História Double Spider - Capítulo 1


Escrita por: e KonoSubarashi

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Xiumin
Tags Baekhyun, Baeksoo, Exo, Exozone, Homem Aranha, Kyungsoo, Soobaek
Visualizações 328
Palavras 4.241
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi, como vão? Hoje estou aparecendo aqui com um negocinho diferenciado. O plot foi muito difícil de desenvolver, então, me desculpem pelos erros e confusões futuras. Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ser o Homem-Aranha era saber lidar com a fama, receber presentes, ser capa de revistas, alvo de histeria e às vezes alguns xingamentos. Ser Do Kyungsoo era ser um estudante desempregado que estava tentando perseverantemente um cargo na editora renomada do exigente Park Chanyeol. E a forma de conseguir isso? Bem, tirando fotos ótimas do Homem-Aranha.

E o melhor de tudo: Do Kyungsoo era o Homem-Aranha. Bom, pelo menos pensava ser; até deparar-se com um rapaz atrevido tentando roubar seu emprego, ou pelo menos sua possível vaga, e o pior? O moreno magricela carregava consigo fotos do Homem-Aranha tão boas quanto as de Kyungsoo, mas o problema era que aquele nas fotos não era o baixinho moreno. Haviam dois Homens-Aranhas? Qual dos dois era o impostor? Kyungsoo jurava de pés juntos que BaekHyun estava se passando por ele, e uma investigação fazia-se necessária. O encarou como se raios lasers pudessem sair de seus olhos e saiu apressado da editora; Seu objetivo agora seria descobrir quem era BaekHyun.

Kyungsoo resolveu passear um pouco pela cidade, mas dessa vez de um modo peculiar: ateando teias como costumava, entre os prédios aqui e acolá. Para quem estava no chão, parecia um homem voador; era incrível e estranho ao mesmo tempo. Enquanto movimentava-se e o vento batia contra a máscara em seu rosto, Kyungsoo perguntava-se se, porventura, alguém mais teria tido chances de ser picado pela mesma aranha que picou a si no passado; O óbvio seria pensar que alguém se fantasiou, mas os ângulos e posições das fotos eram de alguém no ar como Do estava agora, e o uso de Photoshop também ficaria evidente... O que diabos estava acontecendo?

Distraído, o moreno despertou de seus devaneios quando encontrou-se de frente com um poste, aquilo renderia uns bons hematomas.

— Ótimo, o que mais pode dar errado hoje?

Esse é o tipo de questionamento que é proibido, em qualquer hipótese, de ser proferido por um super-herói. Milésimos de segundos depois uma explosão pôde ser ouvida, aguçando todos os seus sentidos e fazendo-o dirigir-se para o local no qual supôs advir. O banco, claro, tão previsíveis... Kyungsoo, ou melhor dizendo, o Homem-Aranha entrou em ação para pegar aqueles assaltantes e levá-los à polícia. Seria o processo de sempre caso um garoto com proporções corporais diferentes das suas e vestindo o mesmo uniforme que Kyungsoo usava não o atrapalhasse. Ali estava o outro Homem-Aranha. 

— Qual é cara, quem é você? Esse é o meu trabalho — Kyungsoo praticamente gritou, enrolando em teias um dos bandidos, e quando fez menção de puxá-lo, o segundo Homem-Aranha também o fez, mas para o lado oposto. Começaram uma espécie de briga, chacoalhando o homem para lá e pra cá, enquanto os outros fugiam.

— Eu que pergunto, quem é você? — o outro Homem-Aranha respondeu, com um Q de questionamento.

Trocaram olhares furiosos, até que gritaram em uníssono:

— EU SOU O HOMEM ARANHA!

Quando enfim deram conta do caos, haviam passado alguns minutos. Pessoas corriam desesperadas e gritavam confusas, enquanto policiais apontavam armas para ambos. Um verdadeiro pandemônio.

Kyungsoo suspirou, largou o assaltante e foi embora. Sentia-se triste e perturbado, não conseguia compreender o que estava acontecendo, mas isso só atiçou mais sua vontade de descobrir quem era BaekHyun. Quando chegou em casa, cumprimentou sua tia rapidamente, foi direto para o quarto e fez o mais óbvio: stalkear o Homem-Aranha impostor nas redes sociais e reclamar de todo o ocorrido ao seu melhor amigo: Kim Minseok.

