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História Dormindo com o inimigo || TaeSeok - Capítulo 13


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Notas do Autor


olá glitterianos ✨ espero que gostem do capítulo de hoje.

Capítulo 13 - Capítulo XIII


Fanfic / Fanfiction Dormindo com o inimigo || TaeSeok - Capítulo 13 - Capítulo XIII

Na noite anterior. Eu dormi normalmente, mesmo depois de passar o dia dormindo. Nada disso me atrapalhou, talvez meu corpo ainda estivesse cansado depois de tudo. Eu acordei mais cedo que o Jung, e resolvi fazer um café da manhã, por mais que eu não fosse essas coisas na cozinha. 


Fiz o que era mais fácil, fritar ovos e bacon. Graças aos céus, Hoseok era uma pessoa que tinha fartura na geladeira, e aquilo me motivou a fazer alguma coisa, então eu também cortei algumas frutas que tinham ali e peguei um suco de laranja natural que tinha numa garrafa.


Eu sabia que ele não ia demorar a levantar, eu estava sendo bem barulhento, não era proposital, eu era um pouco atrapalhado na cozinha, e eu estava fazendo aquilo para mim e para outra pessoa, talvez eu ficasse com medo de errar e ficar ruim. A que ponto cheguei, pareço um marido. 


Como pensei, Hoseok apareceu na cozinha com uma careta notável. Ele foi do quarto para a cozinha assim, imagino que nem tenha dado tempo dele acordar direito. Ele parecia até estar bravo. Pela primeira vez vi aquele cara irritado. 


— Taehyung. O que é isso? — Ele perguntou me encarando. Eu não sabia se ele iria brigar comigo ou não, e olha, aquilo me assustava. 


— Eu fiz café da manhã.. — Sorri fraco e ele olhou para a mesa da cozinha, não antes de olhar para a pia cheia. 


— Isso é inédito. — Ele comentou sorrindo fraco e então eu perdi o medo dele falar algo por conta da pia suja. 


— Eu vou lavar tudo depois, e guardar, não precisa se preocupar. — Comentei. Eu sabia da sua mania, então seria ruim se eu deixasse as coisas bagunçadas depois de achar tudo arrumado. 


— Eu não iria te cobrar isso, eu já fico satisfeito de ver que você se deu o trabalho de fazer algo para nós dois. — Ele se aproximou da mesa e pegou um pedaço de banana. 


— Eu só não sei se está bom, espero que seja comestível. — Dei de ombros e me sentei a mesa com ele, vendo ele comer antes de provar qualquer coisa. 


— Foi bem legal da sua parte fazer isso. E está uma delícia Tae. — Ele falou com a boca levemente cheia, e me surpreendeu com aquele apelido. 


— Fiquei com medo de estar horrível. Eu não tenho lá muito costume de cozinhar nada além de um lamen. — Sorri fraco e resolvi provar. Realmente havia ficado bom. Era bom saber que eu sabia fazer as coisas mais simples da cozinha. 


— Ovos e bacon são a receita para o sucesso. É fácil, simples e gostoso. — Ele comentou mais animado. Cheguei a conclusão que ele só parecia irritado quando acordava, cinco minutos depois voltava à normalidade. 


— Não duvide da minha capacidade de tornar essas comidas ruins. Acho que hoje foi realmente sorte. — Falei pegando uma fatia de bacon com a mão e levei a boca. 


— Eu acho que você fez com carinho, talvez isso tenha ajudado você! — Ele comentou um pouco desconfiado e naquele instante eu senti que estava corando. 


— Você é sempre assim Hoseok? — Perguntei um tanto incrédulo. Hoseok era tão intenso em todos os sentidos, quando ele tinha que ser alguém mais sério ele era ‘pra valer, quando ele poderia ser a pessoa mais doce, ele era de todas as formas. 


— Desculpa.. assim como? — Ele perguntou após dar uma golada considerável no suco. 


— Eu não sei bem. Você sempre vê o melhor nas pessoas, se eu não conhecesse você diria que é uma tentativa falha de parecer uma pessoa feliz mas, vendo como consegue ser diferente em situações específicas, me intriga. — Confessei um pouco envergonhado. Eu ainda não estava acostumado com a ideia de estar numa relação tão amigável com ele, e as perguntas partirem de mim me mostravam que eu não deveria fugir disso. 


