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História Don’t Trust Sana - Dahmo, Saida. - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Capitulo grande, mas necessário!
Espero que gostem, anjos.
Boa leitura.
Ah, ainda não revisei, então me desculpem se tiver algum erro.

Capítulo 2 - Acampamento.


1 mês antes. Acampamento Music’s Life, Los Angeles.

— Sabemos que o sustenido é um tom acima da nota original. Então olhem para os seus teclado, e percebam que após a tecla dó, temos a tecla preta em cima, que é o dó sustenido. A segunda tecla branca, ao lado da tecla dó, é a tecla ré...

Dahyun revirou os olhos daquela aula. Como era possível alguém não saber o que é dó, ré, mi, fá, só, lá, si? Por Deus... Todos daquela sala eram tão burros. Ela pensou que em um acampamento de música, ao menos saberiam o básico.

Entendiada com a primeira aula de teclado, a coreana que tinha seu cabelo loiro preso em um perfeito rabo de cavalo, desviou o olhar do professor e focou na janela ao seu lado. O enorme vidro dava a visão do campo com algumas cabanas espalhadas. Cabanas lindas, de até dois andares. O lugar tinha a melhor vibe que Kim já sentiu. Um sorriso bobo surgiu em seus lábios, depois de longos dias tortuosos. Era bom sentir paz.

E observando as pessoas do outro lado do vidro, seus olhos foram de encontro à uma garota de costas. A camiseta verde do acampamento não pareceu ficar feia nela, o que era estranho, já que Dahyun nunca viu estampa mais horrorosa. Então seguiu observando a garota de longe, e quando a mesma virou, Kim ficou envergonhada quando seus olhos se encontraram. A garota de cabelo castanho, lançou um sorriso confuso e Dahyun travou.

— Senhorita. — Levou um susto com o professor na frente do seu teclado. Desviou a atenção do vidro e o olhou no mesmo instante.

— Pois não? — Sorriu sem graça, afinal, ainda estava envergonhada do olhar que trocou com a garota desconhecida.

— Gostaria de usar seu teclado para ensinar melhor, apenas porque o acampamento me forneceu um para iniciantes, e vejo que o seu é de profissional. Eu ia trazer o meu, mas eles falaram que forneciam, só não imaginei que seria assim. Se importaria de trocar comigo? Apenas nas aulas, e depois destrocamos.

Me importaria. Ele custou caro. Reclame para a coordenação do acampamento.

Seria o que ela queria dizer, e talvez em outro ano, até responderia. Mas como Dahyun queria mudar, respondeu com um pequeno sorriso:

— Sem problemas. Pode usar.

Eles trocaram os teclados, e a aula seguiu. Kim olhou mais uma vez pela janela, mas não encontrou a garota. Resolveu voltar a prestar atenção na explicação para crianças de quinta série. Mas sua esperança voltou, quando o professor avisou que na próxima aula, iria ensinar algumas músicas clássicas. Aquilo sim foi música para os ouvidos da coreana.

Após a aula, a diretora do acampamento convocou todos para a primeira noite de canto na fogueira. Dahyun fez amizade com sua colega de cabana, e estavam se arrumando.

— Eu queria ter a coragem de cantar na frente de todo mundo assim. — Valery comentou, trocando de roupa na frente de Kim.

A coreana desviou o olhar e caminhou até o espelho, retocando o batom rosa.

— Você veio aqui para isso, certo? Aula de canto, mas tenho certeza que sua voz já é ótima.

— Nunca cantei nas noites de canto, mas, quem sabe, hoje eu crie coragem. Minha mãe vive dizendo que preciso soltar minha voz, não me envergonhar de ter um talento. Ela me ajuda muito.

— É ótimo ter uma família que apoia.

Dahyun disse sem saber, afinal, nunca teve isso. Suas próprias palavras causaram um certo efeito em seu peito, e um sorriso triste se transformou em seus lábios rosados.

