História Draco Dormiens Nunquam Titillandus - Capítulo 4


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Palavras 4.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nos vemos lá em baixo.

Capítulo 4 - 4


Fanfic / Fanfiction Draco Dormiens Nunquam Titillandus - Capítulo 4 - 4

Capitulo 4 - A grandeza inspira a inveja, a inveja engendra o despeito, o despeito produz a mentira

Harry descobriu quem seria seu professor de defesa assim que entrou na única cabine livre que achou. Remus Lupim era o que dizia a maleta do homem que fingia dormir durante metade da viagem e por isso Harry foi lendo. Ainda faltava cerca de uma hora para a chegada a Hogwarts quando o trem parou e um frio intenso se fez.

Os dementadores entraram no trem e Lupin finalmente resolveu acordar e saiu dizendo que procuraria Charlus deixando Harry sozinho. O frio se intensificou, e mesmo com a porta trancada, o dementador entrou em seu compartimento e de repente ele estava em um quarto, um homem de capuz apontou a varinha para si e depois a luz verde veio em sua direção e ele acordou na enfermaria da escola com a informação de que fora ele o sobrevivente daquela noite, deixando-o ainda mais decidido a sumir no mundo.

Saiu da cama antes que madame Pomfrey aparecesse, ainda eram seis horas da manhã, então não havia ninguém nos corredores. Ele foi ao dormitório, o qual só conseguiu entrar graças a seu pequeno talento, perder o jantar de ontem o fez perder a senha da porta.

Ele tomou banho rápido e com os resultados dos NOM’s em mão foi ao seu chefe de casa. Bateu a orta e esperou até um entre foi dito e ele passou cuidadosamente pela porta parando em frente ao homem.

– Não são nem sete da manhã Potter, o que quer aqui?

– Eu vim lhe entregar isso professor – ele passou os resultados ao homem que leu e ficou surpreso.

– O senhor quer mesmo que eu acredite que fez isso? – A voz do homem zombava dele.

– Eu fiz a prova no ministério. – Harry não demonstrou nenhuma emoção em seu rosto e Snape olhou novamente para o papel, vendo todas as marcas e assinaturas ministeriais que comprovavam que era verdadeiro.

– Você quebrou os recordes de poções, transfiguração e defesa. – Harry apenas ficou trocando o peso de seu corpo de uma perna para outra.

– Eu sei senhor.

– Aqui diz que você deverá entrar no sexto ano. – O homem se levantou – Venha comigo. – Eles foram até o escritório de Diretor, e Harry precisou se conter ao ouvir o professor mais estóico dizer a senha “jujuba de maçã”. Eles subiram as escadas e entraram após a autorização.

– Severus, o que faz aqui tão cedo? Aconteceu algo?

– Olhe isso! – Harry viu quando a surpresa apareceu no rosto enrugado do homem.

– Isso não é possível! – Dumbledore se dirigiu a lareira e chamou pelos Potter que rapidamente apareceram.

– O que ele fez Diretor? – A mulher ruiva falou olhando com raiva para o menino.

– Por que não me disseram que ele iria fazer os NOM’s? – O homem disse sorridente – Eu poderia tê-lo ajudado.

– Como é que é? Do que está falando? Ele não tem idade pra fazer o NOM’s dele.

– Mas ele fez! – O homem disse entregando o resultado aos pais da criança.

– Ele com certeza colou, não tem como ele ter passado com onze O’s. – James zombou – Aposto que ele está fazendo isso só pra chamar atenção. – Ele se virou pra Harry – Seu irmão correndo perigo para salvar sua vida inútil e você o humilha desse jeito – Harry não se importou com a fala do homem, a única emoção que demonstrou foi surpresa quando Severus Snape o defendeu.

– O pirralho não estuda e a culpa é de Harry?

– Ele não tem como estudar direito com Voldemort o seguindo! – James idiota Potter falou.

– Engraçado, seu amigo lobisomem era um dos melhores da turma! Não jogue a culpa da incompetência de seu filho mais novo nos outros. – Ele então se virou para diretor – Ele precisa se inscrever nas aulas do sexto ano.

– Primeiro eu vou conferir com o ministério, até lá ele pode assistir as aulas com o terceiro ano.

– Até lá ele vai assistir com o sexto ano! – Severus foi firme, – Esse carimbo é o selo do ministério e não pode ser falsificado. – Dando-se por vencido, o velho diretor passou os documentos para Severus preencher.

