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História Dragon Phoenix - Capítulo 11


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Notas do Autor


Após a derrota de Ketsueki e Kajiya, eles se encontram presos e conhcem um garoto chamado Isei que pode revelar muitos segredos para eles.

Capítulo 11 - Revolução


Fanfic / Fanfiction Dragon Phoenix - Capítulo 11 - Revolução

   — Então você perdeu de novo... — diz Ketsueki.

    Ele acorda num lugar escuro, não é uma sala, não é um quarto, nem nada do tipo, aquele lugar é a sua mente, ao olhar para frente Ketsueki se encontra com um garoto que se parece muito com ele, mas possui olhos negros como os da Akeno.

— Ei está me ouvindo?

— Como assim perdi de novo? Eu e a Akeno derrotamos Ryo e logo depois voê e eu derrotamos Ao.

— É você está certo, mas o que você fez sozinho? E se contra o Ryo você não tivesse despertado o God mode, Akeno estaria morta e contra o Ao, se eu não conseguisse falar com você, Kajiya estaria morto e Akeno seria... Então eu vou te perguntar novamente o que você fez sozinho? Mesmo o que aconteceu com irmão do Kajiya, ele derrotou Masamune sozinho e  mesmo com os traumas da Akeno, ela derrotou Rá, você quer defender todos que ama, mas não consegue nem se defender direito.

Ketsueki não encontra palavras para responder e fica calado, até que ele começa a ficar transparente.

— Parece que acabou nosso tempo, Shiroi, eu...

Então ele acorda, confuso de onde está começa a olhar para os lados, ele vê grades de um lado e do outro Kajiya que ainda está incosciente, o garoto começa a se levantar.

— Aquele idiota...

— Finalmente você acordou. — diz um rapaz que está atrás da grade.

Ketsueki se vira e vê o garoto que falou com ele, ele possui cabelo um pouco cacheado e negro, sua pele escura e olhos vermelhos.

— Quem é você?

— Eu sou Aosu Isei.

— Ah eu sou-

— Kyoi Ketsueki, já sei quem é você.

— É faz sentido já que estou preso aqui, então onde nós estamos?

— Hana to Kudamono no Yama, numa prisão subterrânea.

— Entendi, é então você poderia nos soltar?

— Que? Você é idiota?

— É que eu tive um desafio com o Saru, à gente acabou perdendo, mas ele também não ganhou então meio que a gente pode ir embora.

— Eu fiquei sabendo sobre isso, mas o desafio era sobre vocês virarem escravos ou não e no momento vocês são prisioneiros.

— Você tem razão, que saco, ei posso te fazer uma pergunta?

— Pode.

— Por que você continua usando a aura dos deuses?

— Do que você ta falando? Eu sou um Deus por-

— Não é não, você é um Mifiki.

— E como você sabe disso?

— Bom é um chute, você não me xingou nem nada do tipo e além disso quando vocês estavam nos trazendo pra cá, além de nós quatro havia mais um Mifiki, eu acho, pode ser loucura minha já que o eu levei dois golpes muito forte na cabeça.

Ele dá uma risadinha — Você é realmente idiota.

Kajiya começa a acorda.

— O seu amigo já está acordando, preciso levar vocês em alguns lugares antes de deixar vocês irem embora.

— Okay — ele vai até Kajiya —, ei acorda.

— Não, eu to cansado demais...

Ketsueki ativa o God mode e dá uma pequena descarga de raios nele.

— Aiiii, ei por que diabos você fez isso?

— Precisamos ir. — diz Ketsueki com um olhar sério.

— Ta bom. — diz ele um pouco irritado.

Eles trocam de roupa e logo começam a seguir Isei.

— Você está levando a gente aonde? — pergunta Kajiya.

— Logo você vai descobrir.

— Ei Kyoi tem certeza seguir esse cara? — sussurra ele.

— Acho que sim por quê? — sussurra Ketsueki.

— Por que? Será que é por que ele é um deus?

— Ele não é não, ele é um Mifiki.

— Que? Como você sabe? Se ele fosse mesmo um Mifiki não precisaria ficar com essa aura.

— Eu sei, mas deve ser o trabalho dele.

— Então ele trabalha para algum deus.

— Sim, mas-

— Nada de mas, esse cara é perigoso.

— Chegamos. — diz Isei.

