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História Dragons' Band - Capítulo 1


Escrita por: e Shoujo_Pjct


Notas do Autor


Agradeço a @uwu_queen pela capa, e a @soursweety pela betagem.
Fanfic feita para o @Shoujo_Pjct com o tema mensal "Idols e grupos"
Espero que gostem ❤

Capítulo 1 - Capítulo Único


Faz algumas semanas que estamos parados por aqui. Nosso dinheiro acabou e há dias tenho improvisado uma sopa de vegetais, já que é a única coisa que tem de graça nos arredores. Vez ou outra, o besta trovão aparece com algum animal que encontrou na floresta, mas essa situação está se tornando insustentável.


— Yoon, eu quero carne. — Zeno sempre é o primeiro a reclamar, esse velhote em pele de pirralho.


— Não aguento mais comer folhas. Eu não sou uma vaca, sou um dragão. — Jae-Ha também não perde no ranking dos reclamões.


— Precisamos de carne, Yoon. — ATÉ O SHIN-AH.


— Ou, pelo menos, algum legume com o mínimo de sabor. Não consigo mais comer nem uma tigela dessa sopa insossa. — A atitude de menino mimado do Kija acabou com o que restava da minha paciência.


— CALEM A BOCA, VOCÊS QUATRO. — Estava completamente... insustentável. — EU NÃO AGUENTO MAIS VOCÊS RECLAMANDO. NÃO QUEREM COMER? ÓTIMO! NÃO COMAM.


— Yoon?


— Princesa Yona, eu te acordei?


— Onde ‘tá o Hak?


— Besta trovão? Bem, acho que saiu para procurar alguma coisa para esses animais comerem. — Olhar para aqueles quatro se arrastando pelo chão estava me tirando do sério.


— Hmm… E o que vamos comer hoje? — Ela deu um sorriso forçado que me pareceu bem hostil.


— Meio que a única coisa que temos até agora são os vegetais de sempre, então, sopa.


— Hmm… — Seu tom dizia que não estava insatisfeita, mas continuava com aquele sorriso estranho no rosto. Às vezes, a princesa era assustadora.


— Ei, cobra branca, pega. — O besta trovão apareceu, jogando um inseto enorme em cima do Kija.


— O-o que é… ISSO?! — O coitado se estapeou com a mão de dragão mesmo depois de jogar o que o tinha atingido longe.


— Você é bem maldoso, sabia? — Mesmo dizendo isso, Jae-Ha estava rindo tanto quanto Hak, e o cumprimentou com um soquinho pela vitória sobre o Hakuryuu.


— Olhos caídos, sabe bem que não foi minha intenção assustá-lo.


— E o que é aquilo?


— Um inseto, mas é comestível. Trouxe para você preparar para nós.


— Ótimo, vou ver o que posso fazer. — Não seria a primeira vez que eu prepararia algo com insetos, e, definitivamente, a cara dos quatro dragões ao ouvir aquilo era impagável.


Depois de descascar, limpar e temperar, estava pronto para ser misturado na sopa, mas, é claro, não poderia ser tão simples assim.


— Yoon?


— O que você quer, Kija?


— Vai mesmo usar essa… coisa?


— Quer comer sopa insossa?


— Ah… Ela não é tão insossa assim.


— Yoon… — Até mesmo a Yona? — Será que não podemos comer só a sopa de sempre?


— E o que eu faço com isso? Seria um desperdício. Estamos sem dinheiro, só comemos porque temos vegetais crescendo nas redondezas, e eles não são suficientes para manter esses.... dragões. 


— Deu muito trabalho pegar isso, sabia? — Ouvimos ao longe o besta trovão, que estava encostado numa pedra com Jae-Ha.


— Yooon… — Yona, Kija e agora, Zeno? — Queremos carne de verdade.


— E O QUE VOCÊS QUEREM QUE EU FAÇA? QUE EU VIRE UM PEDAÇO DE CARNE? SE QUEREM TANTO COMER CARNE, ARRUMEM UM EMPREGO E COMPREM PARA EU PODER COZINHAR.


Ficaram todos em silêncio, e foi então que eu percebi: era uma ótima ideia.


— Espera, é isso… Vamos arrumar uma forma de vocês conseguirem dinheiro.


— Zeno gosta da ideia.


— Mas como vamos fazer isso?


— Não é possível que não tenham nenhum talento. Devem ser bons em algo além de massacrar tudo ao redor com seus poderes de dragões guerreiros.


— Bem, eu sei tocar flauta. — É a cara do Kija.


— Zeno também sabe tocar um instrumento, Kaya me ensinou.


— E qual é?


— Um cheio de cordas, que faz um barulho muito bonito. Ele é meio assim e… — Ele gesticulava, mas era impossível decifrar o que estava moldando no ar. E COMO ELE SABE TOCAR ALGO QUE NEM SABE O NOME?


— Uma harpa? 


— Isso. Esse é o nome. Obrigado, princesa.


— Ouryuu e Hakuryuu são musicistas. Por que não formam uma banda, Jae-Ha? Pelo que me lembro, você toca violino. — Já que era para o bem de todos, principalmente o da minha sanidade, seria justo que todos participassem.


— Faço o que precisar para fazer Yona feliz.


— Shin-Ah?


— Eu não sei tocar nada, me desculpe, Yoon.