– Você sabe qual a profissão quer seguir Potter? – O homem perguntou a criança, mas quem respondeu foi o adulto.

– É óbvio que ele será auror, todos os Potter são aurores.

– Eu ainda não sei professor, – Harry respondeu bem baixinho – Eu gostaria de manter todas as aulas exceto estudo de trouxas.

– Muito bem.

– Como assim você não sabe? Você vai ser auror, já basta a desgraça de não ser grifinório como todos os Potter e esposas.

– Sua mãe era Sonserina – O menino disse com petulância deixando o homem mais velho irritado.

– James, vamos ao ministério saber se tudo está certo com a documentação de Harry. – Ambos os homens passaram pela lareira.

– A surra que levou não foi o suficiente pelo jeito, quando voltar para casa você não sabe o que te aguarda! – Lily então passou pela lareira.

– Surra? Eles te bateram?

– Não se importe com isso, eu não me importo.

– Me diga agora Potter! – O homem ordenou.

– Do que isso te interessa? Você não gosta de mim, então não finja que se importa.

– Você é um dos meus alunos, óbvio que me importo.

– E o que vai fazer? Denunciá-los? – Harry agora estava com raiva – Sabe o que acontece depois disso? Nada, por que ninguém vai acreditar em mim ou mesmo fazer algo contra eles e depois sou eu que voltarei para aquela casa e sofrer as consequências. – Severus olhou para a criança, e em silêncio terminou de preencher os papeis. Eles esperaram até que Dumbledore e Potter voltassem, o qual aconteceu apenas dois minutos depois.

– Muito bem Harry – O diretor disse sorridente, – Suas notas foram incríveis! Você sabia que os recordes que você quebrou foram o meu, o de Severus e de um menino que estudou aqui a cinquenta anos?

– Não senhor.

– Você também empatou com o professor Flitwick. Isso é incrível! – O homem então colocou a máscara de avó – No entanto, você é muito novo para fazer o sexto ano. Você precisar ficar com seus amigos!

– Eu não tenho amigos senhor. – Ele disse e professor de poções disse ao mesmo tempo.

– Ele estará no sexto ano Albus, não tente modificar isso. – Severus olhava seriamente para o diretor que se deu por vencido. – Está tudo certo aqui – ele fez uma cópia dos papéis e entregou ao diretor. – Vou entregar o original a Minerva, já que é ela que cuida das matrículas – e saiu, mas não sem antes de arrastar a criança consigo.

Eles caminharam até o escritório da professora de Transfiguração em silêncio. Já no local, Severus explicou a situação e garantiu que tudo estivesse certo antes de puxar o menino até seu escritório.

– Preciso mesmo estar aqui professor?

– Sim, eu quero saber sobre sua vida em casa.

– De novo esse assunto?

– O senhor tem duas opções, ou me conta agora ou eu irei te dar detenções em todos os seus tempos livres. – Ele pegou no ponto fraco de Harry. Detenção significa tempo a menos para estudar e ele tinha NIEM’s para concluir. Antes que decidisse, o estômago de Harry fez barulho – Esteja aqui depois do jantar. – O homem abriu a gaveta de sua mesa e retirou dois papéis. – Senhas do ano e seus novos horários – Ele disse simplesmente. O menino se levantou e saiu da sala voltado para seu quarto.

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Durante o almoço todos já sabiam da novidade e olhavam e apontavam para Harry, e isso o deixou apavorado. Primeiro por que ele não estava acostumado, segundo por que os alunos o invejavam e tentaram ataca-lo, como para demonstrar que ele não era bom o suficiente para estar no sexto ano antes do tempo, e isso o fez se isolar ainda mais.

Depois do jantar ele se dirigiu ao escritório do seu chefe de casa, o mesmo estava dando uma detenção para Charlus que foi pego saindo da floresta proibida.

– O que está fazendo aqui nerd? – Charlus perguntou, porém quem respondeu foi o professor.

– Menos 20 pontos da Grifinória por ofender um colega. – Com isso Charlus voltou a trabalhar.

– Por que você ainda perde tempo retirando ponto deles? – Harry perguntou calmamente – Você sabe que no final do ano Dumbledore vai roubar a taça das casas pra eles novamente. – Charlus exclamou em revolta, mas ficou quieto com o olhar do professor em si.

Severus puxou a criança para o escritório privado e fechou a porta.

– Os Potter sempre batem em você?

– Não, só foram duas vezes.

