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História DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Sem evidências.


Fanfic / Fanfiction DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 5 - Sem evidências.

Ignis estava decidida em ir à Nublane e levaria Allisha consigo custe o que custasse. Ambas as mulheres estavam no corredor vestidas e prontas para ir, Miro e Elliot eram os obstáculos que teimavam em dizer que a Bellator não podia sair das terras de Kalheno sem os consentimentos dos pais que não haviam dados notícias há semanas.

─ O quão mesquinho vocês, principalmente você, Elliot, serão para continuarem prendendo a Allisha aqui? Ela é livre e já tem idade para tomar as próprias decisões.

─ São orde-

Ignis cortou a frase do homem e dissera:

─ Estamos cansadas dessas desculpas, iremos sair e não será você que irá nos impedir. Ou venha conosco e proteja sua Senhorita ou fique aqui plantado feito idiota. Então, o que vai ser?

Miro, Ignis e Allisha encaravam ao outro guarda na esperança de ele ceder. O que surpreendente, aconteceu.

─ Irei preparar a carruagem ─ disse, saindo pisando firme.

─ Porra ─ Miro exclamou, rindo. ─ Não acredito que perdi. 

─ Vocês apostaram?

─ Sim, Princesa Allisha, não achei que ele perderia a postura até mesmo nisso... Mas ainda bem que pedi para preparem o navio ALLOY.

O nome do navio era junção dos nomes de Allisha e Loy, as preciosidades do casal Bellator.

─ Bem ─ Ignis sorria ladina, orgulhosa pela conquista. ─, foram quase duas horas tentando. Vamos antes que ele mude de ideia! ─ dito isso Ignis e Miro deram os braços para que Allisha passasse os seus por eles, ficando entre o ruivo e a morena.

Como o ponto de destino final do quarteto era a capital de Nublane, Pluviam, conhecida por chover quase diariamente, a viagem duraria em média doze horas e Ignis preparou um remédio para que a humana pudesse dormir tranquilamente enquanto ela ficava atenta. Havia descoberto, enquanto explorava a mansão, pelos criados que a jovem não saia daquelas terras há anos porque os próprios pais decidiram que era o melhor e que assim ela poderia ficar segura, longe de pessoas perigosas que desejavam fazer mal aos Bellator e como se não bastasse eles sequer eram presentes na vida da filha; por sua, os criados pediram que a dragoniana não dissesse que haviam ditos aquilo à ela, pois Allisha não sabia de toda a história do porque viver apenas em Kalheno.

Ignis passara o trajeto presa em devaneios, os dragões haviam entrado em consenso há muito tempo que fariam de tudo para evitar contato com os humanos e se eles fossem redescobertos iria alterar as memórias dos mortais, não era exatamente uma regra e sim uma recomendação, porém Ignis sabia muito bem que não a seguira nem um pouco ao deixar que Allisha soubesse sobre si e entrasse em seu mundo. Poderia ser um perigoso, para si própria e para a humana, o que estava pensando? Se algo acontecesse com a menor, não se perdoaria.

De Kalheno para Nublane, foram três horas exatas e antes que o remédio fizesse efeito ambas estavam conversando na cabine principal.

─ Por que sempre usa a capa vermelha? Até na mansão.

─ Ela impede que eu me transforme caso perca o controle das minhas emoções ─ disse Ignis, estralando os dedos uns nos outros. ─ Todo dragoniano possui algo que o ajuda nesse quesito, o meu item é a capa, mas pode variar, alguns possuem pulseiras, colares, tudo que possa imaginar.

Allisha fora perdendo a consciência lentamente, entrando em sono profundo pelas próximas horas. Não percebeu quando chegaram em Nublane e Miro e Elliot encostaram o barco na margem e deixaram em mãos de pessoas confiáveis, com ajuda de alguns trabalhadores do porto na fronteira de Nublane eles tiraram a carruagem do navio, quando feito, carregaram a jovem Allisha para dentro da mesma que estava sob efeito do sonífero.

Mais horas de viagens.

Houve uma parada para descansar em uma vila chamada Nevasca para poderem esticar as pernas, ainda faltavam quatro horas e meia de viagem e não queriam ficar com cãibras, pois iriam andar pelos centros comerciais de Pluviam.

─ Por que não paramos na cidade, ao invés de ficarmos na floresta, como pessoas normais fariam?

