História Don't Forget - Capítulo 26


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Lílian Evans, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, Jily, Marauders, Marotos
Visualizações 38
Palavras 5.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Noooooooiteeeeeee <3

todos bem? Don't forget chegou e teremos um cap se passando no... Brasil! Terra do hue
boa leitura gente <3

Capítulo 26 - Dezembro de 1979


Fanfic / Fanfiction Don't Forget - Capítulo 26 - Dezembro de 1979

Dezembro de 79:

 

Sirius:

 

-Férias, é?- Moody indagou me olhando desconfiado, dei um leve suspiro.

-Sim senhor, gostaria de passar um tempo descansando- Respondi.

-Vê se não vai fugir, Black- Ele alertou e me segurei para não rolar os olhos.

-Sim senhor, se me der licença preciso ir ao departamento de transportes mágicos- Virei-me para ir embora. As coisas entre mim e Alastor Moody andavam um tanto tensas, por assim dizer. O cara era doido, e parecia estar sempre desconfiado de mim, se não fosse Pontas eu enlouqueceria, por isso mais do que nunca eu precisaria dessas férias, eu passaria duas semanas em Paris com Mari e essa perspectiva mais que me animava. Eu estava imaginando o que faria nessa viagem quando vi que perto da fonte do ministério uma senhora vendia roupinhas de bebê.

-Boa tarde quanto está o sapatinho de lã?- Quis saber

-Um galeão meu jovem.- Ela sorriu para mim.

-ótimo vou querer esse par vermelho e dourado- Pedi.

-Ah, já querendo insinuar a casa do seu filho?-  senhora brincou e meu rosto esquentou.

-Não é para mim, meu melhor amigo vai ser pai, e claro se não for da Grifinória nem quero ser o padrinho- Disse bem humorado, ela me deu os sapatinhos, porém quando lhe dei a moeda ela segurou com força minha mão.

-Quando for sua vez, ele terá os seus olhos- Sua voz era confiante e carinhosa, e mesmo assim me deu arrepios, fui embora rapidamente para o departamento, não era possível que desde o anúncio da gravidez de Lily todos viriam com esse papo de bebês para cima de mim, eu adorava praticar, mas ter um? Não era comigo essa coisa de crianças.

            Cheguei no departamento e estava bem cheio até, era época de férias e muitos bruxos usariam a chave de portal .

-Hey Sirius- Kate Upton me chamou, ela era um ano mais velha que eu e bom... Tivemos alguns momentos em Hogwarts.

-Hey Kate, vou esperar chegar a minha vez. – Avisei, ela me deu uma piscada.

-Não precisa, você é especial- Ela falou me chamando com o dedo, dei um leve suspiro. – Então, quantas chaves vai precisar.

-Uma só, ida e volta, para mim e para minha namorada.

-Namorada? Você?- Ela me encarou com os olhos azuis muito surpresa, nós não havíamos acabado tão bem, lembro que no mesmo dia que terminei com ela fiquei com Marlene e... ela viu.

-É, já estou namorando faz um tempo.

-Marlene McKninnon?- Ela deduziu e tive que rir.

-Não. Lembra da Apanhadora da Grifinória?

-MacLaine? Ela nunca me pareceu interessada em você.

-Pois é, estamos juntos- Falei.

-Que garota sortuda de poder ver esse corpinho todos os dias- Kate comentou – Chegamos, qual o destino da viagem?

-Pa...- Comecei, porém parei para uma outra ideia que tive- São Paulo, no Brasil.

-Oh, exótico- Ela comentou e fez alguns acenos com a varinha, em seguida me entregou uma chaleira dentro de um plástico. – Precisa de mais alguma coisa?

-Pergaminho, uma pena e coruja- Falei, fomos para outro lugar onde pude escrever com mais calma:

 

Sogrinha,

 

Tem espaço para dois na casa de praia?

 

Sirius.

 

-Valeu Kate.

-Não há de que, pelos velhos tempos- Ela piscou.- Se um dia você terminar, posso ser um ombro amigo.

-Er... Valeu- Apenas falei saindo de lá, eu havia prometido passar nos Potter hoje então fui para fora, eu iria de moto, desde o incidente com o policial que eu não andava no meu bebê, mas conseguira convencer Mari de irmos para o trabalho com ela.

