História Don't you remember? - Capítulo 7


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Categorias JoJo no Kimyou na Bouken (JoJo's Bizarre Adventure)
Personagens Jolyne Kujo, Jotaro Kujo, Kakyoin Noriaki, Personagens Originais
Tags Jotakak, Universo Jojo
Visualizações 186
Palavras 1.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olar, voltei!
Primeiro: Viram que a fanfic tá de capa nova? Queria agradecer MUITO a linda da @Ladynice que fez essa coisa maravilhosa, meu Deus do céu eu to muito apaixonada.
Pedi lá no blog do Anime Design e que inclusive agora sou beta, olha só!

Lá aceita pedidos de Jojo, gente! Vem que vale a pena <3
Deixo o link nas notas finais.

Voltando ao capítulo: Eu chorei escrevendo, isso é suficiente pra vocês entenderem o nível que tá isso. Acho que o trecho final foi uma das coisas mais emocionantes/lindas que fiz sobre Jotakak.

Enfim, espero que gostem.
Até logo.

obs: Eu betei a fanfic meio por cima, então se tiver algum errinho me perdoem. Vou reler amanhã e ajeitar o que precisa <3

Capítulo 7 - Capítulo 6


Deus e todas as outras divindades existentes sabem o quanto odeio congressos. Sei a importância de estar no meio acadêmico, e de certa forma, devo agradecer a essa merda toda por estar aqui hoje ao lado de Kakyoin. Se não fosse meus contatos, provavelmente jamais conseguiria vir concluir a meu doutorado nesta Universidade.

Contudo, ainda é uma grandíssima merda.

Mesmo assim, em momentos como o de agora, quero sair correndo dali. Escuto um homem falando sobre minha pesquisa e o quanto ela mudou a visão sobre biologia marinha; queria dizer eu sei, mas me seguro. Tenho que fingir uma educação mínima. 

Começo a olhar em volta em busca de um rosto conhecido, uma desculpa para sair dali e beber o meu champagne em paz. Enquanto ouço o monólogo de um senhor que lembra vagamente o velho Joseph, encontro o que procuro e me perco vendo Noriaki caminhando entre a multidão. 

Ainda que soubesse que as coisas estão diferentes e que não somos mais dois adolescentes e estudantes, é estranho vê-lo mais velho, sem o uniforme escolar e usando óculos. Seria um hipócrita se dissesse que não gosto do que vejo; inclusive, ele ficou ainda mais bonito depois de tanto tempo; porém, o sentimento de nostalgia invade meu peito de maneira estranha.

Respiro fundo, peço licença ao homem e caminho em sua direção. Finalmente ele me vê, nossos olhares se cruzam e Kakyoin me lança um sorriso cheio de segundas intenções, como se soubesse que eu iria procurá-lo ou como quem queria me encontrar a muito tempo.

Parei em sua frente enquanto ficávamos em silêncio nos encarando. 

— Jo…- Antes que ele pudesse continuar, nós ouvimos um barulho.

Eu sabia que aquela parte do campus estava em obras, só não contei com o fato de que tudo literalmente poderia desabar a qualquer momento. Uma irresponsabilidade enorme de quem achou que seria uma boa ideia fazer um congresso em meio a uma reforma.

Fiquei desesperado ao ver uma parte do telhado caindo. 

Enquanto as pessoas corriam para fora, observei uma mulher tropeçando no próprio vestido e caindo no chão. Nesse momento, vi uma parte do teto caindo exatamente onde ela estava. Invoquei o Star Platinum; não pensei ou cogitei que isso resultaria em uma longa explicação sobre meu ato, seria um irresponsável se deixasse alguém ferido para manter um disfarce pessoal. 

Ainda que meu alcance não chegasse até ela, notei tentáculos verdes indo em sua direção, puxando para um local mais seguro; fiquei chocado demais para esboçar alguma reação. O olhar de Noriaki parou em meu stand, parecia surpreso e confuso ao ver alguém que também compartilhava do mesmo segredo que ele. Entretanto, não era o momento para falarmos sobre isso. 

Ainda segurando a mulher com seu stand, corremos até ela. Kakyoin se abaixou, a segurando em seus braços com semblante preocupado. Vi o brilho verde do tentáculo passando pelo corpo feminino, como se estivesse verificando se tudo estava bem.

Meu coração palpitou ao se recordar de quando essa prática era corriqueira entre nós, principalmente após as lutas com os capangas do Dio. 

— Akemi? - Ele a chamou, a apertando forte contra seu peito. — Você está bem?

— Nori…- Respondeu baixo, desmaiando em seguida. 

— Kemi! - Noriaki invocou novamente o Hierophant green a procura de ferimentos. 

— Se acalme, ela deve ter desmaiado com o susto. - Coloquei a mão em seus ombros, tentando tranquilizá-lo. — Vamos levá-la para o hospital do campus. 

x

 

Eu queria dizer a mim mesmo que aquele não era um bom momento para ter uma nostalgia, mas infelizmente foi mais forte que eu. Engraçado pararmos em uma enfermaria, o mesmo lugar que lutamos pela primeira vez; Noriaki estava tão decidido em me matar e eu, tentando me proteger do cara que tive uma queda assim que o vi pela primeira vez.