     Eles chegam a um portão muito bem fechado, ele coloca sua mão na fechadura e ela se abre, ao olhar eles vêem uma cidadezinha, com várias casas simples e muros altos que a cercam.

— Ei Aosu o que é isso? — pergunta Kajiya.

— É a cidade que o Saru criou para salvar Mifikis, ela se chama Mamoru.

— Saru? — diz Ketsueki.

— Salvar? — fala Kajiya.

— Mifikis??????? — gritam os dois surpresos.

— Ei não precisam gritar e seu nome é Kajiya não é?

— Sim.

— Me chame de Isei, não gosto muito do meu sobrenome.

— Ah foi mal.

      Isei desativa seu Kami no ora.

— Eu não disse que ele era um Mifiki.

— Isso não vem ao caso idiota.

— Sim eu sou um Mifiki...

— Você é escravo do Saru? — pergunta Kajiya.

— Não, eu apenas trabalho com ele, mas às vezes tenho que me passar de escravo ou usar o kami no ora para andar por ai.

— Você trabalha com ele?

— Sim, bom eu sei o que vocês estão pensando, eu vou explicar direito, mas antes vamos dar uma volta na cidade.

      Eles começam a andar pela cidade e muitas pessoas conheciam Isei, algumas até o admiram, mas eles ainda vivem numa situação precária, ao comparar como os deuses vivem ou até como os humanos vivem no mundo deles, mas nenhum deles parecia estar triste ou coisa do tipo, ao contrario, eles estavam felizes, porem por algum motivo Ketsueki ficou incomodado com aquele lugar, depois de andar uns cinco minutos, os três chegam a uma casa, Isei convida eles para entrar,  Isei prepara algumas bebidas para eles.

— Então Isei, vocês explicar a relação entre você e o Saru? E por que o Saru fez essa cidade? — pergunta Ketsueki.

— Saru e eu no conhecemos á um ano mais ou menos, eu era um andarilho e ele me acolheu, mas eu sempre tive que fingir que eu era seu escravo na frente dos outros, ele até mudava meu rosto quando eu estava fingindo ser escravo, para que depois eu pudesse andar por ai com meu próprio rosto.

— Calma ai o Saru mudava seu rosto? Mas ele não é descendente do Wukong? — pergunta Kajiya.

— Sim ele é, seu pai é o atual Sun Wukong, mas sua mãe era uma midenika, uma midenika de Discordia, ela manipulava aura como várias outras descendentes, inclusive Fuwa faz isso, mas talvez pela mistura genética deles, Saru consegue usar sua aura para manipular músculos.

— Me explica uma coisa, por que o pai dele é o atual Wukong, o que são os midenikos e por que eles dão números para alguns descendentes? — pergunta Ketsueki.

— Os humanos não falam nem disso? — pergunta o espadachim.

— Não, os humanos ensinam que só existe um Wukong e ele é uma mitologia de alguns países, para os humanos esse mundo nem existe.

— Isso acontece por que os humanos são manipulados pelas outras raças, diferente dos Mifikis que sabem a verdade, mas são escravizados por serem úteis, todas as raças resolveram deixar um mundo para os humanos, mas em troca eles não saberiam da existência do que realmente acontece nos outros mundos.

— Entendi.

— Sobre o sistema dos Deuses, existem quatro categorias, os midenikos: normalmente são Deuses fracos que não conseguem entrar na próxima categoria que é os Sukikyo: eles são aqueles que possuem uma numeração, cada Deus tem dez descendentes, onde o décimo é o mais fraco e o primeiro o mais forte, esse sistema funciona como um ranking, antes do Saru ser um sukikyo, ele era um mideniko e um dia ele enfrentou o antigo segundo descendente de Wukong, ele o derrotou e se tornou o novo segundo descendente de Wukong e o antigo se tornou um mideniko. Mas o primeiro descendente não é o mais forte de todos por que existem os Han Kami, são os mais próximos de conquistar o titulo de seu Deus, mas existem poucos deles, normalmente um ou dois de cada Deus, por ultimo os Riaru, aqueles que receberam o titulo do seu antecedente e remove seu nome atual para o de seu Deus.

— Então atualmente os Deuses são apenas títulos...

— Exatamente.

— Ta, mas por que o Saru é tão "bonzinho" com os mifikis?

