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História Drink, Think... And Steal - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - 11. Truth


11. Verdade


Manhattan, New York City, NY, USA - 

Dezembro, 2014 às 03h20 AM


Point Of View Gwenevere Rae Somers


Sabe aquele momento em que você simplesmente fica parada, seja sentada, em pé, sozinha ou não, mas apenas parada e refletindo sobre às coisas que você fez? Pois é, eu estou dessa forma agora. Confesso que não é sempre que eu faço às coisas por impulso. Eu costumo evitar-me em determinadas situações, e sinceramente, eu sempre estive certa quanto a isso. Meu Deus. Fazer as coisas por impulso, para mim, é a pior coisa do mundo, porque às consequências são embaraçosas e carregadas de um grande arrependimento que vem junto. Porra, a minha vontade de dormir e fingir que nada aconteceu. É isto. 


Eu realmente deveria me dar mais valor em questão de sabedoria. 


Lentamente os meus passos me guiam para perto do palco onde às meninas danças e respiro fundo, sentindo-me encalorada. Meu Deus, Ryan Butler sabe bem como fazer uma garota gozar. Eu mordo os meus lábios ao olha-lo sentado novamente perto de Christian e vejo Brianna, que me olha e franze o cenho. Fala sério. Eu passo os olhos pela pista, procurando por Jacklyn ou Charles e dou de ombros, virando-me de costas e indo em direção à mesa.  


— Pague-as. — Justin diz baixo, olhando para Ryan que revira os olhos e recebe um tapa de Charles. Justin me olha e Christian nos observa. Ele viu o nosso beijo. — Onde você estava, Gwenevere? — Pergunta, tocando levemente minha mão. Eu ergo a cabeça, olhando-o e observando-o me olhando confuso. — Você... — Sua mão segura meu rosto com firmeza e nego, mexendo-me, tentando sair. — O que você usou? — Pergunta, irritado. — Você está chapada de droga, caralho. 


— Como é? — Charles questiona, se aproximando. — Ficou maluca? O que... — Eu sorrio, empurrando Justin e me segurando em seu braço. — O que você usou? — Charles me puxa, fazendo-me empurra-lo com raiva. — Não é possível. 


Eu olho para Ryan e ele me analisa, desviando os olhos de mim, sorrindo de lado. 


Justin o analisa e em seguida me encara, travando seu maxilar e me soltando. Eu me desequilibro e Charles me segura, olhando de cara fechada para Justin. Eu sorrio. Christian se levanta, aproximando-se de Justin e falando em sua orelha, fazendo Justin concordar e olhar para Ryan. Será que Christian cantou? 


— Ela que vendou a droga para vocês, certo? — Questiona, fazendo Ryan dar de ombros. — Responda a porra da minha pergunta, Butler, caralho. Foi ela, não foi? 


— Se você já sabe que sim, por que quer ouvir da minha boca? — Ryan rebate, rindo e leva uma garrafa de cerveja para seus lábios. —  Eu não podia comprar? 


— Você deu droga para ela, Butler? 


— Eu não. — Confessa, dando de ombros. — Ela quem me deu. 


Justin chuta a perna de Ryan, fazendo-o se levantar e empurrar Justin para trás. 


— Está mesmo brigando comigo por causa de uma boceta, Bieber? Cresça. — Rebate, se afastando. — Não fique puto por outros fazerem o mesmo que você, cara. Seus segredos não são mais importantes do que os de outras pessoas, portanto, fique na sua. Será a melhor coisa que você irá fazer. — Ri e me olha.  


Justin me encara e levanto às sobrancelhas, fazendo-o respirar fundo e se aproximar de mim novamente.  


— Vamos embora. — Diz firme, puxando-me. — Vocês... — Ele se cala, fazendo Charles revirar os olhos e olhar para Brianna se aproximando. — Não começa, Brianna, vaze daqui. Vocês vão para o Street In Line e irão vender o resto, entendido? Guardem a grana e... Fique longe de problemas, Brianna, não estarei lá para te ajudar a se livrar de suas merdas. 


— Claro, você estará resolvendo as merdas mesquinhas de Gwenevere. — Ela rebate, debochada. — E como uma boa vadia, você sempre consegue tudo, não é, chaveirinho? — Seus olhos me avaliam enquanto um sorriso debochada aparece em seu rosto e concordo, aproximando-me dela. — Se afaste ou irei terminar o que me impediram mais cedo. 


— Sabe o que você precisa fazer, Brianna? — Pergunto, sentindo-me um pouco tonta. — Você apenas precisa aceitar que eu sou melhor que você sem eu ter que fazer esforço. Só isso. E quanto mais você tenta... Mais eu consigo tudo o que quero. — Pisco e resmungo com o aperto em meu braço. Justin me puxa com força e respiro fundo, mordendo meus lábios ao vê-lo travar seu maxilar novamente.  


Nossos passos são rápidos e quase tropeço uma vez, fazendo-o olhar para mim e negar. Eu dou de ombros, sentindo vontade de rir por estamos em uma situação tão... Por que é que ele está tão estressado? Não há motivos para isso, e não irei me sentir culpada por fazer o que sinto vontade. Se ele faz o que quer, eu também posso fazer e não irei me sentir incomodada por seu incômodo. A porta do carro bate com força e resmungo um palavrão, irritada com sua atitude infantil. Se tivesse sido eu... 


— Precisava? — Pergunto, respirando fundo. — Pode abrir às janelas? 


