História Don't call me baby - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Kooktae, Kookv, Ocultismo, Psycho Terror Series, Satanic!au, Seita Satânica, Taekook, Terror Psicológico, Vkook
Visualizações 32
Palavras 3.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí?

Lembre-se dos avisos no primeiro capítulo. rs

Boa leitura. ( ಠ ͜ʖಠ)

Capítulo 2 - O prato principal


Fanfic / Fanfiction Don't call me baby - Capítulo 2 - O prato principal

O elevador era grande, mas naquele momento era como uma pequena geladeira musical. Jungkook não parava de sentir o frio percorrendo sua espinha.

Kim Taehyung é um puto idiota. Que ideia mais nojenta. Ele me “respeita”, mas não a noiva? Eu não vou participar disso. Vou inventar qualquer coisa e ir embora.

Ao chegarem no andar, o rapaz começou a mexer no celular e mandar mensagens para qualquer amigo seu que o responda na hora. Um deles foi bem ágil.

 

JinJin hyungnim

Me salva por tudo que é mais sagrado que seu rosto

Que merda que tu se meteu agora?

A noiva do meu daddy tá aqui ao meu lado

E a gente vai jantar

A não ser que você me ligue agora e diga algo convincente para eu escapar daqui

Se fode aí otário

Vou fazer nada não

Eu te falei que devia se relacionar com um cara solteiro

No máximo divorciado

HYUNGNIM NÃO ME DEIXA NA MÃO

Jungkook, aprenda a resolver seus próprios problemas

Você é um filho da puta

Se tivesse me aceito como seu baby

Eu não estaria aqui

Eu não tô nessa vida para bancar amigos

Pra isso eu depositaria na sua conta para você parar de me perturbar

Cadê Hoseok-hyung numa hora dessas?

Tá fodendo com um amigo do seu daddy querido

O QUE??

ELE NÃO PRECISA DE DADDY

JÁ ENRIQUECE COM O TRABALHO QUE TEM

Não é relação daddy kink sua mula

Só você se rebaixou a esse nível

Você tem um baby seu hipócrita

Tenho meus motivos e é ele que me banca agora

ENTÃO VOCÊ VIROU UM BABY??

SEU TRAIDOR

Esqueceu que meu salário está atrasando?

Tá difícil pra todo mundo

E para de achar que eu tenho uma relação de daddy x baby

Ele é o meu bebê sem precisar me chamar de daddy

E eu só dava presentes caros para ele e vice-versa, ok?

Namoro de gente rica, você não entende

Seu pobre

Vai se foder

não fala mais comigo

 

Guardou o celular com raiva e observou o apartamento. Simplesmente, a cara da riqueza. Mais espaço que móveis e móveis que custam todas as dívidas que teve na vida juntas. Janela panorâmica com vista para as intensas luzes da cidade. Quadros de pinturas modernas com cores distintas adornavam as paredes. É um ótimo lugar para se viver, pensou admirado.

– Terminou a conversa no celular? – perguntou Taehyung, voltando do corredor largo sem a jaqueta vermelha de outrora e balançando os fios escuros.

– Sim. Hum... Acho melhor eu ir – falou, olhando ao redor.

– Ei, não tenha medo. Ela não vai te fazer mal hoje – riu, zombeteiro.

– Olha a situação em que estamos – sibilou para o outro. – Isso é desrespeitoso. E você ainda teve a cara de pau de falar de mim para ela.

– E qual o problema? Estou evitando inconvenientes – fez uma expressão de deboche. – Está sendo contraditório, Jungkook.

– Há limites para as coisas que faço e estamos passando deles – retrucou ríspido.

– Está agindo como um brat – o olhar de reprovação do mais velho caiu sobre o outro.

Jungkook quis rebater, entretanto, Lilie surgiu da cozinha com um sorriso tão bonito e alegre que só pensou em ser educado.

– Lilie-ssi, me desculpe, mas eu tenho que ir – falou firme, fitando as esferas castanhas.