— Três já dão um bom número, agora precisamos arrumar os instrumentos e divulgar que vão se apresentar. Mas nem sabemos se vocês são bons. — É… Não ia dar certo. — Será que isso é uma boa ideia mesmo?!


— Não se preocupe, Yoon. — Yona parecia verdadeiramente animada. — Você e Hak ficarão responsáveis pela parte dos bastidores. Tentem arrumar os instrumentos, algumas roupas chamativas e façam a divulgação. Daqui uma semana, iremos nos apresentar.


— Mas…


— Eu me encarrego de ensaiar com eles. Agora, precisamos de um nome.


— Zeno e os dragões. — Esse velhote…


— Bando Faminto? — Kija, vindo de você, me surpreende.


— NOMES ASSIM VÃO É ASSUSTAR AS PESSOAS! — Qual o problema desses dois?


— Dragons’ Band? — Finalmente! Isso sim soava bem. Tinha que ser ideia de uma princesa.


— Esse é perfeito, Yona, todos concordam?


Com o aval de todos, o nome foi decidido. Eu e o besta trovão levamos três dias inteiros para obter — me envergonho em dizer “roubar” — os instrumentos. Saíamos logo depois da minha famosa sopa e voltávamos ao escurecer. Após adquirir uma flauta, um violino e uma harpa, o Besta trovão conseguiu com algum contato estranho algumas roupas paparicadas. Nos dias que restavam, nos empenhamos em divulgar a apresentação do renomado grupo de artistas, Dragons’ Band. 


Sete dias haviam se passado, e, como prometemos ao povo da cidade, a apresentação seria ao anoitecer, na praça. Estava basicamente tudo pronto, agora estava nas mãos de Yona — não consegui ver sequer um ensaio dos três dragões, mas confiava no bom gosto da princesa. Quando a multidão começou a se reunir em volta do palco improvisado que construímos, os dragões apareceram muito bem vestidos, com penteados diferentes que os deixavam curiosamente mais bonitos, mas sem sinal da princesa.


— Zeno está muito mais bonito que o Hakuryuu e o Ryokuryuu. — De fato, estava; Com o cabelo preso em um rabo de cavalo alto, a franja era como uma moldura para seu rosto jovial, e as roupas o deixavam como um príncipe.


— Percebi que pintaram os instrumentos.


— A princesa disse que seria arriscado usá-los da forma que chegaram, porque os donos poderiam reconhecer seus pertences.


— Faz sentido. Aliás, Jae-Ha, você parece mais novo com a franja para trás.


— O Ryokuryuu é o mais velho de nós, e a princesa queria que todos nós apresentássemos ter a mesma faixa etária.


— Olha, até onde eu sei, não sou eu quem tenho mais de dois mil anos. — Jae-Ha não parecia satisfeito em ter que “forjar” sua idade.


— Estão todos muito bem, mas e o Shin-Ah? Ele resolveu participar de alguma forma? Ele também está todo arrumado. — Ele e Kija já haviam subido no palco. Aparentemente, Shin-Ah precisava se acostumar com o ambiente antes de poder fazer qualquer coisa para aquele público.


— Você vai ver, vamos ter muita carne para comer amanhã — Antes que eu pudesse perguntar, Zeno e Jae-ha foram de encontro ao Seiryuu, que havia congelado na beirada do palco.


Me juntei ao besta trovão na plateia, os entretendo como podíamos até que o show começasse, o que, para nosso alívio, não demorou. 


— Olá, eu sou Lena — a princesa não podia usar seu verdadeiro nome — e esses são a Dragons’ Band, vamos entreter vocês essa noite. Espero que gostem.


A princesa usava um sobretudo que só mostrava parte do seu rosto e nada mais. Assim que ela terminou de introduzi-los, as velas mais próximas ao palco foram apagadas, e então começou a melodia delicada de uma flauta, Kija. Poucos segundos depois, a harpa de Zeno se uniu; por último, o violino de Jae-Ha. A junção daqueles sons maravilhosos paralisaram a plateia, que olhava deslumbrada para os três.


Yona posicionou alguns chapéus em frente ao palco, e, aos poucos, as pessoas iam preenchendo-os com moedas de prata. O som se espalhou por todo o vilarejo. 


Quando me dei conta, a praça estava lotada, impossível de andar sequer meio passo sem encostar em alguém. Tentei me espremer para chegar até o Besta trovão, e, quando finalmente o alcancei, fomos surpreendidos por uma voz angelical. Era Shin-Ah. O Seiryuu havia tirado sua máscara e cantava de olhos fechados com uma voz que preenchia até o mais profundo vazio do coração.


Mas essa não foi a única surpresa: com o palco à meia-luz, a princesa retirou a veste que a escondia, revelando um vestido de tecido branco leve — que me lembrava, e muito, os lençóis que trouxemos da tribo do vento — com alguns adornos dourados, complementado por um véu em seu rosto, e ela dançava lindamente ao ritmo da música. Se Hak tivesse algum tostão, ele também teria alimentado o chapéu após ter sido presenteado com aquela visão de Yona.


Quando a música cessou, a plateia, que antes assistia atenta e silenciosamente, agora vibrava em elogios gritados e salvas de palmas. Os chapéus estavam cheios o suficiente para abastecer nossos suprimentos e seguir viagem, além de poder comprar carne para aqueles mons... digo, dragões.



Notas Finais


Obrigada por me dar uma chance ❤


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