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História Dos Corações Jovens - Capítulo 48


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Capítulo 48 - Conan come todas as batatas


Sentaram-se na beirada do círculo central de mesas da praça.  

-Peçamos uma porção de batatas fritas para nós quatro, o que mais irão comer? - Indagou Paige. 

Pouparemos alguns diálogos e espaços de tempo, a crise nos obriga a economizar. Paige comeu um hamburguer, Lily, comida japonesa e Conan e Sean, pratos feitos.  

-Uh, os senhores vêm ao Shopping comer arroz com bife? - Queixou-se Paige. 

-Alguns homens são muito sem graça. - Ponderou Lily. 

-Defendamo-nos, Sean, meu caro. Defendamos o orgulho masculino e o amor às comidas simples e belas! - Exclamou Conan, colocando a mão no peito, como se honrasse sua bandeira. 

-Já entendi, Lily, os senhorezinhos precisam cuidar de seus corpinhos, coitados.  

-Uma pena, Paige, prefiro os gordinhos.  

-Não é sobre o corpo, entendam. - Conan espalhou as alfaces aos quatro cantos opostos do prato, de modo que circulassem a farofa. Depois segurou sua lata de Pesip azul acima da comida, e completou: - Percebem agora? 

-O quê? Gosta de brincar com a comida? - Caçoou Paige. 

-James perceberia. Deixei óbvio demais, vocês não estão de modo algum no nível dele.  

-Nível dele? Acha que ele sequer está no nosso? - Baforou Paige. - Em pensar que você até me pareceu divertido mais cedo, me enganei, no fim você é da mesma laia que “ele”. -  levantou-se impaciente dando-lhes as costas. 

-Falei algo de tão polêmico assim? 

-Sean – cochichou Lily, em seus ouvidos -, não foi como eu planejara nosso encontro, porém acho que é meu dever fazê-la companhia agora, mas você ficará me devendo. 

-Perdão, Lily. Pode ir, será bom que ela não fique sozinha.  

Conan permanecera comendo, sabia ter se estendido além da conta em suas palavras. Sumiram as duas. 

-Agora estamos só. - Comentou. 

-Sim. Quem é você? - Perguntou Sean. 

-Eu? Sou Conan, do Meta, amigo de James. 

-Se fosse amigo de James, eu o conheceria.  

-Não sou desse tipo de amigo. Eu e James temos uma conexão. Não precisamos nos conhecer para nos entendermos por inteiro. 

-Você fala tantas bobeiras quanto ele aparentemente. É o que os torna tão “próximos”? - Interrogava Sean, com uma frieza na voz e um olhar julgador. 

-Vocês chamam de bobeira. Não nos entendem. Eu e James fazemos da vida a arte. Olhe para todas as pessoas ao nosso redor, pensa mesmo que elas fazem diferença? Que importância elas têm? O que resta para elas, senão viver suas miseráveis vidas no dia a dia? - Apontou o dedo por cima de seu ombro, para trás. - Aquela criança, olhe discretamente, vê-la-á com uma camisa dos Jogadores, deve ter saído conosco da sessão, e um dedo no nariz. O pai dela, ao invés de punir a filha, está mais preocupado com sua pizza com ketchup. Com ketchup. Eles não são reais, eles não importam, eles são o mesmo que robôs programados. Olhe para você, que diferença você faz? 

-Então você e James são especiais?  

-Sim. 

-Acha que é superior aos outros? 

-Sim. 

-Igual James? 

-Sim. 

Sean olhou o prato da porção de batatas na mesa. Estava vazio. 

-Você comeu todas as batatas. – Apontou Sean. 

-O que que tem? 

-Todas as batatas. – Sean riu consigo mesmo. Fechou os olhos, levantou-se e... 

 



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