História Drarry - Uma Relação Intensa - Capítulo 46


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Colin Creevey, Dênis Creevey, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Ronald Weasley, Severo Snape, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott, Tom Riddle Jr., Viktor Krum
Tags Abuso De Força, Amor, Drarry, Mpreg, Possessividade, Sarry, Simas & Harry
Visualizações 306
Palavras 8.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 46 - A primeira tarefa


Fanfic / Fanfiction Drarry - Uma Relação Intensa - Capítulo 46 - A primeira tarefa

 

Draco subia vagarosamente as escadas que o levariam para sua primeira aula daquele dia.

O dia da primeira tarefa do torneio Tribruxo.

O dia em que Harry enfrentaria algum maldito dragão que poderia pôr fim a vida dele.

Só com esse pensamento, o loiro se arrepiava todo.

Nem se dera conta de que tinha acabado aquele lance de escadas e deveria rumar para a sala da professora McGonagall, seguia ainda devaneando rumo àquela direção quando, ao dobrar uma esquina, bateu de frente com alguém e teria ido ao chão se não fosse segurado pelos ombros. Levantou a cabeça e viu−se examinado por intensos olhos verdes.

− Olhe por onde anda, Príncipe da Sonserina!

Draco ainda mantinha−se perdido na intensidade do olhar daquele rapaz quando se deu conta que estava segurando−o pelos braços e sendo amparado pelo mesmo. Ele enrubesceu, sentindo a pele do rosto esquentar. Pigarreou e tentou reerguer−se com toda dignidade Malfoy, percebendo que suas pernas tremiam ligeiramente.

− Merda! – resmungou tentando firmar as pernas sem a ajuda do mais velho que o encarava.

− Eu posso ajudá−lo, Draco. – disse içando o loiro do chão e colocando−o aprumado. – Pronto! – disse, com um sorriso maroto.

Draco atrapalhou−se com a mochila que pendia para um lado, precisando, novamente, do auxílio de Jonny. Seu rosto tornou−se impassível no próximo momento e tratou de distanciar−se do moreno.

− Devo agradecer−lhe por ter me ajudado após quase me derrubar? – falou imperativo.

Jonny sorriu ainda observando o jeito arrogante de falar e se portar do garoto.

− Não por isso, eu diria, mas deveria por não ter deixado que esse rostinho aristocrático beijasse com tanto ímpeto o chão duro e frio...

Mais uma vez o loiro corou e pareceu ficar mais irritado.

− Pois se isso quase aconteceu foi porque você não olha para frente...

Jonny aproximou−se de Draco, tanto que pode sentir a respiração quente e agitada do loiro em seu pescoço. – Você não precisa me agredir só porque seu namoradinho vai enfrentar a morte hoje, Malfoy. – falou sério e encarando os olhos acinzentados.

Draco ficou mudo de repente, um bolo formando em sua garganta, incapaz de responder a altura. Baixou seus olhos encarando os próprios sapatos. – Eu...

− Não diga nada – Jonny levou a mão ao seu queixo, fazendo com que levantasse a cabeça e novamente o encarasse. Viu algo no fundo dos olhos do loiro, mas não conseguiu explicar o que seria. Medo, raiva, paixão, tristeza, tudo misturado, uma tempestade de sentimentos num mar azulado. – Sei que está preocupado com Harry Potter, mas vai dar tudo certo.

− Não tem realmente como saber – respondeu num fio de voz. Detestava mostrar−se tão indefeso, mas sempre que estava ao lado de Jonny não conseguia manter sua pose.

O moreno deu de ombros sem realmente dizer nada. Afastou−se minimamente, soltando o rosto de Draco. – Intuição.

Draco recompôs−se, aprumando o corpo e colocando a mochila no ombro. Pigarreou, ainda constrangido. – Por onde você tem andado? Não o tenho visto ultimamente. – perguntou.

− Estudando, principezinho... – respondeu recolhendo a pasta com seus materiais que havia caído. – Meus NIEMS se aproximam e meu pai não espera menos que um O em todas as disciplinas.

Draco arregalou ligeiramente os olhos, mas tratou de recompor−se. Não era muito diferente do seu próprio pai, aliás todos os bruxos puro−sangue não exigiam menos de seus herdeiros.

− Eu sei... – olhou para seus olhos verdes, sentindo um aperto no peito. – Você tem aula de que agora? – ajeitou a mochila no ombro direito. – A minha é de Transfiguração...

O assunto anterior pareceu ter sido esquecido, para felicidade de Draco. O moreno o encarou alguns segundos antes de responder.

− Adivinha? A aula mais chata de todas.

Draco riu. – História da Magia.

− Muito bem, sua alteza. – os dois riram por conta do título de nobreza. – Vamos? – Jonny estendeu a mão para o loiro.

Draco desceu lentamente os olhos para a mão grande estendida em sua direção, num claro pedido para que a segurasse. Engoliu em seco, confuso sobre o que fazer. Levantou a cabeça e em seus olhos tempestuosos a confusão ficava mais visível. Mordeu o lábio inferior. Realmente não sabia como agir, nem o que pensar.

Por fim, o próprio Jonny baixou a mão, suspirando e adiantou−se em direção a sua sala de aula. – Tenha um bom dia, Malfoy.

− Espera... – Draco caminhou até ele.

Jonny virou−se e esperou que o loiro se aproximasse. Não esboçou nenhuma reação, só aguardou. – Sim?

− Eu vou com você.

Com um mínimo sorriso de canto, o moreno assentiu e esperou que o loiro se postasse ao seu lado. Encarou−o intensamente, ficando sério.

− Malfoy, não quero nada com você. – ele disse fazendo o loiro franzir as sobrancelhas. – Talvez você pense que estou tentando... hum... tipo, te seduzir – ele riu. – Mas não estou, sério, principezinho.

− Eu não...

− Não se culpe, você deve estar acostumado com todos se arrastando atrás de você. – mostrou um olhar malicioso. – Meninos e meninas...

Os dois seguiram se encarando ainda por um tempo. Draco percebeu que ruborizava e isso aumentou o sorriso do outro sonserino. Ouviram o som de algumas vozes se aproximando e saíram de seus transes, seguindo cada um para sua sala, sem falarem mais nenhuma palavra.

Apesar de não ter nenhum interesse em Jonny (pelo menos ele pensava assim), sentiu−se rejeitado ao ouvir a confissão do moreno. Seu orgulho fora ferido. “Hum, por pouco tempo, senhor Lavigne.”

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

 

As aulas aquela terça se arrastaram.

Harry estava tão nervoso que tudo passou feito um borrão por sua mente.

Lembrara−se de ter se sentado a mesa pela manhã e agora de estar seguindo a diretora McGonagall para fora da escola, recebendo o ar frio de novembro no rosto. Ouviu−a perguntar algo sobre ele estar bem, respondendo no automático.

Chegaram às margens da Floresta Proibida, onde uma grande barraca estendia−se com sua entrada para quem chegava, impedindo que os dragões fossem vistos.

Ele engoliu em seco e estacou. Minerva ainda lhe deu mais algumas orientações e retirou−se, deixando−o na entrada da barraca.

