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História Drink, Think... And Steal - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - 2. Gasoline


2. Gasolina 


Manhattan, New York City, NY, USA - Dezembro, 2014 às 15h00 PM


Point Of View Gwenevere Rae Somers


Se você se considera uma pessoa fácil de lidar, que entenda às situações com às diversas razões complicadas que acabam justificando algumas coisas, e mesmo assim, se mantém bem com tudo e não sai prejudicada com isso, então aqui estão os meus mais sinceros parabéns. Porque, sendo bem sincera... Eu não sirvo para lidar com quase nada. Tudo, de alguma forma, me afeta. E o pior de tudo, é que eu guardo tudo para mim.


Lidar com as próprias frustrações é bem mais... Complicado. Sofrer calado e engolir tudo o que te incomoda para não ter que entregar tudo o que você sente e não incomodar ninguém com os seus problemas, é sempre a primeira opção. Porque, fala sério, quem gosta de se sentir um peso na vida de alguém? 


Pois é, todos sabem a resposta dessa vez.


Por dois instantes, eu perco o foco do que eu iria fazer e encaro a porta da varanda do meu quarto aberta. Inferno. Não acredito que fui burra em não verificar a porta essa noite. E eu também não sei por qual razão a minha mãe insiste em abrir todos os dias essa maldita porta? Às vezes, eu só queria entender a razão disso. Porque se estamos no inverno, com neve caindo à todo momento lá fora e um vento horrivelmente péssimo de tão frio acompanhando, eu não vejo um motivo. Não um motivo válido.


— Gwen, você pode me ajudar, certo? Então faça isso, merda! Olha para isso, eu... Sou chamada por Jacklyn entre risadas baixas, e olho para trás, andando em direção à minha cama. Fala sério. — Certo, o que eu faço? Eu não gostei da minha roupa e agora? 


E por alguns segundos, quase deixo com que um xingamento escape por meus lábios. Santa paciência. Encaro a roupa em seu corpo, e analiso sua cintura bem marcada, enquanto seus seios acabam bem valorizados. Eu concordo, aprovando e sua cabeça se mexe em não, me repreendendo.


— Você só pode estar de sacanagem com a minha cara, né, Jacklyn? — Rebato, levantando às sobrancelhas — Estávamos no shopping até agora, Jacklyn. Passamos à manhã inteira procurando algo para você, portanto, não é possível que... Você não gostou da roupa que você demorou três horas para escolher. 


Cruzo os braços, emburrada enquanto a olho e a vejo abrir uma expressão de desdém. Inacreditável. Isso não pode ser sério. Não é possível que esteja. Amanhã é noite da ceia de Natal e hoje nós decidimos comprar alguma roupa para satisfazer o seu ego consumidor, e com isso, passamos três horas circulando em lojas à procura de algo que a deixasse satisfeita. Pelo jeito, nós falhamos. Ela, no caso e eu apenas perdi três horas da minha vida com a minha melhor amiga resmungando sobre roupas e escutando às diversas reclamações sobre seu corpo. Puta merda. Será que tem como alguma coisa ainda piorar?  


Yeah, eu não... — Seus olhos se estreitam para trás e reviro os olhos, andando em direção ao banheiro, deixando a sacola de maquiagem em cima da pia. A única parte boa disso tudo... É que, pelo menos, eu me dei algo de presenteHm... Não. — Me inclino para trás, confusa ao ouvir Jacklyn falando e reviro os olhos, vendo-a fazer charme. Amor, qual é? Pare. Jacklyn resmunga rindo, e meu irmão beija seu pescoço e resmunga algo baixo. — Sério isso, Charles? Vocês vão agora fazer isso? 


Charles concorda, animado com algo e Justin aparece na porta, entregando para Charles a chave do carro do mesmo. Eu o encaro firme e reviro os olhos, deixando os três de lado. Já me estressei muito por hoje com futilidades. Não irei deixar que mais coisas idiotas e desnecessárias me irritem mais.


— Jacklyn, dá um tempo! — Justin pede, revirando os olhos. — Nós não vamos demorar, e... — Seus olhos vão para seu relógio, e franzo o cenho. — Vocês duas vão arranjar coisas para fazer. Por que você não... Faz às unhas de Gwenevere? Aposto que ela vai amar. 


— Não entendi onde você quis chegar, mas... Não. Já fui ao salão essa semana. — Rebato, e sorrio. — Porém, em algo você tem razão, Bieber, eu e Jacklyn temos coisas para fazer! E assim... Eu ficaria muito agradecida se fôssemos logo. 


— Ouviu? — Charles pergunta para ela, e sorrio, puxando sua namorada para perto, enquanto ela tenta sair emburrada de seus braços. — 19h estamos de volta. — Afirma, e arregalo os olhos. — O que?


Os seus olhos param em mim e respiro fundo, me levantando da cama e pegando às sacolas de roupa para eu ter uma vantagem em chegar logo. Sumam de uma vez, inferno! Ninguém vai ligar se vocês dois se vocês dois vão ou não voltarem antes do jantar. Bom, Jacklyn irá, mas... Logo ela também irá superar. Roupas novas compradas, tênis novo e... Roupas para à rotina da faculdade também. Nada melhor do que ter aquelas roupas para usar na faculdade e deixar às outras roupas mais bonitas para sair, conservadas e sem... Estarem surradas.


Gwenevere — Charles me chama, e o olho pelo espelho, me abaixando em seguida para pegar a sacola de tênis. — Ligue para a mamãe. — Pede, e o encaro confusa — Ela está no supermercado, e pediu para te avisar que precisa da ajuda para...


— Você está atrasado, Charles e nem para pombo correio você serve. Bufo, e me levanto — Eu já mandei a lista de compras para ela. Sério que ela ainda não viu? Não é possível que... 


Meus passos até minha cama são rápidos para eu pegar meu celular e uma risada baixa chama a minha atenção. Justin levanta às sobrancelhas e se encara em meu espelho, arrumando o seu cabelo, descendo para seu rosto e me olhando em seguida. Eu franzo o cenho, e nego, me sentando em minha cama. 


Por que Charles e Justin não vão lá ajudar a minha mãe? Eu já tenho tanta coisa para fazer em forma de ajudar com a organização e a decoração. Por que os dois não se tocam que também podem me ajudar em algo? 


— Vá logo, Charles. — Justin manda, batendo em seu relógio em seguida. — Eu espero vocês se resolverem, apenas... Não demorem. — Pede, se sentando em minha cama. — Vou ficar aqui com a Gwen.


— Por que? — Questiono e me levanto. — Suma daqui, estou ocupada e você não faz questão de me ajudar, então... — Jacklyn sai emburrada, enquanto Charles a puxa após Justin abrir um sorriso de lado. — Para onde vocês dois vão? 


Certo, vem comigo, Jacklyn. Charles pede, a puxando pelos pés. — Vem logo, garota. — Diz com sarcasmo — Urgh! É sério que você vai me fazer beijar você aqui? — Cruza os braços e eu nego, encarando Jacklyn dar de ombros Você me odeia, é isso? 


Suma daqui, Jacklyn. — Justin resmunga, a encarando com desdém. — Porra, eu tenho compromisso e vocês dois... — Justin se cala, perdendo a paciência. — Eu vou acabar indo sozinho, é isso que você quer, Somers? 


Jacklyn se levanta quando cruzo os meus braços a encarando, e Justin revira os olhos. Charles e abraça, cheio de carinho e apego, e me enfio em meu closet, me poupando de ter que ver isso. Toda essa cena melosa vinda do meu irmão, que na maior parte do tempo é o maior babaca comigo, me faz sentir enjoo. 


Charles puxa Jack, a fazendo rir e sair. Ótimo. Tudo bem. Não sei porque ainda me surpreendo com essas atitudes. Justin reclama por Charles ainda não ter dispensado sua namorada e me encara, deixando sua carteira e a chave de seu carro em cima de minha cômoda.


— Você sempre tão amarga com a vida, Gwen. — Implica, me fazendo revirar os olhos — Por que está assim, hein? — Pergunta e se deita em minha cama — Brianna comentou com Ryan que você estava insuportável ontem à noite. — Eu o ignoro e prendo o cabelo, o olhando pelo espelho — O que aconteceu dessa vez, Gwenevere? Zach não é tão bom de cama como você esperava? 


