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História Dreams - Capítulo 30


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Notas do Autor


Sim eu to postando fanfic a essa hora da noite pra gente mete o pau no Oscar! Quem mais tá bravo por Toy Story levar essa?

Espero que gostem do capítulo. Desculpa a demora! 💜

Capítulo 30 - Confusão de bebês


“Astrid sorriu pra bebê batendo os bracinhos não banheira. Ela ria quando a água espirrava para todos os lados. 

— Ei! Temos que sair em 10 minutos isso não é hora de brincar. 

 O sol entrava pela janela e iluminava as pequenas sardas da pequena. O cabelo estava entre loiro e castanho. Astrid franziu o cenho pra menininha, qual a cor do olho dela? O sol refletia e as cores azul e verde se misturavam dançando e brilhando.  E o nariz? Arrebitado como dela ou uma bolinha como do pai? 

 Astrid piscou tentando limpar a água do rosto. Ela ouviu o som da bebê ficar mais longe, e se virou pra ver uma garotinha ruiva caminhando pra beirada da cama, feliz sem saber que doeria cair dali. 

— EI! — gritou a loira sem poder soltar da bebê número um que brincava mais calmamente com a água.— Saia da ponta da...

...”

— Astrid? Acorda! — disse Heather balançando a amiga. Cheiro de hospital, de produtos de limpeza, invadiu a narina da loira , ela ouviu o barulho da tv, que estava ligada há dias no mesmo canal e percebeu que a luz do quarto só vinha da mesma. Demorou um pouco para o rosto deHeather ficar focado.— Voce dormiu no seu turno. 

 A loira se arrumou na cadeira de acompanhante, procurando Perna de Peixe que dormia tranquilamente. 

— Droga.— murmurou, se inclinando para verificar o amigo. Mas Heather a impediu, garantindo que estava tudo bem. 

— Agora está na minha vez, vê se vai pra casa e descansa. 

— Posso te fazer companhia! Posso ficar. 

 A morena sorriu docemente e se aproximou para deixar um beijo na testa da amiga. 

— Obrigada, mas a senhorita precisa descansar corretamente. Seu sono não é todo controlado e importante pro governo, pra medicina, pra humanidade e tal? 

 Astrid riu revirando os olhos. 

— Ok. Boa noite, cuida bem dele.— resmungou dando um último abraço na morena. 

*

 

“ — Cabeça Dura, precisa tomar cuidado com elas, ok?! Não são iaques! — disse Astrid.

— Eu sei! — murmurou Cabeça revirando os olhos.

— Precisa prestar atenção nas duas o tempo todo! Elas só têm 4 anos! — disse Soluço.

— Eu sei! Vocês já repetiram duas vezes! — resmungou o loiro.

— Ficar com bebês não é brincadeira! Não pode tratá-las como dragões! — disse Astrid.

— É... Eu tentei! — murmurou Soluço cruzando os braços e suspirando.

— Podem ir pra sua reunião! As gêmeas vão ficar bem! — disse Cabeça Dura se levantando.

 O casal trocou um último olhar preocupado.

— Eu ainda posso ficar! — disse Astrid, bem baixo.

— Não! O general precisa estar na reunião! — respondeu Soluço.

— A sua mãe...

— Tem que ajudar na migração anual! — sussurrou ele, cruzando os braços.

— Melequento? — o mesmo tinha se mostrado bem habilidoso ao cuidar das pequenas, além disso elas gostavam de brincar com o pequeno Jordenson. 

— Torresmo está doente, não pode brincar com elas! — murmurou Soluço.

— Hey! Podem parar de falar como se eu não tivesse aqui?! — perguntou Cabeça Dura, cruzando os braços.

 Os olhos verdes e azuis o encararam.

— Eu sou tio do Torresmo! Já cuidei daquele pestinha milhares de vezes! Me deem logo os bebês! — pediu o loiro.

Astrid suspirou, descruzando os braços.

— Elas estão dormindo! — a loira começou a subir a escada para o segundo andar, Soluço e Cabeça Dura a seguiram.

Ela abriu a porta do quarto silenciosamente. As sombras das barras do berço refletiram no rosto sereno de Lynae. Ela estava abraçada ao antigo dragão de pelúcia de Soluço, sorrindo como uma fofa. Kristen estava jogada no berço, com os braços abertos e seu urso de pelúcia jogado no chão.