            A melhor sensação de andar de moto era me sentir livre, eu amava sentir o vendo, a velocidade, tudo me fazia sentir invencível e  várias vezes quando era mais novo me pegava pensando em sair de moto pelo mundo e nunca mais voltar, aos 15 eu pensava que nada me prendia aqui, então vieram meus amigos, tive um pensamento semelhante aos 17 quando quis fugir dos meus sentimentos, porém vi que quanto mais se foge das coisas mais elas estão ali, então decidi apenas ser livre, mas sem querer fugir da responsabilidade.

            Parei no meio fio da casa dos Potter e não pude deixar de sorrir, vi a Senhora Potter sentada na varanda tomando um Sol da tarde, não pude deixar de notar que a idade já era perceptível em seu rosto.

-Não está um pouco frio para a senhora estar aqui fora?- Indaguei e ela abriu os olhos devagar.

-Sirius, meu filho que surpresa boa entre- Ela disse e adentrei o jardim, havia uma cadeira vazia ao seu lado. – Estava com saudades.

-Eu também, vim antes de ir viajar- Falei segurando sua mão com carinho.

-Paris, não é?

-Na verdade mudei de ideia, vou fazer uma surpresa para Mari e vamos passar o fim do ano com seus pais no Brasil.

-Oh ela vai adorar... Você está realmente empenhado em fazer ela feliz, não é?

-Eu... Nunca me achei bom suficiente. Já coloquei meus amigos em tantas encrencas na escola e quanto a namoros... Eu não conseguia me apegar a nada ou ninguém e a possibilidade de magoar Mari me assusta todos os dias.

-Precisa se dar mais créditos meu querido- Ela falou fazendo carinho no meu rosto.- James lhe tem como um irmão e quanto à sua namorada... Lembro quando ela vinha aqui antes de vocês namorarem, era incrível como vocês já se gostavam. Você não irá magoá-la.

-Obrigado, mão- Beijei sua mão.

-Uma pena que você não estará para o Natal, eu iria fazer seus pratos favoritos.

-Desse jeito Pontas vai ficar com ciúmes.

-Ele sabe que meu coração tem espaço para meus dois meninos. – Ela sorriu.

-E onde está o Senhor Potter?

-No porão preparando alguma nova poção... É errado se sentir tão feliz no meio desta confusão, querido?

-Acho que temos o direito de estarmos felizes- Comentei- Afinal, um Potter está a caminho.

-Mal acredito nisso- O sorriso de minha mãe de coração era luminoso. – Um netinho.

-Eu apostei que será uma menina- Falei.

-Não importa, vou amar do mesmo jeito...Digo o mesmo se você me der um neto, Sirius.

-Uma coisa de cada vez, certo?- Pedi, nessa hora Pontas e Lily apareceram.- Olha os Potter aí.

-Almofadinhas, que surpresa boa- Pontas saudou.

-Vim trazer um presente antes de viajar- Entreguei a sacola.

-Oh Sirius, um sapatinho, que fofo- Lily sorriu encantada- É a primeira roupinha do bebê.

-Obviamente tinha que vir do padrinho- Falei- E note que é da Grifinória.

-Não poderia ser diferente- Pontas riu- Quando você vai para Paris?

-Amanhã de manhã, e na verdade vou pro Brasil, mas é segredo- Lily deu um soquinho no meu ombro.

-Awn que gracinha fazer uma surpresa pra Mari!

-Nada de contar... E queria pedir um favor, como não estaremos aqui cuidem da Ingrid e do Aluado.

-Já cuidei disso, eles vão passar o Natal conosco- Lily falou.

-Valeu gente, bom vou indo. Nos vemos no ano que vem- Zombei.- Barriguda

-Idiota, mal tenho dois meses de gravidez- Lily falou me abraçando- Cuide da minha amiga.

-Eu sempre cuido- Pisquei.- Pontas meu caro, cuide dessas lindas damas.

-Pode deixar cara- Me virei para a Senhora Potter.

-Beijos ,mãe.

-Boas férias meu bem, eu te amo.

-Eu... Também te amo – Falei beijando seu rosto. Me despedi dos Potter com um aceno e peguei minha moto em direção ao meu apartamento, parei antes para comprar alguma sobremesa, já passava das seis quando cheguei, fui recebido no andar de baixo pelo gato da Senhora Waters, ele mostrou os dentes para mim e entrou para sua casa, gatos não iam muito com a minha cara. Subi as escadas enquanto sentia um cheiro de carne e tocando Beatles, abri a porta para ver Mari correndo de um lado para o outro e resmungando sem parar em português.

