1. Spirit Fanfics >
  2. DRAGÕES: O príncipe e a caçadora >
  3. Descobertas

História DRAGÕES: O príncipe e a caçadora - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


*Hello amores e amoras, mais um capítulo para vocês, sei que algumas pessoas estavam ansiosas kkk
**Nesse capítulo vai ter algumas desenhos (falas) da Gothi, o que ela desenhar estará entre aspas e em negrito.

***Desculpem os erros e boa leitura!

Capítulo 5 - Descobertas


- ASTRID – Bertha havia procurado a filha por toda a casa e agora estava olhando pelas redondezas – ASTRID.

- Algum problema Bertha? Dá para ouvir seus gritos do outro lado de Berk – Valka que caminhava por perto se aproximou da amiga.

- Não encontro a Astrid, essa menina ainda vai me deixar louca – Bertha respirou fundo – você por acaso a viu?

- Não, mas você sabe como ela é, deve estar explorando ou brincando pela ilha – Valka abriu um sorriso meigo, ela achava graça do jeito de Bertha, as duas eram tão diferentes, era até estranho serem amigas.

- A única pessoa com quem Astrid brinca ou explora é o Soluço e que eu saiba ele está na ferraria.

- Logo, logo ela aparece.

- Você tem razão, você estava indo para algum lugar, está ocupada? – Bertha fitou a amiga com um olhar aflito.

- Algum problema Bertha? – Valka adotou uma postura preocupada, raramente via a amiga com essa expressão.

- Preciso conversar com você Val, sobre a Astrid.

Valka assentiu e as duas mulheres se encaminharam para a casa dos Hofferson’s, ambas limparam os pés em um tapete de pele de ovelha retirando o excesso de neve. Assim que entraram na casa, Bertha fechou a porta atrás de si.

- Éramos para estarmos treinando, desse jeito ela nunca vai se tornar uma boa guerreira – Bertha puxou duas cadeiras uma para a amiga e outra para si.

- Você já parou para pensar que ela não quer se tornar uma guerreira? – Valka questionou receosa, ela sabia que a menina não gostava de lutar nem nada que envolvesse violência, mas também sabia que Bertha era decidida, quando colocava algo na cabeça, não havia ninguém que o tirasse.

- Ela precisa ser – Bertha passou as mãos nos cabelos.

- Não é porque você e o Ingvar são guerreiros que ela tem que ser.

- Não é por isso, é por causa da profecia – Bertha respirou fundo, não gostava nem de pensar na tal profecia – de acordo o que a anciã disse, a Astrid será a salvação de Berk.

- Você acha que ela salvará Berk, lutando?

- O que mais poderia ser?

Valka abriu um leve sorriso enquanto balançava a cabeça negativamente.

- Não acho que será através de uma guerra que Astrid nos salvará, você se lembra do resto da profecia?

- Sim, não tem como esquecer uma coisa dessas – Bertha levou a mão até sua cabeça pressionando de leve sua têmpora – ela vai ter dor e sofrimento na vida dela, eu preciso prepará-la da melhor forma possível.

- Não adianta ela se tornar um guerreira se não tiver o amor verdadeiro, a profecia foi bem clara.

- Mas ela tem – Bertha disse exasperada – foi por isso que fizemos o contrato.

- Você acha mesmo que ela ama o Soluço? Eles são muito unidos, mas são amigos, tenho medo de que a relação deles se baseie apenas nisso.

- Então temos que fazer algo – Bertha se levantou da cadeira começando a andar de um lado para o outro no pequeno espaço da cozinha – a Astrid e o Soluço precisam se apaixonar um pelo outro pelo bem de Berk, eu não quero nem pensar no que vai acontecer se a profecia se cumprir.

- Que profecia? – uma voz lhes chamou a atenção.

As duas mulheres olharam em direção a voz, Astrid estava próximo a porta com uma cesta nas mãos.