Kyungsoo e Minseok iniciaram uma chamada de vídeo e logo após o amigo afirmou que o sobrenome de BaekHyun era Byun. Jogaram o nome Byun BaekHyun no Instagram, Facebook, Twitter e até Myspace para não dar bola fora. Encontraram uma conta no Facebook e Instagram, porém o primeiro possuía as publicações privadas. Bisbilhotar as redes sociais dos outros não era certo, mas o que fazer quando uma pessoa estranha aparece tentando roubar sua vaga e com fotos de um Homem-Aranha desconhecido? Bem como nesse mesmo dia, ele aparece no momento de ação.

Minseok se engasgou e começou a tossir quando olhou o feed de fotos do Byun; Kyungsoo, preocupado, também abriu apressadamente o aplicativo e o que aconteceu foi um fato quase inédito. Seus olhos se arregalaram, mais do que já eram naturalmente, e sua boca formou um "o" perfeito.  Byun BaekHyun era lindo.

Na primeira foto, ele repousava lindamente em uma cobertura, na outra, ele estava piscando um dos olhos e com os óculos pendurados em seu moletom, e na última era um vídeo curtinho dele fazendo umas expressões faciais fofas para a câmera. Aquilo deixou Kyungsoo nervoso, o fazendo fechar o aplicativo e bloquear a tela rapidamente. Um silêncio tenebroso tomou a call dos dois amigos, estavam chocados demais para falar qualquer coisa.

Certo, Kyungsoo estava sendo sabotado por um cara estupidamente bonito em muitos sentidos, e somado a isso ainda existia o fator "novo homem-aranha". Quando as coisas haviam ficado tão loucas?

Minseok prometeu procurar no laboratório da faculdade a existência da aranha na qual posteriormente picou Kyungsoo, e claro, averiguar se BaekHyun fazia parte dos alunos com permissão para frequentá-lo, já que seu nome não estava em nenhuma das turmas da faculdade. Tudo era muito estranho. Minseok sabia do segredo de Kyungsoo e era um baixinho invocado e nerd, não muito diferente do melhor amigo, todavia era mais velho e com o cabelo tingido de cores diferentes a cada semana, praticamente. Kyungsoo era mais sério, sempre com os cabelos pretos e raspado; Mas formavam uma boa dupla.

Após uma noite mal dormida, Soo foi se arrastando como um zumbi para a faculdade, sem ânimo para enfrentar uma sequência de aulas chatas. Por algum motivo, Baekhyun atormentava-lhe a mente e pesadelos o dominaram, a maioria deles estranhos. Um excedeu o conceito de perturbador, consistindo em Baekhyun gritando desesperadamente por socorro, mas afinal, aquilo tudo era apenas um sonho, certo?

Se tudo era um sonho, por que as vozes pareciam tão reais? E afinal, qual a explicação para um "novo homem-aranha"? Kyungsoo tinha quase certeza de que Baekhyun era a pessoa a qual o "atrapalhara" no dia anterior. Assistir as aulas foi um sacrifício tremendo e quando saiu apressado da sala para o corredor principal, bateu um de seus ombros em alguém.

— Desculpe. — Kyungsoo levantou seu olhar para a pessoa a qual havia "alvejado" e seu campo de visão foi tomado pela beldade daquele ser. Ali estava Byun Baekhyun, em carne, osso e beleza, o olhando com um fio de preocupação.

— Está tudo bem, eu que sou um pouco desatento. — Baekhyun respondeu, chacoalhando as mãos.

Um clima estranho se instalou sobre eles, não sabiam dizer bem o quê, até cada um resolver seguir a direção que já estavam tomando, estas sendo contrárias.

Kyungsoo estava confuso. Deveria, em tese, ter raiva de Baekhyun. Ele estava roubando seu emprego e, possivelmente, se vestindo de homem-aranha por aí; Uma verdadeira catástrofe e decadência para si, mas era como se não pudesse. Encontrou Minseok no laboratório e este contou-lhe a inacessibilidade do Byun ao laboratório, além de ter entrado no sistema como aluno naquele exato dia, aparentemente pertencia À outra cidade, então tudo continuava estranho, porém a hipótese dele ter tido contato com a aranha poderia ser descartada. Voltavam para estaca zero, nada daquela situação fazia sentido.

