História Don't tell me lies - Capítulo 83


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Categorias Teen Wolf
Personagens Adrian Harris, Aiden, Alan Deaton, Allison Argent, Benfeitor, Bobby Finstock, Breaden, Brett Talbot, Chris Argent, Cora Hale, Corey Bryant, Danny Mahealani, Decaulion, Derek Hale, Dr. Valack, Enis, Erica Reyes, Ethan, Garrett, Gerard Argent, Hayden Romero, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jennifer Blake, Jordan Parrish, Kali, Kate Argent, Ken Yukimura, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Marin Morrell, Mason Hewitt, Natalie Martin, Noshiko Yukimura, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken, Vernon Boyd, Victória Argent
Tags Ashley Benson, Crystal Reed, Dylan O'brien, Holland Roden, Sobrenatural, Teen Wolf, Tyler Hoechlin, Tyler Posey
Visualizações 207
Palavras 4.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PRIMEIRAMENTE, ME DESCULPEM PELA DEMORA EXTREMA!

Eu sei que devo uma explicação à vocês, leitores que acompanham e amam essa história tanto quanto eu, então lá vai;
Eu estava viajando, peço desculpas pela demora, tenho alguns problemas pessoais que eu tinha que resolver e um deles era férias em família, não consegui escrever o capítulo tão rápido :( MAS, aqui estamos, com DTML de volta, o primeiro capítulo do ano! Podem relaxar, não abandonei a história, o capítulo demora mas ele saí!

*Nesse capítulo há algumas frases de capítulos anteriores, elas estão em itálico.

Estava morrendo de saudades de todos vocês, então, boa leitura. Nos vemos nas notas finais...

Capítulo 83 - Partes de um passado esquecido.


Enquanto Scott e Lydia procuravam por informações na internet que pudessem leva-los à descobrir quem ou o que era Stiles, Malia estava tentando se concentrar na folha cheia de cálculos que em sua cabeça se embaralhavam e a deixavam cada vez mais confusa e descontrolada.

— Respire fundo, Malia. — Natalie, mãe de Lydia e também diretora do colégio, disse tentando acalmar a garota sentada à sua frente.

A respiração e os batimentos só aceleravam, podia sentir sua cabeça explodir quando olhava para as equações que lhe davam vontade de sair correndo. Tentou respirar fundo, pensar em coisas felizes, mas tudo que conseguiu fazer foi quebrar o lápis em sua mão e então sair correndo da sala, se transformando na forma total de coiote ao fugir dali.

Scott escutou o uivado de Malia e teve a confirmação de que algo tinha acontecido, trocou um rápido olhar com Lydia e se levantaram para procurar a amiga. Percorreram os corredores da escola até que o alfa sentiu o cheiro da coiote por perto, dentro do vestiário, entraram ali com cautela e foram recebidos por rosnados.

— Está tudo bem, Malia, você está a salvo. — Scott disse confiante enquanto se aproximava do animal em passos lentos com Lydia atrás de si acompanhada de sua mãe.

Ao contrário do que todos pensavam, Malia não escutou as palavras acolhedoras de Scott, ela apenas rosnou em troca mostrando suas presas em ameaça.

— Talvez você devesse rosnar de volta. — O Sheriff sugeriu, havia sido chamado por Natalie, mãe de Lydia. — Você é o alfa, não pode torna-la um pouco mais dócil?

— Eu... Eu... — Scott gaguejou e quando Malia deu passos para frente todos deram um para trás, temendo a próxima ação do animal.

Eles foram pegos de surpresa pela transformação repentina da garota, ela parecia ter o controle de seu lado animal, mesmo com alguns impulsos raivosos. Ninguém sabia que Malia estava passando por tempos complicados em relação à isso, seus acessos de raiva estavam cada vez mais frequentes, toda noite de lua cheia sentia seu peito queimar, a coiote dentro de si queria se libertar sem a permissão, quando houve uma brecha o animal conseguiu assumir o controle.