– Ah, não vá. Fique, por favor. Quero te conhecer melhor – tinha um interesse enigmático em suas irises e seu sorriso se tornou travesso.

– Eu sinto muito – tentou manter a firmeza em seu tom.

– Não! Taehyung, o convença a ficar! – se voltou para o moreno, segurando o braço de ambos.

– Fique, Jungkook – sua voz saiu mais grave que o normal. – Ou eu tenho que dizer que é uma ordem?

O mais novo se virou para ele com as sobrancelhas arqueadas. O que é isso agora? Há mesmo a predominância do daddy sobre o baby, porém em frente a noiva? Jungkook está odiando cada segundo perto dele hoje. Onde está o Taehyung carinhoso de antes?

Para de se iludir, seu imbecil – se xingou.

A campainha tocou e Lilie correu para a porta feito uma criança esperando o Papai Noel, com seus saltos finos.

– Sua deixa para cair fora daqui – Kim disse com urgência, lhe dando as costas.

Qual é a porra do problema dele? Seus olhos estavam diferentes, quase inocentes.

– Jungkook-ssi, se você sair agora, eu juro que nunca mais te permito chegar perto do Taehyung de novo – Lilie voltou com as caixas do jantar e seu noivo a ajudou.

Tudo que mais quero agora é ir embora e cortar relações com ele mesmo. Estarei no lucro.

– Preciso realmente ir – insistiu.

Ela o impediu, agarrando seu braço novamente.

– Por que quer tanto partir? Você e Taehyung brigaram? – seus olhos, por que tinham que estar assim tão pidões? – Nada como assentar a mesa e resolver conflitos.

– Lilie-ssi, olha...

– Não, olha você. Serei sincera – ela jogou os cabelos para trás de um jeito bem parecido com o do Kim. – Eu quero ser sua amiga também. Tentei ser de um outro amigo do Taehyung, mas ele não gostou de mim e eu fico me perguntando onde foi que eu errei. Então, eu quero tentar e fazer direito, por favor. Não precisa continuar amigo dele se não quiser, mas seja pelo menos meu amigo.

Céus, como Taehyung pode trai-la? Ela é um amor de pessoa. Jungkook pode ser gay, mas, se estivesse em sua pele, se esforçaria ao máximo para fazê-la feliz.

– Tudo bem, eu fico – se odiou por aceitar. Mas como recusar depois daquele discurso?

Eu sou uma pessoa horrível – se sentou à mesa com isto em mente.

O jantar tinha mexilhões, vieiras e abalone com macarrão de tinta de lula e legumes caramelizados. Jungkook nem lembra mais a última vez que comeu algo tão refinado assim. Nenhum dos três se manifestou até se servirem. Kim tinha um semblante sonso implacável. Se segurou para não o socar.

– Jungkook-ssi, Taehyung me falou que é universitário, mas não disse o curso – Lilie iniciou a conversa, descontraída.

– Faço design gráfico – respondeu, saboreando o macarrão.

– Sério? Estamos precisando de designers na empresa! – exclamou, reluzente. – Está estagiando?

Fodeu. Não pensou que suas mentiras o ferrariam tão cedo. Ela quer contratá-lo! Uma proposta assim é o que mais quer, porém, infelizmente, não pode aceitar. Descobriria que ele já é formado e rejeitado no mercado. Além do mais, o rapaz não quer estagiar, precisa de um emprego na área. Tudo que lhe resta é continuar sendo um “baby” até se arranjar na vida.

– Sim – sentiu o peso do olhar de Taehyung. O espiou rapidamente e foi perfurado pela forma afiada que o outro parecia lhe ler, como um livro aberto em uma exposição literária.

É assustador. Está vendo através da minha mentira? Sabe que é mentira, em primeiro lugar?

Jungkook se remexeu na cadeira, tentando se concentrar na comida.