— Olha, eu acho que as pessoas não tem que ouvir o que faltam nelas, as pessoas já têm suas inseguranças, cada uma carrega um fardo sobre si mesmo. Uma pessoa ver o que a de bom nela é algo incrível. Porque, nós nunca vemos a nós mesmos como as pessoas nos vêem, acho que falta um pouco disso nas pessoas, elas falarem mais as coisas boas e não apontar os erros. — Ele falou convicto. Aquilo era muito bonito de se fazer, e sinceramente, eu não tinha essa prática, na verdade eu não costumo falar sobre as pessoas, eu tenho o péssimo hábito de guardar tudo para mim mesmo. 


— Eu queria ter um pouco disso. Acho que eu não faço nem críticas e nem elogios. — Falei incerto. Eu realmente não sabia como julgar as minhas atitudes, eu muitas vezes mal me importava em como agia. 


— Eu acho que você é muito desconfiado, está sempre na defensiva. Eu sei partes do que você passou, e sei que isso tem relação com sua forma de agir com as pessoas, mas nem todos que entram na sua vida vão te abandonar. Eu pelo menos não penso em fazer isso, mesmo que saibamos sobre sua família. Eu quero ajudar você nisso, e quero ver você em paz depois de descobrir tudo que precisa. — Ele sorriu fraco, e eu fiz o mesmo, tão sem graça quanto ele. Era estranho admitir, mas realmente ele era uma pessoa legal. 


(...)


O decorrer da manhã até o almoço foi bem tranquilo, Hoseok e eu fomos assistir um dorama

— que o Jung já estava assistindo antes — e depois disso o mais velho foi fazer algo para comermos. Acabou que sem querer deixamos que minha tarefa fosse lavar a louça, enquanto ele era o encarregado da comida, mas eu sabia que hora ou outra ele me deixaria tentar cozinhar algo. 


Eu estava indo para o apartamento do Jeon. Eu não fazia ideia de que ele morava sozinho, mesmo que seu pai fosse da cidade. Aparentemente eles realmente não se davam bem, e um político não reclamaria se um detetive saísse de seu teto, até faz sentido o pai dele não reclamar desse feito do seu filho mais velho. 


Cheguei no prédio em que ele mandou a localização e não era exagero dizer que me queixo caiu. O prédio era absurdamente grande, e o condomínio estava cheio de carros luxuoso. Me senti quase um marginal entrando ali, mas Jungkook já havia mencionado ao porteiro que eu apareceria. 


Quais as minhas razões de estar indo na casa do meu parceiro de trabalho? Eu realmente não tenho a resposta para como Jungkook me convenceu daquilo. Talvez eu apenas quisesse, agora que eu me sentia mais próximo do mais novo, ele havia entrado em um tiroteio por mim, eu estava aprendendo a não dizer não para ele. 


Fui para o andar em que o mais novo disse ser o seu, este que era o vigésimo, e caminhei até a porta com um capacho bastante diferente ali. No tapete estava escrito “go away” e eu percebi que ao contrário ficava “Come in” era bastante criativo, a cara do Jeon. Toquei a campainha, não esperando ver um Jungkook com apenas uma calça moletom e nada mais, ele percebeu que eu estava realmente olhando, e bateu a porta na minha cara.


Pisquei algumas vezes, e resolvi esperar o pequeno pânico do mais novo passar, e logo ele abriu a porta com uma blusa branca qualquer, e logo ele sorriu sem graça me dando passagem para entrar. Deixei meus sapatos do lado de fora e entrei já dando uma olhada geral no lugar, era tudo muito.. cinza, e preto, era tudo bem escuro mas, era um lugar bem arrumada. 


— Eu não queria ter batido a porta na sua cara. — Foi a primeira coisa que ele comentou e eu gargalhei comigo mesmo. 


— Tudo bem, não é a primeira vez que me deixam do lado de fora de casa. — Tentei fazer uma brincadeira, e como de costume, a reação dele foi dobrar os olhos de tamanho e franzir os lábios surpreso. — Céus, eu não sirvo mesmo para fazer piadas. 


— Você não conta piadas com esse tom sério, seu humor é sombrio. — Ele me encarou de lado e sorriu fraco. 


— E então, o que exatamente a gente vai fazer. Ou você realmente não acreditou que eu vinha? — Perguntei um pouco sem graça e ele saltou no lugar como se estivesse se lembrando de algo. 


— Eu não faço muita coisa em casa além de jogar e assistir alguma programação. Você quer tentar jogar, eu ensino você. — Ee comentou animado. Percebi como seus olhos brilharam em expectativa e então aquiesci. 


Jungkook me explicava o que tinha que fazer no maldito jogo de luta, mas eu realmente não entendia o que ele estava falando. Ele falava coisas como L1, L2, X com O. Eu não estava entendendo nada do que ele falava e sempre acabava perdendo, e aparentemente aquele jogo era o mais fácil que ele tinha. 


