História Don't forget me - Neville and Luna - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Potter, Bellatrix Lestrange, Fleur Delacour, Franco Longbottom, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Luna Lovegood, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Newton "Newt" Ártemis Fido Scamander, Pandora Lovegood, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid
Tags Harry Potter, Luna, Luna Lovegood, Morte, Neville, Neville Longbottom, Rolf, Rolf Scamander, Romance
Visualizações 1
Palavras 2.099
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii! Desculpa não ter postado ontem, meu app não estava abrindo <3

Capítulo 2 - - CAPÍTULO 1 -


Neville estava observando sua namorada enquanto dormia, ela dormia tão lindamente, parecia um anjo, seus cabelos longos e loiros caídos sobre sua pele pálida e sobre a camisola de seda bege. Mas apesar de observa-la, sua atenção não estava voltada para a linda moça, mas em algo muito mais importante na visão do moreno. Duas bombas seriam acesas, ou duas notícias que teriam o mesmo efeito que as ditas bombas seriam ditas.

  Luna acordou, se virou para tentar abraçar Neville, que ela achava que estava ao seu lado, mas logo percebeu que ele não estava na cama. Se virou para procura-lo, colocou a mão na frente do rosto logo que a luz forte, que vinha da janela, invadiu seus bonitos olhos azuis, que de acordo com Neville pareciam cristais de gelo. Depois que sua vista se acostumou com a claridade das sete horas da manhã, ela viu seu namorado olhando para ela, um semblante preucupado estampado em seu rosto. Ele se abaixou e deu um beijo leve e ao mesmo tempo um pouco tenso em sua boca. Depois disso, começou a falar:

   - Bom dia Lu! - Ele diz, sentando ao seu lado na cama.

   - Bom dia Nev! - Ela diz, se virando e apoiando a cabeça em suas pernas.

   Ela se levantou e começou a beija-lo com mais fervor e sentimento. Um beijo quente, que Neville não estava preparado, ela começou a deita-lo na cama, mas o moreno separou os dois, deitando a cabeça da namorada em seu peito. Não conseguiria fazer nada com tudo o que estava em sua cabeça naquele momento.

   - Querida, eu sei que o dia está só começando, e eu realmente não queria acabar com ele para você, mas eu preciso falar sobre um assunto! E antes que eu comece, já vou lhe avisando que não quero lhe deixar estressada, preucupada ou chateada. - O nervosismo invade cada pedaço do corpo daquele homem ao começar a falar, algo que ele não sentira desde que parou de ter aulas com Snape.

  

   Luna se espertou ao ouvir aquela frase, nunca tinha visto um tom tão sério saindo da boca de seu namorado. Ela se sentou ao seu lado com as pernas cruzadas.

   - O que aconteceu Nev? - Ela perguntou com seu tom de sempre, mas por dentro ela estava bastante preucupada, pensara que algo muito sério pudesse ter acontecido. Talvez os pais de Neville tivessem recuperado a consciência, bem que isso não a deixaria preucupada ou estressada, mas muito feliz pelo homem que ela amav... Seus pensamentos foram interrompidos pela fala de Neville.

   - Luna, eu vou tentar ser bem direto... É que... Eu... e-eu recebi... - Neville falou isso gaguejando, algo que às vezes fazia quando estava nervoso. - Uma proposta para ser professor de herbologia em Hogwarts. - Dessa vez, o moreno falou rápido, parecendo uma metralhadora de palavras. - Eu quero muito aceitar essa proposta. Você pode vir comigo! Podemos morar em Hogsmead, ou algo assim. - Luna, pela primeira vez, não abriu a mente para a sugestão de seu namorado.

   Seus pensamentos preucupados sobre o assunto começam a surgir em meio aos seus devaneios constantes. Ela lembrou de tudo que abandonaria se fosse com ele: um trabalho como fiscalizadora de criaturas mágicas no Ministério da Magia, seus estudos sobre todo os animais fantásticos que já tinha visto... Ela amava Neville, mas sua carreira também importava, não apenas a dele.