─ Não somos pessoas normais ─ Elliot recrutou. Miro que por mais que achasse as brigas deles divertida, estava cansado para aquilo e anunciou:

─ Irei abastecer nossos mantimentos, alguém vem?

Prontamente Ignis se ofereceu, deixando que Elliot cuidasse de Allisha que ainda dormia por causa do remédio. Ele sentia que estava sendo observado desde que pisaram no navio dos Bellator e seu sexto sétimo nunca falhara, os sentidos aguçaram e sacou a pistola 380 e a ativou, deu alguns passos para frente para poder ter uma vista ampla da clareira em que se encontrava. Ouvira sons de passos logo atrás de si, quando estava a se virar sentiu mãos com um pano sobre sua boca e nariz. Havia sido drogado, mobilizado, antes de perder a consciência ouviu um "Foi mal, parceiro" e viu uma silhueta masculina se aproximar da carruagem.

O homem que tinha os cabelos castanhos e olhos azuis abriu a porta da berlinda e baixou a guarda ao ver que seu alvo estava dormindo tranquilamente. Era uma bela mulher, devia confessar e se perguntou mais uma vez o que diabos ela havia feito para estar sendo procurada por membros do Conselho Administrativo de Lixx.

─ Vamos dar um passeio, boneca.

Os cabelos soltos e bagunçados caiam sobre a face serena, as pernas que estavam dobradas pelo pouco espaço da carruagem estavam a mostra por causa da saia preta curta no qual possuía aberturas nas laterais. Com cuidado, a sentou no banco e ajeitou o sobretudo branco que ela usava, cobrindo a pele exposta pelo cropped preto. Ela não pareceu se incomodar ao ver movida para fora do automóvel.

Que sono pesado... ─ riu sussurrando e com certa dificuldade a colocou sobre suas costas, os braços dela envolvendo seu pescoço e as pernas nas laterais do seu corpo, ele as segurava firme para que a dama não caísse. ─ Felizmente, você é leve como uma pena

 

. . .

 

─ Senhor Robert ─ Taylor adentrou a sala de descanso do Ministério às pressas para atualizar ao homem pomposo sobre a situação com a herdeira dos Bellator. ─, mandamos um novo mercenário para trazer a Bellator.

─ O que houve com o primeiro?

─ Ele estava exigindo dinheiro demais, o descartamos.

─ Sem evidências?

─ Sim, senhor.

─ Muito bem. E o outro, quem é? Quanto pediu? 

─ O chamam de J, senhor Robert, seu nome verdade é Dyaln Joplin Hinxstone ─ contou sem delongas. ─ Ele pediu dois mil em cintilantes de ouro e o adiantamento da metade do valor, pelo que soube ele é muito bom no faz.

─ Apenas isso? ─ Robert gargalhou vendo o esverdeado afirmar. ─ Espero que este não nos decepcione, se o fizer, matem-no e se virem das evidências como feito com o primeiro.

 

. . .

 

Dylan havia aceito o trabalho em que deveria levar o alvo até o cliente, não precisaria matar ou torturar, era uma simples entrega. Ouvira por outros mercenários que os membros do Conselho eram extremistas e não possuíam receio em eliminar ou dar uma lição naqueles que fossem contra suas didáticas internas, uma vez dentro, jamais sairá, não há escapatória, mas devia admitir que graças às famílias do Conselho o Reino Lixx estava muito melhor do que era há muitos anos, aqueles que não viam estavam cegos pela arrogância e ignorância.

Havia se infiltrado em Kalheno, passou pela segurança do lugar e ficou surpreso que uma mera ilha tivesse tantas armadilhas e guardas camuflados entre as árvores e arbustos, quase fora pego algumas vezes e se sentiu aliviado ao conseguir escapar dos olhares vigilantes. Pelo que havia visto, o alvo era a filha de pessoas poderosas que, tirando as próprias conclusões, deveriam estar desafiando o Conselho Administrativo de Lixx. O mercenário vigiou a mansão de perto, não vira nada de suspeito naquela jovem mulher, não parecia ter algo especial tampouco, parecia uma alma solitária sem saber como era de fato o mundo e quando percebeu que o quarteto estava por deixar a ilha, aproveitou a deixa para segui-los, ao chegar no porto trocou um punhado de cintilantes de ouro por um cavalo para esperar uma oportunidade para sequestrar a dama que agora dormia em suas costas como se ainda estivesse segura na carruagem.

Obrigada... por... me salvar, irmão.

