História Don't Hurt - Capítulo 9


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Categorias T-ara
Personagens Eunjung, Hyomin, Jiyeon, Qri, Soyeon
Tags Eunyeon, Kyungsoo, Minkyul
Visualizações 10
Palavras 3.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Desculpem a demora para postar, mas está aqui mais um capitulo.
Espero que gostem e que tenham uma boa leitura s2

Capítulo 9 - A Descoberta


Jiyeon balançava a perna freneticamente. Geralmente reuniões a deixava entediada, naquele momento estava nervosa. Conseguia pensar apenas em Eunjung, e no tipo de relação que ela teria com Gyuri. Queria muito perguntar a ela, mas não podia, assim como não poderia perguntar a Jihyun, ou ao Kyungsoo, e muito menos a própria Gyuri. Jiyeon tinha certeza de que aquela mulher a provocaria. Não tinha para onde correr. O pior era não conseguir se concentrar em nada, além daquilo.

Sua situação com Eunjung já beirava o ridículo. Não tinha direito de pensar nela, e muito menos de sentir ciúmes. A relação das duas era errada em todos os sentidos. Todavia, Jiyeon sentia que era tão certo, não se via mais com alguém além dela. Gostava muito de Hyomin, tanto que o término lhe doeu de modo inexplicável, porém seus sentimentos por Eunjung eram maiores, mais fortes e intensos, mas ao mesmo tempo, eram de uma pureza e delicadeza indiscutível. Era um mix perfeito e completo.

Era algo tão puro, que mesmo se Eunjung estivesse em uma relação, ficaria feliz por ela. Estaria feliz apenas por estar ao seu lado, de ver o sorriso em seu rosto. Mesmo que quisesse ser a razão por detrás do sorriso. Precisava se acalmar, respirar fundo e deixar as coisas acontecerem naturalmente. Já haviam se acertado, se forem ficar juntas, aconteceria, tinha certeza de que a morena sentia algo por si. Se não, só restava a Jiyeon aceitar o que o destino lhe reservava.

Ouviu seu irmão lhe chamar, e quando olhou a sua volta percebeu que a reunião havia acabado. Quanto tempo ficou pensando em Eunjung?

– Está tudo bem, Jiyeon? – Perguntou preocupado sentando ao lado da irmã.

– Claro! Por que não estaria?

– Você não estava prestando atenção na reunião e ficou o tempo todo suspirando. – Explicou, sem tirar a expressão de preocupação.

– Mas eu nunca presto atenção mesmo. – Respondeu como se fosse obvio.

– Mas dessa vez foi diferente, você parecia preocupada com algo.

O olhar preocupado do irmão lhe cortava o coração. Não podia mentir para ele. Precisava contar isso para alguém eu não havia ninguém em quem confiasse mais do que Hyojoon.

– Lembra, quando eu lhe contei daquela mulher em Jeju? – Ele assentiu. – Eu me encontrei com ela.

– Como? – Perguntou curioso.

– Isso não importa agora. – Achou melhor não dizer que era Eunjung. – Mas eu a beijei, por isso Hyomin e eu terminamos, e eu não consigo tirar ela da cabeça. – Cobriu o rosto com as mãos, estava envergonhada.

– Mas Jiyeon, mesmo depois do que ela fez? Vocês transaram e ela simplesmente sumiu depois.

– Eu sei! Mas nós conversamos e esclarecemos tudo. Ela me explicou o motivo de ter sumido e eu entendi. – Encolheu os ombros. – Eu quero ficar com ela, Hyojoon. – Olhou para o irmão. – Eu sei que ela gosta de mim, mas não sei se é do mesmo jeito. E não sei se ela quer ficar comigo também. Nossa reação é toda errada, e complicada.

– Se você gosta tanto assim dela, então vá em frente Jiyeon. Não desista! – Pegou a mão da irmã e fez um leve carinho.

– Eu não sei se eu devo. – Abaixou o olhar.

– E o que te impede? – Levantou o queixo de Jiyeon para que ela o olhasse. – Jiyeon, você sabe que pode confiar em mim.

– É complicado. – Levantou para se afastar do irmão. Passou a mão pelo cabelo. – Eu preciso voltar ao trabalho. – E saiu da sala sem olhara para Hyojoon. Não podia ficar com Eunjung por causa dele, sabia que se ficasse com ela, o relacionamento dele com Soyeon se abalaria. Não queria que Hyojoon sofresse por seu egoismo.

