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História DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Seja bem vindo(a) a DRACONES! Na capa, como prometido, é a Ignis como dragoniana. Espero que goste do capítulo, boa leitura.

Capítulo 3 - Kalmia latifolia.


Fanfic / Fanfiction DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 3 - Kalmia latifolia.

Na manhã seguinte ao que vira a estranha criatura sobrevoar as montanhas de Kalheno, Allisha acordara mais cedo que o costume, vestiu uma saia preta curta com aberturas pequenas nas laterais, um cropped preto, botas canos curtas e o sobretudo branco com o brasão dos Bellator preso do lado esquerdo da veste. Não fizera nada no cabelo, o deixara solto e saiu dos aposentos. Miro estava em seu posto e ao ver a dama se curvou em referência.

─ Bom dia, Princesa Allisha.

─ Bom dia ─ disse, sorrindo fraco. ─ E Elliot?

─ Preparando a carruagem.

─ Podemos ir? ─ dito isso, Miro ofereceu o braço que foi aceitado prontamente pela jovem. ─ Meus pais ainda não chegaram?

─ Não há notícias do Senhor e da Senhora Bellator, infelizmenre.

Allisha não conseguiu disfarçar a feição emburrada. Até no aniversário de Loy, tanto de nascimento quanto de morte, e eles não iriam sequer ir? Bárbaros!, pensou mordendo os próprios lábios, o fazia quando estava pensando ou chateada com algo. O guarda a guiou até o pátio dianteiro da mansão, onde estava Elliot parado ao lado da carruagem berlinda na azul claro com detalhes em ouro.

─ Estamos prontos pegara viagem, Senhorita Allisha. Os mantimentos estão na bolsa, lá dentro ─ Elliot disse e subiu no assento do choceiro enquanto Miro ajudava a mulher adentrar à carruagem, feito isso se juntou ao mais velho, sentando-se ao seu lado.

Ellitor lançou um olhar desaprovando a atitude de se Miro em relação a dar o braço para a primogênita da família,  eles deviam evitar contato íntimo, não precisou palavras para ele entender o que aquele olhava significava.

Não fique com ciúmes ─ murmurou, para que a morena não ouvisse e riu da careta do homem ao seu lado.

Elliot revirou os olhos e dera a ordem para o cavalo marrom começar a andar. Seria uma longa viagem até chegar ao pico da montanha onde Loy estava enterrado e tinha certeza absoluta que Miro não faria silêncio nas próximas duas horas. Allisha, por sua vez, não parava de pensar do que havia visto no dia anterior, a curiosidade em saber o que era aquilo era forte e pensou em sair para explorar pelas montanhas após visitar o irmão, seria uma maneira de relaxar a mente e afastar os pensamentos negativos.

Loy, você não ficará chateado se eu fizer isso, não? ─ perguntou baixinho, tocando no pingente em forma de um mini dragão de ouro do colar que ganhara do caçula. Ele havia comprado ao visitar a capital de Nublane, com a ajuda do pai, e lhe deu de presente. ─ Se estivesse aqui, iríamos explorar juntos...

Uma lágrima rolou pela bochecha dela e não fez questão de limpar, passara o trajeto  todo revirando memórias que possuía com o menor, era doloroso e nostálgico, mesmo após anos de sua morte ela a lamentava todo dia e ao chegar perto da data do ocorrido sua mente a fazia ficar deprimente com maior facilidade ao lembrar que tinha uma parcela de culpa.

 

. . .

 

─ Chegamos ─ Miro exclamou, abrindo a porta da carruagem para que Allisha saísse.

Fazia um frio terrível, o que parecia não afetar a jovem que vestida poucas peças, e os dois cavaleiros se perguntavam como aquilo era possível se eles estavam vestidos até o pescoço e tremiam os dentes pela friagem.

─ Estaremos por aqui, se precisar de nós ─ Elliot disse, sério, ciente de que ela gostaria de ficar sozinha naquele momento. ─ Grite se precisar de algo, Senhorita Allisha.

─ Obrigada ─ sorriu fraco. ─ Entrem se estiverem com frio, não tenho hora para voltar ─ dito isso se dirigiu a onde estava a lápide de Loy, sumindo da vista de ambos os homens que soltaram o cavalo para que ele pudesse comer grama da área e adentraram a carruagem para se aquecer.

A caminhada levara vinte minutos e Allisha já encontrava-se diante a lápide de Loy Bellator e se agachou para tocar o solo. Quando vivo o jovem menino amava ir as montanhas e procurar pedras raras e sentir o vento bater contra sua pele.

Estou aqui, Loy. A visão daqui... ─ olhou ao redor, admirada. ─ continua magnífica como você sempre gostou.