-Oi linda- Saudei, minha namorada virou-se para mim e sorriu, ela estava uma graça de avental e dois coques de lado.

-Noite meu cachorro- Ela veio me abraçar. – Foi tudo bem no trabalho?

-ótimo, consegui minhas férias- Contei.

-Oba! Também, vou voltar só em Janeiro.

-Férias aí vamos nós- Ela celebrou me abraçando, retribui o abraço.- Estou fazendo o jantar para comemorar nossas férias.

-O cheiro está ótimo- Observei indo para cozinha com ela. Mari mexia a carne na panela enquanto eu a abraçava por trás.- Fui nos Potter hoje.

-Como está a futura mamãe?

-Parece bem, está calma.

-Isso é bom ,li que stress faz mal para a criança... E já vai ser estressante demais ter um pai como James Potter.

-Hey, coloque um pouco mais de fé no Pontas- Reprendi Mari.

-Sirius, quando caiu a ficha ele se escondeu na capa de invisibilidade por quatro horas- Mari relembrou.

-Foi só um susto, ele está preparado para ser pai.

-Sei que está, só estou brincando, mas fico receosa de deixa-los aqui...

-Precisamos de uma folga de tudo, um tempo para nós- Cortei dando um leve beijo em seu pescoço. – Imagine que daqui algumas horas teremos como objetivo aproveitar a companhia um do outro...

-Isso é bom...

-Com o mínimo de roupa possível...

-E se fizer muito frio?- Mari quis saber pensando em Paris, abri um enorme sorriso.

-Eu te esquento com meus beijos, minhas mãos... Com o que você quiser- Na hora ela virou para mim e tascou um beijo que retribui na hora lentamente para que eu pudesse saborear cada canto de sua boca enquanto minhas mãos se agarravam em todas partes possíveis de seu corpo a ponto de levantá-la e levar para o sofá. Se era assim todos os dias?

Basicamente.

            Uma das coisas que mudou desde que  ficamos juntos era o contato físico, o começo era estranho pois ambos pareciam ter receio de tocar o outro, eu porque não sabia como demonstrar carinho, e ela por receio de eu não gostar, porém fomos conhecendo o outro e agora não bastava só palavras, havia a necessidade de demonstrar essa paixão com toques.

-Faz cócegas!- Mari resfolegou enquanto eu a beijava e fazia cócegas- Sirius isso é golpe baixo!

-Oras achei que você não sentia – Rebati rindo de suas caretas, só parei quando seu rosto estava vermelho e ela sem fôlego.

-Isso vai ter volta-Ela jurou beijei a ponta de seu nariz.

-Eu até ficaria com medo desta ameaça, porém não tem como – Brinquei e ela inchou as bochechas.

-Si o jantar!- Ela exclamou e pulamos para a cozinha, o cheiro de queimado empestiava o apartamento, assim como a fumaça. – Eu fiz com tanto carinho! Aguamenti !

-

-Tá tudo bem Mari- Falei vendo sua chateação. –Podemos comer algo no Caldeirão Furado.

-Oh não, precisamos fazer as malas... Não será tão difícil , já que o clima está parecido com aqui. Então cachecol, casacos....

-Não sei porque usaríamos esse tipo de roupa no Brasil, Mari – Falei casualmente enquanto colocava na mesa a sobremesa que havia comprado, ouvi a panela cair na pia.

-Como é que é, Black?- Olhei e ela me encarava de olhos arregalados.

-Você havia me dito que no Brasil é verão nessa época, então não vamos precisar de roupas de frio...

-Não.... Por favor não faz uma brincadeira dessas comigo, vamos para o Brasil?

-Casa da praia dos MacLaine, aí vamos nós- Falei e Mari deu um berro de estourar os tímpanos, ela não parava de quicar no lugar, ela só parou para pular no meu colo.

-Você é incrível! Eu te amo tanto!!- Sua voz esganiçada era tão engrada e adorável, gargalhei com ela.- Nós vamos ver minha família!

-Vamos sim, amanhã de manhã.

-Não pode ser hoje??

-Nós combinamos que seria amanhã – Rebati achando graça

-Sim, mas quando era Paris, agora é completamente diferente, oh Merlin temos tanto que arrumar, os presentes de Natal!

