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História Drama Club - Hyunknow - Capítulo 4


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Notas do Autor


outro porque to disposta.

ta dramático gente, não é de se esperar menos, eu amo drama clichê

Capítulo 4 - Quatre.


Clima.

O clima era o pior possível dentro daquele teatro tão conhecido por ambos os garotos que assistiam, João e o Pé de Feijão. Talvez não tivesse sido a melhor idéia Minho ter aceitado o convite, eles estavam o tempo todo quietos e prendendo tudo o que queriam dizer um ao outro, silenciosos dentro daquele auditório, podia- se ouvir apenas as palavras ditas por João. 

 Mas, senhor. Minha vaca vale muito mais do que três feijões!

Acalme-se, criança. Eles são mágicos, valem muito mais do que a sua vaca!

Minho diria que João era ingênuo, mas um ingênuo sortudo. No final das contas os feijões do homem que tentara enganá-lo, éram de fato, mágicos. Minho era como João, ingênuo. Ingênuo por achar que talvez tivesse alguma chance com Hyunjin, um riquinho. Talvez, só talvez, o Lee quisesse ser o João agora.

A peça, teve enfim, um intervalo.

Nenhum dos dois garotos estava entendo, ou sequer tentando entender quando foi que deixaram as palavras serem levadas de suas gargantas como vento que leva as folhas das árvores no outono. Ambos sentiam como se o que estavam fazendo era errado. Minho deveria estar zangado com ele, não deveria? O menino Hwang não achava que seria tão fácil convencê-lo de ir ao teatro daquela vez, achou que primeiro teriam uma discussão, mas pelo contrário, não tiveram.

Já Minho, queria encontrar onde estava a coragem que havia juntado para abrir o jogo sobre a relação deles e conquistá-lo naquela tarde chuvosa no café. Sumiu como vapor que sai de uma chaleira. Paneladas não iriam adiantar dessa vez.

– Hyung... 

– Sim? - o outro respondeu ao chamado, tentando esconder sua mão que tremia enquanto segurava o pequeno copo descartável que bebia água. – Você quer mesmo terminar de assistir? - Hyunjin não queria. Se sentia sufocado. – Na verdade, não. Podemos ir embora, eu ia sugerir isso na verdade. - riu sem qualquer humor, e jogou o copo de plástico na lixeira provavelmente cara que havia perto do bebedouro.

Ambos andavam pelo menos um metro de distância um do outro, Hyunjin acompanharia o mais velho até em casa, e depois chamaria um táxi para voltar a sua. Tudo normal. Um encontro normal. 

A não ser por- 

– Hyunjin, que palhaçada é essa? - o acastanhado parou no meio da calçada, cruzou os braços enquanto negava levemente com a cabeça, um tanto confuso. Ou indignado, como preferir. 

– Como assim, Min? - o Hwang voltou até onde Minho estava de ré. – Não quer que eu te leve? tudo bem, eu pago um táx-

– Não, seu idiota.

Ah, nossa.

As pernas de Hyunjin vacilaram. Ele quase caiu, tanto que teve de se apoiar na barra do semáforo em que estavam próximos.

– E-então, o que você q-quer dizer? - o garoto apesar de involuntariamente deixou sua voz fraquejar pela primeira vez na frente do seu hyung. – Por que estamos nos fingindo de sonsos e saindo juntos? Um mês atrás depois daquela peça maravilhosa, lembra? Fomos tomar sorvete e nos beijamos. Eu fui muito rápido fazendo um pedido daqueles, mas você tinha mesmo que sair correndo de mim? - levou uma das mãos as madeixas escuras e encarou o meio fio, desconcertado. – E agora, você vai ao meu trabalho em um dia péssimo que 'tá caindo o mundo, entra todo molhado me chamando 'pra assitir João e o Pé de Feijão. Você acha que eu sou o que? Mais um dos milhares de peguetes que você leva 'pra um lugar caríssimo e depois descarta, já que não quer nada sério com ninguém porque tem medo de encarar os seus pais e declarar suas próprias vontades diante deles, e prefere levar uma vida esnobe e infeliz em função de luxo e burguesia. Me diz, Hwang Hyunjin, o que eu sou para você? - ao ponto em que a declaração do Lee chegava, ele soluçava, lágrimas saiam de seus glóbulos oculares sem parar ao mesmo em que ele as impedia de escorrerem com as mangas do moletom que vestia. O mesmo de quando conheceu a razão de suas noites mal dormidas.