- A-astrid? – Bertha olhou de relance para Valka e fitou o seu olhar na filha, adotando uma postura séria – Aonde você estava?

- Na plantação, a senhora pediu para eu comprar alguns vegetais, não se lembra? – Astrid segurou a cesta apenas com uma das mãos a apoiando em seu quadril e com a mão livre fechou a porta.

- Pedi? – Bertha franziu o cenho – Ah sim, eu pedi, mas que cabeça a minha – ela deu um leve tapa em sua testa.

Valka tentou se controlar, mas acabou soltando uma risada, sua amiga parecia um pouco desnorteada.

- Olá tia Val – Astrid abriu um leve sorriso em direção a mulher que retribuiu prontamente.

- Coloque os vegetais na mesa e depois vá se preparar para o treino – Bertha respirou fundo e voltou a se sentar na cadeira ao lado de Valka.

Astrid fez o que a mãe pediu, levou a cesta a colocando na mesa, retirou os vegetais de dentro os organizando de forma que não rolassem ou caíssem no chão.

- De que profecia estavam falando? – Astrid colocou a cesta já vazia em cima de um barril no canto da cozinha.

- P-profecia? Nenhuma – Bertha respondeu rápido, estava visivelmente nervosa.

- Eu ouvi quando cheguei, vocês disseram que alguém precisava se apaixonar pelo bem de Berk e depois falaram sobre uma profecia.

- Você deve ter entendido errado querido – Valka respondeu calma como sempre, mesmo estando nervosa por dentro, ela sabia que se demonstrasse o seu estado interior só iria aumentar a curiosidade na pequena loira.

- Eu entendi muito bem – Astrid cruzou os braços irritada, detestava quando alguém insinuava que ela estava errada – vocês estavam falando sobre uma profecia.

- Isso não te diz respeito Astrid, agora vá fazer o que eu mandei – Bertha disse autoritária usando o olhar que sempre amedrontava a filha, o que a fez se calar e sair da cozinha para se preparar para o treino.

*

*

Soluço martelava com força a barra de aço já aquecida, em cima de uma bigorna modelando o metal para formar a lâmina de uma espada.

- Bocão, eu queria te perguntar uma coisa – ele chamou a atenção do loiro robusto que esquentava um barra de aço na forja.

- Eu já falei que não sei por que os trolls só pegam as meias do pé esquerdo.

- Não é sobre isso – o garoto riu, enquanto usava toda sua força, que não era muita, para alongar o aço e afinar o lado que seria o gume.

- E é sobre o quê?

- O que as pessoas fazem depois de casados?

- Como assim? – o loiro se virou para olhá-lo.

Soluço colocou a lâmina já com o tamanho, forma e consistência desejada em um esmeril para acertar as arestas e alisar as faces da lâmina.

- Tem uma coisa que as pessoas só podem fazer depois de casados o que é?

Bocão abriu a boca, mas não para responder e sim porque teve uma crise de tosse, ele largou a barra de aço e levou suas mãos ao peito, seu rosto estava vermelho e ele não conseguia respirar. Soluço tirou a lâmina do esmeril colocando-a na mesa e rapidamente pegou uma caneca que estava em uma mesa mais ao canto, ele foi até um balde com água e encheu a caneca a levando logo em seguida para Bocão.

- Bebe um pouco – Soluço entregou a caneca para o homem que bebeu todo o líquido em um gole só.

- Dessa vez eu realmente pensei que iria para Valhalla – Bocão entregou a caneca vazia para Soluço e se sentou em um pequeno banco com as mãos no peito, tentando controlar a respiração.

- Você está bem? – o garoto estava preocupado.

- Sim, só me assustei.

Bocão conseguiu controlar a respiração e parecia bem melhor.

- Você não me respondeu – Soluço colocou a caneca novamente na mesa e encarou o amigo.

- O quê? – Bocão arregalou os olhos.