-Podemos entregar pessoalmente- Sugeri. Mari acariciou meu rosto.

-O que te fez mudar de ideia?

-Simples, eu só quero ver você feliz e sei que pra isso você tem que ver sua família... E claro, quero conhecer o verão brasileiro.

-Eu não mereço você- Mari disse maravilhada. – Obrigada.

-Tudo pela minha garota- Beijei seus lábios.- Vamos arrumar nossas malas?

-Eu estava pensando se antes... Banho quentinho de banheira- Ela sugeriu.

-Estamos esperando o que?- Eram em momentos assim que eu esquecia que estávamos em guerra.

 

De manhã:

 

-Si...- Senti um cutucão nas costelas, ignorei. – Acorda Si...

-Ah não...- Resmunguei.

-Mas está na hora de irmos- Senti o corpo de Mari ficar sobre o meu- Vamos meu cachorrinho.

-Mais cinco minutinhos...- Resmunguei e senti seus lábios no meu rosto, isso era golpe baixo demais.

-O Brasil nos espera...- Ela cantarolou.

-Argh, eu deveria ter mais força de vontade- Falei jogando as cobertas para o lado, Mari deu um guincho de felicidade.

-Enquanto você se troca vou ver se está tudo certo. Roupas... Presentes... Muito protetor solar pra você não ficar vermelho e queimado- Mari ia dizendo, era engraçado ver sua animação e não poderia culpa-la, ela não via os pais desde que eles se mudaram para o Brasil, lembro que em seu aniversário de 19 anos eles não conseguiram se falar por suspeita que Voldemort e seus comensais conseguiam rastrear por meio do Pó de Flu, isso a deixou arrasada, porém ver sua alegria agora era contagiante. Me apressei em me arrumar, colocando o máximo de roupas possíveis, até no apartamento estava frio.

-Pronto- Anunciei chegando na sala, ela usava apenas um longo vestido roxo de mangas longas- Você não está com frio.

-É passageiro- Ela apenas respondeu- Onde está a chave de portal?

-Na mão- Estiquei a sacola.

-Pronto para conhecer o Brasil?

-Mais que pronto- Pegamos a chave na mesma hora e de imediato senti aquele puxão desagradável de uma chave de portal e pra fechar com chave de ouro um baque ao cair no que parecia chão, antes que eu me levantasse algo caiu em cima de mim

-Credo Mari você quase me esmaga- Reclamei

-Engraçadinho- Ela rebatei e abri os olhos, estávamos num lugar bem mais claro e amplo, parecia ser uma sala com móveis claros, me levantei devagar para reparar melhor, ao que parecia a casa era de madeira. Eu observava tudo quando ouvi um gritinho de felicidade e me virei para ver os MacLaine aparecendo na sala, todos de piajama, Mari voou para os braços de seus pais e seus irmãos, o que começou com gritos de felicidade se tornaram lágrimas, todavia eu sabia que era de alegria.

-Mamãe... Papai... Oh Rique- Mari fungou.

-Meu leãozinho, nem acredito- A senhora MacLaine para minha surpresa chorava também, eu achava que aquela mulher era feita de aço, mas ali estava ela mostrando seu único ponto fraco, a família- Você está se alimentando? Parece mais magra.

-Deixe Mari respirar, querida- Senhor MacLaine reprrendeu carinhosamente.

-Quando é que ela não se alimenta direito?- Seu irmão zombou.

-Sirius meu querido como é bom ver você- Senhora MacLaine me abraçou fortemente- Obrigada por virem passar o fim de ano conosco.

-Não há de que- Agradeci- Acordamos vocês.

-Menos a mamãe, ela não conseguiu ficar quieta depois que recebeu sua carta- Henrique disse.

-Mas agora que vocês estão aqui vamos tomar um café da manhã caprichado e depois ir na praia!

-Oba! Si, melhor você se trocar- Mari observou e de fato eu comecei a sentir um calor.

-Acho que não tenho muitas roupas de verão- Reparei.

-Podemos ir no centro comprar, não se preocupe- Minha sogra falou.

-Vamos lá colocar as malas no quarto- Mari disse, ela parecia mais que confortável naquela casa, fui atrás dela para um quarto do lado da sala, ele era simples de paredes brancas e uma cama de casal.

