intromissão de Dríade…

Jimin olhava pra mim ainda mais surpreso, afinal, como que meu laço tinha ido parar nas mãos dele? Depois de uma noite inteira desaparecida? Bem, até eu teria entendido errado se fosse ele…

-Acabei ouvindo a conversa de vocês, estava pensando na ruína que seria esse Abdurandan, mas você teve uma boa ideia…- ele apontava para Jimin.

-Caramba...eu não me lembro da última vez que ouvi sua voz…- Jimin dizia, meio boquiaberto, olhando para Taehyung, seria hilário se o que estivéssemos discutindo não fosse tão absurdo.

-Vocês estão malucos?! Eu não posso fazer isso! Ainda nem aprendi o básico direito, é simplesmente impossível, fora que eu duvido que qualquer fuxio me aceitaria pra representar a casa mais poderosa de Dominus- eu colocava os fatos na mesa, tentando ignorar o quanto Taehyung continuava lindo apoiado no batente da porta com o cabelo caído nos olhos.

Tudo bem, eu tinha um problema muito grande de concentração.

-Eles vão aceitar você se eu disser que pode me substituir- dizia ele, todo seguro de si, como se ele fosse o dono do mundo.

-Ele tem razão S/n, as pessoas já tem alguma expectativa sobre a dimensão do seu poder depois do acidente da tempestade, sendo aluna de Taehyung e se ele disser que está pronta você poderia substituí-lo- Jimin confirmava, eu rindo de nervoso, acho que eles não tinham entendido que eu tinha acabado de entrar na escola praticamente.

-E você acha que estou pronta?- perguntei a Tae, de braços cruzados.

Ele riu.

-Claro que não- alguém fazia o mínimo sentido ali?!

-Mas como seu colega disse...você pode ser lapidada, e quando estiver pronta vai valer pelos quatro integrantes do grupo- eu até que me animei, queria dizer então que ele acreditava no meu potencial, na dimensão do meu poder...ele não achava que eu era um fracasso completo, era um bom sinal certo? 

-Vamos começar de verdade com as aulas amanhã, venha preparada com todos os livros que puder trazer sobre o Abdurandan- ele dizia, Jimin franzindo o cenho.

-Foi uma ótima ideia é…- ele apontava para Jimin no quarto, querendo saber seu nome.

-Jimin!- ele respondia, quase que batendo continência. -Park Jimin, temos aula juntos- Taehyung com certeza não parecia se lembrar dele.

-Claro...boa ideia Jimin...boa sorte pra dormir com ela…- ele dizia, já saindo do batente, indo embora. -Ela ronca como um ogro- completou.

-Ah eu sei- Jimin dizia, eu olhando pra ele sem saber o que dizer, num misto de vergonha e raiva.

-Ei!- reclamei.

-Que foi? É verdade...mas então quer dizer que você dormiu com o senhor sombrio ali?!- ele dizia alto, eu me levantando na mesma hora pra fechar a porta.

-Shh! Fala baixo!

-Meu Deus...então é verdade…

-Não é verdade! Quer dizer...não totalmente…- ele quase ria. -Não é o que você está pensando tá legal?!

-Aham...sei...fiquei chateado S/n, achei que eu fosse seu crush fuxio...vou perder na minha própria aposta- ele dizia, fingindo estar sentido.

-Mas confesso que nunca achei que ele se interessaria por alguém depois do romance conturbado com a Dríade…- dizia ele, eu rindo.

-Ele não está interessado, na verdade, tá mais pra me aturando do que interessado em mim…- Jimin sorriu.

-Você pode não ter percebido, mas ele deve ter algum interesse em você, mesmo que mínimo- constatava ele, como se fosse óbvio.

-Como sabe disso?- perguntei.

-Ele não teria insinuado que vocês dormiram juntos pra mim se não quisesse demonstrar que vocês tinham alguma coisa, provavelmente ele não sabia que seu colega de quarto era um homem…- dizia ele, eu dando de ombros.

-Acho que foi mais pra me humilhar- falei.

-Ai ai S/n, você é muito lerda pra essas coisas…bem, um dia ele vai deixar claro como a neve que o que eu falei é verdade…- ri.

-Acho que não estamos falando da mesma pessoa Jimin- respondi.

-Eu imaginei que esse garoto teria problemas pra demonstrar os sentimentos, dá pra entender porque ele ficou tanto tempo sozinho, pelo visto só você tem o poder de conseguir manter uma conversa com ele por mais de cinco minutos- ele dizia.

