História Dream Castle - Capítulo 11


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Lysandre, Rosalya
Visualizações 61
Palavras 2.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meu queridos!
Sentiram minha falta? Eu espero que sim, senti falta de atualizar essa história que eu tanto amo!
Bom, sem mais enrolação, aqui via um capítulo maiorzinho para compensar o tempo de espera

BOA LEITURA!

Capítulo 11 - Capitulo 11


Fanfic / Fanfiction Dream Castle - Capítulo 11 - Capitulo 11

Alguns dias se passaram e por mais que eu ainda sinta que estou aqui faz pouco tempo, já se passou cerca de um mês desde que cheguei à Sweet Amoris.

 

Cada dia aqui me traz uma experiência nova e eu posso dizer que estou completamente surpreendida com a maneira como as coisas são agitadas por aqui, e por mais que eu adore, ainda sinto falta dos dias tranquilos no Castelo.

 

Meu pai e minha mãe começaram a me ligar por videochamada pelo menos uma vez por semana, e eu consigo ver que estão felizes por mim, por tudo que venho descobrindo ultimamente.

 

Bom, deixe-me atualizá-los sobre o que se passou nesse período, que parece pouco e muito ao mesmo tempo.

 

Eu fiquei muito próxima de Castiel, por mais incrível que isso pareça!

 

Na verdade, por conta de uma cena muito específica ele acabou me contando sua vida inteira num desabafo (claro que ele não estava lá sóbrio nessa hora)

 

Flashback On

 

Eu estava voltando para casa, meu motorista estava me levando na verdade, e passávamos por um trecho residencial classe média alta, onde havia prioritariamente prédios belíssimos e modernos.

 

Eu acabava de voltar de uma tarde no Spa com Rosalya e Alexy. Acontece que Rosa era amiga do dono e ele lhe devia um favor desde que ela conseguiu trocar o modelo do vestido preferido da filha do dono por um idêntico, quando ele acidentalmente derrubou vinho no mesmo (história cômica, se me permite dizer). Então, como retribuição, ela lhe pediu um dia com direito a tudo para ela e mais dois convidados.

No começo ela levaria Prya, já que ela conseguiu as entradas meses antes da minha chegada, mas a indiana teve a visita inesperada de um ex ficante que havia conhecido em uma de suas viagens e decidiu relembrar os velhos tempos; palavras da mesma.

 

Como estava dizendo, pedi para o motorista parar um pouco ao ver uma confeitaria adorável na esquina, onde eu encomendaria bolos para os funcionários que tem me ajudado tanto nesses dias longe de minha casa (meus pais e eu temos esse costume desde que eu era pequenininha, já que os empregados não ficavam para meus aniversários nem comiam o bolo conosco ou desfrutavam da festa, então em todas as datas comemorativas nós fazíamos uma festa especialmente para os empregados dando-lhes um dia de folga das obrigações de cuidar do castelo).

 

Assim que saí da loja já com a encomenda feita, vi uma pessoa de cabelos vermelho familiares sentada encostada num poste de luz, segurando uma garrafa de alguma bebida alcóolica.

 

- Castiel? - perguntei me aproximando o vendo apenas levantar a cabeça para me ver e baixá-la logo depois - Castiel, o que faz aqui?

 

- O que você acha baixinha? - ele ironizou e levantou tortamente a garrafa que agora descobri ser whisky.

 

Eu acho que você está bem mal, venha, deixe-me ajudá-lo - percebia-se sua voz enrolada e seu cheiro de bebida alcóolica de longe, e seus olhos meio vermelhos e inchados me indicavam que ele havia chorado a pouco tempo

 

Eu o ajudei a levantar e meu motorista nos avistou, logo vindo me amparar e me ajudou a sentá-lo no banco do carro com a cabeça no meu colo, enquanto o mesmo estava meio mole e falava coisas desconexas.

 

O levei até um dos quartos de hóspedes e meu mordomo o ajudou a se banhar, e minutos depois Castiel já estava vestido com roupas que Candice pegara, bebendo um café forte que me disseram ser bom para passar o estado de embriaguez.

 

Ele estava sentado na cama olhando para o nada enquanto terminava seu café. Eu havia ido ao meu quarto tomar um banho e colocar algo mais confortável para me sentar junto a ele naquela noite estrelada.

 

- Quer me contar o que aconteceu para você chegar àquele estado? - perguntei me sentando na cama encostando na cabeceira acolchoada ao lado do maior.

 

- Eu apenas… Talvez tenha bebido demais - resposta meio vaga…

 

- Sabe que não é sobre isso que estou falando Cass… Digo, o que te fez beber daquela forma? Você não parece alguém que se deixa sair do controle tão facilmente…

 

Ele ficou em silêncio por um tempo, respeitei seu tempo, apenas me aconchegando mais na cama dando ênfase no fato de que não sairia dali tão cedo. Por fim, depois de algum tempo, ele respirou fundo e deitou a cabeça no meu ombro.