— Bem... — Disse após um suspiro e virou para a nova amiga. — Já está pronta?

— Prontíssima. — A garota fez um certinho. — Adorei a sua saia. Deixa eu adivinhar... — Franziu a testa, fingindo estar pensativa. — Sua cor favorita é rosa? — Brincou, fazendo a coreana rir.

— Uau! Como acertou? Impossível acertar essa!

Dahyun fingiu surpresa, até porque, sua saia era rosa escuro e sua regata era rosa claro. Em seus lábios, o batom rosa chamava atenção, e sem contar na sombra levemente rosinha. O all star não era rosado, mas branco. Seu cabelo estava solto e um pouco ondulado nas pontas.

— Vamos? — Valery perguntou, já abrindo a porta. Kim assentiu.

As duas saíram dali, já dando de cara com uma multidão de jovens como elas. O acampamento era de meninos e meninas, claro que não podiam dormir na mesma cabana, mas em momentos para socializar, não tinha problema ficarem misturados. Havia um palco enorme, e na frente dele, uma grande fogueira. Em volta da fogueira haviam vários banquinhos de madeira, em que alguns adolescentes já estavam sentados. A maioria segurando um violão, saxofone, flauta, guitarrada e todos os instrumentos possíveis. Todos estavam felizes e animados para a primeira noite de canto.

— Essa vibe é incrível! — Dahyun falou animada, olhando ao redor. — Quero morar aqui.

— Nem me fale. Eu amo vir pra cá, e vou te mostrar cada pessoa legal desse campo. Vem! — Valery puxou a mão da coreana, a puxando com velocidade. Dahyun riu e se deixou levar.

Valery era veterana ali, conhecia muita gente e se dava bem com quase todo mundo. Apresentou algumas pessoas para Kim, que prometeu a si mesmo, não julgar ninguém pela aparência. Ela não seria mais assim. Se permitiu conhecer gente nova e diferente. Estava se divertindo pela primeira vez em meses.

— Ah, essa aqui é a Sana! — Valey apareceu segurando a mão da japonesa. — Já venho. Cuida da novata, hein.

No instante em que Dahyun se virou, deu de cara com a garota que encarou pelo vidro mais cedo.

— Oi. — Sana disse um pouco alto, por conta da música.

— Oi. — Kim respondeu um pouco mais baixo.

— Sua primeira vez aqui? O que está achando?

— É melhor do que imaginei! Incrível!

— Sabe o que é mais incrível? — A japonesa deu um sorriso animado, o que fez a outra rir junto.

— Não. O que?!

— O Hot Dog! Já comeu?

— Não... — Dahyun riu. — Cadê?

A japonesa conduziu Kim até a enorme mesa de madeira cheia de comida, ao lado do palco. Sana preparou o cachorro quente de Kim, que a observava atentamente. Sem duvidas, aquela garota é ainda mais bonita de perto e Dahyun não tinha dúvidas disso.

— Prontinho. — Sana deu um sorriso e entregou o pão na mão da coreana.

Dahyun agradeceu e deu uma mordida, e em seguida, seus olhos arregalaram.

— Você tem razão; É incrível. Tudo aqui é incrível?! As pessoas são tão amigáveis e gentis. Todo mundo é muito... Muito simpático. Até eu sou simpática aqui dentro. Olha só você, acabou de preparar um cachorro quente para uma desconhecida.

Sana riu alto.

— Realmente, todo mundo aqui é muito legal. Acho que a música, e fazer amigos, é o objetivo de todos aqui.

— E o que você faz? — Kim disse após outra mordida. — Toca? Canta? Dança?

— Bom, eu toco violão. Agora estou aprendendo a tocar flauta.

— Meu próximo instrumento é o violão, sem dúvidas! Teclado e violão são os meus favoritos.

Seis dias depois.

Dahyun respirou fundo e contou até três, e de olhos fechados, se jogou da rocha. Um grito agudo saiu da sua garganta. Seu corpo colidiu com a água, e logo voltou a superfície.