Harry sabia que deveria entrar logo, provavelmente estaria atrasado, os outros competidores poderiam estar furiosos consigo nesse momento. Talvez fosse desclassificado se não comparecesse...

Apesar de reconfortante, esse pensamento logo se esvaiu de sua mente, lembrando−se que participar do torneio era um compromisso firmado que não poderia ser revogado.

Suspirando profundamente, levantou sua perna, decidido a entrar na barraca quando ouviu um ruído ao seu lado. Virou−se, um pouco assustado, para ver um rosto conhecido.

− Olá, Harry... – Simas disse timidamente, aproximando−se cautelosamente.

Harry viu seu amigo parando bem a sua frente, com um olhar apreensivo, as mãos juntas, retorcendo−se, nervosas. – Simas! – deu um passo a frente, com intenção de abraçá−lo, mas parou sentindo−se estranhamente tímido e receoso desse gesto.

− Eu queria desejar boa sorte a você! – o garoto loiro falou, chegando bem perto e estendendo uma das mãos. – Queria dizer que realmente estou torcendo para que tudo dê certo.

O moreno não conseguiu mais resistir ao desejo ter entre seus braços a pessoa que vinha lhe fazendo tanto bem durante os últimos meses. Com dois passos acercou−se do corpo menor o apertando com carinho e até um tanto de aflição.

− Simas... – sua voz saiu embargada, um nó se formando em sua garganta, um peso imenso parecia ter saído de suas costas. – Que bom!

Simas também o abraçou, encaixando o rosto no ombro do moreno.

Ambos ficaram ali alguns minutos, perdidos no ce Harry passando as mãos suavemente por suas costas. Em um dado momento, o loirinho afastou−se o suficiente para encarar os olhos verdes do outro.

− Você está bem? – questionou, analisando seu rosto e fazendo uma leve carícia em sua bochecha.

Harry não pode evitar um pequeno sorriso. O medo pareceu o abandonar completamente depois do abraço de Simas. Depois de sentir seu cheiro doce, tranquilizador.

− Acho que você me fez melhorar 100 por cento. – levou as duas mãos ao lado do rosto de Simas, acariciando com os polegares as bochechas coradas. – Obrigado por ter vindo, você não sabe como isso é importante para mim. – viu um pequeno sorriso se formar nos lábios dele, os dentinhos perfeitos e brancos aparecerem. – Você nem imagina o quanto sua presença é essencial em minha vida.

− É, eu realmente não sei disso... – abaixou o olhar, encarando o chão, quebrando qualquer contato entre eles ao se afastar.

Harry deixou o sorriso esmorecer. Sentiu−se triste, sabendo que a mágoa ainda estava ali. Daria qualquer coisa para fazê−la sumir de vez.

− Simas, eu sinto muito, muito mesmo. – voltou a segurar as mãos do loirinho. – Nunca quis magoar você.

Simas mordeu o lábio inferior e respirou fundo. Não havia ido ali para falar sobre isso, nem queria ter se lembrado do que ocorrera entre eles, mas ainda era mais forte que ele. Levantou a cabeça e encarou os olhos verdes que pareciam realmente tristes, a expressão de arrependimento estampada no rosto.

− Não vamos falar disso agora. Eu vim aqui para lhe dizer que estou do seu lado, torcendo por você. – ele pensou por um minuto se deveria acrescentar que torcia também para Cedrico, mas isso ficou apenas no pensamento. Ao invés de falar mais alguma coisa, voltou a abraçar o amigo.

O abraço durou mais algum tempo.

− Você vai me perdoar algum dia? – Harry perguntou ainda dentro do abraço. – Vai deixar de me odiar?

Simas afastou−se rapidamente, olhos arregalados e uma expressão séria no rosto. – Eu não odeio você, Harry! Nunca teria espaço para esse tipo de sentimento em meu coração, ainda mais com relação a você. – novamente acariciou o rosto do moreno. – Não nego que estou magoado ainda... – mordeu o lábio inferior. – A traição... O fato de você ter me escondido o... – engoliu em seco, afastando−se um pouco e deixando de tocá−lo. – Isso é o que dói mais... – mais um passo atrás. – Malfoy é seu amor, e não tem como a gente fugir quando o coração escolhe.

Harry não tinha forças para negar o que Simas dizia. Começava a se dar conta de que poderia ser verdade. De que realmente nunca esquecera aquele maldito sonserino. De que o que acontecera entre eles ficaria para sempre gravado em suas memórias e, pior ainda, em seu coração. No entanto, não era só isso, e ele tinha que falar o que sentia.

− Mas eu amo você, Simas. – segurou as duas mãos do garoto, olhando dentro de seus olhos. – Eu sei que amo, que o que sinto por você é verdadeiro.

Simas sorriu minimamente antes de responder. – Eu sei, meu amor, sei que você me ama e eu também te amo. – aproximou−se e deixou um selinho nos lábios de Harry. – E como você disse agora, é um amor verdadeiro, grande, forte, mas é um amor de amigo, do tipo de amigos que se protegem, que se querem o melhor, que precisam ver a felicidade do outro para serem felizes, que sofrem as dores um do outro também. – passou a mão pelo rosto de Harry que deixava uma lágrima escorrer por ele. – Esse é o nosso amor!

− Como você pode saber disso tudo? – a pergunta saiu num sussurro trêmulo, a voz embargada pelas lágrimas.

Com um sorriso doce nos lábios, Simas o abraçou mais uma vez, forte e reconfortante. – Eu só sinto, Harry...

Mais uns minutos transcorreram e Simas ouviu movimentação dentro da barraca e um rosto de homem apareceu na entrada, encarando os dois. Rapidamente, o loirinho afastou−se do amigo, ainda olhando para aquele lugar. Harry observou para onde ele olhava e voltou sua cabeça para o mesmo lado, porém a pessoa já havia sumido.

− O que foi? Viu alguma coisa? – ele perguntou, voltando−se na direção de Simas.

− Sim... – virou−se para Harry sorrindo abertamente. – Agora é hora de você entrar. Tenho certeza que dará tudo certo e mais tarde estaremos comemorando sua vitória. – novamente deu um selinho, mais demorado dessa vez e afastou−se. – Sinto muito não ter falado com você antes, eu precisava de um tempo só pra mim. Dino tem me ajudado muito...

− Vocês estão juntos agora? – ele não soube dizer por que fizera aquela pergunta, mas ele precisava saber.

Simas meneou a cabeça, confusão em seus olhos arregalados.

− Não?! De onde tirou isso?! Somos amigos, Harry, sempre fomos!

Certo, Simas não sabia das intenções do grifinório e este também não havia dito nada, pelo menos ainda não, mas isso era questão de tempo. Suspirou profundamente, ele não tinha direito de falar, ou questionar, muito menos impedir qualquer coisa, caso Dino se declarasse para Simas, o que também era apenas questão de tempo. Só esperava que ele fizesse o amigo, que tanto amava, feliz. Decidiu que deixaria isso de lado, no momento.

− Sim, besteira da minha cabeça. – novamente trocaram abraços. – Obrigado por ter vindo, isso é realmente importante para mim.

