História Douce Symphonie - shortfic - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá a todos!
Eu realmente sinto muito por ter demorado e não tenho nenhum motivo além do bloqueio e da falta de tempo. Eu realmente não consegui escrever nada e, por isso, todas as minhas fanfics estão atrasadas. Peço perdão.
Enfim, tenham uma boa leitura, nos vemos lá embaixo.

Capítulo 3 - Notre seule danse


Fanfic / Fanfiction Douce Symphonie - shortfic - Capítulo 3 - Notre seule danse

Shoto estava no paraíso.

Definitivamente.

Midoriya estava sentado no colo dele, no sofá, usando uma roupa feminina que o deixava ainda mais delicioso. O esverdeado estava com uma blusa verde clara de tecido leve, uma saia rodada branca e meias sete oitavos da mesma cor, ele rebolava de forma torturante e Shoto já estava extremamente duro. Todoroki mantinha suas mãos no quadril do parceiro, ajudando-o nos movimentos e mantinha o rosto na curva do pescoço dele, deixando ali beijos e chupões a amando ouvir os gemidos manhosos do outro.

Era para estarem assistindo ao filme que passava na TV, mas nenhum deles estava se importando com esse fato, mesmo que fosse o objetivo de estarem ali. Eles estavam no apartamento do mais alto, porque Shoto havia convidado Izuku para passarem a tarde juntos e assistirem umas séries, foi estranho quando Izuku apareceu com uma mochila com roupas e extremamente corado, o que o deixava ainda mais adorável. Todoroki soltou uma das mãos do quadril de Izuku para pegar o controle remoto esquecido no sofá e afastou seu rosto da curva do pescoço do mais baixo por tempo o suficiente para desligar a televisão, logo voltando para a posição anterior. Midoriya se agarrava a ele e rebolava como se implorasse para ser fodido e, se não conseguisse se controlar, Shoto definitivamente o foderia ali mesmo. De certa forma, Todoroki se sentia nervoso, não que ele fosse virgem – e acreditava que o esverdeado também não fosse -, mas era sua primeira vez com seu doce Midoriya, então tudo seria diferente. O mais baixo aproximou a boca de sua orelha, sua respiração quente bateu ali e Shoto sentiu seu corpo tremer com isso, Izuku não parou seus movimentos com o quadril, sendo sempre ajudado pelas mãos grandes do bicolor, nem mesmo quando implorou.

- Shocchan, por favor.

- Por favor o que, Izuku? – Sim, era cruel fazer isso, mas Shoto não conseguiu se conter e a forma como o corpo de Izuku tremeu com sua voz rouca o fez muito bem.

- Eu quero você!

Ah! Aquela voz doce estava tão sofrida e o bicolor queria tanto ouvi-la mais, mas queria ouvi-la daquela forma. Inconscientemente, ele levantou a barra da saia que o outro usava com uma mão e segurou-a, enquanto a outra desferia um tapa não tão forte em uma das nádegas fartas. Inebriado pelo prazer que sentia, Izuku se assustou com o ato e ele acabou pulando em cima do pau do amante e os dois gemeram ao mesmo tempo. Izuki passou a esfregar sua bochecha contra a do mais alto, como um gato pedindo por carinho, e isso só fez com que Shoto desferisse outro tapa em sua bunda.

- Diga. O. Que. Você. Quer.

A voz saiu ainda mais rouca e dominante e certamente Shoto adorava estar naquela posição perante o outro, que estava completamente submisso a si. Ele falou vagarosamente, para que Midoriya entendesse que, se quisesse que Todoroki o fodesse, teria que dizer com todas as palavras para ele. O bicolor soltou a barra da saia do esverdeado, deixando suas duas mãos por baixo dela, e atreveu a adentrar a mão direita pela calcinha – porque é claro que Midoriya estava usando uma maldita e deliciosa calcinha branca de renda, apenas provocá-lo – e um dedo atrevido alcançou a entrada dele, acariciando-a com carinho.

