História Dragão de Gelo - Capítulo 6


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aegon Targaryen, Aemon Targaryen, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Catelyn Stark, Daenerys Targaryen, Eddard Stark, Jaime Lannister, Jon Snow, Robb Stark, Stannis Baratheon, Tyrion Lannister, Tywin Lannister, Viserys Targaryen
Tags Ação, Alternativo, As Crônicas De Gelo, Daenerys, Fogo, Game Of Thrones, Gelo, Jon, Targaryen
Visualizações 88
Palavras 2.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não me matem por favor hahahah, eu tenho que seguira ordem dos POVs dos personagens. Ademais, o capítulo do Viserys é muito importante para os acontecimentos que estão por vir.

Capítulo 6 - Viserys I


Fanfic / Fanfiction Dragão de Gelo - Capítulo 6 - Viserys I

Viserys só conseguiu acordar porque o cheiro de mariscos podres que um dono de taverna havia jogado na sarjeta fora tão repulsivo que teve que se levantar para vomitar. O homem havia dormido ao relento mais uma vez após ter bebido demais na taverna e ter arranjado uma briga com um mercenário pentoshi que o derrubou com um soco. Pelo menos era isso que Viserys conseguia lembrar. Sentia suas juntas doendo por causa da noite no relento e pode sentir o cheiro repulsivo que exalava em seu corpo. Quase teve que vomitar de novo, mas conseguiu se manter firme e ajeitando o seu gibão da melhor forma que conseguiu para então sair daquela viela ao lado da taverna.

Devido a sua ressaca o sol que estava se levantando em Pentos fora tão ofuscante que teve que usar as mãos para protegê-los. A cidade livre já estava a pleno vapor, com som de barcos chegando e saindo da zona portuária e comerciantes gritando por todos os lados oferecendo suas mercadorias para possíveis compradores. Viserys viu também que as meninas da Sereia Pentoshi já estavam acenando para alguns marinheiros a fim de atrair sua atenção. O antigo príncipe de Pedra do Dragão foi com a mão onde geralmente deixava suas moedas que ganhava de Illyrio, mas não havia mais nada ali. Malditos mercenários, praguejou internamente. O jovem sentia vontade de ter uma mulher depois da bebedeira e da briga, mas em seu estado, a única coisa que as garotas teriam vontade de fazer com ele seriam lhe dar um banho. Pentos tinha algumas casas de banho famosas e se Viserys tivesse dinheiro provavelmente iria para alguma delas a fim de relaxar um pouco.

Atravessou mais duas ruas e começava a ver toda a zona comercial reduzir um pouco para dar lugar a casarões mais luxuosos e soberbos. Ali ficavam as residências dos magísteres, os homens que tinham mais poder e mandavam naquela cidade. Por sorte, em seu exílio forçado por Rhaegar, Viserys havia conseguido a simpatia e o apoio de sua reivindicação com Illyrio Mopatis, um dos comerciantes mais poderosos e governantes da cidade. Em meio as esses pensamentos Viserys viu algumas das pessoas de classe mais nobre lhe olharem com asco, ele não tinha dúvida que devia estar parecendo como um pedinte, pois algumas mulheres se afastaram dele com expressão de repulsa enquanto os homens ou lhe olhavam com uma expressão desconfiada ou riam da sua situação. Dois soldados fizeram menção de que iriam lhe interpelar, mas neste momento o jovem decidiu mostrar que o Dragão não se curva a ninguém.

- Não se atrevam a chegar perto de mim! - rosnou para os guardas que o olharam com diversão nos olhos. - Sou o legítimo rei de Westeros e estou indo para a casa de Illyrio Mopatis, se tentarem colocar suas mãos em mim, irão se arrepender do dia em que suas mães gordas lhes cuspiram no mundo.

Os soldados se entreolharam e Viserys continuou mantendo firme sua visão neles, agora que tinha soltado sua ira não poderia recuar, ou iria ser jogado na Baía de Pentos pela sua ousadia. Os homens abriram um sorriso ao olharem para o garoto novamente e ele teve que se segurar para não puxar sua adaga que estava escondida em meio suas vestes.

- Sabemos quem você é Vossa Graça! -  o homem falou com escárnio, mas não fez menção nenhuma de atacá-lo.