— Você precisa conversar com ele — Minseok deixou escapar de sua boca, enquanto olhava distraidamente para o céu através de uma das janela.

— Como posso conversar com ele? Quero dizer, como teríamos contato? Eu chegaria falando algo do tipo "E aí, cara? Você anda se vestindo de homem-aranha por aí e soltando teias?" ou "E aí, cara? De onde tirou essas fotos e por que está tentando me deixar pobre e desempregado?" — Kyungsoo ironizou, fazendo Minseok revirar os olhos.

— Faça da maneira que achar melhor. Você sempre foi muito direto, não entendo porque rodeios com isso. Afinal, você terá que resolver de todo modo, não sabemos o que diabos se passa e é algo sério e aparentemente inexplicável por enquanto.

Kyungsoo odiava admitir, mas Minseok estava certo, então apenas aceitou sua morte horrível e saiu correndo após olhar o relógio. Precisava chegar em poucos minutos na editora do Park, ou estaria morto e descartado. 

Park Chanyeol era uma espécie de maníaco pelo Homem-Aranha, não no sentido fanático, mas que buscava a qualquer custo acusá-lo de algo para possuir uma manchete impactante adornando a capa do seu jornal. Mas veja bem, Kyungsoo possuía ótimos cliques do herói mascarado em suma para uma exaltação daquelas e BaekHyun não estava nem um pouco distante disso. Lá estavam eles novamente se confrontando perante Chanyeol, com fotos do mesmo herói, porém com pessoas claramente diferentes trajando os uniformes.

O Park era alto, possuía a voz grave e rouca, orelhas avantajadas e cabelos pretos, o que o tornava mais assustador. Olhava de Kyungsoo para Baekhyun, de uma foto para a outra, inclinou levemente a cabeça e os olhou com uma das sobrancelhas levantadas, como se pedisse explicações. Kyungsoo queria bater naquela carinha fofa e despreocupada de Baekhyun, como se ele tivesse plena razão e certeza do que fazia, mas estava longe de ser uma pessoa violenta.

— Voltarei posteriormente, Sr. Park, não estou compreendendo o desenrolar desta entrevista muda de emprego. Passar bem — Baekhyun falou suavemente, enquanto pegava as fotos da mão de Chanyeol com uma agilidade incrível e pousava rapidamente os olhos em Kyungsoo. O Do sentiu todo o seu corpo formigar e seus pelos se eriçarem, como se seus extintos de aranha estivessem se sentindo ameaçados, prontos para — quem sabe? — atacar. Kyungsoo devolveu um olhar um tanto quanto raivoso, até o outro virar as costas e sair do escritório. Kyungsoo conseguia ouvir os passos de Baekhyun e algo dentro de si gritava para que seguisse o garoto.

Levantou-se, pegou as fotos das mãos de Chanyeol, caminhou até a porta, e quando a fechou, correu como se sua vida dependesse daquilo. Deixando para trás um Park Chanyeol puto, gritando ao telefone para recusarem estagiários insolentes.

Kyungsoo corria nas calçadas ligeiramente largas de Nova Iorque, esbarrando vez ou outra nas pessoas e desculpando-se em seguida. Então ele viu a oportunidade de conseguir conversar com Baekhyun, em uma rua estreita e esquisita. Kyunsoo puxou o ombro do garoto rapidamente e o trouxe junto a si para o beco, o colando na parede com teias para garantir, claro. Ambos respiravam ofegantes, até o Do resolver levantar o rosto e encarar o Byun.

Baekhyun possuía os cabelos castanhos, trajava um moletom cobrindo-lhe metade das mãos, um jeans comum e usava óculos meio quadrados, não muito diferente dos de Kyungsoo. Estava especialmente bonito naquele específico dia, com os lábios entreabertos e imobilizado sobre a parede.

— O que quer de mim? — Baekhyun quebrou o silêncio.

— Quero que me explique quem é você, por favor.

Baekhyun poderia ter se soltado, caso fosse de sua vontade, mas ainda não havia o feito. Kyungsoo não compreendia aquele ser em sua frente, ao passo que o Byun sentia que se fosse embora nunca mais teria coragem de contar a verdade.