— Elas são tão fofinhas... — sussurrou Cabeça Dura limpando uma lágrima. 

Soluço inclinou a cabeça pro lado, concordando e soltando um suspiro.

 Astrid fechou a porta.

— Com sorte elas só acordam daqui três horas, e vamos estar voltando. Então não faça barulhos, prepare o leite pra refeição da tarde e os brinquedos estão em um baú no quarto! — disse a loira.

— Senhor e senhora Haddock, suas filhas estão em ótimas mãos! Vão logo pra sua reunião! — disse o gêmeo loiro.

— Ok, boa sorte com elas! — disse Soluço passando um braço pela cintura de Astrid e saindo pela porta, onde o conselho esperava.

 — Isso vai ser moleza! — disse ele, cruzando os braços atrás do pescoço e se sentando no sofá.

*

— Dissemos que a Kristen sabe sair do berço? — perguntou Astrid, voando ao lado do marido.

— Hãn... — Soluço desviou o olhar, nervoso.— Com certeza! 

*

  Um grito agudo veio do quarto e Cabeça Dura caiu do sofá.

— Dá! — gritou a fina voz de Kristen.

— Meu! — gritou Lynae.

Ele subiu correndo.

— Ei, ei! O que foi? — perguntou o loiro.

Kristen estava no berço da irmã, tentando passar a mãozinha pela grade. Lynae estava encolhida e abraçada a seu dragão de pelúcia. Ambas o encararam com os olhos atentos.

— Té dagão! — sussurrou a pequena ruiva.

Lynae abraçou mais a pelúcia.

— Não! — disse a loira, brava.

— Já sei como resolver! — Cabeça Dura se aproximou e pegou o dragão.— Como a mamãe fazia quando éramos crianças! — ele rasgou o dragão.— DIVIDIR!! 

Ele ofereceu cada parte do dragão pra uma gêmea, mas ambas começaram a chorar.

— Ok, esqueçam o dragão! — ele jogou os dois pedaços acima do ombro.— Vamos comer! 

— Heeeee! — gritou Kristen saindo correndo.

Cabeça Dura a seguiu sorrindo "muito fácil"

— Tio! — gritou Lynae, em pé nas barras do berço.

— Que foi? 

— Descê! — disse ela, levantando os bracinhos.

— Qual é?! A futura líder não sabe descer sozinha?! 

Ela abaixou as mãos, franzindo a testa e fazendo uma cara triste.

— Ok! Desculpa! Desculpa! Vem! — disse Cabeça Dura, a pegando e colocando no chão.

Kristen já estava pulando no sofá, enquanto Lynae pedia a mão do tio pra descer as escadas.

— O que tem de errado com você?! — perguntou Cabeça Dura, franzindo a testa.

Lynae suspirou, se agarrando ao corrimão e tentando sozinha. Mas ela escorregou e caiu, chorando em seguida.

— Tio mau! — gritou Kristen.

Cabeça Dura revirou os olhos, pegou a loirinha no colo e desceu as escadas. 

— Desculpa! — murmurou ele.— O que vamos comer? 

— Purê! — gritou Kristen.

Lynae concordou e Cabeça Dura se dirigiu pra cozinha.

*

— Bem vindos! — disse Alvin, sorrindo para o conselho de Berk.— A reunião começa em meia hora! 

— Acha que elas acordaram? — perguntou Soluço, descendo de Banguela.

— Eu não sei! — respondeu Astrid, pegando seu machado.

— E se elas pedirem pra ele fazer purê? — perguntou o ruivo.

— Ele não vai fazer! — ela o encarou em choque.— Vai?! 

*

 — Purê à moda do Cabeça dura! Vocês vão adorar! — disse o loiro, colocando os pratos para as duas. 

Kristen deu um sorriso travesso.

— Espera! Eu conheço esse... — ele não pôde terminar: purê de batata na cara.

Lynae atacou a irmã, que correspondeu rindo.

— Ei! Parem com isso! — ele tentou impedir a guerra de comida, mas os braços delas eram fortes como os da mãe.

No final, as gêmeas escaparam ilesas. Já Cabeça Dura era outra história.

— Eu me rendo! — murmurou o loiro, deitado no chão, coberto de comida.

Kristen riu, pulando da cadeira, seguida da irmã.

— Descer sozinha você consegue?! — perguntou ele, encarando a loira, ela sorriu e pisou em cima dele para chegar ao outro lado da cozinha.

