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História Dragon's Lair - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo X


– Chama-se colete com insígnias, não é somente um colete, muito menos jaqueta – o prospecto diz rindo de mim. Seu nome é Vinnie e ele tem a minha idade. Muito jovem para viver essa vida, acredito, mas todos me dizem para manter minha boca fechada.

 

– Um colete com insígnias então. – digo rolando meus olhos. Os coletes dos Wind Dragons são impressionantes. A parte traseira tem Wind Dragons escrito em cima, a imagem do dragão rude no meio e sua “patente” debaixo dela.

 

– Não, você não pode conseguir seu próprio colete com insígnias. – diz ele, sacudindo a cabeça para mim. – Por que não pergunta ao Sin? – Seu tom me diz que Sin me vai enviar direto ao inferno.

 

– Acho que vou perguntar. – termino de comer a salada de frango que ele me trouxe para o meu almoço, agradecendo a ele mais uma vez.

 

– Tem mesmo que ir agora? – pergunto a ele fazendo uma pequena careta com meu lábio.

 

Estou entediado. Tão malditamente entediado. Ele passa a mão por cima de sua cabeça rapada.

 

– Sinto muito, Harry. Tenho coisas a fazer.

 

– O que? – pergunto animado. Ele dá-me um tapinha na cabeça.

 

– Aprenda a não perguntar.

 

– Sou estudante de direito. Sou naturalmente curioso. Está bem, sei que é mais que isso. Sou um fofoqueiro e eu gosto de saber tudo.

 

– Esqueça isso, ok? – ele sugere, dá-me uma saudação e depois caminha para fora.

 

Deixo escapar um suspiro, levanto-me e entro na sala de jogos. Depois de jogar uma partida de bilhar comigo mesmo, tomo minhas vitaminas para a gravidez e em seguida pego um livro e saio de novo. Hoje está sendo um bom dia porque não vomitei. Talvez seja o fim dos enjoos matinais. Uma vez que me sento confortável em uma das cadeiras ao ar livre pego meu telefone e o envio um texto ao Louis.

 

Eu: Preciso de sorvete.

 

Lou: E?

 

Eu: E consiga um pouco.

 

Voltei a ler a mensagem, e me dou conta de quão grosseiro fui, e envio outra.

 

Eu: Por favor.

 

Lou: Peça pro Vinnie comprar.

 

Eu: Vinnie se foi. Estou sozinho e o bebê quer sorvete de chiclete.

 

Nenhuma resposta. Suspiro, tentando esquecer o meu desejo e me concentrar no livro da estrela de rock em frente a mim. Terminei a metade do livro quando escuto algumas risadas procedentes do interior da casa.

 

– Ela virá aqui, eventualmente. – diz uma voz. Hannah.

 

– Não é problema nosso. – ouço Jane dizer.

 

– Não quero perder o show. – escuto as risadinhas de Hannah. Quando entro na cozinha toda a conversa para.

 

– Olá Jane – digo, fazendo ignorando Hannah completamente.

 

– Olá, como se sente hoje, meu doce? — pergunta e me dá um sorriso genuíno.

 

– Bem. Apenas entediado. – digo, desabando na cadeira. Um homem corpulento entra na cozinha e dá um beijo profundo em Jane. Quando finalmente olha para outro lado, seus olhos me encontram e acena a cabeça em sinal de saudação, sorrio de volta e vejo como arrasta Jane para fora da cozinha sem dizer uma palavra e me deixou com Hannah. Ignorando-a, ponho-me de pé, pego minhas chaves e minha carteira e caminho para meu carro. Estou tão cansado de estar aqui sentado sem fazer nada. Decido ir à loja e comprar um pouco de sorvete e comida, estou a ponto de cair no assento do motorista quando escuto o ruído de uma moto. Viro-me para ver o Louis montado na besta motorizada, parecendo tão sexy e completamente rude. Ele tira seu capacete, cabelo claro sopra no vento e me pega com seu olhar. Afasto o olhar dele e entro em meu carro e fecho a porta. Conto baixo, cinco, quatro, três, dois, um, antes que ele pare de pé na frente da minha janela.

 

– Aonde você vai? – pergunta abrindo a porta do meu carro e me olhando.

 

– Mercado. – eu digo.

 

– Por que? Eu fui. Trouxe algumas coisas para você. – diz, sorrindo para mim.

 

– Sério? – eu pergunto começando a me animar. Posso ver um sorriso brotando em seus lábios finos.

 

– Vem. – ele oferece sua mão para mim e eu a tomo.

 

Um carro para próximo a nós e vejo o Vinnie no volante. Louis vai até o carro e pega quatro sacolas de plástico cheias de guloseimas. Curioso, sigo-o de volta à cozinha.

 

– Dois potes de sorvete de chiclete. – diz ele, colocando-os sobre a mesa. – E mais comida. Também uma sacola cheia de frutas, verduras, iogurte e salada.

 

Meus olhos se enchem de lágrimas quando pego um dos potes de sorvete em minhas mãos.

