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História Dragon's Lair - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo VIII


Passei o resto do dia resolvendo coisas da faculdade, me matriculei, comprei livros e fiz planos. Quando se aproxima da hora do jantar, saio em busca de comida.

 

– Olá – digo a Grace, uma das garotas que tinha conhecido essa manhã.

 

– Ei Harry – responde ela, sorrindo docemente. – O jantar está quase pronto.

 

– Onde está todo mundo? – pergunto. Não vi Louis desde que ele me trouxe o almoço por volta de uma da tarde.

 

– As mulheres estão em casa, não sei nada dos homens – responde ela, encolhendo os ombros ligeiramente. – Como se sente?

 

– Estou bem. – digo acariciando meu estômago. – Todo mundo mora aqui? – pergunto fazendo um gesto para a casa-clube.

 

– Todos homens têm um quarto aqui, mas nem todos vivem aqui. Eles vêm quando lhes dá vontade – responde ela, mexendo a massa que fez.

 

– E você? – pergunto, tomando assento.

 

– Venho aqui quase todos os dias. Eu meio que estou vendo o Arrow. – explica. Eu quero perguntar o que seria “meio que vendo”, mas não pergunto. Jane, Hannah e outra garota chamada Mandy entram na cozinha.

 

– Olá garotas e garoto! – diz Jessica assim que nos vê. Hannah rola os olhos, e Mandy não diz nada. Grace me dá um sorriso de cumplicidade.

 

Ela é muito bonita, com o cabelo escuro e olhos verdes claros. Arrow é um homem de sorte, isso é certo. Meu telefone vibra, outra mensagem do Ben. Realmente acho que tenho que trocar meu número.

 

Os homens chegam e logo me encontro sentado entre Louis e Rake. Não é o pior lugar que eu pudesse estar.

 

– Você está bem? – pergunta Louis, seus olhos suavizam-se quando posam em mim. Assinto com a cabeça.

 

– Estou bem.

– Você cheira bem. – diz Rake inclinando-se mais perto, invadindo meu espaço pessoal. Eu consigo cheirá-lo de volta.

 

– Você cheira a sexo, cigarros e couro. – seus lábios se curvam lentamente.

 

– Eu tive um dia ocupado.

 

– Posso ver. – respondo rindo, comendo uma porção de minha massa. Grace é uma boa cozinheira, Arrow precisa casar-se, logo.

 

– Como foi seu dia, Louis? – eu pergunto, falando em voz baixa para que nem todos possam ouvir.

 

Ele me empurra brandamente com o ombro.

 

– Ocupado.

 

– O que você fez? – pergunto, sabendo que o estou pressionando um pouco.

 

– Trabalhei. – responde, comendo um bocado de sua comida.

 

– Onde trabalha? – pergunto e ele baixa o garfo.

 

– Sou mecânico de moto. – inclino-me mais perto dele.

 

– É isso que você diz às pessoas? – sussurro debochando.

 

Rake ri, envolvendo seu braço ao redor de minha cintura e me puxando para ele. Os lábios de Louis se apertam enquanto observa a mão de Rake. Sua mandíbula se aperta, e seus olhos se estreitam até converter-se em frestas. Olho para ele, nos observando, esperando que diga algo, mas não o faz. Então não se importa se outro homem me toca? Cerro os dentes e sorrio para Rake, então me concentro em minha comida. Por que me quer aqui quando ele não me quer? Oh, claro, seu filho ou filha. Ele ou ela provavelmente vai sair vestido de couro da maternidade. Levanto a vista a tempo para ver a Hannah sorrindo. Cadela presunçosa. Ignoro-a e a todos outros, incluindo o Rake e suas mãos vagando, logo me levanto e ponho meu prato e garfo na pia. Depois disso pego um pouco de suco e me dirijo ao quarto. Tentando não sentir pena de mim mesmo, vejo meu filme favorito em meu laptop, isso sempre me faz sentir melhor.