- Preciso que me diga o que você quer, Princesa, ou não posso fazer nada.

- Me fode, Shocchan, por favor.

E esse foi o fim.

(***)

Midoriya acabara de decidir que não existia nada melhor que estar deitado na cama de Shoto, com o cheiro dele espalhado por toda ela e ter este por cima de si. Izuku estava de bruços, com seus pulsos segurados pelo outro firmemente acima de sua cabeça, enquanto deixava que Shoto mordesse, beijasse e chupasse seu pescoço ao seu bel prazer. Minutos antes, quando fora chamado de Princesa pelo outro, Izuku sentiu uma comoção em seu peito e uma fisgada em seu pênis, o que o fez responder daquela forma e, mesmo que Todoroki estivesse sendo levemente bruto com ele, estava amando.

- Fique assim - a voz dura e dominante de Shoto chegou aos seus ouvidos e foi com prazer que Izuku gemeu. O outro se levantou e, instantes depois, o esverdeado ouviu o som do tapa em sua bunda antes mesmo de sentir a ardência. Ele gemeu. – Como se diz, Princesa? Como se diz quando eu te dou uma ordem?

- Sim, senhor. – Izuku disse, em meio a outro gemido, quando outro tapa foi desferido.

- Muito bom, Princesa.

Izuku não tinha muita experiência no sexo, fizera poucas vezes e nenhum parceiro tinha o deixado tão excitado como ele se sentia naquele momento, Shoto mal encostara em si e ele sentia que já estava perto de gozar. Internamente, sempre desejara alguém para lhe tratar com carinho e dominância e Shoto se saía muito bem nisso, o que fez o mais baixo sorrir orgulhoso em obedecê-lo. Lenta e delicadamente, o esverdeado sentiu o outro usar suas mãos grandes para erguer seu quadril, até que estivesse com o rosto na cama e a bunda completamente empinada para o bicolor; sentiu e ajudou o mais alto a separar suas pernas, deixando-o exposto e submisso, do jeito que ele amava ficar, principalmente se fosse para o Todoroki.

Shoto tocou suas nádegas com carinho, como se estivesse admirando uma obra de arte inestimável; Izuku sentiu seu peito aquecer e um sorriso brilhante cresceu em seu rosto, mesmo que o outro não pudesse vê-lo. O bicolor passou a massagear a lhe massagear, vez ou outra lhe desferindo um tapa ardido e deveras prazeroso e tudo o que Midoriya conseguia fazer era gemer em aprovação e implorar por mais, o que, pelos grunhidos de Shoto, satisfazia o outro. Izuku sentiu quando o outro parou de tocá-lo e já ia reclamar quando, subitamente, o outro encostou o peitoral em suas costas e aproximou a boca de sua orelha, respirando perto dela; um arrepio percorreu imediatamente sua espinha e seu corpo tremeu em antecipação por seja lá o que Shoto fosse fazer.

- Agora, escute bem, Princesa, – a voz extremamente rouca e desejosa de Todoroki fez seu corpo tremer outra vez, e tê-lo chamando daquela forma, tão autoritária e carinhosa, fazia Izuku suspirar e sorrir – você vai ficar nessa posição, eu vou te foder assim. Entendeu?

- Sim, senhor – foi a única coisa que conseguiu responder.

- Bom menino. Agora fique quieto enquanto eu uso você, tudo bem?

- Tudo... – Shoto se afastou e Midoriya nem teve tempo de pensar antes de sentir um forte tapa e suspirar pela ardência; só então notou que esquecera de completar a frase – senhor.

- Muito bem.