- A minha pergunta, você não respondeu, eu perguntei o que as pessoas fazem

- Eu sei o que você perguntou garoto, não precisa repetir – Bocão o interrompeu – por que isso agora?

- A Astrid disse

- A Astrid? – o homem gritou interrompendo o garoto mais uma vez – Você falou com ela sobre isso?

- Dá para parar de me interromper – Soluço bufou já irritado – ela disse que a tia Bertha falou que tem uma coisa que as pessoas só fazem depois de casados, mas eu não sei o que é.

- Você deveria conversar isso com seu pai – Bocão se levantou, pegou a lâmina que estava na mesa e entregou para Soluço sinalizando que ele devia voltar ao trabalho.

- Meu pai não tem tempo para conversar comigo, está muito ocupado cuidando da ilha – Soluço tentou soar normalmente, mas era perceptível que havia um pouco de mágoa em sua fala.

Bocão se sentia mal pelo garoto, ele tinha um carinho especial por Soluço e sabia que Stoico não dava atenção para o filho, mas isso não significava que ele queria ter aquele tipo de conversa.

- Então devia conversar com um tio, primo, amigo, vizinho, qualquer um que não seja eu.

- O Gosmento? Ele mal olha para mim, quanto mais conversar, o Melequento, só se fosse para me dar uma surra, o Magnus – ele fez uma careta – não gosto de falar com ele e amigo? Bem, você é meu único amigo.

Bocão sentiu um aperto no coração, Soluço não tinha ninguém, todos da ilha o evitavam, já que o consideravam a decepção de Stoico.

- Por que você não quer me responder? – Soluço retirou a lâmina do esmeril e a mergulhou em um barril cheio de água.

- É que é complicado – Bocão encarou o garoto, Soluço o olhava suplicante e com curiosidade – está bem, mas eu não sou a melhor pessoa para explicar isso, deveria ser seu pai, e provavelmente você não vai entender, e eu não quero reclamações se por acaso a sua mãe souber que eu te falei essas coisas.

- Bocão – Soluço o repreendeu.

- Está bem, por onde eu começo?

- Pelo começo? – Soluço questionou sarcástico.

- Que os deuses me auxiliem nessa difícil missão – Bocão resmungou mais uma vez antes de começar a explicar.

*

*

Astrid caminhava por Berk distraída, sua mente estava distante, ela não conseguia não pensar na conversa que havia ouvido mais cedo. Sua mãe estava estranha e parecia esconder alguma coisa, e ela teve certeza disso quando a temível Bertha a liberou do treino daquele dia com a desculpa que estava cansada, sua mãe nunca ficava cansada, tinha alguma coisa errada e Astrid iria descobrir o que era.

A garota parou de andar ao perceber que estava em frente a ferraria, ela olhou para a janela do local vendo os cabelos ruivos balançando ao vento. Um sorriso involuntário surgiu em seu rosto e seu coração começou a acelerar, ela não entendia o motivo, mas ignorou e foi em direção a entrada do local.

- Oi Soluço, Bocão – Astrid disse ao adentrar o local, tentando desfazer o sorriso que teimava em aparecer em seus lábios.

- Astrid? – Soluço e Bocão falaram ao mesmo tempo assustados – O que faz aqui? – Soluço completou.

Os dois estavam com os rostos vermelhos e pareciam estarem constrangidos com algo.

- Algum problema? Vocês estão estranhos – a loira os encarou com o cenho franzido.

- Estranhos? A gente? Não, não – Soluço passou a mão na nuca – só estamos surpresos com você aqui.

- Eu não podia? Eu sei que ninguém pode entrar aqui a não ser vocês dois e o chefe, mas nunca teve problema antes e você sempre disse que eu era vip.

- E é – Soluço a interrompeu, sabia que quando Astrid começava a falar daquele jeito ela se empolgava e criava um monólogo enorme – você pode entrar aqui, só não esperávamos, mas então veio amolar seu machado? – o garoto apontou para a arma na mão de Astrid.