— Isso não é ‘pra mim. Eu não consigo Jungkook! — Resmunguei irritado. Minha vi tarde era jogar aquele controle na parede, mas eu já devia ao Jeon, não queria piorar a minha situação. 


— Calma. Eu vou tentar mostrar para facilitar. — Ele se sentou um pouco mais perto e pegou o controle da minha mão. Falando novamente aquelas coisas confusas e quando demonstrava com o controle. Jungkook parecia com um adolescente mostrando o videogame novo, e aquilo era engraçado de se ver. 


Eu parei de prestar atenção no que ele mostrava, e encarei o mais novo sutilmente, já que ele não havia percebido. Depois daquela conversa na viatura sobre sexualidade, eu passei a pensar em como seria se eu beijasse o Jeon, ou então o namorasse. Eu não sou dessas coisas, eu ajo por impulso e não sou de pensar, mas depois daquilo eu realmente comecei a imaginar demais. 


— Hyung? — Ele me olhou de volta com seus olhos amendoados e os lábios entreabertos. E eu engoli em seco por sentir vontade de beijá-lo naquele instante. 


— Eu ainda não entendi nada. — Desviei o olhar e me afastei brevemente. Eu não queria assustar ele com meus pensamentos repentinos. 


— Entenderia se parasse de me encarar. — Ele resmungou um tanto baixo. E eu me perguntei se aquilo era a necessidade de alguma atitude vinda de mim, já que eu havia dito que o beijaria em qualquer momento. 


— É difícil com você tão perto. — Comentei, o que fez ele me encarar outra vez surpreso. E olhando para os olhos dele eu decidi me aproximar. Eu selei nossos lábios em um selinho demorado, e me afastei um pouco na dúvida se deveria me aproximar outra vez, mas o mais novo quem tomou essa decisão e uniu novamente nossos lábios, eu senti seus boca abrir e fiz o mesmo sentindo sua língua em minha boca. Meu corpo se arrepiou com aquilo, e então eu senti ele tocar meu rosto. Era um beijo como qualquer outro, tínhamos nosso ritmo, e eu agradeço muito que ele não estivesse sendo rápido, Jungkook parecia saber o que fazer para me deixar confortável, me separei dele, não sabendo como continuar o que estávamos fazendo antes e me senti um pouco sem graça. 


— Eu.. me desculpa hyung. — Ele falou afobado e eu neguei com a cabeça. 


— Jungkook, não tem com o que se desculpar. Não foi ruim. Eu só.. preciso entender melhor isso. Acho que vou para casa. — Comentei me levantando do sofá e ele parecia perdido. 


— Hyung.. certo, eu não vou forçar que fique. Só não.. fique distante por isso. Agora que estávamos nos conhecendo melhor.. — Ele resmungou sem graça, enquanto me acompanhava até a porta. Eu fui na frente, destrancando a porta, e sim, eu não só estava parecendo desesperado como eu estava, e Jungkook parecia não se agradar ao me ver assim. 


— Eu vou tentar ser o mais normal possível. Eu só preciso entender isso melhor, eu estou com quase trinta anos e acabei de descobrir que curto homens. Eu preciso digerir isso, não quer dizer que eu vá evitar você, eu só não quero agir estranho, então para isso eu preciso pensar no que aconteceu. —  Eu vi um bico se formar nos lábios do mais novo, e levei minha mão para seu rosto tentando dizer que realmente eu não estava evitando aquilo. — Eu não agir como se nada não tivesse acontecido, mas também nosso posso mudar as coisas agora. Por favor, eu só preciso entender isso.


— Eu entendo. Sei que não está mentindo nem nada. Então eu vou respeitar seu espaço e.. vou esperar que você queira falar sobre isso. Eu não sei se isso foi só uma experiência ou se.. você realmente quis. — Ele sorriu fraco e aquilo me deixou um pouco mais tranquilo. Mesmo que sua fala não fosse o que eu quisesse ouvir. Foi um pouco dos dois. 


— Jungkook, eu quis beijar você, por isso não parei. Até mais. — Me aproximei e deixei um beijo rápido em seu rosto, saindo apressadamente do seu apartamento. Acho que nada mais bizarro poderia me acontecer hoje. 


(...)


Equívoco meu, foi pensar que ao chegar na casa onde eu deveria chamar de lar e eu me deitaria no sofá para eu me atolar em séries. Do contrário, eu encontro um agente do FBI sentado no mesmo. Sendo mais específico, sentado no homem cujo eu dividia o teto. 



Notas Finais


Gostaram do capítulo? Divulguem a fic e deixem suas opiniões, adoro ler seus comentários e respondê-los.


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