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História Doze - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá, meus amores! A minha querida amiga que me ajudou muito e até mesmo me convidou a escrever uma fanfic maravilhosa com ela, criou uma nova fanfic com uma história incrível e um shipp inovador. Então, depois de ler esse capítulo que eu escrevi com muito carinho, se existir algum momento que vocês estejam com tempo livre, por favor, verifiquem e dêem uma chance a fanfic de Kakasasu, (Kakashi + Sasuke, maiores de idade), da @IkishimaEri ♡ Muito obrigada desde já!

Capítulo 2 - Segundo Café


Ainda naquele final de tarde e começo de noite, apesar de Tobirama ter saído da cafeteria, ele não teria deixado Izuna de lado. Pelo menos, não em sua mente. O trajeto inteiro de volta a sua casa foi feito, enquanto a mente do Senju ia diretamente para o Uchiha deixado no comércio.

A mente do albino refletia a sensação esquisita que tomou conta de si, ao se encontrar próximo ao moreno. Era uma sensação como se ele estivesse reencontrando alguém que já o conhecia, sentindo ter certeza que nunca teria o visto anteriormente. Oque tornava essa sensação mais esquisita era como se o homem de cabelos escuros já lhe conhecesse igualmente, de alguma maneira misteriosa, por ter o visto em seus sonhos com tanta perfeição a ponto de lhe retratar em um belo desenho.

O coração do homem de cabelos grisalhos perguntava quando iria o ver novamente, ansiando para o tremor que o outro causava em seu coração. Ele costumava ser um homem com uma rotina feita, e detestava quando qualquer mínima coisa afetava a sua programação. Contudo, se encontrar com alguém diferente igual Izuna, que fazia o seu coração bater mais rápido, foi um imprevisto maravilhoso que o mesmo esperava que acontecesse mais vezes.

Ao chegar em sua residência, destrancou a porta e a abriu, retirando os seus calçados com os seus pés sob o tapete da porta de entrada e deixando os sapatos com as pontas sendo direcionadas para a rua. Dessa maneira, pôde finalmente adentrar, com os seus sapatos em mãos para colocar no sapateiro. Usou a sua mão livre para fechar a porta e a trancar, já que não esperava por uma visita.

Com a lareira acesa e aquecendo a sua residência, o mesmo se deu a liberdade de jogar o seu corpo em direção ao sofá, o ocupando quase inteiro pela maneira que se sentou largadamente. Fechou os seus olhos por um momento, e nem com os seus olhos fechados conseguiu ver algo surgindo em sua mente que não era envolvido com o dono daquele rabo de cavalo. Isso fez que Tobirama abrisse os seus olhos, retirando a peça de vestimenta que o protegia do frio de Konoha e a colocasse ao seu lado no sofá, de uma maneira que ele pudesse pegar o papel dobrado no bolso da vestimenta.

Desdobrando o papel, fitou mais uma vez aquele desenho que era como se o Uchiha tivesse o olhado, e o desenhado. Contudo, teria sido impossível dele desenhar na frente do albino, sem que ele percebesse. Nem ao menos teria motivo para o mesmo mentir, e fazer uma brincadeira de mal gosto.

"Ele sonhou comigo?", o homem de cabelos grisalhos e espetados se perguntou. Um sorriso de canto se formou nos seus lábios, em pensar daquela maneira. O homem mais baixo não sabia quem era aquele homem que aparecia nos seus sonhos anteriormente, todavia era ele. Agora, fazia sentido o motivo das risadas alheias, era uma situação realmente um tanto quanto peculiar.

Tobirama passou a noite inteira pensando nele.

(...)

O Senju tentou retornar normalmente a sua rotina, tentando ignorar o fato que, diariamente, os seus pensamentos se voltavam para o homem que ele teria conhecido. Todas as noites, ele poderia perder o sono, pensando na hipótese de nunca mais o veria. O mesmo não tinha alguma religião, contudo era capaz de rezar para pedir que o moreno aparecesse mais uma vez.