Baekhyun também notou os detalhes de Kyungsoo. Os cabelos pretos baixinhos, e uma camisa cinza básica o deixavam fofo, além de olhos grandinhos e redondos. Baekhyun o ofereceu um sorriso singelo, desarmando-o todo. Pedindo gentilmente para que fossem a um parque próximo, tendo sua solicitação acatada. Caminharam em silêncio lado a lado, até uma grande árvore, onde sentaram-se no chão, juntos, em uma grande sombra.

Kyungsoo não queria iniciar aquela conversa, já havia exagerado em suas ações para um dia só, então estava nas mãos de Baekhyun.

— É complicado, eu não sei se poderia te contar isso. — BaekHyun iniciou, falando baixinho e com a cabeça baixa, até levantá-la e Kyungsoo achar que poderia ter um ataque cardíaco naquele exato momento, um raio de sol que escapava pela brecha das folhas iluminava BaekHyun, o deixando mais bonito ainda, como se fosse possível.

Kyungsoo se sentia tremendamente idiota por apreciar tanto um desconhecido, ainda mais um concorrente, mas era quase inevitável.

— Você pode confiar em mim. — O Do declarou, na tentativa de tranquilizar o outro, mas aparentemente não funcionou, então, tentou o método mais simples — Vamos pegaar do começo. Eu sou Do Kyungsoo, tenho 20 anos, gosto de jogar no tempo livre e escutar Avril Lavigne, mas isso ninguém precisa saber.

BaekHyun cobriu os lábios com a mão quando ouviu a última parte, fazendo Kyungsoo se perguntar mentalmente como conseguia se fazer passar tanta vergonha. Após a situação, o Byun arrumou uma das mangas do moletom que vestia e iniciou sua apresentação.

— Eu me chamo Byun BaekHyun, tenho 22 anos e gosto de viver no tempo livre e escutar qualquer coisa que não sejam gritos de agonia. — BaekHyun falou isso como se alguém estivesse dizendo "Uau, eu gosto de ouvir vocaloid" ou "Gosto de ir ao parque no meu tempo livre", o que assustou bastante Kyungsoo, o fazendo mais uma vez se questionar de onde vinha o Byun.

Nenhum dos dois citou o Homem-Aranha, mas ambos sabiam, por uma conexão irreconhecível e invisível. Até BaekHyun começar a reclamar de fortes enxaquecas e pedir para ir embora. Kyungsoo não se opôs, ofereceu-se para levá-lo, mas fora prontamente negado. O mais velho saiu andando rápido e com a mão sobre um lado da testa, deixando para trás um Kyungsoo confuso, preocupado e inquieto.

— O que te trouxe aqui, Baek?

[...]



        Kyungsoo seguiu o resto do dia atordoado, até finalmente embarcar no mundo dos sonhos, ou melhor, pesadelos. Há algum tempo vinha tendo noites mal dormidas, com pesadelos, mas nada comparado ao daquele momento em específico.

Kyungsoo trajava seu uniforme do Homem-Aranha, sem a máscara, e tudo ao seu redor estava escuro. Parecia muito real, conseguia sentir a textura do chão e buscava por qualquer resquício de iluminação. Começou a se desesperar com aquela infinita obscuridade, como se algo o atormentasse fortemente, apertando seu peito, até que jogou os joelhos ao chão e colocou a mão nos cabelos, chorando. Porém, uma voz ressoou, chamando por seu nome e tudo parou, todas as sensações, como se a mais completa calma o apossasse perante todo aquele caos. BaekHyun caminhava em sua direção, vestido da mesma maneira que si. Calmamente se ajoelhou ao seu lado, acariciou-lhe os cabelos e perguntou-lhe com a voz doce o que fazia ali. A fala de Kyungsoo não saía, mas o Byun continuava conversando como se tentasse o acalmar.

— Ei, está tudo bem, não se preocupe, apenas não se vá. Fique comigo, eu preciso de você, não consigo segurar tudo sozinho, por mais que eu tente. — BaekHyun falou para o outro, arrancando-lhe um sorriso.