-Ele conversa comigo porque precisa- e era verdade...eu praticamente tinha intimado ele a me levar junto pra sua investigação e a me deixar ajudar, e mais, ameacei ele se não o fizesse...ele meio que não tinha opção.

-De qualquer forma, mesmo que por necessidade, sinta-se especial de alguma forma...acho que vou mudar minhas apostas, colocar tudo na hipótese de ver você finalmente roubando o coração de gelo do aluno mestre do fogo- Jimin dizia, eu negando por fora, mas no fundo desejando que aquilo fosse no mínimo um sonho pra que pudesse se concretizar de alguma forma possível.

-Mas então...sobre essa escola, Woldirien, de Paxia, por que vocês são tão competitivos contra ela?- perguntei, o que animou Jimin para ficar em perna de índio sobre a cama, chamando com um comando um dos livros que tinha em sua escrivaninha ali perto.

-Vem aqui dar uma olhada…- pediu, eu me levantando indo até ele, me sentando na ponta da cama enquanto o livro se abria sozinho, passando por várias páginas apressadamente até parar em um capítulo chamado “Abdurandan”. De repente ele começou a retroprojetar imagens que se formavam das letras do livro, era quase como ver um pequeno filme sendo narrado por Jimin.

A magia era fantástica vendo de perto.

-Há muitos anos atrás, no primeiro semestre que Dominus formou seus primeiros alunos, o governo estava mais do que ansioso por poder usar na guerra pela primeira vez, bruxos que tinham domínio completo sobre os elementos…- a imagem mostrava vários alunos em uma cerimônia do que parecia ser uma formatura, felizes, recebendo medalhas de homens fardados com a bandeira de Cáspia ao lado deles, provavelmente diplomatas e governantes.

-A guerra ainda estava longe de terminar, mas Cáspia havia chegado com um elemento surpresa daquela vez…- Jimin narrava enquanto eu assistia pela primeira vez bruxos profissionais entrando em ação, fardados com os uniformes antigos do país, compondo a linha de frente da batalha, uma muralha de árvores e folhas crescia com a ajuda de alguns filhos de Renes, enquanto os fuxios abriam uma cratera no meio do caminho do exército inimigo, fazendo com que milhares caíssem em um mar de lava transbordante.

Raios e trovões se juntavam com a ajuda dos nerianos, queimando vivos diversos soldados, uma ventania forte invocada pelos arianos levando milhares para dentro da lava sem que pudessem ao menos fugir e desistir da luta.

-Paxia havia destruído nosso país por anos naquela guerra, mas a batalha daquele dia foi diferente, os tententes, coronéis e generais não podiam acreditar no quão devastados estavam, sem ter restado um mísero soldado sequer...Cáspia foi um dos primeiros países a descobrirem como estimular o gene x, ou melhor, a saberem de sua existência...mas é claro que não demoraria tanto tempo até que eles descobrissem também…- Ele continuava, mostrando um cenário totalmente carbonizado, soldados de Cáspia se certificando que nenhum inimigo havia sobrevivido.

-Eles não tinham outra opção se não aceitar a derrota, não tinham mais soldados para lutar, e precisavam de anos para se recuperar e descobrir como haviam formado bruxos para a guerra, mas não demorou muito até que não só Paxia como vários outros países adotassem essa tática de guerra- o livro mostrava agora diversos lugares diferentes, cheio de meninos e meninas sendo testados em laboratórios e forçados a aprenderem magia em nome da nação.

-Logo as escolas de bruxos viraram quase que obrigatórias em todos os países do mundo, agora que sabiam que lutar contra magia era muito mais difícil, os países decidiram trégua, podendo no entanto formarem seus exércitos da maneira que quisessem, assegurando sua segurança caso algum deles descumprissem o tratado- diversos homens e mulheres apareciam em uma grande reunião, assinando um contrato gigantesco e dando as mãos, munidos de sorrisos falsos e risadas perversas.

-Mas é claro que o senso competitivo e a sede de vingança não seriam sanadas por um simples contrato...as escolas criaram o que chamaram de Abdurandan, o feitiço mais poderoso e temido conhecido no livro dos bruxos, representando a competição que pretende revelar todo ano, a escola mais poderosa em nível mundial…- terminava, fechando o livro de repente e olhando direto pra mim.

-É como se fosse a continuação das guerras que cessamos anos atrás, ganhar deles é praticamente vingar a morte de todos aqueles que morreram pra salvar o país, e, falando a real?- dizia, ordenando que o livro flutuasse de volta para seu lugar de origem. -Os bruxos de fora são muuuito metidos, é uma delícia jogar na cara deles que somos a melhor escola- ele dizia, sorrindo, seus olhos ficando pequeninos em uma linha quase reta, era fofo.

