História Dor Livre. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá novamente! Queria dizer que essa não vai ser a capa do livro. Estou atrás de alguém que saiba fazer capas, então por enquanto vou deixar essa foto. Boa leitura. ♡

Capítulo 2 - One.


Segunda-feira, 09.03.18. 

07:15 AM. 


Desde o acontecido havia se passado seis meses e por mais que a dor da perda ainda esteja presente, Melike decidiu fazer com que tudo isso se torne vagas lembranças assim como fez com seus falecidos pais. 

Hoje, com dezesseis anos, ela tornou-se uma das últimas integrantes da família Johnson, sendo a mais nova depois do seu tio Adam Johnson. Pelo fato da mesma ser de menor, teve de morar com ele em Oklahoma, estado que particularmente ela admirava por conta da quantidade de cassinos que nele tinha. Não que ela gostasse de apostas ou de farra, mas ver as pessoas apostando milhares e se queixando do porquê de perde-los em instantes, dava alegria para seu coração. 

Eram sete e quinze da manhã e seu despertador estava tocando aquele som extremamente alto e agudo. Era preciso mudar a música apesar dessa ser a única que a fazia acordar cem por cento de uma só vez. Ela levantou-se e seus pés a guiaram até o banheiro, o qual utilizou para fazer demasiada higiene; logo, pôs o conjunto do uniforme e ficou se encarando no espelho. Melike tinha estatura mediana com longos cabelos castanhos cobrindo a maior parte das suas costas e ao contrário de seus lábios, seus olhos eram pequenos e continham uma cor escura, quase que preta, mas que mesmo a luz do luar podiam brilhar mais que as estrelas. Sua personalidade baseava-se em calmaria; sempre pensava por um lado mais sutil e também nunca se metia em brigas, o fato de presenciar várias discussões de sua família a deixou com certo trauma, e desde então ela prometeu a si mesma que não iria discutir para conseguir alguma coisa. 

Hoje seria seu primeiro dia na escola nova, seu maior medo era de não conseguir se enturmar – algo que sempre lhe acontecia –, afinal, nas escolas de hoje em dia o seu maior obstáculo não são as provas ou trabalhos, e sim fazer amizade com as pessoas que estão ao seu redor. Muitas são tóxicas e poucas são verdadeiras, e acreditando ou não, a taxa de verdadeiras caem a cada dia que se passa. 

– Saímos em cinco minutos, Mel. 

Em um susto ela olha para a porta. Seu tio a observava e ela pergunta a si a quanto tempo ele estava lá, parado, com aquelas olheiras enormes olhando ela. Ela sabia do problema que seu tio havia sofrido, mas o mesmo garantiu que seus remédios nunca estavam em falta e que hoje a síndrome era apenas uma lembrança ruim que deveria ser apagada da mente dela. Ele dizia ser uma nova pessoa, alguém que ela nunca havia conhecido antes. 

– Tudo bem. Vamos indo. 

Esboçando um sorriso fraco ela pegou a mochila e se retirou do quarto ajeitando o cabelo. Adam estava na porta da sala olhando algumas notícias pelo celular e Melike apenas o encarou tentando imaginar como seria sua vida daqui para frente. Não seria as mil maravilhas, certamente haveria muitos moletons sujos de mostarda e diversas marmitas estragadas pela casa, mas nada que  uma bela conversa não vá mudar as coisas. 



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