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História Don’t Cry Daddy - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá prins!

Bom, como eu já disse anteriormente... Adaptei muitas coisas então se algumas datas não baterem com os acontecimentos, é a intenção.

Boa leitura💕

Capítulo 3 - Um Reencontro


Fanfic / Fanfiction Don’t Cry Daddy - Capítulo 3 - Um Reencontro


Graceland


07:45 am




Elvis



Acordo com o irritante barulho do que parecia ser o liquidificador. Abro os olhos com dificuldade e sento na cama, me espreguiçando em seguida. Olho para o relógio ao lado e reviro os olhos ao ver que não dormi quase nada. 


Me levanto e vou ao banheiro fazer minhas higienes matinais, aproveito e tomo um rápido banho para acordar de vez. Saio do banheiro apenas com uma calça moletom e vou para frente do espelho arrumar meu cabelo. Gasto, como sempre, um bom tempo alinhando meu topete e enfim saio do quarto.


Rumo para a cozinha e, ao chegar, recebo um choque de realidade que me faz lembrar do que eu havia esquecido totalmente. 



Michelle!



Ela estava na ponta dos pés em cima de uma cadeira em frente ao balcão e Mary estava ao seu lado, as duas apertavam uma massa e riam juntas. 


- Bom dia, pai! - A garotinha diz sorridente.


- Bom dia. - Falo sem animação alguma e olho para o outro lado do balcão, vendo Charlie sentado na banqueta folheando uma revista. Ele levanta seu olhar e sorri quando me vê.


- Bom dia, bela adormecida! - Ri e eu me aproximo, puxando um dos bancos e sentando ao seu lado. - O papai dormiu bem? - Caçoa e eu reviro os olhos.


- Nem um pouco! - Bufo.


- Acordamos você? - Mary pergunta docemente.


- Não vou mentir, acordaram sim. Mas não se preocupe, sabe que não consigo dormir muito. - Sorrio amigavelmente e Michelle pula da cadeira, contornando o balcão e entregando o que parecia ser um bolinho à Charlie.


- Aqui, tio. Vê se ficou bom. - Ela diz e ele a pega no colo, sentando-a no balcão e provando do doce que a mesma havia lhe dado.


- Acho que a massa ainda está um pouco crua. - Ele entorta a boca.


- Sério? Mas seguimos a receita tão direitinho. - Mary resmunga.


- Vamos fazer de novo! - Michelle diz animada e estende os bracinhos para Charlie a descer de novo, ele o faz e ela corre em direção à cozinha novamente.


- Vem cá, vai mesmo bancar o tio da garota? - Pergunto à ele.


- Cara, qual é! Ela é uma criança, só estou a tratando como uma. Elas gostam de atenção. - Dá de ombros e eu me viro para frente, apoiando os cotovelos na banqueta e a cabeça nas mãos.


- To sabendo... Bom, agora preciso resolver o que vou fazer com ela. - Bato os dedos um no outro e sinto o olhar dele sobre mim.


- Achei que fosse ficar com ela.


- Charlie, como vou ficar com uma criança que eu nem sei da onde veio? Ela apareceu de repente afirmando ser minha filha e ainda tem uma foto minha com a sua mãe.


- Exatamente! Ela tem algo pessoal seu que nem você mesmo sabia que existia, não acha que já é uma prova suficiente de que ela fala a verdade? 


- Qualquer fã poderia ter uma foto assim... - Penso um pouco. Na verdade não poderia, eu fiz as aulas de canto antes mesmo de gravar meu primeiro single, provavelmente apenas Pamela teria. - Aliás, ela pode ter vindo escondida... Já pensou nisso? - Me virei para ele, que pareceu pensar um pouco.


- Isso é verdade. Você vai precisar conversar com ela.


- Ela vai dizer a mesma coisa, que o tio viajou e a deixou aqui.


- Tente tirar um tempo com ela, faça ela ter mais confiança e então vai se abrir melhor com você.


- Eu não vou bancar mesmo o pai da garota. - Balanço a cabeça. 


- Não precisa bancar o pai, só tire um tempo com ela. - Diz calmo e eu bufo. - Olha, você acabou de voltar para a cidade... Por que não vai dar uma volta? Leve ela e passem o dia juntos.


- Preciso mesmo?


- É melhor. - Ele levanta. - Bom, agora eu preciso ir. Tenho muita coisa para arrumar então não vou poder ir com vocês, mas pensa no que te falei. Se você for mesmo o pai da menina, vai precisar conhecê-la melhor. - Dá dois tapinhas no meu ombro e se retira para continuar sua mudança.


Preciso mesmo sair para rever a cidade, meus antigos amigos... Mas não pensei em fazer isso com uma criança a tira colo.


Vou até o quarto e troco de roupa. Coloco uma camisa branca, jaqueta preta e calça jeans. Visto meus costumeiros sapatos sociais pretos também e pego meu óculos de sol. Enquanto estava andando pelo corredor para voltar à cozinha e chamar Michelle, esbarro com a mesma.


