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História DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Fons.


Fanfic / Fanfiction DRACONES: Profecia dos 4 Elementos - Interativa. - Capítulo 6 - Fons.

Se alguém lhe dissesse que dragões são os Criadores de todo o Universo, acreditaria? ─ a pergunta feita por Fons soava como se tivesse uma pegadinha por trás.

O jovem garoto que estava sentado e usava um manto vermelho com babados de algodão que cobria os pés sentira isso e dissera para o ser atrás do trono do magestoso cômodo alaranjado em formado oval:

─ Para quê ser o Gardião da história da sua espécie se não acreditar nisso? É o básico, caro Fons.

A imensa criatura de escamas alaranjadas ocupava por boa do lugar, estava deitado confortavelmente no altar, atrás do trono, se levantasse com certeza a cabeça tocaria o teto espelhado no qual o sol entrava. A iluminação dava mais contraste a bela cor que possuia e como se não bastasse o dragoniano tinha jóias de prata da melhor qualidade nos dedos, nos chifres cinzas que davam uma curva, nos pulsos, nas pernas, nos braços e no pescoço largo e grosso um colar com pedras carmesins e preso ao mesmo tecidos avermelhados com detalhes acizentados, cada item lhe dava um ar da realeza e de superioridade. Os olhos do dragão eram completamente brancos e a voz grave e poderosa ecoava pelo local a cada palavra dita.

─ E o que sabe sobre a Criação?

─ O pouco que meu antecessor, Volk, contou. Que os dragonianos são os fundadores de tudo que conhecemos, entretanto a maioria de nós, humanos, se revoltaram contra vossa espécie. Não conheço detalhes, caro Fons.

O dragão gargalhou alto, lembrando-se que Volk havia dito antes de morrer que não diria mais que o essencial ao sucessor e que esse trabalho era de Fons por saber com todas as letras como e quando o Universo se originou.

─ Chegou a hora de saber como tudo começou, Shin ─ exclamou. ─ Sente-se e feche os olhos, irei mostrar para que veja por si só. Concentre-se em minha voz, permita-se relaxar.

 

. . .

 

Escuridão.

Um completo breu.

Não havia nada além da cor negra dominando cada espaço do que futuramente seria o que tu conheces hoje, o Universo, a Terra, a Vida.

Por anos era somente o que tinha ao redor, pura escuridão. Quando um dia, algo mudou, um mini filete de luz se formou no meio do escuro, aquele ponto minúsculo ficara ali, sem se mexer, por mais milhares de anos, como se estivesse fecudando algo maior e mais poderoso que o breu existente. Do filete de luz que por fim ganhara força e aumentara lentamente até dar forma ao primeiro ser vivo da história, aparentemente era um humano adulto em posição fetal que dormia serenamente, sem nenhum tipo de vestimenta.

Mais outros milhares de anos para que aquele ser abrisse os olhos e quando o fez não viu nada, não sentiu nem ouviu absolutamente nada além do próprio batimento cardíaco.

Solidão.

Foi o primeiro sentimento que sentiu com o passar dos tempos em meio a escuridão. Era o único ali, sem ter o que fazer ou com quem falar, se sentia solitário, triste e ganas de gritar desesperado, caso o fizesse quem se importaria? Ninguém. Estava completamente sozinho.

Foi então que desejou com todas as forças que pudesse mudar aquilo, que tivesse a energia para transformar a escuridão em algo mais. O ser misterioso sentia um formigamento por cada parte do corpo, tal sensação era o poder espiritual que existia dentro de si, pedindo para sair. Ao pensar em poder enxergar, a escuridão ao seu redor fora sendo consumida por uma luz fraca que saia de si próprio, embora o breu estivesse presente e fosse a maioria, aquela humilde luz lhe aquecia o coração e lhe permitia admirar o que e como era. Tinha os cabelos longos e ruivos, um corpo incrivelmente esbelto em tom branco.