− Boa sorte, campeão! – desejou e com um sorriso nos lábios virou−se e voltou para as arquibancadas.

Harry virou−se em direção a entrada da barraca, suspirou profundamente e entrou.

Fleur Delacour estava sentada a um canto, em um banquinho baixo de madeira. Não parecia nem de longe a garota habitualmente composta, parecia um tanto pálida e suada. Vítor Krum parecia ainda mais carrancudo do que de hábito, o que fez Harry supor que aquela era a sua maneira de demonstrar nervosismo.

Cedrico andava para lá e para cá. Quando Harry entrou, ele deu ao garoto um breve sorriso, que Harry retribuiu, sentindo os músculos do rosto fazerem muita força como se não soubessem mais sorrir.

Ludo Bagman veio cumprimentá−lo, com suas vestes antigas do Wasp, sorrindo e parecendo um personagem ridículo de histórias em quadrinhos. Reuniu os quatro campeões, deu−lhes várias orientações e, por fim, disse que a tarefa seria pegar o ovo de ouro. Com uma troca de olhares, os quatro assentiram e cada um voltou para seu mundo de apreensão e nervosismo. Depois de um tempo, o homem voltou a aproximar−se, já com a sacolinha púrpura em mãos, onde cada um retirou seu número e respectivo dragão.

Bagman arrastou Harry para fora da barraca, tentando ajudá−lo, o que Harry negou veementemente, dizendo já possuir um plano, o que não era mentira, ele só temia não funcionar, mas isso o garoto não precisava dizer, não é?

Ao ouvir o apito estridente sinalizando o início da competição, o homem saiu correndo apressadamente, deixando que Harry voltasse para a barraca, na companhia dos outros competidores.

Ainda chegou a tempo de ver Cedrico saindo pelo outro lado, ficando na companhia silenciosa de Fleur e Krum. Os minutos se passando, os três ouvindo os comentários de Bagman, o barulho ensurdecedor dos estudantes nas arquibancadas e, por fim, o anúncio das notas de Cedrico, mostrando que o rapaz havia conseguido cumprir a prova, e continuara... vivo. Logo o apito se fez ouvir novamente e Fleur saiu da barraca de cabeça erguida, apesar de estar tremendo ligeiramente. Mais alguns minutos e comentários e estava finalizada a participação da veela. Faltavam apenas os dois dentro da barraca. Harry levantou a cabeça de onde estava, do outro lado, e encarou o búlgaro, recebendo o mesmo olhar do rapaz. Por um minuto inteiro os dois se encararam, sem dizer nada, apreensão e medo impressos nos olhos de ambos. Ouviu−se o apito novamente e o nome de Krum ser proferido por Ludo. Então o rapaz suspirou profundamente, seu rosto impassível, virou−se para Harry e sacudiu a cabeça.

− Boa sorte, Potter! – disse num sotaque bem pronunciado.

− Boa sorte, Viktor! – Harry respondeu com um breve sorriso amarelado. O outro apenas assentiu e saiu da barraca também, deixando Potter com seus devaneios.

Ao ouvir os aplausos soube que Viktor havia pego o ovo e sua vez finalmente chegara. O apito soou pela última vez e ele caminhou para a entrada da barraca, passando pelas árvores e atravessando a abertura na cerca.

Viu centenas e centenas de rostos que o encaravam, um barulho ensurdecedor, abaixou os olhos e viu o Rabo Córneo do outro lado, deitado sobre a ninhada de ovos, majestoso e amedrontador. Respirou algumas vezes, esvaziando a mente e se concentrando no que deveria fazer. Ergueu a varinha e gritou:

− Accio, Firebolt! – esperou um tempo, temeroso de que o feitiço não houvesse funcionado, então ele a ouviu, cortando o ar, aproximando−se e parando ao seu lado, aguardando que ele a montasse, o que ele fez prontamente, dando impulso contra o chão e levantando vôo.

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

Simas estava ladeado por seus amigos, Dino, Mione, Neville, Luna, Gina e Rony, que se aproximara assim que Harry aparecera no cercado. O ruivo estava pálido, com os olhos arregalados.

− Cara, eu não sei quem colocou o nome de Harry no sorteio, mas agora tenho certeza que nunca poderia ter sido ele.

− Demorou, né, Rony! – Hermione falou olhando−o feio.

− Harry nunca faria uma coisa dessas. – Neville disse sem encarar o ruivo, os olhos pregados no moreno.

Os meninos viram quando o amigo tirou a varinha e proferiu o feitiço convocatório. Todos ficaram alguns minutos em silenciosa apreensão esperando. Depois desse tenso momento de espera, a vassoura de Harry apareceu ao seu lado, majestosa e imponente e cada um soltou a respiração que nem imaginavam estar prendendo.

− Oh, Merlin, ele conseguiu! – Hermione balbuciou completamente em êxtase, os olhos marejados, o orgulho nítido em sua voz e expressão. – Ele realmente conseguiu!

− Vai, Harry!!! – foi o brado dos grifinórios assim que viram o moreno subindo na vassoura e alçando vôo.

À medida que ele ganhava altura, à medida que o vento passava rumorejando entre seus cabelos, à medida que os rostos da multidão se transformavam em meros pontinhos cor-de-carne lá em baixo e o Rabo-Córneo se reduzia ao tamanho de um cão, ele percebeu que deixara atrás de si, não somente o chão, mas também medo... Ele estava de volta ao lugar a que pertencia...

− Ele simplesmente é o melhor sobre uma vassoura... – Fred elogiou.

− Sim, o baixinho sabe o que faz! – Jorge respondeu, os olhos fixos nos movimentos de Harry.

Era apenas mais uma partida de Quadribol, nada mais... Apenas mais uma partida de Quadribol, e aquele dragão era apenas mais um time adversário indigesto...

− Ele tem um plano, não tem? – Simas cutucou Hermione, a preocupação impressa em sua voz.

A menina coçou a cabeça. Eles treinaram feitiços convocatórios até a exaustão, disso ela estava convicta, mas ambos esqueceram de arquitetar um plano para se livrar do animal.

− Eu tenho certeza que ele sabe o que está fazendo... – Gina respondeu pela amiga, vendo como ela ficara tensa repentinamente.

Ele olhou para a ninhada de ovos e localizou o ovo de ouro brilhando entre os demais cor de cimento, agrupados em segurança entre as pernas dianteiras do bicho.

— OK — Harry disse a si mesmo —, uma tática diversiva... Vamos...

E mergulhou. A cabeça do Rabo-Córneo o acompanhou, o garoto sabia o que ia fazer, e se recuperou do mergulho bem na hora, um jorro de fogo fora cuspido exatamente no ponto em que ele estaria se não tivesse se desviado... Mas Harry não se importou... Aquilo era o mesmo que se desviar de um balaço...

− Oh!! – exclamaram todos.

− Ele ficou maluco? – Simas gritou se colocando de pé. – Ele vai se queimado vivo!

− Calma! – Dino puxou o amigo para se sentar novamente, passou um braço pelo seu ombro, o trazendo para mais perto. – É uma tática de Quadribol, ele sabe o que está fazendo, Simie.