-Feliz?- Perguntei enquanto abria minha mala.

-Parece que vou explodir de alegria- Ela falou rodopiando- Quero aproveitar tanto essas férias.

-Eu também- Me aproximei dela – Me mostre tudo que o Brasil tem de bom, a começar por você.

-Sirius! Meus pais estão lá fora.

-Tudo bem, esperamos anoitecer- Brinquei, optei por uma regata e uma bermuda, ainda sim eu sentia calor, saímos do quarto e a família de Mari já estava sentada na mesa aproveitando o café.

-Agora me contem como estão as coisas em Londres- A senhora MacLaine pediu.

-Tudo bem na medida certa- Respondi me servindo de algo amarelo, cuscuz- Olho Tonto está me deixando louco.

-Ele sempre foi assim, quando me treinou nos acordava de hora em hora, como simulação .

-Ahhh isso é o fim da picada para o Sirius

-Como você sabe, Mari?- Henrique perguntou e quase engasguei com a comida: a família dela não sabia que estávamos morando juntos, tínhamos esquecido de contar (mais ou menos) .

-Oh- Ela apenas falou.

-Falando em dormir, como é morar com a Ingrid? Acordando com várias criaturas?

“Não, só comigo mesmo” me segurei para responder, porém minha namorada deu uma tossidinha.

-Er... Não deu muito certo pra falar a verdade- Mari respondeu.

-Então onde...- Seu pai parou na hora para nos encarar, acho nem que se o Voldemort estivesse me olhando eu teria tanto medo, e o pior ele não era mais meu chefe, só meu sogro.- Há quanto tempo ?

-Desde de... Maio?- Mari respondeu.

-E vocês não pensaram em nos contar sobre isso?- Senhora MacLaine nos olhou séria.

-Foi muito rápido, eu não consegui morar com Ingrid e Sirius foi incrivelmente atencioso, na verdade ele tem sido incrível comigo ,  o importante é que apesar da guerra lá em Londres eu me sinto bem e feliz. – Mari explicou e a encarei surpreso, eu significava tudo isso a ela? Seus pais nos encaravam com um misto de exasperação e surpresa.

-Vocês são tão novos para morarem juntos.

-Não se preocupem, não é como um casamento.

-Exato, vocês não estão casados.

-Papai, esse pensamento antigo não combina com o senhor- Mari disse carinhosamente.- Não contamos porque tivemos que nos acostumar com isso também, foi um passo grande.

-Mas não estamos arrependidos- Falei .

-Preciso me acostumar com essa ideia- A Senhora MacLaine disse.

-Aqui não vai ser assim- Sentenciou meu ex chefe calmamente- Bom, vamos para praia para esfriar as coisas.

            Eu já tinha ido à praia algumas vezes, porém nunca a uma praia brasileira, e essa experiência se tornou mais peculiar que eu poderia imaginar, a começar pelas roupas pois mesmo de bermuda e regata eu ainda sentia um tremendo calor, a areia era fervente, e Mari me encheu de protetor solar, porém não nego o quanto me diverti, assim que eu estava devidamente protegido corremos para o mar, Mari estava linda com um maiô preto com um decote chamativo. Parecíamos duas crianças brincando na água, ela pulava nas minhas costas enquanto eu a derrubava, minha barriga chega a doer de tanto dar risada, em dado momento ela se pendurou no meu pescoço e deu um beijo deliciosamente salgado.

-Meu cachorro- Ela sussurrou sorrindo.

            Aprendi muitas coisas durante minha estadia no Brasil: a primeira foi aprender algumas palavras em português, a Senhora MacLaine me ensinava o básico como pedir ajuda, Henrique me ensinou algumas gírias e a brincadeira do “fusca” , a qual aprendi da pior maneira quando Mari deu um soco no meu ombro no meio da rua. A comida também acabou sendo um desafio, a primeira vez que comi feijoada acabei passando mal um dia inteiro, era muito tempero para mim, e teve a vez que esqueci de passar protetor solar e fui dormir na rede, ao acordar até se o vento passasse em mim arderia.

-Minha goles, tão vermelhinha- Mari brincou enquanto passava um creme para amenizar a ardência.

-Não tem graça- Resmunguei.

-Quem mandou não passar protetor- Ela cantarolou se divertindo.

-Tem alguém aí?- Ouvimos uma voz vinda do meu malão.

