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História Drake - Vol. 1 - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Rebeldia


A saída do hospital ocorreu no outro dia. Eu e minha mãe arrumamos minhas coisas e fomos embora. Eu ainda tinha em mente aquele homem e o que ele fez. Mas se ele aparecesse de novo eu saberia reconhecer, mas eu tinha que estar preparado para tudo isso. Eu tinha que saber me proteger.

Fomos de táxi para casa e chegando lá meu pai abriu a porta, para meu grande desconforto. Sério, ele veio todo preocupado perguntando como eu estava, se ainda estava com dor, eu apenas olhei bem no fundo dos olhos dele e disse que tudo estava ótimo. Sei que minha mãe desaprova esse tipo de comportamento, mas era o que ele merecia naquele momento.

Fui para meu quarto, arrumei minhas roupas, apesar de meu braço esquerdo estar doendo um pouco. Me lembrei de mandar mensagem para os meninos e eles falaram que iriam me ver. Aproveitei e mandei para Tracy também, queria saber como ela estava depois do que vimos no hospital.

Na hora do almoço, como o normal de sempre meu pai não foi, como nós já estávamos acostumados com esse tipo de comportamento dele, não ligamos, seguimos conversando, minha mãe disse que iria a Policia ver se eles tem noção de quem seria esse homem, mas ela mesma disse que era provável que eles iriam querer que eu fosse fazer o retrato falado dele.

Após nosso almoço os meninos chegaram, quase me derrubando e batendo em meu braço dolorido, apenas Tracy chegou acanhada e sem falar quase nada, parecia assustada. Os mandei sentar na sala e fui ver algumas guloseimas para comermos enquanto tentávamos achar algo interessante para ser visto na Televisão.

Na volta começamos a conversar e Paul começou a dizer sobre o que estava acontecendo com sua família. Ele falou sobre o caso de sua mãe e como ela respondeu de forma direta que ela estava muito ocupada e tinha muitas coisas para resolver.

-Eu estou bem gente, eu sempre soube que minha mãe iria reagir dessa forma, ela nunca se importou com a gente.- Paul disse.

-Você tem a gente, você sabe disso.- Eu disse a ele.

-Eu sei.- Ele sorriu.

Tracy estava estranha, sorria pouco, ficava a maior parte do tempo calada, era como se ela não quisesse estar naquele lugar, não quisesse estar com a gente, eu sei que ela é meio quieta mas aquilo incomodava um pouco, apesar que eu acho que ela queria conversar sobre o que aconteceu, mas com os meninos ali eu não acho uma boa ideia.

Depois de um tempo de conversas e muitas risadas, eles decidiram ir embora, ainda estava prestes a anoitecer, mas tinha muita coisa ainda pra se fazer, as aulas estavam ocorrendo normalmente, então eu entendia bem a situação toda. Nos despedimos, Tracy me abraçou e novamente ela mudou de feição.

-Você viu algo de novo?- Perguntei a ela.

Ela sorriu, disse que não, mas no fundo eu sabia que algo tinha acontecido de novo.

Ficou só eu e minha mãe, até que uns minutos depois ele reapareceu, meu pai.

Eu e minha estávamos conversando sobre eu alugar a roupa para o baile, já que seria muito caro comprar uma roupa apenas para isso, mas ai meu pai como sempre apareceu para estragar tudo.

-Você quer ir no baile?-Ele perguntou enquanto sentava na poltrona ao lado do sofá onde eu e minha mãe estávamos sentados.

-Claro, por que eu não iria?-Eu ri para ele.

-Porque você iria? Você foi quase morto.-Ele disse.

-Isso não vai me impedir.-Eu falei.

-Claro que vai.-Ele me disse.

-Então quer dizer que você vai me proibir?-Eu fiquei com raiva.

-Vou sim.-Ele me disse.

Eu me levantei, cruzei direto para meu quarto, fechei a porta, ainda escutava vozes na sala, minha mãe infelizmente concordava com ele pelo jeito. Realmente mais raiva tive.

Já era o outro dia. A formatura já era nesse final de semana, e eu nem queria saber de ver meu pai. Os últimos dia de aula são tranquilos para quem foi bem no resto do ano, mas como eu sou aquele que deixa para fazer tudo de última hora, estava tudo sendo bem estressante, no mesmo dia eu tive que apresentar três trabalhos e fazer uma prova, apesar de minha mãe querer que eu usasse o atestado médico eu preferi não usar e ir mesmo assim.

No fundo eu sabia que eles não iriam me reprovar então estava bem confiante, o próximo dia teria mais duas provas e pronto, eu estaria liberado da escola, mas não do meu pai. A teimosia dele me dava raiva, mas eu era bem parecido com ele então eu tinha que saber como ele era.

Os meninos, e dessa vez só os meninos resolveram aparecer de novo, e dessa vez fomos a uma sorveteria comer e conversar melhor. Contei sobre eu não ir na formatura.

-Seu pai acha então que esse cara vai te atacar de novo?-Paul perguntou.

-Pelo jeito, sim, mas eu não queria perder a formatura.-Eu disse.

-Não quer perder o par com Tracy né?-Jarred riu.

-Cala a boca.-Falei.

-Por um lado você está certo, mas por outro ele também.- Paul disse.

No fundo eu sabia, mas eu queria arriscar.

-Eu vou ir gente.-Falei.

-Como você vai convencer seu pai?-Paul perguntou.

-Não vou convencer, vou ir de outra forma.-Falei a eles.



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