Realmente havia muita história de ódio e sangue envolvida na criação do Abdurandan…

-E o que faz ele?- perguntei, curiosa.

-Ele o que?

-O Abdurandan...pra que ele serve? Por que é tão poderoso?- eu explicava, Jimin ria.

-Se soubéssemos algo sobre ele e o que ele faz não seria tão especial assim, não é o tipo de feitiço que ensinam ou deixam instruções do objetivo nos livros…- dizia, eu confusa. -Dizem que foi com ele que ganhamos de vez a última guerra...deve ser bem poderoso mesmo…

-Então ele é mais uma lenda do que algo real? 

-Ah ele é real sim...mas o mistério de não saber o que ele faz atiça todos os alunos a tentar adivinhar como é feito e pra que serve, milhares de tentativas já foram feitas até hoje- ele explicava, me fazendo lembrar de algo.

-Eu me lembro de ouvir Lis falando sobre ele no dia da festa...algo sobre um grupo de debates ou algo assim…

-Ah é, os nerds são os que mais se divertem tentando recriá-lo…- Jimin explicava, eu me lembrando mais nitidamente de ver Lis animada com alguns ingredientes que ela achava que compunham o feitiço.

-Lis era extremamente inteligente, junto com aquela amiga sua de neros e o namorado formavam uma das equipes mais inteligentes que já tivemos aqui, eles representavam Dominus nos campeonatos de conhecimento técnico bruxo- espera aí!

-Ela ficava com Àtila e o namorado?! Ela namorava?- perguntei, me sentindo uma burra por não ter pensado em investigar mais a vida dela antes de sair fazendo suposições.

-Bem eu acho que sim...ela sempre dizia que tinha que se apressar pra se encontrar com ele e Àtila pros debates quando eu conversava com ela sobre alguns estilos que eu queria usar nas festas e saidinhas do colégio- dizia Jimin, aquilo me cheirava muito estranho…

-Então você nunca viu o rosto dele? Quem era?- eu perguntava, Jimin negando com a cabeça.

-Não, nunca, só sei o que ela dizia, eu não conhecia muito a garota mas ela tinha contato com várias pessoas já que era a única que desenhava as roupas, meus amigos diziam que ela vivia ocupada também, sempre parecia ter algum compromisso de última hora com ele, acho que ele deve estar sentindo muito a morte dela...se ao menos soubéssemos quem ele é…- nunca havia visto ele? Sempre parecia ter algum compromisso de última hora?

Bem, não parecia ser o tipo de coisa que um namorado faria, pelo menos não um normal.

-Sabe de alguém que possa conhecer esse tal namorado dela?- perguntei, maquinando diversas hipóteses do que aquilo poderia ser na minha cabeça.

-Bem, quem mais poderia saber tudo sobre ela além da melhor amiga? Devia perguntar para Àtila, você não conversa com ela também?- claro...como eu pude esquecer de perguntar pra ela sobre isso?!

-Você tem razão! É claro que tem!- eu exclamava, me levantando como um flash, dando um abraço apertado em Jimin por ter me feito pensar naquilo.

-Valeu Jimin! Você é um máximo!- ele ria, sem entender nada.

-Isso quer dizer que me perdoa por ter te caguetado pro Ades?!- gritava, eu já na porta do quarto, prestes a ir embora.

-Só se você vencer nessa última aposta de quebrar o coração de gelo!- brinquei, ele rindo, enquanto eu continuava a correr em direção a Neros, precisava conversar com Àtila, ela melhor do que ninguém saberia me falar melhor sobre essas saídas de última hora da amiga.

Eu corria como se finalmente estivesse prestes a dar um passo significante naquela investigação, Ades podia ter um cubo de almas em sua casa, mas não havia nada que o ligasse diretamente a Lis, eu precisava de provas concretas que o incriminassem, ou que me levasse ao verdadeiro assassino.

Entrei em neros rapidamente, tentando me lembrar onde era o quarto de Átila...qual é cérebro! Nem faz tanto tempo desde que ela te mostrou tudo aqui pela primeira vez…

Dei dois toques na porta, esperando ansiosamente que fosse ela.

-S/n? Oi…- sua cara baqueada me cumprimentava, dava pra ver claramente que ela não superaria a morte da amiga fácil assim...ninguém passava pelo luto sem cicatrizes profundas.