— Não. E coloque o cinto. — Manda, ligando seu carro. — Ouviu? 


— Sério que você não irá abrir às janelas? O que custa? — Rebato, irritada. — Você é um babaca de merda, sabia? E você deveria ficar. Acho que Brianna tem razão em ser tão ciumenta com você, vocês dois combinam em tudo. Dois babacas e traficantes de metanfetamina.. 


— Se você não ficar quieta, serei obrigado à calar a sua boca. — Diz, impaciente, apertando o volante. — E será te colocando para chupar o meu pau. — Avisa, irritado. — Eu quero ficar com o ar ligado e ficaremos com ele ligado. 


— Eu estou com frio, Bieber. 


— Não está. 


— Mas... — Puxo sua mão e toco minha perna. — Eu estou arrepiada. — Digo, como se fosse óbvio. — Desligue essa merda e abra às janelas. — Mando, olhando-o e vendo o carro parar em um sinal. Seu rosto se vira para mim e levanto às sobrancelhas, confusa. — O que foi? 


— Você fodeu com Ryan? 


— Por que isso seria da sua conta? 


— Eu estava com dois dedos dentro da sua boceta e dois minutos depois você foi foder com o Ryan, isso é sério? — Questiona, deixando-me claro seu irritamento. — Você é uma... 


— Uma o que? — Rebato, sentindo-me voltar para sobriedade. — Quer saber, eu quero que você se foda. Você e todas às suas merdas junto com seus amigos. — Tiro o cinto e tento abrir a porta. Merda. — Abra a porta. 


— Você é uma idiota. — Diz, como se estivesse completando o que iria falar antes. — Não vou te deixar no meio da rua, desista. 


— Você iria me chamar de vadia. 


— Talvez, mas não chamei. 


— Só de ter pensando em me chamar... 


— E o que você esperava? Em um momento você implora para eu te masturbar, deixando-me claro que estava louca para foder comigo e em 1 segundo tudo muda com você indo foder com o Butler? O que você esperava de mim? Que eu fosse sorrir para você e dizer que está tudo bem você foder comigo e foder com ele? 


— Eu não esperava nada porque não te devo satisfação. Não sou sua namorada, não temos nada sério, nem sexo nós temos fixo e você quer que eu pense em como você irá se sentir e no que você pode esperar? Você só pode estar ficando louco. O que você quer de mim, afinal? 


— Nada. 


— Ótimo, então comece a demonstrar isso. Eu não sou prioridade sua, não sou sua namorada, não lhe devo satisfação e espero que você entenda. Você também faz isso e pior, pois você vive exibindo  na minha cara o fato de que tem algo com a April, e aí? Se coloque no seu lugar da mesma forma que eu me coloco no meu. 


— Isso não é sobre me dar satisfação ou ser prioridade minha, eu apenas... Esquece, você não entenderia. 


— Eu não entenderia o que? 


— Nada, eu já falei para esquecer. 


— Não, eu quero conversar. Pare o carro. — Peço, irritada. — Pare a droga desse carro, Justin Bieber. 


— O que você quer, caralho? 


— Pare o carro. 


E sem eu ter que pedir mais uma vez, o carro é estacionado.  


Eu o olho, esperando-o virar seu rosto para mim. Seu maxilar está travado e apenas uma mão sai do volante. Ok. Por que é tão difícil de resolvermos às coisas? 


— Eu vou embora para ficar 4 meses fora e... Eu queria entender algumas coisas entre nós. Digo, você sabe como eu me senti com nossas mudanças, e parece que tudo fez um pouco mais de sentido quando você me confessou ter gostado de mim quando éramos mais novos. Tudo bem, nós crescemos e tudo aquilo passou. No entanto, nós realmente mudamos e às vezes parece que não sei quem você é. Ou quem eu sou, na verdade, mas... 


— Onde você quer chegar? Digo, o que você quer saber? 


— Você cresceu, faz sua faculdade, vende drogas e... Por que você vende drogas? Digo, desde quando isso começou? Meu pai realmente não sabe disso? 


— Você não precisa saber dessas coisas. 


— E por que não? Por que eu não entenderia? Por que sou fútil demais isso? 


— Porque eu não quero que você tenha mais informações para se decepcionar comigo. 


— E por que isso é tão importante? 


— Porque você é importante para mim. — Rebate, estressado. — E daí? Eu não ter nenhum tipo de sentimentos por você, é isso? O que é que você quer? 


— Eu apenas queria te entender. 


— Me entender? Você precisa se entender, Gwenevere. Você reclama que parece que eu te trato como uma puta paga por mim, mas quando demonstro algo a mais por você, isso parece te incomodar e você me questiona se eu gosto de você e que isso é um absurdo. 


— Eu apenas... 


— O que você quer comigo? 


— Eu não quero nada com você. Por que é tão difícil que eu apenas queira estar com você, curtir, aproveitar... Sem ter a responsabilidade e obrigação de sentir algo concreto por você? Eu te respeito, admiro, gosto de você, fico feliz com sua evolução como mulher e gosto do seu jeito. Eu não posso mudar o que a sua mãe fez com você e não posso culpa-la por ser exatamente do jeito que foi criada. 


— Do que está falando? 


— Sobre sermos diferentes. Você liga para coisas que não dou a mínima e que para mim não passam de futilidade. Não ligo para bolsas de marca, roupas, ou saltos. Não ligo para perfumes, produtos de limpeza ou... Mas você sim e está tudo bem. Eu gosto de você da forma que você é e do jeito que você é. 