– Ah, espera. Não posso perder a oportunidade – Lilie se levantou, indo para a sala. Retornou correndo com algo em mãos. – Meu cartão – o entregou. – Nunca se sabe o que pode acontecer, então, a Lightcent estará de portas abertas para o receber.

Leu o nome “Lilie Tan”, um número de telefone e celular. O logo da empresa de uma estrela cadente cintilando no relevo metalizado. É uma organização de publicidade e tecnologia de fora do país, espalhada por toda a Ásia e com poucas filiais em outros continentes. E eu estou jogando essa chance no lixo, lamentou em pensamento.

O restante da refeição foi mais brando. A menor contou mais sobre si. É de Hong Kong, sua mãe é coreana. Só veio ao país por transferência para administrar a sede na Coreia. Sua família é uma velha conhecida da família de Taehyung, por isso os unirão. Ela tentou arrancar informações de Jungkook, no entanto, o mais novo se esquivou com respostas triviais.

No geral, foi agradável dialogar com a mulher mais simpática que já conheceu. Poderia continuar até o amanhecer ouvindo sua voz suave e entusiasmada, mas estava tarde e ela tinha de ir.

– Amei te conhecer, Jungkook – segurou a mão do outro com a sua, pequena e macia. – Temos que manter contato. Não hesite em me enviar alguma mensagem – sorriu doce. Foi até o Kim sentado no sofá e afagou sua cabeça. – Boa noite. Não brinquem até a madrugada, meninos – falou, indo à porta com a bolsa no braço. Deu um último aceno e saiu.

Finalmente os dois homens ficaram sozinhos. O mais novo estava um pouco constrangido com tudo que ocorrera. Sabia que daddy kink o levaria para o caminho errado e ele próprio escolheu o mais errado que é um cara prometido a outra. Não queria ficar com alguém velho, então, decidiu correr o risco, mas olha onde se meteu.

– Agora entende o porquê de eu não ter te expulsado daqui? – proferiu o moreno, penteando os cabelos negros para trás com os dedos.

– Queria me mostrar que não importa ter dinheiro e uma carinhosa noiva, eu serei a sua escolha? – adivinhou, desdenhando.

Taehyung o fuzilou com seus orbes e passou a língua pelos lábios.

– Eu briguei com meu melhor amigo e Lilie-noona se culpa por isto – contou, encarando a enorme televisão na parede. – Ao te ver, eu não poderia tirar dela a chance de se sentir melhor se tornando sua amiga.

– É bem filha da puta da sua parte – retrucou, mudando o peso das pernas.

– Que falta de respeito, Jeon – Kim o censurou friamente.

– Não preciso te dizer que é hipocrisia da sua parte me falar isto, não é? – Jungkook o confrontou, cruzando os braços.

– Não, mas parece que eu preciso te dizer que ela está ciente de que me atraio por homens também – arqueou uma das sobrancelhas sem olhar para o outro em pé.

– Espera, o quê? – ficou pasmo com a declaração.

Lilie sabe? “Não brinquem até a madrugada, meninos” – dissera antes de sair. Está ciente de tudo e não se importa? Sabe que Jungkook é o baby do noivo e quer construir uma relação boa com ele? O que está acontecendo? É uma nova forma de casais arranjados estarem lidando com a obrigação de conviverem pacificamente? Será que isso é mais comum na alta sociedade do que imagina? Nas series e filmes que assistiu, chegava um ponto em que um dos dois não aguentava mais a obscenidade dentro da própria casa. Acabavam se reconciliando e percebendo que se amam de verdade. Lilie está suportando enquanto ainda não é esposa de Taehyung ou, mesmo depois de casar, só reclamará daqui a alguns anos?

Muitas perguntas e nenhuma resposta. De qualquer modo, continua sendo uma situação complicada. O mais novo será a “vadia” caçoada na roda de amigas de Lilie. Está sentindo nojo de si. Realmente se rebaixou, como Seokjin lhe dissera. Com certeza é a maior besteira que já fez na vida, superando a vez em que bebeu até esquecer quem é e saiu pelo campus universitário pagando boquete para quem lhe aparecera a frente, sendo chacota por um semestre inteiro. Mas foi superado pela orgia na sala de astrofísica.