   - Eu não acho uma boa idéia. Eu tenho meu trabalho, não posso simplesmente me mudar assim... Eu nunca abandonaria tudo o que conquistei para ficar entristecer em uma vida de dona de casa. Você sabe, eu ainda quero viajar o mundo inteiro a procura de alguma nova criatura. - Ela explicou. - Existem outras formas de resolver isso. Eu tenho 20, você 21. Somos adultos, maduros. Temos que resolver isso de uma forma civilizada que atenda a todos os interesses. Talvez nós pudéssemos tentar sustentar um relacionamento à distancia, sei que é difícil, mas não impossível. - Sinseramente, para a loira nada mais era impossível depois de tudo o que ela viu e viveu naquela guerra. - Ou talvez devêssemos dar um temp... - Ela mal terminara a sua sugestão e Neville já responde, praticamente interrompendo-a.

   - Acho que nós não precisamos de um tempo, nós vivemos tão bem juntos. - Ele diz eufórico.

   Sua insegurança não deixaria ele sustentar um relacionamento a distância, mesmo que ele soubesse que ela nunca o traíria ou coisa do tipom, ao mesmo tempo não conseguiria nem pensar em viver sem Luna, sem a mulher que ele amava. Por isso tinha mais de uma notícia para dar hoje, queria pedi-la em casamento. Sim, talvez fosse um pouco cedo, eles ainda são um pouco jovens. Mas um relacionamento sustentado a quase 4 anos merecia algo assim.

   Luna logo percebera uma caixinha de veludo perto de Neville, ela suspeitava de que aquilo aconteceria em breve, mas porque agora? Ela não estava pronta para responder a pergunta. Não naquele momento. Ainda sim, o que responderia? Que sim, para viver uma vida de dona de casa em Hogsmead. Que não, para perder seu amado e ainda por cima destruir seus sentimentos. Seus pensamentos eram feitos por duas idéias opostas, quase impossíveis de acontecer simultaneamente: "Não quero deixa-lo, mas não quero simplismente abandonar minha carreira". Ultimamente seu foco estava no trabalho, Neville até reclamada um pouco das mais de oito horas por dia que passava fora casa pesquisando, ou das longas viagens que fazia de repente. Mas a magizoologista estava esperançosa. Pretendia descobrir uma nova critura, escrever um livro sobre ela talvez, ou fazer outra coisa grandiosa. Era o seu objetivo, e ela estava determinada a atigi-lo.

   - Neville, entenda! Eu tenho meu trabalho, eu preciso viajar muitas vezes, eu não posso acompanhar você nessa jornada. - Ela sempre apresentava suas razões, mas elas nunca eram aceitas pelo moreno que sempre rebatia com péssimas soluções:

   - Porque você não escreve seu livro? - Mais uma péssima ideia.

   - Porque eu não teria o que escrever nele! - Ela diz. Percebendo que o tom de voz dos dois está mais alto, o de Luna muito menos, mas sair de seu estado exentrico não era algo que ela estava acostumada. Ela não queria uma briga, então tentou se acalmar. - A única coisa que conseguiria falar era que com muito estudo eu descobri que os Nargles não eram reais, uma "criatura" que ninguém acredita. - Luna fala isso já colocando um hobbie e pantufas, e saindo do quarto.

   O herbologista não queria discutir também, e, ao perceber que já estavam se arrependeu um pouco. Ele até entendia o lado da namorada, mas não concordava. O salário de professor é bastante alto, porque ela apenas não fica em casa e estuda um pouco mais de teoria? Ela não deve saber tudo. Porque não começa a escrever o livro que tanto quer falando dos Nargles? Não é um assunto tão ruim. Ficar em casa também não seria o fim do mundo, pelo menos não por um pequeno período de tempo, ele pensara durante toda conversa. A caixinha de veludo fora guardada na gaveta, ele sabia que aquele não era um bom momento, talvez aquele bom momento nem acontecesse mais.

   O moreno se dirigiu à cozinha, olhou para Luna, estava lendo um livro sobre hipogrífos, de cabeça para baixo e com um olhar de curiosidade, como sempre, aquele jeitinho especial de Luna... Por isso que Neville a amava tanto, e amar alguém é muito mais que apenas querer essa pessoa perto a todo momento, amar alguém é ficar feliz pela felicidade da pessoa amada, é apoia-la em suas decisões e consola-la nos momentos de tristeza. Era isso que ele ia fazer nesse momento, apoiar a decisão de Luna, qualquer que fosse, pois ele sabia que ela iria escolher o que é melhor para ela, e também, essa é a vida dela, ele até podia tentar influencia-la, o que já era bastante errado, mas ele tinha que respeita-la acima de tudo. Alguns relacionamentos são movidos apenas por paixão, mas para ser saudável precisa também ser movido a respeito, e o relacionamento dos dois era.