Demorou anos para que ele dominasse por completo a energia que possuía dentro de si, durante esse tempo se sentia bem por não se encontrar em meio o escuro. Tendo total controle de suas habilidades, o homem dera início ao que tu conheces como Terra. Deu origem ao solo, gramas, plantas, flores, árvores, arbustos, montanhas, mares, lagos, rios e céu, um completo paraíso que construira. Separou cronologicamente a luz e escuridão, manhã, tarde e noite, gerando um equilíbrio entre ambos. Ele estava satisfeito com o que criara, se sentia bem consigo e podia desfrutar sem temer ser consumido pelo breu.

Um belo dia, o solo tremeu, jamais havia acontecido tal feito, em busca da causa disto seguiu onde o tremor era maior o que o levou a um campo florido, de repente, no meio das flores laranjas a silhueta nua de uma mulher esbelta estava a encarar o homem diante de si e o tremor esvaiu. As flores haviam a gerado sem que pedisse, seu Paraíso criava a própria vida.

─ Quem eres? ─ a mulher perguntou, confusa porque estava ali e só tinha consciência de uma única coisa: seu nome era Florens.

─ Fons ─ disse por fim. ─ Me chamo Fons, criei este lugar e ele a criou.

Ambos possuíam os olhos castanhos e cabelos longos ruivos, tinham a mesma altura e suas características faciais eram delicadas e semelhantes, porém seus tons de peles eram diferentes, Fons era branco e Florens era negra.

─ Sou a Florens, é apenas o que sei.

─ Venha comigo, irei lhe mostrar o Paraíso.

Ambos passaram a conviver juntos, não possuiam malícias sobre suas companhias e não viam mal em estarem com as peles expostas. Com o tempo a ligação que existia entre Fons e Florens crescera genuinamente, não eram companheiros conjugais, eram família, irmãos e amigos.

Em uma escalhada a uma montanha, a dupla competia para quem chegasse primeiro ao topo, Florens ganhara e Fons quando estava a alcançar pisou em falso e caira, a estranha sensação de estar caindo em alta velocidade lhe causava frio na barriga e ver Florens gritar aos prantos lhe doia internamente. Não podia morrer ali, não podia deixá-la sozinha, não queria ela sentisse a solidão que sentira quando despertara pela primeira vez em meio a escuridão.

Uma luz forte e alaranjada envolveu a Fons, fazendo com que Florens cobrisse os olhos, ao cessar ela os abriu e diante de si, flutuando no ar estava a gigantesca figura da criatura de escamas alaranjadas com pares de asas e os olhos completamente brancos encaravam a Florens que sorria enquanto chorava, aliviada.

─ Fons, você é lindo, meu irmão ─ disse cobrindo a boca com as mãos, vendo Fons pousar ao seu lado no topo da montanha.

Deixe sua energia lhe consumir, entregue-se a ela e seu verdadeiro eu se mostrará, irmã.

Fizera o que fora dito e Florens sentia seu corpo mudar a cada segundo, a mesma luz alaranjada de antes a envolveu revelando uma silhueta semelhante a de Fons com os olhos completamente pretos.

Fons e Florens foram os primeiros seres vivos e dragões do Universo. Com o tempo e milhares de anos, outros foram surgindo, gerados em cada canto do imenso Paraíso. Desde mares à montanhas, diversos dragões se juntavam aos irmãos.

 

. . .

 

─ Fons... você... Foi o primeiro ser! ─ Shin exclamou sem fôlego, apertando os braços do trono em que estava, fazendo com que o dragoniano risse da surpresa do novo Guardião.

─ Ainda há muito o que lhe mostrar, pequeno Shin, porém por hoje basta, descanse a mente e amanhã mostrarei mais.


Notas Finais


Este foi um especial, mostrando como o mundo foi criado, eu tentei criar algo coerente, mas não sei se deu muito certo, reescrevi esse capítulo umas quatro vezes até chegar a essa versão.

Eu queria que saber mexer com design gráfico e 3D para poder fazer dragões reais porque só acho versões em animações, espero que isso não tire o clima da estória. Na capa, como você deve imaginar, é o Fons e o Shin.

No próximo capítulo será revelando mais um escolhido e de volta ao Reino Lixx.

Se o capítulo tiver ficado confuso em alguma parte, pode me dizer que tento explicar em palavras singelas nos comentários.

Para que não fique confuso: Guardiões entendem os rugidos dos dragonianos e ouvem claramente o que eles falam.

Agradeço com quem leu até aqui ♡


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