Soube que Todoroki se levantara da cama quando não sentiu mais o peso dele e logo as passadas firmes do outro foram ouvidas pelo quarto. Shoto parecia ter procurar algo no banheiro, porque Izuku o ouvia mexer nas prateleiras. O corpo pequeno e musculoso de Izuku tremia em ansiedade por ser tomado e ele sentia seu pau dolorido e apertado pelo tecido da calcinha, que já estava molhada pelo pré-gozo que ele liberava. Doía, mas era bom e o esverdeado sabia que Shoto o daria o melhor dos orgasmos naquele dia.

(***)

Quando finalmente achou o frasco de lubrificante, Shoto sorriu satisfeito e voltou para o quarto. Izuku ainda estava na mesma posição, tremendo levemente e respirando forte, parecia ansioso e necessitado. Vê-lo daquela forma, sabendo que estava assim por causa dele, fez seu coração bater com força e seu ego inflar ao máximo. Aproximou-se da cama, sorrindo com a visão mais do que excitante de seu belo amante apenas esperando para ser fodido por ele; deixou o frasco perto da perna de Izuku e se ajoelhou atrás dele, erguendo a saia dele e puxando a calcinha com força o suficiente para rasgá-la de um lado, fazendo com que o tecido restante deslizasse suavemente pela coxa macia e muito tentadora de Midoriya. Usou suas mãos para afastar as bandas da bunda do mais baixo, deliciando-se com a visão de sua entrada piscando para ele; Todoroki aproximou seu rosto, soprando ali e regozijando-se com o gemido de Izuku em resposta.

O bicolor pôs sua língua para fora, lambendo aquele local tão íntimo do mais baixo e quase riu com o grito de surpresa do outro, mas empenhou-se em manter sua mente concentrada no que fazia, porque apesar de estar extremamente duro e seu pau estar praticamente implorando para estar dentro de Midoriya, fodendo-o com força e ouvindo-o gritar. Shoto manteve aquele músculo firme, invadindo a entrada de Izuku com uma fome insaciável, que ele sabia que não seria aplacada mesmo depois que tomasse o outro para si, e ficava ainda mais faminto a cada gemido do outro implorando por mais. Era perfeito!

Todoroki se afastou depois de minutos, bufando um riso contido quando o resmungo de reclamação do esverdeado chegou aos seus ouvidos, mesmo assim, não voltou a aproximar o rosto daquele lugar tão convidativo. Ele pegou o frasco, momentaneamente esquecido, derramando um pouco do conteúdo nos dedos da mão direita, achando estranho o gelado do lubrificante em contato com sua pele quente. Com a mão esquerda, abriu uma das bandas da bunda de Midoriya e salivou com a visão do ânus dele piscando, como se pedisse para ser penetrado, o que logo Shoto teria o prazer de fazer. Aproximou o dedo melecado da entrada rugosa, esfregando-o ali, antes de inseri-lo lentamente. Ao contrário do que imaginou, foi fácil entrar, como se Midoriya estivesse acostumado a se tocar ali.

Tremeu excitado pela possibilidade.

- Você costuma se tocar aqui, Princesa?

- Sim, senhor.

De fato, Izuku era perfeito para Shoto. Quando sentiu o outro mais relaxado, passou a mover dedo, retirando e recolocando vezes seguidas, até que o sentiu pronto para inserir o segundo dedo. Escutou um suspiro do outro, estimulando-o a continuar. Realmente, estava muito mais fácil preparar Izuku do que achou que seria, isso era bom, muito bom. Izuku suspirava e gemia pelo nome dele, inflando seu ego ao nível mais elevado. O pênis de Todoroki apertava em sua bermuda e o pré-gozo molhava o tecido de moletom, estava doendo e ele queria muito se enfiar logo no outro, mas sabia ter paciência e, mais do que tudo, queria que o menor sentisse prazer, queria que qualquer experiência sexual que tivesse tido antes fosse completamente apagada e substituída por aquela.

