História Dragões Reais - Capítulo 32


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rock Lee, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Cavaleiros, Dragões, Naruto, Reis
Visualizações 35
Palavras 4.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal desculpem mesmo a demora.
Como recompensa pelo atraso na postagem, segue um capítulo maior para vocês.

Capítulo 32 - Eu a sentencio...


O selo começava se sobrecarregar, quando ela deu o golpe final que estrondou por milhas floresta adentro.

****

Aos poucos o silêncio foi retornando e Shino abriu os olhos sem entender como ainda estava vivo; olhou para cima e viu o corpo de Rivendell sobre o seu, protegendo-o do impacto. Rapidamente a colocou deitada ao lado tentando recobrar seus sentidos; percebeu que a mão que ela segurava a katana estava toda machucada pela forma que usou o chakra violento do bijuu.

- Ei, Rivendell! – Chacoalhava a amiga tentando acordá-la. – Kazumi! Precisamos sair daqui! – Olhou ao redor vendo que haviam sido arremessados para dentro da floresta, alguns metros do portão principal. – Venha. – Colocou o braço dela sobre seus ombros ao ouvir uma movimentação de passos mais ao longe. – Vamos! Acorde! – Chamava tentando acordá-la.

- Ei... – Resmungou ao sentir o rapaz lhe carregando com altivez. – Você está bem?

- Sim. Fica quieta! Logo chegaremos ao portão e você será tratada.

- Eles estão se aproximando... – A voz de Kazumi era fraca. – Deixe-me aqui.

- Cala a boca! – Ralhou ajeitando-a nas costas. – Não vou deixá-la para trás.

- Esse não parece o Aburame que me emboscou alguns dias atrás. – Brincou tossindo um pouco.

- Você está querendo morrer por continuar falando disso, não é? – O rapaz sorriu de lado.

Shino desviou com muita dificuldade de algumas flechas que vinham na direção deles; parou atrás de uma árvore escorando Kazumi em seu tronco, para revidar contra os que estavam mais próximos.

- Deixe-me aqui. – Insistiu sem olhá-lo.

- Ao invés de ficar dizendo bobagens podia estar ajudando com suas flechas. Ah, lembrei... – Ele deu uma risada baixa ao olhá-la com desdém. –... sua mira é péssima, Rivendell! – Tornou a mirar contra dois que viram seu último disparo e por fim acertou as cabeças. – Eles estão mais fortes ou é impressão minha? – Abaixou o arco vendo os muitos acertados anteriormente arrancando as flechas de seus corpos e continuando a caçada até eles.

- Eu disse para me deixar aqui! – Kazumi o agarrou pela armadura prensando-o contra o tronco da árvore, seu rosto sangrava sobre o olho esquerdo devido o pequeno corte no supercílio.

- Eu não vou.... – Shino se calou quando viu os olhos da moça relancearem de cinzas para âmbar, sentiu um arrepio de morte e abaixou a cabeça.

- Precisa chegar até lá e contar sobre o exército que está vindo por este lado. – Apertou o ombro dele para despertá-lo daquele transe. – Não vai querer ver isso. – Foram as últimas palavras de Rivendell, antes de empurrá-lo para atrás de si e bloquear as flechas.

- Voltarei com ajuda! – Seu olhar foi de culpa e assim saiu correndo por entre as árvores.

Quando ele já estava mais longe, Kazumi respirou fechando os olhos e pensando no que estava preste a fazer, mas precisava garantir que Shino chegasse ao portão em segurança; levou a mão até o selo, sentindo-o pulsar e por fim o liberou parcialmente. Imediatamente seu corpo foi revestido com o chakra azulado e seus ferimentos foram curados. Uma onda de êxtase veio revigorá-la e, sem perder tempo, avançou sobre os inimigos cortando-os com exímia velocidade e precisão. Em suas costas se formavam um par de asas de puro chakra que a protegeu contra as flechas, mas agora, olhando para si mesma, eram terríveis. Viu a carnificina que cobria o chão por onde passava e se repudiou: era pior do que eles.

- Eu posso ajudar. – Aquela voz sussurrando veio ao seu encontro como a morte.

- Não vou deixar que escape. – Apoiou-se na árvore para aguentar a pressão do bijuu tentando escapar.