Você não está falando sério, certo? Desde quando a minha vida pessoal é da sua conta, Justin Bieber? Dá um tempo, e suma daqui. Mando, me virando de frente para ele. Você está tão amargo assim por que não fui para a boate com vocês? Poupe-me, Bieber, e eu estava ocupada. — Rebato, o vendo sorrir de lado com sarcasmo.


— Zach não vale isso tudo, Gwenevere. Inclusive, não sei se te contaram, mas, ele estava com aquela... — Se cala, coçando sua cabeça. — Raphaella? — Sorri, me fazendo revirar os olhos. — Bom, não o julgo, ela é bonita demais.


— Ele não é o meu namorado, Justin, inferno! — Rebato, nervoso. — Vem cá, por que ele te incomoda tanto? Por que ele é melhor do que você ou por que... Ele pegou a sua ex-ficante? — Implico, e sorrio de lado. — Se valoriza, Bieber e esqueça os anos de internato. Você já está no seu segundo ano de faculdade, aproveite, e me deixe em paz. — Peço, e seus passos em minha direção me fazem respirar fundo. — Pode sair? 


Eu não ligo se ele pegou a mesma garota que eu, Gwen. — Sua mão toca meu cabelo, e me afasto. — Você sabe, eu não sou de ficar apegado em ficante. Sorri, e me afasto do mesmo, desistindo de rebater. — Apenas acho que você deveria se valorizar. 


E com um movimento rápido, o mesmo retira do bolso de sua calça um pacote de Skittles e levanto às sobrancelhas. Seus olhos me analisam, e o pacote desce para minha mão. Certo. Sorrio, e subo olhos para o seu rosto. 


— Obrigada. — Digo, saindo do closet, deixando o pacote em cima da minha cama. — Eu apenas...— Bufo, e dou de ombros — Podemos parar de ficar falando sobre Zach? Eu sei que ele não é um problema para mim. Gosto de sair com ele, é sempre... Legal.


— Legal? Vocês transam e saem para comer. Uau.


— Quem te disso isso? — Cruzo os braços e bufo. Respira fundo, Gwen. — Olha só, Bieber, você não tem que ir trabalhar não? A véspera de Natal é amanhã, portanto, hoje você ainda precisa trabalhar. E meu pai já deve ter te ligado, não? 


— Já que você está tão curiosa sobre a minha vida, vou te deixar atualizada, uh? Eu já fui resolver às minhas coisas na parte da manhã, enquanto você e a Jack estavam batendo perna no shopping. — Sorri, e se encosta na porta do closet. — Inclusive, estou pensando em abrir vagas para estágio na empresa.


Eu o encaro, curiosa em saber se isso é verdade e sorrio de lado, orgulhosa por ele e por meu irmão estarem conseguindo crescer em algo pequeno que os dois começaram há dois anos após saírem do internato e entrarem para a faculdade. 


— Gregory está dando uma força para que dê certo, não sei, estou otimista com isso. — Sorri, e concordo, gostando do que escuto. — Satisfeita por saber? — Rebate e fecho o sorriso em seu rosto, o ouvindo rir alto. 


A gente se olha e respiro fundo, o vendo pegar seu celular, parando de me perturbar. Ótimo. Eu queria poder abraçá-lo e dizer que estou orgulhosa e animada com seus planos dando certo, mas... Eu apenas fico quieta, guardando para mim os parabéns. Tudo bem. Eu abro o pacote da minha bala, e nego quando o vejo subir os olhos para mim.


— Não venha, Bieber, não te darei nenhuma bala. O pacote é todo meu e não irei dividir com você.b


— Te pedi algo? 


— Não, ignorante, não pediu e eu apenas quis deixar avisado. — Rebato, e respiro fundo. — Para onde vocês dois vão, você não me respondeu?


— Bom, nós tínhamos que nos encontrar com o Christian porque ele está com alguns problemas. — Dá de ombros, e levanto às sobrancelhas. — Brianna, é o nome do problema principal, na verdade. 


— Não acredito, Christian gosta de Brianna? Espera, mas... Ela estava com outro cara essa semana. 


— É, e esse também é um dos problemas. Christian e Brianna ficaram, mas... Sei lá, ele não queria nada sério com ela. — Afirma e semicerro os olhos, fazendo-o bufar. — E eu não sei nada sobre sentimentos de Brianna e o Christian, ok? Você e Jacklyn são duas malucas, e criaram isso na cabeça de vocês duas, portanto...


— Ah, você não sabe nada sobre sentimentos dos dois? Mas eles ficaram. — Rebato, o fazendo dar de ombros. — Um beijo significa muita coisa, Bieber, muita coisa, então...


— Um beijo significa muita coisa?Questiona, rindo com deboche. — Não concordo com isso, desde quando um beijo tem que definir às coisas? Então... Se ele não tivesse beijado a Brianna, significaria que ele não gosta dela? Fala sério. Não é um beijo que define isso, Gwen, e sim, a troca de carinho e afeto que demonstram sentimentos. Não precisa a ver um beijo ou sexo, para que alguém sinta algo por outra pessoa. 


— Não? Fala sério, Bieber, você namoraria uma garota com quem nunca ficou? Você mesmo, não faria isso. E eu acho que a troca de afeta, beijo, sexo, é algo importante. Pelo menos para mim, e eu gostaria muito de ter esse contato, para eu ter certeza de que gosto da pessoa. 


Seus olhos me avaliam, como se eu tivesse dito algo que realmente o tivesse feito parar pra pensar. Não sou obrigada a agradar todo mundo. É assim que eu penso sobre sentimentos. Para mim é importante que todo esse processo aconteça. 


— Certo, você tem razão sobre isso, em certa parte. 


— Você não precisa concordar comigo. — Sorrio, rebatendo. — Somos pessoas diferentes e tudo bem você pensar de forma diferente, Bieber. Se para você não beijar alguém e não ter certo tipo de contato com alguém não é algo que te impeça de gostar de alguém, então... Ok. Não faz mal. 


Porém, às coisas não são assim para mim.


— Porra, será que Charles vai demorar mais? — Pergunta, impaciente. — É por isso que eu detesto marcar às coisas com seu irmão. — Bufa, e me encara, respirando fundo. — Quer saber, eu vou na frente me encontrar com Christian e Charles quando acabar de comer a buceta da namorada dele, vai depois. 


Pelo amor de Deus, Justin, seja menos desagradável. — Peço, o vendo sorrir de lado. — Espere mais um pouco, ele deve... Eles já devem estar acabando. Não é possível que transar demore tanto assim. 


— O que disse? — Pergunta, confuso e abrindo um sorriso. — "Não é possível que transar demore tanto assim"? Por que você está falando como se...


Jacklyn aparece na porta do meu quarto, abrindo um sorriso largo para Charles que ainda anda pela corredor, soltando uma risada alta no corredor enquanto se aproxima da porta com seus olhos transbordando paixão. Justin revira os olhos para Charles, e sorrio arrastando os olhos para Jacklyn se aproximando de mim com um sorriso bobo nos lábios. Patética. O meu irmão não tem nada de bom, e mesmo assim, ela se apaixona por ele todos os dias. Como pode, né? Parece até mentira!


— Charles, vá de uma vez? Você é um idiota por fazer isso comigo, sabia? Diz séria para Charles, que faz um bico para ela. Eu olho para Justin e ele revira os olhos ao mesmo tempo que eu. — Da para vocês dois irem de uma vez?


— Os dois são patéticos. — Justin diz, pegando sua carteira e suas chaves. — O que acha de você escutar sua namorada? Temos coisas para fazer, Somers. Christian está flertando com umas garotas na academia, então... Precisamos ir agora mesmo.


— Coitado do Christian. — Digo, sorrindo de lado. Eu sei que ele é afim de Brianna, sou a melhor amiga dele, então... — Dou de ombros debochando, rindo de lado. — De qualquer forma, ele está dando mole se Brianna estiver saindo com outro cara.


Charles se afasta de Jacklyn após lhe dar um selinho e Justin me olha, sorrindo de lado antes de levantar o dedo do meio para Jacklyn e sair do meu quarto.


— Você e Justin brigaram? — Pergunta, me olhando. — É porque quando ele abre aquele sorriso de lado, é porque ele quer perturbar ou já perturbou. E você sabe, sou melhor amiga dele e conheço ele como ninguém. Bom, você pode conhecê-lo, mas... Ninguém precisa saber e eu continuo no topo. 