Scott arregalou os olhos quando Malia avançou na mãe de Lydia, a garota não tinha mais o controle sobre si mesma e algo deveria ser feito. Os olhos do alfa brilharam em vermelho quando ele rosnou para a coiote de olhos azuis vibrantes, ela deu alguns passos para recuar mas não voltou ao normal.

— Scott? — Lydia o chamou em pânico, o moreno lhe encarou tão confuso quanto todos os outros presentes ali.

— Era pra ter funcionado, eu não sei o que aconteceu, ela não atendeu minha ordem. — Scott explicou em um murmúrio.

— Tente de novo, agora rosne mais alto, mostre quem é o alfa. — O sheriff insistiu.

Ninguém ali entendia o que ocorria, até os pensamentos de Lydia clarearem e ela obter uma resposta um tanto quanto perturbadora e pouco provável.

— Eu tenho uma teoria. — A banshee disse baixinho como se a coiote pudesse compreender.

A atenção foi desviada para Lydia, eles esperavam algo esclarecedor.

— Estamos no território dela, certo? É como se fosse uma toca, estamos invadindo a casa dela, deveríamos sair. — Sugeriu a ruiva, em passos calmos todos se retiraram do pequeno recinto.

— E se isso não funcionar? Ela não pode ficar assim por muito tempo, as pessoas vão notar se a sala ficar trancada. — Natalie alertou e Scott soltou um suspiro, o garoto estava assustado por uma parte de sua alcatéia não lhe reconhecer totalmente como alfa.

— Se isso não funcionar eu tenho uma ideia que talvez seja mais eficaz, mas vocês vão achar um pouco estranho. —Lydia falou, até em sua própria mente aquilo não fazia total sentido.

— Estamos ouvindo. — Disse o Sheriff em uma maneira de fazer Lydia prosseguir.

— Estamos sentindo falta das mesmas pessoas, talvez de membros importantes para a alcatéia, certo? — A banshee expos sua ideia em voz alta e Scott apenas assentiu, ainda confuso com aquilo. — E se um deles fosse extremamente importante para Malia? Como alguém que a ensinou coisas, protegeu e ajudou...

— E se for isso? Não temos como saber quem essa pessoa é ou onde ela está, é uma rua sem saída. — Natalie interrompeu.

— Deixe-me terminar mãe, se o que eu estiver considerando for verdade, então não iremos precisar encontrar essa pessoa agora. — Lydia continuou. — Temos algo que pertenceu à ela, algo com um cheiro que talvez faça Malia se sentir segura e confortável como Scott se sentiu.

A mãe de Lydia e o Sheriff ficaram confusos com a ideia, ao contrario de Scott que entendeu na mesma hora.

— O moletom. — O alfa sussurrou mais para si mesmo, como se pensasse em voz alta.

...

— Eu fui o mais rápido que consegui. — Scott avisou assim que passou pela porta principal, entrando no colégio.

Lydia ergueu sua mão e o alfa lhe jogou o moletom verde escuro, assim que a pele da banshee encostou no tecido sussurros ecoaram em seus ouvidos e puderam ser escutados em alto e bom som pela garota que fechava os olhos por milésimos.

"E nesses momentos de fraqueza, se lembre que eu sempre vou estar aqui por você, não importa o que aconteça, você sempre vai ser minha melhor amiga."

Lydia ouviu sua própria voz no sussurro, um arrepio seguido de calafrio atingiu seu corpo, as mãos da banshee apertaram o pano verde escuro mais forte.

— Lydia? O que houve? — Scott perguntou preocupado com a reação de sua amiga, porém a voz do alfa foi ouvida pela garota como se ele estivesse á quilômetros de distância dela.

"Tudo que eu peço são cinco minutos. Lydia é minha melhor amiga... A única que sobrou."

Desta vez a garota ouve uma voz feminina desconhecida por ela, mas uma sensação estranha lhe toma conta, Lydia se sente sentimental e nostálgica após ouvir a voz.

— Lydia! — Scott altera sua voz e traz a garota de volta à consciência, seus olhos se abrem e agora estão marejados. — O que aconteceu? O que você escutou?

O moreno estava ansioso, tinha quase certeza que a ruiva havia ouvido algo importante.