— Por que mais do que ninguém, ele quer acabar com essa "guerra" entre todas as raças e os Mifikis.

— Ainda não me convenceu. — disse Kajiya.

— Infelizmente eu não estou aqui para te convencer nem nada, eu só quis contar isso a vocês, ele criou essa cidade para protegê-los.

— Mas também entrou numa organização que trafica Mifikis.

— Isso foi por –

— Eu ainda não entendo completamente o Saru, mas Isei não está mentindo, nós dois só estamos vivos por que Saru teve piedade — Você perdeu de novo... — Ketsueki se lembra das palavras do Kuroi —, mas eu não concordo com o que ele está fazendo, essa cidade pode ser sim um local seguro, mas isso não é liberdade e muito menos vai acabar com essa "guerra". Eu me decidi, mas eu vou ter alguns problemas, eu não espero sua cooperação, já que você está com Saru, mas nenhum de vocês dois são meu inimigos.

— Mas o que você decidiu Kyoi?

— Eu vou tornar essas pessoas livres, nós vamos derrotar a equipe de Rose e do Saru e tomar Hana to Kudamono no Yama nossa.

— Você é idiota? Essas pessoas estão vivendo livres e seguras aqui e vocês querem acabar com isso.

— Elas podem estar seguras, mas não estão livres, isso não é liberdade, eles estão enjaulados e limitados.

— E daí? Nenhum deles tem que viver se escondendo ou com medo, pensando se vão ou não comer amanhã e você quer tirar isso delas.

— Não, eu não vou tirar nada delas, eu vou melhorar... Mas não posso fazer isso sem eles concordarem, por isso preciso de uma ajuda sua.

     Eles vão até o centro da cidade e Isei reúne todos os moradores.

— Ei Isei quem são esses garotos?

— Eles são novos moradores?

— Pessoal esses dois são Kyoi Ketsueki e Kemono Kajiya, são os jovens que derrotaram a equipe Atlanta, mas eles perderam uma luta contra a equipe Yama e Hespérides.

    As pessoas logo começaram a falar sobre, algumas bem e outras mal.

— O jovem Ketsueki tem uma proposta para vocês.

— Bom dia pessoal, como Isei disse eu sou Kyoi Ketsueki, atualmente tenho 16 anos e nasci no mundo dos humanos...

— Desembucha logo garoto, nós temos que trabalhar.

     Ele respira fundo — Pessoal eu quero libertar vocês dessa cidade, por isso eu peço a colab-

— O que você está dizendo moleque!

— Você nem conseguiu derrotar a equipe Yama!

     Logo muitas pessoas começam a vaiá-lo.

— Eu sei que eu não consegui derrotá-los, mas eu juro que vou derrotá-lo e tornar vocês livre.

     As pessoas começam a reclamar e aos poucos vão embora.

— Ei pessoal... — Eu sou inútil, eu não consigo nem sequer convencê-los, mas... Eu não posso desistir!

     Labaredas de chamas se formam ao redor de todos, formando um circulo com todos os cidadãos presos.

— Ei garoto deixe a gente sair.

— É mesmo... — Agora vocês se sentem preso não é? Essas labaredas são que nem esse gigante muro, eles te protegem e te mantém seguro do que há lá fora, mas isso — ele desfaz as chamas —, tudo isso é uma mentira, eu quero tornar todos aqui livres e dá-los pelo menos a chance de uma vida melhor, porem se vocês continuarem aqui, o que mudará? Vocês estão limitados, estão sendo sufocados — ele faz um corte na mão —, eu aqui e agora, em um Chi no Chosen, prometo se eu perder novamente, todas as consequêcias que vocês tiverem que sofrer, elas serão redirecionadas as mim.

    As pessoas ficam desconfiadas e inseguras, mas algumas pessoas gostam do que Ketsueki está falando, até que Isei faz um corte na mão.

— Eu aceito o seu desafio, por que eu acredito que eles consigam derrotar as duas equipes que se encontram nesse estado, NÓS NÃO PODEMOS VIVER COM MEDO PARA SEMPRE.

     Uma pessoa faz um corta na mão e logo uma a uma vão aceitando o Chi noo Chosen, até que um sino toca no céu, anunciando o início de uma revolução, Mifikis e Deuses, uma batalha que Ketsueki e Saru não queriam lutar, mas que ela não pode ser ignorada.