Por mais que seja ridículo admitir, essa foi a verdade. Infelizmente também serei obrigado a assumir que a razão de tê-lo levado até minha casa naquele dia, foi por ter tido uma atração tão forte que me incapacitou de abandoná-lo em uma circunstância problemática. 

Enquanto esperávamos o médico examiná-la, Noriaki não parava de me encarar; provavelmente queria respostas do que viu a algumas horas atrás. Não sei se estou pronto para dar isso a ele neste momento, não sem falar demais. 

— Quer ir fumar? - Se aproximou, parando em minha frente.  

— Não sabia que fumava. 

— E não fumo, é para você. Temos que conversar. - Não deixou que eu respondesse, apenas saiu andando em minha frente. 

Yare yare daze, Kakoyoin. 

Passei a segui-lo, até finalmente encontrar um lugar ao livre e longe das pessoas. Ele parou e sentou-se em um banco e eu fiz o mesmo ficando ao seu lado. Acendi meu cigarro, tragando e soltando a fumaça lentamente para cima na tentativa de encontrar tempo para formular uma meia-verdade sobre nosso contexto.

— Como ele se chama? - Franzi o cenho, até ele continuar.  - O seu stand. 

— Star Platinum. E o seu? 

Hierophant Green. - Por mais que eu soubesse, meu corpo se movimentou por dentro ao ouvi-lo dizendo esse nome.Maldita nostalgia. — Faz tempo que você o tem?

— Desde a minha adolescência,tudo começou quando eu tinha 17 anos. 

— Tarde. - Ele tocou em meus ombros, com um sorriso nos lábios. - O Hiero apareceu em minha vida na infância, nunca entendi porque nasci com esse dom e achei que era o único...até hoje. 

Por mais que a ausência de memória do Kakyoin ainda me causasse dores de cabeça, agradeço por ele não precisar sofrer com a lembrança das coisas que fez enquanto foi controlado pelo Dio; principalmente por saber o quanto se culpava por machucar inocentes e quase ter me matado. 

— Não somos os únicos, a minha família toda praticamente tem um...é quase uma maldição. - Respirei fundo, me culpando por ter falado demais. 

— Oh...seria engraçado conhecer outras pessoas que têm stands. - Sorriu, olhando para o céu em seguida. - Irônico tudo isso... - Deixei que ele terminasse seu quase monólogo, mesmo sabendo exatamente o que ele iria dizer. -  Quando era criança, o Hierophant foi meu único amigo e bom...sempre fui solitário. - Virou o corpo em minha direção, ficando de frente para mim. — Todos achavam que eu era louco, por uma época também acreditei...e às vezes tinha minhas dúvidas, até hoje. 

— Devo esperar um agradecimento por ter mostrado que nunca foi louco? - Noriaki acabou rindo e eu apenas abaixei a minha cabeça, sorrindo de canto. 

— Obrigado, Jotaro. - Fechei os olhos quando sua mão tocou em meu rosto. Céus, que saudades do toque dele. - Mas me diz, o que o Star Platinum pode fazer?

Yare yare daze… - Sussurrei com um sorriso nos lábios enquanto Kakyoin me encarava com uma empolgação infantil. - Ele não tem um alcance muito grande, mas é muito preciso em ver detalhes que ninguém mais enxerga. Além disso, também pode dar socos muito rápidos. 

— E o que mais? - Chegou ainda mais perto de mim, me observando entusiasmado. 

— Eu...eu posso parar o tempo, por três segundos. 

Noriaki colocou as mãos na boca parecendo uma criança que havia acabado de descobrir um segredo muito importante de alguém.

— Eu quero ver!

— Se eu parar o tempo, você não vai sentir nada. 

— Mesmo assim, me mostra! - Yare yare daze…

Star platinum: za warudo.

Um sussurro foi o suficiente para que tudo parasse e foi, naquele instante, que meu mundo também ficou em silêncio. Observei o sorriso do Noriaki, os olhos fixos em meu rosto enquanto brilhavam pela novidade; os lábios sempre bonitos, o óculos disfarçando as cicatrizes…

Se eu pudesse, se fosse capaz de fazer os três segundo perdurarem eternamente para que eu pudesse olhar Kakyoin pelo resto dos meus dias, faria. 

Eu jamais pensei que pudesse me apaixonar, amar alguém a ponto de ter medo de perdê-lo novamente. Só queria uma chance, uma oportunidade de ter de volta o que nunca devia ter ido embora; não contive o impulso de segurar em suas mãos, me aproximando e encostando nossos rostos. 

Por favor, se lembre de mim novamente. - Falei, na esperança que algo mudasse dentro dele, que suas memórias viessem a tona para que nós, finalmente, pudéssemos ser feliz.

Com o tempo parado, pude colocar para fora tudo que quero dizer e não posso por enquanto. 

Me recompus, voltando a mesma postura de antes, fingindo ser o que não sou e alguém até então desconhecido. Respiro fundo, seco a lágrima que saiu contra a minha vontade. 

E então, o tempo voltou a correr. 


Notas Finais


Link:
AD: http://animesdesign-ad.blogspot.com/
Grupo no ZAP sobre Jotakak, quem quiser: https://chat.whatsapp.com/LHk3mIWG7s3HksnR2RfyB8

Enfim, eu não tenho muito o que falar sobre esse capítulo, apenas que foi uma das coisas mais emocionantes que escrevi sobre Jotakak.



Beijos e até logo.


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