Hyojoon observou a irmã sentar em sua mesa. Havia algo de errado com toda aquela história, não conseguia entender os medos de Jiyeon. Ser rejeitada seria melhor do que viver com a dúvida. Quem era aquela mulher e como as duas se encontraram.

O homem estava em seu quarto, vendo algumas fotos de Jeju. De fato, a ilha tinha lugares muito bonitos, seria fácil se apaixonar lá, ainda mais em um momento de fragilidade. Queria ajudar a irmã, nunca a viu tão apaixonada. Achou que Hyomin era a mulher, que havia a mudado, que havia feito a irmã conhecer o amor. Doce engano, Jiyeon descobriu o amor, em meio a dor. Quando foi abandonada pela amiga, depois de uma noite de amor em Jeju. Não! Jiyeon com certeza, descobriu seus sentimentos naquela noite, na noite em que se uniram.

Não poderia viver feliz, com alguém que amava, sabendo que a irmã sofria. Seu amor estava tão perto, e não podia tê-la. Suspirou cansado.

– Oi! – Sorriu ao ouvir a voz suave de Soyeon.

– Oi! – Respondeu suavemente, depositando um leve beijo nos lábios da namorada.

– Vendo fotos de Jeju? Quer ir até lá? – Questionou curiosa.

– É que eu nunca fui até lá. Estava apenas vendo algumas fotos, pensando se talvez eu devesse fazer uma viajem até lá. – Ela assentiu, sentando-se em seu colo. – Você já foi lá? – Perguntou curioso, segurando a cintura de Soyeon.

– Não! Mas a Eunjung já foi, há uns três anos. – Deus de ombros.

Três anos. Essas palavras ecoavam na cabeça de Hyojoon. Ele havia percebido que Jiyeon não gostava de Eunjung, que ela fazia piadinhas e vivia jogando olhares nada sutis para a cunhada. Será que era ela?

Sua mente voltou para o dia da cachoeira no sítio da avó de Soyeon. Achou que Eunjung não parava de olhar para a cachoeira, com vontade de entrar. Mas agora, pensando melhor, ela não tirava os olhos de Jiyeon. Voltou para o dia do jantar, quando se conheceram, Eunjung havia ficado pálida, achou que fosse pela doença, mas foi ao ver Jiyeon. Então lembrou-se de Jihyun beijando Hyomin. Ele se lembrou de Jiyeon falando que havia traído Hyomin, por isso tinham terminado. Esse tempo todo que a irmã estava tensa, estressada, avoada e suspirando de modo cansado pelos cantos, era por culpa de Eunjung. Tudo fazia sentido. Precisava ter certeza.

– Hyojoon? – Despertou de seu transe pela voz preocupada de Soyeon. – Está tudo bem?

– Ah sim! Só estava pensando em algumas coisas. – Sorriu, para tranquilizá-la.

Hyojoon esperava pacientemente por Eunjung, na sala dela. Para a dona da empresa, ela possuía uma sala pequena, e muito bem arrumada. Cada objeto parecia ter sido colocado, minimamente em seu devido lugar. Até mesmo os papéis em cima da mesa estavam arrumados e alinhados de modo impecável. Recordou-se de Soyeon lhe dizendo, o quanto Eunjung era perfeccionista e gostava de limpeza. Vendo aquela sala, e o jeito que ela se encontrava alinhadamente arrumada, percebeu que a namorada não havia exagerado.

Aquele tipo de ambiente combinava com ela. Eunjung parecia ser o tipo de pessoa calma, centrada e que gosta das coisas no lugar, mas, ao mesmo tempo, era estranho, ela tinha um jeito desajeitado e tímido. Hyojoon tinha a constante impressão, de que ela pudesse desabar a qualquer instante. Era quase impossível imaginá-la tendo um caso com Jiyeon, mas ninguém podia ser certinho o tempo todo. Podia perceber que ela guardava segredos, principalmente pelas incontáveis vezes que Jihyun disse a Soyeon, que ela não conhecia a Eunjung e que Soyeon não sabia nada sobre ela. Será que Jiyeon era um desses segredo? Provavelmente. E era isso que descobriria.

Levantou ficando de frente para a porta ao ouvir o barulho da mesma.

– Eunjung! – Cumprimentou-a com um sorriso.

– Oi Hyojoon. Aconteceu alguma coisa? – Perguntou dando a volta na sala e colocando seu material em um armário que havia ali. Hyojoon percebeu que cada material tinha seu lugar próprio no armário, não foi surpresa ver o interior tão arrumado e organizado.