Se Hyunjin estava se apoiando antes, agora ele estava - literalmente - no chão. Deixou que sua coluna sentisse o ferro gelado do semáforo o conduzir a calçada suja da estrada. Ele chorava. Os dois choravam. E para completar o clichê dos clichês, um sereno frio começava a cair criando um contraste ruim com as lágrimas quentes dos dois jovens.

Nenhum dos dois disse uma só palavra nos dez minutos seguintes. Hyunjin continuava no chão, agora abraçado as próprias pernas, escondido entre seus joelhos. Já o outro, mantinha-se escorado na vitrine de uma loja chique do bairro enquanto tinha a costas de uma das mãos sobre os lábios, tentando cessar qualquer som que saísse involuntariamente dali. A chuva de verdade já começara a cair, lenta e dolorosa, como se pequenos cacos de vidro estivessem cortando seus rostos ao que não se atreviam a procurar um abrigo.

– Minho...

Ele se arriscou.

Eu não queria... que... você se sentisse como está se sentindo. E-eu nunca faria uma coisa dessas com você. - ele soluçava a cada palavra dita, era inevitável a culpa pesando em si. – Eu não sou esse tipo de pessoa, Minho. Você pode até deduzir isso pela minha fama de burguês. Mas eu nunca usaria as pessoas dessa forma, nunca em toda a minha vida! 

Estava de pé. Fungava igual a um bebezão, mas estava de pé.

– Se eu te chamei, é porque eu tenho uma boa razão! Você não pode dizer essas coisas terríveis sem ao menos tentar se colocar no meu lugar. Alguma vez você tentou, Lee Minho? - ele se aproximava a passos lentos e calculados, fitava seu hyung de forma violenta e determinada. Minho estremeceu após fechar os olhos com força, não queria contato visual. 

– Se você tem uma boa razão para mudar de idéia assim, como mágica, então me conte! sou todo ouvidos! - umas duas, ou três fungadas depois, ele começou. – Eu tive uma conversa com meu melhor amigo.

//

– Hyunjin, sinceramente. Você é um idiota sem neurônios. Já pensou em ir ao médico? tu tem dinheiro até 'pra comprar outro cérebro, ele pode dar um jeito. - Han Jisung, o anão esquilo mais linguarudo que existe, não pessoas anãs, mas sim aqueles anões da Branca de Neve. São todos língua solta para falar a verdade. Apesar de que Hyunjin lembra já ter visto um garoto mais baixo do que ele, mas não se lembrava aonde.

– Cala boca, esquilote. Você não sabe de nada. - o Han indignado pôs a mão sobre o peito soando ofendido. – Como eu não podeira saber? você acabou de me contar, e eu sei a sua tudo sobre a sua vida toda desde que tinha nove anos, feioso.

– A situação mudou. Dessa vez eu estou realmente apaixonado. É 'pra valer.

O Han ficou em silêncio por alguns poucos segundos, e depois percebeu.

– Wow. Hwang Hyunjin apaixonado, interessante.

Você quis dizer, estressante. - fez aspas com os dedos longos. – O que faço, Ji? eu deveria me desculpar? chegar do nada e simplesmente pedir desculpas, esperando que ele me perdoe e que possamos tentar ter alguma coisa outra vez? 

– Exatamente.

Hyunjin rolou as orbes. Se levantou de onde estava e andou a passos lentos até o sofá de janela que havia em seu quarto. Uma chuva leve começava a cair. O Han fez o mesmo, se levantou mas foi em outra direção, a escrivaninha do amigo parecia mais interessante. Fuçando uma gaveta e outra, achou algo curioso.