Isso me tira uma risada, e apenas concordo. 


— E pelo jeito, o Bieber já te contou sobre Brianna estar com outro cara. — Afirma e concordo, virando-nos resto da minha bala em minha boca. — Justin Bieber é tão fofoqueiro, meu Deus.


— Acontece, uh? Os dois não querem nada sério. Ela está no direito dela, você não acha? 


— Não sei, Gwen. A verdade é que Christian não sabe o que quer! Ele disse para os garotos que não queria nada com Brianna, e boom, ontem beijou ela na boate.


— Às vezes... Ele está confuso. — Digo, um pouco dividida. — Os garotos vão conversar com ele e... — Olho para relógio e sorrio, aliviada. — Brianna já deve estar chegando para ajudar na decoração. 


— Brianna te ajudando? Onde você está com a cabeça, Gwenevere? A cheiradora de pó está na casa de uma das amigas dela. — Rebate, amarga. — Essa garota é o desgosto da família. Não sei porque os garotos ainda aceitam às merdas que ela faz. 


— Não podemos virar às costas para ela. — Rebato, a ouvindo bufar ao me dar as costas. — Ela estava passando por um momento... Difícil. Não querer ficar em um lugar que você não quer ficar, é muito complicado. Entenda os motivos dela de estar tão rebelde, Jacklyn. 


— Espera, eu não acredito que você esteja defendendo-a. Gwenevere, a minha meia-irmã cheira cocaína. Pó. Você tem ideia? Que nojo! Isso não é legal e... 


— E? Acaba de falar, Jacklyn. — Peço, a ouvindo bufar mais alto — Não estou defendendo ela e muito menos normalizando a situação dela em questão do uso das drogas, mas... O que podemos fazer? Ela é maior de idade. E pensa bem, Charles e Justin fumam. Você sabe o que? Eu duvido que seja só cigarro. 


— E eu também odeio. — Rebate e se analisa no espelho. — Bom, preciso tomar um banho. Não quero saber se Brianna e Christian vão se acertar, se Charles e Justin fumam maconha... Não quero. Apenas quero que essas merdas não atrapalhem nossos futuros e muito menos os planos dos garotos.


Bom, nisso eu tenho que concordar. Christian e Brianna não é problema nosso, e se eles vão ou não se resolverem. Brianna não merece Christian e isso é fato. E apesar de Christian ser todo errado e fazer suas besteiras, eu tenho certeza que ele não apoia essas decisões de Brianna e que isso é um grande motivo pelo qual ele não se envolve com ela. 


A verdade é que mudamos. Crescemos. Aquela rotina cansativa e o cotidiano frustrante de colegial ficaram para trás. Nós não somos mais aquelas crianças que se conheceram com 12 anos de idade. Não somos mais as garotas que gostavam da adrenalina de matar aula para irmos ver os garotos na aula de natação. Não somos mais aquele grupo de amigos que sempre ficavam na escola nos finais de semanas porque viviam aprontando. Não somos mais. 


Jacklyn precisa se desapegar do frio na barriga que sentia ao receber Charles na janela do nosso quarto de madrugada. Da mesma forma que eu me desapeguei do frio na barriga que eu sentia quando Justin me convidava para ir às festas dos amigos dele com ele, porque Charles estava ocupado com Jacklyn e Ryan sempre com alguma garota, porque Brianna detestava as festas e o jeito egocêntrico de dele, e Christian sempre acabava indo para casa por conta dos seus avós que precisam dele, então... 


A minha relação com Justin sempre foi de muito... Apego. Nós sempre estivemos muito perto um do outro quando criança, e isso era o resultado de ele também morar comigo em minha casa. 


Por volta dos 14 anos, se não me engano, Justin se mudou para cá. Os meus pais também são canadenses, e por causa disso, conheceram Pattie e Jeremy, pais de Justin, no colegial. O mais bizarro, é que a minha mãe era afim de Jeremy e o meu pai era louco por Pattie, porém, por algum motivo os casais se inverteram. Eles cresceram, fizeram faculdade perto um do outro e meu pai decidiu vir embora para or Estados Unidos, casado e com muitos planos com a minha mãe. 


Meus pais nunca perderam contato com os pais de Justin e isso acabou induzindo Jeremy e Pattie a virem para o Estados Unidos, o que acabou estimulando um plano de negócios em família. Minha mãe já estava com planos de engravidar, e acabou que Pattie já estava grávida, fazendo com que Gregory, meu pai, e Jeremy tivessem o plano de abrirem um Colégio Interno.


E foi aí que tudo começou. Os planos foram surgindo, as coisas foram dando certo e Charles e Justin viraram amigos de berço. Uma amizade verdade e de nascimento. No entanto, os planos foram mudando, e Jeremy decidiu que iria voltar para o Canadá para cuidar das terras de seu pai, que já estava muito velho e precisava resolver sobre a herança. Pattie se negou. Disse que eles não precisam ir, e que ela não queria ter que voltar. Jeremy disse que ela não havia opção sobre isso, e que ela poderia escolher entre us com ele ou ficar, mas sem ele. Divorciados. Ela teria muito a perder se ficasse, Jeremy ganharia muito dinheiro e poderia investir em muitas coisas, mas... Nada disso importava. 


Pattie ficou. Começou a trabalhar, cuidou muito bem de Justin por anos, mas, infelizmente... Um acidente de carro foi fatal. Minha mãe sofreu muito com a perda de sua melhor amiga, porém, parece que ela já havia feito um juramento com Pattie de que... Elas sempre iriam cuidar dos filhos uma da outra para sempre, não importasse o que acontecesse. 


E foi com esse juramente de amigas que minha mãe disse para Jeremy que Justin poderia morar com ela. Ele estudaria no Colégio Interno comigo e com Charles e depois aos finais de semana, ele ficaria com a gente. 


E foi aqui que nós nos tornamos melhores amigos para sempre. 


De todos eles, para mim o Ryan é o único que presta. E digo isso pelo fato de ele ser sincero com o que ele quer. Se quer pegar, ele diz que quer pegar. Se está afim, ele diz que está afim. E é isto. Eu nunca o vi alimentar expectativas e sentimentos de ninguém. E isso é bom, por um lado. Sem corações quebrados. Ainda assim, de qualquer forma, eu não acho que nenhum deles seja alguém que eu me envolveria. 


Charles, óbvio, por ser meu irmão. E mesmo se não fosse, apenas por ele ser muito babaca e idiota, eu também não o faria uma opção. Justin, porque sei que ele não presta e seus objetivos não são arranjar uma namorada, então... O seu sorriso conquistador, seu papo furado para tentar levar alguma garota para o quarto, seriam motivos suficientes para partir o meu coração. E claro, seu jeito irritante, também já é um motivo suficiente para mim. Christian, por ser indeciso e que com certeza, faria alguma merda e voltaria arrependido pedindo por mais uma chance e Ryan que, com certeza, quebraria o meu coração e apenas eu sairia perdendo com seu jeito desapegado. 


Ou seja, nenhum deles tem algo que me conquiste.


— Você está tão mau humorada e estressada assim por conta de Zach ou por conta da sua menstruação? — Jacklyn pergunta confusa saindo do banheiro, e apenas nego. — Não o que? Eu te fiz duas perguntas.


— Zach? — Pergunto, revirando os olhos — Sério que você acha que eu...— A sua risada debochada me faz rir e nego, dando de ombros — Claro que não, ele não me fez nada, inclusive, me chamou para sair. De novo. 


— Vocês transaram? Pergunta com um sorriso largo nos lábios, e levanto às sobrancelhas, saindo do quarto. Você precisa parar com isso, Gwenevere. Está se guardando para o seu marido? Isso não existe! Abre essas pernas logo para Zach.


— Por que está falando disso agora? — Pergunto, descendo as escadas devagar — Só porque eu não fui para a boate ontem? Fala sério, Jacklyn, meus problemas são muito além disso. E eu não me guardo para o meu marido, idiota! Apenas estou me valorizando e não indo de acordo com a expectativa dele. Não senti vontade de transar com ele ainda.


— Gwenevere, é a segunda vez que você não vai. Os garotos já estão desconfiando que Zach irá te pedir em namoro, e sinceramente, se decida. Senti sua falta, e eu quero que você estivesse se divertindo, pelo menos, por faltar nossas saídas. 


