História Dramione. - Ligados por um torneio. - Capítulo 43


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Categorias Harry Potter
Tags Draco, Dramione, Granger, Hermione, Malfoy
Visualizações 874
Palavras 3.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLO OLD FRIENDSSS

Peço desculpas pela demora.
Chegaram a ver meu recado nos comentários?
Muita gente me cobrou e eu tentei avisar por ali que demorei tudo isso porque estava - e estou - sem pc. Resumindo minha triste história para vocês entenderem o caso, eu tenho um note e um pc, velho de guerra. Os dois bugaram juntos. Só o note ia ficar uns 300 dinheirinhos, portanto, não postei. Em todo caso, qualquer coisa pessoal, deem uma olhada no meu perfil, me sigam ou mandem uma mensagem. Dessa vez eu tentei o comentário pra tentar falar com vocês e postei no meu perfil, mas ainda não sei se muita gente viu xD


Como faz tempo desde o último capítulo, vamos recapitular:
Houve a prova do torneio, Hermione usou uma maldição, foi sedada para se recuperar de um envenenamento, Draco a visitou todos dias e assumiu estar apaixonado por ela. Eles foram acampar como castigo de quebra de regras e dormiram juntos.
Agora, segue o capítulo. Boa leitura, friends! <3

Capítulo 43 - Acampamento II


- Draco -

 

Anos atrás, talvez até mesmo meses atrás, eu absolutamente não acreditaria se alguém me contasse que um dia eu, Draco Malfoy, estaria nessa situação. Deitado em uma barraca, sabe Salazar onde, com uma tempestade do lado de fora e outra dentro do meu peito. Eu não só tinha Hermione Granger aninhada e adormecida em meus braços, como sabia que queria mantê-la ali. Meus braços pareciam ter sido feitos para envolve-la.

A tempestade em meu peito se dava numa mistura que eu jamais senti e, portanto, pouco sabia como responder. Estava em júbilo pelo que havia acontecido, mas me preocupava que quando despertasse ela quisesse fingir que não houve nada. Eu não poderia fingir que não houve nada entre nós, não poderia fingir que não existe nada entre nós. Veja bem, a primeira vez em que ela disse para fingirmos que nada aconteceu, depois de nos beijarmos, pouco me importei porque àquela altura realmente não me parecia algo a se dar importância, estava atraído por ela, qualquer idiota poderia dizer, mas o que tínhamos não era nada como agora, a maneira como me sentia em relação a ela era diferente. Sendo sincero e pensando em como me comportei desde o início deste torneio não vou dizer que não me importava nem um pouco, mas se me importava fingia que não, inclusive para mim, e agora é um pouco diferente, eu sei que me importo e não pretendo fingir o contrário.

 Lembro-me que comecei a achar que as coisas estavam diferentes, que eu estava diferente em relação a ela, depois daquele dia em Hogsmeade, pois eu sabia que havia baixado minha guarda. Até o momento em que a encontrei na cozinha com Blás naquela noite e que, posteriormente, soube do encontro que ela teria com Barbizan eu não havia tido nem mesmo um pensamento a respeito de não continuar do mesmo modo como as coisas haviam se desenrolado naquele dia... De guarda baixa. Sem jogos. Mas, as coisas aconteceram de forma diferente e ela terminou fosse lá o que estivesse acontecendo entre nós. Terminou comigo e começou a sair com Dominic Idiota Barbizan.

Naquele momento eu a tinha em meus braços, mas preocupava-me que quando esse acampamento acabasse e voltássemos ao castelo ela fingisse que nada disso aconteceu e continuasse com aquele idiota, tendo encontros ridículos pelos corredores, tomando café da manhã a sós com ele e fazendo qualquer outra coisa estúpida. 

Eu não poderia permitir que um absurdo desses acontecesse.