- Não entende? – Uma risada foi ouvida ecoando dentro de sua alma. – Só o fato de ter que usar meu poder mostra o quanto está com medo.

- Cala a boca! – Fechou os olhos tentando se concentrar em outra coisa além daquela voz assombrosa.

- Se enfrentá-los sem meu poder vai morrer.

- Eu já disse que não! – Rosnou apertando o ombro direito que ardia como fogo em brasa sobre sua pele.

­­- Tola! – Rugiu furioso, acalmando-se logo em seguida. – Emprestarei meu poder desta vez.

- E o que o faz acreditar que sou ingênua para aceitar essa proposta? – Riu sem humor enquanto limpava o sangue do canto de seu olho.

- Emprestarei meu poder, mas só vai conseguir usá-lo se liberar o selo. Você precisa de mim, sabe que falo a verdade. – Reprimiu uma risada. – Então libere o selo e mate seus inimigos sem piedade. – Encerrou aquela conversa liberando todo seu chakra que era repreendido pelos grilhões do selo que sugavam fortemente sua energia.

Em seguida Kazumi sentiu seu interior arder em resposta à grande massa de poder que ele lhe transmitia, ficou tentada em retirar o selo, mas antes que o fizesse a voz de Kyo Rivendell soou alto em sua mente, despertando-a.

- Não faça isso. – Um vento gélido soprou por seu corpo resfriando aquela sensação abrasadora. – Você é mais forte do que pensa, Kazumi. Não se deixe enganar tão facilmente pelo poder, minha filha. – Sorriu elevando o corpo dela.

- Pai... – Sorriu sentindo os olhos marejarem ao reencontrá-lo.

- Levante-se! Você tem uma guerra para vencer. – Sorriu puxando-a pela mão.

Com essa nova determinação, Kazumi empunhou sua espada esquecendo do selo e saiu cortando o inimigo. Ao redor de seu corpo era possível ver uma armadura de raios azulados que estavam acertando e dizimando qualquer coisa que ousasse feri-la. Em seu rosto havia um sorriso satisfeito pela visão que tivera de seu querido pai e isso foi suficiente para torná-la forte. Rugiu enquanto brandia a lâmina mostrando o quão feroz e imponente podia ser para proteger seus amigos.

- Protegerei meus amigos com minhas próprias forças! – Rugiu acertando mais dois.

....

Dentro do castelo as pessoas estavam assustadas com os gritos e o alvoroço que se formavam lá fora. O Conde Yamanaka olhava da pequena janela o campo de batalha que havia se tornado os arredores da muralha, foi quando viu aquilo que lhe deixou realmente surpreso: uma luz azul se ascendeu pelo céu do lado externo do muro leste. Seus lábios tremeram ao reconhecer aquela sensação e por segundos perdeu os sentidos, apoiando-se na tocha que fazia a pouca iluminação ali dentro.

- Impossível! – O Yamanaka ficou atordoado e ao mesmo tempo amedrontado.

Seus olhos se arregalaram e saiu apressado, enquanto ajeitava a túnica que usava. Passou pelos nobres que se acovardaram ali dentro e seguiu pelo corredor até a sala secreta que havia no andar da biblioteca. Assim que o viram, os dois soldados que faziam a guarda da porta, curvaram-se.

- O castelo está sendo atacado! Todos os soldados estão sendo solicitados para fazerem a proteção dos nobres no salão principal.

Os homens se entreolharam duvidando daquela ordem, mas acabaram confirmando com a cabeça e saindo apressados com as lanças em mãos. Aproveitando-se dessa brecha, o Conde adentrou a sala vislumbrando, no meio desta, um pedestal que acomodava uma pequena arca. O Yamanaka olhou para trás novamente e adentrou fechando a porta.

Cuidadosamente ele se aproximou da arca e abriu o fecho, deslumbrando-se com o motivo de tantas mortes ser um pequeno frasco de vidro, selado por uma rolha. Seu conteúdo era o sangue do último dragão que viveu por aquelas terras, uma arma que traria a evolução de todas as espécies e o poder para aqueles que sobrevivessem. Lentamente o homem pegou o frasco com zelo e embrulhou em um lenço colorido.

Um barulho do lado de fora o despertou para se apressar e assim saiu espreitando pelos corredores até encontrar uma passagem secreta que o levasse para fora do castelo, ao local de encontro onde um encapuzado o aguardava.

