História Dragão Branco - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Furry
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Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - É assim que as coisas são...


POV: LEÔNIDAS

Já tinha se passado umas semanas desde o meu primeiro dia na escola, as coisas não mudaram muito, todos desta escola continuam a me olhar torto, provocações uma ali e aqui, os poucos que tentaram se aproximar eram só alguns interesseiros que queriam alguma nova fofoca em suas vidas vazias. Furry’s são um saco de espécie.

Hoje é uma quinta, estava tendo aula de biologia, e no momento não estava dando a mínima para o que o professor estava falando. Mas o que esses animais têm na cabeça, qual a graça de ficarem provocando os outros?... Calma Leônidas, atacar não lhe levará a nada, você só precisa segurar a onda... Por quanto tempo mais?... Nem eu mesmo sei ao certo, mas não pode perder o controle, não posse perder a calma... Só que eu estou cansado de ficar sendo empurrado... Acho que estou perdendo o controle já, preciso de um descanso e sem meus fones meus pensamentos não param. Tenho dó daquele que for me provocar hoje, sinto que estou à beira do abismo da insanidade já... Só que ainda consigo reprimir meus instintos.

“Leônidas!” O professor havia gritado meu nome.

“Sim?”

“Pode começar a ler de onde paramos?” Fodeu, acalme-se... A aula está no começo ainda, o garoto que tinha lido é uma tartaruga... Literalmente, deve ter lido no máximo dois parágrafos, conhecendo ele deve ter perdido a paciência e aproveitou que eu estava distraído e decidiu me chamar para disfarçar suas intenções.

“No sistema imunológico, os glóbulos brancos são os responsáveis pela produção de anticorpos, proteínas responsáveis pelas identificações de seres estranhos...” Pelo olhar de surpreso do Hugo acho que eu estou certo, algumas coisas nunca mudam.

Com o bater do sinal eu me retirei da sala, sentia meu peito apertado e meu sangue estar fervendo, sem esboçar nada é claro continuei a caminhar. Fiquei o intervalo inteiro dentro da capela da escola, como ninguém vinha ali, era o lugar mais confortável para mim na escola inteira. Eu costumo ficar na sacada de lá, aonde tem uma mesa grande de pedra, onde eu costumo deitar e de vez em quando cochilar.

Fiquei ali boiando até começar a ouvir o som do piano ser tocado, sério que bem no dia em que eu estou de mau humor alguém decidi vir tocar essa merda de piano só para me atrapalhar?! Levantei-me da mesa e fui descendo as escadas para dar de cara com a raposa dourada que senta atrás de mim, nesses tempos que eu fiquei aqui descobri que seu nome é Skye, uma típica garota popular, rodeada de amigas e com caras atrás delas, pertencente da maior família de raposas de todas, elas são conhecidas por sua pelagem avermelhada com altas capacidades de manipulação cinética, focando no elemento fogo. Atualmente a fofoca da escola é como ela dispensou seu namorado, encomendado por sua própria família, algo raro hoje em dia. Ela é uma das fêmeas mais simpáticas, espontâneas, atléticas e bem humoradas das pessoas, ou seja, meu oposto. Mas o que uma garota como ela faria em um lugar isolado como esse?... Eu conhecia a música que ela estava tocando no piano, Thousand Years, e ela sabe tocá-la direitinho, apesar de estar tocando-a em tons mais graves e compassados.

“Thousand Years?” Com meu falar eu percebi seus pelos darem uma leve arrepiada, acho que eu a assustei.

“É...” Disse ela sem se virar para mim.

“Quem diria que a garota mais cobiçada da escola também teria seu lado quieto e melancólico.” Disse com um leve sorriso.

 “Não sou melancólica.” Falou ela parando de tocar ainda sem se virar para mim, acho que ela nem sabe com quem está falando, no entanto acho que ela também não se importa.

“Não é o que a sua música dizia para mim.”

“Quem você pensa que é para saber o que uma música significa!” Falou ela se virando diligentemente, seus olhos azuis negros logo se cruzaram com os meus. Os olhos dela são típicos daqueles que escondem algo, algo que não querem que ninguém saiba, só que eu posso ver através de qualquer um. O que posso dizer? Sou um especialista.

“Apenas um apreciador de músicas, que já ouviu várias delas, inclusive a que você toca.”

“Você.” Seus olhos não conseguiram esconder a surpresa ao me ver, suponho que eu seja a última pessoa que ela esperava freqüentar uma capela.

“Eu?” Ela ficou parada me olhando por alguns segundos, como se tivesse procurando algumas palavras, ela virou de costas para mim de novo e falou novamente de seu jeito animado de sempre.

“Se eu soubesse que esse lugar estava sendo tão mal freqüentado eu não teria vindo, pensei que podia ter um pouco de sossego, mas eu estava errada” A mudança de atitude foi tão súbita que eu precisava ser um idiota para não perceber que ela quer tentar esquecer o episódio.

“Uou, a mudança de atitude foi tão súbita que mal deu para reconhecer, estou falando com a Sky certo? ” Disse debochando levemente dela, eu tenho noção que estou passando dos meus limite, mas não posso evitar, alguns comentário são muito bons para se deixar passar.

“Tchau Leônidas, a gente se vê na sala.”

“Até logo.” E lá se foi ela correndo para fora do lugar... Acho melhor eu ir também, a aula já vai começar.

E assim as aulas passaram, demorou muito, porem o sinal de ir embora finalmente tocou. Não estava com paciência para esperar todos saírem hoje, queria chegar em casa o mais rápido possível. Puxei minha mochila para cima do ombro e corri para a saída, como de praxe os corredores logo começariam a encher de animais, por instinto eu empurrei um cara aleatório para poder passar mais rápido antes que ficasse impossível de me locomover.