- Oi pai! Eu tava te procurando. 


- Ah é?


- Sim. - Ela me olha de cima a baixo. - Vai sair?


- Nós vamos. - A pego no colo e volto a andar.


- Ei! Eu preciso me limpar. - Diz e mostra suas pequenas mãos que estavam sujas de chocolate e farinha do bolo que fazia. A solto no chão rapidamente, antes que suje minha roupa.


- Então vá. Depois me encontre na sala... de preferência com outra roupa. - Olho para o seu pijama. - Ok?


- Ok, cara. - Faz um joinha e corre em direção ao seu quarto.



Ela até que é engraçadinha.



Fico esperando na sala e logo ela aparece novamente, usava um vestido tão exagerado quanto o do dia anterior e trazia uma sapatilha vermelha nas mãos. Ela me entrega o sapato e se senta no sofá, balançando as perninhas e apontando para os próprios pés. Entendo o que ela quer e me abaixo em sua frente, calçando as sapatilhas nela.


- Obrigada. - Ela levanta e me dá a mão, fazendo eu entortar a boca. Disfarço meu incômodo e saio com ela.


Entramos em um Cadillac e saímos da casa. Dirijo um pouco pelo bairro, apenas para observar como estavam as coisas pelo arredor e me surpreendo com as mudanças. Há menos árvores e mais construções, a cidade está linda.


Em determinado momento, Michelle liga o rádio do carro e passa algumas estações. Em uma delas, tocava I Got a Woman e ela começa a estalar os dedinhos enquanto cantava a letra inteira. Olho incrédulo para ela, que ri ao notar minha expressão.


- Eu gosto dessa sua música. - Diz e começa a mexer a cabeça. - Meu tio disse que tenho que ter o gingado e me ensinou a estalar os dedos, olha! - Se inclina e coloca a mão em frente ao meu rosto, estalando sem parar os dedinhos miúdos.


- Ei, não faça isso enquanto eu dirijo. - Empurro sua mão e ela ri divertida, voltando a cantar e olhar animada pela janela.


Por que ela parece um mini poço de felicidade?


- Você não tem câimbra no rosto de tanto sorrir? - Pergunto e ela me olha confusa.


- O que é câimbra? - Questiona e é minha vez de rir.


Continuamos o caminho dessa forma, ela se divertindo com qualquer coisa que estivesse na rádio e eu olhando o que passava pela janela do carro.


Quando finalmente chegamos ao meu antigo bairro, diminuí a velocidade consideravelmente, retirei os óculos de sol e abaixei o vidro. Algumas pessoas que passavam eu rapidamente conseguia reconhecer e os cumprimentava, todos ficavam surpresos em me ver e acenavam sorridentes. 


Mais especificamente na minha antiga rua, estaciono o carro perto de uma loja de convenções e desço do mesmo. O contorno e abro a porta para Michelle, que desce e segura novamente em minha mão. 


- Onde nós vamos? 


- Apenas passear. - Respondi apenas e continuamos andando pela rua pouco movimentada do pequeno bairro. Haviam crianças brincando, pessoas circulando e cachorros deitados em frente as casas. Todos relaxados e sem se importar com mais nada. Era exatamente dessa forma que eu me lembrava desse lugar.


- Olha! - Michelle exclama e aponta para um pequeno comércio do outro lado da rua. - É uma loja de brinquedos, podemos ir lá? - Pergunta dando alguns pulinhos e eu apenas a encaro. - Por favor, pai... - Choraminga e eu reviro os olhos.


- Tudo bem, vamos. - Cedo e ela me puxa para atravessar a rua.


Assim que entramos no estabelecimento, um pequeno sino anunciou nossa chegada e Michelle soltou minha mão, começando a caminhar pelo ambiente reparando em cada objeto. Seria bom dar à ela alguns brinquedos, assim pode se distrair e não me importuna tanto.


Vejo algumas prateleiras com livros infantis e me aproximo. Devo levar algum? Assim terei uma história de verdade para contar à ela quando a colocar na cama. Espera, o que eu estou pensando? Não vou ficar com ela por muito tempo. Sou tirado de meus pensamentos quando escuto seus ligeiros passinhos correndo em minha direção.


- Olha o que eu achei! - Praticamente grita e levanta uma pelúcia de algum tipo de pássaro.


- Ei garota, não pode ficar gritando aqui assim! - Repreendo.


- Desculpa... Olha o que eu achei. - Sussurra dessa vez e eu rio.


- O que é isso?


- É um pássaro grande. Ele é perfeito! 


- Vamos levá-lo então. - Estendo a mão para ela involuntariamente e a mesma segura, me puxando para o caixa. 


Ah, pronto! Essa garotinha já está me acostumando a ser puxado pelas suas mãos gordinhas.


Paramos em frente ao caixa e não havia ninguém. Michelle pula e alcança a pequena campainha que há no balcão, pressionando-a e chamando a atenção da atendente que logo volta dos fundos da loja.