— Eu sei. 


— Então não estrague isso querendo saber das minhas merdas.  


— E por que eu não posso gostar de você do jeito que você é? 


— Porque não é o bastante para você e nem o certo para você. 


— Só eu sei o que é o bastante e o certo para mim. 


— Eu também sei, Gwen, e eu não sou. 


A gente se olha e eu nego. Seus olhos se mantém fixos nos meus, como se ele quisesse que eu falasse algo, mas ao mesmo tempo parece estar um pouco aflito.  


— Por que não é? — Agora meu tom sai baixo, e respiro fundo. — Olha eu... 


— Porque não sou, Gwen. Não fui capaz nem de ser um bom amigo para você, então... Eu sei que eu não poderia ser nada além disso. 


— E por que? 


Um sorriso aparece em seu rosto e ele suspira, negando e abrindo às janelas, voltando a andar com o carro. 


— Não me torture assim. — Pede, baixo. 


— Eu apenas quero saber. 


— Eu só não quero que você se decepcione comigo, Gwenevere. Você não entende? Eu quero ser um cara com quem você pode contar, se sentir segura, se sentir confortável, livre... E eu sei que se eu fosse te meter em minhas merdas, te explicar os meus motivos, abrir os meus problemas para você, você irá se distanciar. Você irá me ver com outros olhos e... 


— Eu não faria isso, Justin. Você acha que eu não poderia te apoiar? Te entender e ser compreensiva? 


— Acho, mas eu não quero. 


— Então você não me quer por perto. — Afirmo, fazendo-o negar, umedecendo os lábios e desviando-os para seu celular. O visor acende com Nickolas aparecendo novamente, fazendo-o bufar e negar, olhando-me. — É isso, você não me quer por perto, certo? 


— É, é exatamente isso. Eu não te quero por perto. 


— Ótimo. 


— Estamos entendidos? 


— Não.  


— Por que você gosta de tornar tudo tão complicado? 


— Eu apenas queria entender do porque você sempre se afasta de mim.  


— Eu não estou te afastando de mim, Gwenevere, eu apenas quero te deixar longe de certas coisas da minha vida, não posso? Agora sou obrigado a falar tudo e fazer você participar de tudo?  


— Não, eu apenas queria que você não me afastasse de você.  


— Você não tem essa escolha. 


— Claro que tenho. Eu posso querer estar perto de você, não? Eu fui atrás de você em seu apartamento porque senti a sua falta, eu dormi com você, não entrei em detalhes com as coisas que você faz e ainda me ofereci para vender drogas por você, e mesmo assim você quer me afastar de você. — O seu carro para e levanto às sobrancelhas. — Por que estamos no seu apartamento? Não vou transar com você. 


— Não quero comer você, Somers, eu te trouxe porque é a minha casa e você bem-vinda, apenas isso. Não vou te levar para a sua casa com você dessa forma, chapada, com cheiro de cigarro e... Sei lá mais o que. 


— Você está com raiva porque transei com Ryan. 


— Sim, também estou com raiva por causa disso. 


— Então admite que você não quer transar comigo por causa disso. 


— Não, pois não é por causa disso. 


— Então é por que? 


— Você quer foder comigo, é isso? 


— Não. 


— Então por que está me questionando? 


— Porque eu pergunto o que eu quiser.  


— Coitada. — Rebate, parando seu carro e destravando as portas. — Não me irrite. 


— Você está irritado comigo porque você quer. 


— Claro que é. — Resmunga, saindo de seu carro, bufando baixo. — Você... — Eu bato a porta do carro e seus olhos ficam fixos em mim. — Qual é a porra do seu problema? O carro nunca fez nada para você, caralho. 


— Você não disse isso quando você bateu a porta apenas para me fazer resmungar. 


— A porra do carro é meu e eu faço o que eu quiser. 


— Então eu também posso bater. 


— Não, você não pode. 


— E você vai fazer o que se eu quiser? 


— Nada, você só não andará mais no meu carro. 


— É mesmo? Então agora terei que andar de táxi? 


— Cala a boca, Gwenevere, não aguento mais ouvir a sua voz. 


— Então me levasse para casa? 


— Você está fazendo isso só para me irritar, não é? 


— Está funcionando? 


— Está. 


— E você fará o que? — A porta do elevador se abre e me aproximo do mesmo, fazendo-o se esticar para apertar o botão e em seguida me olhar, sem me tocar. — Me diga, Bieber, o que você fará? — Pergunto e sorrio, subindo a mão por sua barriga e indo para seu peitoral. — O que você fará se eu conseguir te irritar muito? — Beijo seu queixo e escuto sua respiração mais acelerada. — Você sente atração por mim, não sente? 


— Não. — Me afasta e às portas se abrem. Eu sorrio de lado e mordo meu lábio inferior. Seus passos são rápidos até a porta. O cheiro de seu apartamento é bom, de limpeza, e respiro fundo, tirando meus saltos, deixando-os no canto da sala. — Vá tomar banho. — Manda. — Deixarei uma blusa e uma cueca para você em cima da cama do quarto de hospedes. 


— Do quarto de hospedes? 


— Sim, você não irá dormir comigo. 


— E por que não? 


— Porque quero ficar sozinho, não posso? 


— Não. 


Um sorriso aparece em seu rosto e ele nega. 