Ingressos de teatro. 

– Jin. Que isso aqui? - o moreno desviou o olhar da chuva, e o guiou até o esquilo. Não bastou um segundo para estar em cima do anãozinho e puxar de sua mão os dois ingressos em tom carmim. – Calma, cara. Era só pedir, eu hein.

– Não era 'pra você tocar neles. São para o Minho. 

O mauricinho comprara os ingressos há pouco menos de dois meses, depois que se conheceram, queria levá-lo, já que era a única peça que gostava verdadeiramente. Porém havia desistido da idéia depois de ter corrido do mais velho naquela fatídica noite.

E como se uma lâmpada se acendesse em sua cabeça, ele saiu correndo do quarto sem ao menos pegar um casaco deixando um Han esquilo com um ponto de interrogação na cabeça. 

– Vou usar seu Playstation, 'tô nem aí. 

Mas o garoto nem se deu ao trabalho de responder, o que fez o Han ter certeza de que Hyunjin estava mesmo louco por aquele fulano amante de teatro, ninguém tocava no seu Playstation.

Como se fosse uma maratona, o garoto saiu de casa sem nem se importar com o temporal que caia, seus neurônios nem ao mesmo funcionaram, ele podia ter ido com seu motorista particular. Mas só se lembrou muito tempo correndo depois.

Pois agora ele estava disposto a conquistar o perdão do seu Minho, nem que fosse na base de sapatada da Louis Vuitton.

\\


Ambos os garotos, agora encharcados estavam sentados no meio fio da calçada quando o mais novo entre eles terminou de contar como, e por que chegou encharcado ao café naquela tarde.

– E por que você-

– Porque eu percebi. Percebi que não me valia a pena viver do jeito que eu vivo, viver da forma como eu vivo. Sem ser realmente feliz. Lembra quando eu disse que estaria disposto a mudar por você? talvez eu mesmo tenha esquecido disso. Eu prometi uma coisa que talvez não pudesse cumprir e só me dei conta tarde demais... eu não queria que fosse dessa forma, eu não pedi para nascer com dinheiro para comprar uma vida. Eu não escolhi ser quem eu sou, Minho, e ainda não escolho. Eu sou um pássaro com as asas atadas que nunca poderá voar, consegue entender? quando eu vi os convites na mão do Jisung, foi como se uma chance tivesse surgido. Eu queria me remediar te dando a coisa que você mais ama, teatro. - ele secou uma lágrima solitária que escorreu por sua bochecha já molhada por chuva. Depois olhou para sua paixão, e ele estava com os olhos sobre si, parecia que chorava, mas não. Talvez tivesse tudo secado, era frio. O vento se fez presente e Minho cobriu as orelhas pela dor do choque de estarem molhadas entrar em contato com o vento. 

– Hyun... podemos sair da rua, por favor? 

– Vamos. - ele levantou seu hyung e o puxou pela mão por alguns minutos, que mais lhe pareciam horas, até então chegarem ao que parecia uma casa no alto de uma árvore enorme. Hyunjin o convidou a subir. – Nem morto. 

– Por favor, hyung... quer ficar doente? - estendeu a mão ao outro para ajudá-lo a subir pelos degraus da escada.  – Te odeio. - e segurou a mão alheia e os dois subiram. 

O mais velho passeou pela casinha com os olhos, haviam vários desenhos, Hyunjin desenhava? 

– Não pergunte, por favor. É meu refúgio. 

Pelo contrário, o Lee não perguntou nada. Ele apenas se virou de frente para Hyunjin, e encarou suas orbes escuras e avermelhadas pelo chororô recente. E para surpresa deste, ele o abraçou.

Tão forte, que foi quase como se ele estivesse prestes a morrer.

E chorou, pela terceira vez naquela noite.








Notas Finais


muitos parágrafos, af

amanhã é o último galeris :)


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