- Essa foi a desculpa que eu dei para a minha mãe para poder vir aqui, mas na verdade queria te ver – Astrid disse simplista sem perceber o sorriso que surgiu no rosto de Soluço e a expressão boba que ele fez.

- Deixa comigo, amolo o seu machado um instante – Bocão pegou a arma da garota e foi até uma pequena sala dentro da ferraria aonde ficava a pedra que ele utilizava para afiar machados.

- Eu ouvi uma conversa muito estranha – Astrid se sentou em um banco ao lado de Soluço.

- Que conversa? – Soluço perguntou assustado – De quem?

- Você não está bem né – Astrid balançou a cabeça negativamente enquanto ria – das nossas mães.

Soluço respirou aliviado, por um momento havia pensado que Astrid poderia ter ouvido parte de sua conversa com Bocão, e já era constrangedor demais para ele, quanto mais para ela.

- Você está bem? Está vermelho?

- Estou? – ele gritou – Quer dizer estou, é por causa do trabalho, do calor da forja.

- Ah sim.

- Mas então o que você ouviu? – ele mudou de assunto.

- As nossas mães estavam conversando sobre uma profecia, e sobre um casal.

- E o que tem de mais nisso?

- Eu acho que esse casal somos nós.

- Nós? – ele franziu o cenho e ela assentiu – Mas o que exatamente elas falaram?

- Eu tinha ido até a plantação comprar vegetais porque minha mãe tinha mandado, quando voltei e entrei em casa a minha mãe estava conversando com a sua mãe e ela disse que eu e você precisávamos – Astrid abaixou o olhar envergonhada, suas bochechas adotaram uma coloração vermelha.

- Que nós? – Soluço a encorajou a continuar.

- Devíamos nos apaixonar pelo bem de Berk – Astrid falou rápido e de uma vez.

- O quê? – Soluço a olhou perplexo.

- E isso tem alguma coisa a ver com uma profecia.

- Prontinho – Bocão surgiu com o machado em mãos – está muito amolado, cuidado para não se machucar.

- Obrigada Bocão – Astrid pegou a arma na mão e o colocou no chão apoiado na parede ao seu lado.

- Está tudo bem? Vocês parecem um pouco estranhos – Bocão fitava os garotos que estavam vermelhos – não me diga que você falou para ela o que conversamos?

- O que vocês conversaram? – Astrid perguntou curiosa.

- Nada – Soluço respondeu rápido e se virou para Bocão – eu não falei nada, estávamos falando sobre outra coisa.

- Menos mal – o loiro suspirou.

- Bocão, você sabe sobre alguma profecia envolvendo eu e a Astrid?

Bocão teve mais um ataque de tosse, seu rosto voltou a ficar vermelho e mais uma vez ele estava com dificuldade para respirar. Assim como mais cedo, Soluço pegou um pouco de água e deu para o homem beber.

- N-não, não sei de nada – Bocão disse após beber o líquido.

- Você está mentindo – Astrid cruzou os braços enquanto o analisava com uma expressão séria.

- Eu, mentindo? Claro que não.

- Bocão – Astrid e Soluço falaram em tom de reprovação, eles se entreolharam rapidamente ao perceberem que haviam falado juntos e voltaram a encarar Bocão.

- Não vou falar nada, minha boca é um túmulo.

- Há um motivo para te chamarem de Bocão – Soluço sorriu.

- Ah mamãezinha, tinha que colocar esse nome em mim? – Bocão fez bico enquanto balançava a cabeça negativamente.

- E então, o que você sabe sobre essa profecia? – Astrid questionou impaciente.

- Não posso dizer, o chefe vai me matar, não só ele, mas a sua mãe também Astrid, ela é assustadora.

- Tudo bem, não precisa nos contar – Soluço deu de ombros.

- Não? – Astrid encarou Soluço sem entender.