– Não, está tudo bem. – Respondeu tranquilizando-a. – Eu queria te perguntar uma coisa.

– Claro! – Sentou de frente para ele. – Pergunte.

– Soyeon me disse que você já foi a Jeju. – Eunjung engoliu em seco e assentiu. – Eu nunca fui a Jeju, e fiquei com vontade de fazer uma viagem até lá. Estou até pensando em levar a Soyeon comigo. E como você já foi, achei que pudesse me dar o nome do hotel em que ficou.

– Tudo bem, mas você não precisava vir até aqui, poderia ter me ligado e… – Mordeu o lábio inferior. – A Jiyeon também já foi a Jeju, poderia ter perguntado a ela.

– Como sabe que ela foi a Jeju? – Peguntou curiosamente. Percebeu Eunjung hesitar, ele tinha quase certeza de que era ela.

– Ela me disse. – Respondeu como se fosse obvio, Hyojoon assentiu envergonhado.

– Eu sei que poderia perguntar a Jiyeon, mas você é fotografa, tem uma visão diferente, e deve ter conhecidos lugares incríveis lá. – Eunjung assentiu. – Achei que você também pudesse me recomendar uns lugares legais e românticos. Aposto que tirou fotos incríveis de lá.

– Sim! Eu tirei. – Sorriu ao se lembrar dos bons momentos que passou em Jeju. – Posso lhe mandar um e-mail com as fotos dos lugares se quiser.

– Eu agradeceria! – Eunjung pegou um papel, em um bloquinho que havia em sua mesa, e pegou uma caneta em seguida. Rapidamente escreveu o nome do hotel e entregou para Hyojoon, que invejou a letra impecável que ela tinha. – Obrigado! – Agradeceu com um sorriso.

– Qualquer coisa, sabe como me encontrar.

Assim que saiu do escritório Hyojoon, analisou bem o nome do hotel. Era o mesmo que Jiyeon havia ficado. Não poderia ser apenas uma simples coincidência.

– Eu vou para Jeju. – Hyojoon comentou, para os pais, durante o jantar. – E pretendo levar a Soyeon comigo. – Falou, mas prestava atenção em cada reação da irmã, mas Jiyeon parecia estar em seu próprio mundo.

– É um bom lugar para se levar alguém, ainda mais alguém que você goste. – Jiyeon respondeu. Hyojoon ficou surpreso, já que não parecia tê-lo escutado.

– Então, as coisas entre vocês estão ficando sérias? – Senhor Park, perguntou parecendo satisfeito.

– Soyeon e eu estamos querendo ir com calma. Só acho que seria bom, para nos conhecermos melhor, e nos aproximarmos. – Deu de ombros.

O fato é que os pais, depois de descobrir sobre Jiyeon, pareciam o pressionar para conhecer uma boa mulher e se casar. E isso o deixava bem desconcertado, amava Soyeon, mas não queria ser apressado, ainda era jovem e tinha muito pela frente.

– Como Jiyeon já foi a Jeju, ela pode lhe dizer alguns lugares bons para se visitar.

– Eu já perguntei a irmã da Soyeon. – Jiyeon parou de comer e olhou para o irmão. Hyojoon sorriu de lado. – Jiyeon não é do tipo que gosta de pontos turísticos e afins. Já a Eunjung, é fotógrafa e visitou lugares incríveis. Ela ficou de me mandar umas fotos por e-mail. – Explicou para a mãe.

– Ela vai te mandar fotos? – Jiyeon questionou, parecia aflita e Hyojoon apenas assentiu.

Cada reação da irmã e cada informação que levantava, apenas o dava certeza de que Eunjung, era a mulher certa.

Estava de frente para o computador, olhando as fotos que Eunjung havia lhe mandado. Ela realmente era uma excelente fotografa. Jiyeon passava pelo corredor, para ir se deitar e viu a porta do quarto do irmão aberta, olhou para dentro. Ele parecia concentrado vendo algo no computador, curiosa, entrou no quarto e percebeu que ele estava vendo fotos de Jeju. Conhecia muito bem cada uma daquelas fotos. Todas estavam carregadas de lembranças. Ele parou em uma em especial, do ponto mais alto da ilha, a paisagem verde pelas árvores, predominava a imagem. Lembrava bem, do sufoco que passou ao chegar naquele lugar, a final, não era do tipo atlética, e aquela caminhada para Eunjung, havia sido nada. Não foi Eunjung que tinha tirado aquela foto, havia sido ela.

– Esse lugar é lindo. – Jiyeon comentou, assustando o irmão. – Uma hora de caminhada. – Sorriu de lado.