— Vá tomar banho. 


Eu concordo e o analiso andar em direção ao seu quarto. Seus passos são lentos e entro no banheiro, erguendo a cabeça para fora, vendo-o tirar sua camisa dentro de seu quarto. Certo. Eu tiro meu vestido, tirando todo o resto de minha roupa. Não vou aceitar ser rejeitada por ele dessa forma. Novamente olho para dentro de seu quarto, não o vendo mais e sorrio, mordendo os meus lábios e andando para seu quarto. O chuveiro de seu banheiro é aberto e o escuto bufar. 


— Oi. 


— Ah, não. — Resmunga, fazendo-me rir. — O que... — Seus olhos descem por meu corpo e abro o boxe. — O que você quer, Gwenevere? — Fecho o vidro novamente e o olho, passando a mão por seu peitoral molhado. Seus olhos descem para os meus seios e o abraço, dando-lhe um selinho. — Não vamos foder. 


— Eu não quero transar. — Confesso, baixo. — Apenas... 


— Não vamos ter momentos de troca de carinho. 


— E por que não?  


— Porque isso cria laços afetivos além de sexo e eu não posso lidar com isso e com você. 


— Mas eu não estou pedindo que você lide comigo. Eu sei lidar comigo sozinha, não acha?  


— Eu sei o que você quer, Gwenevere e não vou cair em seus joguinhos. 


— Eu quero ter algo bom com você, não posso? Não estou jogando. 


— Algo bom comigo? 


— Está com medo de quebrar o meu coração, Bieber? Poupe-me, eu sei me cuidar. 


— Não. — Resmunga, enfiando a cabeça em baixo do chuveiro, sorrindo de lado. — Estou evitando que você quebre o meu coração.  


— Não sou tão má. 


— Eu sei. — Suas mãos tocam minha cintura e sorrio, sentindo à água cair em minha cabeça. — Por que a gente não deixa às coisas da forma que estão? 


— Porque eu gosto de fazer o que eu tenho vontade e se eu quero, eu vou. 


— Você gosta de se frustrar. 


— E o que você tem com isso? 


— Garota... — Uma risada escapa por seus lábios e o empurro de leve para a parede. — Gwenevere. 


— Eu apenas quero que você saiba que você pode contar comigo. Se você não quer me contar às suas coisas tudo bem, eu irei te respeitar, mas... Não me afaste. Eu quero estar perto de você. — Digo e toco sua barba. — Quero que saiba que podemos não apenas transar ou falar baixarias. Quero que você conte comigo. 


Seus olhos me avaliam e suspiro, deixando-o sugar meu lábio para sua boca, segurando meu rosto, puxando-me com força. Sua mão livre apalpa minha bunda com força e sorrio, enfiando a língua em sua boca.  


— Você é gostosa demais, garota, não consigo superar. 


A pipoca salgada me dá sede e Justin me entrega um copo de água, sentando-se ao meu lado com um bico emburrado. Eu sorrio e o recebo novamente deitando entre minhas pernas e apoiando a cabeça em minha barriga, abrançando minha perna que esta dobrada. Eu nego, rindo baixo e acariciando seu cabelo. 


— Eu não aguento mais essa Blair Waldorf, ela é chata pra caralho, Gwenevere. Para tudo ela morre de ciúmes de um cara que nem está fodendo com ela e comeu a melhor amiga dela e claramente gosta dela. — Comenta, bufando. — E o Nate é um bosta, meu Deus. Garota, corra atrás de alguém que te queira e deixa esse pedaço de merda... 


— Nossa, mas para quem está odiando... 


— Você está me obrigando a ver. 


— Não estou. — Afirmo, fazendo-o se mexer e me olhar. — Não está? 


— Não estou. 


— Você é uma cachorra, sabia? Fez chantagem emocional, ficou emburrada enquanto comíamos e me fez colocar a séria para poder te agradar. Você soube me manipular e... 


— E? Em nenhum momento te obriguei. 


— Você não me deu escolha e eu quis te agradar. 


— Você sabe que só vai me agradar se fizer o que eu pedi. 


— Nem morto que eu irei fazer massagem nos seus pés, Gwenevere. Sem se você sentar na minha cara a noite toda e deixar eu chupar a sua boceta. 


— Pare de falar essas baixarias para mim. — Bato em sua cabeça, fazendo-o rir. — Quero comer uma torna de limão. — Digo, fazendo-o bufar. —  O que foi? 


— Você não vai sujar a minha cozinha. — Avisa, firme. — Se segure e amanhã... 


— E se saíssemos para comprar? 


— Agora? 


— É, agora. 


— Ficou maluca? 


— Por favor.  — Faço bico. — Será rápido e... 


— Você está louca, claro que não vamos.  


— Por que? Naquele posto perto do Street In Line tem uma loja de conveniência ótima, vamos lá? — Peço o empurro pelos ombros para se levantar de cima de mim. — Por favor, agora são... Cinco horas da manhã, o Street In Line já acabou e nós podemos ir e... 


— Você está louca? Você vai me fazer ir até o Brooklyn apenas... 


— Sim, por favor. — Peço e ele nega. — Justin. 


— Não. — Afirma e se levanta. — Vamos dormir e estou cansada, eu preciso resolver algumas coisas logo após acordar e... O ano novo é amanhã, então... 


— Acho que vou ficar em casa. 


— Por que? 