Certo que eu me sentia um idiota por pensar esse tipo de coisa, por imaginar o que poderia fazer para manter aquela garota ao meu lado. Eu nunca havia precisado fazer algo do tipo, mas também nunca quis. Nunca me importei com garota alguma para me dar o esforço. De todo modo, estava certo de que se deixasse de tentar mantê-la comigo por receio de me sentir idiota, me sentiria ainda pior se a perdesse por não tentar. Claro que, considerando todas as minhas qualidades, as chances de ela não se sentir do mesmo modo que eu eram baixas. Isso me preocupava. Era a primeira vez em que eu não confiava totalmente em ser eu mesmo para conquistar, ou melhor dizendo, permanecer com uma garota. Ser apenas eu, Draco Malfoy, lindo e glorioso, em geral era mais do que o suficiente. Dessa vez eu temia que não fosse e não sabia exatamente o que fazer caso minha suspeita se desse como verdade. Eu acreditava... Bom, considerando o que conheço de Hermione, eu poderia dizer que tinha certeza que ela me queria. Ela não teria feito nada que não quisesse realmente. A minha incerteza é se isso bastaria, se ela confiaria no que sente e no que eu demonstro a ela, se estar comigo seria o suficiente. Mas, eu só parecia fazer valer essas coisas que refletia no plano das ideias, pois no momento de agir eu me via apenas sendo impetuoso como de costume e torcendo para que tudo desse certo. Torcendo para ser suficiente.

Quando o dia amanheceu eu despertei antes dela e constatei que, possivelmente, passaríamos grande parte do dia dentro da barraca, uma vez que embora a tempestade tivesse tido um fim, ainda chovia lá fora. Ela ainda permaneceu dormindo por um bom tempo e eu fiquei a observá-la, sorrindo ao constatar a diferença de quando ela estava desperta. Assim, dormindo aconchegada a mim ela parecia serena, como se nada jamais a perturbasse e ela pudesse permanecer ali, quieta e adormecida por um bom tempo. Eu torcia para que ela acordasse logo, pois embora em nada me incomodasse a visão de tê-la adormecida ali comigo, preferia mil vezes tê-la desperta, tagarelando sobre qualquer bobagem ou até mesmo discutindo comigo. Em razão da última prova ela passou muito tempo quieta e eu passei muito tempo sem ouvir sua voz dizendo quaisquer tolices e, embora, na situação em questão ela estivesse adormecida por motivos totalmente diferentes eu tendia a preferir que acordasse e falasse tudo que não pode durante os dias em que ficou sedada. A chuva parecia cessar do lado de fora quando senti que ela começava a despertar, mexendo-se em meus braços e espreguiçando-se antes de calmamente abrir seus olhos e parecer confusa, olhando ao redor e checando onde estava. Quando seus olhos castanhos encontraram os meus e ela sorriu senti como se todas as incertezas sobre as quais estava refletindo fossem bobagem.

- Bom dia. – Disse ela sorrindo.

- Bom dia. – Respondi, beijando-a suavemente. – Dormiu bem? – Perguntei.

- Muito. – Assinalou num sussurro. – E você? – Adicionou.

- Um pouco melhor depois que você parou de roncar. – Brinquei.

- Ora! – Exclamou ela, rolando os olhos. – Até parece que eu ronco. – Desdenhou.

- E fala. – Adicionei e ela pareceu ficar tensa. – Mas, como parecia estar sonhando comigo achei que estava tudo bem... – Continuei.

- Você está blefando. – Disse ela, apoiando-se no cotovelo para encarar-me.

- Estou falando sério. – Rebati. – E você parece preocupada com o que pode ter dito... – Provoquei.

- O que eu disse? – Perguntou suspirando e deitando-se novamente.

- Meu nome... Que eu sou lindo...Que você...

- Não. – Gemeu ela, interrompendo-me. – Está mentindo.

- Acredite no que quiser. – Respondi, me divertindo. – De todo modo, depois que parou de roncar eu dormi muito bem. – Falei, abraçando-a.

- Eu não ronco. – Insistiu.

- Não me importo.

- Isso seria muito gentil, se eu roncasse, idiota. – Bufou e eu ri.

- Mas, outra pessoa dormiu muito bem... – Tornei, frisando o “muito” que ela havia utilizado. – Faz sentido. – Concordei. – Eu não ronco, não falo dormindo e dormir abraçada comigo é alguma coisa, não é? – A provoquei.

- É... – Concordou para minha surpresa. – Também tem um cheiro bom, o que ajuda e...

- Não só concordou com que eu disse como disse algo positivo sobre mim? – Perguntei, a interrompendo chocado com sua resposta. – Quem é você? – Ri, encarando seus olhos castanhos.

- Depois de ontem à noite... – Começou ela, apoiando-se no meu peito e olhando-me diretamente. – Do que foi dito... E feito... Não faz muito sentido eu tentar esconder certas coisas, não é? – Perguntou, beijando-me em seguida.

