História Dorei Dorama - Capítulo 40


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Categorias Lee Jong Suk, Lee Joon, MBLAQ, Monsta X
Personagens Joo Heon, Lee Jong Suk, Lee Joon, Mark, Personagens Originais
Tags Dorama, Hot, Jooheon, Kpop, Lee Chang Sun, Lee Jong Suk, Lee Joon, Lemon, Romance, Shipp, Yaoi
Visualizações 28
Palavras 1.486
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Decidi que todos os extras vão ter nenéns comendo de capa rsrs
Reparem na pinta super meiga do Suk embaixo do olho *-,*
Depois de um mês o primeiro extra está pronto. Preparados? (Não ficou aqueeeela coisa, mas né... ;-;)
Sem mais delongas perdoem qualquer erro!

Capítulo 40 - Extra - Amizade


Fanfic / Fanfiction Dorei Dorama - Capítulo 40 - Extra - Amizade

Dae Chul

Permaneci isolado por muito tempo, na escola e para os da minha faixa etária. Por quê?

Porque eu sofria bullying. Não era violento.... na maioria das vezes. Eu era diferente, todos me olhavam estranho por isso.

Eu nasci no Japão e permaneci lá por alguns anos da minha infância, até que, por razões que só fui descobrir na fase adulta, tive que me mudar pra Coréia do Sul.

Não posso menosprezar a dificuldade dessa situação pra mim, uma criança na época.

Eu mal conseguia me comunicar, não tinha confiança e nem autoestima. Pior foi não ter mais meu pai por perto, éramos muito próximos. A presença dele talvez tornasse toda essa história muito diferente. Muitos olhavam com expressões estranhas a minha mãe, por ela ser mãe "solteira" e pela forma apressada que se mudou. Boatos não ajudaram e as histórias absurdas só pioraram o que poderia ter sido um começo amigável.

Talvez nem fosse culpa das crianças e sim dos pais, que envenenavam a inocência e a natural vontade de brincar com qualquer outra criança que os pequenos tem com avisos; "não quero você com fulano, ouviu?!"; "está proibido de se meter com aquela gente!"; e por fim eu era ignorado por todos.

Mamãe, vendo minha frustração e tristeza diária, resolveu me levar a um parquinho perto. No Japão, eu adorava brincar nos parques, subir e descer aquele monte de brinquedos incansavelmente. Tanta energia para envelhecer e ficar sedentário. Irônico, não?

Nesse parque conheci um menino chamado JooFeng, uns dois anos mais velho, e brincamos bastante, mas, quando a mãe dele viu, teve um ataque. A mulher pegou o filho pelo braço possessa e bateu no menino na minha frente, gritando que nunca mais ele deveria brincar comigo.

Lembro que comecei a chorar de culpa e minha mãe veio me acudir. A mulher começou a proferir coisas absurdas para minha mãe sem motivo algum, como se a mera existência da minha mãe manchasse o bairro.

Mais tarde, fui entender que isso se tratava de uma coisa chamada Xenofobia.

Para quem não sabe, Xenofobia é o sentir repulsa, desgostar, discriminar, inferiorizar, agredir alguém, física ou verbalmente, apenas por esse pessoa ser de outra localidade. Seja essa, país, estado, cidade ou bairro. Pode ser difícil acreditar, mas isso existe. Muitas pessoas se sentem superiores a estrangeiros/imigrantes ou refugiados apenas por serem nascido e criados ali, ou por julgarem que é de onde eles são, quem veio de onde eles vieram, melhores que de outros lugares. Xenofobia está ligado e talvez até seja um tipo de racismo. E é doloroso passar por isso.

Pois bem, continuando. Minha mãe apenas disse a mulher que a respeitasse e a mim, como filho dela, pois a lei está do lado da minha mãe e deixou bem claro que não moveria esforços para usar cada recurso necessário se fosse preciso para garantir o meu bem estar. A moça ficou quieta e saiu.

Chegando em casa, mamãe conversou comigo para não dar ouvidos ao que as pessoas dizem, que muitos são maldosos e falam coisas sem fundamento apenas para derrubar os outros. Ela me aconselhou a só ouvir o que pessoas realmente importantes pra mim dizem e, mesmo com essas, ser bem cuidadoso em analisar, pois todos somos humanos e erramos. Por ela ser uma das "pessoas importantes para mim" guardei essas palavras no coração e as carreguei pela vida.

Passou um tempo onde eu ignorava todos e era ignorado por todos. Era monótono, nem alegre e nem triste, nem doce e nem amargo, apenas chato.

Só conversava com a minha mãe.

Mas, ao menos, doía menos. Quando cheguei a quarta série, vulgo quinto ano do fundamental, as coisas se tornaram um pouco mais violentas.

A primeira vez que meninos me chamaram para uma briga nunca vou esquecer, até porque eu ignorei e fui pra casa tranquilamente. Muitas vezes fazer o certo trás consequências e foi o que aconteceu. O garoto não esqueceu, na verdade, tomou como uma humilhação eu não aceitar brigar com ele na porrada e começou a me perseguir na escola.