Sem tirar seus dedos do interior quente e acolhedor do outro – o que, por sinal, só aumentava sua ansiedade de substituí-los logo por seu pau – e mantendo os movimentos para dentro e para fora, além dos movimentos de tesoura, para alargá-lo mais, Shoto voltou a deitar o peitoral nas costas de Izuku, respirando perto de seu ouvido e felicitando-se com seus suspiros e o tremor que percorreu o corpo dele. Mergulhou a outra mão por baixo do corpo do outro, enfiando-a por baixo da blusa dele, percorrendo a pele macia que se arrepiava ao seu toque e encontrou um de seus mamilos, beliscou e o gemido que se seguiu fez seu pau vibrar dentro da bermuda, estava tão ansioso para tomá-lo.

- No que pensava, Izuku, quando se tocava aqui? – Sua voz saiu ainda mais rouca do que antes, seu corpo tremendo em conjunto com o de Midoriya, enquanto inseria o terceiro dedo nele, para alargá-lo.

- Em você, senhor. Eu pensava em você dentro de mim – a voz embebida de necessidade estava fazendo com que perdesse o controle e sabia que não seria piedoso com o mais baixo.

- Você me imaginava te tocando? Me imaginava fodendo você com força?

- Sim, senhor.

- Bom menino.

Satisfeito com a resposta, afastou seu corpo do outro, finalmente retirando seus dedos de dentro dele. Sorriu com a visão da entrada alargada, sedenta por algo que a penetrasse, o que logo aconteceria. Com pressa, retirou a camisa e abaixou a bermuda, arfando feliz por finalmente – finalmente – libertar seu pênis do aperto. Posicionou-se atrás de Izuku, estapeando-o em cada lado da bunda dele e deliciando-se com seus gemidos esganiçados; passou a cabeça de seu pênis na entrada, pincelando ali e suspirando por antecipação.

(***)

Izuku suspirou feliz quando Shoto enfim começou a entrar nele. Já fazia tempo desde sua última transa, mais tempo do que gostaria de admitir, por isso sabia que haveria um pouco de resistência, mas também sabia que o outro era paciente e tomaria todo o tempo necessário. Mas parecia que Shoto estava tão sedento e necessitado e impaciente quanto ele, porque quando chegou na metade, Todoroki se empurrou contra ele de uma só vez, enterrando-se lá no fundo e atingindo imediatamente em sua próstata. Midoriya gritou e seus olhos rolaram de prazer, aquilo era fodidamente delicioso.

O esverdeado puxou um travesseiro, deitando a cabeça nele e respirando fundo, sentindo o êxtase e a felicidade de finalmente estar com Shoto daquela maneira. Todoroki tornou a deitar sobre ele, deixando com que seu corpo pesasse e impossivelmente se afundasse mais no interior de Izuku. Suspirou profundamente, amando sentir os braços protetores do bicolor rodearem-no num abraço protetor e os beijos em seu pescoço e na parte do ombro que estava descoberta. A sensação quente em seu peito persistia e mais do que qualquer outra coisa, Midoriya se sentia amado.

- Você está ótimo, Izuku. Me aceitou inteiro, estou tão feliz – a voz carinhosa e rouca de Shoto levava arrepios por sua espinha, Izuku alargou o sorriso contra o travesseiro. – Você está feliz?

- Muito, Shocchan – outro suspiro. – Eu quis isso por tanto tempo.

- Eu também, Princesa, eu também – Todoroki depositou um beijo caloroso e demorando em seu ombro. – Posso me mover?

- Sim, por favor.

Midoriya não sabia dizer ao certo se estava corado pelo desejo extremo que sentia ou se foi a forma como sua voz saiu suplicante, mas rapidamente se esqueceu do que estava pensando quando Shoto saiu quase todo de dentro dele, mantendo só a ponta em seu interior, para se enterrar nele de uma vez só, fazendo com que ele visse estrelas. Então ele repetiu os movimentos, e de novo e de novo, sempre brusco e fundo e os olhos de Izuku estavam tão revirados que, por um momento, ele cogitou que não poderiam voltar ao normal.