Kyungsoo instantaneamente se moveu para abraçar a pessoa a sua frente, porém isso se mostrou um erro. Quando o Do passou um dos braços pelo pescoço do Byun, este começou a se desintegrar e gritar em dor e agonia; um som estridente e medonho. Kyungsoo chorava e tentava em vão gritar para BaekHyun ficar ali consigo. Então o Do acordou desesperado, chorando, não sabia ao certo o que estava acontecendo, aonde estava ou porque estava sonhando daquele modo, mas agora tinha certeza que de alguma maneira estavam interligados, por teias ou não.

Naquele dia saiu decidido em conversar com BaekHyun, mas não o viu na faculdade, muito menos na editora, o que o desesperou. Imagens do garoto desaparecendo em seu sonho se repetiam em loop em sua mente. Isso não poderia ser verdade, certo? 

Ligou para Minseok, pedindo uma sugestão sobre o que fazer. Já com o céu escuro e deitado em sua cama. Contou-lhe o sonho e afirmou a necessidade de ver BaekHyun.

— Cara, se isso tudo não fosse tão bizarro, eu iria jurar que está apaixonado por ele — Minseok por fim falou, rindo. Enquanto Kyungsoo resmungava xingamentos.

— Deixe de lado essas idiotices e me informe como posso encontrar Byun BaekHyun ainda hoje, por favor — Kyungsoo respondeu, adquirindo novamente o tom sério em sua voz.

Mais uma vez estavam burlando regras. Minseok hackeou novamente o sistema da faculdade e copiou o endereço registrado como o de BaekHyun. 

— Obrigado — O mais novo agradeceu sinceramente.

— Tudo bem, apenas tome cuidado. Caso precisar de algo, me ligue.

E a chamada foi encerrada.

Kyungsoo vestiu seu uniforme e fugiu pela a janela do quarto, sobressaltando as construções da cidade e se pendurando em suas teias.

BaekHyun morava em um pequeno prédio próximo, no último andar. Quando alcançou a janela, que estava aberta, adentrou ao apartamento, confiante em primeiramente averiguar a quem pertencia aquele lugar. Estava no quarto e não havia nada demais, apenas um cama com lençóis azuis, uma cômoda simples com seus óculos apoiados em cima de alguns livros e uma mesinha com um notebook e câmera ao lado, com certeza ali morava Byun BaekHyun. Andou silenciosamente até a porta e a abriu, fazendo um ranger baixinho se fazer presente, ativando todos os seus sentidos e sentir uma movimentação próxima. O que veio a seguir foi tão rápido que sua mente não teve capacidade de responder a tempo: um rapaz baixinho e moreno enfurecido jogou-se em cima de si, encaixando-se e pressionando em sua barriga, prendendo seus braços com teias no chão.

Kyungsoo permanecia calado e com a máscara, até ser puxada para cima, revelando seus olhos arregalados e um BaekHyun trajando um roupão, ofegante e surpreso que aos poucos fora baixando a guarda e simplesmente notou estar sentado por cima de Kyungsoo, o olhando de cima. Aquela imagem poderia ser fascinante para ambos, caso desconsiderassem a situação constrangedora. BaekHyun se ajeitou um pouco, sentando em cima de um lugar perigoso do corpo de Kyungsoo, permanecendo com as pernas de cada lado do corpo abaixo de si.

— O que o trás aqui, Homem-Aranha?

— Eu precisava conversar com você.

— Irá me atormentar com isso até quando? — BaekHyun perguntou com muita má vontade.

Kyungsoo mordeu o lábio e desviou o olhar. Toda aquela atmosfera estava o matando.

— Eu estava preocupado — por fim respondeu baixinho, fazendo BaekHyun desfazer as expressões severas em seu rosto, no qual nem havia notado ter assumido.

— Quer tomar um chá? — Saiu de cima do outro, com as bochechas levemente rosadas.

— Eu aceito — Kyungsoo respondeu positivamente ao convite, levantando-se do chão em seguida.

O apartamento em suma era pequeno e aconchegante, possuindo uma cozinha e apenas um bancada a separando da sala. Kyungsoo sentou-se em uma das cadeiras dispostas a frente do balcão e observou BaekHyun de costas, indo para lá e para cá preparando o chá, logo o servindo em duas xícaras e as colocando à disposição de ambos. O Byun ficou do outro lado, para encarar Kyungsoo, o que tornava tudo mais esquisito. Havia um cara com um collant azul e vermelho com uma aranha desenhada no meio do peito trocando olhares com outro peladão usando apenas um roupão. 