– Você foi aqui? – Questionou curioso.

– Não, apenas ouvi dizer. – Respondeu, já estava tão acostumada a mentir, que dizer aquilo soou como se fosse a verdade. Mas Hyojoon conhecia muito bem a irmã, para saber quando ela mentia. Podia ver bem, na maneira que ela olhava para a foto, que estava se lembrando de algo.

Ofegante, respirava fundo, tentando recuperar o folego. Passou a mão na testa limpando o suor. Ainda não acreditava que Eunjung, havia lhe convencido a fazer uma trilha até o ponto mais alto da ilha. Uma hora de caminhada, na verdade foram quase duas, já que tivera que parar algumas vezes. Mas ao chegar ao topo, percebeu que valia a pena, podia ver o mar, a floresta e as casas lá em baixo. A visão era linda e indescritível, havia perdido o folego novamente.

Olhou para o lado e viu, Eunjung tão maravilhada com a vista, quanto ela. E ela não parecia nem um pouco cansada, sequer havia soado. Não ficou surpresa com isso, lembrou-se de que ela havia dito que malhava.

– Valeu a pena. – Eunjung comentou pegando a câmera e estendendo para Jiyeon em seguida.

– Sorte sua que valeu, se não, eu estaria te socando agora mesmo. – Pegou o objeto e se posicionou para tirar a foto.

– Se eu corresse, duvido que me alcançava. – Comentou com um sorriso.

– Idiota! Sua sorte é que estou exausta mesmo. – Jiyeon fez biquinho, odiava quando Eunjung implicava com ela. – É melhor você me carregar nas costas quando voltarmos, ou falecerei no caminho.

– Pesada do jeito que você é? Melhor se preparar, para quando a hora chegar.

Jiyeon colocou a câmera no chão e em um momento de distração, da amiga, pulou em suas costas.

– O que está fazendo? Desça! Está pesada. – Se remexia tentando fazer com que Jiyeon a soltasse, mas em vão, a garota entrelaçou as pernas na cintura de Eunjung.

– Isso é por me chamar de gorda!

– Mas eu não te chamei de gorda, apenas disse que é pesada. – Respondeu frustrada, havia desistido de fazer Jiyeon descer, isso apenas fez com que a garota ficasse mais pesada.

– Pra mim é a mesma coisa! – Sussurrou no ouvido de Eunjung, fazendo com que ela se arrepiasse.

– Acredite, não é a mesma coisa. – Jiyeon percebeu a tristeza na voz de Eunjung e desceu, a abraçando por trás.

– Desculpe. – Disse apoiando a cabeça no ombro dela.

– Tudo bem! – Respondeu com um sorriso, admirando a paisagem. Pegou a mão de Jiyeon e acariciou com delicadeza.

Aquela lembrança estava viva na cabeça de Jiyeon, era quase como se tivesse acontecido ontem. Foi um dos momentos mais especiais, que passou ao lado de Eunjung, nunca esqueceria aquilo, nunca esqueceria os momentos bons que vieram em seguida.

– Você e Soyeon, vão gostar muito de Jeju. Tenho certeza de que voltarão mais apaixonados de lá. – Disse com um sorriso. Hyojoon podia ver paixão em seus olhos.

– Você nunca me falou sobre a mulher, por quem se apaixonou em Jeju. – Olhou para irmão, e respirou fundo. – Por que não fala um pouco sobre ela? – Jiyeon ponderou por uns instantes.

– Ela é gentil, ela é segura em tudo o que faz, mas, ao mesmo tempo, é insegura quando se trata de si mesma. Ela é a mulher mais linda do mundo. – Sorriu. – Ela está longe de ser perfeita, é cheia de defeitos, mas é isso que faz com que ela seja tão fofa e especial.

– Você a ama mesmo. – Jiyeon assentiu. – Mas devo discordar sobre ela ser a mulher mais linda do mundo, até porque a Soyeon existe.

– Bobo! – Deu um tapa no ombro do irmão, que riu. Hyojoon voltou a atenção para o computador e passou mais uma foto, e desta vez era de Eunjung, que admirava o pôr do sol, na praia. Jiyeon também se lembrava bem daquela foto.

– Quem será que tirou essa foto? – Questionou curioso, olhando para a irmã.

– Não sei. – Olhou para o lado. – Talvez ela tenha conhecido alguém lá. – Deu de ombros. – Aconteceu comigo, pode ter acontecido com ela também.

– Pode ser… – Concordou.