Eu resolvo ignorar tudo o que ela fala e respiro fundo. E daí que não transei com Zach? Se ele não estiver satisfeito, que vá procurar alguém que queira transar com ele. Simples. Não ficarei com mágoas.


Rapidamente paro os meus na enorme caixa no canto da sala acompanhada de mais duas menores ao lado. Certo. Eu ainda tenho que abrir a enorme árvore de Natal que meu pai comprou com tanto carinho e todas as diversas bolinhas e mais outros enfeitas para decorar. Santo Deus. E mais uma vez me questiono do por que não convenci meu pai de comprar uma árvore de natal real, para eu colocar todas essas decorações? Mas, claro... Todo ano ainda fico com a esperança de que ele vai se tocar e irá comprar uma árvore, mesmo que ele continue apenas comprando cada vez mais decorações. 


— Bom, já que você tem tanta certeza de que Brianna não irá vir me ajudar, você irá, certo? Me ajudar? — Pergunto para Jacklyn, vendo-a concordar. — Ótimo, boa garota, 


Seus olhos se reviram e estreito os meus para a mesma. É sério que ela vai dar importância para uma situação dessas? Por que é tão importante ficar querendo que tudo seja tão perfeito ou que tudo vá de acordo com suas expectativas? Não vale a pena.


Em meus celular há algumas mensagens e sorrio, olhando Jacklyn de lado. 


— Zach me chamou para sair com ele. Hoje. — Confesso, a fazendo concordar, e levantar às sobrancelhas. — O que você acha? Vou ou não vou?


Hm... Depende. Para onde ele vai te levar? 


— Não sei, ele disse que estava um pouco ocupado com a organização da Calourada, então... Não sei. Ele me chamou para ir para o apartamento dele para decidirmos para onde podemos ir depois, e... 


Meu Deus, sim! Você vai conseguir ingressos da Calourada para nós. Urgh! Vá, Gwen e... Ele deve te levar para alguma festa, ou bar. Você sabe, ele sempre faz esse tipo de programação com você.


— Santo Deus, Jacklyn, eu não vou pedir ingressos para Zach, ok? Se ele me oferecer, eu aceito e peço para você, mas se não rolar, damos um jeito de comprar, simples. — Afirmo, e me sento na ilha da cozinha. — Dá última vez em que saímos assim, ele me levou para festa na rua, perto do Brooklyn. Não foi o caso de ontem, que ele me deu um fora e fiquei em casa emburrada e respondendo suas mensagens.


Aquela festa Street In Line do Brooklyn deu tanta confusão entre você e Justin que acho que não seria uma boa ideia você voltar à ir lá. — Comenta e dou de ombros. — Vocês dois parecem duas crianças. 


— A culpa não foi minha se fiquei dependendo financeiramente dele e o imbecil do Bieber esqueceu a carteira em casa. O que ele queria que eu fizesse? 


— Charles estava com dinheiro, Gwenevere. Você poderia ter cooperado e ficado tranquila, mas não, você quis vir embora, sozinha, fazendo seu irmão perder a paciência e Justin brigar com você. 


— Defenda os seus caras mesmo, Jacklyn. O que seria de você sem os dois, né? Patética. — Reviro os olhos e a encaro rindo. — Sério, eu não estava errada. Justin estava. Ele sempre está. Se ele não tivesse com a cabeça naquela babaca da April, as coisas teriam saído de uma forma diferente.


— Quanto ciúmes, Somers. — Implica e reviro olhos. — Você sabe o quanto os garotos gostam de ir para o Brooklyn por causa de Watson, e bom, lá tem garotas atraentes. Negras empoderadas, que se destacam por marcarem mil vezes mais presença do que às branquinhas de elite que descem de Manhattan. — Afirma, e concordo, não discordando de seu discurso. — Pare de ciúmes, uh? Você teve a sua chance de beijar o Bieber no último baile do colegial dele. 


— Você é louca, Jacklyn e isso nunca iria acontecer. — Resmungo, pegando um copo de água. — Pode até ter rolado um clima, e... — Me calo, negando. — Mas seria muito estranho para lidar depois e vê-lo sempre dentro de casa... Não iria funcionar. 


— Vai ficar me dizendo essa mentira até quando? Eu sei que você não fez isso por medo, Gwenevere. 


— Cala a boca, Jacklyn. Medo? Eu teria medo de que? Você sabe que seria estranho, ele mora comigo, meus pais tem muito carinho por ele, é como se Justin fosse um filho para eles e...


— Mas não é e todos tem consciência disso, até porque... Justin está com planos de sair daqui. — Revela e franzo o cenho. — Olha, não fala nada. — Pede, bufando baixo. — Ninguém sabe disso, nem o Charles, então... Calada. Justin está com planos de sair daqui, de alugar ou comprar um apartamento, não se decidiu ainda, e que focar em sua independência, sua empresa, às suas coisas. 


— Você está falando sério? Ele chegou a comentar comigo hoje sobre isso, e sobre sua ideia de querer contratar estagiários, mas... Será que dará certo? Que tipo de empresa ele e Charles estão investindo?


— De comunicação, basicamente, porque como eles fazem faculdade de Publicidade, eles acharam melhor investir em uma empresa onde... Uma parte será uma gráfica e a outra será de Designer. Não sei explicar, era algo assim. Porém, parece que Jeremy deu a ideia dos meninos investirem em uma transportadora de matérias para comunicação. 


Uau! Estou... Sem palavras, basicamente. Espero que dê tudo certo, e... Vou pedir um estágio. — Sorrio de lado ao pensar na ideia. — Colocar meus idiomas em trabalho, e é em uma área que gosto.


— É só você pedir para o Justin que ele arranja. Acho que você consegue algo melhor, se quiser. — Seu sorriso malicioso me faz franzir o cenho e sorrio, negando. — Duvido que você não sente mais vontade de ficar com ele, Gwen. Vocês... Não tem parentesco.


— Jacklyn? — Sorrio e levanto às sobrancelhas. — Chega disso, pode ser? Por que está tão interessada nisso? Pelo amor de Deus, não vou ficar com o Justin. Apesar de todos os nossos problemas, todas às nossas implicâncias... Eu não acho que daríamos certo hoje. E ele deve me ver como uma irmã. Nunca o vi me olhar com malícia, então...


A gente se encara firme e as palavras parecem sumir de minha boca. Pois é. Acabei ficando sem saber o que dizer. Confesso que estou um pouco chocada com a decisão de Justin de sair de casa, e acho que os meus pais não vão lidar bem com isso. Duvido que minha mãe irá lidar bem com isso. A ideia de abrir uma empresa e focar nisso não é ruim, mas... Sair de casa? 


Fale com ele — Pede, baixo — Acho que uma vaga de empresto rola para você. — Pisca e reviro os olhos. — O que foi? Apenas falei...


— Charles também saíra de casa?


— Bom, até agora ele não me falou sobre ter esse plano. Apenas o Justin me disse e... É segredo, ok?


Mexo a cabeça em concordância e me observo na janela da cozinha. Certo. A caixa de pizza sendo colocada na bancada me chama atenção e minha barriga ronca baixo, me fazendo sorrir para Jacklyn que pisca para mim antes de se virar para pegar os pratos. 




O Natal sempre foi a minha data preferida em todos os anos. É, eu sei que pode parecer um pouco clichê, porém, quem tem os pais muito presentes e uma família que comemora todos feriados e datas comemorativas, sabe do que eu estou falando. É sufocantemente bom. O meu pai é doido e ama beber uma cerveja gelada e fumar seus cigarros de palha quando está bêbado. Algo que eu acho hilário, porque ele odeia qualquer tipo de fumo. Já a minha mãe, ama beber uma caipirinha e todo ano ela implora para que Charles faça para ela. E ele faz, o que não sei se é bom, porque ela sempre acaba fazendo alguma besteira. Sempre foi assim. 


Me lembro que no ano retrasado, ela ficou tão bêbada que em certo momento estava tocando música brasileiras, onde ninguém entendia nenhuma palavra, mas deixavam o som tocar apenas por gostarem do ritmo do Samba. No final de tudo, todos estavam dentro da piscina e esperando os primeiros raios de sol darem sinal. E o pior de tudo, é que Jacklyn e minha mãe estavam nuas.  


