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História Dos Corações Jovens - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Precisamos conversar


Espero que não tenham se esquecido. O Narrador principal (apesar de eu estar sendo mais principal que ele...) comentou no segundo capítulo que esta seria uma história com superpoderes. Não sou grande fã desse termo. Chamarei de... singularidade? Soa melhor, ao menos. 

Talvez os leitores estejam me vendo como um grande maníaco do toque, e isto é compreensível. Quantos foram ao todo? Vamos contar: 

-O aperto de mão me despedindo Sean; 

-O dar de mãos com Paige; 

-O toque suave durante a conversa com o diretor; 

-Minha mão nos ombros de Sean. 

Devo uma explicação, não é mesmo? Primeiro, o que essas quatro cenas têm em comum?  

“Você estava em todas.” Ora, mais objetividade, obrigado. 

“Todas tiveram um teor sexual.” Não... por favor, um pouco de respeito. 

“Todas foram fim de capítulo?” Está chegando perto, por que foram fim de capítulo? 

“Porque todas foram cenas (mais ou menos) importantes, em algum grau, pelo menos, para aqueles personagens, naquela ocasião em específico?” Vocês aprendem rápido. 

Pois então, o que isso significa? Coincidência? Bem, poderia ser, mas não é. Expor-lhes-ei para seus deleites: em todas essas vezes, os personagens ou tomaram uma decisão, ou foram tomados por um sentimento, uma sensação.  

Na primeira, a esperança de Sean, que, envergonhado, ainda queria que continuássemos amigos, sem admitir, por pensar não ser merecedor. Todavia, apesar disso, quando apertamos nossas mãos, seu espírito mostrou a faceta egoísta que buscava a reconciliação e a cura. Era sua natureza crente admitindo; 

Na segunda, a ferocidade de Paige ganhou força e forma em seu olhar estrelado, em uma declaração não-declarada de um céu distante e brilhoso. Era sua natureza ardente olhando; 

Na terceira, a ousadia de Paige suplantou seu medo, sua secreta ansiedade exposta ao mundo, sua sinceridade tola e embaraçada achando seu caminho. Era sua natureza corajosa gritando; 

Na quarta, a anomalia de Sean, seu motivo último para a isolação total. A fonte de suas ansiedades e angústias, o seu segredo imutável e eterno de sua infeliz e deplorável existência. Era sua natureza deformada se revelando. 

Em suma, suas naturezas, afortunadas ou não, se exaltaram durante seus respectivos períodos de tempo. Em suma, posso, com minhas mãos, através do toque, caso não tenha deixado claro, intensificar os sentimentos, as sensações ou os instintos de um indivíduo, seja para ajudá-lo, seja para destruí-lo. Não controlo como e nem quais partes de suas naturezas serão enaltecidas usando uma mão, porém usando as duas, posso manipulá-las, controlá-las como eu bem quiser, e foi o que fiz para acalmar Sean depois de engrandecer, sem querer, o que eu não deveria. 

Existem suas exceções, sim, e deixo-as para contar quando me for conveniente. Por hoje, isso é tudo o que precisam saber. 



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