 

– Senhor, você realmente queria esse sorvete, não é? – ele diz, com os olhos arregalados. Assinto com a cabeça enquanto ele vai e me dá uma colher da gaveta.

 

– Obrigado. – digo com a boca cheia de sorvete.

 

Seu rosto se abranda, e o olhar que ele me dá é tão suave que não sei o que fazer com ele.

 

– De nada. Tudo o que você quiser, pode me pedir, se eu não estiver peça para que os prospectos que o consigam, ok?

 

– Por que eu não posso ir buscar? – pergunto.

 

– Você pode... – diz, apagando sua voz.

 

– Mas?

 

– Mas prefiro que alguém esteja lá com você. Temos inimigos, Harry. Não quero que aconteça nada a você ou ao bebê.

 

– Inimigos?

 

– Maus entendidos. Problemas com um MC rival. Houve uma briga de bar faz umas semanas. Dois membros deles MC foram mortos e pensam que estamos por trás disso. Não estávamos, embora um de nossos membros estivesse presente. Até essa merda acabar precisamos estar seguros.

 

– Está bem, mas preciso de liberdade, ou vou enlouquecer. – digo e ele ri. Idiota.

 

– Quando é a próxima consulta com o médico?

 

– Semana que vem.

 

– Está bem, vou com você a qualquer e todas as consultas. – ele anuncia.

 

– Está bem. — digo, ao redor da colherada cheia do mais delicioso sorvete que já havia provado. Louis vai à gaveta e consegue sua própria colher, cavando em meu pote.

 

– Vamos ver se é tão bom assim... – ele diz, abrindo sua boca e experimenta – Até que não é ruim. – diz para si mesmo, sentando e puxando o pote para mais perto dele.

 

– Ei! Você pegou uma colher dupla! – reclamo tomando o pote dele.

 

– Você fez isso. – ele diz, com um sorriso de lobo.

 

– Sim, mas é meu.

 

– Sun, nós já fodemos. – ele diz, inclinando-se para trás na cadeira.

 

– Eu lembro, estava lá. – respondo me perguntando aonde diabos ele quer chegar com isto.

 

– Acredito que isso é mais íntimo que compartilhar um pote de sorvete, não é? – coloco minha colher para baixo.

 

– Sim, mas você fode com várias pessoas. – ele me estuda.

 

– Quem disse?

 

– Eu disse.

 

– Sun. — ele diz, sacudindo a cabeça.

 

– O que? – seus lábios se contraem. Acho que ele gosta da minha atitude.

 

– Não tenho fodido por um tempo. Daqui uns dias vou começar a olhar estranho para o buraco do esgoto. – levanto e coloco os dois potes no congelador.

 

– Acredito que seu “faz tempo” e o meu são um pouco diferentes. – ele não diz nada disso, então eu dou a volta e lhe fico com um olhar especulativo.

 

– Você foi a última pessoa com quem eu dormi – digo, esperando para ele falar. Ele não o faz. – E você? – eu pergunto, minha voz enganosamente inocente.

 

— Sério que quer fazer isso? – pergunta depois de um tempo me fazendo estremecer.

 

– É tão ruim assim?

 

– Não dormi com ninguém desde que descobri que você estava grávido. – diz finalmente, seus olhos nunca me deixando.

 

– Isso foi esses dias... – ele assente com a cabeça lentamente.

 

– Foi. Não vou mentir para você.

 

– Está bem. – digo lentamente, afastando meu olhar de seu firme olhar.

 

– Vou levar você para sair essa noite, esteja pronto às seis – diz, ficando de pé para sair da cozinha.

 

– Aonde você vai agora? – pergunto odiando a carência em meu tom.

 

– Fora. – diz – Olhe, eu sei que está esperando um filho meu, mas não dou satisfações a qualquer, entendeu?

 

Olho para ele, de pé ali. Vestido com jeans aperado, um camisa preta com gola em V, ele parece intimidante. Inalcançável. Impressionante. De repente me sinto irritado. Não se trata de mim. Sentado aqui, perdendo o controle da minha vida. Deixei que meus pais fizessem isso comigo a minha vida, mas agora que estou livre de seu controle, não aceitar ter outro. Principalmente se vem na forma de um cara sexy como o pecado, motoqueiro e rude.

 

– Por que então não deixo você e saio do seu caminho? – pergunto entredentes e caminho para fora da porta antes dele. Ignoro sua presença atrás de mim enquanto pego minhas coisas e caminho para o meu carro.

 

– Onde caralhos você pensa que vai? – ele grunhe, me tomando pelo braço.

 

– Não te interessa! – eu digo – Não sou obrigado a me explicar para você também. Quem é você para mim? Um idiota que me teve uma vez e me engravidou. Não é meu dono, Louis.

 

Me solto do seu apero e me dirijo para meu carro. Ouço-o chamar o Vinnie, provavelmente para tomar conta de mim. Pobre Vinnie. Conduzo para fora, rumo a um parque longe dos confins de um homem que eu quero, mas nunca poderei ter.



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