-James? –Mari indagou.- Sirius você trouxe seu espelho?

-Lógico! Até parece que eu ficaria sem falar com Pontas- Saí da cama para pegar o espelho – Ai, ai ,ai ... Pontas!

-E ai cara...O que diabos aconteceu com você?- Ele indagou gargalhando.

-Sol...- Resmungando.

-Menos na barriga, olha a marca da mão- Mari apareceu para meu amigo rindo.

-Almofadinhas eu falei que aí era quente.

-Eu esqueci tá! E ai? O  que me contas? Evans parou de vomitar?

-Os enjoos ainda acontecem, a médica disse que até os três meses é assim.

-Você tá segurando o cabelo dela? – Mari quis saber.

-Sim senhora, e você está cuidando do meu amigo?

-Muitíssimo bem, como sempre- Ela respondeu sorrindo- Aliás vou ajudar na janta, e deixar vocês conversando.

-E ai tudo certo por aí?- Pontas quis saber.

-Tirando o calor sim.

-Vocês voltam quando? Já estou sentindo sua falta

-Por Merlin James, eles estão só há uma semana fora- Ouvi Evans falar e sorri

-Desculpe se sou mais importante que você Evans- Zombei falando mais alto, ela apareceu e fez uma cara feia.

-Não se ache tanto, Black- Ela respondeu

-Volto depois do ano novo, agora tenho que ir, vamos comprar os ingredientes para a ceia de Natal- Falei- Cuida do Pontas, Evans e do meu afilhado.

-E você da minha amiga- Evans alertou .

            Meu Natal nos MacLaine não poderia ter sido melhor, com um ótimo jantar, jogamos um pouco de quadribol no quintal (ainda que baixinho para os vizinhos não verem) e a troca de presentes à meia noite. Mari me deu o disco Dark Side of the Moon do Pink Floyd, também ganhei um par de luvas feito pela senhora MacLaine. Passava das três quando fomos dormir e infelizmente eu não estava dormindo no mesmo quarto que Mari.

            As coisas só mudaram um pouco no dia 27 de Dezembro quando voltávamos da praia de manhã quando avistamos três jovens parados em frente a casa dos MacLaine, só quando Mari deu um berro e saiu correndo que notei que era Carol com mais outros dois caras, elas se abraçaram fortemente enquanto Mari disparava palavras em português.

 -Não acredito!- Mari exclamou –Carol!

-Surpresa! Vamos passar o Ano Novo nessa praia! Oh, olá Sirius!

-Hey Carol quanto tempo- M aproximei abraçando-a, então olhei para os ooutros dois: Um deles era baixinho, mas forte, ele parecia me encarar com cobiça, talvez. O outro era alto, a pele negra brilhava, os olhos claros estavam voltados para Mari e na hora eu sabia que era o ex capitão da casa deles em Castelobruxo, ou o cara que a beiju em Londres. – Então, esses são Nando e Fábio eles estudaram conosco.

-Ah claro, como esquecer- Falei cerrando os olhos para Fábio, porém Nando deu uma risadinha.

-Onde você estava escondendo esse homão, Mari?

- Estava escondendo de você- Ela brincou- Vamos entrar gente

-Oh não só viemos chamar vocês para uma festa que vamos dar mais tarde, é na casa de praia dos meus pais daqui a pouco. – O cara alto falou

-Mas é claro que vamos né Si! Só vamos tirar a areia do corpo e vamos, né Si?- Mari falou.

-É, com certeza estaremos lá- Apenas falei

- Beleza, é aquela casa com uma árvore na frente, vamos fazer um churrasco- Ele disse indo embora com Nando e Carol, Mari deu um pulinho.

-Não acredito que eles estão aqui! Vamos, vamos Si!

-Então, eles são de Castelobruxo?- Quis saber.

-Sim, todos de Arara Dourada. Carol nem preciso falar nada, Nando era o batedor do tipo, e céus ele tem uma queda enorme por você e Fábio...

-É o cara que te beijou esse ano- Falando, estávamos no quintal de sua casa, ela apertou os lábios, nós nunca tínhamos falado sobre isso na verdade, primeiro porque eu não queria lembrar daquele período que eu estava fora de mim, e também porque vê-la beijando outro cara foi pior que um soco na cara.

-É, aquele é o Fábio...

-Devo me sentir ameaçado?