   Os dois pararam de brigar em um instante, mas também preferiram não tocar mais no assunto. Fizeram um delicioso chá de uma das plantas que Neville cultivava e tomaram juntos  enquanto viam o movimento da rua do bairro bruxo em que começaram a morar juntos a mais ou menos 2 anos.

Alguns dias depois...

   O casal andava de mãos dadas já perto da plataforma 9 3/4, as coisas de Neville estavam em sua malas, dispostas de uma forma desleixada no carrinho para bagagens, e as de Luna continuavam em casa no guarda-roupa que estava metade vazio. Nem parecia que aquela seria talvez a última vez que se veriam em um tempo, talvez para sempre. Atravessaram a parede discretamente e viram diversos alunos com características distintas, dos mais novos aos mais velhos, dos cabelos mais curtos ao mais longos e dos olhos das tonalidades mais distintas. Não imaginavam que voltariam lá em tão pouco tempo, nem que seriam os primeiros dos amigos a voltar. Não pensavam em ter filhos tão cedo, muito menos que um dos dois poderia ser chamado para lecionar em Hogwarts, porém era uma grande oportunidade que precisava ser aproveitada.

   - Tchau, meu amor! - Neville diz à Luna, de uma forma delicada, beijando-a na testa.

   - Tchau, Nev! Eu te amo muito, mais do que você ama as plantas. Não se esqueça de mim. - Luna fala olhando para os olhos castanhos de Neville.

   - Eu nunca vou esquecer de você Luna! Você é a pessoa que eu mais amo no mundo inteiro. Você é tão única, que eu não esquecia de você nem se usassem o feitiço obliviate em mim. - Ele diz de uma forma romântica.

   Luna sente os lábios de Neville nos seus, ela coloca suas mãos no pescoço do moreno e ele coloca as mãos em sua cintura, como no primeiro beijo. Eles continuam até o ar acabar, depois colaram suas testas, um conseguia sentir a respiração quente do outro. Neville soltou uma lágrima triste e solitária e logo vê uma saindo dos olhos e descendo pelas bochechas de Luna. Eles se separam e Neville entra no trem, se encaminhando para o vagão de professores, Luna apenas vai embora antes mesmo do trem partir.

   Ela realmente não estava conseguindo lidar com essa perda, pois consiguia-se ouvir seu choro de longe, um choro um pouco desesperado, um choro quw foi estranhado por todos os pais e alunas presentes, um choro que foi assunto de cochichos entre algumas pessoas, choro que também foi motivo de zoação entre algumas crianças que ainda não entendiam que chorar não é uma fraqueza, mas um sinal que você foi forte por muito tempo, choro que não fora visto nem 2 vezes pelo moreno, ele lembrava exatamente da única vez que na vida que a vira chorar. Os dois foram juntos visitar a mãe e o pai de Neville, seria a primeira visita de Luna, os pais estavam no estado de sempre, sem consciência de nada, ela deixou cair uma lágrima gelada e extremamente triste pelo seu rosto, seguida de algumas outras, mas foi um choro muito discreto, quase ninguém reparou. E aquelas lágrimas só cairam pois ela achava que sabia como Neville se sentia, pois ela perdera a mãe quando mais nova, mas descobriu que a situação dele era pior, ela teve contato com a mãe até os 9 anos e seu pai sempre estava lá para o que ela precisasse, fazendo escolhas duvidosas, que não faria em outras situações, apenas para salva-la dos comensais da morte. Mas os dele não, ele nunca tivera qualquer contato, eles nem ao menos se lembravam que Neville era filho deles, tudo culpa de Belatrix. Naquele momento Luna desejou ter matado aquela louca no duelo que tiveram na batalha de Hogwarts.

   Mas voltando ao presente, eles sabiam que aquela despedida não era normal, era como uma confirmação de que tudo acabara. Todas as conversas até tarde da noite sobre os mais variados e estranhos assuntos. Todos os chás que tomaram juntos. Todas as vezes em que eles ficaram abraçados na cama até o sono chegar. Todas as vezes que fizeram pudim e Luna quase comeu tudo sozinha, como ela amava aquela sobremesa. Todas as vezes que a madrugada foi gelada e Neville dormiu abraçado a ela para que ela não ficasse com frio, já que ela não suportava os edredons. Tudo o que eles viveram juntos se tornou apenas lembrança, sem futuro nenhum.


Notas Finais


Obrigada por ler! <33


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