− Sim! – Luna gritou ao seu lado. – Harry vai sair ileso disso tudo.

A tensão era palpável entre eles e cada um temia pelo amigo enfrentando o dragão. Mas, ao mesmo tempo, confiavam em sua coragem e perícia.

Harry voou mais alto descrevendo um círculo, o Rabo-Córneo continuava acompanhando o progresso do garoto, sua cabeça girava sobre o longo pescoço — se continuasse a fazer isso, ia ficar bem enjoadinho, mas era melhor não insistir muito ou o bicho iria recomeçar a cuspir fogo...

Harry se deixou afundar rapidamente na hora em que o dragão abriu a boca, mas desta vez teve menos sorte — ele escapou das chamas, mas o bicho chicoteou o rabo para o alto ao seu encontro, e quando ele virou para a esquerda, um dos longos chifres arranhou seu ombro, rasgando suas vestes...

− NÃO! – do outro lado do campo, na torcida sonserina, um garoto loiro se contorcia em desespero. – Filho da mãe, desgraçado!

Harry havia sido ferido e Draco pode ver e rever esse momento com seus onióculos.

Seu peito queimava em aflição, imaginando o que o moreno faria para pegar o maldito ovo. Em sua mente, amaldiçoava a pessoa que tinha arquitetado o plano para matar seu amado.

Ao seu lado, Blásio e Theo observavam em silêncio as acrobacias do grifinório, sabendo da tensão que dominava seu colega.

− Ele tinha que ter me deixado ajudá−lo. Aquele cabeça dura de uma figa! – Draco reclamava a todo instante.

− Ele é um dos melhores jogadores de Quadribol na escola, Draco. – Blasio falou. – Sobre uma vassoura ele sabe o que faz.

− É, cara, acalme−se, senão vai atrair a atenção dos outros. – Theo aproximou−se mais para lhe cochichar. – Não se esqueça que estamos torcendo para o lufano. – e segurou o broche que piscava Potter Fede em cores berrantes.

− Tira essa merda da minha frente, Theo. – guinchou empurrando o moreno.

Os dois riram do loiro e Theo, usando seus onióculos, encontrou o SEU loiro grifinório do outro lado. Ajustando o aparelho, ele podia acompanhar cada movimento do garoto e se deliciar com sua imagem. Apesar de saber que seus olhos eram apenas para Potter, poder olhá−lo, segui−lo, mesmo que ao longe, já o deixava feliz.

− Não falou com ele esses dois dias? – Blásio o cutucou com o cotovelo.

Theo bufou. – Aquele grifinório não sai do lado dele... – reclamou falando sobre Dino.

O outro sonserino apenas assentiu, tomando o aparelho da mão do amigo e mirando Neville. – Pois o meu moreno nem me dá confiança! – choramingou.

Theo encarou um de cada vez e não conseguiu segurar uma gargalhada.

− Somos três fudidos mesmo!

Harry sentiu o ombro arder, ouviu os gritos e gemidos da multidão, mas o corte não parecia ser muito fundo... Agora, ao passar veloz pelas costas do Rabo- Córneo ocorreu-lhe uma possibilidade...

O dragão não parecia estar querendo voar, estava demasiado preocupado em proteger os ovos. Embora se contorcesse e abrisse e fechasse as asas sem tirar aqueles medonhos olhos amarelos de Harry, tinha medo de se afastar demais de sua ninhada... Mas o garoto precisava persuadi-lo a fazer isso ou jamais chegaria perto deles... O truque era fazer isso cautelosamente, gradualmente...

− Olha só, o baixinho tem um plano mesmo! – Lino Jordan gritou extasiado, o sorriso inundando seu rosto.

− Nós nunca duvidamos disso... – os gêmeos Weasley se entreolharam e caíram na gargalhada.

Harry começou a voar, primeiro para um lado, depois para o outro, suficientemente longe para o bafo do bicho não o perfurar, mas, ainda assim, oferecendo uma ameaça suficientemente forte para o dragão não tirar os olhos dele. A cabeça do bicho virava para um lado e para o outro, vigiando o garoto com aquelas pupilas verticais, as presas à mostra...

Harry voou mais alto. A cabeça do Rabo-Córneo se ergueu com ele, o pescoço agora esticava-se ao máximo, ainda se movendo, como uma serpente diante do seu encantador...

− Ele parece estar tentando hipnotizar o bichinho! − Luna falou sonhadora.

− Bichinho?! Bichinho?! – Rony guinchou encarando a corvinal de olhos arregalados. – Aquilo lá é um monstro!

− Cala a boca, Ron! – Hermione chamou sua atenção, apontando com a cabeça na direção de Simas que estava estático e com os olhos marejados observando as piruetas e malabarismo de Harry no ar.

O ruivo percebeu o estado desesperador em que o loirinho se encontrava e tratou de remediar o que dissera. – Mas o Harry dá conta...

O garoto subiu mais alguns palmos, e o bicho soltou um rugido de exasperação. Harry era uma mosca para ele, uma mosca que o bicho gostaria de amassar, seu rabo tornou a chicotear, mas Harry estava demasiado alto para que pudesse alcançá-lo... O dragão cuspiu fogo para o ar, Harry se desviou... As mandíbulas do bicho se escancararam...

− HARRY! – Draco e Simas gritaram juntos, cada um do seu lado do campo, sofrendo numa angústia sem tamanho.

— Anda — sibilou Harry, fazendo voltas irresistíveis no alto —, anda, vem me pegar... Levanta, agora...

− Ele quer que o bicho o siga?! – Rony sussurrou. – Só pode estar maluco.

− Parece que ele está tentando fazer o dragão se distanciar dos ovos para pegar o ovo de ouro...

Então o dragão se empinou, abrindo finalmente as poderosas asas negras de couro, grandes como as de um pequeno avião

O lado da grifinória ficou em completo silêncio...

 — e Harry mergulhou.

Simas cobriu os olhos com as mãos e Dino apertou−o junto a si.

Draco arregalou mais os olhos, apertando firmemente seus onióculos. Theo e Blásio nem respiravam direito ao seu lado.

Antes que o dragão percebesse o que ele fizera, ou onde desaparecera, o garoto estava voando a toda velocidade para o chão em direção aos ovos, agora sem a proteção das patas com garras do dragão — Harry soltou as mãos da Firebolt —, agarrou o ovo de ouro...

− Ele conseguiu! – Hermione gritou, quebrando o silêncio aterrador em se encontravam.

E, com um grande arranco, tornou a subir e parou no ar, sobre as arquibancadas, o pesado ovo bem preso sob o braço bom.

− Harry pegou o ovo! – Dino sacudiu seu amigo que ainda estava com os olhos cobertos.

Não conseguindo se aguentar mais em silêncio, Draco deu um salto, gritando: − Ele pegou! Ele finalmente pegou o maldito ovo! – sorte a sua que ninguém da sonserina estava realmente prestando atenção nele, pois estavam muito ocupados xingando ao grifinório.

Simas rapidamente levantou−se e viu o moreno içando os ares com o prêmio sob o braço. – Harry... – ele gemeu deixando as lágrimas correrem soltas.