Todoroki aumentou a velocidade de seus movimentos, impossivelmente sempre acertando sua próstata e levando-o ao êxtase completo. Izuku estava pronto para alcançar a plenitude total. Quando já estava perto de seu orgasmo, sem nem mesmo ter se tocado, Shoto parou, saindo completamente de dentro dele e a sensação de vazio o fez liberar um muxoxo descontente. Atreveu-se a olhar para trás, deliciando-se com a visão de Shoto sentado e masturbando-se, como se fosse um convite.

- Venha, princesa.

Como uma criança que acabara de ganhar um doce, Midoriya se animou e rapidamente se levantou, “andando” com os joelhos até seu amante e posicionando-se sobre ele, com um joelho de cada lado das pernas dele, e aguardou, enquanto Shoto posicionava seu pau na entrada dele. Impacientemente, Izuku desceu de uma vez só, gemendo junto de Shoto. Estava quente como o inferno e, quando começou a se mover, quicando no colo de Todoroki rapidamente, o mais alto o ajudou a tirar a camisa e suas mãos fortes e acolhedoras rasgaram sua saia, deixando-o apenas com as meias brancas.

As mãos de Shoto foram direto para suas coxas, alisando-as com devoção, antes de seguirem para sua bunda, onde apertou e estapeou com vontade, fazendo com que Midoriya gemesse como uma puta. Ele estava estranhamente ainda mais fundo dentro de si e sua próstata estava sendo atingida milagrosamente todas as vezes. Izuku abriu os olhos – nem percebeu quando os fechou – e olhou diretamente para olhos de Shoto, o que viu ali fez seus olhos marejarem: Todoroki olhava para ele com desejo – muito, por sinal –, mas havia também um brilho carinhoso ali, mostrando um amor que Izuku desejou retribuir em seu olhar.

(***)

Pelos céus, Midoriya era quente!

Shoto estava quase na borda, realmente muito perto de atingir o orgasmo. Estar dentro de Midoriya era o céu e aquele olhar que ele direcionava apenas melhorava tudo. Como alguém poderia ser tão doce e lascivo como Izuku era? Como poderia alguém ser tão perfeito para ele?

Shoto sentiu o corpo de Izuku tremer, indicando que ele estava tão próximo de gozar quanto ele mesmo. O corpo acima de si estava perdendo as forças e Izuku gemia cada vez mais alto, chamando por seu nome incessantemente, então Shoto agarrou seu quadril, ajudando-o a se mover, até não ter mais paciência e jogar seu próprio corpo junto ao de seu amante, sem sair de dentro dele. O esverdeado estava deitado de costas na cama, com as costas arqueadas, a boca aberta para liberar seus gemidos e os olhos fechados – a visão da perfeição -, enquanto o bicolor se preocupava em socar com força para dentro dele e admirar a cena, grunhindo como um animal de tanto prazer.

Tomou o pau de Izuku com uma de suas mãos, masturbando com força e na mesma velocidade com que o fodia, tendo o prazer de vê-lo gritar seu nome, tão alto que tinha certeza que todos do andar – e talvez os do andar de baixo e de cima também – o ouviam, isso fez seu peito inflar em orgulho, porque todos sabiam quem estava com Midoriya ali. Divinamente delicioso! Os espasmos de Izuku começaram um pouco antes do dele e o esverdeado gozou com força, melando a mão de Shoto e um pouco do próprio abdômen, seu canal aumentou o aperto ao redor de Todoroki e, antes de finalmente alcançar o orgasmo e gozar – dentro dele -, Shoto chamou pelo nome dele.