— ISSO É DEMAIS! — Deu um grito e levantou os braços, fazendo todos rirem ao redor.

— Eu disse que você ia amar! — Valery nadou até ela. — É uma adrenalina e tanto.

— VEM, SANA! SUA VEZ!

A coreana gritou, olhando para o alto, fazendo movimentos com os braços. A japonesa estava na grande e alta pedra, olhando para baixo. Ela fez um certinho e logo se jogou, sem nenhum grito histérico saindo da sua garganta. Isso chamou atenção de todos que estavam na água, afinal, mesmo depois de anos, o medo de pular daquela enorme pedra, nunca sumia. A adrenalina era tanta, que era impossível um grito não escapar de suas gargantas. Mas com Sana não. Ela apenas se jogou, e voltou para a superfície.

— Você não tem medo mesmo. Pulou com tudo! — Dahyun nadou até ela e rodeou os braços em volta do pescoço molhado.

— Já estou acostumada. — Sana riu, abraçando a cintura fina por baixo da água.

As duas criaram uma certa intimidade ao longo desses seis dias. Era como se se conhecessem há anos. E estranhamente, Dahyun não se importava com as mãos daquela garota em sua cintura, e, mais estranho ainda, gostava.

— Parecem um casal. — Tommas, mais novo amigo da coreana, falou ao ver as duas abraçadas e sorrindo uma para outra.

— E não são? — O amigo dele perguntou, aparentemente surpreso.

Dahyun não demonstrou, mas ficou desconfortável com os comentários, por mais que não soassem ofensivos. Deu um sorriso envergonhado para a Sana e saiu dos seus braços.

— Não, não somos. — A japonesa respondeu, e talvez tenha saído mais grossa do que imaginou. — Somos amigas. Apenas. — Sorriu de lado, encarnado os dois.

Dahyun nadou para debaixo da cachoeira e observou a água descendo. O som era relaxante e a vista era linda. Ela deu um longo suspiro e passou as mão pelo cabelo molhado. Estava se sentindo péssima por ter ignorado os dois garotos, e também por ter nadado para longe de Sana. Não queria se afastar da japonesa, mas não queria que vissem as duas como um casal. Bem, não seria má ideia, mas se os boatos chegassem no ouvido do pai dela, poderia dar adeus ao acampamento, e também um triste adeus para Sana.

— Oi.

Levou um susto quando a japonesa, praticamente, apareceu na sua frente por baixo da água. Ela riu com seu próprio susto, o que fez Sana rir junto.

— Oi. — Respondeu, já com seus rostos frente á frente. — Me desculpe ter saído daquela maneira.

— Tudo bem. — Sana sorriu de um jeito doce. — Mas eles não quiserem nos ofender, era apenas curiosidade.

— Eu sei. — Kim respirou fundo, dando um sorriso triste. — Não queria parecer grossa.

— Me diga... Seria tão ruim assim se fôssemos um casal?

Dahyun arregalou os olhos com a pergunta, sendo pega totalmente desprevenida. Sana apenas a olhava, esperando por uma resposta.

— Não. Não. Claro que não. — Respondeu ainda surpresa, nervosa. — É que, eu não... Eu...

Minatozaki, então, a calou com um beijo. A coreana ficou estática e boba. Mas acabou fechando os olhos e relaxando, ainda mais, quando sentiu os braços finos ao redor do seu pescoço. Ela sorriu e sentiu a outra sorrir contra seus lábios, e logo correspondeu ao beijo. Um beijo molhado, lento e em perfeita sincronia, que mexeu com todos os sentidos de Kim. Seu corpo conseguiu ficar mais arrepiado ainda, quando sentiu as mãos da japonesa em sua nuca, fazendo um pequeno carinho e separando suas bocas.

— Se quer ver algo incrível, me encontre hoje á noite em frente ao palco principal. — Sana sussurrou contra a boca da coreana e logo mergulhou, deixando a mesma, feito boba encarando o nada.