— Você chama pessoas que invadem sua casa para tomar chá? — o Do perguntou com curiosidade.

— Só quando elas são o Homem-Aranha — respondeu com uma das mãos no queixo.

O olhar de BaekHyun era "matador", pelo menos na opinião de Kyungsoo, nunca o viu daquela maneira, tão espontâneo e com expressões faciais adornando todo o conjunto da obra. Byun BaekHyun poderia ser facilmente assemelhado à uma obra de arte; seu corpo magro, olhos castanhos e lábios rosadinhos eram facilmente apreciáveis. Kyungsoo estava perdido e se afogando mais e mais na beleza de BaekHyun.

— Então me fale, Little Black Star, o que gosta de jogar? — Agora era BaekHyun que estava o fazendo uma pergunta.

— Ando viciado em overwatch nos últimos tempos.

— Entendo. Tenho a impressão que todos andam jogando isso — respondeu já se afastando e seguindo para o quarto. — Você curte xadrez? 

— Claro.

Então BaekHyun trouxe um daqueles tabuleiros que abrem e se tira as peças de dentro. Eles deveriam conversar sobre pesadelos e Homens-Aranhas, mas optaram por jogar xadrez. Os garotos viraram a madrugada nisso. Jogando, comendo, arriscaram até um League of Legends, e conversando aleatoriedades, ninguém sofreu com pesadelos, pois não dormiram, nem sequer notaram o tempo passando. Quando Kyungsoo foi embora para se arrumar e ir para a faculdade sentiu-se vazio, a presença de BaekHyun lhe enchia o peito, principalmente a risada divertida e descontraída. BaekHyun, quando retornou a ficar sozinho, se sentiu triste novamente, lá estava ele naquele mundão sozinho, sua cabeça poderia voltar a atormentá-lo a qualquer momento ou seu corpo se desintegraria, não sabia ao certo. Talvez aquela noite tenha sido em anos a primeira vez que BaekHyun se sentiu em paz. Kyungsoo era a sua paz. 

BaekHyun foi para a aula e esbarrou em Kyungsoo pelo corredor, logo puxando uma conversa que perdurou até o trabalho. O Do não perguntou o porquê do sumiço do outro no dia anterior e agora tinha certeza sobre a existência de outro Homem-Aranha, não queria perguntar mais nada sobre isso, pois aquele assunto aparentemente causava dor a BaekHyun e Kyungsoo não queria que ele sofresse. Na editora, Chanyeol decidiu descartar os dois, alegando indisciplina por parte deles, além da explicação a respeito das fotos inexistente. 

BaekHyun seguiu cabisbaixo ao lado de Kyungsoo enquanto aparentemente rumavam inconscientemente para o parque no qual tiveram sua primeira conversa. Sentaram sobre a mesma sombra. Apesar do ocorrido, o mais novo não estava triste, enquanto o Byun permanecia olhando para a grama, perdido.

— Não fique triste, conseguirá outro emprego — Kyungsoo tentou encorajar o recém-amigo.

— Não é isso, foda-se essa editora idiota — BaekHyun respondeu em tom choroso, o que fez Kyungsoo arregalar os olhos e se aproximar bem do outro — Eu só n-não queria te causar mais problemas — Nesse ponto lágrimas já rolavam livremente pelo rosto do garoto. 
Então Kyungsoo o abraçou forte, com a intenção de acalentar o choro sofrido, mas aconteceu o inesperado. Tudo ao seu redor escureceu, como em seus pesadelos e BaekHyun não estava em seus braços. Onde estava o parque? A cidade? E onde estava BaekHyun?

BaekHyun surgiu ao longe na escuridão e Kyungsoo se levantou, gritando seu nome e correndo em sua direção, mas era como se não pudesse ser ouvido. Imediatamente o escuro se tornou uma cidade. Aparentemente em guerra. BaekHyun se jogou lá, vestido de Homem-Aranha, junto a outros, aparentemente, heróis lutando contra uma espécie de ameaça cósmica que ocasionalmente surgiu para destruir o mundo. Com todo o desenrolar, o que Kyungsoo percebeu foi que ao fim da batalha, destruído, BaekHyun chorava sobre um corpo, e quando se aproximou, era ele. Kyungsoo estava ali estirado, sobre os braços de BaekHyun. Aquela imagem foi como um soco em seu estômago. Então, já se conheciam? Tudo fazia sentido.