 

- É estranho demais como você me faz confiar em você tão depressa - ele comentou divertido, eu sorri em resposta e apoiei a cabeça em cima da dele

 

- Pode me contar o que quiser, você sabe, tenho muitas poucas experiências para o fazê-lo com alguém, ainda mais você que é meu amigo

 

- Eu tenho uma condição - esperei-o continuar sua frase - eu te conto toda a desgraça da minha vida se você me contar toda a sua também. Eu sei que tem bem mais coisa ai do que a gente sabe.

 

Suspirei e concordei levemente com a cabeça. Parecia justo, ele falaria, desde que eu falasse também.

 

- Bom, meu pai e minha mãe são donos de uma empresa aérea e viajam pelo mundo todo por conta de suas responsabilidades, além de que meu pai assume o lugar de pilotar alguns voos particulares quando os pilotos designados tem qualquer tipo de problema. Eles de fato nunca foram pais ruins, por mais que tenham sempre me deixado de lado por conta da empresa, mas eu sei que eles me amam da maneira deles.

'O problema mesmo foi na área de amizades, e o fato de eu ter um fodido dedo podre.

Quando eu tinha treze anos já vivia sozinho basicamente, ainda morava na casa dos meus pais mas ele mal ficavam em casa. Eu de fato nunca fui a simpatia em pessoa, e nunca tive muitos amigos. Nessa idade eu comecei a estudar na Sweet Amoris e ganhei dois melhores amigos'

 

- Lysandre? - eu perguntei, o interrompendo brevemente

 

- Não não, ele chegou bem depois disso, quando eu já tinha quinze.

'Seus nomes eram Debrah e Viktor. Nós ficamos amigos porque tinhamos algo em comum, no caso, a música.

Nessa época eu já tocava guitarra, a Debrah cantava e o Viktor fazia aulas de bateria quase desde bebê. Nós três vivíamos juntos e formamos até uma banda - ele riu da memória, eu imagino como deveria ser fofo o Castiel com treze anos tocando guitarra. Como será que ele era com o cabelo ainda preto? Agora só consigo ver sua raiz preta… - Mas tudo definitivamente ruiu quando ficamos mais velhos e a Debrah começou a reparar que com o corpo recém formado dela, ela conseguia atrair e persuadir os rapazes.

 

‘Eu admito, eu era um babaca quando andava com ela. Como ela tinha descoberto que, por mais que só supostamente, era a garota mais bonita da escola, ela começou a taxar todos como inferiores, menos eu e o Viktor.

Eu era completamente apaixonado por ela, e o Viktor também inclusive, e por mais que tivéssemos um acordo para continuarmos amigos independente do que acontecesse, eu sentia muito ciúmes dele e o mesmo dele.

Eu comecei a namorar a Debrah no último ano do fundamental, um pouco depois de Viktor decidir fazer seu colegial no Canadá.

 

‘Nós namoramos até o segundo ano Ensino Médio, nessa época eu, o Lysandre e a Debrah fazíamos parte da banda, ele como vocalista e tecladista, eu na guitarra e as vezes baixo e a Debrah como voz principal.

Em setembro do ano passado o dono de uma gravadora entrou em contato conosco e nos deu uma oferta muito boa para ser recusada, mas em cima da hora o cara disse que queria só a Debrah como cantora solo.

 

- Que estranho… - murmurei

 

- Não é estranho não. Um dia depois do produtor ter tomado essa decisão eu fui no apartamento dela vê-la e a vi transando com ele - ele disse segurando o choro, mas mesmo assim, mesmo sob a máscara de raiva que ele insistia em colocar sobre o rosto, uma lágrima escapou e caiu no colchão.

 

- Cass - eu disse com pesar. Me virei e o abracei, ato que o deixou meio surpreso - pode chorar, eu prometo que não vou ver nada - sussurrei em seu ouvido e ele prontamente enterrou a cabeça na curva do meu pescoço e dabou enquanto eu acariciava seus cabelos.

 

Flashback Off

 

O Castiel chorou tudo e mais um pouco naquela noite, e eu apenas fiquei calada fazendo carinho nele, o deixando tirar tudo de ruim de dentro dele.

 

Depois disso ficamos muito próximos e por fim eu dormi junto a ele, com a cabeça dele no meu colo naquela noite.

 

Não deu tempo de me perguntar sobre a minha vida naquele dia, e eu venho adiando mais e mais o assunto, o que eu percebo que já está o deixando frustrado.

 

Não é que eu tenha vergonha das minhas origens ou da minha família, até porque sempre tive uma vida perfeita, mas tenho muito medo que ele mude seu tratamento comigo depois de eu lhe dizer que basicamente descendo de uma família real.

Eu sinto que Castiel não é assim e sinto isso nele, mas meus medos ainda são bem grandes…

 

Enfim, hoje é sexta feira e na semana seguinte as provas se iniciam.