Dahyun estava em choque.

Beijou mesmo Sana?

Seu coração estava acelerado, e um sorrisão invadiu seus lábios. No fundo, queria ter beijado Sana desde o dia em que comeram cachorros quentes e passaram a noite inteira conversando. Ela estava tão... Feliz. Estava completamente feliz de ter beijado aquela garota.

— Ah, você está aí! — Valery apareceu ao lado da cachoeira, assustando a coreana estática. — Vi Sana saindo daqui e imaginei que também estava. Vamos entrar? É quase meio dia.

— Vamos. — Kim respondeu sorrindo, logo nadando junto com a amiga.

O único momento em que Dahyun não pensou no beijo, foi quando estava na aula de teclado. A aula estava mais avançada e Kim tinha certeza de que estava, finalmente, aprendendo a aperfeiçoar seu talento. Estava orgulhosa de si mesma. O próprio professor fazia questão de a elogiar para a classe inteira.

Não havia evento pela noite, e Valery não estava entendendo porquê sua colega de quarto estava se arrumando em frente ao espelho.

— Ah, já entendi... — Ela disse, chamando atenção da Dahyun. — Vai encontrar com a Sana?

— É tão óbvio? — Respondeu rindo e viu a outra assentir em sua cama. — É, vou ver ela.

— Imaginei. Se tornaram próximas tão rápido, e é nítido que estão apaixonadas.

Dahyun acabou sorrindo.

— Não diria que estou apaixonada, mas gosto de ficar com ela. Gosto dela.

— Sei... — Valery riu.

— Vocês não acham... Não acham estranho? — Kim, ao perguntar, ficou nervosa. — Quer dizer, não achariam estranho se Sana e eu fôssemos um casal?

— Eu não. — Deu de ombros. — A vida é de vocês, e sem contar, que fariam um lindo casal. As duas são lindas e combinam muito. Acho que ninguém mais tem a mente tão fechada assim.

— Você acha? — Dahyun sorriu, logo em seguida de um suspiro. — Acha mesmo?

— As pessoas evoluíram, Dahy. Claro, ainda existem os homofóbicos, mas quem liga para eles? Foda-se!

— Verdade, você tem razão. Foda-se! — Seu sorriso contagiou Valery. — Obrigada, Val. Espero que nossa amizade siga até o próximo verão, e o próximo, e até enjoarmos desse acampamento.

— Vou ter que abraçar você bem forte agora. — A garota levantou da cama e caminhou até Kim, a abraçando apertado. Dahyun sorriu, feliz de ter criado um laço tão forte com ela.

Mas seus olhos arregalaram ao sentir os lábios dela juntarem aos seus. Era a segunda vez que alguém a beijava, sem ao menos pedir. A diferença é que ela desejava o beijo de Sana.

— Valery? — Kim empurrou a garota pelos ombros. — O que está fazendo?!

— Me desculpe. Eu... — Ficou tão envergonhada, que não sabia como agir. — Eu só.. Só achei que eu precisava disso, e no fundo, achei que você também. Me desculpe.

— Han... — Dahyun ficou sem graça. — Tudo bem, só não faça mais. Eu só quero a sua amizade. Só isso.

— Eu também, eu... Eu sinto muito. — Valery ficou cabisbaixa, e Kim ficou triste de ver ela assim. — Sana deve estar esperando por você.

— É... — Suspirou. — Vou indo então.

Dahyun saiu daquele quarto sem entender nada do que havia acontecido. Valery beijou ela, e como assim? Como aquela garota escondeu o que queria por tantos dias? Como não contou nada? A cabeça da coreana estava em um turbilhão de pensamentos, mas assim que viu Sana parada em frente ao palco, parece ter voltado à realidade.

— Bu! — Disse ao se aproximar.

Sana, que estava distraída fitando o céu, levou um belo susto da coreana.