— Pessoal antes eu tenho um pedido...

     Algumas horas depois.

     Saru, Fuwa, Yotte, Ya, Rose e mais uma deusa estão em uma sala, na porta Isei e mais dois guardas, eles estão fazendo uma reunião e discutindo alguns assuntos sobre seus estados. Na ala norte do castelo, Ketsueki anda se escondendo de todos que passam ali por perto, na ala leste, Kajiya e um garoto faz o mesmo e eles estão agora à procura de Akeno e Sakushi.

     Algumas horas antes

— Vocês querem saber onde suas amigas estão? — pergunta Isei.

— Sim, antes de lutarmos contra as equipes de Saru e Rose, nós precisamos delas. — diz Kajiya.

— Entendi, mas o castelo está cheio de guardas por que a Rose tem medo delas fugirem novamente, então é difícil andar por lá.

— Eu consigo ir e voltar rápido, mas não sei se consigo carregar as duas sem me perceberem. — diz Ketsueki.

— E não vai encontrar as duas juntas, nós estamos na ala Sul, Akeno está na ala norte e Sakushi na ala leste.

— Então elas estão bem longe.

— Sim, precisamos cada um de vocês vá buscar uma garota, mas nenhum dos poderes de Kajiya vai ajudar, eu vou estar ocupado com a reunião.

— Reunião?

— É esqueci de avisar, terá uma reunião daqui a poucas horas, na verdade esse é o melhor momento para vocês irem, por que a segurança vai diminuir, por que vão se voltar a sala de reunião.

— Mas mesmo assim se encontrarmos um guarda é o fim do plano.

— O Ketsueki com essas circunstâncias ele consegue ir e voltar, mas a gente não pode libertar elas, se não o Chi no Chosen...

— É verdade ainda tem isso.

— Mas não estamos libertando elas, estamos sequestrando! — diz Ketsueki.

— Nunca pensei que ouviria o Kyoi falar isso.

— Mesmo assim precisamos de alguma coisa pro Kajiya passar despercebido.

— Com licença — diz um garoto de mais ou menos dez nos —, acho que eu posso ajudar...

     Voltando aos momentos atuais

 Como Isei disse está bem vazio, mas tem guardas em lugares cruciais. — pensa Ketsueki —, mas não é hora de hesitar, God mode: Thunder version, torne-se mais rápido. — diferente do normal, duas mechas do Ketsueki ficam brancas.

    Então ele corre e os guardas só vêem um vulto branco passando, ele chega numa porta.

 Não tem ninguém na frente da porta? Ah, deve ser por que ela seria capaz de congelá-lo fácil fácil.

     Ele derrete a fechadura, ao abrir a porta ele encontra Akeno acorrentada e desacordada, também estava com roupas diferentes, roupas muito parecida com a da Rose.

— Isso com certeza não combina com você.

      Ketsueki derrete as correntes, tira seu casaco e coloca em Akeno, depois pega ela no colo e começa a correr novamente, na primeira janela que encontra ele pula, lá fora ele coloca Akeno no chão e começa um enorme incêndio, depois pega ela novamente e vai embora.

     Na ala leste

     Os guardas começam a correr até a ala norte, por conta do incêndio.

— Ei Mienai, acho que já podemos ir.

— Sim.

     O garoto desativa a camuflagem que eles estavam e correm até o local que Sakushi está, ao chegar lá diferente da Akeno que estava num quarto, Sakushi estava numa cela e toda machucada, com a mesma roupa, porém toda suja e rasgada. Kajiya encosta nas barras e começa a absorver seu ferro e depois faz o mesmo com as correntes dela.

— Ei... — diz um homem atrás deles dois —, bem que eu achei estranho aquele incêndio, era só distração.

— Ei Mienai pegue a Raito e vá embora, eu vou cuidar do grandalhão aqui antes.

— Okay. — ele pega a Sakushi e ativa a camuflagem.

— Até parece que-

      Kajiya corta parte da armadura com sua mão envolta de ferro.

— Melhor você se concentrar aqui. — diz Kajiya sorrindo.

 

 

     Próximo capitulo: Ódio

 


Notas Finais


Ketsueki e Kajiya resgataram AKeno e Sakushi, a batalha se aproxima, o que esperar?


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