– Qual motivo?

– Eu estar em primeiro lugar e ser melhor que Charlus.

– Por que eu tenho a impressão de que a surra não foi a única coisa que fizeram. – Harry deu de ombros.

– Eu fui criado pela minha tia Petúnia, na verdade só os conheci no verão antes de Hogwarts.

- Petúnia? Eles são loucos? Petúnia é...

- Justa! – Cortou Harry – Acho que essa é uma boa definição para minha tia. Ela não era do tipo maternal, mas se separou do marido quando ele me bateu por fazer magia acidental. Apesar de não ser carinhosa comigo ela não me criou de forma diferente do meu primo.

– E depois disso?

– Quando eu cheguei nos Potter eles me deixaram ficar em apenas três lugares da casa, a biblioteca, a cozinha e meu quarto. Só conheci Charlus no dia seguinte ao meu aniversário de onze por que eles entraram na cozinha, coisa que nunca fazem.

– Por que não quer denunciá-los?

– Senhor, sinceramente? Eu não me importo, vou estar longe em breve.

– Não é a primeira vez que diz isso, pra onde vai?

– Quero um juramento de bruxo primeiro. – O homem olhou para a criança antes de finalmente ceder.

– Eu, Severus Tobias Snape, juro por minha magia que não contarei nada do que Harry Potter me disser.

– Esse teu juramento tem falhas, eu quero que você faça um que diga que você não dirá a ninguém sobre o que eu já disse aqui e no escritório do diretor. – Severus assim fez.

– Agora me diga onde vai.

– Eu pensei na Austrália. Mas primeiro quero ter masteries nos cinco assuntos principais.

– Com que dinheiro você faria isso?

– O senhor soube que Sirius Black vendeu a mansão Black ano passado.

– Sim, os jornais disseram que ele vendeu por um preço muito baixo. O que isso tem a ver?

– As regras da mansão Black dizem que só é possível vender para que tem sangue Black direto, e quando eu era um bebê, Sirius adotou a mim e meu irmão por sangue, nos tornando seu Herdeiro Direto. E bem, eu comprei!

– Você quer que eu acredite que comprou uma casa por 780 mil galeões? De onde tirou dinheiro?

– Isso é bem fácil de explicar... – Então Harry contou sobre suas formas de conseguir dinheiro no mundo bruxo e trouxa, omitindo claro, os 7 milhões que conseguiu vendendo o veneno de Basilísco.

– Isso é impressionante, mas ainda acha que vale a pena? Pelo que ouvi a casa estava em estado deplorável.

– Outra regra da família Black, se o lorde tentar vender as propriedades, como castigo, todo o dinheiro seria voltado para o Herdeiro mais velho.

– Você então não gastou um knut nela – Severus deu um sorriso de lado – Muito inteligente. Mas Black não irá desconfiar se o dinheiro não for para ele?

– Black provavelmente não sabe dessa regra, então ele provavelmente acha que o dinheiro está no cofre Potter.

– Eu pagaria para ver a reação dele.

– Em breve ele não será o único que você gostará de estar perto.

– Por que diz isso?

– Sabe por que fiz os NOM’s antes? – Severus negou – Por que ele é um requisito para validar minha emancipação perante ao ministério.

– E os Potter não sabem disso, mas sinto que isso não é tudo. – Severus afirmou e Harry bufou.

– Claro que não! Quando alguém da família Potter se tornar maior de idade ou emancipado, ele deve fazer um teste de herança e verificar se pode ocupar o cargo de Peverell, caso aconteça ele se tornará o chefe da Casa.

– Você não fez? – Severus gargalhou e isso soou estranho ao menino a sua frente. – Tem razão, quero estar ao lado deles.

– Eu também queria, mas pretendo estar muito longe quando isso ocorrer.

– Agora vamos falar do seus masteries, tem certeza desses cinco?

– Eu quero aprender e descobrir o mundo. Esses são os básicos, para pelo menor escrever livros que ajudaram a melhorar o ensino.

– Posso lhe oferecer o de Poção.

– Por mais que seja tentador, não posso aceitar. Sei que você foi espião na guerra e não sei pra quem você realmente trabalha. E não confio em ninguém tão próximo de Dumbledore.

– Tudo bem. Vamos pensar nisso depois, você pode ir. – Harry se levantou e quando estava perto da porta Severus o chamou – Quando for se defender, se abstenha dos feitiços de corte e queima, pode ser perigoso, aquele pra quebrar osso que você usou em Torfin pode usar livremente. – Harry somente saiu sorrindo pela primeira vez em muitos anos.