Minha melhor amiga. — Em um fio de voz Lydia sussurrou como se proferisse um segredo, sua garganta ficou seca de nervosismo. — Escutei a voz da minha melhor amiga.

Scott sorriu pela primeira vez naquela semana, seu coração se aqueceu de esperança.

— Ela fazia parte do bando, eu tenho certeza, essa garota fazia parte de nós. — Lydia ditou sorrindo.

— Então isso é o que precisamos para trazer Malia de volta. — Scott concordou com a ideia da ruiva.

Os dois ficaram lado a lado em frente à porta, o alfa tomou iniciativa e a porta foi aberta revelando a coiote no fundo da sala, escondida entre prateleiras cheias de produtos de limpeza. Malia foi rápida em levantar e rosnar para os dois, Lydia e Scott não se abalaram, a banshee deu um passo à frente confiante de suas ações, ergueu o moletom atraindo a atenção da coiote e então o jogou para perto dela.

O animal recuou com o susto. Enquanto Scott e Lydia observavam a cena ansiosos, Malia recobrava a consciência aos poucos que ia capturando o aroma impregnado no tecido, aproximou o focinho da roupa e aquilo lhe acalmou assim como um abraço de alguém importante para a garota, o cheiro feminino no casaco de Scott havia feito Malia voltar à forma humana porque aquilo lhe remetia segurança e amor.

— Funcionou. — Lydia murmurou contente, os dois entraram totalmente na sala enquanto Malia se recompunha.

— Se lembra de algo? — Scott perguntou preocupado assim que Malia se levantou do chão e alcançou suas roupas que haviam sido deixadas no fundo da sala, logo as vestindo novamente.

— Não, eu apenas... — Gaguejou atordoada pelo estranho sentimento que lhe atingiu minutos atrás.

— Malia, você se lembrou de algo? Qualquer coisa, pode ser qualquer pista ou sentimento, diga que você sentiu algo! — Lydia quase implorou, a ruiva transbordava esperança de encontrar as pessoas que tanto sentia falta.

— Foi tudo muito rápido, estava desfocado e eu não pude prestar atenção... — A coiote explicou.

— Mas você se lembrou de alguma coisa importante, não foi? — Scott questionou atento.

— Eu vi um flash de memória, algo rápido... Se eu não estiver enganada e eu posso estar, acho que vi olhos vermelhos em uma loba branca. Era uma alfa... E eu a conhecia, podia sentir. — Malia sussurrou a última palavra em choque.

— Scott? — A voz do Sheriff ecoou pelo corredor, segundos se passaram e ele havia entrado na sala.

— Conseguimos. — Lydia avisou com um sorriso.

— Eu notei... — Stilinski comentou e sorriu minimamente. — Alguma ideia do que a fez se transformar?

— Eu não tenho uma âncora. — Malia ditou balançando seus ombros como se aquilo fosse algo pequeno e sem importância.

— Talvez você tivesse uma, mas ela pode ter sido levada de você... — Lydia sugeriu usando o duplo sentido da situação.

— Acha que Stiles pode estar relacionado à isso também? — Scott questionou.

— Poderíamos saber se descobrissemos o que é. — Lydia argumentou.

— Não é o que. — O sheriff informou.

— Como assim? — Malia perguntou.

— Stiles é um apelido de família, eu nunca usei, mas meu pai sim. — Stilinski continuou.

Scott e Lydia trocaram um olhar cúmplice, esperançosos de começarem a resolver aquela situação angustiante.

...

Claudia se aproximou com um sorriso lotado de ternura, Lydia observou atentamente a caixa de madeira que a mulher deu ao Sheriff.

— Obrigado, querida. — Agradeceu rapidamente e ela se sentou ao seu lado. — Ele era engenheiro do exército...

Stilinski explicou assim que entregou uma foto antiga para Scott, suas bordas estavam mais escuras por culpa do desgaste.

— E ele era conhecido como "Stiles". — O alfa deduziu e sorriu levemente ao ver o homem fardado na foto.

— Desculpem a intromissão, mas, o que isso tudo tem haver com a caçada? — Claudia questionou franzindo as sobrancelhas.