....

A exaustão tomava conta de seu corpo, seus músculos fatigavam a cada passada que dava, mas o exército de Rasetsus apenas aumentava pelos flancos. Kazumi se defendia das espadas à centímetro de lhe cortarem; num momento de distração pelas dores que sentia, um dos pálidos conseguiu atingi-la com um corte nas costas que a derrubou de joelhos. Os outros que se encontravam mais pertos largaram as armas e os escudos e se adiantaram para mordê-la, mas de repente ouviu-se um rugido alto e todos se afastaram dando passagem para o General do exército se aproximar.

Mesmo fazendo uso do chakra de seu bijuu, Kazumi ainda tinha consciência de seus atos, por isso foi capaz de ver a flecha destinada à sua pessoa, que o General estirava à frente de seu rosto. Ele chegou bem à sua frente e lhe empurrou com o pé; sua expressão sádica denunciava o objetivo para o qual fora criado: derrubar todos que entrassem em seu caminho sem qualquer misericórdia e, naquele momento, ela era o empecilho.

Tudo que fez foi fechar os olhos e esperar sua hora, já havia feito tudo o que estava ao seu alcance para poder ajudar Tarmalok, agora era hora de deixar com os outros guerreiros. Os segundos pareciam se arrastar frente a face da morte, mas ela não tinha pressa: seu corpo estava pesado e mal conseguia respirar com o coração disparado do jeito que estava. Pouco antes de desmaiar viu-o soltar a flecha e essa vir lentamente até seu rosto.

- KAZUMI! – Uma voz conhecida a despertou num susto. – LEVANTA! – Naruto apareceu no seu campo de visão.

Em seguida sentiu alguém lhe suspender sobre os ombros e o tinir de espadas recomeçar. Os Dragões Reais lutavam com fúria contra aqueles pálidos. Seus olhos procuraram o rosto daquele que a amparava e viu Gaara laçar sua cintura enquanto a mantinha protegida com sua areia; a mão livre ele bradava sua katana com maestria, repelindo os mais ousados que tentavam atacá-los.

- Você está bem? – O ruivo sorriu de lado arqueando uma das sobrancelhas ao ver quão incrédula ela estava.

Logo que seu cérebro entendeu que estava entre amigos, ela se permitiu relaxar os músculos sentindo o corpo cair para trás; Gaara a amparou com a outra mão antes que desmaiasse e assim retornaram ao castelo.

- ABRAM OS PORTÕES! – Lee ordenou já se encaminhando para a entrada principal, afim de receber os Dragões Reais. – Vocês chegaram a tempo. – Soprou em alívio quando os viu bem. – Eu não sabia que haviam nomeado outro Dragão Real. – Apontou o soldado que Gaara trazia sobre os ombros.

- Ele se feriu gravemente enquanto lutava contra os Rasetsus na linha de frente. – O ruivo ajeitou Kazumi como se fosse um saco de batatas, ouvindo gemidos por parte dela.

- Por favor, venham. – Shino se aproximou com aquele olhar cúmplice. – A senhorita Haruno o aguarda.

- Busquem qualquer coisa que sirva de provas para serem levadas ao rei. – Sasuke deu a ordem seguindo atrás dos outros.

Quando adentraram o pátio central, avistaram a grande destruição que ficou depois do ataque, muitas barracas do comércio estavam reviradas, as carroças aos pedaços amontoavam-se em um canto, sem contar na quantidade até grande de corpos pelo chão, os quais alguns faltavam braços ou pernas, e todos tinham marcas de mordidas.

- Ei, Makoto! – Kazumi se assustou ao ver o amigo jogado no chão, ainda vivo, porém com grande parte das vísceras expostas; soltou-se de Gaara, cambaleando até ele e lhe segurou a cabeça para não engasgar com o próprio sangue, tentando achar algum jeito de salvá-lo. – Aguente firme! Por favor, ajude-o! – Olhou Neji mais atrás que se apressou em ir até eles.

- Ei mascarado... – Makoto apertou a mão do amigo, buscando conforto naqueles últimos minutos de vida. – O elmo é bonito, mas você... – Cuspiu mais golfadas de sangue entre o sorriso. –... está péssimo.

- Não se esforce! – Com as mãos trêmulas pressionava o profundo corte no pescoço dele tentando em vão impedir que o sangue continuasse espirrando.

