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História Don't call me a prince - Capítulo 3


Escrita por: meumitsuya

Capítulo 3 - 03


Germa 66

— Conseguiram acha-lo? — perguntou um pouco esperançoso, mas ainda com a carranca séria. O pobre servo a sua frente negou.

— Não meu senhor, nenhum sinal do garoto — Judge bufou irritado, jogando o candelabro a sua direita com tanta força que o chão tremeu e o homem se assustou.

O servo correu rapidamente sabendo que em poucos segundos o ditador iria ter um surto de ódio e obviamente, não desejava apanhar por isso.

Depois de extrapolar toda sua raiva para fora, Judge respirou fundo e se endireitou colocando uma falsa máscara de serenidade, saindo do salão batendo os pés com força no piso. Demorou alguns minutos até chegar ao destino que queria e sorriu irônico, enquanto se posicionava frente as grades.

— Então minha querida...— começou a falar manso enquanto se ajoelhava — Pensou bem? Vai me dizer onde ele está?

A mulher riu com escárnio, o que deixou Judge confuso e com uma pitada de ódio. Como aquela vadia poderia debochar dele estando naquele estado?

Ela veio andando pelos joelhos, chegou mais perto das barras de metal, dando uma cuspida na cara de Judge. O líquido viscoso escorria lentamente das pálpebras – que tremelicavam repetidamente – a bochecha.

— Vai se foder, querido — disse a ultima frase com ironia, se afastando um pouco, sentando-se logo em seguida.

— Sua puta ordinária — murmurou, mas logo em seguida um sorriso ladino brotou em sua face — Não conseguirá ficar com essa fachada por muito tempo.

Sora balançou os ombros: — Pode me bater, enfiar barras de ferro em mim, arrancar meus membros, jogar água quente na minha cara ou até mesmo me violar. Mas você nunca, nunca saberá onde meu filho está. 

Judge ergueu-se devagar, mil pensamentos borbulhando seus nervos. Queria eliminar sua esposa e filho de uma vez, assim não correria riscos de alguém tomar seu lugar – tão facilmente – mas a vagabunda não colaborava e seus servos pareciam um bando de imbecis desnorteados.

Por fim, ele saiu, caminhando em direção a um guarda.

— Leve-a para fora.

— Tem certeza senhor? — perguntou apreensivo.

— Traga minha arma também — o guarda fez continencia e saiu rapidamente. Judge continuou seu caminho até chegar aos seus quatro filhos, que estavam no salão discutindo – no caso, apenas os três mais novos, Reiju lia algum livro. Como sempre, a mais comportada entre aquele bando de animais.

— Meus queridos filhos! — cumprimentou alegremente, logo a barulheira foi se esvaziando e todos os citados olhavam para ele totalmente confuso. Afinal de contas, Vinsmoke Judge nunca foi um homem de demonstrar sentimentos.

— Diga logo o que você quer pai. Não temos o dia todo para sua encenação — apressou Reiju ríspida, o loiro sorriu orgulhoso.

— Quero que me sigam para o pátio, teremos uma apresentação nesse exato momento.

— Apresentação? — indagou Ichiji — A essa hora da tarde?

— Foram as prostitutas que eu pedi? Me diz que sim, pelo amor de Deus estou seden-

— Cala a boca Yonji — exclamou Reiju — Vê se começa a pensar com a cabeça de cima, e não com a de baixo. Se é que existe alguma coisa nesse oco dentro de você.

A sala de encheu de risos e um Yonj revoltado, iria xinga-la mas Judge o interrompeu. Dizendo que teriam porque teriam que ir para o jardim.

E então eles foram.

Sua mãe estava em frente a um canteiro de rosas claras, ao ver a cena a garota engoliu seco. Diferente dos outros que sorriam com a humilhação e já sacando k que vinha a seguir.

Um guarda chegou, entregando a arma pedida por Judge e se afastando para ver o show. O loiro sorria cínico.

— Ultima chance querida.

Ela permanecia calada, olhando no fundo dos seus olhos e sorrindo. Ao perceber que não diria nada, respirou fundo, ajustando o calibre.

— Suas últimas palavras?

Rendez-vous en enfer, Judge. 

O sangue de Sora escorria pelas flores, pintando-as de vermelho vivo. Seu corpo se misturava a grama, tão angelical estaria se não fosse pelo fato de estar imunda e com várias feridas pelas violências que sofrera. Ela veio do pó, e viraria pó mas não antes de ser importunada até mesmo depois de morta.

Seu corpo estava esticado num pergolado de madeira no meio da praça. A mulher, que antes era sinônimo de beleza, um exemplo e inspiração para pinturas e roupas agora parecia nada mais nada menos como um pedaço de carne, um porco mal despido e judiado por pessoas que não tinham coração.

— Que isso sirva de lição para todos vocês! — anunciava Judge orgulhoso — Os que tramarem contra mim e forem oposição ao meu governo acabarão que nem a líder de vocês! — apontou para a mulher, coberta por moscas. A população olhava aterrorizada e aflita, sabendo que a partir dali, dias sombrios viriam.

— Por mais, tenham uma boa tarde.




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