- Mas nada impede de descobrirmos, se você apenas dizer se estamos no caminho certo ou não, você não estará contando.

- Por que eu me sinto caindo em uma armadilha? – Bocão resmungou.

- Existe uma profecia envolvendo eu e a Astrid? – Soluço refez a pergunta esperando que Bocão apenas sinalizasse com a cabeça um sim ou um não.

- AH, PAREM, EU NÃO AGUENTO MAIS – Bocão gritou – EU CONTO. Existe uma profecia dizendo que vocês precisam se apaixonar e ficarem juntos ou se não vocês serão os responsáveis pela destruição de Berk.

Bocão puxou o ar com força após terminar de falar, ele tinha falado tudo de uma vez e sem pausa.

- Ufa, me sinto mais leve agora – ele suspirou com um leve sorriso em seus lábios.

Ele se virou para os garotos que estavam boquiabertos e sem reação.

- Vocês ouviram o que eu disse? – Bocão balançou o gancho para cima e para baixo na frente deles – Ixi, acho que pifaram, tudo bem eu espero.

Ele se virou e voltou a esquentar a barra de aço na forja.

- Nós temos que nos apaixonar? – Soluço gritou após um tempo?

- Nós iremos destruir Berk? – Astrid também gritou.

- E voltaram ao normal – o loiro respirou fundo e voltou sua atenção aos dois garotos – não gritem, a maioria dos berkianos não sabem disso, na verdade, só os pais de vocês e a anciã, aquela velha sabe de tudo, e é claro eu.

- Bocão, explica essa história direito – Soluço pediu em um tom mais calmo.

- Não, eu nem devia ter falado o que falei, se seus pais souberem que eu falei vão me matar.

- Não precisa falar Bocão, eu sei quem pode nos contar em detalhes sobre a profecia, vem Soluço – Astrid saiu da ferraria puxando Soluço pelo braço.

- É hoje que eu morro – Bocão retirou seu elmo da cabeça e o segurou em frente ao peito – eu sou tão jovem e tão bonito para morrer.

Ele fingiu algumas lágrimas e som de choro, até perceber que duas mulheres o observavam.

- O que foi? Nunca viram ninguém lamentar a morte não, não posso nem chorar em paz – ele colocou o elmo na cabeça novamente e voltou ao trabalho.

*

*

Astrid e Soluço estavam sentados em um banco, um do lado do outro, os dois estavam ofegantes, era o mínimo que poderia se esperar depois de subirem correndo dezenas de degraus para chegarem na casa da anciã.

Gothi entregou duas canecas com água para eles e esperou que se recuperassem, quando percebeu que os garotos estavam mais calmos, ela pegou seu cajado e foi até um canto de sua casa, aonde havia areia e começou a desenhar. Os garotos se levantaram e se aproximaram da anciã para verem os desenhos.

Como Soluço seria o futuro chefe, desde cedo ele aprendeu a decifrar os desenhos de Gothi, e como Astrid a mando de seus pais, tinha que ficar praticamente colada em Soluço ela também participou das aulas e sabia decifrar os desenhos da anciã.

“Vocês vieram por causa da profecia?”

Astrid e Soluço se entreolharam e assentiram com a cabeça.

“Eu previ que esse dia chegaria, esperem aqui”

Gothi entrou em pequeno cômodo a em alguns minutos retornou com uma urna nas mãos a entregando para Soluço, ela se inclinou e voltou a desenhar.

“Dentro desta urna está o que vocês querem saber, pedi para o chefe registrar as profecias em documentos, e as guardei junto com o contrato, leiam”

Gothi foi até uma cadeira e se sentou esperando que os garotos lessem o que estava escrito.

Soluço abriu a urna e retirou de dentro três papéis, o primeiro era um contrato de casamento, no qual dizia que ele e Astrid deveriam se casar ao completarem 21 anos, no segundo papel estava escrita a profecia da Astrid e no terceiro a profecia de Soluço.