— Não sei, não estou animada para ir à praia e... Você sabe, ficarei suja de areia e a água do mar vai deixar o meu cabelo duro. — Bufo e o mesmo revira os olhos. — O que foi? Não começa, você que perguntou do porque. 


— Você é realmente á Blair. 


— Você é muito implicante. — Bufo e paro na porta do quarto de hospedes. — Não esqueça de me acordar, pode ser? 


— É, pode ser.  


A gente se olha e me aproximo do mesmo, beijando seus lábios com carinho, fazendo-o fechar os olhos e passar a mão em seu cabelo, olhando-me. Eu entro no quarto e fecho a porta, deitando-me na cama e pegando meu celular. 5 mensagens de Zach. Olha só quem resolveu aparecer. 


"Ei, desculpa ter sumido, estive com a cabeça cheia por causa do meu pai" 


"Vamos nos ver hoje?" 


"Ei, acho que vou no Street In Line, bora?" 


"Gwenevere, cadê você?" 


"Ok, percebi que nem você e Justin estão aqui. Precisamos conversar sobre isso? Charles disse que você estava passando mal, estou preocupado, me mande noticias" 


— Não precisamos conversar sobre nada, Zachary. 


Coloco meu celular embaixo do travesseiro e respiro fundo, puxando a coberta para cima de meu corpo.  


— Venha. — A porta é aberta e franzo o cenho, vendo Justin me olhar. — Venha dormir comigo. 


— Ache que quisesse dormir sozinho. — Resmungo e nego, dando de ombros. — Não irei me levantar só porque você decidiu agora. Você que supere. — Rebato e viro meu rosto, fechando meus olhos. A porta é fechada e bufo. — Idiota. 


— Cachorra. — Resmunga e me viro, vendo-o se aproximar, puxando a coberta para cima, enfiando-se ao meu lado. — Vou ficar aqui com você. — Diz próximo de meu rosto. — O que foi? Você não pediu troca de carinho, então. O que é melhor do que me fazer vir dormir com você como um cachorrinho atrás arrependido? 


— Você é idiota e não me fará sorrir. 


O mesmo concorda e beija minha bochecha. 


— Na hora do café a gente sai para você comer sua torta de limão, tudo bem? 


Charles me analisa com as sobrancelhas levantas e Justin revira os olhos, levando a caneca com café para os seus lábios. Fala sério, são 10h da manhã, o que Charles faz aqui? Não é possível que seja para se sentar e tomar café com a gente. 


— Vocês estão fodendo? 


— Charles, não comece. Você não veio para a minha casa às 10h da manhã para me perguntar se estou comendo a sua irmã. 


— Vim e quero uma resposta. 


— Então vá procurar lá no meio da rua, porra, porque na minha casa você não vai me irritar e me tirar do sério com às suas merdas.  


— Vocês dois não precisam brigar. — Peço, respirando fundo. — Por que te interessa tanto?  


— Você fodeu com Ryan ontem ou Brianna estava maluca? 


— Eu te fiz uma pergunta, Charles, me responda e eu te respondo. 


— Me interessa porque me incomoda. Eu quero saber à verdade e quero saber isso é verdade ou é apenas mais alguma intriga de Brianna. 


— Não, Charles. — Justin afirma. 


— Sim, Charles, nós estamos. — Confirmo, dando de ombros. — Satisfeito? 


— Gwenevere, calada. — Justin resmunga. 


— Como é? Vocês... Por que ela, Justin, caralho? 


— Porque ele gostava de mim.  


— Gwenevere, caralho, ficou louca? 


— Você gostava dela? 


— Não. — Rebate e levanto às sobrancelhas, fazendo-o me olhar com raiva. — Sim, quando estávamos no colégio. 


— O que? Por que você nunca me disse? 


— Não sei, eu nunca falei para ninguém. 


— Qual é a porra do seu problema? 


Eu me levanto e calço meu o chinelo de Justin, sendo seguida por Charles. 


— E você vai agir como se isso não fosse nada demais. 


— Vou, porque não é nada demais e não é da sua conta. — Rebato. — Você saber vai mudar alguma coisa? Não. Eu sou a sua irmã, não sou nada de Justin e o fato de ele ter sido acolhido por nosso pais não faz com que tenhamos nenhum laço afetivo que faça o fato de transarmos ser errado, portanto, não seja a porra de uma vadia e fique na sua. Cuide da sua vida e eu cuido da minha, ou você acha que tem poder razão em algo? Você vende droga, Charles. Fique calado. 


Eu beijo o ombro de Justin e dou as costas, andando em direção ao seu quarto. 


E o meu plano de transar depois do café da manhã acabou de ser enfiado no meu cu. 


A porta da sala é fechada com força e Justin aparece em seu quarto. 


— Ficou maluca? 


— Por que? 


— Por que disse que estamos transando? 


— Não estamos? Ele não pode falar nada, Justin.  


— Você fez merda. 


— Lidarei depois. 


— Não, Gwenevere. — Afirma, puxando-me pelo braço. — Não quero que se meta em problemas por causa de mim, e eu deixei isso claro para você. 


— Está tudo bem. — Bufo, puxando meu braço de volta. — Confie em mim. 


— Merda, por isso eu sou tão filho da puta com você em certos momentos. Prefiro você emburrada do que comigo. Preciso ser forte com as minhas decisões, realmente. — Reclama, dando-me às costas. — Você me faz abaixar a guarda, me faz abrir exceções e isso não pode acontecer. 