- Não morra! Entendeu? – Apertou o ombro do amigo. – Prometa... prometa que vai... continuar... – Aos poucos a voz de Makoto foi sumindo e silenciou eternamente.

- Makoto! Makoto! – Kazumi estava em choque ao ver o brilho nos olhos se esvair. – Ei, você não pode morrer agora! Pare com isso! Abra os olhos! – Chacoalhava o companheiro enquanto segurava as lágrimas. – Acorda! Acorda! – Seu desespero era evidente.

- Não tinha como ele sobreviver com esses ferimentos. – Neji abaixou a cabeça em sinal de respeito.

- Não!

- Rivendell! – Shino tocou no ombro dela, para que se afastasse do corpo, mas recebeu um empurrão.

- Você precisa ajudá-lo! Ele ainda pode voltar! – Agarrou Neji pela gorja da armadura, implorando, mas o moreno abaixou a cabeça. – Não...

- Eu sinto muito. – Shino a segurou quando sentiu que já não conseguiria se manter em pé.

- Desculpa. – Ajoelhou ao lado do corpo do amigo. – Não consegui ajudá-lo.

- Você fez o que pode para ajudá-lo. – Sasuke apareceu levemente desconfortável por prestar suas condolências. – Makoto morreu orgulhoso de ter sido seu amigo. – Todos olharam surpresos para o moreno que corou levemente com sua maneira de confortar seus subordinados.

Houve um minuto de silêncio até a moça se mexeu para limpar o rosto.

- Makoto era um dos que me detestava. – Soprou uma risada para disfarçar o choro que voltava. – Mas depois de nos salvarmos algumas vezes acabamos nos tornando amigos. Vivíamos competindo. – Passou a mão no rosto pálido dele.

- Você fez o que foi treinada para fazer, assim como Makoto. Não envergonhe a memória dele com esses pensamentos. Ele morreu com honra pelo que acreditava e grato por ter um amigo como Toushirou. – O comentário de Gaara foi severo como sempre, mas ela entendeu o que ele queria lhe passar e aceitou.

- Vamos cuidar do corpo dele, não se preocupe. – Naruto confirmou sorrindo em solidariedade à perda dela.

- Obrigada... – Expirou sentindo os sentidos ficarem lentos.

- Kazumi! – Naruto a segurou quando desmaiou à sua frente. – Ela precisa de cuidados.

Na enfermaria, Sakura já havia preparado tudo para receber Kazumi, e ficou mais aliviada ao ver Neji adentrando o local também.

- O que aconteceu? – A moça viu o profundo corte que havia nas costas dela, fora os outros arranhões e hematomas pelo corpo.

- Temos que agir rápido. – Neji já se preparava para suturar as feridas. – Ela foi atingida pelas espadas deles.

- Mas não devia estar sangrando tanto assim! – A rosada arregalou os olhos ao ver o líquido vermelho pingar no chão.

- As armas que eles usaram neste ataque eram de um metal escuro. – Naruto olhou para Sakura com pesar. – Era magia negra.

A nobre Haruno levou a mão à boca em espanto, depois tornou a olhar o estado lamentável de Rivendell: além do sangue e das feridas feitas pela lâmina negra, um de seus braços estava em carne viva, Shino explicou que havia sido o poder o hachibi que causara tantos danos ao corpo dela.

As horas foram passando, e por mais que Neji e Sakura tentassem estancar o sangramento, este não cicatrizava. A única forma que encontraram de mantê-la viva, foi através da magia dos antigos elfos, mas isso só diminuía a perda de sangue até que Kushina chegasse para ajudar. O Hyuuga estava exausto e ainda assim permanecia concentrando seu chakra sobre as feridas; suas mãos estavam envoltas em um fluido ciano.

- Eu nunca tinha visto algo parecido a isso. – Sakura comentou entregando um pouco de água ao moreno. – A magia dos elfos realmente é incrível. – Sorriu ao elogiar a ascendência dele.

- Elas foram proibidas em Arandae, então não comente isso com ninguém – A voz de Neji soou serena, totalmente contrária à sua expressão fatigada. – Serei enforcado se alguém souber que usei isso. – Olhou-a com intensidade.

- Por que proibiriam algo que salva vidas?