- Pedimos desculpas por não termos reconhecido que era o senhor Viserys Targaryen que estava na nossa frente. - o outro completa a frase. - Estávamos mesmo a sua procura, o Magíster Illyrio estava requerendo a sua presença para essa tarde.

Isso fez  Viserys empertigar-se um pouco, Illyrio lhe convocar de maneira tão apressada só poderia significar que os preparativos para a invasão estavam começando a acontecer. O rapaz teve que controlar sua empolgação para não parecer muito imaturo na frente daquele soldados. Eles se ofereceram para escoltá-lo e Viserys aceitou peremptoriamente, se fosse para conhecer seus aliados misteriosos, ele queria chegar com uma escolta para mostrar que seria um rei futuramente. De certa forma deu certo, pois os familiares dos magísteres param de olhá-lo de forma assustada para uma expressão mais de curiosidade, com isso o rapaz teve que se esforçar para andar mais ereto e tentar ignorar ao máximo a sua ressaca e sensibilidade a luz do sol.

Pararam apenas quando chegaram na frente de uma mansão luxuosa enorme, erguida com mármore branco e portões dourados que Viserys sabia serem feitos de ouro. Illyrio havia ascendido na sociedade pentoshi através da venda de perfumes e especiarias, mas suas origens eram bem baixas. Era um homem inteligente e ardiloso, e agora precisava fugir dos seus inimigos criados em Pentos por causa de sua ascensão social. No portão estava parado um homem gordo com vestes douradas e extravagantes, ele tinha um cabelo amarelado e uma barba bifurcada. Seu jeito pomposo ao recepcioná-lo só não foi maior porque ao se aproximar de Viserys sentiu seu cheiro de sarjeta, então o homem torceu o nariz e fez uma careta ao se afastar. Aquele era o próprio Illyrio que havia vindo encontrar o Targaryen.

- Meu garoto, que cheiro horrível que você está exalando! - falou de maneira espalhafatosa e sorridente. Os soldados que escoltavam Viserys se permitiram dar risadinhas por causa do comentário. Mesmo com após o rapaz lhes fitar com uma expressão de raiva eles não quiseram parar.

- Illyrio, minhas sinceras desculpas pelo meu sumiço. - Viserys consegue recuperar parte de sua compostura para responder ao homem. - Se soubesse do compromisso de hoje eu lhe garanto que não teria saído. - pode sentir os guardas darem risinhos de novo pelas suas costas e tomou uma decisão mental de pedir que os dois fossem para a invasão de Westeros, iria fazer questão de por aqueles dois na primeira fileira.  

- Bobagem garoto, todos nós já tivemos nossa época de farra. - Illyrio tenta se animar um pouco, mas não consegue ficar próximo de Viserys. - Agora por que não vai com algumas das minhas escravas, quer dizer, servas para o sala de banhos a fim de se preparar para receber nossos convidados.

Viserys aceitou o convite e saiu sem olhar para os guardas que haviam o escoltado, porém não se esqueceria de seus rostos. Caminhou de maneira automática pela enorme mansão, passando por tapetes luxuosos e mobília de ouro vindo de todas as partes da cidade livre. Algumas móveis segundo Illyrio vinham do próprio Mar de Jade e havia uma sala onde tinham ovos de dragões fossilizados que ele havia conseguido barganhando de um mercador Bravosi que viajou até a Perdição a fim de conseguir algo da antiga Valíria. Passou por quartos enormes e todos decorados, sendo a maioria vazia, pois naquela época era difícil que o Magíster recebesse visitantes ou desse festas. Já houve um tempo em que as festas dadas por Illyrio haviam sido memoráveis, foi uma época que Viserys havia se divertido tanto que esquecera sua vingança.

Chegou na sala de banhos e duas servas lindas vieram lhe ajudar com suas roupas, ao contrário dos outros as mulheres não pareciam se incomodar muito com o cheiro. Muito provavelmente se dava pelo próprio cheiro do local, era todo perfumado com os melhores aromas vindos das Cidades Livres. Após ficar nu, Viserys ordenada que as mulheres joguem fora aquelas vestimentas. Se ele iria encontrar finalmente o seu destino tão aguardado, iria usar seus melhores trajes a partir de agora.