----oOo----

Esse ano as aulas de defesas foram terrivelmente incômodas. Lupin o olhava o tempo todo, mas nunca falou com ele. E isso estava o deixando irritado.

Mas, fora os olhares indignados de alguns que ainda não se conformavam com a sua colocação no sexto ano e os olhares de Lupin, ele teve um ano tranquilo e conseguiu estudar o conteúdo do sexto e sétimo ano. Severus foi uma grande ajuda em seus estudos também.

Perto do Halloween ele estava na sala de adivinhações quando ouviu as palavras proféticas da professora, e por isso ele soube que a guerra estouraria em breve. Pedro Pettigrew fora visto no povoado e dentro de Hogwarts e por isso as visitas estavam temporariamente canceladas, não que Harry estivesse chateado, ele não tinha autorização para ir mesmo.

Ao final do ano, Pedro foi capturado, mas fugiu antes que os aurores chegasse, mas esse não foi a única novidade do ano, alguém descobriu o segredo de Lupin e o conselho fez Dumbledore o demitir.

Na estação de Londres Harry viu seus pais, mas eles aparataram sem ele, coisa que o fez agradecer mentalmente por não terem o visto. Ele saiu da estação e fez sinal para o noitibus para Peverell Manor. Com a casa habitável, ele seguiu estudando, seus NIEM’s estavam chegando.

O dia seguinte de seu retorno de Hogwarts, foi o dia que Harry se permite chorar pela primeira em muito tempo. Seu choro era de raiva, ele queria matar Dumbledore. O velho cretino conseguiu aprovar uma lei que só permitiria fazer o NIEM’s dois anos após os NOM’s.

Harry respirou fundo e decidiu seguir estudando, mas com calma dessa vez. Ele também aproveitou para fazer algo que nunca fez antes, visitou os pontos turísticos de Londres e até mesmo foi a praia, chamando sua tia e primo para ir junto. Na primeira semana de férias os resultados das colocações chegaram, ele foi o primeiro da turma como sempre, mas não tinha como dizer de seu irmão.

Dois dias depois do resultado ele recebeu duas cartas, a primeira de Gringotts e a segunda do professor Snape. A de Gringotts o fez rir até sua barriga doer e ele ficar se ar, a carta informava que os Potter fecharam o cofre que lhe deram, e Harry agradeceu a Merlin a idéia de deixar o cofre ativo.

A segunda, no entanto, foi surpreendente, o professor dizia que Lupin o procurava, mas que o mesmo não podia falar pois no início do ano letivo os Potter fizeram uma ordem de restrição para ele em seu nome. Portanto, o lobo, não podia falar com Harry fora as aulas, nem aplicar qualquer detenção, não que quebrasse as regras para merecer alguma.

Por isso ele escreveu para Severus e Lupin marcando encontro com ambos os Homens na praça em frete ao Peverell Manor. O encontro ocorreu no dia seguinte, próximo ao pôr do sol, Lupin agarrou Harry o retirando do chão ao ponto que suas costelas doeram.

- Você nunca se perguntou quem era seu ajudante anônimo? – Remus perguntou enquanto ele colocava o chá para fazer.

- As vezes, ainda não acredito que era você! Quer dizer, por que você faria isso?

- James e Sirius eram meus melhores amigos na escola – O homem suspirou tristemente – eles mudaram e quando Dumbledore os mandou se livrar de você, James e Lily estavam decidido a te mandar para sua tia eu fui até ela. – Lupim hesitou – Ela não ia ficar com você, mas eu sabia que iriam força-la então fiz algo.

- O que você fez? – Que tirou Harry não gostando nada daquilo

- Eu fiz ela tomar poção de sugestão, não me olhe assim Harry, a única a coisa que fiz foi fazer ela te tratar com justiça e sempre pensar que poderia ser o filho dela. Não queria fazê-la gostar de você por causa da poção.

- Isso não me deixa mais aliviado! – Gritou Harry.

- Eu só fiz isso até os seus três anos. – Remus disse como um mantra desculpa.

- Depois que ela se separou?

- Antes, eu fiz pequenos testes pra ver se ela continuaria com a atitude mesmo sem a poção e no dia que aquele homem te espancou eu ia dar outra dose mais fraca, mas ela reagiu sem a poção então nunca mais fiz.