Em um movimento único e coordenado, todos os grifinórios gritaram e aplaudiram entusiasmados e aliviados ao mesmo tempo.

E era como se alguém tivesse acabado de aumentar o volume do som — pela primeira vez ele tomou realmente consciência do barulho da multidão, que gritava e aplaudia com tanto estardalhaço quanto os torcedores dos irlandeses na Copa Mundial...

Harry viu os guardadores se aproximando do bicho e os professores correndo em sua direção, olhou para o lado, em meio ao vermelho da grifinória e conseguiu encontrar a quem seu coração implorava para ver. Impulsionou−se para aquela direção e parou bem em frente ao garoto loiro que chorava e sorria ao mesmo tempo. Esticou a mão livre para ele, esperou que subisse sobre sua vassoura, retornando para onde o aguardavam.

Simas entrelaçou a cintura do moreno, escondendo o rosto entre suas omoplatas.

− Parabéns! – sussurrou.

− Obrigado! – ele disse carinhosamente.

Harry sobrevoou por sobre as arquibancadas, cumprimentando a todos que estiveram torcendo e sofrendo junto com ele, lufanos, corvinais e, principalmente grifinórios, gritavam e aplaudiam entusiasmados. Não teve como evitar passar em frente os sonserinos, o que ele deveria ter feito. O mar verde e prata rugia enraivecido, ostentando o broche ofensivo que parecia brilhar como nunca.

− Trapaceiro!

− Ladrão!

− Mestiço maldito!

Esses e outros insultos eram lançados no ar para os dois garotos.

No entanto, tanto Simas como Harry pareciam não se importar muito com isso, seus olhos cruzaram com dois pares de olhos, um decepcionado verde e outro tempestuoso acinzentado. Nada foi calculado ou planejado, apenas aconteceu.

Nott mostrava um olhar entristecido, magoado ao ver Simas sobrevoando agarrado com Harry sobre sua vassoura. Pelo seu olhar Simas via uma tristeza profunda e verdadeira que o moreno não se preocupava em esconder.

Já Draco, esse tinha um misto de raiva e ressentimento nos olhos. Eles brilhavam e pareciam querer enviar raios que desestabilizassem os dois grifinórios, principalmente Harry. Ele segurava com tanta força seus onióculos que poderia desintegrar o aparelho.

− Vamos voltar! – Harry falou para Simas e este apenas assentiu com um movimento de cabeça.

Desceu suavemente para pousar junto aos seus professores, sendo cumprimentado por eles. Trazia a mão agarrada firmemente a de Simas que o acompanhava em silêncio e com um pequeno sorriso nos lábios. A diretora McGonagall os encaminhou a barraca de primeiros socorros, sendo recebidos por uma Madame Pomfrey bastante preocupada e resmungando sobre o risco que correra e dragões com bafos flamejantes. Enquanto Harry estava sendo medicado devidamente, Simas procurou manter certa distância e pode observa a silhueta de Cedrico através da lona. Sabia que o rapaz havia sido ferido também, mas não parecia estar mal, uma vez que estava sentado. Olhando para os lados e percebendo que a enfermeira estava completamente concentrada em Harry, ele andou até onde o lufano estava e afastou ligeiramente a lona.

− Olá, posso entrar? – o loirinho perguntou um pouco em dúvida.

Cedrico virou rapidamente o pescoço em direção a voz que ouvira, sobressaltando−se ligeiramente e sentindo um arrepio percorrer sua pele. Levou alguns segundos apenas encarando o menino.

− Oh sim, entre Simas... – falou após se recompor e o corpo parar de pinicar.

− Como você está? – perguntou um pouco sem jeito pela reação anterior do mais velho.

− Já estive em melhores condições. – respondeu com um meio sorriso, suspirando logo após. – Pura loucura aquilo que aconteceu! Ainda não acredito que tive que enfrentar um dragão! – desandou a falar descontroladamente, como em um surto nervoso. – Por Merlin, aquilo foi demais...

Simas assustou−se um pouco com o descontrole do rapaz e achou que deveria intervir de alguma forma.

− Cedrico! – chamou baixo e viu que não surtiu nenhum efeito, pois ele continuava falando sem parar. – Cedrico! – foi mais enérgico o que pareceu dar resultado uma vez que o outro parou de falar e o encarou. – Cedrico, por favor, acalme−se! – ele pediu aproximando−se e colocando a mão sobre seu braço, num ato de conforto.

Nesse momento algo inesperado e intenso aconteceu com os dois. Um calafrio seguido por um estremecimento em todo o corpo perpassou pela pele de ambos e Simas quebrou rapidamente o contato entre eles. Suas bochechas ficaram quentes e ele sabia estar corando violentamente, tendo sua mente invadida por uma sucessão de imagens que passavam frenéticas, borrando−se, sendo incapaz de discernir com precisão o que representavam, mas sentindo seu corpo formigar por causa delas. Deu dois passos para trás, levando as mãos em cada lado da cabeça, apertando−a e sacudindo−a freneticamente. Ficou tonto momentaneamente e só não desabou no chão porque foi amparado por Cedrico. Abriu seus olhos que não percebera até então ter fechado, encarando o olhar tenso e confuso do outro rapaz.

− O−O que foi i−isso? – questionou ainda atordoado.

Os joelhos de Cedrico cederam e ele sentou no chão de terra da barraca, levando consigo o outro garoto em seus braços.

− Não sei... – sacudiu a cabeça com a intenção de espantar os últimos resquícios de tontura. – Eu...

Um barulho do lado de fora fez com que os dois se separassem rapidamente, levantando−se e seguindo caminhos opostos. Cedrico voltando para a maca que estava anteriormente e Simas se afastando. Logo, uma garota de traços orientais, cabelos longos, negros e lisos, adentrou a barraca, estancando e olhando de um para o outro.

− Olá – a menina falou um pouco sem jeito, olhando para Cedrico como se analisasse suas condições físicas.

− Oh, Cho! – Cedrico cumprimentou a namorada, estendendo a mão para ela, que se aproximou com um singelo sorriso no rosto. Ela sentou−se ao seu lado na maca, ainda o analisando de cima a baixo. – Estou bem, não precisa se preocupar. – falou esboçando um sorriso. Pareceu se dar conta do rapaz parado do outro lado. – Ah, esse é Simas Finnigan, amigo de nosso outro campeão, Harry Potter.

A menina levantou−se e se aproximou de Simas, que parecia deslocado após o acontecido. Esticou a mão para ele, a fim de cumprimentá−lo. Demorou ainda uns bons dez segundos até que ele entendesse o gesto e apertasse a mão da garota.

− Prazer! – ela disse com a voz doce. – Harry foi espetacular, você deve estar muito orgulhoso de seu namorado.

Simas piscou, confuso, as palavras não pareciam fazer muito sentido para ele. Então apenas meneou a cabeça, lançando um sorriso forçado e amarelo para a menina. Forçou−se a manter as pernas firmes, pois pareciam gelatina de tão trêmulas, inclusive a própria mão que apertara a de Cho Chang também tremia.