*

— Então, a migração dos Transformasas está vindo e todos lembramos do ano passado! — disse Mala.

— Temos que ter paciência! — disse Heather.

— Alguns não têm! — murmurou um ninja.

— E se fizermos um treinamento para proteção?! — perguntou Perna de Peixe.

— Prossiga! — pediu Mala.

Astrid empurrou o ombro do marido enquanto Perna de Peixe pegava uma lista.

— Elas estão bem! — sussurrou Soluço.

— Dissemos que a Lynae tem medo de dragões? — perguntou a loira.

— Talvez...

— E que ele não deve dar à Kristen um machado? 

— Provavelmente mencionamos! 

— E sobre a mamadeira que espirra leite? — continuou ela.

— A tinta no canto da cozinha? — perguntou Soluço. 

— Soluço! — o ruivo desviou o olhar para Perna de Peixe.— O que você acha?! 

— Foi uma ótima ideia! — disse o ruivo, forçando um sorriso.

— Atirar neles?! — perguntou Heather.

— O treinamento foi uma boa ideia! Eu posso fazer isso! — disse Astrid.

— Perfeito! — disse Mala, sorrindo.

 Soluço suspirou aliviado.

*

— Té! — disse Kristen apontando pra parede.

— Quero! Quero! Quero! Vocês nunca ficam felizes com o que têm?! — perguntou Cabeça Dura.

 — Té brinca com o chado! — disse ela, sorrindo.

— Não! Não estou criando mais uma Astrid! — disse ele cruzando os braços. 

Ela o encarou com os olhos grandes e azuis se enchendo de lágrimas falsas.

— Não! — Cabeça Dura se lembrou que só vira a mãe dela chorar uma vez. Era uma coisa que ele só queria ver uma vez na vida.— Pare com isso! 

Ela fez um biquinho, ele ficou de joelhos.

— Por favor! — disse ele chacoalhando os ombros da pequena. 

A expressão dela não mudou. 

— Tá legal! Leva o machado! — gritou ele pegando o mesmo, pendurado na parede e a entregando.

 Kristen gritou e saiu correndo com o mesmo nas costas.

— Tio! — Lynae chegou com uma folha de papel e lhe entregou.

 Ela tinha desenhado um terror terrível dormindo. Alguns traços eram mal feitos, mas, no geral ela era muito boa.

— Uau! Quem diria! — murmurou o loiro.

Ela riu, colocando as mãozinhas para trás.

— Dagão! 

— Você gosta de dragões?! — perguntou ele.

Ela sorriu, assentindo.

— Vamos ver um?! Ele tá dormindo na porta! — disse Cabeça Dura, pegando a mão dela e levando até o lado de fora, onde Bafo e Arroto dormiam.

Ele abriu a porta e chamou os dragões, que se levantaram encarando Lynae. Ela os encarou e gritou, saindo correndo.

— Que isso agora?! — se perguntou o loiro suspirando.

 Um choro invadiu a casa.

— Dodói! — gritou Kristen, em meio ao choro.

Cabeça Dura foi até a pequena que fizera um corte no braço, ele revirou os olhos e começou a fazer um curativo. 

— É por isso que não brincamos com armas! — disse ele, mas Kristen não ouviu, ela continuou chorando.

— Dagão mau! — gritou Lynae tentando arrastar um balde d'Água maior que ela.

— O que você... — antes dele terminar Lynae deixou o balde cair e encharcou o piso, ela parou onde estava observando a bagunça que fez imóvel.

— Banho! — gritou Kristen jogando água que ele usava pra limpar o corte dela no mesmo. 

— Não! — gritou Cabeça Dura tentando se proteger.

Kristen jogou ele no chão, ficando em cima do mesmo.

— Você é forte igual sua mãe! — murmurou ele, com a cara espremida contra o piso.

 — Nae, inta! — disse Kristen animada. 

Os olhos da loira se iluminaram e elas saíram correndo, quando Cabeça Dura as alcançou as duas já tinham derrubado uma lada de tinta de dentro de um pequeno armário e estavam muito sujas.

— O QUE?! — gritou o loiro com as mãos na cabeça.

Kristen riu travessa e Lynae se encolheu. A ruiva jogou tinta nele e Lynae não ficou para trás.

— Tinta no olho! — gritou ele se virando para correr das duas, mas bateu a cabeça na parede e caiu no chão, arrancando uma longa risada de ambas.

