História Don't Leave Me - Capítulo 2


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Chris Argent, Isaac Lahey, Kira Yukimura, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Noshiko Yukimura, Personagens Originais, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski
Tags Stalia, Stallison
Visualizações 15
Palavras 1.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!!!!

Capítulo 2 - II


Acordei 2 horas depois sozinho, meu braço direito completamente ensanguentado, meu nariz estava cheio de sangue e possivelmente quebrado. Com uma grande dificuldade consegui levantar, estava tonto e me agarrei na árvore atrás de mim, tateei meus bolsos procurando a chave do meu Jeep, assim que as encontrei fui lentamente em sua direção. Minha cabeça estava atrapalhada, não conseguia me focar em nada, apenas na estrada, avia resolvido ir até o hospital para fazer alguns curativos, sabia que Melissa ainda estaria trabalhando. 

Assim que entrei eu a vi conversando com algum paciente em frente a um quarto, assim que eu vi o paciente ir embora andei lentamente em sua direção. Ela olhava para uma prancheta analisando alguma coisa. 

“Será que você pode me ajudar? “– Assim que terminei de falar ela ergueu a cabeça e me viu, após me olhar rapidamente vi em seus olhos preocupação. 

“Meu Deus, o que aconteceu com você? “ – Vi ela analisando meus ferimentos mais de perto e me guiar até algum quarto vago. 

“Eu mereci “– Assim que entrei no quarto fui me sentar na maca, Melissa fechou a porta e veio me ajudar a tirar o casaco preto. 

“Isso aqui tá muito ruim, vai ficar uma cicatriz bem grande “– Eu estava sem camisa sentado na maca, Melissa estava com todo seu equipamento em uma pequena mesinha. 

“Dizem que garotas gostam de cicatrizes, não é? “– Dei um sorriso fraco e sem graça para a mãe do meu melhor amigo, novamente vi preocupação em seu olhar. 

“Quem fez isso com você? “– Balancei a cabeça negativamente para Melissa, não queria que ninguém soubesse que avia sido Isaac. 

“Eu peço que não diga pra ninguém o que aconteceu, tudo já foi resolvido, não se preocupa “ – Melissa mesmo sem concordar assentiu positivamente para mim. 

“O corte foi grande, vai ficar duas cicatrizes, uma em cima do braço e outra atrás, foi profundo porém não vai afetar em nada seus músculos da região, e você também quebrou o nariz“ – O nariz eu já esperava que estivesse quebrado, vi Melissa chegar perto de mim e colocar os dois polegares em ambos os lados do meu nariz, contou até três e rapidamente colocou o nariz de volta no lugar, a dor foi pouca. 

“Como você está?“- Melissa trocava sua atenção entre meu ferimento e meus olhos, seu tom de voz era baixo e preocupado, eu mesmo me fazia essa pergunta a cada minuto desde que eu soube da morte de Alli, não sabia ao certo o que responder, me perguntava se deveria esconder o fato que sua morte estava basicamente me matando por dentro. 

“Ela era minha amiga, ela é importante para mim, não consegui lidar bem com a morte dela e não sei se vou conseguir, tenho medo de que eu volte a ser como era quando minha mãe morreu“- Tirei esse peso das minhas costas contando toda a verdade, eu precisava de alguém para me ouvir, alguém que não julgasse, meus olhos estavam marejados e vi Melissa sorrir fracamente. 

“Você é forte Stiles, talvez a pessoa mais forte que eu conheça, você é o único que eu sei que consegue sair dessa” - Suas palavras eram fortes e ela me encarava me passando força e tentava me passar confiança.  

Após ela terminar o curativo que ia do ombro até o bíceps e limpar o sangue agradeci Melissa e fui direto para o Jeep, não queria ficar muito tempo naquele lugar, meu braço direito estava doendo bastante e em minhas mãos estava um pote com alguns comprimidos para dor, assim que cheguei em casa entrei e me encaminhei para cozinha, tirei meu casaco e minha camisa e as joguei em cima do sofá, enchi um copo de água e coloquei dois comprimidos em minha boca e os engoli com a ajuda da água, não lembrava ao certo quantos que deveria tomar porém não me importava. 

Peguei minhas roupas no sofá e comecei a caminhar para meu quarto, quando coloquei meus pés na escada eu parei, me virei e voltei para a cozinha, vasculhei em alguns armários e quando estava prestes a desistir eu encontrei o que procurava, uma garrafa de whisky fechada, sabia que meu pai avia parado de beber e provavelmente nem se daria conta que ela não estava mais aonde ele avia colocado, procurei em outro armário e peguei um copo de whisky e fui para meu quarto, eu precisa esquecer isso e a bebida provavelmente ajudaria. 