− Prazer! – respondeu no automático, seus olhos azuis voltando−se rapidamente na direção de Cedrico que o observava atentamente. Pigarreou, soltando a mão da corvinal e afastando−se ligeiramente. – Preciso voltar para onde Harry está... – olhou rapidamente de um para outro. – Com licença! – e saiu dali sem olhar para trás.

Quando voltou para o lado da barraca onde Harry estava, deparou com Hermione e Rony ladeando o moreno, todos com enormes sorrisos no rosto. Harry virou−se para ele e estendeu sua mão.

− Onde você estava? Pensei que tivesse me abandonado! – o moreno fez um beicinho ressentido enquanto o puxava para sentar−se ao seu lado e passava o braço bom por seu ombro. O outro estava com um curativo devido ao ferimento feito pelo Rabo Córneo.

Simas forçou seu melhor sorriso, não permitindo que o que ocorrera minutos atrás, mesmo ele não sabendo o que seria aquilo, transparecesse em suas atitudes.

− Eu... – ia dizer que tinha estado com Cedrico, mas recuou no último momento. – Eu fui tomar um pouco de ar... – rapidamente mudou de assunto. – Como você está? – olhou para seu ombro machucado. – Dói muito?

− Nahh, agora está tranquilo... – respondeu Harry dando−lhe um beijo na bochecha. – Só um fraco repuxão.

− Harry, Rony gostaria de dizer uma coisa. – Hermione falou, empurrando o ruivo para frente.

Ele passou a mão pelos cabelos, os desalinhando, nervoso, não conseguindo encarar o amigo.

− É... Cara... Porra... Sinto muito por ter desconfiado de você, Harry!

− Esquece! – ele sorriu de forma aberta e mais tranquila. Tirou a mão do ombro de Simas e segurou sua mão com força. Seus olhos verdes fixaram−se nos do loirinho com carinho e depois postaram−se nos de Rony. – Agora está tudo entrando nos eixos.

Mais alguns minutos de conversa e os quatro saíram dali para conferirem as notas de Harry. Rony contando o que cada um dos campeões havia feito, Hermione com os olhos lacrimejando por ver os três amigos juntos novamente e a felicidade inundando o semblante de Harry, que vinha agarrado firmemente a mão de Simas. Isso não passou despercebido por Hermione.

− Vocês voltaram? – ela perguntou baixinho, rente ao ouvido do loiro.

Ele sorriu. – Não como namorados, mas como amigos...

− Que bom! Eu me orgulho muito de vocês!

− Obrigado, mamãe! – os dois riram da brincadeira enquanto chegavam no cercado e ficavam de frente para os juízes. Cada um levantou sua varinha, dando suas notas e Harry acabou ficando empatado com Krum, em primeiro lugar. Os quatro comemoraram entusiasmados e Harry recebeu o aviso por Carlinhos que Ludo Bagman queria falar com ele na barraca dos campeões. Ele se encaminhou para lá, deixando os três amigos o esperando do lado de fora.

Assim que entrou viu que os outros três campeões já se encontravam ali, Fleur parecia tranquila, Krum com sua cara mal−humorada de sempre e Cedrico sentado numa cadeira tendo um lado do rosto coberto por uma pasta laranja.

− Você tá bem? – Harry aproximou−se do lufano, preocupação em seus olhos.

− Sim, tudo bem, o pior já passou... – ele respondeu educadamente e com um pequeno sorriso.

Logo Ludo Bagman adentrou rapidamente a barraca.

— Muito bons, todos vocês! Agora, só umas palavrinhas. Vocês têm um bom intervalo até a segunda tarefa, que terá lugar às nove e meia da manhã de 24 de fevereiro, mas vamos lhes dar alguma coisa em que pensar durante esse tempo! Se examinarem os ovos de ouro que estão segurando, verão que eles se abrem... Estão vendo as dobradiças? Vocês precisam decifrar a pista que está dentro do ovo, porque ela dirá qual vai ser a segunda tarefa e permitirá que se preparem! Ficou claro? Têm certeza? Podem ir, então!

E foi o que cada um fez mais do que rapidamente.

Harry voltou a se encontrar com seus amigos e não reparou na troca de olhares entre Simas e Cedrico, o que não passou despercebido pela astuta Hermione Granger. No caso dela também houve uma troca de olhares com o búlgaro que fez questão de passar bem ao lado dela e deixar um sorriso torto e esquisito brotar em seus lábios finos, fazendo a menina corar furiosamente e virar a cabeça, num movimento brusco. Fato, que por consequência, foi notado por Simas, que acompanhou toda a situação. Ambos se entreolharam, sabendo que agora dividiam algum tipo de segredo em que cada um estava metido.

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

− Não sou uma coruja, Potter! – Snape esbravejou ao ver o garoto com uma carta em suas mãos implorando para que a entregasse ao seu padrinho. Seus dois amigos mantinham−se em silêncio, um pouco atrás.

− Por favor, professor Snape! – o menino falava tentando ser o mais gentil possível. – Sirius precisa saber o que aconteceu...

Com mais um bufo e lançando seu olhar mais tenebroso, Severo pegou a carta, sentindo seu peso. – Imagino que não tenha poupado nem um detalhe, não é, senhor Potter?

O garoto corou um pouco, abaixando seus olhos. – Acredito que não, senhor.

− Por que não envia através de alguma coruja do castelo?

− Tenho receio de que ela seja interceptada. Não quero ver Sirius em maus lençóis.

Snape suspirou. – Eu darei um jeito dela chegar às mãos de seu padrinho. – sacudiu a carta. – Agora, acredito que uma festa “surpresa” – ele fez aspas com os dedos. − ... esteja acontecendo em sua sala comunal.

Os três subiram as escadarias indo diretamente para o sétimo andar e adentrando ao salão da grifinória. Um barulho ensurdecedor os recepcionou assim que botaram os pés no local, bolos, sucos de abóbora e até cerveja amanteigada estavam espalhados por todos os móveis, luzes e estrelas brilhavam no local e havia inúmeros desenhos mostrando Harry voando em sua firebolt, inclusive com Simas em sua garupa.

Ele se sentou no chão, próximo a uma mesa, tendo ao seu lado, Simas, Rony e Mione. Neville, Luna, Gina, Dino, Lino Jordan, Percy e até Carlinhos e seu namorado Matthew estavam na festa. Parecia que um peso do tamanho do mundo havia sido tirado de seus ombros. Comeu, bebeu e riu muito em companhia de seus amigos. Os gêmeos fazendo questão de detalhar cada movimento dos outros competidores, rindo e caçoando de suas atitudes erradas e engraçadas. Colin não poupava flashes de sua câmera mágica e seu irmão Dennis não parava de enaltecer as habilidades de Harry. O ar era de pura felicidade.

Lino Jordan pegou o ovo de ouro, testando seu peso e o entregou a Harry. – Abre isso, cara, vamos saber o que tem dentro!

Todos gritaram pedindo a mesma coisa a Harry. O moreno segurou o ovo nas mãos e forçou as unhas no sulco lateral do objeto, abrindo−o lentamente. Assim que ele fora aberto, um som agudo e alto fora ouvido por toda a sala, fazendo com que todos cobrissem os ouvidos.

