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História Doutrinador: A Justiça Não Dorme - Capítulo 7


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Capítulo 7 - De Volta ao Lar


James estava sentado em seu jato, vendo as notícias sobre a Austrália pelo seu notebook, a situação lá era crítica, notícias sobre conflitos entre estados por comida e água, trincheiras pelas ruas, fotos de corpos pelas ruas e a cada dia mais e mais tragédias aconteciam. Ele fecha o notebook e o deixa em cima da mesa, depois abre a cortina ao seu lado, e consegue ver a sua cidade natal por debaixo das nuvens, Sydney costumava ser uma cidade bem alegre, iluminada e colorida vista do céu, mas agora era uma cidade cinza e sem vida tendo como única luz o pôr do sol sobre a cidade. Aquilo realmente apertava o coração de James, pois ele jamais pensou que seria necessário usar o manto de Doutrinador na sua cidade natal, ele não queria isso, mas infelizmente era necessário naquela situação, ele deixa escorrer uma lágrima até que Samuel chega perto dele e diz:

- Eu não sabia que você era do tipo sentimental.

James enxuga a lágrima rapidamente.

- A quanto tempo você tá aí? - perguntou James.

E então Samuel se senta do outro lado da mesa, estando frente a frente com James.

- Não precisa se fazer de durão James, nós dois sabemos o quanto você amava essa cidade antes de sair daqui.

- É lamentável ver isso. Quando eu sai daqui, era uma cidade completamente diferente, o governo corporativo era honesto e organizado, as pessoas tinham um bom padrão de vida, e a felicidade reinava no geral, agora olha só pra isso.

Samuel também olhou pra cidade pela janela.

- De onde eu venho as coisas também são assim.

Nessa hora James se tocou de uma coisa:

- É verdade, você nunca falou muito sobre a sua terra, de onde você é?

- Bom, já que você nunca perguntou antes. Eu sou africano... Na minha terra coisas assim, tipo a fome ou a luta pela sobrevivência é uma coisa completamente normal, ninguém nos vê, ninguém nos ajuda, somos só mais um monte de poeira no mundo.

- Porque você nunca falou comigo sobre isso? Poderíamos dar um jeito na situação de lá, falando com o governo corporativo ou sei lá...

- Não existe um governo corporativo na África, é uma terra sem lei, qualquer um entra e sai da forma que bem entender, e não acham que devem a ninguém. É um verdadeiro inferno, só conseguir sair de lá porque meus pais se sacrificaram pra isso, consegui estudar, me formar, ter uma vida digna e agora estou lutando pelo oque acredito ser o certo, e eu não me importaria de morrer por isso.

James sente um nó na garganta e responde:

- Nós... Poderíamos tentar alguma coisa, nós devíamos...

- Dois homens apenas não podem fazer muita coisa pra salvar um país inteiro, James. Precisamos seguir em frente, e quem sabe no futuro alguém não nos enxerga?

- Eu queria ser como você, é sempre tão carismático e risonho, mesmo sabendo da situação que seu país se encontra...

- A guerra faz o homem, meu amigo... - concluiu Samuel.

- Bom, agora falando de coisa boa, quem era aquela loira no bar, hein?

James sorri, e responde:

- Alguém interessado no produto, eu acho.

- Vai voltar pra oferecer promoção?

- Só se ela aceitar passar o cartão.

Os dois riram.

Um tempo depois, o jato estava se aproximando da pista de pouso, já estava escuro na cidade a esse horário, apenas no aeroporto havia luzes.

Quando o jato pousa, e a porta lateral abre, um homem esperava ali por James e Samuel, os dois desceram e ele os cumprimentou:

- Sejam bem vindo senhores, espero que tenham feito uma viagem tranquila.

- James, esse é Jaime Nogueira, ele é um economista profissional, está aqui para ajudar.

James e Jaime se cumprimentam com um aperto de mãos.

- Pelo seu sotaque você não é daqui certo? - perguntou James.