— Nós... — Scott começou em um murmúrio, logo aumentando o tom de voz quando Lydia lhe encorajou com um aceno de cabeça. — Nós perdemos pessoas, duas pessoas importantes foram levadas.

— Sabem quem são? — Perguntou Stilinski.

— Nossas memórias foram apagadas pelos cavaleiros fantasmas.

— Que conveniente. — Disse o sheriff.

— Mas achamos uma pista! — Lydia expôs, conseguindo a atenção do homem. — A palavra "Stiles".

— E é por isso que querem falar com Elias? — Claudia indagou.

— Talvez ele possa nos ajudar, talvez possamos lembrar de algo quando falarmos com ele, alguma informação importante. — Scott continuou.

— Essa pessoa era da sua idade? — O sheriff interrogou.

— Sim, eu... Eu acho que ele era meu amigo. — O alfa gaguejou por instantes. — Talvez ele fosse meu melhor amigo.

— Eu sinto muito, mas posso te garantir que meu pai não pode ajudar. — Informou enquanto se levantava, pronto para se despedir dos adolescentes sentados à sua frente, assim que tomou a foto da mão de Scott o alfa começou a ficar nervoso.

— Mas não custa nada tentar, certo?

— Scott, meu pai mora num asilo em outra cidade.

Assim que o Sheriff proferiu as palavras, os olhos de Lydia se arregalaram em suas órbitas quando avistaram uma senhora idosa virar o corredor e passar atrás do sofá em que os anfitriões estavam.

— As próximas paradas foram canceladas. — O tom de voz da senhora ecoou pelos ouvidos da banshee, ela estava focada no olhar da mulher, então sons específicos de trens soaram como marretas. — As próximas paradas foram canceladas.

Lydia concluiu que estava acontecendo novamente, seu lado banshee estava dando as caras e desta vez ela não perderia a oportunidade de descobrir porque aquilo estava acontecendo.

— Posso usar seu banheiro, Sra. Stilinski? — A ruiva perguntou educadamente ao se levantar.

— Claro, querida.

Dada a permissão, Lydia apressou-se em andar até o corredor que a idosa havia entrado, ficará inerte à conversa que acontecia na sala.

— Sheriff, por favor, nós precisamos vê-lo, essa pode ser nossa única chance. — Scott insistiu.

— Ele não recebe visitas há anos. — Stilinski tentou contornar.

— Eu preciso disso. — Scott implorou com os olhos, os dois se encaravam cara à cara pois o alfa havia levantado também.

Stilinski ficou em um silêncio total, fitando o garoto que transparecia estar desesperado.

— Eu sinto muito, não posso ajudar. — Por fim murmurou, fazendo os ombros de Scott se encolherem.

No corredor, Lydia observava a mulher de idade avançada encarar uma parede com uma mesinha em frente, ela parecia determinada à ficar ali por muito tempo. Em passos cautelosos, a ruiva foi se aproximando.

— Por que está aqui? — Sussurrou, entretanto a mulher continuou olhando para a parede. — Tem algo que queira me contar? Você precisa de algo?

Dessa vez a senhora lhe encarou profundamente, uma expressão vazia, aquilo fez a garota se aproximar mais.

Ela precisa de você. — A mulher sussurrou como se contasse um segredo guardado por sete chaves.

— Quem? Quem precisa de mim? — Lydia questionou em um misto de êxtase e confusão, a senhora voltou à encarar a parede. — Que parada foi cancelada? O que isso significa?

Despertou quando Claudia retornou à chama-la, perguntando se havia encontrado o banheiro, quando olhou novamente para frente a velhinha havia sumido em milésimos.

— Eu achei. — A garota avisou, mesmo estando em um choque com o que aconteceu segundos atrás.

— Sim, você pode! — A voz de Scott retornou decidida, Lydia voltou em passos rápidos para a sala ao sentir que uma discussão poderia acontecer. — São apenas cinco minutos de conversa, Sheriff, por favor.

— Você não conhece esse cara, Scott, não dá para ter cinco minutos de conversa com ele! — Retrucou.