Nessa noite, eu me lembro que dormi na rede da varanda ao lado de Justin. Ryan estava tão ansioso para começar a faculdade e Justin animado por ter passado em seu curso. Tudo andando conforme precisava e eu, estava pensando sobre o meu último baile, enquanto resquícios de saudades do último baile dos meninos ainda me perturbavam.


Eu quase beijei Justin. E ele se lembra disso, pois foi ele que desceu às mãos para minha cintura e disse em meu ouvido que eu era a garota mais bonita ali.


Obviamente, o meu coração disparou e eu quase o beijei, porém, Deus mostrou que não era para acontecer quando permitiu que a música lenta fosse trocada por uma batida agitada e os seus amigos o puxaram para pularem juntos. 


No ano passado, as coisas foram um pouco diferentes. Os garotos já estavam com uma rotina muito mais agitada na faculdade do que a minha e a de Jacklyn que ainda estávamos no colégio. O natal acabou sendo mais calmo, as coisas não saíram tanto de controle e uma certa maturidade da parte dos garotos também foi notada. Ninguém bebeu demais, ninguém ficou animado demais e isso me deixou chateada, por um lado., porque... A minha mãe não estava bêbada, e ela queria muito pular na piscina pelada e esperar pelo nascer do sol.


Eu fiquei com pena. Todos calmos demais, meu pai quieto com os meninos, e até mesmo Christian estava presente dessa vez. No entanto, quando vi os olhos da minha mãe se fechando de sono, algo dentro de mim despertou uma ideia. E boom. 


Eu tive que ficar bêbada com ela. 


Ryan me regulava com a cerveja dizendo que eu iria passar muito mal e que no outro dia eu sentiria uma ressaca muito forte que me derrubaria. E eu apenas dei de ombros, dizendo que sabia me cuidar. Bom, errei. No outro dia eu estava de frente para a privada, com alguém segurando meu cabelo enquanto soltava resmungos de repreensão. E esse alguém todos nós sabemos quem era. Justin sempre me xingava, mas não deixava de cuidar. 


Eu sorrio ao lembrar e solto o meu cabelo, gostando do que vejo. Tudo bem. Em pé, eu analiso meu vestido e entorto a boca quando percebo que não gosto muito do que vejo, mas tenho consciência que era a melhor opção. Beleza. Não há muito o que fazer agora. Eu pego meu celular, observando às mensagens no grupo com os meninos avisando que estão prontos, enquanto Jacklyn afirma com todas as letras que está apenas me esperando. 


Eu reviro os olhos ao ler e bufo. A porta do meu quarto é aberta e me viro de costas, esperando o zíper ser levantado. Eu agradeço e em afasto, me virando de frente, pedindo por uma opinião. 


— E então, Bieber? — Questiono, o vendo levantar às sobrancelhas. — Jacklyn disse que era esse tipo de roupa que... 


— Você está bonita, Somers, não se preocupe. — Afirma, e concordo, andando em sua direção e ajeitando os botões de sua blusa. — Não, Gwenevere, não é para fechar os botões. — Resmunga e nego, fechando todos os botões. — Você sabe que depois irei abri-los, não sabe? 


— Para, Bieber, você fica mais bonito assim. — Afirmo e sorrio, me afastando. — Deixe-os assim. — Peço e o olho, vendo-o revirar os olhos. — E estamos indo para algo sério, portanto, não faça feio. 


— Cara, quem marca um jantar de confraternização antes da véspera de Natal? — Questiona e concordo, rindo por também não achar sentido. — Esses caras são muito chatos. Gregory só está indo para não ser mal falado, sabe disso, uh?  


— E por ser o dono, uh? Justin, concordo com você em não ter sentido de ser hoje, mas... É melhor. 


A gente se olha pelo espelho e sorrio de lado, colocando meus anéis e parando para escolher um perfume.


— Esse — Estica seu braço, para pegar o frasco e com a mão livre toca minha cintura. — Comprei com tanto carinho para você na França, e acho que a ocasião pede por ele. — Suas palavras me deixam arrepiada por eu sentir sua respiração bater contra minha nuca e concordo, pegando o frasco.


Seu corpo se afasta do meu e respiro fundo, borrifando o perfume em mim, não me virando para trás por saber que terei que encara-lo. Respire fundo, Gwenevere. Vai dar tudo certo. Mantenha a...


— Pare com isso, Justin, por favor. — Peço, baixo, o olhando pelo espelho. — O que você quer? 


— Eu vou embora de casa. — Diz baixo, se afastando e se encostando na outra parte do meu closet. — Não acho que eu precise continuar aqui, concorda comigo?


— Se eu concordo? Por que eu falaria isso? Apenas você sabe o que é melhor para você. 


— É — Sorri, me analisando, e tirando meu cabelo de dentro da argola do meu brinco. — Você está bonita.


A gente se encara e concordo, o fazendo se afastar. As vozes dos meus pais me fazem olhar a porta e Justin se olha mais uma vez no espelho, saindo em seguida do meu closet. Minha mãe aparece na porta do meu quarto e sorri, fazendo Justin assobiar para ela, que sorri sem graça e o pede pra parar com isso.


Gwen, você está tão... Espera, você vai de tênis? — Questiona, e concordo, a fazendo negar. — Pegue um salto, Gwenevere. Você não vai sair com um vestido desses calçando um...


Justin a impede de se abaixar, e bufo, vendo-a olhando para Justin com repreensão. Ele nega, e sorri, a fazendo revirar os olhos e me olhar. 


— Deixe-a ir da forma que quiser, Chelsey. — Diz, e minha mãe nega emburrada. — Vai mudar algo se ela estiver de salto? Quem tem que fazer bonito é você e Gregory, não ela. Deixe-a e...


Eu subo no salto e jogo os tênis para dentro do closet. Justin me encara, descendo os olhos por minhas pernas rapidamente e bufo, pegando minha bolsa e saindo do quarto, ouvindo o meu nome na boca de minha mãe.


— Já estou da forma que você, Chelsey, podemos ir? 


— Gwen, não fale assim com a sua mãe. — Meu pai pede, parecendo fora de seu quarto. — Eu sei que esses eventos não são lugares que vocês gostam de ir, mas... Eu preciso de vocês. Mantenha à calma, tudo bem? 


— O grande problema, Gregory é que ela queria ir de tênis, dá para acreditar? A escolha de vestido é de uma marca caríssima e ela inventa de ir de tênis? 


— Deixa-a ir da forma que quiser, Chelsey, pelo amor de Deus! Ela é uma garota de 19 anos, qual o problema? Vocês arranjam confusão por...


Eu dou às costas, decidida que se eu ficar por mais um segundo às chances de eu acabar discutindo com minha mão... Irão aumentar, e eu não quero isso. Rapidamente ando em direção à cozinha e me olho no reflexo da janela, sorrindo de lado. Pelo menos, o salto me deixou mais bonita. 


— O que acha de se acalmar e vir comigo? — Justin diz baixo, aparecendo na cozinha com um chiclete em mãos. — Eles irão demorar, e não acho que você queira ir no mesmo carro que sua mãe. 


Yeah, pode ser. Você me deixa na casa de Jacklyn?


— Para que? Ela irá com Charles daqui a pouco. — Diz baixo, e abro à porta, o vendo vir logo atrás. — Vai comigo. — Seu tom me faz encara-ló e respiro fundo, concordando. — Acho que não vou demorar, devo inventar alguma desculpa e vir para casa. Se quiser, é só colar comigo e você vem embora comigo.


— Não posso fazer isso, Bieber. Ele precisa de apoio. Você sabe o quanto meu pai luta para deixar claro que o colégio da certo, e ter a gente lá... É necessário. 


— É, pode ser. — Da de ombros e abre seu carro. — Consegue subir? — Pergunta e concordo, revirando os olhos, vendo-o sorrir e ir em direção à porta do motorista. Com rapidez me forço para subir em seu Jeep alto demais e franzo o cenho quando o vejo jogar algo para o banco traseiro. — Hm... É, tem muita coisa jogada. 


Um sorriso se abre em meu rosto sem que eu quisesse, e seus olhos me avaliam por alguns instantes, desviando-os e fechando a porta. Um sorriso está em seu rosto e reviro os olhos, ligando o rádio e virando o rosto para trás. Um sutiã. Claro. 