- Isso é uma merda – Harry disse e bagunçou os cabelos nervosamente incomodado.

- Era a única forma de garantir que você estivesse bem.

- Petúnia era uma pessoa horrível Potter – Severus disse – Provavelmente você teria uma vida horrível se Lupim não tivesse feito isso.

- Como pode ter certeza?

- Conheci Petúnia quando jovem, a maior alegria dela era chamar a mim e Lily de aberração e tacar pedras na gente. – Severus disse concordando com o lobisomem.

- Ela poderia ter mudado!

- Quando eu disse quem era, ela me chamou de aberração Harry – Lupim voltou a dizer – Harry acredita em mim. – Harry esfregou as têmporas e depois serviu o chá. – há outra coisa que preciso falar com você.

- Sim.

- Charlus – O homem suspirou e colocou um ponto interessante sobre o irmão. Lupin disse que ele dera sorte, ser abandonado foi a melhor coisa a que lhe ocorreu, seu irmão tinha marcas de cinto nas costas. Harry realmente não quis acreditar, pois por diversas vezes ele viu Lily e James darem a seu irmão tudo o que queria e isso foi o que ele viu apenas nos verões, mas Lupin alertou para algo.

– Aquilo era sempre um cala a boca. Eles batiam nele, e no dia seguinte fazia algo que ele queria. Viagens, presentes e etc... – Lupin suspirou e colocou o a xícara sobre a mesa – Você sabia que seu irmão odeia quadribol? Ele foi forçado a entrar no time e ser o melhor.

Isso deu uma luz nova sobre seu gêmeo, mas Harry precisava pensar nele primeiro. Suspirando ele garantiu a Lupin que tentaria algo, só não sabia o que.

LILY

Lily dividida em seus sentimentos por Remus. Ela sabia que o lobisomem tinha todo o direito de estar chateado com eles, mas ela sentia falta de conversas inteligentes com o homem, por isso ela o convidou para ir até a mansão no dia do aniversário de Charlus.

No dia 31 apenas o presente de Remus para Harry e Charlus chegou, ela deu de ombros, entregou os presentes para Charlus, e terminou de se arrumar para a festa.

----oOo----

Duas semanas antes de Hogwarts Dumbledore os chamou, Pedro foi visto aos arredores de Hogwarts e o ministro enviou dementadores a escola.

– Lupin, eu gostaria que fosse no trem. – Lupin assentiu e quando terminaram a reunião, Lily tentou puxar assunto, mas a única coisa que Remus perguntou foi sobre os meninos.

– Charlus está bem.

– E Harry? – Lily deu de ombros.

– Deixa eu adivinhar, você não sabe! – Remus estava com raiva – Eu sabia que não devia ter ido embora sem meu filhote.

– Ele não é seu filho.

– É, nem o de vocês pelo visto. Pelo menos eu vou ter o resto do ano para recuperar o que eu perdi dele.

– Remus – Dumbledore chamou – Eu já ia me esquecendo, eu gostaria que ensinasse o Patronus para Charlus.

– Só para ele?

– Harry não é importante – Quem disso isso foi James e Remus quis muito soca-lo.

– Acho que sou eu quem decido isso! – o sarcasmo escorria em ondas de Remus.

– Não se eu proibir – James deu um sorriso maldoso e Lily ficou sem entender. Dois dias depois ele apareceu com um documento para ela assinar, era uma ordem de restrição para Lupin. Lily apenas deu de ombros e assinou.

----oOo----

Lily carregou James e Sirius a umas férias improvisadas enquanto despachava Charlus para os Weasleys. Uma pena que eles só puderam aproveitar três dias. Eles viram Remus na estação, mas o mesmo não falou com eles.

Foi no dia seguinte que eles receberam a notícia que o filho inútil tinha sido atacado por dementadores e que infelizmente continuava vivo. Mas logo eles foram chamados a Hogwarts, o filho inútil estava tentado se mostrar. Como ela queria quebrar o pescoço do moleque.

Enquanto James e Dumbledore foram ao ministério acabar com a mentira do pirralho ela voltou para casa. Meia hora depois James trouxe a notícia de que o pirralho realmente havia passado em seus NOM’s, mas que Dumbledore iria tentar conseguir uma lei para impedir que o menino fizesse os NIEM’s no ano seguinte.

– Eu não entendo, por que não deixar fazer isso logo? Assim nos livramos dele mais rápido.

– Albus disse que caso Voldemort volte iríamos precisar do menino para terminar a profecia.