— Mas...

— Scott! — A voz do Sheriff soou alta o suficiente para calar o alfa de uma vez.

— Você tem sua resposta, Scott. — Claudia se pronunciou, o moreno soltou a respiração em frustração e saiu da casa sendo seguido por Lydia.

— O que vamos fazer agora? — A ruiva o perguntou tentando acompanhar seus passos apressados até sua moto.

— Temos um asilo para visitar. — O alfa disse determinado, arrancando um sorriso da ruiva.

...

— O que ele queria? Estava transpirando ansiedade e nervosismo. — Malia murmurou assim que chegou ao lado de Scott e viu Liam se afastar, provavelmente indo para sua próxima aula.

— Ajuda com a Gwen, a garota também perdeu alguém, sua irmã foi levada pelos cavaleiros fantasmas e... — Scott começou a explicar resumidamente, mas foi interrompido pela garota ao seu lado.

— O que você disse?

— Que a irmã dela foi levada, mas Gwen se lembra, então isso pode ser útil. — Scott repetiu, confuso pela expressão no rosto da coiote. — Aconteceu alguma coisa?

— Não, eu... Apenas tive um... Déjà vu. — Sussurrou se atropelando com as palavras. — Foi só uma sensação estranha, não importa.

— Com tudo que estamos vivendo, cada sensação pode ser algo. — O alfa retrucou.

A garota respirou fundo e ambos saíram da escola, encontrando Lydia encostada em seu carro, esperando os dois para partirem ao asilo.

....

— Não acredito que estamos invadindo uma casa para idosos. — Scott murmurou  quando a ficha caiu enquanto caminhavam até a recepção.

— Depois de tudo que passamos com os enfermeiros da Eichen House, tenho certeza que podemos lidar com alguns cuidadores. — Malia garantiu e andou na frente dos dois, estava seguindo um impulso mais forte.

Rapidamente entrou na clínica, sendo recebido por um homem de uniforme azul, antes que ele pudesse dizer algo a garota bateu sua cabeça contra o balcão fazendo seu nariz quebrar e ele soltar um esperneio de dor, sem chamar atenção Malia o prendeu em uma sala atrás do balcão.

— Viu só? Eficiência. — A coiote murmurou assim que Scott e Lydia entraram no estabelecimento com expressões decepcionadas pela atitude da garota.

— E agressividade, ele só estava fazendo seu trabalho. — Scott lhe repreendeu.

— Relaxe, ele vai ganhar no máximo dois dias de atestado. — A coiote murmurou despreocupada.

Os dois suspiraram e começaram a procurar pelo senhor Stilinski, após alguns minutos de procura, o acharam sentado atrás de uma mesa com papéis espalhados, uma música antiga e calma tocava no fundo.

— Está na hora dos meus remédios? — O idoso perguntou confuso pela presença repentina de pessoas.

— Não estamos com o seu remédio. — Malia lhe cortou.

— O senhor é Elias Stilinski? — A ruiva tomou as rédeas da situação.

— Sou.

— Eu sou Lydia Martin, me reconhece? — Perguntou com um sorriso simpático e se sentou ao seu lado.

— Eu deveria saber quem você é? — O homem de idade questionou confuso.

— Hey, Sr. Stilinski, nós estamos procurando por uma pessoa que pode se chamar Stiles. Você era chamado assim no exército, certo? — Scott foi direto ao ponto do assunto.

— Sim, foram os melhores anos da minha vida. — Elias respondeu de maneira vaga.

— Você nos conhece? — Malia questionou de longe.

— É claro que sim, como poderia esquecer meu próprio filho? — Perguntou retoricamente com o olhar fixo em Scott.

— Filho? — O alfa murmurou.

— Sr. Stilinski, em que ano estamos? — Lydia perguntou.

— Em 1976, o aniversário do meu filho é semana que vem.

A ruiva soltou a respiração quando percebeu o que acontecia ali.

— Ele sofre de demencia. — Sussurrou.

— Scott McCall? — O homem murmurou para o alfa que sorriu animado. — Não, não, você é meu filho.