- São Kinjutsus. – Inspirou pesado. – Consomem a vida do usuário.

- O quê? – A rosada o olhou incrédula. – Então precisa parar!

- Se eu parar ela morre. – A resposta foi pouco convincente.

- Você nem gosta dela. – Desviou o olhar para um ponto qualquer. – Por que está se sacrificando para ajudá-la agora? – A pergunta veio em um tom um pouco mais brando.

- Estou fazendo porque quero. – Deu de ombros.

- Isso não é o suficiente! – A Haruno alterou um pouco seu tom de voz. – Eu sei que estava esperando o momento certo para entregá-la ao rei. – Explicou-se ao ver a expressão surpresa no rosto dele. – Então porque está ajudando agora?

- O príncipe Kakashi uma vez disse algo que me fez... – Ele parou como se buscasse uma palavra que pudesse descrever o que sentiu. –... entender um pouco... como ela age. Talvez ela só precise de alguém que a ajude levantar. – Sorriu de lado para Sakura.

****

Dois dias se passaram até que o rei retornasse para Tarmalok juntamente com seu filho; ambos se surpreenderam quando viram a montanha de corpos empilhadas à frente do portão principal, alguns já haviam sido queimados e outros se decompunham lentamente sem suas cabeças. Jiraya ficou abismado ao saber da ofensiva contra seus soldados.

- O que aconteceu? – Era nítida a aflição na voz do magnânimo.

- O ataque aconteceu pouco antes do entardecer, mas nós conseguimos controlar a situação. Sofremos uma baixa considerável de soldados. O inimigo foi morto. O portão principal foi o mais afetado, mas já enviamos homens para reforçá-lo com estacas. – De repente o soldado se calou, como se repensasse no que diria.

- O que foi? Diga! – Jiraya ordenou seriamente.

- Houve um incidente... – O pobre homem engoliu a seco. – Pouco antes do ataque, alguns homens disseram que a prisioneira escapou da cela e lutou contra o exército inimigo, dizimando as tropas com raios azuis. Estão dizendo que ela é a Princesa Hatake que veio nos ajudar.

Kakashi deu um sorriso discreto ao ouvir sobre o feito da prima, mas se conteve quando Jiraya lhe encarou feio.

- Quero que cerquem toda a cidade. – A expressão de Jiraya era assustadora. – Mandem uma mensagem à Kasdan contando o que houve aqui, para que reforcem a guarda e enviem outro regimento para cá. Chame os Dragões Reais! – Apontou para outro soldado, parado próximo ao corredor. – Tragam a impostora!

....

A ferida em suas costas demorou em cicatrizar e sua situação era delicada, segundo Kushina havia dito, após conseguirem estancar o sangramento e suturar os cortes; a magia negra que impregnava as lâminas do inimigo era muito poderosa e custou boa parte dos suprimentos que a ruiva trouxera. Kazumi passou dois dias inconsciente sobre a cama da enfermaria, sob os cuidados de Neji, Sakura e Kushina.

A Hatake acordou depois que teve um pesadelo com a morte de Makoto; era de noite e não havia ninguém ali. Esforçou-se para conseguir se sentar, mas seu corpo todo doía e respirava com dificuldades devido à exaustão da batalha, contudo não podia esperar. A uma altura dessas o rei já devia saber que havia fugido da prisão e, por muita sorte que ele ainda não havia mandado alguém para executá-la enquanto estava inconsciente. Aproveitando que não havia ninguém ali, adiantou-se em fugir antes que voltassem para lhe prenderem novamente.

- Devia esperar um pouco mais antes de querer fugir. – A voz de Neji a fez parar sentada na cama.

- Devo aguardar a morte sentada em uma cama? – Sua pergunta se tornou ácida quando viu Naruto e Sasuke se aproximarem.

- É melhor nem pensar em fugir de novo! – Naruto não perdeu tempo com educação e segurou-a firmemente pelo braço machucado, sem se dar conta.

- Naruto! – Sakura correu até ele antes que a machucasse ainda mais. – O ferimento dela abriu. – Olhou para Neji que autorizou que refizesse os curativos.

- Tudo bem Sakura. – Impediu-a de se opor ao Uzumaki. – Se eu contasse a você, teria me entregado ao rei assim que terminasse de me ouvir. – Fitou-o seriamente.