Passei três dias inteiros dentro do quarto eu basicamente bebia até ficar com sono e assim que acordava vomitava e bebia mais, sai uma vez para pegar outra garrafa de whisky que eu avia visto quando procurava a primeira, no quarto dia eu resolvi sair um pouco do quarto e fui beber na sala, meu pai estava extremamente ocupado com o trabalho e eram raros os momentos em que nos víamos desde o velório, nas duas vezes que nos falamos tentei parecer o mais sóbrio possível, acho que minha atuação funcionou. 

Abri meus olhos e vi que estava no meu quarto com as luzes apagadas e as cortinas fechadas, parei de relembrar o que tinha acontecido, hoje fazia cinco dias que o velório avia acontecido, diversas chamadas eram feitas para o meu celular porém não me importava com nenhuma. 

Escutei a porta da casa ser aberta, dei mais um grande gole e me levantei cambaleando um pouco, deixei a garrafa no chão e fui até a porta do meu quarto. 

“Stiles “ – Escutei a voz de Scott me chamar no andar de baixo, voltei novamente para aonde a garrafa estava e tomei mais um gole do líquido, não estava bêbado o suficiente para encara-lo, quando fui colocá-la no chão novamente ela escapou de minhas mãos e caiu, a garrafa não quebrou, porém virou um pouco do líquido no chão, xinguei alto e com a voz arrastada, me curvei para pegar a garrafa e quase caí com a falta de equilíbrio. 

“O que é isso cara? “– A porta foi aberta e a luz entrou rapidamente, meus olhos doeram com a claridade, senti alcançar a garrafa e a agarrei fortemente levando ela até meus braços e a abracei. “Você tá bêbado? “  

“De jeito nenhum “ – Eu mal conseguia falar, peguei a garrafa e dei outro grande gole, quando estava tomando vi uma mão agarrar a garrafa e puxa-la pra longe de mim, reclamei e xinguei um pouco antes de tentar ir até Scott e pegar minha garrafa, quando dei o primeiro passo senti um tontura e cai de bunda no chão e encostei a cabeça na lateral da minha cama. 

“Você tá péssimo, o que é isso no seu braço? “– Meus olhos foram para as ataduras no meu braço, sorri exageradamente com a lembrança, vi Scott colocar a garrafa no chão bem longe de mim. 

“Um cachorrinho muito brabo me atacou, mas eu mereci “– Minha fala era arrastada e confusa e Scott nem prestou atenção direito no que eu avia falado, eu estava sorrindo tentando me levantar, porém não conseguia no estado em que estava. 

“A quanto tempo você tá bebendo? “ – Meus olhos se fecharam, eu senti minha cabeça rodar, vi que aquilo foi uma péssima ideia, abri meus olhos de novo e olhei para Scott. 

“Eu acho que por... “ - Em meus dedos eu tentava fazer algumas contas, mas não conseguia nem raciocinar direito quem dera contar “ Cinco dias  “  

“ Cinco dias ? Meu deus cara, levanta você precisa de um banho bem gelado “ – Scott colocou seu braço esquerdo por baixo do meu braço direito e tentou me levantar, senti o machucado doer bastante. 

“ O que você tá fazendo aqui ? “ – Minha voz estava cada vez mais arrastada, mas parecia que Scott entendia tudo. Mesmo com a dor eu fui para meu banheiro com sua ajuda, tirei minha calça e só de cueca entrei no box e Scott ligou o chuveiro, senti a água fria bater no meu corpo e por alguns segundos não consegui respirar direito até me acostumar com a temperatura. 

“ Todo mundo estava preocupado com você, eu sei que estamos de férias mas você não costuma sumir por tanto tempo “ – Scott estava com um olhar de quase pena, aquilo me irritava profundamente. 

“ Eu não estou muito bem “ – Eu falei sentindo meus olhos arderem, sabia que a água iria disfarçar minhas lágrimas, Scott sorriu um pouco. 

“ Isso tá bem evidente, você tá podre de bêbado “ – Scott falou pegando uma toalha e esticando até mim. 

“ Não falo da bebida, fui eu cara, eu matei ela, eu me sinto um lixo, e sabe o que é pior ? Eu ainda consigo ouvir ele falando na minha cabeça quando tá tudo quieto, eu não sei o que tá acontecendo “ – Eu chorava igual a uma criança, Scott desligou a chuveiro colocou a toalha sobre mim e me abraçou. 

“Não foi culpa sua “– Scott falou essas palavras para mim, eu olhei em seus olhos e consegui ver, ele não acredita plenamente nas próprias palavras e isso me deixava ainda mais triste. 


Notas Finais


Obrigado por ler !!


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