Hm... Justin, você higieniza os bancos do seu carro? — Pergunto curiosa, o vendo revirar os olhos e me ignorar. — Não acredito que você transou com alguém aqui e foi incapaz de limpar.


— Você acha que eu fiz o que nos bancos? — Levanta às sobrancelhas e nego. — A garota ficou no meu colo, Gwen, relaxe, não precisa se preocupar.


— April?


Não é da sua conta. 


Garoto idiota! Eu respiro fundo, contando mentalmente até 10 para que eu não o mande ir para a puta que pariu e fecho os olhos, ficando calada. Tudo o que eu queria era que...


— Acho uma boa ideia você ir embora. — Comento, o fazendo concordar. — Seria ótimo te manter longe de mim. — Resmungo, e encaro a janela. — Seria um sonho para mim, portanto, acho ótimo você sair.


— Você parece uma criança agindo como se tudo fosse sobre você! Sabia que lidar com você é como uma consequência? — Pergunta, estressado e reviro os olhos — Qual é a sua, Gwenevere? 


— Justin, dá um tempo. Por que você se importa tanto com isso? — Rebato e cruzo os braços — Me deixe em paz. Vá embora. Se mude para o seu apartamento, leve a sua garota do Brooklyn para morar com você e suma da minha vida. Seria ótimo.


Espera, você está com raiva de mim? O que foi que te fiz, Gwenevere? — Pergunta, aparentemente confuso. — É por causa de April? Não, não é, você não tem motivos para isso e... O que eu te fiz, uh? Me responda, Gwenevere.


— Fique calado, Bieber. Não quero ficar com dor de cabeça antes de chegar no compromisso. 


— Responda a minha pergunta. — Insiste.O que está acontecendo com você? Eu te fiz algo? 


Estou menstruada, Justin, apenas isso. Não quero conversar, e espero que você entenda e que me deixe em paz. Chega disso, ok? Você não me fez nada, óbvio, e estou bem. Respiro fundo, e arrasto os olhos para o visor do meu celular. — Estamos chegando? 


— Eu apenas quero saber se eu fiz algo para você, Gwen. Parece que você está com raiva de mim e eu não gosto disso. Insiste — Não éramos assim. Éramos mais amigos, você está mais aberta e... Foi por que vim para a faculdade? Não éramos tão distantes. 


É lógico que eu não estou com raiva de você por causa da sua vinda para a faculdade, Justin, por favor, né? Isso era algo inevitável, e claro que eu não estaria chateada com você por causa disso. 


— Então... Conta, Gwenevere, por qual motivo é?


Não há motivos, e eu já disse. 


— Me lembro que você era mais sincera comigo.


— É, e isso acontecia quando tinha... 14 anos? — Sorrio, e reviro os olhos. — Eu cresci, Bieber. Aceita.


Como é? Que papo é esse, Gwenevere?


A gente se olha e eu sinto o meu coração acelerar. Por que agora parece tão difícil? A música tocando, o vento batendo em meu rosto... Eu me distraio e encaro a rua. 


— Conversa comigo — Pede, implorando. — Eu te magoei? 


Não sei, na verdade. Acho que não, por mais que pareça que sim. Digo, de uma vez — Você foi embora, certo? — Afirmo, o vendo concordar. — A sua rotina mudou, você estava focado nas saídas com seus amigos da faculdade, você e Charles estavam ocupados com o novo cotidiano, planos para a empresa... Eu entendo. 


— Espera, você acha que eu te... Abandonei? 


— Não, claro que não, até porque você mora na mesma casa que eu, né? Mas... Deixamos de ser como éramos antes.


— Quando?


Há muito tempo, Justin. Todas as vezes que eu chegava, você não estava em casa e quando chegava pouco notava que eu estava com saudades após uma semana sem te ver. A nossa relação de melhores amigos... Acabou. E você me pedir que eu te trate como antes... Não existe. 


Seus olhos me analisam e engulo o nó que se forma em minha garganta. A sensação é de como se eu estivesse engolido pregos. 


— E sabe o pior? Eu ainda tentei porque achei que às coisas estivessem estranhas entre nós por causa do que aconteceu no seu baile. A gente se olha, e meu coração acelera. — Achei que você estava tentando se distanciar de mim e...


— Claro que não, Gwenevere, eu nunca faria isso. Eu achei, na verdade, que você precisava de um tempo. 


— Me lembro que eu te mandei uma mensagem dizendo que eu estava voltando para casa porque eu estava passando mal. — Sorrio, e respiro fundo. — E a única coisa que você mandou foi uma mensagem perguntando o que eu tinha e depois você sumiu. 


Com certeza o meu celular havia acabado a bateria, eu não faria isso com você, Gwen e...


— E então você apareceu quase 2h da manhã, bêbado e dizendo que estava tendo uma das melhores noites da sua vida e que a festa acabou foi uma grande pena. — Eu sinto uma dor no peito, e umedeço os meus lábios, mantenho a postura. — Depois disso eu superei. Aceitei a sua ausência, a sua nova rotina e esperei o tempo passar, e boom, você chegou atrasado no meu último baile da escola, inventou várias desculpas e... Dois anos se passaram, eu não sou mais apegada a você e tudo melhorou. 


Eu perdi a hora aquele dia, e você sabe disso. Passei mal na noite anterior, acabei dormindo mais do que eu queria e... Você guarda mágoas de mim?


— Não, Justin, não guardo mágoas. Você pediu que eu fosse sincera e estou sendo sincera com você. 


O meu celular toca e ele nega, me fazendo revirar os olhos e atender. 


Ei, Jack. — Digo baixo, e a escuto rir. — Já saiu de casa? Pelo amor de Deus, diz que sim! — Justin bufa alto, me encarando. — Acho que estamos chegando, ok?


— Estamos? Charles acabou de ligar para os seus pais e eles continuam em casa, como que...


— Justin. — Digo e o mesmo me encara, achando que eu o chamei. — Eu estou indo com o Justin. 


Sério? 


— Menos, Jacklyn, agilize! — Peço, e a escuto rir. — Onde vocês estão? 


— Abastecendo o carro, ok? E relaxa, por favor. Já estamos chegando, acalme o seu o coração quebrado.


Finalizo a chamada e respiro fundo.  


— Gwenevere — Justin me chama, e peço por espaço quando o mesmo aproxima a mão da minha perna. — Me desculpa, pode ser? Eu não quis te magoar. Você sabe que não! Eu nunca quis, na verdade. E sempre evitei ao máximo fazer qualquer merda que...


— Está tudo bem, como eu disse... Eu superei.


— Yeah, tudo bem. Você me superou! Beleza, e isso significa o que? Que eu acabei com tudo? Que eu ferrei tudo com você? — Seu tom de voz se altera e levanto às sobrancelhas. — Quer...


O mesmo joga o carro em direção ao acostamento e franzo o cenho, confusa com sua atitude precipitada e de repente. Por que nós... Sua mão retira seu cinto e em seguida o meu, me fazendo abrir a boca para protestar. 


— Nós estamos atrasados, Bieber e eu...


Sua mão segura em meu rosto e levanto às sobrancelhas com sua boca vindo em direção à minha. O que? Eu o afasto, o fazendo nega e se aproximar novamente de mim, voltando a beijar a minha boca. Eu respiro fundo sentindo os seus lábios nos meus, e suspiro, sentindo os seus lábios tentarem intensificar o beijo.


— Por que está fazendo isso? — Pergunto, baixo. — Você não fez isso há dois anos, por que fez isso...


Seus olhos me encaram e seus lábios se encostam nos meus novamente. 


Sei la, fiquei com vontade. — Dá de ombro, indiferente. — Não gostou? 


Seu sorriso convencido e seu deboche me fazem bufar e nego, frustrada comigo por ter sido tão boba. 


— Nunca mais volte a fazer isso. — Afirmo, o fazendo sorrir. — Não volte à me beijar.


Nunca mais é muito forte, você não acha? Posso prometer por hoje? — Questiona com deboche e reviro os olhos. — Não finja que você não queria isso. Você queria tanto quanto eu, Gwen. Admita. 




Os garçons servem taças de Champanhe para todos os gostos, assim como à variedade de vinhos que agrada à vontade de cada um. Eu só queria poder ir embora. A música baixa que toca nos fundos me causa sono, e Jacklyn levanta às sobrancelhas quando recuso mais uma taça de champanhe. 