- Me desculpem, eu estava... - Começa a dizer mas para abruptamente assim que seu olhar paira sobre o meu. Fico boquiaberto ao ver a pessoa em questão. Era ela! Era...


- Emma? - Pergunto e um sorriso brota nos meus lábios, assim como nos seus.


- Elvis? - Questiona no mesmo tom e caminha lentamente em minha direção. - Está em Memphis? - Ela parece desacreditada.


- É, acho que estou. - Brinco e ela sorri mais abertamente.


- Meu Deus! - Vem até mim e joga os braços ao redor do meu pescoço, enlaço os meus em sua cintura e a aperto contra mim, sentindo o aroma floral que exalava de seus cabelos. Ela ainda tinha o mesmo cheiro... - O que está fazendo aqui? - Pergunta desvencilhando dos meus braços.


- Estou morando aqui novamente. 


- Jura? - Pergunta e eu confirmo com a cabeça. - Ah, oi. E você, quem é? - Se abaixa para ficar da altura de Michelle.


- Ela é... - Tento dizer antes que a mesma abra a boca, mas de nada adianta, sou interrompido por ela.


- Sou Michelle Tanner, filha dele. - Ela sorri e Emma me olha rapidamente.


- Oh, você tem uma filha... - Sorri torto e se levanta novamente. - Bom, é ótimo rever você. Já decidiu o que vão levar? - Se dirige novamente ao outro lado do balcão.


Seu comportamento mudou repentinamente, provavelmente por associar uma filha à alguma relação amorosa, o que não é o caso e, considerando o reencontro que acabamos de ter, seria algo que Michelle com certeza diria à mãe quando chegasse em casa.


- Quero esse pássaro, por favor. - Entrega a pelúcia para Emma, que a coloca em uma sacola e aperta alguns números na registradora, sem olhar mais para mim.


- 5 dólares. - Diz apenas e entrega a sacola para Michelle, finalmente me olhando novamente.


Retiro minha carteira do bolso frontal da calça e pego algumas notas de dentro, sem me importar com o valor sortido que saiu. Coloco as mesmas em cima do balcão e ela as guarda.


- Pode ficar com o troco. - Digo antes que ela me devolvesse algumas notas.


- Não preciso da sua gorjeta, Elvis. - Diz divertida e eu rio.


- É, eu sei que não... - Me aproximo dela e escuto Michelle se afastar novamente. - Mas e então, o que tem feito por todo esse tempo?


- O mesmo de sempre, trabalhando na maior parte do tempo.


- Você sempre foi muito empenhada. - Sorrio - Mas e a música? Não me diga que desistiu do seu sonho.


- Nunca! - Diz convicta - Mas você sabe... É difícil. - Suspira e olha para baixo.


- É, eu sei bem... Mas eu consegui, não foi? Então você também consegue. - Dou piscadela e ela sorri.


- Mas e você? Está se tornando um astro do rock, se casou... - Fala baixo a última parte e eu rio.


- Eu não me casei. - Digo e ela me olha confusa. - A Michelle, ela... É complicado, entende? - Pergunto e ela assente.


- Tudo bem. Bom, fico feliz por estar realizando o seu sonho.


- Obrigada. - Agradeço e um silêncio se instala. 


Reparo em sua feição serena, sua delicadeza e seu carisma continuam os mesmos. Ela é tão bonita e me traz tantas lembranças boas... Se quero relembrar os velhos tempos, nada melhor que ter sua ajuda. 


- Que tal se fizermos algo por esses dias? - Pergunto e me apoio no balcão, aproximando meu rosto do seu.


- Oh, é... - Ela parece surpresa - E-eu... O que, por exemplo?


- Ah, eu não sei... Quero rever nossos antigos amigos. Você vive por aqui, deve saber por onde todos andam.


- Sei sim. - Ela pensa um pouco - Já sei! Que tal o bar do Joe? 


- Joe Hilton? - Pergunto animado e ela balança a cabeça, sorrindo largamente.


- Sim! Lembra que íamos todas as sextas dançar?


- Lembro sim... - Sorrio, recordando daquele tempo. - Pode ser então. Você vai cantar? 


- Talvez... - Ela olha para cima disfarçando.


- Então eu não vou perder por nada! - Pisco e vejo suas bochechas corarem.


- Pai! - Michelle chama e vem em minha direção. - O carro do sorvete, posso comprar um? - Pede eufórica e escuto a música do sorveteiro passando em frente à loja.


- Pode. - Reviro os olhos e escuto Emma rir. - Preciso ir. - Digo e ela assente, contornando o balcão e me envolvendo em um abraço apertado.


Seu toque era da mesma delicadeza da qual eu me lembrava.


- Fico feliz por estar de volta, Elvis. - Diz baixo, próximo ao meu ouvido.


- Também estou feliz por ter voltado, Emma...



Notas Finais


Não faço a mínima ideia do que colocar nas notas finais. ;-;

Caso vocês queiram que eu deixe algo, me avisem que eu coloco. Espero que tenham gostado, beijinhos!


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