Minha paz monótona chegou ao fim.

Eles não me batiam forte o suficiente pra criar marcas e machucados, pois sabiam que a minha mãe era osso duro de roer, mas quanto ao resto faziam de tudo. Sumiam com minhas coisas, riscavam palavras de ódio na minha mesa, me tacavam bolinhas de papel(seca e com cuspe) na sala de aula e afins. Não me importava muito, não faria diferença brigar, só me traria problemas, afinal, a diretoria estava do lado deles. Não era necessário estressar a mamãe com coisas desse tipo, ela já tinha muitos problemas sozinha.

Um dia um garoto aproximou-se e disse:

-Hey! Por que eles implicam com você?

Eu apenas dei de ombros.

-Qual é o seu nome?

-Daizuke.

-Seu nome é diferente, você não é daqui, é?

-Eu sou japonês. -Falei devagar com medo de errar a pronuncia de alguma palavra. Coreano ainda era muito difícil pra mim.

Para minha surpresa, o garoto deu uma risadinha.

-Você fala engraçado, é legal!

Então ele sorriu tão inocente.

Assim nasceu uma amizade.

...

Depois que eu e Lee Jong Suk começamos a brincar juntos, um ciclo se iniciou: os meninos implicavam comigo e o Suk implicava com os meninos. Era engraçado e Suk conseguia ser bem malvado.

As coisas fluíram naturalmente depois disso. Eu comecei a ir na casa de Suk e ele na minha. Mamãe adorou saber que eu tinha feito um amigo e, com o drama natural, Suk parecia uma donzela em apuros. Surgindo assim, o apelido Princesa por parte da minha mãe. Mal sabia ela que Suk era uma princesa que se salvava sozinha e às vezes me salvava também.

Meu pai não gostou muito do Suk e a família do meu amigo não parecia ir com a minha cara também.

Na época, eu só conseguia pensar em como os adultos não fazem sentido. Sempre tem que colocar defeitos desnecessariamente.

Passamos por poucas e boas, aventuras típicas de duas crianças inquietas.

Como na vez que inventamos de fingir que éramos cavaleiros e usamos vassouras de espadas, acabou que quebramos a vassoura da minha mãe e eu fiquei de castigo o resto do dia. Ou na vez que Suk quis subir até o topo de uma árvore e se machucou todo. Todo inverno era uma guerra de bolas de neve e todo verão de balões de água, até um idiota encher o dele com mijo e me dar um banho. Suk ficou tão irritado... quase quebrou o braço do maluco.

Claro, a mãe dele colocou a culpa em mim e fomos proibidos de brincar juntos. Tristemente, passamos a nos ver só na escola por um tempo. Depois nos encontrávamos escondidos mesmo e ninguém ia nos impedir de tocar o terror juntos.

Não é algo emocionante quando paro pra pensar. Na verdade, sequer faz sentido como nos aproximamos, porém, são memórias preciosas que guardarei por toda minha vida.

Memórias que foram maculadas por uma realidade cruel que começou com a drástica mudança de personalidade de Lee Jong Suk aos 13 anos de idade.

A essa altura do campeonato, já devem saber o que iniciou na vida dele nessa época, mas eu não fazia ideia. Eu sabia que tinha algo errado, muito errado, mas, não importava o quanto eu insistisse, nada ele falava.

Podem não acreditar, mas Lee Jong Suk já foi um raio de sol super confiante. Algo desse antigo ele ainda permaneceu sob toda a dor acumulada, mas é tão fraco. Suk se tornou tão diferente. E cada ano, mesmo depois que acabou, ele se distanciou mais e mais daquele ser inocente que irradiava felicidade sem motivo.

Todas as suas forças, que são muitas, se voltaram para sustentar a si mesmo. Para evitar se perder novamente. Se tem uma coisa que Lee Jong Suk é; é forte.

Suk não conseguia ser confiante mais ou usar seus punhos e ele lutava muito bem na infância. Seu sorriso se tornou raro como achar uma pedra preciosa. Sério e centrado ao invés de impulsivo e bobo.

Mas era melhor do que vê-lo tentar se matar outra vez, então, agi como se ele fosse o mesmo de antes, para que, aos poucos, pudesse recobrar a antiga confiança em expor seu lado mais bonito.

O leve e serelepe Suk que me ajudou. Aquele pelo qual eu faria qualquer coisa.

Se eu pudesse aliviar ao menos um grama do peso nas costas do meu amigo, eu não hesitaria um segundo, mas nunca foi essa a minha função.

A responsabilidade de cavar sob anos de escudos, dores, traumas e fugas para recriar o pequeno Suk, ou, ao menos, fazê-lo aparecer de vez em quando, cabe a uma única pessoa.

Lee Chang Sun.

E talvez agora, caiba ao pequeno Charles também.

Ter o amor de Iseul e o sorriso verdadeiro de Suk é o suficiente para qualquer final que eu tenha ser perfeito.


Notas Finais


Uma amizade dessas não tem preço.
Beijocas anjinhos e até o extra número dois onde descobriremos o que aconteceu com o pai do Suk... Hum... Teorias? XD
Byebye!


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