— Não entendi, onde você quer chegar? 


— Nós vamos parar com isso. — Aponta para nós dois. — Não vamos mais nos envolver, acabou. 


— O que?  


— Você ouviu? 


— Você... Justin, você está louco? Do nada você toma essa decisão sozinho? 


— Não seja egoísta, estou fazendo isso por nós dois. 


— Não, não está. Você está fazendo isso apenas por você. 


— Pense como quiser. 


— Justin... 


— Gwenevere, não. Porra, você não pensa? Charles fará o inferno agora. Irá me encher o saco e o seu, e aí? Eu não moro mais com você para te ajudar a se defender. 


— Não preciso que você me defenda. 


— Ótimo, então será bem mais fácil de ficarmos longe um do outro. 


— Então é isso? Acabou? Não vamos mais... 


— Não. Vista sua roupa e pegue suas coisas, eu irei chamar um táxi para te levar de volta para sua casa. 


A gente se olha e eu sinto raiva de mim. 


— Não chegue perto de mim. — Mando, vendo-o respirar fundo e dar um passo à frente. — Não fale mais comigo também. 


— Não fique com raiva de mim, eu apenas... 


— Não chegue perto de mim. 


— Não adianta você ficar com raiva de... — O mesmo me puxa, virando-me para ele. — Está chorando? 


— Sim, pois estou com raiva e quando estou com raiva eu fico chorosa. 


— Pare com isso. 


— Não fale comigo  


— O que você quer que eu faça? 


— Que seja homem o suficiente para fazer o que você quer. — O empurro. — Não sou uma criança. Eu sei o que eu faço e sei me defender sozinha. Mas está tudo bem, isso me deixa claro que você não quer, e eu não irei ficar mendigando sua atenção. 


— Como assim eu não quero, Gwenevere?  


— Você já disse acabou, se lembra? Então acabou. 


— Ei — Me segura. — Me desculpa. — Me puxa, e eu nego. — Desculpa sim, vai? Eu apenas não quero problema para você, me entenda. 


— Eu sei me virar. 


— Tudo bem. — Dá de ombros. — Deixarei você resolver. 


Eu bufo e respiro fundo. 


— Vem cá. — Me puxa, me abraçando.  


— Você é um babaca. — Afirmo, baixo. Incomodada. — Me trata como se eu fosse burra, sei lá.  


— Me desculpa.  


Suas mãos seguram meu rosto e a gente se olha. Seus lábios se encostam nos meus. A gente se olha e respiro fundo, fazendo-o aprofundar o beijo. Eu seguro em sua nuca, fazendo-o descer suas mãos, puxando-me pela cintura e descendo para minha bunda. Eu mordo sua boca, fazendo-o descer seus lábios para o meu pescoço.  


— Não vamos transar. — Digo, fazendo-o bufar, tirando suas mãos debaixo de sua blusa que está em meu corpo. — Quero ir embora, então... 


— Tudo bem, troque de roupa e eu te levo. 


— Não precisa. 


— Não começa. — Esbraveja. — Porra. 


— O que foi? 


— Vai ficar fazendo essa porra de cu doce? 


— Feri o seu ego por não me rastejar para você? Supere. — Bato em seu braço e sorri. — Vou embora. — Afirmo e tiro sua blusa em sua frente, fazendo-o umedecer seu lábios. — Eu vou... 


— Tira a cueca também, vai. 


— Não. — Pego meu vestido e o visto, respirando fundo. — Peça o táxi, por favor. 


— Irei te levar. 


— Bieber... 


— E iremos comprar a sua torta de limão. 


— Não precisa. 


— Por que? Você encheu o saco... 


— Porque não quero mais. 


— E por que não? 


— Caralho, você é muito chato. 


O meu celular toca e seus passos são rápidos em irem em direção à minha cama. 


— Justin, eu não faço isso com você. 


— Ryan, sério? 


— O que? Eu não... — Ryan desliga e às mensagens de Zach aparecem. 


— Ah, Zach, claro. — Ri e o encaro séria. — Vocês vão se encontrar? 


— Me devolva? 


— Não acredito que irá me trocar por esse pedaço de merda. 


— Pare de ser ciumento. 


— Não é ciúmes, apenas... 


— Apenas? 


— Faça o que você quiser. 


— Ei. 


— Solte-me, estou falando sério. 


— E fará o que se eu não soltar? 


— Irei te comer a porra da sua boceta a manhã inteira. — Esbraveja. — É isso o que você quer? 


— Você goza em 15 minutos, baby, não se faça tanto em palavras assim. 


— Como é? 


— Vai dizer que não? Não estou criticando, eu apenas... Você gozou com o meu boquete. 


— Você está de sacanagem? 


— Eu não estou te... 


— Quer ver eu chupar a sua boceta agora e te fazer gozar em 5 minutos? 


— Meu Deus, eu não estou te criticando, apenas impliquei com o fato de você ter falado que irá me comer pela manhã inteira.  


— Eu odeio você. 


— Ei... 


— Babaca. 


— Vem cá, baby. — O puxo. — Pare com isso. 


— Não quero papo. 


— E quem disse que precisamos conversar? 







Zach sorri para mim enquanto me aproximo, beijando seu rosto e afastando-me em direção à geladeira. Seus olhos me avaliam e sorrio de lado, oferecendo-o água. 


— Você de cabelo molhado? 