- Não. – Concordei. – Isso quer dizer que vai assumir estar apaixonada por mim? – Perguntei. – Ou sobre como meu beijo é muito superior a qualquer outro?

- Não abuse. – Rebateu ela. – Eu disse certas coisas. – Lembrou-me.

- Disse que não faz sentido esconder certas coisas. – Falei, interpretando a situação. – Pois, então quer dizer que ainda vai esconder outras.

- Draco, não comece... – Bufou ela, saindo de cima de mim e encarando o teto da barraca.

- Como estar apaixonada por mim e que meu beijo é o melhor. – Continuei. – Sabe que é verdade, apenas pretende continuar fingindo que não... – Insinuei.

- Você é convencido demais para o seu próprio bem. – Debochou.

- Pode afirmar que estou só imaginando coisas? – Perguntei, apoiando-me em meu cotovelo e fazendo com que ela olhasse para mim. – Olhando nos meus olhos.

- Está só imaginando coisas. – Disse ela, depois de uma eternidade em silêncio me encarando.

- Demorou demais, não acredito em você. – Rebati.

- Você só acredita no que quer.

- Só acredito no que é verdade. – Tornei. – E a verdade é que você está apaixonada por mim. – Disse, deitando-me com os braços atrás da cabeça e fechando os olhos.

- Supondo... – Disse Hermione depois de algum tempo de silêncio. – Apenas supondo que eu estivesse mesmo apaixonada por você e admitisse isso...

- Apenas supondo? – Perguntei sorrindo, ainda de olhos fechados.

- Sim. – Assinalou ela. – Apenas supondo...

- Ok. – Assenti.

- Supondo que eu estivesse... Sabe... Apaixonada por você...

- O que tem?

- O que você faria? – Perguntou.

- Não te deixaria mais sair do meu lado. – Me ouvi afirmar. – Não te deixaria perder tempo procurando beijos melhores e nem nada disso... Até diria que eu... – Murmurei, interrompendo-me quando me atentei ao que dizia. – Bom, não importa, já que você não está realmente apaixonada, não é? – Perguntei, abrindo os olhos e a encarando.

- Não. – Respondeu ela depois de uma longa pausa fitando-me em silêncio.

- Tudo bem. – Suspirei, diante sua negativa a encarando pensativo. – E o que acha de vir a ficar? – Questionei.

- Ficar o que?

- Apaixonada por mim. – Expliquei, sentando-me e refletindo o que faria.

- Draco, não me venha com...

- Você não diz que eu sou um Casanova? – Perguntei, lembrando do que ela havia me chamado e o que isso significava. – Você não viu nada. – Assinalei, virando-me para encara-la. – Já que não está, eu vou fazer com que se apaixone por mim. – Afirmei.

- Confia tanto nas suas habilidades para isso? – Ela perguntou.

- Por que não confiaria? – Perguntei de modo petulante, embora tivesse minhas ressalvas, já que a garota se tratava dela. – Nunca me esforcei para conquistar alguma garota... O que não é difícil entender, afinal apenas minha presença já é muita coisa. – Dei ombros. – Imagine se me esforçar...

- E porque agora vai se esforçar? – Perguntou, sentando-se e abraçando os joelhos.

- Quando assumir estar apaixonada por mim eu conto a você. – Retorqui sorrindo. – A chuva parou. – Comentei, mudando de assunto e vestindo algo quente. – Vou ver se encontro algo seco para acendermos a fogueira. – Anunciei, virando-me e beijando-a antes de partir.

 

- Hermione –

 

Ótimo. 

Simplesmente ótimo. 

Eu sei que havia dito algo a respeito de ter desistido de fingir que não sentia nada e entregue à Draco a última coisa que me restava: meu coração. Mas, descobri, diante seu questionamento tão direto acerca de meus sentimentos, que, aparentemente, não era totalmente verdade. Havia ludibriado a mim mesma. Estava certa quanto a não mais fingir que existe algo entre nós, Draco e eu, mas isso não fazia com que eu acreditasse que ele faria o mesmo, o que me assustava e não me permitia me permitir

Não me permitia dizer tudo que tinha vontade de contar a ele, incluindo coisas que não havia assumido nem mesmo para mim. 