A Bellator não soube quanto tempo estivera ali, admirando o lugar e conversando com o irmão, apenas percebeu que horas haviam se passado quando o sol começara a se intensificar, entretanto ainda estava frio por conta do vento gélido. De dentro das altas árvores ouviu um rugido de dor, era semelhante ao que ouvira na manhã anterior. Sem pensar, disse um "Já volto, irmão" e se levantou indo ao encontro do som. Se fosse uma fera, seria seu fim, mas aquilo era o de menos no momento, a mente estava em branco. A cada passo dado, sentia a ansiedade lhe tomar e quanto mais se aproximava de onde vinha o som, a ventania aumentava, porém nada daquilo lhe incomodou. Allisha avistou a criatura branca que vira anteriormente, tinha certeza que era ela, sobre uma imensa pedra. As asas platinadas com minis detalhes refletivos em celestes estavam abertas, entretanto a asa direita possuía espinhos que recebia total atenção da fera que sequer notara a presença da humana há poucos metros lhe observando curiosa. Allisha queria se aproximar, mas temia a assustar. Não precisou raciocinar muito para saber que ze tratava de um dragão incrivelmente lindo, havia lido sobre eles e vistos figuras em livros na biblioteca da mansão, nunca pensara realmente se eles podiam ser fictícios ou não. Só... sabia que era real.

Dragões existem.

O dragão finalmente sentira a essência de Allisha e virou a cabeça em sua direção. Os olhos intensos encaravam a humano com curiosidade e cautela.

─ Eu não irei machucá-la ─ anunciou, mostrando as mãos vazias. ─ Lhe ouvi resmungar de dor. Posso ajudá-la, se quiser.

Em resposta, o dragão urrou, como se dissesse "Não se aproxime, humana", o que estranhamente Allisha entendera e permanecera onde estava. O dragão então diminuiu de tamanho e feito mágica uma mulher alta de cabelos castanhos escuros observava Allisha, entretanto as asas continuavam presentes, por estarem machucadas não teriam como ser ocultadas. Aquilo sim era uma surpresa, dragões se transformarem em humanos? Não tinha nenhum relato do gênero nos livros que lera. Ignis estava tão surpresa quanto a humana, ninguém deveria ouvi-la, havia usado um encantamento dragoniano para que apenas dragões a ouvissem quando estivesse transformada em dragão, e não entendia exatamente o porquê, mas pelo olhar preocupado de Allisha soubera que podia confiar em si.

─ Pode me chamar de Ignis, mas você, por acaso, teria alguma pinça?

A Bellator ficou alguns segundos demorados processando o último ocorrido, até cair em si e dizer:

─ Seria estranho se eu dissesse que sim? ─ tirou a bolsa que Elliot havia preparado para casos de emergências e se aproximou de Ignis, mostrando uma caixinha com agulhas, linhas e duas pinças, no qual pegou uma e entregou para a outra que tentara tirar um espinho e falhou. ─ Será mais fácil se eu fizer por você.

Ignis a olhou desconfiada, mas cedeu devolvendo a pinça e relaxando a expressão.

─ Só toma cuidado. Elas são delicadas.

─ Está bem.

Allisha tirava cada espinho com todo cuidado, temia piorar a situação e a ferir ainda mais.

─ Dragões não deveriam se curar sozinhos?

─ Sim, mas são espinhos de várias kalmia latifolia.

─ Quer dizer, louro da montanha? ─ Ignis assentiu, Allisha franziu o cenho. ─ Como pôde ser descuidada?

─ Eu estava voando, ok? Fiz uma curva errada e bati contra uma parede cheia delas. Não é como se eu gostasse de me espetar nelas, não é nada agradável.

Allisha não pôde evitar rir, era uma cena cômica ao seu ver.

─ Pronto. Novinha em folha ─ dito isso, a asa voltara imediatamente a se curar e desapareceram, misteriosamente o vestido não estava rasgado. ─ Então, essas flores são venenosas para dragões?

─ Para minha raça, sim.

─ Sua raça?

─ É o ponto fraco de dragões com poderes elementares do Ar. Cada raça de dragoniano possuei fraquezas diferentes.

─ Ok.

"Ok"? Você é estranha, humana ─ Ignis sorria genuinamente. ─ É o primeiro ser humano que presencio que não surta ao ver um dragão e ainda conversa como se fosse uma pessoa normal.

Ambas riram. De fato, Allisha era peculiar e sua maneira em que reagira ao se deparar com um dragão era mais peculiar que ela própria.

─ Bem, de certa forma, você é uma pessoa. E sinto que não irá me machucar, se fosse, já o teria feito. Ah, esqueci de me apresentar, sou Allisha.

─ Muito obrigada pela ajuda, Allisha ─ dito isso, sacou o colar do pescoço, murmurou "Desguarde" e no lugar da jóia se materializou um belo sobretudo vermelho e o colocou. Ignis desceu da pedra e caminhou em direção a densa floresta.

─ Aonde vai?

Para sua casa. Ainda precisamos extrair o veneno deixado pelos espinhos.

─ O que?


Notas Finais


Ignis pegou confiança, lascou... kkk

Quem comentou que o dragão que a Allisha viu era a Ignis, acertou em cheio. Amo quando vocês comentam nos capítulos e teorizaram as relações entre eles!

Agradeço quem leu até aqui ♡


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