- Eu fui seu amigo! – Ele levantou o rosto e Kazumi pode ver angustia. – Eu te ajudei no que pude e mesmo assim não houve sinceridade de sua parte! O que acha que vai acontecer agora? – Agarrou-a pelo chemise com fúria, foi possível sentir seu chakra estremecer o local.

- Chega Naruto. Temos que levá-la até o rei. – Sasuke se manteve no lugar, mas atento aos movimentos dela.

- Eu tenho que me apresentar ao rei agora. – Kazumi permaneceu séria quando olhou para as mãos do Uzumaki, ainda agarradas em sua roupa.

Ainda muito contrariado o loiro a soltou e saiu bufando, com a frustração alcançando as nuvens; a jovem suspirou pesado, gemendo quando Sakura tocou sua ferida com o remédio, ouvindo-a se desculpar em seguida.

- Não se esforce muito. – A rosada sorriu pousando a mão no ombro dela.

- O rei está te esperando. – O Uchiha a segurou pelo braço bom para que se colocasse em pé e seguiram em direção à porta. – E você vai ficar aqui. Não quero saber que se envolveu mais ainda nisso tudo. – Apontou para a noiva que já vinha atrás deles.

- Mas... – A rosada estava para protestar, mas a expressão dele a fez se calar antes que falasse em demasia. – Como quiser. – Acatou recuando alguns passos.

Eles saíram da enfermaria escoltando a prisioneira até a sala do trono. No caminho alguns alunos e serviçais se espantaram quando viram uma mulher vestida em roupas de guerreiro, imediatamente burburinhos se formavam na passagem deles, mas ninguém ousou indagar nada, pois os Dragões Reais mantinham suas auras mais sombrias estampadas em seus rostos. Depois de serem anunciados, o rei ordenou que entrassem em sua presença e suspirou pesado ao vê-la novamente ali.

- Majestade. – Naruto se curvou levemente ainda agarrando o chemise de Kazumi. – A prisioneira está aqui, como ordenou. – Com um pouco de força o Uzumaki a obrigou ajoelhar.

- O que eu faço com você? – Sua voz era grave e intimidadora. – Quebrou mais uma dúzia de leis, envergonhou o nome dos Cavaleiros Reais, destruiu meu calabouço e.... – Jiraya frisou bem a conjunção com sua voz mais severa, fazendo-a se encolher esperando pelo pior. –... salvou Tarmalok novamente.

Todos olharam confusos achando que o homem estava brincando, mas Jiraya permanecia sério como nunca. Kazumi levantou a cabeça fitando-o de olhos arregalados, mas não disse nada também.

- Obrigado. – Ele sorriu de leve antes de voltar à expressão séria.

Sem saber o que fazer naquela situação, Kazumi apenas maneou a cabeça em agradecimento pelo que entendeu ser um elogio, mas não falou nada.

- Porém, por mais que tenha nos ajudado, seus atos podem refletir em nossas alianças se eu não tomar uma providência adequada. Como sabe, precisamos deles nesses tempos de guerra.

- Meu pai, espere um pouco! – Kakashi adentrou à frente do pai. – Ela lutou bravamente contra o exército de Rasetsus. Se matá-la estará cometendo um grave erro!

Por longos segundos Jiraya ficou a olhar seu filho, ponderando sobre suas palavras e, por fim, suspirou pesado com a difícil decisão que tinha em mãos.

- O que pode dizer sobre esse inimigo? – O grisalho mais velho viu que Kakashi lhe deu um sorriso em gratidão.

- Apenas que aquelas coisas não morrem mais à luz do sol, estão rápidas e agora usam magia negra. – Mostrou as bandagens ao redor de seu braço.

- Magia negra? – Kakashi franziu o cenho ao ouvir aquele absurdo.

- Isso é verdade? – Desta vez o rei se voltou para o Hyuuga.

- Sinto em dizer que sim, Majestade. Eu não precisaria ter recorrido à magia dos antigos elfos se fosse o corte de uma lâmina comum. Eles estão evoluindo rápido demais e, se continuarem assim, logo não teremos forças suficiente para impedi-los.

- Entendo. – O rei estava pensativo e mantinha uma ruga entre as sobrancelhas. – E quanto ao dragão que os soldados disseram que ouviram durante o ataque, suponho que seja você, não é? – Esta afirmação foi feita pretensiosamente a Kazumi.