No dia dezoito de dezembro, o albino foi visitar a sua cafeteria favorita. Normalmente, ele fazia isso apenas porque gostava do ambiente. O estabelecimento era pequeno, simples e aconchegante. Nunca tinham muitas pessoas, ou muito barulho. Então, depois de sua própria residência, aquele era um dos seus lugares favoritos. Sem contar o ótimo café que era feito no local, que tinha um sabor diferente por ser café vindo diretamente de uma plantação de café. Contudo, dessa vez, os motivos citados não eram os únicos motivos para Tobirama se encontrar no comércio.

O homem albino já se encontrava na sua segunda xícara de café, e já chegara no estabelecimento comercial já faziam vinte e cinco minutos. Ele não parava de olhar para o relógio na parede, e até mesmo a balconista percebeu a maneira agitada daquele que tinha cabelos grisalhos e nunca aparentava se encontrar ansioso ou qualquer outro sentimento semelhante. No momento que o homem de cabelos brancos naturais teria bebido um gole de sua segunda xícara de café, ele escutou o barulho do sino indicando que teria chegado um novo cliente ao abrir a porta, e rapidamente a sua cabeça virou para aquela direção.

Era Izuna. O Uchiha, no exato momento que entrou no estabelecimento, olhou para o Senju que se encontrava o olhando. Ele nem ao menos imaginava que estaria sendo aguardado, contudo, se surpreendeu por ver o homem, e o olhando por algum motivo desconhecido para si.

— Tobirama! — Ele chamou o nome alheio, enquanto o que teria sido chamado de uma maneira adorável teria que fingir que não sentiu o seu coração falhar uma batida.

— Olá. — Tobirama o cumprimentou, ele e a balconista teriam feito uma reverência para o homem que teria acabado de chegar.

— Eu não esperava ver você aqui... — Izuna comentou, após já ter retribuído ambas as reverências.

A porta já teria sido fechada, permitindo que os dois homens retornassem para aquela atmosfera que era criada no momento que eles se encontravam na companhia um do outro. Era como se aquela cafeteria se tornasse o mundo deles, por um momento.

O homem de cabelos compridos se aproximou do mesmo banco próximo de Tobirama da última vez, se sentando e olhando para a balconista que o recebia com um sorriso.

— Um café, por favor. — Ele pediu, e a mulher foi preparar a xícara de café fresco e aquecido para o dono do belo rabo de cavalo.

Após a balconista se afastar, os olhos escuros de Izuna se direcionaram para Tobirama, e um sorriso se formou nos seus lábios. Ele era uma pessoa complicada de decifrar, e por mais que o Senju deteste coisas complicadas sem motivo, isso conseguia o interessar ainda mais. O albino não conseguia imaginar oque se passava na mente alheia para o mesmo o olhar daquela maneira, ou direcionar um sorriso a ele.

— Então, você vem aqui todas as sextas-feiras... — Ele disse, sem nem ao menos precisar de uma confirmação porque era possível de ver no brilho do seu olhar.

— Você veio aqui hoje apenas para me ver? — O homem de cabelos grisalhos perguntou, sem nenhuma vergonha, e direcionando o olhar para a xícara de café que foi bebericada.

— Talvez. — O mesmo respondeu, permitindo que algumas risadas escapassem. — Mas, eu tenho direito de fazer isso.

O para de olhos avermelhados se direcionou para o Uchiha que pareceu ter se sentido satisfeito por receber a atenção alheia, fazendo ambos se entreolharem.

— Eu sonho com você, e finalmente sei quem você é... Apesar de eu não compreender o motivo de eu sonhar com você. — O olhar do moreno abaixou, apesar de ser possível de perceber que ele não teria mudado a sua expressão.


— Faz muito tempo que isso acontece? — O homem mais velho perguntou, olhando de soslaio para o homem ao seu lado.

— Mais ou menos. — Ele pareceu ter respondido de uma maneira sincera, enquanto olhava para as suas pequenas e delicadas mãos em cima de seu colo que mexiam uma com a outra.