— Fale baixo, velhote, você vai acordar os outros velhos. — Malia o cortou novamente, dessa vez foi repreendida por Lydia.

— Eu não gosto dela. — Elias sussurrou para a ruiva.

— Seu filho, ele é o sheriff de Beacon Hills. — Lydia informou.

— Sheriff? Não, não, eu estive no exército. — Elias insistiu.

— Use suas garras, Scott. — Malia sugeriu.

— Não posso, isso vai mata-lo.

— Mas serviria para pouparmos tempo, essa cara vai morrer de qualquer jeito. — Retrucou.

— Não acredito que disse isso. — Scott murmurou cruzando os braços.

A coiote revirou os olhos e tentou partir para cima do idoso com suas garras à vista.

— Não! — O alfa lhe parou ao segurar seu pulso com força. — Não estamos aqui para machuca-lo.

— A senhorita deveria cortar essas unhas. — Elias comentou, recebendo um rosnado em troca.

Cada minuto que passava, cada vez que o céu escurecia mais, o homem idoso ficava mais inquieto.

— Vocês não deveriam estar aqui, se não forem embora vou denunciá-los! — Ameaçou estridente.

— O sol está se pondo, pacientes com demência tendem a perder a cabeça quando o sol se põe. — Explicou Lydia sabiamente.

— O que vamos fazer? — Malia questionou.

— Quero que saíam daqui agora! — O homem gritou.

— Temos que esperar o sol nascer.

— Não temos todo esse tempo. — A coiote retrucou a fala da amiga.

— Tem que ter uma maneira de acalma-lo. — Scott murmurou entrando em pânico pelo desespero do homem.

— Saíam! — Ele gritava enquanto balançava as folhas inquietantemente.

— Elias, olhe para as equações... — Lydia ditou ao pegar os papéis de sua mão.

A ruiva começou a falar sobre números e fórmulas com o senhor, aqueles cálculos já faziam a cabeça de Malia dar um nó.

— O que você fez? — Scott perguntou surpreso pelo homem ter se acalmado enquanto conversavam sobre equações.

— A matemática ajuda os pacientes com demência à se concentrarem. — Martin explicou rapidamente. — Elias...

— É Sr. Stilinski. Quem vocês pensam que são?!

— Você sabe que Scott não é seu filho? — Lydia questionou após ficar em silêncio por minutos.

— É claro que sei, os cérebros estão ficando menores como as saias? — O homem questionou andando em volta da mesa, Malia rosnou com raiva e Scott tentou acalmá-la.

— Então você é o tal McCall... — Elias voltou a falar.

— O senhor me conhece?

— Conheço seu pai. Era um bêbado e com certeza não conseguia manter aquela aliança no dedo... — Respondeu em tom ácido. — Qualquer jovenzinha passava perto e aquele pedaço de prata sumia como num passe de mágica.

— Você conhece todos nós? — Lydia questionou.

— Você é a filha de Natalie Martin, certo? Se parece com ela. Ela também já foi bonita. — Elias continuou, Malia rosnou para ele e atraiu a atenção. — E você, mocinha? Seu temperamento me lembra a família Hale, é igualzinha ao Peter, aquele garoto só arrumava confusão para a irmã mais velha resolver.

— Conhece os Hale's? — O tom de surpresa na voz de Scott e nas expressões faciais das meninas eram claros, deram atenção apenas para a palavra Hale, pois não se recordavam de ninguém chamado Peter.

— Estamos em uma cidade minúscula, garoto. Seria impossível não reconhecer este sobrenome. — Elias murmurou, o homem parecia estar mais lúcido que nunca, mesmo estando parado em anos atrás. — Quando soube que aquele desnaturado seria pai não acreditei, quem em sã consciência teria uma filha com um Hale? São sinônimo de problema.

— Filha? — Lydia repetiu confusa.

— Sim, a menininha. Ravenna era o nome dela, se não me engano. Saiu da cidade com a mãe quando era recém nascida. — O mais velho respondeu tranquilo.

— Ravenna? — Scott sussurrou para si mesmo, aquele nome lhe dava arrepios por todo o corpo.

