História Doze ou Treze? - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 859
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Primeiro e único capítulo


Fanfic / Fanfiction Doze ou Treze? - Capítulo 1 - Primeiro e único capítulo

 Doze anos. Era a idade que eu tinha quando conheci ele.
           Doze anos... Seria mesmo doze ou treze? O tempo pode ser um tanto quanto traiçoeiro nesse sentido. Ok, pode ter sido perto do aniversário de treze.
           Tudo começou em um parque aquático. Eu estava maravilhado com aquele tanto de homem de sunga. Toda minha família se divertia na água, nos brinquedos, nos tobogãs e eu só queria olhar os machos. Bem da verdade fugi dos conhecidos e passei metade do dia tomando banho no vestiário. Não era um vestiário qualquer, era aberto e dava para ter uma visão ampla da beleza masculina.
           E foi lá que conheci o tal. Tímido que eu era disfarçava o máximo que podia qualquer olhar. Mas ele me olhava, tanto que poderia assustar se eu não me sentisse tão necessitado. Olhava e não parava de apertar o pau na sunga.

Fingi não notar. Saí do vestiário e passeei pelo lugar. Era um lugar muito bonito, com uma enorme reserva florestal.

Droga, tô apertado, pensei. Mas por sorte tinha um banheiro por perto.
          Entrei, parei.  Meu Deus, eu sou muito feio. Enorme para a idade que eu tinha e não era em altura. Havia um espelho enorme no banheiro e olhei tanto que quase esqueci que estava apertado. Quase esqueci que...

É ele. E lá estava o homem do vestiário. O olhar dizia tudo. E o meu deve ter me traído pois ele avançou sem derramar uma palavra. E antes que alguém entrasse no banheiro, ele pôs o pau para fora. Avancei e toquei naquele cacete. Era pequeno, porém grosso e mal cabia na minha boca, mas comecei a masturbá-lo, algo em mim implorava por isso. Deixei que me beijasse. A boca dele era seca e tinha um sabor ainda mais seco, mas não parei. E deixei meu pau livre para ele, que se agachou e o chupou sem constrangimentos.
         Ouvi algum barulho. Lembrei-me do risco a que estávamos expostos.
         – Calma, não é ninguém – disse ele.
         – Mas a gente devia sair daqui, né?
          Peguei a mão dele e andamos juntos pelo parque.
       – Nossa que loucura! Queria poder vir aqui mais vezes. Você mora perto daqui? Podia me levar pra sua casa. Seria bem melhor.
        – Daqui pra minha casa não demora mais de vinte minutos, garoto.

Novamente me envergonhei. Mas respirei fundo.
            – Então vamos!... Aqui não tem como fazer nada.
           – Sei. Quantos anos você tem?
           – Ah, você primeiro.
          – Vinte e sete.
         Parecia ter quarenta.
         ​– Legal... ahnn... Eu tenho treze.
         – Eu te achei muito gostoso, garoto.  Cadê sua família?
         – Eles nem vão notar minha falta. E eu sei como achar eles. Também sei o caminho de casa, sabe. É fácil, é só pegar aquele ônibus amarelo grande. Mas eu não quero ficar aqui. Se for pra gente... hmm... é... transar... é melhor numa cama eu acho. E eu moro longe daqui. Você me levaria pra casa.
         – Não sei. Vou anotar meu número e te passar, a gente vai se conversando... Você é muito gostoso, garoto.
        Sorri envergonhado.  Até então nada daquilo me parecia estranho. Seria minha visão inocente do mundo?
        Aquele dia trocamos nomes. Mas qual a necessidade de revelá-los? Eu sequer lembraria qual o dele. 
       Foi quando ele me guiou até a floresta. Tive muitos medos, mas segui. Medo que houvesse animais que nos atacassem. Medo de pessoas guardando o lugar. Medo de me perder. Medo que fosse alguma armadilha. Medo de ter medo. Mas segui...
    Em determinado ponto tudo que se via eram árvores. Olhei para trás, boquiaberto; todo o parque desapareceu, e junto dele se foi a vista da cidade, das pessoas e nem mesmo o céu se via. Era como se eu entrasse em um sonho.
      Ele pegou na minha mão e me levou de volta a realidade. Paramos em determinado momento. Ele estava duro de novo e pedindo que eu o fodesse. Eu tentei, mas senti como se fossemos duas crianças em um “troca-troca”; nada realmente entrava. Era só um faz de conta. E quando eu pensei que não podia ficar ainda mais ridículo, ele começou a falar putarias enquanto batia punheta e me pedia em uma voz calma mas nada paciente que eu gozasse logo. Mas eu estava mole e só queria ir embora.
         – Me solta! – gritei.
        Mas ele me tocava tanto que me enojava e eu queria gritar ainda mais alto. Olhei para ele e senti como se o visse pela primeira vez. Onde eu estava com a cabeça em aceitar sair com aquele homem? Além de feio podia ser meu pai. E eu podia estar morto. Pensei na minha família. Senti as lágrimas surgirem e dei o máximo de mim para secá-las.
      Mas então veio aquele sorriso... me lembrei dos meus piores pesadelos. Em um impulso frenético que eu não saberia explicar, peguei no pau dele, apenas pra distraí-lo. Depois o empurrei e saí correndo. Olhei para trás só uma vez; ele continuava sorrindo e batendo punheta. Tive que pular diversos troncos caídos e por muitas vezes quase tropecei. Eu me sentia descendo um morro. Pareceu demorar uma eternidade mas finalmente vi a luz do dia, e as pessoas andando pelo parque. Foi como nascer de novo.

 



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