Me ouvi negar que estava apaixonada por ele, sem saber como consegui pôr as palavras em minha boca e em seguida, o ouvi dizendo que me faria apaixonar-me por ele. Ouvir suas palavras me fez ter certeza de que aquela era a maior problemática na qual já havia me envolvido, pois eu o conhecia e me conhecia bem o suficiente para saber que se àquela altura eu  não estava apaixonada por ele, embora negasse, não tardaria a ficar.

O ouvi dizer essa ameaça, essa... profecia, e sair calmamente da barraca como se tivesse comentado algo trivial e deitei-me novamente, satisfeita por estar sozinha e poder pensar com clareza, ainda que não houvesse muito o que se pensar. Definitivamente eu não voltaria atrás, não fingiria mais que não temos algo, que não sinto algo em relação a doninha. Como eu havia dito a ele, isso não parecia ter mais sentido, considerando não só o que foi dito e feito na noite anterior, mas levando em conta que eu não conseguia mais listar motivos para me manter afastada. Tudo que um dia existiu em minha mente para convencer-me a me manter afastada agora jazia esquecido, a única coisa que sobreviveu e que descobri conversando com ele naquela manhã, era que eu tinha medo de dizer a ele a verdade e ser a única de nós dois a me sentir assim.

 De todo modo, esse último receio, essa última amarra, parecia aos poucos se desatar conforme eu refletia sobre o comportamento dele em relação a mim. Eu podia sentir que existia significado e refletia que ele não poderia agir e dizer certas coisas por simples capricho, não é? Como, por exemplo, sobre fazer-me apaixonar-me por ele. Ele não teria o trabalho se não fosse algo importante. Claro que, ainda deitada na barraca, isso não passava de mera suposição, eu não poderia saber se ele realmente faria algo a respeito. 

Determinada a manter o que havia dito a ele, sobre ser mais aberta em relação a certas coisas e manter o que havia dito a mim, sobre ter algo para me lembrar, vesti roupas quentes, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo e saí da barraca para descobrir o que aquele dia me reservava. O lado de fora estava um caos, embora o céu, ainda parcialmente nublado estivesse muito bonito, permitindo que eu tivesse esperanças de que o sol aparecesse mais tarde naquele dia. Um pouco mais abaixo, em nosso acampamento, eu só conseguia ver o rastro da tempestade. Galhos e folhas por toda parte, a barraca de Draco que acabou presa entre algumas árvores... Nada estava como no dia anterior. Nem o acampamento, nem nós. 

Ele ainda não havia voltado e eu resolvi adiantar-me, retirando os maiores galhos dali, e arrumando um espaço para que pudéssemos nos sentar perto da fogueira, talvez fazer um pouco de chá com as folhas que eu havia pego no caminho. Arrumei tudo que podia e já sentia na pele o calor do sol que felizmente saia detrás das nuvens, então retirei o casaco e me sentei nas pedras que circundavam o local da fogueira, deixando o sol bater em meu rosto e me aquecer. 

Já fazia algum tempo que eu estava ali, curtindo o sol e o silêncio, quando notei que o único motivo para isso ser possível era porque Draco ainda não havia voltado. Comecei a achar que ele estava demorando demais e senti um vinco de preocupação surgir em minha testa, lembrando do fato de que ele odiou o castigo de acampar, odiava o fato de estar na mata e, ainda por cima, sem magia. Definitivamente ele não estava aproveitando a natureza, observando pássaros ou coisa assim. Talvez tivesse tropeçado e torcido o pé, comido algo venenoso ou caído e batido a cabeça. Mil coisas se passaram por minha mente num estalo, então preocupada fechei a barraca para que nenhum animal entrasse e sai a sua procura. 

 Andei por um tempo considerável na mata, seguindo a pequena trilha que fizemos até o acampamento, chequei a beira do riacho que ficava a pouca distância fora da trilha e até mesmo andei ali por um tempo, sem perder o riacho de vista para não me perder, mas não o vi por parte alguma e comecei a preocupar-me ainda mais. Resolvi voltar ao acampamento, checar se ele teria voltado ou se eu poderia surtar levemente antes de pensar em uma solução lógica. 

Ainda estava na mata, a alguns metros da barraca, mas pude ver que a fogueira havia sido acesa. Suspirei de alívio, constatando que ele estava bem. Em seguida, enchi meus pulmões de ar e me pus a ladrar irritada a respeito do susto que ele me dera. 

- Você está tentando me matar do coração? – Perguntei, aproximando-me dele que estava sentado onde eu estava algum tempo antes, mexendo tranquilamente na fogueira, a fim de atiçar o fogo. 