-Oi Átila...posso entrar?- perguntava, ela assentindo minimamente com a cabeça.

A cama ao lado já estava vazia, nada em cima dela além da pequena homenagem feita pelos alunos, uma foto dela no centro levitado por um círculo de sua flutuante, várias flores e velas perfumadas ao redor, como que se despedindo definitivamente de seu espírito.

O clima ali dentro realmente estava tenso, eu sentia a tristeza, a dor, o luto.

Os olhos tristes de Àtila me fitavam, ansiando pelo que eu diria em seguida, quase como se ela estivesse esperando alguma boa notícia, como ter encontrado o assassino por exemplo…

Bem, eu faria aquilo Àtila, por você e pela Lis...eu vingaria a morte dela.

E pra isso precisava de sua ajuda.

-Eu sei que é difícil lembrar dela...e também sei que você já deve ter dito tudo que sabia para os diretores Àtila…- eu dizia, sentando ao seu lado na cama. -Mas eu quero que saiba que eu também estou tentando procurar o responsável por tudo isso…- eu dizia, pegando na mão dela, enquanto seus olhos marejados lutavam para não deixar as lágrimas caírem.

-Eu quero que confie em mim...acho que estou próxima de saber o autor de tudo isso…- eu dizia, Ades e sua face maligna me fitando aparecia em minha mente, me dando calafrios ao lembrar de todas as almas que ele aprisionava naquele cubo sinistro…

Seu olhar se iluminou, seu senso de justiça se acendeu no mesmo instante, sabia que ela me ajudaria no que eu precisasse.

-E pra poder incriminá-lo eu preciso de sua ajuda…- continuei, ela assentindo, pronta pra me ouvir.

-Me disseram que Lis costumava sempre ter compromissos de última hora com o namorado...você o conhecia?- eu perguntava, esperando pra confirmar minha tese.

-Ela sempre falava dele...dizia que a relação deles era complicada e que ele ainda estava “enrolado” em outro relacionamento, por isso nunca quis revelar seu nome…- ela explicava, eu franzindo o cenho.

-Mas ela disse que ele participava do grupo de debates com você…

Ela parecia confusa. -Ele? No grupo de debates? Não...só éramos eu e ela, eu nunca cheguei a ver esse tal namorado, realmente achava estranho a relação dos dois, ele a chamava sempre em momentos aleatórios e ela nunca pensava em rejeitar ou fazê-lo esperar, na verdade…- ela dizia, sussurrando as próximas palavras. -Às vezes parecia que era uma obrigação pra ela ir vê-lo, como se...se ela tivesse medo- ai meu Deus…

-Eu perguntava sempre pra ela sobre ele, se ela estava bem, se ele era bom pra ela, mas ela nunca quis falar muito sobre isso, falei sobre ele para os diretores também, mas não foi de grande ajuda já que não faço ideia de quem seja, o mais estranho foi que ele não se manifestou nem na morte dela...é um sem coração mesmo- ela finalizava, eu logo constatando algo que já suspeitava.

-Você faz ideia de onde ela costumava ir quando ia se encontrar com ele? Ela falava?- perguntei, antes de determinar algo sem ter certeza.

-Bem, eu não costumava ver isso, mas teve um desses dias que ela precisou ir embora de repente para vê-lo e esqueceu umas coisas na sala de treinamento, a segui para devolver e quando vi, ela estava indo para Renes, na estufa principal deles...talvez fosse o lugar secreto onde eles se encontravam, não sei…

Estufa?

Bem, valia a pena verificar.

-Obrigada Átila, vou tentar fazer o melhor que eu puder com essas informações- eu afirmava, dando um abraço apertado nela.

-Vamos encontrar quem fez isso…- eu dizia, querendo me convencer daquilo tanto quanto ela. -Eu prometo…

Saí de lá ainda mais determinada, cheia de fúria, com um só objetivo.

Eu iria encontrar de uma vez por todas aquele assassino.

Mas não sabia o que faria quando o encontrasse...nem se o deixaria viver.

O que eu mais esperava realmente, era que aquele tal namorado não fosse quem eu estava pensando ser...


Notas Finais


A investigação continua e os resultados não tão nada favoráveis KKKKKKKKKK Desculpem a demora anjinhos, minhas provas acabam quarta-feira graças a Deus 🙏🏻 entrando de férias da faculdade vou conseguir escrever bem mais heheheheheh E aí? Apostam em quem como assassino? Tae teve ciúmes do Jimin sim, talvez ou não? 👀👀👀😂💜


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