-O que? Claro que não Sirius! Fábio é um amigo, aquilo que aconteceu foi... Não sei dizer eu estava magoada, porém é você que é meu namorado- Ela se aproximou e me abraçou.- Se você não quiser ir eu te entendo.

-Não, vamos... Você mesma disse que não foi nada- Falei indo para o quarto, a casa estava vazia já que o resto do Clã MacLaine havia ido passear de barco. Tomamos um banho juntos e demorou um pouco mais que o costume, os beijos e carinhos acabaram por nos atrasar um pouco. Escolhi usar minha camiseta da Grifinória e uma bermuda (eu nem sabia mais o que era usar uma calça nessas últimas semanas) Eu estava lendo o Profeta Diário quando Mari apareceu já trocada: Ela usava um biquíni azul marinho de crochê, com uma canga amarrada na cintura. O cabelo estava molhado e seu perfume preenchia o quarto me inebriando.

-Vamos?

-Ow...- Você está tão....- Falei me aproximando então a prensei contra a parede- Minha vontade é de arrancar esse seu biquíni com os dentes.- Na hora seu corpo se aprrepiou.

-Si... Aqui não.

-Não tem ninguém.

-Ainda sim, tenha paciência.

-Como ter paciência se você está tão provocante?

-Logo estaremos em casa- Ela me prometeu

-Mas é um saco transar no inverno, muitas roupas e muito frio.

-Você não tem jeito. Vamos que estamos atrasados- Ela disse e eu sabia que sua pressa era para resistir a mim, não pude deixar de sorrir com isso.

            A cara de Fábio era aconchegante, e assim que chegamos vi que teriam outros colegar de Castelobruxo, pois na hora que viram Mari eles celebraram animados começando um enorme falatório em português, me deixando completamente confuso, e por mais que Mari tentava me colocar na roda de conversa eu não conseguia comentar sobre o pouco tempo que ela esteve estudando no Brasil, aparentemente ela era muito popular enquanto parecia mais enfeite ali que outra coisa, fomos buscar um pouco de comida (churrasco o nome)

-Hey, está tudo bem?- Ela quis saber.

-Só atordoado com tantas pessoas falando português- Respondi sinceramente.

-Oh coloque o feitiço tradutor- Ela virou pois Carol a chamara- Já venho- E me beijou. Coloquei o feitiço tradutor e voltei para a rodinha de conversa, vi duas garotas falarem o nome da minha namorada.

-...Não sei como Mari pode estar namorando esse inglês sem graça quando se tem alguém como Fábio afim dela.

-Eu sei, o que ela viu nessa cara? Ele nem se deu ao trabalho de aprender a língua da namorada.

-E na escola ela e Fábio combinavam tanto... – Não quis mais ouvir o resto, virei as costas e fui embora dali, eu não queria ir para casa então andei em direção à praia, devia ser mais de quatro horas, pois as pessoas começavam a ir embora, melhor ainda, pois essa agitação das prais me deixavam atordoado, acabei indo para o único lugar da praia que eu conhecia que ela mais isolado perto de umas pedras e fiquei aliviado por escutar apenas o som ds ondas quebrando nas rochas. Mas que droga, será que eu atrapalhei Mari em Castelobruxo? Ela era tão popular e querida lá, isso sem falar como todos diziam que ela combinava com aquele cara, aquilo me fez perguntar se eles não teriam ficado no período que havíamos terminado, era a única explicação para acharem que eles combinavam tanto.

-Sirius?- Vi Mari se aproximando, ela estava com os chinelos na mão.- Por que você foi embora?

-Não queria atrapalhar com seus amigos- Respondi amargurado.

-Você jamais atrapalharia, eu queria lhe apresentar para meus amigos...

-Para eles falarem como você deveria estar com o capitão do time? O jogador da seleção? Não se preocupe, eu já escutei.

-E como você se sentiu sobre isso?

-Um idiota né! Me senti como se não te merecesse- Respondi e ela se sentou ao meu lado.

-Bom, agora você sabe como me senti quando voltei para Hogwarts- Ela disse e a encarei surpreso- Você sabe o que diziam sobre nós quando assumimos que estávamos juntos? “o que Sirius viu na MacLaine?” “Não vai durar nada, aposto” “Sirius não combina com uma nerd como ela...”

-Eu não sabia...