O bicolor sentiu como se tivesse morrido, porque ele com certeza estava no paraíso. Ele permaneceu dentro de Midoriya até que a sensação inebriante do orgasmo passasse; estava ofegando e sentia que o outro estava da mesma forma. Deixou que seu corpo caísse e alojou a cabeça na curva do pescoço de Izuku, depositando um beijo carinhoso na pele suada dele, sentindo-se completamente satisfeito e feliz. Deuses, ele amava tanto Izuku! Com calma, saiu de dentro do esverdeado, deitando-se ao lado dele na cama e puxando-o para que deitasse a cabeça em seu peito. Sentiu o perfume do shampoo dele misturado ao cheiro do suor e pensou que não poderia ser melhor do que aquilo. Sentiu quando Izuku começou a fazer um carinho em seu peito, como se desenhasse coisas abstratas ali, sorriu e olhou para ele, mesmo que o menor não olhasse para si.

- Eu amo você, Izuku.

Foi repentino.

Era cedo demais, ele sabia, mas não conseguia se conter, não mais. Conhecia Midoriya há tempo suficiente para ter certeza de que o amava. Izuku levantou a cabeça rapidamente, olhando para ele com um misto de surpresa e descrença que deixou o bicolor desconcertado. Os olhos verdes de Izuku estavam conectados aos heterocromáticos de Shoto, e o brilho de felicidade neles era extremamente prazeroso. Parecia que Midoriya percebera que estava muito sério, porque ele manteve o olhar firme sobre o outro e assentiu com a cabeça para a pergunta não verbalizada do esverdeado. De repente, Izuku se jogou contra ele, abraçando-o e distribuindo beijinhos suaves e carinhosos por todo seu rosto; a única reação de Todoroki foi rir e logo depois retribuiu o abraço.

- Eu também te amo, Shocchan.

A voz de Izuku saiu embargada e feliz. O peito do bicolor aqueceu com a retribuição do outro, era realmente maravilhoso estar ali com ele.

Era perfeito.

(***)

Bakugou Katsuki se orgulhava por ser um homem seguro de si em qualquer situação que fosse. Em qualquer situação, menos quando se tratava de Kirishima Eijirou. Era inevitável. Primeiro, porque Katsuki não se achava merecedor dele, claro que o amava incondicionalmente e faria tudo pelo outro, mas às vezes era como se estivesse prendendo Eijirou a ele de forma injusta. Infelizmente, Katsuki herdara o gênio tempestuoso de sua mãe, o que o fazia explodir facilmente, e justamente por isso ficava inseguro, porque Kirishima era calmo e divertido e talvez não fosse aguentar sua personalidade para sempre.

Ele precisa de uma pessoa melhor. Era o que sempre dizia para si mesmo, mas lá no fundo sabia que não estava se tornando essa pessoa, como desejava ser. Por mais que quisesse, não conseguia pensar em outra coisa. Naquela manhã, o céu estava cinzento e a ameaça de chuva persistia, era uma ótima manhã de domingo; estava sentado na cama, olhando pela janela com um semblante que variava entre triste e preocupado. Eijirou ainda dormia do outro lado da cama, completamente alheio à autodepreciação, parecia tão relaxado e sereno, a visão trouxe um sorriso aos lábios de Bakugou, antes que ele voltasse as orbes vermelhas para o céu mais uma vez.

Sentiu uma movimentação na cama e pensou que Kirishima estava apenas ajustando sua posição para dormir, mas percebeu que estava errando, quando sentiu os braços fortes do outro rodearem-no em um abraço e um selo cálido ser depositado em seu ombro. Bakugou sorriu, Eijirou era sempre amoroso. Eles murmuraram um “bom dia” um para o outro e permaneceram assim, com Eijirou encostado na cabeceira e Katsuki com as costas apoiadas no peitoral musculoso do namorado, era confortável e íntimo. Faziam isso sempre que podiam, porque com a faculdade e o trabalho de cada um, não tinham tanto tempo assim, nenhum deles teve a sorte de vir de uma família rica, como Todoroki.

- No que ‘tá pensando? – A voz doce e rouca de Eijirou chegou aos seus ouvidos, soava como deveria soar: como alguém que acabara de acordar. Katsuki quase podia ver o sorriso no rosto dele.