Dylan franziu o cenho, ela estava sonhando? Sentiu as mãos desta o abraçar mais forte, aquele ato singelo lhe passou um estranho calafrio reconfortante ao sentir a pele quente de Allisha tocando a pele gélida de seu peitoral exposta pela camisa branca que tinha a cola folgada.

─ Irmão? Não sou seu irmão, boneca! ─ exclamou, irritado. ─ Ah, merda, estou falando com uma sonâmbula. Céus!

Dylan apressou o passo até onde havia deixado o cavalo e de maneira desengonçada conseguiu subir no mesmo com Allisha inconsciente sentada na frente, sendo envolvida por seu corpo para que não caísse. Seriam longos dias até a capital de Trevore e precisava se apressar ou os protetores da mulher os achariam e isso era o que ele menos queria.

 

. . .

 

Miro e Ignis voltaram para a clareira e viram Elliot apagado no chão, correram até ele e perceberam a situação. Allisha havia sido sequestrada.

─ Que inferno! Elliot, acorda, cara ─ Miro dava tapas leves no rosto do companheiro na esperança de acordá-lo, após uns minutos ele o fez.

─ A Senhorita!

─ Já sabemos ─ Ignis disse séria, incrédula pelo guarda ter sido derrubado e Allisha levada. ─ Viu quem era?

─ Não, fui sedado antes de ver algo. Maldição, eu disse que não deveríamos ter saído! A culpa é sua.

─ Minha? ─ Ignis arqueou a sobrancelha, já perdendo a calma. ─ Você que a deixou ser sequestrada! Não jogue a culpa em mim!

─ Você insistiu que devíamos sair de Kalheno!

─ Chega, os dois! ─ Miro gritou, olhando em volta para verificar se o sequestrador tinha deixado passar algo. ─ A cada briga insignificante, mais longe a Allisha fica. Afinal, quanto sonífero deu a ela? Quando a Princesa acordar, ela poderá ficar assustada... Temos que pensar em um plano, e agora!, então deixem a birra de lado e trabalhem.

 

. . .

 

Dylan conseguira deixar a vila Nescava e calvagou para a mais próxima e alugou uma hospedagem afastada do centro e deixou o cavalo em um estábulo. Felizmente, o dono do lugar não fez perguntas quando o viu entrar com a mulher inconsciente nos braços e o guiou ao único quarto disponível no segundo andar e no fim do corredor. Aquilo era o menos estranho que havia visto durante os cinquenta anos em que trabalhava como administrador, o melhor que fazia era não questionar os hóspedes e deixá-los fazer o que queriam tanto que pagassem a diária. O jovem homem deixou a morena deitada na cama de casal, trancara a porta escondendo a chave caso ela acordasse e fora tomar um banho, aproveitando para pensar em algo para que a Bellator não surtasse ao despertar.

Allisha parecia sonhar com algo bom pela expressão serena que possuía, sonhava com uma versão criança de si caída meio a um campo de capim alto, o joelho estava ralado e o pé torcido, tinha os olhos fixos no garotinho encarando algo no chão há poucos metros de onde se encontrava, ele se virou para a pequena Allisha e aproximou, o aroma adocicado invadiu as narinas da garotinha que corou.

Dylan ao sair do banheiro apenas de toalha encarou a cama. A morena continuava dormindo e na mesma posição em que a colocara. Ao colocar as vestes novamente, por precaução mediu a pulsação do alvo, ao menos não estava morta. Deu a volta no móvel e se deitou no lado livre, não custou para que dormisse sem peso na consciência.


Notas Finais


Voltei antes do planejado, certo? Eu estive lendo as fichas já mandadas e pensei em ir escolhendo os personagens de vocês para adiantar a estória. Pse, posso ser um pouco impaciente e ansioso com minhas fics.

O primeiro personagem escolhido é o Dylan, vulgo J (inclusive é ele ali na capa), feito pela @AmorDoMinnie, espero que ele esteja de acordo com a demanda, caso não esteja pode dizer nos comentários que tentarei melhorar nos próximos capítulos e arrumar.

Eu fico feliz com as fichas incríveis que me mandam, ninguém facilitando nas minhas escolhas para selecionar entre elas kkk

Bom, @AmorDoMinnie, sua ficha ficou ótima e enquanto lia fui vendo perfeitamente o Dylan no enredo de DRACONES, principalmente porque eu já tava pensando em criar um mercenário para sequestrar a Allisha rs Obg pela oportunidade de ter o Dylan em DRACONES!

Agradeço quem leu até aqui ♡


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