- Sim, Majestade. – A confissão fez Kakashi abriu ainda mais o sorriso.

- É ela, meu pai! Eu não disse? – O Hatake virou animadamente para ele. – Eu sabia quando a vi lutando! Eu disse que ela estava viva!

- Não se precipite Kakashi. – Jiraya suspirou pesado.

- Eu tenho certeza! Alguns meses antes de Kasdan ser atacada, minha tia deu à lua a uma menina, ela carregava dentro de si o espírito do dragão de oito caudas, devido à um acordo feito entre meu tio Raiden e o dragão alfa. – Ele contava como se revivesse aquele momento. – Quando a notícia de que ela era o oitavo bijuu se espalhou, nós já esperávamos que haveriam muitos conflitos, só não contávamos que Madara viria atrás dela usando o poder das outras seis bestas-feras que havia capturado. Na noite que Kasdan caiu minha tia ordenou que uma criada nos levasse para longe dali; no caminho fomos atacados e eu tive que ficar e ganhar tempo para que elas pudessem fugir. Antes da criada ir, eu disse para que a deixasse em segurança nas terras de Thurgon, mas pelo visto ela não conseguiu chegar.

- Não sabemos se isso é verdade, Majestade. Ela pode estar tentando se passar pela princesa. – Naruto tomou à frente precavendo-se de qualquer mal-entendido ocasionado pela emoção do momento. – Kazumi Rivendell se alistou no exército dizendo que era Toushirou Rivendell, filho de um camponês de Pakdak. Aqui está sua ficha de alistamento. – Entregou à Jiraya.

- Pode explicar isso? – Jiraya a encarou para captar qualquer vestígio de mentira em seus olhos.

- Eu fui encontrada em um baú, ainda recém-nascida, perto da estrada de Paladinboar, por um homem chamado Kyo Rivendell.

- Sabe que posso mandar matá-la por mentir para o rei, não é? – Jiraya estava sério.

- Considerando minha atual situação vai mandar me matar de qualquer jeito, Majestade.

- E esse homem, onde está para que eu possa recompensá-lo? – Kakashi a segurou pelos ombros fitando seus incríveis olhos cinzas.

- Ele morreu assassinado por um mercenário.

- Eu sinto muito. – Seu olhar decaiu ao ouvi-la. – Farei uma homenagem adequada em memória dele. – Sussurrou levando a mão para acariciava os fios azulados, mas a moça se afastou.

- Sinto muito Majestade, mas não sou uma princesa. – Seus olhos eram vazios e insensíveis.

- É sim! Você é a filha legítima do rei Raiden. Minha tia ordenou que a trouxessem...

- Sou apenas uma camponesa. Por favor, não insista. – Virou o rosto para escapar das mãos de Kakashi.

- Por que age dessa forma? – Recuou desolado com aquela reação negativa. – Finalmente nos encontramos e você parece nem se importar com isso. – Fitou-a vendo aquela atitude arredia.

- Eu não tenho família, Majestade. O homem que me criou morreu há dois anos e tudo o que me deixou foram as lembranças de seu carinho.

- O fato dela ser sua parente não anula o crime que cometeu ao enganar seus superiores se passando por um homem. Isso é alta traição, sentenciada com a forca. – Jiraya permaneceu sério diante de tanto afeto.

- O quê? – O Hatake olhava suplicante para o homem à sua frente. – Ela ajudou a salvar seu reino! – Alterou-se um pouco diante da posição de seu pai. – Como pode se chamar de justo quando age dessa forma?

- Esta é minha última palavra! Não estou falando como seu pai e sim como seu rei, então acate as minhas ordens! – A expressão severa dele deixou o filho impotente. – Portanto, a minha sentença... – Jiraya fez uma pausa perturbadoramente longa. – Pelos crimes de violação das leis de Thurgon, do código de honra dos Cavaleiros e da tentativa de fuga da prisão, eu... – Bateu o cedro no chão dando ênfase às suas palavras. –... Terceiro Rei de Thurgon, Jiraya, sentencio-a a prestar serviços como Cavaleiro de Prata do Exército Real de Thurgon, aos cuidados dos Dragões Reais, por tempo indeterminado.


Notas Finais


Flw pessoal!!


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