-Várias vezes ouvi as meninas no banheiro falarem que você combinava com Marlene. Ou que não duraríamos nem um mês. Mas sabe porque não me abalei? Porque o que importa é o que sentimos um pelo outro.

-Não imaginei...

-Não achei necessário te falar – Mari deu de ombros.

-Me desculpa, eu só me senti inseguro.

-Não importa o que digam, estamos juntos e para mim basta- Segurei o rosto de Mari delicadamente, seus olhos não desgrudavam dos meus.

-Para mim também- E em seguida nos beijamos, inicialmente foi um beijo lento e carinhoso, porém eu sempre queria mais e mais. Mari foi para meu colo sem interromper o contato de nossas bocas, minhas mãos foram para suas costas, enquanto ela passava os dedos pelos meus cabelos, parando na nuca. A medida que o beijo tomava um ritmo mais intenso, com línguas se enroscando e mordiscadas provocativas, nossos toques também se tornavam mais ousados: Gemi contra sua boca ao senti- la rebolando contra minha ereção, céus como eu precisava de corpo. Passei a mão de suas costas para dentro do biquíni, na hora ela arfou, eu não queria parar, adorava a maciez de seus seios e como era uma área sensível para ela.

-Sabe o que eu sempre quis fazer?- Indaguei e só escutei um gemidinho como resposta- Transar na praia.

-E se alguém nos ver?- Mari perguntou com a voz fraca.

-Não se preocupe, estaremos muito distraídos para perceber- Beijei seu pescoço com vontade, me deliciando com sua pele perfumada, suas unhas arranhando minhas costas era a resposta que eu precisava, nos deitamos na areia enquanto nos beijávamos, suas mãos estavam na minha bunda apertaram meu corpo contra o dela, na hora ela deu um sorrisinho absurdamente sexy.

-Merlin Si, você está tão duro- Sua voz era baixa, como eu adorava ver seu lado mais ousado.

-Você que me deixa assim, linda- Respondi enquanto puxava a parte de cima de seu biquíni, me deliciei com todas suas curvas quanto desamarrava sua canga. Nos desfizemos do resto das roupas com pressa, a impressão de ser pego no flagra a qualquer momento deixava toda a situação ainda melhor, era um risco tão gostoso de correr. Mari arqueou as costas enquanto eu a sentia cada vez mais, a ardência nas minhas costas fez com que eu logo me movimentasse tudo ali exalava intensidade, desde alguns beijos meio desajeitados por não pararmos de arfar ou falar algumas obscenidades, ao calor da praia e o suor se misturando naquela confusão de corpos. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço quando fomos aumentando a velocidade, como de costume Mari trocou de idioma, porém eram frases diferentes que eu estava acostumado, eu geralmente ouvia um “oh céus” ou “tão bom” ,mas dessa vez pareciam frases mais longas. Eu podia sentir o orgasmo vir, cada vez mais forte me deixando levemente fora de sintonia enquanto eu a escutava apenas a doce melodia da voz de Mari repetir meu nome quase como um mantra. Nos encaramos exaustos, porém satisfeitos.

-Você mudou seu vocabulário dessa vez- Observei enquanto eu pegava minha bermuda para me vestir, ela rapidamente colocou suas roupas- O que você falou?

-Nada de mais- Mari respondeu piscando para mim.

-Você precisa me ensinar português.

-Para que?- Ela quis saber e abri um sorriso.

-Quero ser fluente em obscenidade em português também.

            Nosso ano foi uma experiência indescritível para mim, passar ao lado da família de Mari, todos incrivelmente alegres e animados. Todos vestimos brancos e fomos receber o ano de 1980 na praia, assim como nos anos anteriores eu e Mari prometemos passar o máximo de tempo juntos e nos amando. O calor do litoral fez com que fôssemos dormir quase de manhã e milagrosamente os pais de Mari nos deixaram dormir juntos, eu tive a impressão que dormimos por cinco minutos pois logo senti alguém balançar meu ombro, acordamos meio atordoados para dar de cara com um Senhor MacLaine preocupado.

-Mari, Sirius... James mandou uma carta, ele pediu que vocês voltassem imediatamente para Londres.


Notas Finais


férias agitadas para BlackLaine né? Mas o que será que aconteceu para James mandar essa carta? Semana que vem saberemos! beiiijos!!

PS: aliás, está chegando o aniversário da Mari (dia 18) o que Sirius daria para ela de presente?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...