− Fecha essa merda, agora! – vários meninos gritaram ao mesmo tempo.

E foi o que Harry fez imediatamente e após isso várias hipóteses do que poderia ser aquele som foram levantadas, mas ninguém chegou a um consenso.

A festa terminou mais de uma da manhã. Harry via o salão comunal esvaziando−se lentamente. Virou−se para a direita e observou Simas e Dino subirem as escadas que levavam aos dormitórios. Suspirou fundo e não conseguiu disfarçar certo aborrecimento em suas expressões. Sua amiga Luna, observadora como era, notou seu desconforto.

− Não se preocupe, Harry. – ela falou com seu ar etéreo. – Eles são amigos há muito tempo, e Dino saberá cuidar muito bem de Simas.

− Eu sei, Luna, eu sei... – passou a mão pelo rosto, encarando o fogo da lareira.

Nesse momento, Neville aproximou−se dos dois e estendeu a mão para sua namorada. – Vamos, Luna, vou te levar para sua sala comunal. – ela levantou−se, abraçando o menino. – Está tarde já.

Os dois saíram após se despedirem de Harry.

No salão havia sobrado apenas ele, Rony e Mione conversando sentados no sofá em frente à lareira e os gêmeos cochichando com Lino Jordan num canto, isolados. Sendo assim e sabendo que não podia mais adiar esse momento, levantou−se, pegando o ovo dourado nas mãos e caminhando para onde estavam seus dois amigos. Parecia que eles haviam se entendido novamente, talvez até tivessem reatado o namoro. Por um segundo pensou em não se aproximar, não queria atrapalhar nada, mas ouviu algo que o fez repensar.

− Não, Rony. – Hermione parecia irritada com o ruivo. – Não quero falar mais sobre isso. – apesar de falar baixo dava para entender perfeitamente o que ela dizia. – Vamos ficar apenas na amizade, certo?

− Mas Mione, eu me desculpei com você. E você disse ter me perdoado. – era nítido o tom suplicante  na voz do ruivo.

− Isso não significa que quero reatar nosso namoro. – ela levantou−se e viu Harry parado próximo a eles. – Harry! – andou até o amigo tocando seu braço e o encarando. – Está tudo bem?

Ele pigarreou um tanto nervoso por ter interrompido os amigos e escutado parte da conversa. – Sim, Mione, estava indo dormir e vim me despedir.

Nesse momento Rony pulou do sofá e aproximou−se dele. – Sim, vamos todos dormir agora, temos aula amanhã.

E assim os três subiram as escadas que levavam aos seus dormitórios. Rony não conseguiu evitar de lançar um último olhar para Mione.

 

Harry rolava na cama há um bom tempo sem conseguir dormir. Já era quase três da madrugada e ele não havia nem cochilado. Suspirando pela milésima vez aquele dia, o garoto levantou−se lançando um olhar para a miniatura do Rabo Córneo sobre o criado ao lado de sua cama. O bichinho parecia tão inofensivo assim todo emboladinho e dormindo passivamente que poderia dizer que era muito fofo. Ele espreguiçou−se, esfregando os olhos e aproximou−se de seu malão para pegar sua capa de invisibilidade e sua varinha. Jogou a capa sobre o corpo e enfiou a varinha no cós da calça, antes de abrir a cortina e sair de mansinho do quarto.

O garoto−que−sobreviveu caminhava tranquilamente escondido pela capa pelos corredores escuros de Hogwarts. Ele nem precisava iluminar seu caminho até a Torre de Astronomia, pois era um caminho tão conhecido para ele que sabia exatamente onde pisar sem precisar nem olhar. Subiu as escadas, abrindo a porta com um simples Alohomora e adentrou ao local fracamente iluminado pela luz da lua. Seguiu em direção a uma das grandes janelas, subindo no peitoril e sentando, retirando a capa e a colocando ao seu lado. Era relaxante sentir o ventinho frio passando por seu rosto e desalinhando seus cabelos. Relaxou o corpo no batente da janela, fechando os olhos, sentindo a brisa brincando com seu corpo. Passou−se um tempo que não fora cronometrado pelo moreno onde sentiu a adrenalina abaixando, suavizando as batidas do coração e acalmando sua mente cansada.

− Você é tão previsível, Harry!

O moreno deu um pulo quase caindo da janela. Virou a cabeça rapidamente, estalando o pescoço e dando de cara com o loiro que causara tanta bagunça em sua vida.

− Malfoy! – ele saltou do peitoril da janela no chão, encarando assustado o sonserino, levando a mão ao peito.

− Surpresa! – abriu os braços enquanto caminhava em sua direção.

− O que diabos você está fazendo aqui, Malfoy? – falou com raiva.

Draco aproximou−se sorrateiramente até estar ao lado de Harry. Seus olhos acinzentados não se desviaram dos verdes. Parou rente a janela e debruçou−se nela. Abriu um sorriso felino e lambeu os lábios passando os olhos pelo corpo do grifinório, até voltar novamente a fixar−se em seus olhos adornados pelos óculos de aros redondos. Levou a mão ao rosto de Harry, acariciando a bochecha com as pontas dos dedos gelados.

− Esperando por você, meu amor!

Harry observava sem fazer nenhum tipo de movimento, Draco se aproximando, parando ao seu lado e acariciando sua pele. Ele bem que queria se afastar, ou socar a cara do imbecil, ou fugir, ou, sei lá, evaporar dali, mas apenas ficou olhando e sentindo seu coração acelerar. Viu os olhos de Draco percorrerem seu corpo, aquele olhar lascivo o qual estava tão familiarizado, a língua vermelha passar pelos lábios que beijara tantas vezes e ouviu ser chamado de “meu amor” mais uma vez. Aquilo o fez estremecer. Mas ele não podia fraquejar diante daquele garoto, não podia demonstrar o quanto sua proximidade o afetava. Por isso, depois de recobrar um pouco da razão, Harry afastou−se, demonstrando sua insatisfação com a presença de Draco ali.

− Some daqui, Malfoy! – virou−se de costas a fim de evitar encarar seu rosto e perder o pouco controle de seus atos. – E “meu amor” é o caralho!