— Sim, a Hale, você é surdo? — Elias provocou e revirou os olhos.

— O que mais você sabe sobre essa garota? — Malia perguntou direta, interessada no assunto, o nome lhe era extremamente familiar mesmo que nunca tivesse ouvido.

— Que garota? — O senhor murmurou confuso.

— Só pode estar me zoando. — A coiote sussurrou e em seguida rosnou, mostrando as garras novamente e indo para cima do homem.

— Malia, não! — Scott tentou impedir.

— Já chega! — Todos pararam assim que ouviram o grito do Sheriff, ele se aproximou mais com o cuidador ao seu lado que segurava o nariz quebrado por Malia.

— Sheriff, nós...

— Eu avisei para não virem aqui. — Interrompeu Scott. — E quem agrediu um funcionário?!

— Foi ela. — O cuidador apontou para Malia que fechou o punho em raiva.

— No que vocês estavam pensando?

— Noah, estávamos tendo uma ótima conversa. — O pai do sheriff disse tentando se aproximar do filho.

— Os três, para fora. Agora. — Ditou e os adolescentes saíram no mesmo instante.

— Isso mesmo! Finja que eu não estou aqui. — Elias gritou quando o sheriff lhe deus as costas. — Volte para sua esposa morta e seu filho fracassado!

Tudo ficou silencioso, o Sheriff ainda digeria o que lhe foi dito, seus pensamentos estavam confusos assim como as palavras que formavam em sua boca.

— O que você disse? — Perguntou assim que retornou a olhar para o pai.

— Está na hora dos meus remédios? — O senhor questionou como se os minutos atrás não tivessem acontecido.

...

— Eu sei que tudo isso parece muito ruim, mas... — Scott tentou remediar.

— Ruim? Isso é péssimo! Onde estavam com a cabeça? Vocês invadiram um asilo, importunaram um paciente e ainda agrediram um funcionário. — Sra. Martin exclamou expondo toda sua ira naquele momento. — Isso pode afetar o resto de suas vidas, especialmente a sua, Malia. Eles estão falando de agressão!

— Eu não espanquei ele, poderia ter espancado, mas escolhi não fazer. — Defendeu-se.

— É um progresso. — Lydia apoiou.

— Por algum milagre, o enfermeiro decidiu não prestar queixa. — O Sheriff avisou assim que abriu a porta de sua sala. — Vocês estão livres para ir.

E então a porta foi fechada, a ruiva respirou fundo em alívio.

— O fato de você não ir para a cadeia não significa que esteja impune do castigo para o resto da sua vida. — Sua mãe brigou.

...

Na casa de McCall, as coisas estavam literalmente uma bagunça, a festa feita por Liam havia praticamente destruído a casa do alfa.

— Você disse para acharmos um lugar seguro, sua casa é cercada por Tramazeira. — O beta explicou.

— Quem disse para fazer uma festa? — Scott questionou ao cruzar os braços, a cada lugar que ele olhava achava copos jogados pelo chão e móveis movidos de seus lugares habituais.

— Pelo menos salvamos a Gwen. — Liam contrapôs.

Scott soltou um suspiro cansado, observando os estragos da casa começou a pensar no ocorrido.

— Você disse que ela viu um dos cavaleiros. — Murmurou.

— Sim, Corey o tornou visível para que pudéssemos lutar contra ele.

— Todos da festa o viram? — Perguntou preocupado.

— Acho que sim, seria impossível não ver. — Liam disse despreocupado.

— A lenda do livro avisa que quem vê a caçada selvagem é levado logo em seguida. — Scott expôs enquanto puxava alguns fios do próprio cabelo em um ato de desespero.

— Isso quer dizer que...

— Todos serão levados. — O alfa interrompeu, Liam prendeu o fôlego no mesmo instante ao perceber o que tinha feito.

...

Enquanto Scott recolhia os copos descartáveis espalhados pelo chão de seu quarto, o sheriff subia as escadas, assim que parou na porta bateu na mesma para avisar que estava ali.