— É, acabei de tomar banho. — Sorrio, dando de ombros. — Como está? 


— Bem. — Responde direto. — Olha... 


— O que você quer perguntar? Apenas pergunta o que e... Seja sincero. 


— Você está tendo algo com Justin. 


— A gente namora? — Rebato, fazendo-o rir. — Eu não te faço esse tipo de pergunta. 


— Gosto de você. 


— Claro que gosta. 


— Você está com raiva de mim ou algo assim? Eu sumi porque estive de cabeça quente, não foi algo com você.  


— Eu não disse nada. 


— Não somos crianças e você não precisou falar. 


— Não estamos tendo nada. Justin é meu amigo, temos intimidade, você sabe, ele cresceu aqui e... 


— Brianna me disse que você transou com Christian, Justin e Ryan nesses ultimos dias. 


— Claro que ela disse. — Resmungo. — E o que tem? Isso te incomodou? 


— Você transou com eles? 


— Zach... 


— Eu gosto de você. 


— E é a primeira vez que você diz isso.  


— Achei que eu não precisasse. 


— Zach... Não complique. 


— Foi por isso que você transou comigo na boate? Você já havia transado com Justin ou Christian? 


— Não vou te responder. 


— Tudo bem, não precisa. 


— Eu gosto da gente ficando, mas é só isso.  


— Tudo bem. 


— Não fique chateado. 


— Eu não estou chateado, eu apenas... — Ele para de falar e levanto às sobrancelhas. — Eu sei que os garotos fazem. 


— Não entendi. 


— Olha...  — Ele se aproxima e levanto às sobrancelhas. — Eu preciso te contar uma coisa. 


— Fale. 


— Não posso falar aqui. 


— Então... 


— Onde está o seu carro? 


— Na rua, eu acho. 


— Pegue a chave, vamos para dentro dele. 


— Zach, o que.... 


Seus passos são rápidos e franzo o cenho, pegando a chave do meu carro no porta chaves. Zach abre a porta e me encara, me fazendo abrir o carro e deixa-lo entrar. 


— Zach o que está acontecendo? Você pode... — O mesmo bufa e me encara. EU fecho a porta do carro e franzo o cenho. — Zach? 


— Meu pai é policial. — Diz de uma vez. — E ele está há anos tentando achar algo contra o seu pai. 


— Como é? Contra o meu pai? 


— É, o meu pai e outros policiais juram que o seu pai esta envolvido com algo ilegal e... 


— Zach, do que você está falando? 


— Estou falando de lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro, falsificação de bens e envolvimento com contrabando de drogas. 


— Você está louco? Do que você... 


— Olha, me desculpa. Eu realmente gosto de você e eu não quero te machucar. 


— Zach, eu não... 


O meu coração está apertado. 


— Não sei o que te falar. 


— Você não precisa em falar nada, eu apenas preciso da sua ajuda. 


— Minha ajuda? Eu não vou me envolver nisso. 


— Gwenevere, escute bem. 


— Zach, eu não vou... 


— Jeremy Bieber pode ter matado a mãe de Justin e Gregory pode ter um envolvimento proposital nisso. — O meu coração gela e pareço parar de respirar por alguns segundos. — Estão investigando Jeremy Bieber e o seu pai, e parece que os meninos... Eles estão envolvidos com drogas. Eu sei que estão.  


— Eu não sei do que está falando. 


— Avise ao Justin. — Pede. — Gregory quer passar o colégio para o nome de Charles e o seu, dividindo uma herança para vocês com um dinheiro ilegal. Se vocês receberem esse dinheiro e futuramente fazerem algo, vocês podem serem presos. — Afirma e nego. — Olha... Por favor, apenas avise ao Justin. 


— E por que você está falando isso para mim? 


— Porque eu gosto de você. 


— Zach, você sabe que isso tudo o que você me falou é algo sério e... 


— Apenas confie em mim e conte ao Justin. Seu pai está com medo, por isso ele não hesitou que Justin saísse de casa. Ele sabe que Justin está fazendo alguma merda e está esperando o momento certo para... 


Por isso ele quer que eu faça meu intercâmbio com tanto desespero? 


— Olha... 


— Vá para a sua casa. — Peço. — Depois nós conversamos. 


— Gwen... 


— Estou medo. — Confesso. — Eu não sei o que te dizer. 


— Está tudo bem, eu não vou deixar que nada aconteça com você, tudo bem?Apenas tome cuidado. Evite se meter em confusões e... 


— Evite Justin. 


— Não irei pedir isso.  


— Nem precisa. 


— Apenas evite. 


A movimentação por minha casa é grande. Ouço vozes, passos, e até risadas, mas tudo no andar de baixo. Algumas notificações chegam em meu celular e ignoro-as, pois vejo 6 mensagens de Justin acompanhadas de uma ligação perdida também sua, 9 mensagens de Jacklyn e algumas postagens no Instagram e 2 mensagens de Zach onde ele pergunta se estou bem e depois avisa se eu precisar de algo, é só falar. Lentamente fecho os meus olhos, afundando meu rosto no travesseiro, cobrindo o máximo do meu corpo após ouvir passos no corredor. 


— Gwenevere? 


Minha mãe me chama baixo e ignoro-a. 


— Ela continua dormindo, Justin. — Responde baixo e respiro fundo. — Deixe-a dormir e... 


— El está dormindo desde que horas? 


— Não sei, querido, por que? Ela não pode mais dormir? 


