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História Don’t Leave me Again - Capítulo 4


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Capítulo 4 - I need to remember


O tempo passara e Josie nem se quer percebeu. Estava tão concentrada lendo o diário de Penelope que quando se deu conta, já eram 3 da manhã.


Ela lia páginas e páginas sem parar, vislumbrada com cada coisa que lia. Ela simplesmente não tirava da cabeça o fato de que esquecera alguém tão importante - pelo menos era o que dizia o diário. Aparentemente Hope era sua melhor amiga e fora também seu primeiro amor, antes mesmo de criar sentimentos por Penelope.


Sabendo de tudo, ela queria, ela precisava ter suas memórias de volta. Porque ela apenas sabia quem era Hope Mikaelson, mas ela não sentia nada, não lembrava de nada. Ela se sentiu no dever de trazer sua amiga de volta. Mas ela não sabia como fazer sozinha. 


Com Lizzie ela não poderia contar, pois mesmo que sua irmã houvesse sido uma pessoa importante para Hope e o contrário também, Josie estava muito chateada com sua irmã para conversar com ela. Só havia uma pessoa na qual ela confiava tanto quando sua irma, MG.


Ela colocou um roupão e suas duas pantufas de unicórnios e saiu silenciosamente do dormitório de Penelope a caminho do de MG. Josie passou o caminho se escondendo entre pilares e mobílias tentando se esconder dos vigias. A um ano e meio, houve uma festa no velho moinho e que acidentalmente numa briga de lobos e vampiros, uma bruxa quase morreu tentando separa-los. Alaric enlouqueceu com isso e começou a ser bastante rigoroso quanto ao toque de recolher as 22 horas. Qualquer um que estivesse fora de seu dormitório ficaria duas semanas de detenção.


Josie chegou ao quarto de MG sem ser vista, e adentrou silenciosamente, com passos leves passou por Kaleb e chegou a cama de seu amigo, que estava babando em seu travesseiro provavelmente a horas.


"MG" sussurrou Josie, e como seu amigo não se moveu, deu uma leve sacudida nele "MG!" sussurrou um pouco mais alto, e o máximo que o amigo fez, foi dar um gemido manhoso.


Josie se irritou um pouco e teve uma ideia. Seu amigo odiava que alguém tocasse em seu cabelo, seu cabelo era uma coisa sagrada para ele. Então agachou-se próxima ao amigo e começou a mexer em seu cabelo.


Em um pulo o vampiro pulou da cama como se fosse matar alguém, e quando viu que era sua melhor amiga se acalmou um pouco.


"Josie, você tá maluca?" falou ele sério. "Primeiro, está tarde e você não deveria estar aqui, segundo, eu poderia ter te machucado e terceiro, ser minha melhor amiga não lhe dá o direito de tocar no meu cabelo!" a moreno segurou a risada e falou.


"Sei que é tarde, você acha que eu viria aqui se não fosse importante?" falou Josie também mais séria.


"O que aconteceu?" o melhor amigo ficou preocupado.


"Vem que eu te explico melhor" falou Josie e os dois saíram escondidos para o quarto de Penelope.


Assim que entraram Josie trancou a porta e se sentou ao lado do amigo.


"O que eu vou dizer agora, vai parecer a maior loucura que você já ouviu, e eu te conheço. Vou logo avisando, você vai ficar de boca calada até eu terminar de explicar tudo. Não me interrompa e não faça perguntas até eu dizer que terminei" falou séria e o amigo assentiu. MG morria de medo quando Josie usava seu tom autoritário e não discordava em nada, ou a amiga era capaz de jogá-lo pela janela.


Josie foi direta e logo o contou toda a história. MG não disse nenhuma palavra mas tinha a expressão confusa, mesmo sendo maluquice ele acreditava na amiga. Ela terminou a explicação e falou o porque precisaria da ajuda dele e ele novamente assentiu.


"Alguma pergunta?" falou ela.


"Não senhora! Quer dizer, Josie." continuou "eu vou ajudá-la a encontrar isso, e nós vamos salvar essa tal de Hope."


Josie agradeceu e se despediu do amigo que seguiu caminho para seu quarto. Josie finalmente se deitou em sua cama e dormiu. Ela não ligava que já eram quase 5 da manhã, ela não iria para aula de qualquer forma, mesmo que seu pai ficasse irado.


Lizzie ainda estava acordada. Estava deitada em sua cama e chorando. Ela sabia que havia sido péssima com sua irmã, e não fazia ideia de como concertar as coisas.


Ela não aguentava mais fazer isso. Sempre que algo ruim acontecia com ela, a mesma começava a despejar e descontar sua frustração em sua irmã. Ela estava tentando mudar, mas era inevitável e ela se odiava por isso.


Sua irmã era a pessoa mais incrível que conhecera. Sempre cuidava e se preocupava com todos, sempre tentava fazer todos se sentirem bem. Ela a admirava muito, mesmo sendo uma péssima irmã e não sabendo mostrar isso.


Ela sentia culpa. Muita culpa. Ela só queria sua mãe. Queria um abraço caloroso e um chocolate quente, com sua mãe ao seu lado dizendo que tudo ia ficar bem. Então teve uma ideia. Ela iria a Itália passar uma semana com sua mãe, para arrumar uma forma para Josie perdoa-la.