“Ei!”

“Foi mal.” Quando fui me distanciar deles, senti um empurrão forte o bastante para me jogar contra o armário com força.

“Dragão fajuto! Há quanto tempo que a gente não se esbarra, como vai a vida? Sentiu saudades?” Calma, você está quase lá fora, não se perca agora. O idiota que tinha me empurrado era o Leão que tinha implicado comigo no primeiro dia chamado de Neitam.

“...”

“Não vai falar nada? O que foi? O gato comeu sua língua? Vamos! Faça algo lagarto!” Me empurrou mais uma vez com força, seu grupo de amigos (composto por dois idiotas além dele), fizeram uma rodinha para ficar ‘brincando’ comigo...

“Ele não tem coragem pra nada!” Falou o lobo negro de seu grupo, quando fui erguer o olhar para ele, me vieram com um soco no estomago... Quem vai ‘brincar’ com quem?

“Esses vermes não servem pra nada mesmo, e ainda tem a audácia de se chamar de dragão. Você não passa de um merda! Seus pais devem ter vergonha de você!” Eu... Vou...

“Parem! Quem vocês pensam que são para ficar atormentando o novato assim? Deixa disso bando de criança, vê se cresce um pouco.” A voz... De quem era mesmo?... Não me importa, eu quero me divertir. “Ei Leônidas, você está bem?” O grupo já ia começar a ir embora... Só que eu não pretendo deixar as coisas assim...

“O que foi? O gatinho tem medo de coelho?” Falei com um sorriso de canto, eu não me importo mais com eles.

“Leônidas! Você ficou maluco?!” Disse a coelha que tinha tentado me ajudar. Me levantei a afastando de mim.

“Do que você me chamou projeto de dragão?!”

“O que foi? Agora alem de burro também é surdo?”

“Tá bem, agora você está morto.” Ele soltou a mochila e veio para me dar um soco de direita. Ele me acertou um soco na cara, acabei dando um passo para trás... Ele me atacou, então...

“Você me bateu...”

“Só agora que percebeu idiota!”

“Então você não pode reclamar seu eu bater em você também, não é?” Falei serrando os punhos lentamente ao mesmo tempo em que contraia o músculo do meu braço.

“Como se conseguisse.” Quando ele foi virar outro soco em mim eu rapidamente segurei seu braço, usei minha calda para bater na parte de trás de sua perna, o virei com um pouco de força bruta e comecei a forçar o seu braço.

“O que foi ‘verme’? Pensei que você ia bater em mim...” Antes que eu percebesse um sorriso surgiu de forma extintiva em meu rosto.

“Seu!...”

Os outros dois vieram ao socorro do inútil, eram dois lobos, irmãos se eu não me engano, usei o corpo de Neitam como escudo e então atirei em um deles. Quanto ao outro? Não acho que ele tenha noção do ocorrido, dei uma rasteira nele, enquanto ele caiu para o chão uma cotovelada no meio de sua fuça foi suficiente para ele perder a consciência.

Avancei contra os dois restantes, desviando de um soco desesperado do último irmão, passei por debaixo de seu braço e com outra cotovelada bem colocada visando sua mandíbula, ele caiu como o irmão. Só restava um...

“Acho que já se divertiu, se você continuar... Eu vou lutar.” Disse o dragão negro que até então estava quieto em meio a multidão, eu não o conhecia, mas não acho que seria uma boa idéia puxar briga com um dragão. Voltei a minha posição inicial e tentei relaxar, a luta não chegou a me deixar ofegante, no entanto eu fiquei para manter aparências.

“Tolo...”

O dragão foi rápido e preciso, assim como um dragão bem treinado age, ele esperou em baixar a guarda e lutou sério, me golpeando no estomago antes que eu ter tempo de reagir e quando fui dar um soco nele meu golpe passou direto... Ele usou sua habilidade, dragões negros, mais conhecidos como mestre em ilusões, a diversão deles é brincar com a cabeça de seu oponente. Quando me dei conta ele já estava me agarrando pelo pescoço.

“Lizzards não deveriam buscar lutas que não tem como vencer, você é bem habilidoso, mas não passa de um comum.” Pude sentir minha visão escurecer e minha consciência desvanecer ao mesmo tempo em que meu sangue recomeçava a ferver, eu engoli em seco com o fato...

“O que está acontecendo aqui?!” Um monitor finalmente apareceu correndo em meio a multidão, no instante em que o dragão o viu, ele me soltou. Tossi finalmente sentindo o ar voltando para os meus pulmões.

“Nada senhor, meus amigos só foram atacados pelo Lizzard de repente, então eu decidi intervir.” Virei para ver o monitor, ele era um rinoceronte, o mesmo olhou para mim e depois para o dragão para depois me agarrar pelo colarinho e me arrastar.

“Entendi, pode deixar que ele vai ficar detento por algum tempo. Obrigado por cuidar da situação”

O dragão apenas assentiu abaixando levemente a cabeça com um sorriso no rosto enquanto eu fui arrastado, a coelha já tinha desaparecido, Neitam já havia se levantado e me olhava com fúria nos olhos.

E assim eu passei o resto do meu dia trancafiado em uma sala fazendo exercícios e ‘repensando’ sobre meus atos.


Notas Finais


Gente eu queria perguntar uma coisa para vocês, o Azaze comentou no meu último capitulo sobre como o tema que eu abordei foi interessante e isso me deixou com uma pulga atrás da orelha. Acabei por procurar histórias com o tema de Furry no Spirit e realmente não encontrei muitas mesmo sendo um assunto tão bom. Sou eu que não sei procurar ou este assunto é deixado meio de lado?


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