Enquanto se deitava na água deixou seus pensamentos divagarem para a época em que havia sido rejeitado por Daenerys. A garota burra havia gritado e estapeado o irmão quando ele havia tentado fazer com que ela entendesse que os dois poderiam fazer as coisas como o Rei Aeris II queria. Viserys soube por fontes confiáveis que o pai havia dito em alto e bom som que deserdava Rhaegar, anos mais tarde a confirmação veio por uma carta que chegou através de Varys, o Mestre dos Sussurros do reino. O homem havia se arriscado de todas as formas possíveis e aproveitou para viajar até Pedra do Dragão após a partida de Dany para a corte de Rhaegar na Fortaleza Vermelha.

A carta estava selada e possuía o emblema  da casa Targaryen. Nela Viserys reconheceu a letra do pai, mesmo que estivesse mais borrada que o habitual. Em seus últimos anos, o rei Aeris não conseguia nem mesmo segurar as coisas de forma direita. Isso só mostrava o quanto e esforço derradeiro do pai antes de ser brutalmente assassinado fora honroso, por mais que dissessem o contrário, Aeris só fora taxado de louco, pois estava cercado de inimigos. Isso fez Viserys se empertigar e pressionar os punhos com raiva, nessa hora uma das servas olhou para com curiosidade enquanto esfregava suas costas. Ela é linda, o rapaz pensou. Tinha um corpo escultural e cabelos negros que iam até sua cintura, usava um vestido verde transparente que fazia com que toda sua silhueta fosse visível por causa da água e do vapor. Viserys se sentiu tentado a possuí-la ali mesmo.

- Gosta do que vê, Vossa Majestade? - ela pergunta sorrindo de forma maliciosa para Viserys.

- Gosto sim e muito. - ele responde enquanto a garota se aproxima bem próxima dele a ponto que seu cheiro de lírios e canela impregnarem seus pulmões. - Gostaria de ter você nessa noite.

A outra serva sorria para Viserys e ambas pareciam querer ter a honra de deitar com um rei. Seria uma noite majestosa, tendo em vista tudo que estava prestes a acontecer. E também fez com que ele lembrasse da promessa feita por um aliado inesperado, havia sido há dois anos que um mensageiro dornês veio com a proposta de uma aliança para por Viserys no poder. O Príncipe Doran Martell oferecia uma aliança pelo casamento, e Arianne Martell, sua filha se casaria com Viserys e seria coroada Rainha de Westeros em troca do apoio dos Martell para a causa do exilado. Lembrou-se então de como havia sido o seu exílio. Algumas semanas após ser rechaçado por Daenerys, dois navios reais haviam aportado em Pedra do Dragão, Viserys não sabia como sua irmã conseguiu se comunicar com Rhaegar sem que ele soubesse, mas o próprio rei havia aportado no lar ancestral dos Targaryen naquele dia e exigiu ter uma audiência com o naquela época Senhor da Pedra do Dragão. Sem que soubesse os planos o irmão mais velho Viserys aceitou o encontro, foi exatamente naquele dia que seus planos foram descobertos.

Tremeu de raiva ao pensar em como no meio da explicação Daenerys o acusa de tentar lhe estuprar e em sua raiva Viserys alegou que era direito dele possuir a irmã, pois era uma tradição Targaryen. Rhaegar olhou para o irmão mais novo horrorizado ao ver aquilo Ele sempre negou o sangue Targaryen pensou Viserys, Por isso só um de seus filhos nasceu com traços valirianos completos. Rhaegar era uma piada, o verdadeiro Usurpador em querer possuir um trono que não era dele. Para piorar em uma reviravolta, Sor Arthur Dayne havia entrado sorrateiramente na sala particular de Viserys e apareceu com a carta escrita pelo pai dos Targaryen dizendo que Rhaegar não era o legítimo rei. Naquela hora o exilado imaginou que os soldados da Guarda Real iriam puxar suas espadas e derrubar Rhaegar em seus pés lhe obrigando a se curvar para o legítimo rei, mas os guerreiros ao invés disso olharam para Viserys como se ele fosse um usurpador qualquer, um Blackfire nojento que achava que tinha algum direito ao trono, mas saiu das entranhas de alguma vadia fora do casamento. O rei ao ver sua posição arriscada sentenciou o irmão mais novo ao exílio para que nunca mais pudesse voltar e assim cair em desgraça para sempre.