— Uma grande festa, hein? — Comentou, o moreno se virou e sorriu minimamente.

— Sim, espero conseguir limpar tudo antes da minha mãe chegar. — Murmurou e voltou a andar pelo quarto.

— Eu ajudo. — O homem ditou e pegou alguns copos do chão, assim os jogando em um saco de lixo na mão de Scott.

— Eu sinto muito por hoje, não deveríamos ter ido ver seu pai.

— Não, tudo bem, eu deveria ter sido mais claro sobre como ele é. Talvez uma parte de mim apenas não quisesse admitir. — Disse, Scott assentiu em silêncio e o sheriff suspirou, posteriormente mostrando uma cicatriz escondida pela gola da camiseta. — Este é o meu pai, ele me empurrou contra uma mesa de vidro enquanto perseguia minha mãe. Ainda tenho pedaços de vidro ali, o médico disse à minha mãe que ficariam aqui para o resto da vida, um preço pequeno à se pagar para mantê-la segura, naquela época.

Scott assentiu novamente em silêncio, não sabia o que dizer ou se haveria algo para ser dito naquele momento. Stilinski se sentou no baú enfrente à cama de Scott, pensou por uns segundos e voltou a falar.

— Sabe, você disse algo que me incomodou o dia todo. Sobre memórias.

— O que quer dizer? — Questionou, suas sobrancelhas se juntaram em uma expressão de confusão e seriedade.

— Já teve um sonho tão real que pareceu uma memória? — O sheriff indagou.

— Ultimamente, todos os dias. Mal consigo dormir. — O alfa admitiu.

— Nesse sonho, estou deitado na cama com a Claudia, aconteceu umas semanas antes de nos formamos na faculdade. Estamos falando sobre o futuro, ter filhos e em como chamá-los. Eu digo à ela que se tivermos um filho, daria o nome do pai dela à ele. — Explicou. — Então ela ri e pergunta: "Por que você iria fazer isso com uma pobre criança?" E eu digo "Porque ele é um ótimo pai, um que eu gostaria de ter tido, um pai que eu pretendo ser." Nesse ponto do sonho, ela sorri, me beija e diz: "Certo, vamos dar esse nome à ele, mas não importa. Vão chamá-lo de Stiles mesmo assim."

— É isso. — Scott pensou alto quando todas as pecinhas se encaixaram.

— O que? Foi apenas um sonho, precisamos de algo mais concreto e...

— Acha que tudo isso é coincidência? Sheriff, Stiles é seu filho. — Scott ditou, o homem se levantou em choque.

— Não sabemos disso, não sabemos nem se ele é real.

— Stiles é real, ele é meu melhor amigo e seu filho. — Insistiu.

— Isso não faz sentido, foi apenas um sonho, não podemos nos basear em um devaneio. — Stilinski retrucou, não conseguia aceitar toda aquela loucura, sua cabeça estava com um nó e seus pensamentos confusos.

— Se nem uma parte de você acredita nisso, então por que veio até aqui? Eu sei que pode der difícil de aceitar, mas essa é a verdade.

— Não, nós não... Nós não temos certeza. — Sussurrou.

— Eu tenho certeza. — Scott garantiu com a voz mais alta quando percebeu que o Sheriff iria sair do cômodo, dar às costas ao que estava em sua frente. — Stiles Stilinski é meu melhor amigo, assim como Ravenna Hale é minha namorada. Vou lutar por eles, vou acha-los, mesmo que tenha que passar meses procurando.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, estão sentindo falta da Ravenna? Porque eu to morrendo de saudade da nossa loba :')



Nesse tempo que eu fiquei sem escrever DTML, comecei alguns outros projetos de Teen Wolf e até uma fanfic original com alguns atores da série, ainda não foram postadas porque quero ter alguns capítulos prontos, mas em breve vocês terão surpresas e eu espero que gostem das histórias! Quem quiser me seguir pra receber aviso do spirit quando as histórias forem postadas, fiquem a vontade! Mas, se nesse tempo DTML não tiver acabado ainda, irei avisar por aqui também!

Amo vocês lobitos, até o próximo capítulo <3


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