- Aí está você! – Rebateu. – Não devia sair por aí sozinha sem me avisar. – Ralhou. – Estava começando a ficar preocupado. 

- Preocupada estava eu, seu idiota! Te procurei por toda parte. – Retorqui. – Por que demorou tanto?

- Se acalme. – Pediu. – Sei que ficou com saudades, mas já voltei. – Murmurou, piscando para mim e voltando sua atenção para a fogueira. 

- Saudades? – Bufei. – Eu achei que tinha acontecido algo... Que você... – Começava a contar meus devaneios quando o olhei com mais atenção. – Seu cabelo está molhado. – Observei. – Demorou todo esse tempo porque estava nadando?! – Perguntei desacreditada e ele deu ombros.

- Seguindo uns metros para o leste o riacho se junta a uma cachoeira e... 

- Você é um idiota! – Interrompi. – Veio para cá fazendo drama sobre como sobreviver... Achei que tinha acontecido algo a você! – Exclamei nervosa. 

- Eu não queria vir. – Concordou ele. – Mas, eu tinha andado bastante e estava calor. – Explicou. – Achei que você tivesse voltado a dormir. – Disse, levantando-se e vindo até mim, abraçando-me antes de tornar a falar. – Além disso, não existem relógios na mata, não achei que tanto tempo tivesse se passado. 

- Você é um idiota. – Repeti. – Não costuma acampar, achei que tivesse se ferido ou... 

- Hermione. – Interrompeu-me. – Eu não ser acostumado e não gostar de acampar não me torna inútil na mata. – Disse, apertando o enlace sob meu corpo. – Eu sou Draco Malfoy, esqueceu? Até parece que iria acontecer algo... – Desdenhou. 

- Na próxima vez que sumir assim, espero que alguma criatura dê umas dentadas em você! – Exclamei irritada, soltando-me dele e marchando para a barraca. 

Abri o zíper da barraca num rompante, parando por um momento para adicionar um pedido. 

- E não vá nadar de novo! Dizem que não é seguro após tempestades, sabe disso. – Ralhei. – Podia haver uma enxurrada ou coisa assim... – Considerei, lembrando algo que li a respeito certa vez. – Prometa não fazer uma idiotice dessas de novo.

- Preocupada comigo? – Perguntou ele com um sorriso convencido nos lábios.

- Prometa, Draco. – Pedi. – Vai ficar por perto. 

- Prometo. – Respondeu ele solenemente.

- Ótimo. – Assinalei, retirando meus sapatos e entrando na barraca.

 Entrei e deitei-me de lado, aliviada por ele estar bem e irritada por preocupar-me à toa. Pouco depois que estava ali, senti os braços dele me envolvendo momentos antes de ouvir sua voz. 

- Obrigado por se preocupar. – Ele disse, beijando meu pescoço. – Mas, eu não deixaria que nada me acontecesse. – Assinalou. – Como poderia sofrer algo e te deixar aqui sozinha? – Perguntou parecendo sério quanto ao que dizia, fazendo-me sentir tanto aquecida por suas palavras, quanto desconfiada, já que pareciam doces demais se tratando dele. – Você ia morrer de tédio, vendo só essa mata sem graça, sem a minha adorável presença para adorna-la. – Adicionou e eu sorri, agora se parecia mais com algo que ele diria.

- Talvez. – Aquiesci, virando-me para beijá-lo. – Mas, por favor, não faça isso de novo... – Pedi. – Nem sabemos onde estamos. – O lembrei.

- Não, mas eu gosto daqui. – Disse. – Queria poder ficar muito tempo mais por aqui, só com você... – Murmurou, beijando-me. – A beijando quando tenho vontade... – Tornou, beijando agora meu pescoço. – Ficando assim... pertinho de você... – Falou, levando seus lábios de volta aos meus.

- Não precisamos estar aqui para que fique perto de mim. – Me ouvi dizer assim que ele se afastou por um instante. – Ou está planejando fingir que nada disso aconteceu quando voltamos ao castelo? – Perguntei em tom de brincadeira, embora a apreensão fosse real.

- Isso é coisa sua. – Rebateu ele. – Eu nunca espalhei, mas também nunca tentei esconder de ninguém. – Disse ele, fitando-me. – Não vai ser agora que vou fazer isso. – Afirmou. – E você? – Perguntou e eu o encarei.