— Sua besta! — Pegou Dahyun pela cintura e juntou seus corpos, enquanto riam.

A mais nova passou a encarar rosto lindo daquela japonesa.

— Eu gosto de você, Sana. — E juntou suas testas, dando um sorriso triste. — Não quero que esse verão acabe. Tem como fazer o tempo parar?

— Tenho como dar algumas ótimas lembranças para você. — Sana pegou no queixo da coreana, entre o dedão e o indicador, e a fez olhar em seus olhos. — Eu também gosto de você. — Lhe roubou um selinho, o que fez Dahyun sorrir contra seus lábios.

— O que vamos fazer assim que acabar? Você mora na Califórnia, são três horas de viagem. — Kim suspirou tristinha, prestes a chorar. Seus olhos fecharam e logo ela sentiu o abraço mais gostoso de todos. Adorava sentir os braços de Sana ao redor do seu corpo.

— Não temos muito o que fazer a respeito da distância, mas temos como manter contato ao longo do ano. Podemos ligar, trocar mensagem e...

— Mas não vou sentir isso. Não vou sentir o seu abraço. Eu me acostumei tanto com você. — Murmurou contra o peito da japonesa, já chorando.

— Não chora, linda. — Sentiu um beijo no topo da cabeça. — Só temos essa opção, certo? Então temos que aproveitar nosso tempo juntas. Eu tenho uma coisa para mostrar. — Sana separou o abraçou e pegou na mão dela, entrelaçando seus dedos. — Quer ver?

— Quero. — Dahyun murmurou, de nariz vermelho e bochechas ruborizadas. Viu Sana dar um sorriso. — O que foi?

— Você é a garota mais bonita que já vi, Dahyun.

A coreana deu um sorriso bobo e, dessa vez, foi a que iniciou um beijo. Ela tinha total certeza de que iria aproveitar Sana pelo resto dos sete dias, e iria começar naquele beijo.

— E que coisa incrível é essa, que você quer tanto mostrar? — Disse após separarem seus lábios.

— Vem. — Sana lhe deu outro beijo, antes de a guiar para o bosque.

Dahyun já estava ficando com medo de tanto andar naquele breve escuro, e cada vez iam mais e mais fundo no meio daquelas árvores. Sana estava calada, e o silêncio deixava Kim cinco vezes mais nervosa. Sua mão começou a suar entre os dedos da japonesa.

— Han... Aonde estamos indo, hum?

— Você vai ver.

Foram as únicas três palavras que Sana disse no caminho todo. Dahyun já sabia que ela não era de muitas palavras, e se não fosse por isso, diria que a situação era muito sinistra. Digna de um filme de terror.

E, finalmente, chegaram em um lugar mas Sana se colocou na frente:

— Descobri esse lugar no verão passado, agora quero que feche os olhos.

Dahyun acabou fazendo o que foi pedido. A japonesa guiou ela um pouco mais para frente e se posicionou atrás do seu corpo, a abraçando por trás.

— Pode abrir... — Sussurrou, o que fez todos os pelos de Kim se arrepiarem.

Dahyun, ao abrir os olhos, deu um sorriso bobo. Nunca tinha visto um lago brilhante, ainda mais, cheio de vagalumes ao redor. A pequena cachoeira deixava o som agradável, e paisagem ainda mais bonita.

— Como... Como esse lago brilha? Como é possível? — Perguntou sorrindo, abraçando os braços de Sana ao redor da sua cintura. A japonesa estava com o queixo encostado no ombro dela.

— Peixes transgênicos deixam esse efeito na água. Esse lugar é lindo, e eu não pude deixar de mostrar para a garota mais linda.

— Não. — Dahyun virou, colocando seus rostos a milímetros de distância. — Você não é real. — Pegou nas bochechas da japonesa e grudou seus lábios. Sana sorriu durante o beijo, e a abraçou mais apertado. — Obrigada por ter me dado o melhor verão de todos, Sana. Sem você, nada seria o mesmo.