– Ela sabe sobre nós? Por que não me disse? – sentou abismado ao lado do mais velho.

– Não tenho que te dar um relatório do que faço ou deixo de fazer – foi seco.

– Também não deveria me obrigar a conhecer sua noiva só para você se sentir bem consigo – devolveu no tom.

Taehyung riu, o analisando minuciosamente.

– Desculpe, realmente foi escroto de minha parte – alisou seu pescoço. – Você vai querer terminar, não é?

O garoto ia responder, mas se impediu. Ele entende que, no fundo, Taehyung se importa com a noiva. Agiu errado no momento do desespero, contudo, pensou mais nela que em Jungkook. Tentou imaginar como deve ser estar na situação dele: casar com quem nutri sentimentos fraternos e ter de se reprimir. Angustiante, no mínimo. Não dá para transar sem sentir atração. Tem como o culpar por isso? Bom, sim, mas ele pode ser um pouco egoísta em buscar um pouco de satisfação em meio a triste prisão imposta a si. E se Lilie concorda, quem é o mais novo para negar?

A verdade é que não queria ter que se separar do moreno. Ele foi um babaca hoje, sim, foi, no entanto, em geral, não é uma pessoa ruim. Jamais maltratou Jungkook e nem pensa em fazer algum mal a mais velha. Está dividido entre seus desejos e a felicidade de Lilie. Ver esta outra faceta dele o deixou intrigado sobre o que mais não compartilha consigo.

– Daddy... – saiu involuntariamente. Revirou os olhos se odiando.

Kim arqueou uma das sobrancelhas, em suspeita. O outro não entendeu tal reação.

– Diga, baby – Jungkook sentiu o sarcasmo em sua voz.

– É estranho tê-la conhecido e sabendo de tudo, mas eu não quero terminar, por mais que minha consciência fale que eu deva – mordeu o lábio inferior, após confessar.

– Quer que eu te ajude a tomar uma decisão? – passou a mão pelo ombro do rapaz, traçando um caminho delicado até a base da cabeça.

Sua língua umedeceu os lábios corados e se dobrou ao tocar a discreta pinta no canto, sempre atraindo a atenção de Jungkook quando seus rostos ficam muito próximos. O garoto respirou fundo, fitando os olhos selvagens a sua frente, sentindo o afagar lento em seu cabelo e o hálito quente se achegando a sua boca já entre aberta e pronta para o receber.

Isso é um erro, o cérebro do rapaz avisou, porém foi ignorado. Finalmente vai transar com Taehyung. Por mais que ainda não goste do fato da noiva saber desta relação e que sua promiscuidade esteja mais exposta do que imaginou. Talvez valha a pena se arriscar com quem o conquistou além de seu ódio por daddy kink.

Sim, assume que está deveras encantado pelo ser que está arrancando suas roupas e sugando seu pescoço em cima do sofá de couro, devorando lhe com a boca e os dedos desesperados em tê-lo para si. Desde o primeiro beijo, ficou imaginando como seria o toque da afoita língua em outras partes de seu corpo. Será que é do tipo que não teme enfiá-la no mais novo? Seria um sonho. Tem esperado bastante por isto.

Os dentes marcavam linhas vermelhas na pele mais clara e acentuaram mais os sentidos de Jungkook. Está hipersensível, como se nunca tivesse sido tocado antes. Era algo novo e único. Taehyung sabia cada ponto estratégico que levava o outro a loucura e nem havia chego ao alvo principal. Logo, o mais novo estava completamente despido. Novamente foi invadido por um sentimento estranho, está envergonhado. Todo seu plano de agir como um virgem foi por água abaixo, pois está se sentindo como um virgem. Seu interior esquentava mais e os gemidos sinalizavam seu estado de ebulição. Taehyung é uma fornalha viva e instigante, que o queima a cada segundo.