O espaço novamente escureceu e mostrou outra cena, na qual Baek implorava por ajuda a um cientista; produziram após muito tempo uma espécie de máquina, com a finalidade de possibilitar a viajar por dimensões. Mas foi algo falho e arriscado. Em todas as tentativas BaekHyun não encontrara Kyungsoo, até seu corpo não suportar mais e iniciar desintegrações aleatórias e inconstantes, porém, continuava translocando-se sempre em busca de Kyungsoo. Até chegar naquela dimensão em que o próprio era o Homem-Aranha. O Byun, atualmente, todas as vezes que recomeçava não se lembrava porque estava ali, apenas seguia seus "instintos" e as fortes dores de cabeça eram alguns lapsos que lhe acertavam como flashes. BaekHyun não vivia verdadeiramente há muito tempo. Quando se deu por conta Kyungsoo estava chorando, novamente no parque, em sua dimensão, na sua realidade, mas com BaekHyun em seus braços, estático e um pouco fraco, compartilhar aquelas lembranças foi pesado para si.

— Agora eu estou aqui — o mais novo sussurrou, sentindo seu coração doer, ao mesmo tempo que um desejo inexplicável de cuidar de BaekHyun — É a minha vez de cuidar de você.

BaekHyun deixou-se ser levado para seu pequeno apartamento por Kyungsoo. Este ligou para sua tia, avisando que iria se atrasar, pois estava cuidando de alguém e mandou uma mensagem rapidamente para Minseok. Kyung o tratava quase como uma criança e o paparicou até ao cobrir-lhe na cama e desejar boa noite.

— Por que está fazendo isso? Sabe, não precisa ter pena de mim, nem se forçar a sentir coisas que não sente — o mais velho disse, enquanto observava Kyungsoo o olhar sentado na beirada da cama, afagando seus cabelos. 

— Eu só entendi o que sentia por você, Hyunnie. Nós somos predestinados, um para o outro. Eu tenho a sensação de que te conheço a anos. Quando me afogo nesses olhos castanhos, é como se eu soubesse todas as suas histórias. Isso é tão louco... — Soltou um sorriso.

BaekHyun arregalou os olhos ao ouvir o apelido o qual Kyungsoo o chamava no passado, em outra dimensão. E o acompanhou no sorriso.

— É bom estar finalmente em casa. 

Então Kyungsoo se inclinou sobre BaekHyun e o beijou, como em muito tempo não faziam. A boca de Baek possuía um gosto docinho e os lábios fininhos se encaixavam bem nos seus mais grossinhos e em formato de coração, o Byun se entregou ao momento e passou os braços sobre o pescoço de Kyungsoo, continuava o de sempre, tão bom e compatível consigo. Eram perfeitos aquela forma e estavam dispostos a aproveitar todo o tempo que o mundo lhes permitisse em união, ou quem sabe, dimensão.


Notas Finais


Não vou mentir, meu desejo era fazer um drama daqueles e tornar isso aqui uma angst, mas como é o projeto de 1 ano, não foi permitido. rs

Aos poucos estou gostando de Baeksoo e a ideia de dois Homens-Aranhas fez minha cabeça explodir em um turbilhão de ideias, então, caso eu tenha bugado vocês, me falem suas dúvidas e anseios nos comentários que irei sana-las.

Independente de qualquer coisa, me falem o que acharam dessa fic, estou insegura quanto a ela kkkkk

Agora, gostaria de agradecer a toda a equipe da exozone, principalmente a Nayra e a Nathaly que me aguentaram surtando com esse plot, inclusive cogitei devolve-lo, mas cá estamos nós. Obrigada! Para mais agradecimentos e coisas fofinhas leiam o jornal em comemoração de 1 ano, prometo que não irão se arrepender.

Se quiserem falar comigo em algum outro lugar, meu twitter é @epabyun

Tchauzinho ♡


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