— Dedela! — disse Lynae subindo em uma cadeira para alcançar uma mamadeira na mesa.

— Heee! — comemorou Kristen do chão.

— Tinta no olho! — resmungou Cabeça Dura, inconsciente pela pancada na cabeça.

 Lynae jogou a mamadeira pra irmã, que encheu a mesma de tinta. As duas saíram espalhando tinta pela casa.

  Até a porta começar a abrir. 

— Papai mamãe! — disse Kristen com os bracinhos sujos pra cima.

— conde conde! — disse Lynae, sorrindo.

As duas correram e se esconderam debaixo do sofá. 

— Da pra acreditar no Oswand?! — perguntou Astrid, entrando na frente do marido.

A loira brecou, olhando em volta. 

— Eu vou matar ele! — disse ela.— Cabeça Dura! — gritou a loira.

Kristen segurou um riso, embaixo do sofá.

 Ela chutou o corpo do loiro, que levantou com isso.

— O que aconteceu aqui?! — perguntou Astrid, com as mãos na cintura.

— O que?! 

— Cadê as meninas?! — perguntou Soluço de braços cruzados.

O loira se levantou olhando em volta.

— Estavam fazendo pirraças aqui! 

Astrid revirou os olhos.

— Ótimo! Nem percebemos! 

— Kristen! Lynae! — gritou Soluço saindo da cozinha.

— Meninas apareçam agora! — gritou Astrid, irritada.

Lynae fez "sh" pra irmã e as duas soltaram uma risada abafada.

— Meninas?! — gritou Soluço, subindo as escadas.

— O que houve? — perguntou Astrid, ainda irritada com Cabeça Dura.

— Ok! A Kristen tentou pegar o dragão mas eu dividi, elas não queriam dividir, então fiz purê, mas elas fizerem sujeira, choraram com medo de um dragão, aliás não sei se a loirinha é filha do Soluço, apesar dela ser idêntica à ele! Dai quando eu vi a tinta estava no meu olho! 

Ele parou e Astrid o encarava com uma sobrancelha levantada e medo.

— Nada nos quartos e banheiro! — disse Soluço, descendo as escadas.

— Kristen! Lynae! Apareçam já! — gritou Astrid.

As duas mudaram de esconderijo durante a história de Cabeça Dura, foram para o armário da sala. 

Soluço olhou debaixo dos sofás.

— Meninas! — gritou ele, frustrado.

— Ok! Vocês ganharam! Saiam agora! — gritou Cabeça Dura. Nada.

— Ok! Banguela, ache elas! — pediu Soluço. 

O dragão deu uma voltinha farejando o ar, mas se sentou fazendo cara de perdido. A tinta o confundia. 

— Merda! — murmurou Astrid, montando em Tempestade.

Soluço montou em Banguela logo em seguida.

 — Eu vou sobrevoar a ilha! Procure nas casas! — disse o ruivo atrás da esposa.

 O primeiro lugar que ele parou foi na casa de Valka.

— Mãe! Você viu as meninas?! — perguntou Soluço assim que ela abriu a porta.

— Não! O que houve? — perguntou a ruiva.

— Cabeça Dura ficou de babá e elas sumiram! — explicou ele.

— Ah Meus deuses! Eu vou procurar na praia! — disse ela, se virando para Pula Nuvem, que ouviu a confusão é já estava ao lado da dona. 

 Depois de vinte minutos a ilha inteira estava procurando as gêmeas.

— Me diz que elas estão aqui pegando gripe! — disse Astrid, assim que Cabeça Quente abriu a porta de casa.

— O que?! 

Astrid bufou.

— Kristen e Lynae! Elas sumiram! — explicou a loira.

— Deuses! Elas não estão aqui! —  disse Cabeça Quente.

— Quem? — perguntou Melequento sentado na mesa principal, dando uma sopa para Torresmo.

— Kristen e Lynae! — respondeu a gêmea loira.— Com quem elas estavam, Astrid? 

— Seu irmão! 

Cabeça Quente sorriu e Melequento socou a mesa.

— Droga! — murmurou o moreno.

Astrid os encarou com a testa franzida.

— Apostamos que se elas se perdessem um dia seria por culpa do Soluço! — disse a loira.

— Heee! Mamãe! — gritou Torresmo, logo em seguida espirrando, um espirro fino e baixo.

— Isso aí! Agora mamãe vai ajudar a tia Trid a achar a Kris e a Nae! — disse Cabeça Quente, saindo com Astrid.