- No quanto eu amo você.

Respondeu simples, porque aquela era a verdade, não tinha outra coisa que ele pudesse dizer que não isso. Kirishima afrouxou o abraço ao redor dele, permitindo que se virasse de frente para ele e sentasse em seu colo, com uma perna de cada lado do quadril dele. Eijirou era poucos centímetros mais alto que si, então quando ficavam daquela forma, seus rostos se igualavam. Amava ficar assim com seu namorado, porque os olhos carmins de ambos permaneciam fixados, numa conexão impossível de ser explicada, não que ele realmente se preocupasse em explicar.

Permaneceram dessa forma, apenas se encarando, vendo o amor profundo e enraizado nos olhos um do outro, sem que precisassem falar qualquer coisa. Seus rostos se aproximaram lentamente, porque Bakugou e Eijirou eram como imãs e não conseguiam permanecer separados por muito tempo. Era inevitável querer estar junto o tempo todo. Seus lábios enfim se encontraram, inicialmente com um selo casto, que se transformou em vários selinhos e, então, em um ósculo profundo, com ambas as línguas se enroscando; provavam um ao outro com fome, nem se importando se ainda não tinham escovado os dentes. Separaram-se minutos depois, ofegantes e com uma fina linha de saliva ainda unindo-os.

- Eu também amo você. Muito.

O amor presente nos olhos vermelhos de Eijirou não deixava espaço para inseguranças, mesmo que, lá no fundo, Katsuki ainda tivesse algumas, mas nada que fosse realmente dizer ao outro. Bakugou deitou sua cabeça sobre o ombro direito de Kirishima, virando levemente o rosto para que seu nariz ficasse próximo do pescoço do outro. O cheiro do outro era inebriante, principalmente misturado com o cheiro doce do shampoo que ele usava, o que também deixava as mechas vermelhas macias. Eirijou abraçou sua cintura desnuda, apertando ali e arrancando um suspiro de Bakugou.

O loiro passou a distribuir beijos, mordidas e lambidas pelo pescoço alheio, satisfeito e orgulhoso com os gemidos roucos que recebia, eram como a mais bela música para seus ouvidos. Bakugou queria gritar, ficar de joelhos à frente do namorado e implorar para que nunca o deixasse, porque ele simplesmente não saberia vivem sem o outro, seria tortuoso demais, triste demais, doloroso demais. Não avançaram nas carícias, ficaram daquela forma, com Katsuki beijando o pescoço do ruivo e Kirishima massageando sua cintura; Katsuki precisada daquele momento, precisava ter o outro o confortando daquela forma, mesmo que Eijirou não soubesse que o fazia.

- Por favor, não me deixe.

Não queria, porque seu orgulho jamais permitiria isso, mas quando percebeu já havia implorado e sua voz saíra chorosa. O loiro odiava parecer fraco na frente dos outros, mas não conseguia se esconder perante o namorado, porque ele era o único que o entendia e que ficava ao seu lado, não importasse o que acontecia. O abraço de Kirishima ficou mais apertado e Katsuki finalmente ergueu a cabeça, com os olhos marejados – que ele fingia duramente que não estavam – e olhou fixamente para o outro. Uma mão de Kirishima tocou seu rosto, num carinho singelo e íntimo e Bakugou apenas pendeu a cabeça para o lado, aceitando o conforto.

Os olhos de Eijirou estavam cheios de fúria e determinação e era a mais bela visão de todas, porque ele era bonito quando sorria, mas quando estava sério, era um deus. A mão que estava no rosto dele foi para o pescoço, puxando para o outro beijo, que resultou em mais um, e outro depois deste. Realmente, Bakugou amava Kirishima.


Notas Finais


E foi isso né, mores? Tentarei ao máximo não demorar tanto para postar outra vez. Só teremos mais um ou dois capítulos. Até a próxima. Amo vocês!


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