– Eu vou para o meu quarto, boa noite.

– Boa noite! – Observou a irmã sai do quarto e fechar a porta em seguida.

Kyungsoo estava tomando uma xícara de café, em uma pequena padaria, perto de onde trabalhava. Havia recebido um pedido inusitado de Hyojoon, irmão de Jiyeon, para encontrá-lo. Havia escolhido aquele lugar, não apenas por ser perto do trabalho, mas por ser um local agradável e que Kyungsoo adorava frequentar. Estava curioso para saber o que o homem queria, e mais curioso ainda em saber como ele tinha conseguido seu número. Embora isso seja mais fácil de se descobrir, até porque, ele era namorado de Soyeon, e ela tinha seu número.

Fechou os olhos, aspirando o aroma de pão fresco. Olhou para o lado, apenas para admirar o confeiteiro colocando, mais uma de suas obras na vitrine de bolos. De fato, ele era um verdadeiro artista, seus bolos eram visualmente bonitos, elegantes e tinha um toque sofisticado, além de deliciosamente saborosos, uma redundância que só pode ser explicada, por quem tem a oportunidade de saborear aqueles bolos. A além de ser um excelente confeiteiro, ele era lindo. Definitivamente, aquele era o lugar favorito de Kyungsoo.

Ainda se lembrava da primeira vez que havia pisado naquele local. Eunjung havia o levado lá, alegrando que era o local favorito de seus pais, antes de morrerem, e que o bolo de lá era delicioso. O fotografo nunca foi um grande fã de bolos, amava doces, mas bolos não o agrava, detestava a textura e o glace. E sempre duvidou muito do gosto da amiga, Eunjung amava comida em geral. Contudo, naquele fatídico dia, ele a viu provar um pedaço de bolo de chocolate, com tanta vontade e com um brilho, indescritível nos olhos, que teve vontade de provar aquele doce. Desde aquele dia, bolo de chocolate, daquela padaria em especial, passou a ser o favorito de Kyungsoo.

Lembrou-se de como Eunjung havia corrido, alegremente para o balcão, quase como uma criança, e de como o confeiteiro apareceu com seu uniforme branco, tirando o chapéu de chefe, revelando seus cabelos castanhos, e com um enorme sorriso no rosto, ao ver sua mais fiel cliente. Kyungsoo ficou hipnotizado pela beleza do rapaz, estava acostumado a trabalhar com modelos, via muitos homens bonitos, eles eram modelos, era de se esperar que fossem bonitos, e era uma agradável surpresa ver um confeiteiro tão lindo. Eunjung conversava alegremente com ele, como se fossem amigos a seculos, e o sorriso no rosto do homem não sumia em momento algum. Ele parecia gostar da amiga. Kyungsoo sorriu de lado, Eunjung tinha o dom de encantar as pessoas com sua doçura. Logo depois de conversar com o confeiteiro, a amiga havia voltado, alegre para a mesa, e lhe estendeu um pedaço de bolo de chocolate e em seguida, Kyungsoo havia descoberto o nome do confeiteiro. Jongin. Desde e então o fotografo voltava lá, todos os dias, para tomar um café, ou comer um pedaço de bolo.

– Kyungsoo? – Saiu de seus devaneios ou ouvir a voz de um homem ao seu lado, olhou para cima e viu Hyojoon, o olhando com curiosidade.

– Hyojoon! – Levantou-se e cumprimentou o homem com um sorriso. – Desculpe, eu estava distraído.

– Percebi. – Respondeu, sentando-se de frente para Kyungsoo.

– Quer pedir algo? – Questionou. Estava curioso sobre o que Hyojoon queria, contudo não era sempre que o chamavam para sair, então estava um pouco desconfortável, ainda mais por não conhecer direito o homem a sua frente.

– Já que disse que poderíamos nos encontrar aqui, acredito que seja um cliente. – Kyungsoo apenas concordou com a cabeça. – O que me recomende?

– Não gosto muito de bolo, mas o bolo daqui é delicioso. – Hyojoon sorriu. Acenou para a atendente e fez o pedido. – Então… – Começou, quando a mulher foi até o balcão preparar o pedido. – Por que quis me encontrar?

– Quero lhe perguntar uma coisa, e espero que seja franco comigo. – Kyungsoo ajeitou a postura na cadeira, ao ver o olhar sério de Hyojoon.

– Faça! Prometo que serei o mais franco possível.