— Nae? — um brilho passou pelos olhos do pequeno na mesa.

Melequento sorriu e apertou a bochecha dele.

— Tão fofinho! — murmurou o moreno, pegando mais uma colher de sopa. 

— Nae e Kris?! — perguntou Astrid com os braços cruzados e uma sobrancelha levantada. — Parem de ter preguiça de dizer e ensinem certo os nomes das minhas filhas! 

— Para com isso, nem elas conseguem dizer os próprios nomes! — disse Cabeça Quente, revirando os olhos. — Agora me leva até o meu irmão! 

 Cabeça Quente ficou na casa dos Haddock enquanto Astrid voltava a sobrevoar a ilha.

— Cabeça Dura! — chamou ela, entrando na casa.

Ele estava abaixado debaixo do sofá.

— Maninha! — comemorou o loiro levantando e batendo a cabeça.

— Vamos pegar Bafo e Arroto! Temos que ajudar a procurá-las! 

— Não! Elas estão aqui! Posso sentir! — disse ele, fazendo sinal pra gêmea loira fazer silêncio.

— Cabeça Dura, já faz uma hora! Assuma que você é uma péssima babá e vamos ajudar o resto da ilha!

— Elas estão aqui! Sei que estão! — ele andou um pouco e se apoiou em uma parede ao lado de um armário.— Eu amo aquelas pequenas! Parecem a gente!

— É por isso que temos que acha-las! Vamos! — disse Cabeça Quente.

— Espera! — ele encarou o armário. Tinta.— Eu gosto de armários! 

A gêmea loira revirou os olhos enquanto o irmão abria o armário.

— BUUU! — gritaram as duas gêmeas ao mesmo tempo.

Cabeça Dura gritou e caiu pra trás.

— Kristen! Lynae! — disse ele com a mão no coração.

— Você ganhou tio! — disse a pequena ruiva pulando em cima dele e lhe dando um abraço.

Cabeça Quente só podia os observar totalmente surpresa.

*

— Alguma coisa aí?! — gritou Soluço pra equipe de busca que estava na praia.

Um viking que segurava uma lamparina fez que não com a cabeça.

O ruivo deu meia volta. Ele queria chorar. A cada segundo seu coração era mais esmagado e o medo tomava mais conta dele. 

Ele não podia perder nenhuma  delas. Nunca. 

 Ele e Banguela pousaram no grande salão. O dragão ronronou.

— Eu sei, amigo! — Soluço acariciou o dragão.— Vamos acha-las! 

— Bocão! Alguma coisa na enseada? — perguntou Astrid do centro do salão para o loiro.

Ele fez que não com um olhar triste.

— Continue procurando! — pediu ela, voltando a encarar um mapa.

Soluço se aproximou e ela levantou os olhos azuis de novo.— Sorte?

Ele somente balançou a cabeça negativamente, sabendo que se tentasse falar acabaria chorando. Ele só queria suas garotinhas de volta.

 Astrid suspirou. Foi um suspiro desregulado, como de quem está tentando fazer o choro passar. Ele percebeu que a loira estava tremendo e pegou uma de suas mãos.

— Vamos acha-las! — sussurrou Soluço.

Astrid o encarou nos olhos e assentiu, com as lágrimas aparecendo em seus olhos. Ela as limpou e voltou a olhar pro mapa.

— Vou tentar de novo ao norte! Acima das nuvens! — anunciou ele, se virando para porta.

Mas um zíper arrepiante entrou no salão. Cabeça Dura segurava duas crianças encapuzadas.

— Vocês não vão acreditar quando eu contar! — ele desceu do dragão. Kristen tirou o capuz, irritada com o mesmo. 

Soluço não tinha controle de seus movimentos, ele somente tomou a pequena dos braços do loiro.

— Kristen! — sussurrou ele enquanto a agarrava e apertava com força em um abraço. 

Lynae virou a cabeça, que estava deitada no ombro de Cabeça Dura, encarando o pai com os olhos verdes confusos. 

Astrid recuperou seu controle motor e os alcançou, pegando a loira de Cabeça Dura.

— Graças a Thor! — sussurrou Astrid, abraçando a pequena confusa.

Lynae franziu o cenho mas não disse nada com o abraço da mãe, que estava quase a esmagando.

— Aí papai! — disse Kristen encolhendo os braços para proteger as bochechas dos beijos de Soluço.— Cóceguinha! 