"Talvez ele faça isso quando está nervoso.", Tobirama pensou, sem poder evitar prestar atenção nas atitudes alheias ou perceber os seus hábitos.

— A minha maior pergunta é porquê. — O mesmo continuou a sua frase. — Por que você, sendo que nos vimos pela primeira vez semana passada?

— Porque, nós já nos conhecemos antes. — O mais alto respondeu à pergunta que era quase retórica, recebendo um olhar surpreso e uma expressão embasbacada.

— Você também sente isso? — O outro perguntou, insinuando que igualmente já sentira como se eles conhecessem de algum outro lugar.

Ou de outra vida.

A balconista retornou, pousando uma xícara de café aquecido na frente de Izuna que agradeceu e fez uma reverência. Em seguida, colocou um pouco mais de açúcar e bebeu.

— Desde quando você desenha? — Tobirama perguntou, após a mulher que trabalhava no estabelecimento se afastar, tentando retornar a conversar com o moreno ao seu lado.

Isso era estranho, ele nunca fazia questão de conversar com as outras pessoas. Muito pelo ao contrário, o mesmo sempre evitava incentivar alguém que iria iniciar uma conversa. Então, por quê? Por que com ele?

— Desde sempre. — Respondeu, com toda a sinceridade. — Eu sempre gostei de desenhar, e quando eu sonhei com você, eu fiquei pensando em você. Então, acabei o desenhando.

O Senju albino sentiu que viria mais coisa do Uchiha, fazendo que o seu olhar sério se direcionasse para o homem pequeno e moreno ao seu lado, após ter bebido mais um gole de seu café.

— Se você me deixasse, eu pelo menos nunca iria me esquecer de você... — Ao dizer tais palavras, os olhos ônix encararam firmemente os olhos a sua frente. — Por você ser uma ilusão de minha mente, você poderia desaparecer há qualquer momento. E, eu não queria me esquecer de como você era.

"Eu nunca iria lhe deixar, Izuna.", involuntariamente, esses foram os pensamentos de Tobirama que quase infartou ao perceber a maneira que era observado, e o seu estado piorou ao perceber oque teria pensado por vontade própria. De alguma maneira, foi como se o pequeno Uchiha tivesse escutado os seus pensamentos, e o Senju percebeu isso, a ponto de se desesperar levemente e tentar dizer algo.

— Eu sou tão importante assim para você? — Ele perguntou um de seus vários questionamentos, apesar dele, nitidamente, não desejar perguntar aquilo e sim, dizer que nunca iria permitir que o outro se esquecesse dele.

— Tobirama, você me salvou. — As palavras vindas dos lábios avermelhados e inchados vieram com tanta convicção e agilidade que o mais velho não conseguiu questionar da credibilidade daquela frase.

Aquilo era realmente oque o mais novo sentia. Era possível de perceber, porque até mesmo o seu corpo manifestava certa linguagem corporal. O homem mais alto e forte nunca se interessou por compreender as pessoas, ou coisa do tipo. Contudo, conseguia facilmente perceber certas coisas naquele corpo magro em sua frente, e de alguma maneira, ele conseguia saber que aquilo era oque o outro realmente sentia.

— Eu sempre vou lhe salvar. — A sua mente tinha perfeita consciência de que ele não deveria ter dito tal sentença, contudo o seu coração disse outra coisa, e pela primeira vez, Tobirama teria escutado o seu coração em vez de sua mente.

O Senju preferia escolher oque o seu coração sentia por Izuna, do que escolher o lógico que a sua mente deduzia.

Um brilho diferente surgiu nos olhos do Uchiha, e a sua boca abria e fechava, tentando encontrar palavras que nunca apareceram.

— Até, Izuna. — O Senju colocou o dinheiro sob o balcão, ao lado da xícara de café vazia que foi pousada sob o conteúdo por precaução.

Talvez, deixar o pequeno moreno na cafeteria, surpreso com as suas frases seria algo muito bom para acrescentar em sua rotina.



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