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História Dreamcatcher - InSomnia - Capítulo 6


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Notas do Autor


Escrevo outras histórias, se quiserem ler :D e assistam “Cavaleiros do Zodíaco” e “Boku no Hero”

Capítulo 6 - The Chaser


Fanfic / Fanfiction Dreamcatcher - InSomnia - Capítulo 6 - The Chaser

 

The Chaser

 

 

 

??? P.O.V

 

 Sinto uma brisa fria. Congelante. Abro meus olhos instantaneamente. Minhas feições tranquilas mascarando a ansiedade. A janela está aberta. Olho para a Lua. Ou melhor, para onde ela deveria estar. Meu tempo está acabando. O de todos nós.

 

 Me levanto. Caminho até a porta. Olho através olho mágico. As nuvens estão escuras, com um tom esverdeado. Uma tempestade. Não das comuns, óbvio.

 

 Os raios estão subindo. Dando choque no céu acima de suas nuvens.

 

 

 

 Elas têm que voltar.

 

 

 

 Ia começar o plano. Procuro a máscara. A tenho em minha mão esquerda, mas uma gota cai. Uma gota vermelha. Passo a mão no nariz. Preciso correr. Palavras pronunciadas, já estou na praia. Sinto pena dos que não veem no escuro. A noite, apesar de sombria, está encantadora. Remexo meus bolsos e retiro de dentro um deles um pequeno aparelho. Ele possui números e símbolos, e é um raríssimo artefato mágico. Mais palavras, estou em cima da grande árvore. Deposito com extrema cautela o mecanismo sobre um dos ramos. Está feito. A primeira etapa está concluída.

 

 

 Palavras, volto para “casa”. Entro no elevador, dou mais uma ajeitada em minhas sandálias. Esta caixa com carpete me relaxa. Cheguei no subsolo. O relógio em números romanos cronometra o tempo gasto com meus planejamentos, mas tudo valerá a pena. Pego o livro. Observando cada detalhe daquelas fotos. 

 

 Retiro uma delas e colo em meu mural. Tiro mais uma foto com minha câmera retrô. Logo as tenho em mãos. Uma para o planejamento, outra para análise.

 

 Cada garota está posando para foto. Para a alegria de seus pais em registrarem estes momentos. Não imaginam que as roubei de seus álbuns de família. Por que tirar fotos? Ainda mais com essa câmera? Não é como se pudesse simplesmente comprar uma câmera para ser avistado em uma loja, ou um celular para ser rastreado. Não. Além disso, roubei esta câmera daqueles seres antiquados, assim como as fotografias. As fotos são como janelas para o tempo. Túneis. Podem te levar a qualquer lugar. Qualquer tempo.

 

 Afio a ponta de meu lápis, as desenhando com cuidado. Atenção à cada traço. Depois de concluído, o grafite finalmente quebra. Sem problemas. Alongo meus dedos, risco um fósforo. E queimo o papel, que mal encontrou a chama. Se transforma em cinzas, mas a corrente de ar acaba por impedir que a última garota se vá. Justamente era. Era apenas isso que precisava saber. Aqueles imbecis vão ver.

 

 Vou para outro canto da mesa de trabalho. Ajusto o microscópio, e posiciono o copo com água. Jogo o cubo de gelo. Que se desfaz em bolhas. Fascinante. Bebo do recipiente, satisfeito com o resultado. Reajusto meu anel que já está me dando um certo desconforto. Mas nunca vou retirá-lo. Com “nunca” digo “por enquanto”.

 

 Assumo uma expressão mais séria, se é que era possível. Volto para meu quarto. 

 

 

 Ligo a televisão. O presente continua o mesmo. 

 

 Excelente. 

 

 Mudo de canal. As memórias. Na mente dele.

 

 

 

 

Narrador P.O.V

 

 

 A tela exibe cenas, digamos... incomuns. Um grupo de meninas brinca com um ursinho. E o destroem. Brincam com o enchimento que ele libera.

 

 

 Um grupo de meninas faz guerra de travesseiro. Penas, algodão e enchimento flutuam pelo quarto. Brincam com eles.

 

 

 Uma garota surge e desaparece. Está em um hospital abandonado, num corredor igualmente abandonado. Uma boneca com um apanhador de sonhos. Cadeira de balanço, a garota sentada. Desaparece de novo. Um quarto escuro, a lâmpada balança, pendendo em um fio.

 

 

 Uma garota fica invisível e dá um susto em sua avó. Recebe uma risada genuína e broncas de mentirinha. A casa cheia de artesanatos, e um apanhador de sonho com uma boneca de pano no colo da idosa. Seus pés balançam suavemente, empurrando a cadeira para frente e para trás. O relógio antigo dá as badaladas do meio dia, o pêndulo indo de um lado para o outro.

 

 Muda o canal.

 

 - O Futuro. 

 

 Garotas fazendo um coração com velas. Todas estão sentadas e de mãos dadas. Roupas escuras, todas com máscaras igualmente escuras. Uma boneca, um quadro, cartas e apanhadores de sonhos no centro da roda. Uma espécie de ritual. Estão em uma grande casa.

 

 

 - NÃO!! - O vampiro dá um grito, assustado. Levanta subitamente da cama, se aproximando da velha televisão. - Pode ser tarde. Não. - Respira fundo. - Não vou desistir. Vou encontrá-las. E elas acharão o urso e o relógio.

 

 

 A televisão desliga sozinha, seu filme foi muito queimado durante as reproduções. O último sinal de sua energia, foi a imagem “queimando”, junto ao som da caixinha de música desaparecendo aos poucos.

 

 

 

 

 Ao fundo, uma caixinha de música.

 

 

 A criança dança, imitando a bailarina da caixa que tocava uma doce melodia.

 

 

 

 

 


Notas Finais


As notas são interessantes ;)


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