 O ruivo sorriu pra ela, depois se virou pra Lynae no colo de Astrid. Ele passou um braço pelo ombro da esposa, juntando as suas testas em um abraço coletivo.

— Graças aos deuses! — sussurrou o ruivo, beijando a testa de Lynae no colo da mãe.

— Mamãe, tio ganhou! — disse Kristen comemorando.

— Era tudo uma brincadeira de esconde-esconde! — disse Cabeça Dura animado.

— Oh deuses! — Soluço suspirou sorrindo e colocou uma mecha do cabelo loiro de Kristen para trás da orelha.— Nunca mais vamos brincar disso! 

— Vou avisar que achamos elas! — disse Cabeça Quente, saindo do salão com Bafo e Arroto.

— Obrigada por acha-las! — disse Astrid, sorrindo para o loiro.

— Ok! Foi um longo dia e vocês já passaram da hora! — disse Soluço pegando Lynae do colo da mãe.— Vamos pra casa! 

— Espela! — Kristen desceu do colo do pai e correu até o gêmeo loiro, ela passou os bracinhos pelo pescoço dele em um abraço apertado que ele retribuiu. Lynae encarou a irmã dos braços do pai, os olhinhos piscando e sonolentos.

Kristen voltou correndo até a mãe, lhe pedindo colo.

— Obrigado Dura! — disse Soluço lançando um sorriso ao loiro.

Cabeça Dura acenou com a cabeça, Lynae lhe lançou um sorriso, encostando a cabeça no ombro de Soluço.

— Te amo tio! — sussurrou a pequena.

Soluço riu, ela ainda nem sabia o significado daquela palavra direito.

Cabeça Dura limpou uma lágrima.

— Eu também amo vocês! — disse ele beijando a mão da pequena no colo do pai.

— Vamos sobrevoar a ilha para avisar a todos! — disse Astrid montando em Tempestade com Kristen.— Vocês ainda estão encrencadas! — anunciou a mesma, Kristen bufou, cruzando os bracinhos, Lynae já tinha dormido no ombro de Soluço.

*

  — Vamos chamá-lo pra ser babá de novo? — perguntou Soluço, colocando Kristen no berço.

Astrid riu.

— Nunca mais! — murmurou ela.

Soluço abraçou a cintura dela, encarando Lynae dormir por cima do ombro da esposa.

— Não foi tão ruim..

Ela o encarou com uma sobrancelha levantada.

— É você tá certa! Nunca mais! 

Astrid entrelaçou os dedos nos dele, e os dois foram até a porta, parando na mesma para darem uma última olhada nas duas.

— Elas têm seu dom pra besteiras! — murmurou a loira.

— Seu dom para esperteza! — ele beijou a mão da esposa.

— Elas vão dominar essa ilha! 

— Já dominaram! ” 

 

 Astrid acordou com o despertador mostrando a previsão de tempo e o dia da semana. Domingo era dia de revezar com várias pessoas para ver Perna de Peixe. Inclusive Soluço que era difícil de encarar desde que ela havia começado a ter um monte de sonhos com crianças dele agora. 

 

 Cabeça Dura era um psiquiatra bom demais pra não ler a mente dela enquanto ela só queria tomar um café em paz na recepção esperando pela mãe do mesmo, Melequento, Cabeça Quente e Heather saírem do quarto. 

— E o sonho com bebês? — perguntou o gêmeo como quem não quer nada. — alguma novidade?

 Astrid quase engasgou, mas manteve a classe. 

— Na verdade continuo confusa, não tenho certeza de quantos são. Minha teoria é que estou dividindo personalidades para uma criança. Eu sonho constantemente com uma Kristen e uma Lynae, mas as vezes tenho a sensação da minha mente estar separando uma única. Apesar de todo trabalho que elas parecem dar. 

— Parece frustrante. 

 Ela suspirou bebendo mais café. 

— Bom, não foque muito nisso, estamos procurando dados históricos. 

— Saber quantos filhos uma mulher tinha antigamente não são dados úteis? 

— Precisamos de provas pra manter o sistema de sonhos, não sei como você pode consegui-las, mas ouvi dizer que o Drago tá interessado na historia dos dragões. Eles andam fuçando muito nisso nos simuladores de vocês. 

 A loira franziu o senho mas assentiu e cruzou os braços quando sentiu que a temperatura na sala de espera havia caído de repente.



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