- Por isso eles fizeram o contrato, não foi para manter nossas famílias unidas, foi para salvar Berk – Astrid comentou abismada.

- Gothi, o que isso significa? Eu e a Astrid seremos responsáveis pela destruição de Berk? Não faz sentido – Soluço encarou a anciã que se levantou e voltou a desenhar.

“A profecia foi feita, é o que os deuses decidiram para o destino de vocês”

- Está errado, eu vou causar sofrimento? Minha vida estará cercada de dor e morte? Não, tem que estar errado – os olhos de Astrid se encheram de lágrimas.

Ela balançava a cabeça negativamente enquanto caminhava de um lado para o outro.

- Astrid se acalma – Soluço pediu calmo, ele queria gritar e surtar por causa do que leu, mas já bastava Astrid.

- Me acalmar? Como Soluço? – ela gritou – Você leu o que está escrito. Ela pegou o papel que estava em sua mão e o levantou na altura do rosto de Soluço.

- Sim eu li, mas temos que nos acalmar, a profecia é ruim? Muito, mas deve ter uma solução – ele se virou para Gothi – tem uma solução, não tem?

A velha abriu um leve sorriso antes de desenhar mais algumas coisas.

“A solução está na própria profecia, vocês precisam ficar juntos, vocês salvarão um ao outro e juntos salvarão Berk”

- A minha profecia diz sobre amor verdadeiro, e se o Soluço não for meu amor verdadeiro? – Astrid havia parado de andar, mas continuava descontrolada.

“Eu não posso dizer como as coisas acontecerão, os deuses não me mostram tudo, mas o destino de vocês está entrelaçado, vocês vão conseguir dar um jeito de permanecerem juntos, agora vão e Astrid, converse com seus pais”

Soluço e Astrid desceram as dezenas de degraus sem trocarem uma palavra sequer, ambos estavam perdidos demais em seus próprios pensamentos.

- O que iremos fazer? – Soluço questionou ao chegarem perto da ferraria.

- Eu vou para casa, vou conversar com os meus pais – Astrid disse em um tom de voz baixo, ela parecia estar um pouco desconcertada.

- Você acha que eles vão falar a verdade?

- Eles precisam, nós vimos as profecias, não tem como esconderem – ela aumentou um pouco o tom de voz – você precisa falar com os seus pais também.

- E falar o que? Não sei se tem algo a se falar Astrid – ele passou a mão nos cabelos.

- Se você não quiser conversar com seus pais, tudo bem, mas eu vou, eles em devem uma explicação, eles nos condenaram a um destino e nos negaram o direito de saber – os olhos dela voltaram a se encher de lágrimas.

- Não foram eles que nos condenaram a esse destino, foram os deuses.

- Mas eles deviam ter feito alguma coisa – ela gritou chamando a atenção de alguns vikings que caminhavam pelo local – tem 13 anos que as profecias foram feitas, eles deviam ter feito alguma coisa, eles não podem ficar parados esperando que um casamento resolva tudo.

- Eu sei, e eu concordo, mas brigar com eles não vai resolver as coisas.

- E o que vai? – ela abriu os braços enquanto permitia que as lágrimas escorressem pelo seu rosto.

Soluço se aproximou e a puxou para um abraço, algo raro, geralmente era ela quem tomava a iniciativa.

- Eu não sei, mas vamos pensar em algo, estamos juntos nessa Astrid, nós vamos resolver isso juntos.

Ao sentir o abraço de Soluço, Astrid se permitiu chorar ainda mais, ela não sabia direito o que pensar, mas ela sabia que independente do que acontecesse ela conseguiria resolver, porque ela tinha ele, seu melhor amigo.


Notas Finais


*Espero que tenham gostado.
**Valka dizendo que Astrid não gosta de violência, ela diz isso porque nunca viu o quanto a Astrid bate no Soluço, tadinho.

***É isso, um abraço apertado e até sábado!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...