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História Dragon's Lair - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo XVI


Todas as conversas param quando entro na cozinha. Tracker, que está com um olho roxo e um corte no lábio, me olha fixamente. Arrow franze o cenho e Rake sorri. Risque, French e Jim me olham fixamente. Sirvo-me um pouco de suco e tomo assento. Então me dou conta de algo.

 

– Ummm, onde estão as mulheres? – pergunto olhando ao redor.

 

– As mulheres que conhecem qual é seu lugar se vão quando temos uma discussão. – diz Jim me olhando quase impressionado.

 

Quero dizer algo inteligente, mas em lugar disso mantenho minha boca fechada. Inclusive, eu sei que encher o saco do Jim não é uma boa ideia. Abro os lábios e tomo o suco.

 

– Tudo bem, me desculpem. – digo no incômodo silêncio. Jim suspira. Ele parece cansado – Você está bem? – Não posso deixar de perguntar.

 

– Nos deem um momento. – ele diz e todos os homens ficam de pé. Tracker é o último em sair, seus olhos não deixam de me olhar até que tem que fazê-lo. – Eu estou ficando velho.

 

– Mas você está com... trinta e quanto? — pergunto olhando os seus bíceps rasgados. Sua risada soa como se tivesse sido aperfeiçoada por seus anos de fumar.

 

– Acrescente uma década a isso, garoto.

 

– Uau. — murmuro. Ele tem idade o suficiente para ser meu pai.

 

– É a hora de Sin tomar as rédeas, mas ele está um pouco preocupado agora. – diz ele elevando sua sobrancelha para mim.

 

– Não vai me matar, não é? – pergunto rindo um pouco nervosa. Jim sorri.

 

– Posso ver porque ele gosta de você.

 

– Porque sou um troféu em comparação a sua esposa – deixo escapar. Minhas mãos cobrem minha boca quando Jim começa gargalhar.

 

– Você me lembra minha esposa na sua idade. – ele reflete sorrindo carinhosamente – Ela não pensava muito para falar.

 

É o mesmo que tinha escutado pela Jane.

 

– Olha, Harry, a verdade é que minha saúde já não é a mesma. – diz ele mostrando infelicidade em admitir.

 

– Você precisa que o Sin esteja focado... – presumo.

 

– Sim.

 

– É possível manter uma família e ser presidente de um Clube de Motoqueiros? – pergunto olhando-o diretamente nos olhos.

 

– Não é fácil e nem sempre é seguro, mas sim. É possível. E nenhum homem cuidaria melhor de sua família que Sin.

 

– Eu sei disso. – respondo – Alguma ideia de onde ele está?

 

– Teve que sair. – responde ele – Nós nos encontraremos com ele. Estaremos de volta em dois dias.

 

– Qual é a história da com a esposa? – não consegui evitar.

 

– Ela o traiu, separaram-se quando ele descobriu. – diz, casualmente acendendo um cigarro – Estão casados a menos de um ano.

 

Eu não gosto da ideia que ele tenha gostado de alguém o suficiente para casar. Dava-me conta de que o havia dito em voz alta quando Jim responde:

 

– O que ele sentiu por ela não tem comparação ao que ele sente por você, meu menino. Vi como ele te olha.

 

– Como? – perguntei.

 

– Pescando elogios, hein? Como se estivesse morrendo de sede e você fosse uma cerveja gelada.

 

Tenho certeza que esse não é o refrão, mas de todas as formas aprecio completamente.

 

– Então... – pergunto – Qual é o problema com o outro MC? – sua boca se estreita ao redor de seu cigarro.

 

– Estamos negociando. – ele faz uma pausa. – As mulheres não se envolvem nos negócios do clube, Harry. Você pode ser um rapaz, mas essa regra se aplica a você. – eu não gosto que tenha me repreendido.

 

– O que acontece se no futuro me transformo no advogado do clube? – deixo escapar. Puta merda, de onde saiu essa ideia? Louis falava sério quando mencionou? É isso algo que quero em meu futuro?

 

Ele estuda-me sob uma nova perspectiva.

 

– Então seria diferente, acredito. Mas, você não precisaria saber de tudo.

 

– Acho que nunca vou ficar satisfeito. – suspirei, pensando em minha conversa com Vinnie. Jim ri de novo e começa a tossir. Estremeço.

 

– Há algo que eu possa fazer por você?

 

– Um novo par de pulmões? – ele replica sorrindo para mim.

 

– Que tal um pouco de água? – ofereço em seu lugar. Ele assente com a cabeça, assim lhe sirvo um copo de água com gelo. Toma um gole, deixando-o frente a ele e depois continua fumando. Quero falar que, provavelmente, deveria deixar de fumar, mas me calo.

 

– Vou procurar algo para fazer. – digo – Espero que melhore, Daddy Bear. – sua risada me segue até meu quarto.  