- Sou brasileiro senhor.

- Ah, um brasileiro? Eu estive pelo Brasil uma ou duas vezes, de que cidade você é?

- Rio de Janeiro.

- Lugar espetacular.

- Você não faz idéia. Então, senhores, me acompanhem até meu escritório, está bem?

Os três seguiram até um galpão ali perto, Jaime abriu a porta do galpão e acendeu as luzes num interruptor ao lado da porta, em seguida entrou James e Samuel, que se impressionaram com o tamanho da tecnologia que havia ali, radares, sensores, e até um armamento bem pesado a disposição.

- Nos dias atuais, quem tem um desses é rei. Oque acharam senhores?

- Você é bom mesmo hein. - expressou Samuel.

- Faço oque posso.

James larga a sua mochila em cima de um puff ali perto e admira toda a tecnologia em volta:

- Com certeza toda essa tecnologia não é daqui também não é?

- No Brasil nós temos um conhecimento bem avançado em tecnologia atualmente, algumas coisas aqui eu trouxe de lá, e outras eu mesmo montei.

James fica impressionado, então ele puxa uma cadeira e se senta.

- Seguindo por aquele corredor é o quarto de vocês. - indicou Jaime.

- Logo vamos nos instalar, mas existem coisas mais urgentes, qual o seu plano Jaime? - perguntou Samuel.

Então Jaime convidou os dois para se sentarem nos sofás de uma mini salinha que havia ali perto, no meio havia uma mesinha com algumas cervejas, James se sentou, mas recusou as cervejas.

- Oque gostaria de tomar então? - perguntou Jaime.

- Um pouco de refrigerante já estaria bom.

Jaime deu uma lata de refrigerante a James e se sentou no sofá, de frente aos dois, e começou a explicar seu plano, com um papel sobre a mesa:

- Eu tenho uma estratégia econômica para salvar o país, porém não tenho a val do presidente da corporação para agir, mesmo o país estando a beira de um colapso.

- E que estratégia seria essa? - perguntou Samuel.

- Eu tenho estudado muito sobre ações importantes e gastos do país nos últimos meses, e cheguei a conclusão de que todo o dinheiro tem sido investido em ações extremamente caras e não tão importantes para a economia, oque quer dizer que temos muitas propriedades que valem bilhões, porém não são aproveitáveis e causam uma tremenda inflação no país, entende?

- Então é tudo uma questão de vender? - perguntou James.

- Não é tão simples assim, porque agora temos os russos na jogada, eles querem implantar uma ação que matará toda a população de baixa renda no país.

James e Samuel ficaram pasmos.

- Mas... espera, como você pode saber de tudo que é informação das corporações se é tudo confidencial? - questionou James.

- Eu só estou aqui porque um dos subordinados do presidente, o Leonid, me convocou, e eu não podia recusar o pedido, se tratando de um país a beira de um colapso.

- Então você tem contatos lá dentro?

- Amanhã vamos nos encontrar com eles. - afirmou Jaime.

- Não sem antes eu fazer um reconhecimento do local. - disse James.

- Tem certeza? A noite as coisas são bem mais caóticas aqui. - avisou Jaime.

- Não teria graça se não fosse assim. - disse James.

- Vou ajeitando nossas malas, e depois vou elaborar algumas coisas... - disse Samuel.

- E eu vou fazer oque faço de melhor, tentar nos manter o mais tranquilo o possível. - concluiu Jaime.

Após um tempo, James estava em cima de um dos prédios do lado de fora do aeroporto, observando as ruas, procurando se havia algum movimento, e então ele avista uma menina e uma mulher sendo cercadas por um grupo de ladrões, James conseguia ouvir os gritos dela de desespero, um dos bandidos disse:

- Ei rapazes, olha a nossa sorte grande, valeu a pena procurar tanto!

James então coloca a sua máscara de gás, estando totalmente trajado de Doutrinador, ele diz pra si próprio:

- Bem vindo ao lar, James...



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