- Não. – Afirmei.

- Ótimo. – Murmurou sorrindo, parecendo satisfeito com minha resposta, tornando a me beijar em seguida.

- Mas... – Tornei, afastando seu rosto do meu. – De imediato, quando voltarmos... – Comecei e ele suspirou pesadamente antes de falar.

- Eu sabia. – Assinalou. – Sabia que você ia querer fingir que não houve nada... – Murmurou, parecendo extremamente frustrado com aquilo, sentando-se na barraca e passando as mãos nos cabelos antes de continuar. – Qual o motivo dessa vez? – Perguntou parecendo irritado. – Potter, Cabeça de Cenoura, um beijo melhor... – Listou ele. – Por Salazar, Hermione! Qual seu problema em ter algo comigo? – Questionou com uma expressão angustiada que eu nunca havia visto antes.

- Nenhum! – Afirmei, sentando-me também. –  Não tenho nenhum problema em ter algo com você. – Afirmei, segurando seu rosto e fazendo com que olhasse em meus olhos. – Nenhum. – Repeti. – Mas, a princípio... – Tornei.

- A princípio ninguém pode saber. – Concluiu ele, fechando os olhos e suspirando. – E você diz que não tem um problema comigo... – Murmurou dramático.

- Já te disse que o mundo não gira ao seu redor. – Falei e ele olhou-me irritado. – Isso não tem nada a ver com você. – Afirmei. – Tem a ver comigo... – Murmurei, respirando profundamente antes de completar. – E Dominic. – Adicionei, vendo-o me encarar com olhos flamejantes de irritação.

- É claro! – Exclamou ele em tom de ironia. – Precisa esconder que tem algo comigo por causa de Barbizan... É óbvio! Como isso não passou por minha mente? – Perguntou, levantando-se e saindo da barraca ainda descalço.

- Draco, seja razoável! – Pedi, ainda dentro da barraca, calçando meus sapatos. – Eu estava saindo com ele... Não posso simplesmente aparecer junto com você e...

- Eu acho que você pode, mas não quer. – Acusou ele, me interrompendo.

- Tem razão. – Concordei. – Não quero. – Assinalei e ele me olhou parecendo-me magoado por um instante. – Mas, não pelos motivos que você imagina. – Continuei. – Eu quero falar com ele antes. – Expliquei. – Sabe como é... Terminar de um modo decente. – Dei ombros. – Não posso me envolver com alguém e do nada estar com outra pessoa sem dar a primeira uma explicação, sem um adeus... Entende? – Perguntei, saindo da barraca e indo em sua direção.

- Não. – Afirmou. – Não entendo. – Repetiu. – Você fez isso comigo. – Acusou. – Por que é diferente com ele? – Perguntou.

- Não fiz isso com você. – Respondi desacreditada.

- Estava comigo... – Começou ele. – Estava comigo em um dia e com ele no outro... Se não fosse por Blás eu teria descoberto vendo você com ele! – Exclamou, cuspindo as palavras para mim. – E quer que eu entenda? – Perguntou entre dentes. – Pois não entendo porque aquele idiota é digno de tanta preocupação e...  

- É diferente. – O interrompi. – É diferente e você sabe. – Afirmei, suspirando profundamente.

- Não vejo porque seria...

- Eu estava com você, é verdade. – Concordei. – Mas, quantas outras garotas estavam? – Me ouvi perguntar e ele permaneceu me olhando em silêncio. – Vê? Essa é a diferença. – Murmurei, sorrindo com tristeza. – Se você podia estar com outras pessoas porque eu não poderia? – Perguntei.

- Eu vou dar uma volta. – Anunciou ele em resposta, fugindo da discussão.

- Você prometeu que ficaria por perto. – O lembrei.

- Não vou longe. – Respondeu, se pondo na direção da trilha.

- Draco, por favor... Fique. – Pedi, o alcançando e o segurando pelo braço. – Vamos conversar.

- Depois conversamos. – Rebateu, soltando-se e saindo dali.

Suspirei o observando caminhar mata adentro, infeliz com o rumo que a conversa havia tomado e refletindo como eu poderia lidar com aquela situação, como poderia voltar as coisas como estavam ainda algumas horas antes naquela manhã.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Ah, e eu vi os comentários de vocês! Li todos. Em breve vou responder cada um, só passei rapidinho para postar. Obrigada pelo carinho, gente. De verdade. <333


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