 

Salvo meu trabalho e fecho meu notebook no momento que escuto o estrondo de motocicletas. Louis está com eles? Só há uma maneira de saber. Dou uma olhada em meu celular para ver a hora, cinco da tarde. Esteve fora durante dois dias e senti falta dele. Grace cozinhou para mim, aparentemente Louis a tinha pedido que cuidasse de mim. Estava um pouco aborrecido, mas também pensava que era lindo. Ontem tivemos um almoço saudável e conversamos durante um tempo até que a chamaram do trabalho para tratar de um cão ferido. Então limpei a cozinha, sala, meu quarto e o banheiro. Agora se pode comer no chão de tão limpo que está. Quando tentei limpar o escritório do Jim, Rose gritou comigo. Essa mulher me dá medo. Então, me meti no quarto de Arrow e limpei seu lugar. Demorei muito ali... o homem vive como um porco. O livro sobre gravidez mencionava algo sobre criar o ninho, mas não pensei que aconteceria tão cedo. Dirijo-me para a porta principal e fico parado olhando Louis descer de sua moto. Arrow e Tracker param ao seu lado, falando, até que me notam. Arrow acotovela o Louis, que se vira para me olhar, então se aproxima.

 

– Está tudo bem? – pergunta quando me alcança. Pulo em cima dele e o abraço com força.

 

– Senti saudades. – digo pegando-o despreparado com meu beijo de boca aberta. Suas mãos agarram minha bunda, me sustentando. Escuto os outros assobiando e miando, e eu sorrio contra seus lábios enquanto me afasto.

 

– Não estávamos brigados? – ele pergunta, sem fôlego.

 

Passo minhas mãos através de seu cabelo deixando-o mais bagunçado que o normal.

 

– Você mentiu para mim, mas também tentava fazer o certo. – ele sorri para mim.

 

– Porra, obrigado.

 

– Você vale o risco, Louis Tomlinson. – sussurro no seu ouvido – Eu te quero.

 

Ele amaldiçoa e me carrega até nosso quarto, ignorando os olhares lascivos dos outros. Deitando-me de novo nos lençóis frescos, ele baixa minhas calças e cueca e, logo que me senta, tira minha camisa. Deito nu, enquanto ele está diante de mim completamente vestido.

 

– Tudo isto é meu? – pergunta em um profundo estrondo. Só sua voz envia calafrios por minha coluna vertebral, um formigamento por todo meu corpo.

 

– Se você quiser... – solto um gemido e arqueo um pouco minhas costas.

 

– Você sabe que quero. – grunhe agora, tirando o colete, a camiseta e também seus jeans. Em nada mais que sua cueca, posso ver o muito que me deseja, quão excitado está por mim.

 

– Adoro quando me olha assim. – se queixa, suas pesadas pálpebras não deixam de me olhar quando baixa suas boxers. – Serei amável. – diz, esfregando sua mão em minha barriga. Ele se coloca em cima de mim e eu o abraço contra meu corpo. O contato de pele contra pele me faz emitir um suspiro, que ele pega com sua boca em um beijo faminto. Tem sabor de hortelã e cheira a couro, não posso ter o suficiente dele. Escavo com meus dedos em suas costas e movo meus lábios por seu pescoço. De repente ele inverte nossas posições, assim estou sobre ele, logo levanta a cabeça e dá atenção a meus mamilos com a boca. Quando não aguento mais, inclino-me para o criado mudo, consigo o lubrificante e o entrego. Ele me prepara com rapidez e precisão. Gememos ao mesmo tempo quando ele me enche, me abrindo deliciosamente. Movo-me com movimentos suaves, subindo e descendo os quadris. Ele empurra seus quadris no ritmo, acertando sempre minha próstata.

 

– Goze para mim. – grunhe, seus olhos escuros.

 

Dois golpes mais e meu corpo obedece. Olhando-o diretamente nos olhos, deixo-o ver o que me faz. O efeito que tem em mim. Eu grito seu nome quando o prazer me golpeia, desfrutando da expressão de seu rosto quando ele me segue no esquecimento. Deixo-me cair sobre seu peito, suspirando de alegria. Como fazem os elevadores, tento sair dele, mas me mantém no lugar.

 

– Você é algo mais, sabe? – diz quando fico sem fôlego.

 

– Quer de novo? – pergunto, sorrindo com meus olhos fechados.

 

– Morte por fadas... – diz ele, me fazendo rir – Primeiro preciso alimentar a mamãe.

 

Dou-lhe uma palmada no peito.

 

– Prefiro que me chame fada e não de mamãe.

 

– Prefiro mamãe... – diz ele, correndo seu dedo sobre meu pênis amolecido.

 

– Ei! Mãos fora, não seja provocador! – digo com falsa severidade. Ele se queixa.

 

– Fique aqui, trarei algo para você comer. Logo te mostrarei o significado da palavra provocador.

 

– Parece bom... – replico, incapaz de parar de sorrir.

 

Louis olha ao redor do quarto.

 

— Limpou o quarto?

 

Escuto Arrow gritando, perguntando quem esteve em seu quarto. Escondo-me sob os lençóis.



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