 

No momento estou indo para a àrvore que sempre sentamos junto com Armin e Alexy, os outros já devem estar lá, mas me atrasei ao ficar conversando com o professor Patrick na sala.

 

- Safadinha você, né Aurora? - disse o Alexy me mandando um belo olhar de malícia, o qual já estou acostumada já que é uma ação cotidiana com Rosa, Alexy e às vezes Prya.

 

- O que foi dessa vez Alexy? - perguntei-lhe com calma enquanto entrávamos no pátio.

 

- E ainda pergunta? Você virou a preferida do gostoso do Patrick e sai mais tarde que todo mundo das aulas dele. Está dando uns pegas nele? Não julgo, se ele me desse bolo eu faria o mesmo - ele disse, ainda com o olhar malicioso dando de ombros

 

- Ei, menos! Eu não estou nada afim de ficar ouvindo sobre os possíveis casos do meu irmão - Armin disse fingindo ânsia

 

- Ah, vai, você só está com ciúme! - acusou o azulado

 

- Ué, ciúmes de quem? Do Patrick? Olha, ele é o único professor que não me enche o saco mas… - Lexy o interrompeu

 

- Não seu estúpido! Da Aurora, é claro! Não é segredo nenhum que todos os caras dessa escola gostariam de ficar com a minha princesinha de contos de fadas - ele me abraçou possessivamente por trás, enquanto eu apenas ria (mesmo estando meio corada) da discussão dos irmãos - Nenhum de vocês é bom o suficiente pra ela!

 

- Aé? - o moreno disse olhando o gêmeo divertido - Não é você e a Rosalya que passam a noite toda conversando sobre quem vocês acham que a Aurora deve casar e como vai ser o vestido de noiva dela?

 

- Você anda me escutando escondido seu embuste? - Alexy pergunta revoltado, me soltando um pouco do abraço forte

 

- A culpa não é minha se você mais grita do que fala, até os vizinhos do quarteirão de cima sabem sobre o que você fala

 

- Ah, vem aqui sem viciadinho sedentário! - o azulado começou a correr em direção ao irmão, que saiu correndo mais rápido pelo pátio

 

- Falou o atleta né? - revidou rindo enquanto corria do irmão que ria e corria atrás dele

 

Tudo que pude fazer foi acompanhar a cena enquanto ria junto com boa parte das pessoas presentes no local que acompanharam a cena.

 

Eu andava calmamente ainda em direção ao meu objetivo quando sinto duas mãos grande rodearem minha cintura e me rodarem, me levantando do chão

 

- Castiel, para! - ria junto com o maior que me rodou mais uma vez antes de me por no chão

 

- Preciso falar com você garotinha - ele pegou meu pulso e me puxou em direção ao corredor de novo

 

Passamos pelo corredor e subimos a escada para o último andar, entrando em uma portinha meio escondida que levava ao terraço (um local proibido para os alunos o qual ele já me levou várias vezes). Chegando lá nós dois fomos para o lugar que sempre ficávamos no local: debruçados nas barras de segurança que chegavam à altura da minha cintura.

 

- Então, o que foi? - perguntei

 

- Qual é Aurora, eu ainda lembro do que me prometeu naquele dia na sua casa. Eu te contava a minha história, desde que você me contasse a sua!

 

- Ah, é isso… - disse como um suspiro e ele se irritou

 

- Se tem tão pouca confiança em mim assim eu não sei porque eu deveria continuar confiando em você!

 

- Ei! De forma alguma isso tudo é porque eu não confio em você! Eu só… - hesitei um pouco - … tenho medo.

 

- Medo do que? Sabe que nunca julgaria você por nada! - ele disse, colocando a mão no meu ombro, ainda com uma feição irritada

 

- Eu sei, mas eu tenho medo de você me tratar diferente depois que souber…

 

E nesse momento ele fez uma coisa que eu realmente não esperava dele.

 

Castiel me puxou para um abraço, deixando minha cabeça junto ao seu peito e passando um braço pelas minhas costas e um no meio dos meus fios soltos naquele dia.

 

- Pode me contar o que quiser, eu sempre vou ser o mesmo para você - ele disse com uma voz meio emburrada e eu tive certeza de que estava corado na hora, igual as minhas bochechas rosadas devido à atitude de carinho totalmente inesperada.

 

Eu contei tudo a ele sobre minha família e minhas origens, sobre todas as poucas coisas que já haviam ocorrido na minha vida e no fim acabamos por matar todas as aulas restantes do dia.

 

Ele passou a ser um amigo de extrema confiança depois do dia no terraço, e praticamente começou a viver na minha casa, já que achou um luxo eu ter alguém para fazer tudo por mim e, segundo palavras do mesmo “Eu sou divino demais para ser tratado como menos que um príncipe!” hahahaha.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo mais focadinho no Castiel, admito que tenho um fraco pelo bad boy quando fica mais sentimental hahahaha

Até o próximo ^^


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