— Abra um sorriso, Gwen. — Manda, e bufo baixo. — O que foi, hein? Você não está bebendo, não está comendo, não abriu um sorriso que não fosse forçado... O que foi? — Levanta às sobrancelhas, e respira baixo. — Quer conversar comigo? 


Charles me encara, confuso com meu silêncio, e respiro fundo o vendo virar o rosto para meu pai. Justin me olha e puxo Jacklyn pela mão em direção ao banheiro. E se contasse o que aconteceu? Jacklyn é a melhor amiga de Justin, e ela sabe exatamente o que eu senti durante esse tempo, da mesma forma, que ela jura que Justin também se sentiu culpado. 


— Meu Deus, o que foi que aconteceu, Gwenevere? 


— Estou nervosa. — Confesso. — Estou... 


O visor do meu celular acende e umedeço os lábios.


"Se você quer fingir que nada aconteceu, então não conte para Jacklyn."


Aperto os meus olhos e respiro fundo. 


— E por qual motivo você está nervosa? Aconteceu algo dentro do carro com o Justin?


— Não — respondo rápido. — Não aconteceu nada, apenas... Eu acho que vou menstruar e não trouxe absorvente. — Minto, fazendo-a arregalar os olhos. — É só isso. Só que se eu falar isso para a minha mãe, ela irá encher o saco dizendo que isso é desculpa minha para eu acabar indo embora daqui.


— Tudo bem, olha... Eu tenho absorvente no carro de seu irmão, ok? Vou lá pegar, e volto logo. — Aponta e concordo. — Fique aqui. — Pede e concordo, sorrindo de lado. Seus passos são rápidos em direção ao salão de festas e respiro fundo, fechando os olhos e me encostando na parede.


"Você está passando mal?"


Decido ignorar a mensagem de Justin e bufo alto.


Fiz merda em beija-lo. Por que eu não me afastei? Bom, que me afastei de primeira, mas... Por que não me afastei depois de novo? Eu sou uma idiota! Meu Deus, fala sério, só cometo...


— Custa você olhar às suas mensagens? — A voz conhecida por mim me faz fechar os olhos. — O que é que você tem? — Questiona e me afasto. — Não posso nem tocar mais em você? Quanta infantilidade da sua parte, Gwenevere Somers.


— Estou com cólica, Bieber, nada demais. Jacklyn já foi buscar o remédio dela e absorvente para mim. 


— Você não trouxe remédio para você tomar? 


— Se Jacklyn foi buscar o dela, é um pouco óbvio que eu não trouxe, não acha? 


— Pare com isso, Justin, por favor. Apenas volte, pode ser? Fique com os garotos, e eu...


— Quer que eu te leve para casa? — Seus olhos ficam fixos nos meus e sua mão toca minha cintura de leve. — Eu vou falar com o seu pai e te levo para casa. 


— Sozinha com você? — Franzo o cenho e suas sobrancelhas se levantam confusas. — Não, eu... — Me afasto e vejo Jacklyn vindo em minha direção. — Eu vou trocar e já volto. — Digo e Justin bufa me olhando. — Desculpa.


Sua cabeça se mexe em sim e Jacklyn o chama, o puxando pela mão para ir até Charles. Eu respiro fundo. E entro no banheiro, e olho no espelho. Ok. Está tudo bem. Não é o fim do mundo e ninguém precisa saber. E nem vai. O meu celular vibrando me chama atenção e bufo, procurando pela mensagem de Justin. Não é ele. Zach.


"Ei, minha gata. E aí? Vai rolar Street In Line hoje comigo ou vai ficar no jantar careta do seu pai pelo resto da noite?"


Eu abro um sorriso. 


"Ei, Zach, nem me fale sobre esse jantar. E esse convite foi tentador, mas não posso sair daqui."


"Por que você vem com seu irmão? Christian disse no grupo da faculdade que irá marcar com os caras dele, e os caras dele são??"


"Você está falando sério?"


"Pergunte ao seu melhor amigo."


"Posso te esperar?"


"Não sei, farei suspense."


"Estou morrendo de saudades"


"Tentador............. Vou tentar ir"


Os meus pés me levam com rapidez para fora do banheiro e sorrio olhando para Jacklyn. Ela sorri para Charles, e beija o bico emburrado dele, o fazendo sorrir e concordar, acariciando o rosto dela em seguida. Confesso que gosto de como Charles é com Jacklyn. Carinhoso, paciente, atencioso... Um bom namorado, da forma que ela merece


Pode ir tirando essa ideia da sua cabeça, Jacklyn. Você não pode entrar em boates e estou sem grana para pagar um preço alto para o segurança. — Charles diz baixo, acariciando suas bochechas. — Se você quiser, já sabe para onde podemos ir.


— Street In Line? — Pergunto ao me aproximar e Jacklyn concorda, sorrindo abertamente. — Eu topo. — Sorrio e Justin franze o cenho. — O que foi agora? Pode deixar que estou com dinheiro. Para mim. 


Você não está passando mal? Com cólica? 


A gente se encara e Charles ri, franzindo o cenho para Justin.


— Vou me encontrar com Zach. — Rebato, sorrindo.


Claro que seria por isso. — Debocha e se aproxima.


— Qual foi, cara? — Charles o afasta, sorrindo. — Deixe-a quebrar a cara com aquele babaca. Deixe-a. Vamos sair daqui às 2h, ok? Fica na sua, é melhor. 


— Zach te mandou mensagem? — Jacklyn pergunta risonha e concordo. — Você vai dormir na casa dele?


Urgh! Isso importa, Jacklyn? Não sei nem se vou.


— Ei, gata — Justin diz alto, chamando atenção dos meus olhos para quando ele sai com o celular na orelha. — Vai para o Street...


"Vai dormir comigo?"


"Diz que sim, vai? Estou morrendo de saudades, Somers, facilita aí para mim" 


Eu mordo os meus lábios e sorrio. 


"Com certeza, Zach. Estarei aí mais tarde" 


Já está tudo certo com a minha gata. — Justin diz animado, e Charles bate a mão na dele. — Todos de casal hoje, uh? Que sorte. — Seu ombro bate contra o meu, e sorrio de lado, colocando o pé em frente ao seu, o fazendo tropeçar. 


Minhas mãos o seguram com pressa e suas mãos param em minha cintura. O meu sorriso some e os seus olhos me analisam. Charles franze o cenho, coçando sua garganta e Jacklyn revira os olhos, obrigando-o abraçar sua cintura e beijar seus lábios.


— É assim que você quer eu que fiquei longe de você? — Pergunta, me fazendo encarar sua boca.


— Foi apenas um brincadeira, Bieber, não seja emocionado


— Então me solta, Gwen. — Pede, sorrindo. — Linda.


Eu me afasto e pego a primeira taça de champanhe que vejo. Viro tudo em um gole e pego outra. Jacklyn levanta às sobrancelhas e nego, dando às costas, enquanto Justin se vira de frente para Charles.


Filho da puta.  


[...]


O carro de som deixa tudo mais confortável, e mesmo que eu não esteja vestida apropriadamente para estar aqui, os olhos do cara em minha frente me fazem sorrir, e gosto da sua aproximação.


— Como uma princesa. — Sussurra e encosta os lábios nos meus. — E esse cheiro... — Recebo uma mordida de leve, e sorrio, segurando em seu nuca. — Achei que não fosse vir, como foi lá? 


Seus dedos se entrelaçam nos meus e olho para trás, vendo Charles e Jacklyn encostados no carro de Watson. Eu paro de andar e sorrio, apontando para trás. Zach revira os olhos e concorda, levantando as mãos e chamando os seus amigos para virem.


— Foi legal, eu acho. — Dou de ombros, rindo. — Mas... Eu não via a hora de ir embora. Foi cansativo. Muito. E... — Subo os braços para seus ombros e o abraço. — Eu não via a hora de vir ficar com você.


— É? — Seus braços me abraçam e sorrio, gostando de suas mãos próximas de minha bunda, mas não literalmente. — Você me deixa louco, sabia? — Pergunta em meus lábios. — O que acha de sair daqui? — Propõe e concordo, acariciando em seu cabelo. — Então vamos de uma vez.