[...]


Eram 14 horas quando Josie acordou. Havia marcado com seu melhor amigo de se encontrarem as 15 horas na biblioteca. Se levantou rápido, tomou um banho gelado para despertar, escovou os dentes, colocou uma roupa simples, seu tênis e foi ao refeitório almoçar.


Quando terminou foi em direção a biblioteca e chegou dois minutos antes que seu amigo. Eles entraram, pegaram o máximo de livros que puderam e foram a última mesa do grande cômodo. 


Os livros eram tantos, que quase cobriam toda a mesa. Levariam dias para lerem tudo, mas precisavam arrumar alguma forma de trazer suas lembranças de volta. Então cada um sentou em um lado da mesa, e começaram sua busca.


Horas mais tarde, eles leram tanto que não aguentavam mais ver qualquer palavra em sua frente. Não sabiam que horas eram nem se era cedo ou tarde. Só sabia que estavam lendo a horas e não encontraram absolutamente nada útil.


~~•~~


"Elizabeth, eu disse não!" exclamou Alaric em sua sala.


"Pai! Eu quero ir ver minha mãe!" Lizzie cruzou os braços.


"E eu disse que você não vai! Eu sou o seu pai, e dei a palavra final! Você tem a escola, notas, aulas. Você não vai." disse calmo.


"E ela é a minha mãe!" Lizzie se exaltou mais "Eu tenho todo direito de ir vê-la!"


"Mas não significa que possa sair no meio da semana! Não temos nada marcado, portanto, você não vai!" o pai novamente levantou o tom.


"Isso não é justo!" estava tão alterada que algumas coisas na sala começaram a tremer "Eu estou com problemas! Eu briguei com Josie! Mas você sabia? Não né? Era de se esperar já que você simplesmente não se importa com nada além de seu trabalho" falou mais baixo e lágrimas brotaram em seus olhos, as coisas ainda tremiam e Alaric ia rebater mas Lizzie levantou a mão e ele se calou "Faz tempo que você se enfiou nesse seu trabalho. Não sai mais dessa sala nem para desejar boa noite, para saber como as filhas estão, e quando algo sai dos trilhos e você perde o controle nos manda ver Emma, nos manda pra uma psicóloga! Nós éramos para ser uma família, éramos para nos apoiar, e você deveria fazer seu pai e nos ajudar sempre que algo desse errado... Mas parece que isso está distante de acontecer, então eu quero ver minha mãe e vou com ou sem a sua permissão. Faça seu papel de pai pelo menos uma vez na vida e me deixe ir." ela estava chorando e não conseguia conter as lágrimas. Estava tentando controlar suas emoções para não acabar explodindo a sala de seu pai.


Alaric ficara muito afetado com o que Lizzie disse, pois ele sabia que era verdade. Tudo era verdade. Mas ele não poderia mandar a filha para longe. Elas já estavam quase com 18 anos e eles tinham cada vez menos tempo para descobrir uma forma de evitar a fusão. Não podiam perder tempo.


"Lizzie querida eu... Eu sinto muito. Sei que não sou um dos melhores pais, mas... eu infelizmente não posso deixar você ir." Alaric disse com a voz falha. E isso foi por água abaixo. Lizzie explodiu. Com um grito, todos os livros voaram da estante e as janelas e todas as coisas de vidro presentes na sala de seu pai foram estraçalhadas em milhões de cacos de vidro. Tudo estava pelos ares.


Quando se controlou e percebeu o que fez, ficou pior ainda. Pensou em pedir desculpas mas não o fez.


"Eu disse que iria com ou sem a sua permissão, se não deixar, eu vou de qualquer forma e você não vai me impedir" falou com a voz fria e quando estava se virando, seu pai a abraçou. Ela pensou em se soltar, mas ele ainda era seu pai, e ela ainda amava esse abraço.


"Eu deixo você ir filha. Desculpa." ela nada respondeu. E ficaram assim alguns minutos. Em silêncio num abraço e Lizzie chorando.


Mas pelo menos veria sua mãe.


[...]


Eram quase 22 horas quando Maya chegou na mesa de Josie e MG.


"Sei que estão se divertindo muito, bem... com essa pilha de livros, mas eu preciso fechar. Daqui a 20 minutos tem o toque de recolher." 


"Maya, por favorzinho deixa a gente ficar só mais uns minutinhos!" juntou as mãos e fez biquinho e Maya deu um leve sorriso.


"Não posso Josie. Seu pai ele... bem ele é bem rigoroso quanto as regras. Você sabe bem disso, e eu... bem eu preciso fechar." Josie assentiu e foi embora com seu melhor amigo.


Eles passaram horas na biblioteca e descobriram uma coisa: a maioria daqueles livros eram completamente inúteis. Não encontraram nada, nem uma pista do que poderia ser.


Foi para o quarto de Penelope e desabou sobre a cama, dormindo depois de um longo dia. 


Notas Finais


gente, não postei antes porque eu como a burra que sou sem querer apaguei o capítulo na hora que fui postar, então tive que reescrever, e eu adiantei o capítulo 5 também.
Espero que gostem.


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