– Se Charlus foi quem derrotou, por que precisar dele?

– Por que Dumbledore acredita que pode ter sido os dois.

– Isso é novidade. – Lily estava confusa – Mas não importa, precisamos dar uma lição no menino.

O ano passou muito lentamente e no final do ano algum auror estúpido deixou Pettigrew fugir, mas fora essa notícia a única coisa boa foi que a lei que Dumbledore queria aprovar passou e agora o piralho teria mais um ano de escola.

-----oOo-----

JAMES

Lupin estava de volta e ele não gostava disso, principalmente por que ele sabia que Sirius ainda amava o lobo e mesmo com tudo o que fez, ele não conseguia Sírius por completo. Por isso, ele ficou muito feliz em fazer uma ordem de restrição em nome de Harry quando o lobo o desafiou. Ele também pensou em uma pequena vingança contra o homem, mas infelizmente ele teria que deixar passar o ano.

Ele estava ficando com raiva de Sirius quando o mesmo não estava indo a sua casa, por isso agradeceu internamente a Lily pelas férias improvisadas. Mas como tudo o que é bom dura pouco, eles tiveram que voltar para bancar os pais orgulhosos do menino que sobreviveu.

Ele sempre teve notícia de algo acontecendo no Halloween, mas no dia seguinte era um recorde. Ele pensou que tivesse sido Charlus a fazer algo, no entanto o pirralho inútil resolveu brincar com Dementadores. Ele não se importou, mas o fato dele ter que ir a Hogwarts e depois ao ministério por conta do menino o deixou irado. Ele queria muito matar o moleque, mas Dumbledore insistia que ele ainda seria útil na guerra.

A lei que Dumbledore propôs, lhe dava mais um ano com o menino e ele não estava feliz, por isso vibrou quando os resultados chegaram. Ele tinha que admitir que o menino era muito inteligente, ele ficou não só em primeiro do ano, como ficou em primeiro na escola inteira, mas claro, isso lhe deu motivo para surrar o menino novamente.

Antes de ir até o quarto do menino, ele abriu os resultados de Charlus, finalmente ele fez jus a seu dinheiro, ele estava em quarto lugar. Ele iria se safar dessa vez, até por que ele tinha Harry para isso. Ele foi sorrindo até o quarto do inútil, mas não o encontrou. Tudo o que viu foi um quarto estéreo, somente cama e guarda roupas, ele sabia que a criança possuía livros e outras coisas, mas nem um sapato era visto.

– Tina – Ele chamou baixo o elfo.

– Sim senhor?

– Onde está Harry?

– O pequeno senhor está na casa da tia para as férias e que iriam sair do país senhor.

– Sabe onde?

– Não senhor. – James pensou e pensou ele iria dar outro tipo de castigo ao menino.

No dia seguinte ele foi ao Banco, e foi com um sorriso no rosto que ele fechou a conta que deu ao menino. Ele queria ver o mesmo se virar sem dinheiro agora.

----oOo----

LUPIM

O sentimento de raiva que sentia de James e Lily nunca sumiu, para ser honesto, só aumentou principalmente devido a ordem de restrição. Ele quis falar com Harry durante todo o ano letivo, mas não podia, mas pelo menos seu outro filhote era acessível.

Ele esteve com Charlus o ano inteiro, e as coisas que o mesmo lhe contou sobre sua vida em família disse a Lupin que ele tinha uma missão a cumprir. O ano passou e ele foi demitido, pois o conselho descobriu, ou melhor, James contou sobre seu probleminha peludo. Ele não se importava, o único ruim é que ele nunca descobriu uma forma de falar com Harry e ajudar Charlus.

Foi por acaso que ele se encontrou com Severus na travessa do tranco, ele conseguiu um emprego com um vampiro que não se importava com sua situação. Ele e Severus conversaram sem rancor pela primeira vez, e foi aí que Severus lhe disse que poderia interceder em seu nome para falar com Harry.

Ver seu filhote não era o mesmo que o abraçar. Lupin se surpreendeu pois conhecia a velha casa dos Black. Ele e Harry tiveram uma ótima conversa e juntos planejaram como se livrar dos Potter’s e salvar Charlus.


Notas Finais


Hey pessoinhas.
Esse era o último capítulo que tenho 😢
Vou ter que reescrever o próximo, e como estou com povo tempo, não prometo que semana que vem terá capítulo. 😭
Comentem.


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