– A três anos, quando a Eunjung foi para Jeju. Ela conheceu alguém? – Hyojoon olhou nos olhos de Kyungsoo, que desviou o olhar, e viu Jongin se aproximar com o pedido de Hyojoon, e estranhou. Ele nunca entregava os pedidos.

– Aqui está o seu pedido, senhor. – Pela primeira vez Kyungsoo havia escutado, com clareza, a voz de Jongin. Era grossa e suave. E também era a primeira vez, que via aquele sorriso de perto, e aquelas covinhas que pareciam lhe fazer um convite para apetá-las. Ele deixou o pedido em frente a Hyojoon e em seguida olhou para o fotografo. Kyungsoo achou que fosse impossível, mas ele sorriu ainda mais. O fotografo se questionava, como ele conseguia sorrir dessa maneira? Como ele estava sempre feliz? As bochechas dele não doíam? Ele era real?

– Kyungsoo? – Ouviu seu nome, seguido de um estalo. Hyojoon tinha chamado sua atenção, estalando os dedos na sua frente. Quando deu por si, Jongin já havia ido.

– Desculpe, eu me distrai de novo.

– Eu percebi. – Hyojoon riu, Kyungsoo se perguntou, se ele havia percebido algo. – Será que poderia responder a minha pergunta? – Tomou um gole do café.

Era intimidador olhar para Hyojoon. Ele e Jiyeon se pareciam muito, principalmente os olhos, eles tinham um olhar afiado, como se pudessem ler todos os seus pensamentos. Não sabia o que deveria responder a ele, entretanto, sabia que não conseguiria mentir, e dizer a verdade, não lhe parecia ser uma opção.

– Por que quer saber? – Realmente estava curioso.

– Vou ser sincero com você, eu sei que a Jiyeon viajou a três anos para Jeju, e sei que ela conheceu uma mulher lá. Acho que essa mulher é a Eunjung. – Provou um pedaço do bolo. – Esse bolo é realmente muito bom. – Comentou. – Na verdade, tenho quase certeza de que é ela, apenas preciso de uma confirmação.

– E por que não pergunta isso a sua irmã, ou a Eunjung? Já que tem tanta certeza assim? – Kyungsoo cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha.

– Porque eu sei que as duas negarão. Eu não sei por que, mas Jiyeon se recusa a me dizer quem é. Sei que mesmo se disser a ela que sei que é a Eunjung, ela vai me dizer que não é. Preciso de alguém que possa ser sincero comigo. Jihyun também nunca me dirá a verdade, ela não gosta da Jiyeon. Também tem a Hyomin, mas ela está me ignorando. – Pegou mais um pedaço do bolo. – Não te conheço muito, mas você sempre me pareceu ser sensato, achei que se te perguntasse, você me responderia com sinceridade.

– E por que quer saber isso? Ou melhor, o que você quer fazer? – Hyojoon sorriu, Kyungsoo era um homem esperto.

– Quero juntar as duas. – O fotografo respirou fundo.

– Eu não vou mentir para você Hyojoon, até por que não importa o que eu diga, acho que não mudará de ideia. – Hyojoon assentiu. – A teimosia deve ser de família. – Kyungsoo revirou os olhos. – Você tem razão, as duas se conheceram em Jeju. E pelo que parece, se apaixonaram lá. Só que elas têm uma história complicada, nenhuma das duas tem razão nisso tudo, mas… não sei se seria o certo, acho que as coisas deveriam fluir naturalmente.

– Eu sei, e concordo com você. – Hyojoon sorriu, e Kyungsoo estreitou os olhos. – Por isso eu tenho um plano, que fará com que as coisas aconteçam naturalmente. Porque se não fizermos nada, as duas nunca ficarão juntas. – Kyungsoo tinha que concordar com esse argumento dele.

– Tudo bem. – Concordou. – Eu vou te falar tudo o que eu sei, e vou te ajudar.

Hyojoon sorriu satisfeito, será melhor ainda ter um cúmplice como o Kyungsoo. Por mais que Kyungsoo não gostasse de Jiyeon, queria dar um voto de confiança a ela, e o jeito como o irmão disse que ela gostava de Eunjung, o convenceu de que seria o certo. Ele sabia que Eunjung gostava de Jiyeon e se as duas se gostavam, o que as impedia de ficarem juntas? Kyungsoo tinha ciencia de que era o medo, e que eram medos bobos, que elas poderiam superar juntas. Os dois estavam dispostos a fazer com que elas ficassem juntas, e iriam traçar um plano perfeito para fazer com que isso acontecesse.


Notas Finais


vejo veces no proximo capitulo s2


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