Draco estava esperando por Harry desde que soubera que a festa na sala comunal dos leões acabara. E como ele soube disso? Por ter lançado um feitiço perto da entrada da sala comunal da Corvinal sabendo que o idiota Longbottom levaria a namorada para lá em algum momento. Difícil? Cansativo? Irritante? Sim! Mas valeria a pena no final. Quando sua varinha começara a piscar ele sabia que era hora de esgueirar−se para a torre mais alta do castelo e apenas esperar que Harry aparecesse por lá. Tinha quase a certeza que seu moreno não havia mudado seus hábitos de andar às escondidas pelo castelo durante a noite, quando não conseguia dormir. E sabia também que ele estaria tenso demais aquela noite para conseguir relaxar o suficiente para pegar no sono, mesmo sabendo que deveria dormir e descansar do extenuante dia. Sendo assim, e esperando com todas suas forças, estar certo, sentou−se num canto mais escuro da Torre de Astronomia e pôs−se a esperar a chegada de seu moreno. Ele chegou a cochilar algumas vezes, até imaginou ter se enganado e que Harry não viria, afinal ele poderia ter tomado alguma poção para dormir, ou estar nos braços do idiota mestiço irlandês, ou sei lá, ter ido para outro lugar, mas lá pelas 3 da manhã, quando ouviu a porta sendo destrancada, percebeu que ainda conhecia bem o outro garoto. Observou a porta se abrir e fechar, mas não viu ninguém passar por ela. Normal! Harry estava sob a sua capa de invisibilidade, ficou esperando para ver onde ele pararia e logo o viu se descobrir, sentando no peitoril da janela. Ainda esperou um tempo para revelar−se. Queria observá−lo por algum tempo escondido, sabendo que ao mostrar−se seria rechaçado no mesmo momento.

− Você foi muito bem, Harry. – disse sentindo um pouco de tristeza por ele o estar tratando tão mal, mas não poderia esperar outra coisa dele. – Parabéns! – deu um passo a frente e tocou seu ombro.

Harry sentiu um calor percorrer seu corpo a partir do ponto onde fora tocado por Malfoy. Rapidamente livrou−se do toque, virando de frente para ele, olhos arregalados em surpresa e apreensão.

− Olha Malfoy, não sei o que você pretende, mas não vai conseguir nada comigo.

− Eu queria tanta coisa, Harry. – falou baixinho, não desviando seus olhos do rosto do moreno. – Mas por agora só queria mesmo parabenizar sua vitória.

Harry ruborizou um pouco e relaxou o corpo. Só um pouco. – Err, obrigado então... – deu um passo e aproximou−se da janela, sem perder contato com o que Draco fazia.

− Como sempre sendo o grifinório ousado e corajoso que eu conheço. – ele falou com um pequeno sorriso nos lábios.

− Nah... A necessidade faz a ocasião, Malfoy. – respondeu estralando a língua e olhando pela janela, observando céu estrelado.

Ficaram assim. Apenas olhando o céu, admirando as estrelas, sua luz brilhante, a brisa fria em seus rostos. Malfoy fechou os olhos, deixando o vento balançar seu cabelo macio, seus pensamentos e sentimentos num rebuliço só. Harry permaneceu de olhos abertos, atento a qualquer movimentação do sonserino. Não podia e nem conseguia confiar nele. De repente, ele ouviu um soluço seguido de um fungado alto, virando−se e encarando o rosto de Draco que estava escondido pelos cabelos loiros. Levou um susto quando este virou−se para ele, o rosto vermelho, lábios tremendo e os olhos lacrimosos.

− Eu fiquei com tanto medo, Harry! – Malfoy atirou−se nos braços do grifinório, apertando−o com força.

− Malfoy... – Harry não sabia o que fazer. Levou a mão as costas do sonserino, afagando levemente o local, fazendo movimentos circulares. – Está tudo bem agora...

Ele fungou mais uma vez, enterrando o rosto em seu pescoço. – Não... Ainda não acabou... – sua voz era apenas um sussurro que Harry teve que se esforçar para compreender.

Harry permaneceu acalentando o loiro até que ele relaxou um pouco. – Acalme−se! – pediu. – Eu estou vivo, não estou?

− Mas podia não estar. – afastou−se num arranco, mirando os olhos verdes com intensidade. – Eles querem te matar! Colocaram seu nome no Cálice de caso pensado. – falou levando as mãos aos ombros do outro e o sacudindo. – Enfrentar um dragão é algo inconcebível! Você só tem 14 anos!

− Malfoy, calma. – novamente pediu agora tentando fazer o outro o soltar e o parar de sacudir. – Não sei quem são eles, o único que me quer morto é Voldemort.

− Cada vez que aquele bicho olhava pra você, que tentava queimá−lo com suas chamas, meu coração quase parava. – Draco levou as mãos ao rosto de Harry, seus olhos já vermelhos pelas lágrimas que não paravam de rolar por seu rosto. – Eu não sei o que faria sem você na minha vida, Harry! – e mais uma vez abraçou−se ao moreno.

Harry queria responder algo. Talvez uma resposta mal−criada, grossa, sarcástica. Empurrar o loiro, esmurrar sua cara. Porém em seu peito sentiu um calor estranho preenchê−lo e amolecer suas defesas. Portanto, apertou mais o corpo esguio de Draco junto ao seu, sentiu o perfume dos seus cabelos e a quentura de sua pele sob as roupas. Forçou um pouco para baixo, levando consigo o outro até que sentaram−se no chão, trazendo o loiro para seu colo e escorando as costas na parede. Por longos minutos ficaram assim.

− Draco... – Harry chamou baixinho fazendo o loiro levantar a cabeça. Já não chorava mais. – Está mais calmo agora?

Ele apenas assentiu sem falar nada. Mordeu o lábio inferior e passou o braço pelo rosto para afastar os rastros molhados. Aprumou o corpo, mas sem se soltar realmente de Harry.

− Promete pra mim que você vai tomar cuidado! – seus olhos suplicantes estavam úmidos e muito claros. – Por favor! – implorou.

Harry suspirou e encostou sua testa na de Draco que fechou os olhos. – Eu vou tomar cuidado, Draco. Prometo...

Passaram mais alguns minutos assim até que Draco murmurou com toda doçura e gentileza.

− Volta pra mim, Harry! – abraçou−se em seu pescoço. – Vamos ser apenas nós dois novamente.

O moreno sentiu uma corrente elétrica passar por todo seu corpo, sentiu seus membros superiores faiscarem, sua cabeça ficou ligeiramente confusa e seu coração disparou no peito, porém era pedir demais voltar a confiar em Draco. Levou as mãos aos braços de Draco, afastando−o de si, com cuidado, mas com firmeza. Tirou−o de seu colo, observando como ele o encarava apreensivo. Levantou−se e estendeu a mão para Draco fizesse o mesmo. Quando os dois estavam de pé, Harry caminhou até onde estava sua capa e pegou−a do chão, de costas para Malfoy que estava em completo silêncio. Ele suspirou colocando a capa nos ombros e “sumindo” dos ombros para baixo.

− Está tarde, Malfoy. – virou−se de frente para ele, mas sem o encarar. – Vamos voltar para nosso dormitório e ver se conseguimos dormir um pouco. – caminhou até a porta e a abriu.

− Harry, por favor, não me deixa mais uma vez. – Draco havia voltado a chorar nesse momento. Um choro silencioso, dolorido, vindo do fundo da alma. – Eu amo você!

A vontade de Harry era correr para ele e esquecer tudo, mas sua mente não permitia isso.

Não naquele momento.

− Boa noite, Malfoy! – despediu−se e cobriu a cabeça com a capa de invisibilidade.

Malfoy deixou que os joelhos falhassem e o levassem para o chão frio do lugar. Levou as mãos ao rosto e deixou que os soluços se avolumassem.

Ele não podia ver, mas Harry também tinha um rastro de lágrimas correndo por suas bochechas enquanto corria para sua sala comunal.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...