As duas ficaram longas horas naquele bosque, afinal, nenhuma queria sair do lado uma da outra. Sentaram na grande pedra no chão, enquanto conversavam e trocavam beijos e carinho.

— Agora deu uma fome. — Dahyun murmurou, com a cabeça no colo da Sana, enquanto recebia um ótimo cafuné.

— Pena que não trouxe uns cachorros quentes. — A japonesa disse rindo, fazendo ela rir junto. — Eu deveria ter pensado em algo mais romântico e fazer um piquenique aqui.

— Está perfeito assim, Sana. Não precisa de mais. — Ergueu um pouco o corpo, lhe dando um selinho e logo voltou a pousar a cabeça em suas pernas. — Nem contei e nem sei se deveria, mas hoje mais cedo, Valery me beijou.

Dahyun viu Sana franzir a testa.

— Beijou? — Perguntou e olhou para baixo, encarando o rosto de Kim.

— Uhum. Foi tão do nada, que não entendi até agora.

— E você fez o que?

— Eu só falei para não repetir, que só quero a amizade dela. Nada mais.

— Ah... — Sana suspirou, voltou encarar o céu e continuou calada.

Dahyun achou estranho ela não falar mais nada, e também foi como se ela não tivesse se importado.

[...]

Na manhã seguinte, Dahyun acordou toda boba, e feliz da vida por saber que teria mais um dia com Sana, mais um dia naquele acampamento perfeito. Enquanto se espreguiçava sentada na cama, olhou para a cama de Valery e não a viu deitada. Achou estranho, afinal, Val sempre acorda mais cedo e vai direto para o banho. Mas não havia barulho de chuveiro no quarto. Então Kim pensou que sua amiga já estava lá fora, e apenas levantou da cama, indo direto para o banho.

Minutos depois, Dahyun já estava vestida e saiu da cabana, indo em direção a cabana da Sana, mas foi parada por seus amigos.

— Bom dia, Dah! — Tommas disse ao ver a garota.

— Bom dia! — Tifany falou, sorridente.

— Bom dia! — Dahyun respondeu da mesma forma. — Cadê a Valery?

— Não sei, já íamos perguntar. Ela não apareceu até agora no café.

— Que estranho, ela não perde o café por nada. — Kim murmurou, começando a ficar preocupada. — Devemos avisar os coordenadores?

— Avisar quem? — Sana apareceu de repente, colocando o braço por cima dos ombros da coreana. Dahyun deu um beijo em sua bochecha.

— Avisar os coordenadores, que Valery sumiu.

— Como assim “sumiu”? — A japonesa questionou, de cenho franzido.

— Ela não apareceu no café, e Dahyun disse que ela não está no quarto. — Tommas disse.

— Vamos logo avisar eles. — Kim disse ás pressas, pegando na mão da Sana e saindo quase correndo até a cabana dos coordenadores.

Dois dias haviam se passado e Valery ainda não tinha sido encontrada, também não haviam rastros dela pelo acampamento. Suas roupas e mala ainda estavam por lá, e a polícia passou a achar que era um caso de homicídio.

Por conta disso, o acampamento iria fechar uma semana antes. Dahyun não sabia se estava mais apavorada com o sumiço de Valery, ou por ter que deixar Sana.

— Você promete que vai me ligar todos os dias? — Dahyun perguntou, abraçada ao corpo da japonesa.

— Eu prometo. E você promete que não vai esquecer de mim? Que não serei apenas um romance de verão? — Sana praticamente suplicou contra o peito dela.

— Prometo.

Dahyun queria dar um longo beijo na japonesa, mas não podia, já que seu pai estava esperando por ela no carro.

— Tchau, Dah. — Sana murmurou, com os olhos cheios de lágrimas.

— Tchau, Sana. — A coreana deu um triste sorriso.


Notas Finais


Gostara? Querem mais?
Então comentem, amores!
Beijos.


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