Para garantir sua saída, Rhaegar usou um dos próprios navios e mandou que sor Gerold Hightower em pessoa levasse Viserys para as Cidades Livres, o Touro Branco nem sequer olhara-o. Fora uma viagem silenciosa até Pentos onde segundo o próprio rei, havia pessoas que deviam aos Targaryen e iriam ajudar com que ele conseguisse ascender socialmente numa nova vida. Viserys riu sozinho ao pensar na ironia, ao mandar seu irmão para fora, ele garantiu o melhor jeito para que este chegasse finalmente ao seu trono por direito. Illyrio veio recebê-lo pessoalmente no porto e o levo para a sua mansão e o acolheu nos três últimos sem que lhe fosse cobrado nada, apenas uma posição como Mestre das Moedas, quando conseguisse entregar a coroa de Westeros para Viserys.

Depois do banho e de se trocar para usar as vestes mais majestosas que ele possui, um gibão negro com um dragão vermelho estampado em suas costas, e na frente havia sido bordado uma miniatura do símbolo da sua casa. Uma calça vermelha e botas negra. Viserys também colocou uma pequena coroa dourada, feita com pouco ouro, mas que por enquanto lhe servia bem. Conseguiu mandar que fosse confeccionada por um ourives amigo de Mopatis, ela tinha um formato de labaredas subindo para cima e uma ônix negra cravada no meio. Nunca havia se sentido tão majestoso e forte, pela primeira vez o exilado se sentia régio, e fez dar um sorriso ao imaginar como o irmão velho e decrépito iria reagir ao ver que ter poupado Viserys foi o maior erro da sua vida. Com este pensamento final decide ir para o salão principal da mansão a fim de recepcionar os recém chegados.

O salão de Illyrio conseguiria recepcionar uma reunião com todos os senhores dos Sete Reinos e sobraria espaço. Era uma área ampla e plana, com uma mesa enorme no centro e várias menores ao redor, que eram bastante utilizadas nas festas. Na mesa principal estavam sentados Illyrio Mopatis e um garoto que deveria ter entre 17 até 20 anos, ao lado do jovem havia dois homens como se fossem guarda costas. Um deles possuía uma barba azul trançada e traços físicos que indicavam que era Tyroshi, carregava duas espadas curvas presas num cinto e possuía um jeito de quem poderia arrancar todo o seu dinheiro numa mesa de apostas sem que você percebesse, o outro homem era careca com alguns resquícios de cabelo castanho na cabeça e uma barba da mesma cor, este usava uma armadura completa e uma espada enorme presa na cintura. Ambos pareciam bastante sérios para aquela reunião.

Illyrio ao ver que Viserys havia entrado na sala se levanta num pulo para que todos o recepcionassem também, todos os outros presentes pararam de fazer qualquer coisa e fizeram uma saudação, embora os três homens parados não tivessem demonstrado nenhum tipo de cordialidade como o resto dos presentes. Viserys não se importou, pois só queria que aqueles homens lhe dessem o seu reino por direito, depois disso os que quisessem poderiam voltar às suas vidas medíocres de mercenários.

Ao se aproximar dos homens e os comprimentar com um leve aceno na cabeça que indicava que todos poderiam voltar aos seus afazeres, o exilado prestou mais atenção ao garoto que parecia comandar aqueles dois homens. A princípio não havia achado nada demais nele, possuía um cabelo escuro quase da cor de carvão, mas se sentava muito bem para alguém que era mercenário. O que mais impressionava a Viserys na aparência dele era que o jovem mercenário tinha olhos lilases muito parecidos com os seus, o que dizia que ele provavelmente tinha uma descendência valiriana.

- Finalmente nosso futuro rei chegou! - Illyrio lhe saudou com alegria quase fingida e fez as honras ao apresentar os homens que estavam ali presentes. O Tyroshi era um mercenário chamado Daario Naharis, enquanto o guerreiro calvo se chamava Jorah Mormont, um soldado exilado de Westeros, assim como Viserys. Por último ele iria apresentar o mercenário mais novo, mas este se adiantou se levantando e estendendo uma mão para comprimentar Viserys.

- Sou Steffon Baratheon senhor, meu pai é Robert Baratheon e deseja conhecê-lo. - ele fala com uma firmeza no olhar e na voz que espanta a Viserys. - A Companhia Dourada irá lhe ajudar a tirar Rhaegar Targaryen do trono.

 


Notas Finais


Aos que leram o capítulo até o final eu posso lhes tranquilizar que o próximo POV será do Jaeherys (Jon) :D


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