Tateou a pele acobreada, mas sucumbiu. Suas ações são insignificantes em meio ao controle do outro. Não sabia o que fazer, a forma como é arranhado e submetido a um prazer jamais experimentado numa preliminar o desnorteou no mar fervente de transpiração, saliva e luxúria.

Kim fez uma trilha de beijos da bochecha até a virilha de Jungkook, enquanto o outro tentava tomar fôlego da viagem alucinante. Esfregou o rosto no pênis desperto e molhado, direcionando um olhar malicioso ao mais novo que ofegava em expectativa. Lambeu e roçou o dente pela extensão tesa, rindo.

– Que cara é essa? – indagou, erguendo a perna esquerda do mais novo e a apoiando no encosto do sofá.

– Só estou ansioso para que me foda logo – respondeu, inusitadamente, constrangeu-se mais com sua fala. De alguma forma, Taehyung o intimidava.

– Eu te foder. Hum... – masturbou-o, fazendo uma expressão pensativa. Suas mãos também são firmes manuseando um pau e não somente agarrando a cintura, Jungkook percebeu se contorcendo. – Ah, mas você não me engana, baby – o largou brusco, com a entonação sarcástica no final mais uma vez.

Dedilhou o peitoral definido do garoto e parou nos mamilos eriçados, os circulando, mordeu o lábio inferior do mais claro com gosto e força.

– Vamos mudar o jogo – sentou-se sobre o membro do outro, tirando-lhe o fôlego já precário. – Pelo visto tenho muito a te ensinar – moveu o quadril, fazendo o pau melado se encaixar entre suas nádegas.

O gemido entre cortado de Jungkook arranhou sua garganta. Teve de agarrá-lo com mais precisão nas costas e descer roçando as unhas até a fartura que cerca seu pênis dolorido. Taehyung se esfregava sem piedade no pré-gozo, gemendo cada vez mais rouco com a coluna arqueada. O mais novo abriu mais a bunda do outro para se encaixar melhor, porém, ele se abaixou, grudando em seu peito e sussurrando ao pé do ouvido com a voz mais sexy e orgásmica que já ouviu na vida.

– Eu quero que você me foda como nunca – delineou os pequenos lábios alheios com o polegar.

Mordeu o lóbulo da orelha e lambeu toda a cartilagem, causando arrepios na nuca do rapaz. Percorreu as mãos pelo corpo fragilizado e manchado de vários tons avermelhados. Saiu de cima e apertou as coxas musculosas de modo possessivo. Jungkook não sabia como reagir. Mudarão as posições? Que tipo de daddy ele é? Já leu sobre casos assim, mas não imaginava que o Kim era desses.

Tudo bem, outro dia eu faço ele me comer. Admirou o corpo esbelto e perfeitamente desenhado pelos deuses lhe encarando de cima. O membro levantado com a cabeça carmesim parecia pedir para ser chupado. E Jungkook ia a seu encontro quando foi impedido.

– Levanta – ordenou, curto e grosso.

O garoto obedeceu de imediato. Viu o moreno ir a estante pegar uma camisinha em um pote e voltar, se ajoelhando. Segurou o quadril do mais novo e chupou seu pênis com vontade, o desequilibrando com o ato ao tornar suas pernas bambas pelo prazer gerado. Só pôde se apoiar na parede atrás do sofá com uma pintura caótica contemporânea.

Céus, a língua de Taehyung é sobrenatural. Envolve cada centímetro deliciosamente, vai fundo com gosto, pressiona as veias certas e ainda ousa prender a ponta gotejante entre os dentes e brincar com o músculo flexível na fenda ansiosa. Jungkook desconhecia a si mesmo, tudo parecia um sonho extremamente lascivo. Seu corpo estava dormente e amolecido, seu pau muito bem acolhido e latejando, o oxigênio o abandonado junto aos gemidos instáveis. A sala girava, mas o mais velho era nítido e tentador, não desviando os olhos selvagens dele.