— Deixe-me acorda-la. 


— Não, Justin, deixe-a dormir. Por que você quer acorda-la? 


— Porque ela está dormindo o dia todo e são 22h da noite? 


— E daí? Ela vai mudar algo em sua vida? 


— Não começa. — Pede. — Não irei rebater sobre essas coisas com você. Eu quero acorda-la e eu vou acorda-la porque eu me preocupo pelo fato de ela não ter comido nada, não ter bebido um copo de água e eu poderá acordar com fome passando mal. Você como mãe... Deveria ter se preocupado também.  


Eu sinto vontade de sorrir. 


Os passos de Justin são rápidos e ele se senta em minha cama, tocando meu rosto. Meu cabelo é colocado para trás e me mexo, incomodada. 


— Acorda. 


— Saia. — Mando. — Estou dormindo. 


— Eu sei, apenas... Você não está com fome? Eu trouxe água para você beber. 


— Obrigada. 


— Abra os olhos. 


— Não quero, saia daqui. 


O mesmo franze o cenho e me encara. 


— Você não estava dormindo. 


— Ficou louco? 


— Sua voz não está de sono. 


Eu o olho e ele sorri, olhando para trás e em seguida se inclinando para baixo. Eu não retribuo seu selinho e suspiro, vendo-o me analisando. 


— O que foi? 


— Nada, pode sair? Eu quero descansar. 


— Descansar? Não, chega disso, você está na cama desde 12h. O que acha de sair comigo? 


— Não, obrigada. 


— Gwen, qual é? Amanhã é ano novo, vamos passar o dia juntos, aceite sair comigo, juro que se der 5h da manhã e você sentir vontade de comer algo, eu... 


— Não, Justin, não irei levantar. 


— O que aconteceu que você está assim? 


— Meu Deus, assim como? Querendo dormir? Querendo o meu espaço? Saia daqui e... — Meu celular vibra e Zach aparece em ligação. — Atenda. 


— Irei, pode sair? 


— Está falando sério? 


— Não, eu apenas quero que você saia. 


— Você é muito escrota. 


— Obrigada. 


— Qual foi? 


— Saia daqui. — Grito. — Merda. Mãe, tire-o daqui.  


Eu sinto meu coração apertar. 


— Eu quero dormir. 


— Você não vai me contar o que aconteceu, né? Ok. 


— Aconteceu que eu quero paz e você está tirando isso de mim. 


— Você é uma idiota. Eu só queria te ajudar. 


— Você fará isso saindo. 


— Certo. — Se levanta e ouço minha mãe. — Tudo bem, Chelsey, já estou saindo. Ela me expulsou. 


— Eu disse para deixa-la dormir. 


— É, irei começar a escutar mais você. 


— Saia. — Pelo, olhando-a. — Quero paz. 


A porta é fechada e respiro fundo. 


"Ei, Zach." 


"Estou bem, apenas quero ficar sozinha." 


"Você sabe, evitar contato" 


"E Justin veio aqui, mas o mandei embora. Acho que o deixei com raiva." 


"Para, Gwen, eu disse que você não precisava se afastar dele." 


"É, eu sei, mas acho que é melhor. Ele chegou a me falar sobre essas merdas e sobre não querer meu envolvimento e agora eu entendo. Faz todo sentido" 


Rapidamente aparece outra notificação. Justin. 


"O que foi, hein???? Estou com raiva" 


"Conversa comigo. Aconteceu algo?" 


"Não." 


"Você tinha razão, acho melhor nos afastarmos" 


"Ficou louca? Do que está falando? Você disse que não era e que não queria" 


"É, eu estava louca" 


"Gwenevere, quer que eu suba novamente?" 


"Não, apenas quero que se afaste. Você estava certo" 


"Baby, o que foi?" 


Eu sinto uma pequena vontade de chorar. 


"Quer que eu suba?" 


"Não." 


"O que foi? Por que não quer mais ficar comigo? O que fez você mudar de ideia?" 


"Eu aceitei namorar com Zach, é isto. Espero que respeite" 


"Ficou maluca, caralho? É lógico que você não fez isso. Você está mentindo, certo?" 


"Irei te bloquear se você continuar" 


"Esse cara não presta, Gwenevere, ele é duas caras" 


"E você não?" 


"É diferente e você sabe." 


"Bom, tudo bem, irei descobrir isso futuramente" 


"Eu vou quebrar a cara dele na porrada." 


"Faça isso e você nunca amais precisará falar comigo" 


"Tudo bem, mas ainda assim irei quebrar a cara dele" 


"Justin, pare com isso" 


— Pare com isso o caralho. — Diz nervoso, entrando em meu quarto. — Diz que é mentira. 


— Você ficou louco? — Sussurro. — A minha mãe está em casa. 


— E daí? 


— Saia daqui, agora mesmo. 


— Eu vou ficar com muita raiva de você, Gwenevere. 


— Ótimo. 


— Garota, não me estressa e nem... 


Pense, Gwenevere, pense. 


— Por qual motivo você começou a namorar com ele? Você nem gosta dele. Está fazendo isso porque Chelsey gostou dele? Fala sério, não seja patética. 


Pense, Gwen, pense em algo e... 


— Responda, caralho, é mentira, não é? 


— Não. E eu acho que estou grávida dele. — Digo e seu rosto muda. Suas expressões ficam sérias e sua cabeça se mexe levemente em não. — Acho que estou grávida de Zach e é isso.



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