 

Duas horas depois, Louis ainda não havia voltado para o quarto. Eu me sinto mais solitário do que nunca, até mesmo considero responder as mensagens de Ben. Quão desesperado eu estou? Tomo um banho rápido e visto uma camisa enorme. Ela é macia, vai até os joelhos e é meu tom favorito de azul, o mesmo que os olhos do Louis. Eu coloco minha cabeça para fora da porta e olho ao redor. Eu sei que todos devem estar na sala de jogos. É um grande espaço com uma mesa de bilhar, dardos e enormes sofás confortáveis. Eu ando em direção ao ruído, chegando a um impasse quando vejo Louis. Ele está no canto da sala de estar, Hannah pressionada firmemente contra ele. Ela se inclina para o beijar, eu desvio o olhar.

 

Ele não é meu. Tenho que lembrar a mim mesmo. Ele não é meu noivo. Ele é apenas o pai do meu filho. Passo minhas mãos ao longo de meu estômago. Ignoro a dor que estou sentindo e caminho para a cozinha. Tomarei um pouco de leite morno e depois irei para a cama. Vou encerrar o meu dia. Em meu caminho à geladeira dou de encontro contra um peito duro. Um peito muito duro.

 

– Sinto muito. – murmuro e ouço uma risada profunda.

 

– Definitivamente eu gosto mais deste pijama.

 

– Tracker. – suspiro, elevando o olhar até seu belo rosto.

 

– Como você está, príncipe? – pergunta com seus olhos escuros olhando para os meus.

 

– Já estive melhor. – digo honestamente forçando um sorriso – Vou pegar um pouco de leite e vou para a cama.

 

– Cadê o Sin? — pergunta, com os olhos entrecerrados.

 

Encolho os ombros com indiferença.

 

– Com os meninos, suponho. Ou chupando a cara daquela vadia.

 

Tracker faz cara feia, em seguida, caminha na minha frente até a geladeira. Ele pega o leite, despeja um pouco em uma panela e leva-a ao fogo. Ele está aquecendo leite para mim? O encaro, coberto de tatuagens, vestido da cabeça aos pés de preto, aquecendo leite. Um riso me escapa.

 

– O que é tão divertido? – pergunta virando-se para mim e eu encolho os meus ombros, sorrindo.

 

– O grande motoqueiro malvado, esquentando leite para mim. Obrigado Tracker.

 

Ele sorri e volta para a tarefa em questão, derrama o leite quente em uma xícara e me dá.

 

– Quer ver um filme comigo?

 

– Eu adoraria – sussurro. Ele me leva ao fundo do corredor, além do quarto do Louis, ainda mais na parte de trás do recinto. Abre uma das portas, leva-me para dentro e me senta na cama.

 

– Tem certeza de que quer passar a noite comigo? – pergunto para ele.

 

– O que mais eu poderia estar fazendo? – pergunta enquanto liga a televisão.

 

– Fodendo alguém em lugar público? – ele ri.

 

– Não quero ofender, mas você esteve aqui por quanto tempo? Um par de noites? Não estou dizendo que isso não acontece, porque acontece, mas isso não é a única coisa que fazemos.

 

– Eu não queria ser crítico, mas... não sei. Eu não acredito que possa acostumar-me a ver isso.

 

– Sin disse a todos que mostrassem seu melhor comportamento, não se preocupe, – diz, sentando-se ao meu lado.

 

Tomo meu leite.

 

– Quer um pouco? – ele ri de mim, olhando-me divertido. Eu franzo o cenho. – Isso significa que você não gosta de leite?

 

Ele pega meu copo e toma um gole. Quando se inclina para frente e escova seus lábios contra meus, eu não o detenho. Realmente não tenho uma razão para fazê-lo.

 

– Deite e descanse um pouco. – diz voltando sua atenção à televisão. Faço o que me diz, e um minuto depois caio em um sono profundo.



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