Encerrou o boquete mais incrível com um estalo. Puxou Jungkook consigo de volta ao sofá, o deixando por cima. O brilho perigoso em seu olhar e as mãos guiando as do outro por seu corpo, indicaram o que queria.

– A partir de agora, eu só quero ouvir seus gritos, Jeon Jungkook – rasgou a embalagem do preservativo com os dentes e o entregou. – Seja a porra do filho da puta que aceitou foder com um infiel – sibilou, como um encanto maldito.

De repente, o ambiente mudou. Algo cobriu o rapaz, como uma energia insana. Encapou seu membro tão rápido que, quando deu por si, já se enterrava no maior. Ele soltou sons melodiosos como cânticos proibidos e Jungkook uivou arrastado, tendo as coxas acastanhadas em seus braços fortes. Fechou os olhos apreciando a pressão do interior infernal o sugando. Quando os abriu, vislumbrou a belíssima figura ardente e hipnotizante de Kim Taehyung, sorrindo diabolicamente. O pecado mais tentador. O meu pecado.

Antes de se movimentar, cursou-se para beijar os lábios que se divertiam com o momento. Doce e amargo, salgado e picante. Línguas se chocando em sintonia, disparando descargas elétricas em ambos, criando ânsias violentas de querer rasgar a pele de Taehyung e tocar diretamente sua carne macia, morder ao ponto de arrancar pedaço e provar seu sangue. O desejo é tão intenso que seus dedos se afundavam involuntariamente entre as costelas do outro enquanto chiava durante o beijo, agora, com gosto de ferrugem.

Começou a estocar sem dó. Beliscava e arranhava com propriedade. Parecia possuído por algum espírito maníaco e perverso. Kim urrava junto com Jungkook, furando seus ombros para extravasar. Só haviam eles no lugar e nada mais. A preocupação com os vizinhos ou, quem sabe, o condomínio inteiro sequer passou pelas mentes nebulosas e extasiadas de ambos.

Jungkook parou por um instante, colocando-se de pé. Elevou as ancas de Taehyung e voltou a meter em alta potência, fundo e bruto.

– Eu vou te fazer gozar como nunca – garantiu o rapaz. – E você vai gritar o meu nome para o mundo ouvir.

– A-haha... – riu tremido, porém sarcástico. – Você deveria me comer melhor do que isso, baby.

A última palavra foi o estopim para estourar a verdadeira fúria dentro do mais novo. “Baby”. Para o caralho com essa merda de fetiche. Jungkook não é uma criança. Crianças fodem com a mesma agressividade que está fodendo o moreno? Crianças tem pensamentos tão impuros quanto os que está tendo agora? Crianças envolvem as mãos no pescoço de alguém embaixo de si? Crianças gostam da sensação que é ver o rosto alheio ganhando tons vermelhos e sufocando? Crianças tem um orgasmo tão hostil só com esta cena?

A exaustão o abateu. Sua energia foi drenada pelo ápice que atingiu. Largou o Kim, pondo a mão na cabeça e ficando zonzo.

– Relaxa. Só respira – ouviu a voz rouca lhe dizer.

Perdeu o equilíbrio e se apoiou na parede para não cair sobre o outro, mas foi em vão. Despencou no sofá e trouxe o quadro pendurado consigo.

– Calma – riu Taehyung, o ajeitando no estofado e pondo a pintura em outro lugar.

Tudo era um borrão ao seu redor, exceto o mais velho. Mais uma vez resplandecendo sobre si, como uma escultura bem-feita a luz direta.

– Ficará melhor quando acordar – o sorriso retangular o contagiou a também sorrir.

Contudo, algo lhe chamou a atenção. Um desenho na parede onde o quadro estava. É um bode num corpo humano? E esferas? Não teve tempo para analisar. Suas pálpebras já se fechavam e seu cérebro se desligava.


Notas Finais




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