— Preciso apenas avisar ao meu irmão, tudo bem? — Digo e o beijo, me afastando em seguida. Jacklyn dança para Charles, o fazendo morder os lábios e segurar a cintura de sua namorada, enquanto ela rebola lentamente para ele. — Vou dormir com Zach, tudo bem? — Digo e Charles concorda, mantendo os olhos em Jacklyn. — Ouviu, Charles? 


— Faz o que você quiser da sua vida, Gwenevere. Vá. — Manda e concordo, vendo Jacklyn piscar para mim e fazer um sinal com as mãos para que eu vá. — Porra, Jack, não me maltrata assim. 


Eu sorrio de lado e suspiro, me virando e batendo meu corpo contra o de... Justin, claro. 


— Onde vai? — Pergunta firme e reviro os olhos. — Acabamos de chegar e você já.... 


— Para casa do Zach, e sim, já estou indo. Você sabe que eu só vim para encontrá-lo, então... Eu já o encontrei. — Pisco e abro um botão de sua camisa. — Divirta-se, ok? Nos vemos amanhã.


— Gwen... Espere. — Pede, me segurando. — Não faça isso. — Afirma e franzo o cenho. — Não durma com esse cara, ele não vale nada.


Do que você está falando? 


— Estou falando de foder. Esse cara só quer te foder, portanto, não caia no papo dele. Ele só quer isso, e ele está pagando de apaixonado apenas porque vocês dois ainda não dormiram juntos. 


— Por que você não cuida da sua vida? Eu já dormi com ele, Bieber. Não fale coisas que você não sabe.


— Eu sei que você está mentindo.


— Não se iluda com isso. Estou te falando a verdade.


Tudo bem, então faça o que você quiser. Falei isso apenas por gostar de você e sempre querer o seu bem. Sempre. Mas você já é grande o suficiente e sabe se cuidar, não é mesmo?


Zach se aproxima, olhando para Justin com desdém. Os dois trocam olhares e respiro fundo, segurando a mão de Zach e saindo. Justin me olha, e em seguida mexe a cabeça em negação, andando em direção à algum lugar. 


— Esse cara é muito chato, Gwen. Ele fica no meu pé a porra do tempo todo e sempre faz questão de arranjar alguma briga. Babaca. — Afirma e bufo, o repreendendo. — Ele é afim de você, não é?


Pelo amor de adeus, Zach, chega? — Pergunto sério, e respiro fundo. — Isso importa? Deixe-o para lá. Você também da motivos para ele, então... Chega.


— Não, chega não, Gwen. Me conta aí, qual é desse cara? 


Meu Deus do céu.


— É sério que você quer discutir comigo aqui? 


— Por que não? Está com vergonha? Achei que tivéssemos uma parada séria entre nós.


— Zach, pare. — Me aproximo do mesmo e enfio os dedos em seu cabelo. — É claro que temos, mas... Você quer discutir no meio da rua? — Pergunto, baixo. — Vamos conversar...


— Gwenevere, não. Me responde. Qual é desse cara com você?


— Deve ser ciúmes, Zach. Você sabe que a gente mora juntos há anos, ele é meu amigo, temos um carinho muito grande um pelo outro e ele...


— Só isso? 


— Claro que é só isso, Zach. Por favor! Pare com isso, pode ser? Vamos embora, vamos ficar juntinhos em outro lugar e... Eu estava com saudades de você. — O abraço, e passo a mão em seu rosto. — Vamos? 




O cheiro de comida sendo temperada me faz fechar os olhos e saio do banheiro com lentidão, vendo Zach lavando às coisas que sujou após cozinhar. O cheiro de alho frito com cebolas é o cheiro mais gostoso do mundo, e não há quem fale o contrário.


— Ei — Digo beijo suas costas e seus olhos descem por meu corpo. — Obrigada por ter separado uma blusa e a deixado no banheiro. — Sorrio e ando em direção à área de serviço. — Lá fora vai começar a nevar e...


— Você não irá passar frio, princesa. Vou te esquentar, e você pode levar qualquer moletom no armário, sabe disso, não sabe? — Sorri e concordo, o vendo respirar fundo. — Estou morto de cansaço. 


— É, imagino. Você ajudou seu pai na oficina hoje, uh? Como estão às coisas por lá? 


— Complicadas, mas... Boas. Tudo vai se acertar com o tempo. — Suas mãos me puxam e acaricio seu rosto. — Quer jantar comigo? — Pergunta e nego, lhe dando um selinho. — Estou morrendo de fome. 


Hm... Não, pode comer à vontade, eu comi demais no jantar e... Apenas quero deitar e dormir. 


— Faremos isso, pode deixar. Se você quiser, podemos ver um filme também. Não garanto que irei assistir, mas... — Suas mãos me puxam para seu colo, e concordo, sorrindo sem graça. — Você é muito gata, garota, o que você faz com um cara como eu? 


— Com um cara como você? 


Seus lábios voltam a se encostarem nos meus e suspiro, acariciando sua nuca e intensificando o beijo. Suas mãos sobem por minhas pernas, e respiro fundo, aceitando os seus lábios descendo por meu pescoço, enquanto suas mãos entram por baixo de sua blusa em meu corpo. 


Hm... Acho melhor eu comer logo para irmos dormir, não? 


Eu franzo o cenho e sorrio, confusa.


Por que fez isso? — Pergunto, o encarando. — Por que você parou? 


— Nada, eu apenas...


— Você não quer transar comigo? 


— Gwenevere, não começa.


— O que foi, Zach? — Me levanto de seu colo e cruzo os braços. — Você está com outra garota, é isso?


— O que? Não, não é isso, Gwenevere, é que... Eu sei que você é virgem, beleza? E eu não acho que hoje seja bom dia para acontecer algo. Estou cansado, com sono, e... Não será legal, não será bom. 


Que absurdo! Por que está falando que sou virgem? Eu não sou, Zach. Eu já... Dormi com outros caras, ok? Sua decisão foi muito precipitada.


— Você já dormiu com outros caras? — Sorri e cruza os braços. — Para de show, ok? Não tem problema 

você ser virgem, Gwen. Eu gosto de você da mesma forma e adoro dar uns amassos em você. 


Eu dou às costas, emburrada com sua decisão e me deito em sua cama. Fala sério. Como ele sabe disso?

Os passos em direção O quarto me fazem revirar os olhos e Zach sorri, se aproximando da cama. Eu bufo e suas mãos abrem minhas pernas, lhe dando espaço para se deitar entre elas e encostas às costas em meus seios, enquanto o mesmo seguro seu prato.


— Não fica emburrada comigo, podemos passar uma noite juntos semana que vem, o que acha? No ano novo? — Seus olhos me analisam e me mantenho olhando para a televisão. — A gente passa a virada juntos, com você nos meus braços...


Eu sorrio com o beijo em meu queixo e o olho.


— E então? 


— Vou pensar.


Hm... Você é uma garota difícil, claro.


Meu coração acelera e desvio para meu celular no criado mudo ao meu lado. Jacklyn, Justin e meu pai. Eu o tiro do carregador e abro às mensagens ao meu lado, sem que Zach consiga enxergar o visor. Primeiro abro às mensagens de Jacklyn, e franzo o cenho. 


"Espero que um dia você possa abrir as pernas de uma vez e aproveitar o melhor da vida que é transar com muito tesão" 


"Deixei o seu irmão louco e transamos em uma rua vazia. Aí, e a cada dia que se passa, eu fico mais apaixonada por seu irmão" 


Eu reviro os olhos e sorrio de lado, abrindo a conversa de meu pai que há apenas uma mensagem.


"Onde você está? Justin chegou em casa irritado e dizendo que não sabia onde você estava, e Charles disse que você foi para cada de seu namorado. Que namorado? Espero por sua resposta, Gwenevere."


Filho da puta. Justin Bieber é um filho da puta. Eu abro minha conversa com ele e bufo baixo, fazendo Zach rir e acariciar minha perna. 


"Espero que se arrependa de perder a virgindade com esse cara pelo resto de sua vida. Inclusive, lide com o seu pai, eu não sou sua babá" 


"Você é tão ordinário! Por que fez isso? E depois você ainda quer que eu te trate como se fôssemos melhores amigos. Vai se foder, Bieber, aproveite e vá embora de uma vez"


"Tudo bem, se é o que você quer" 


Eu encaro por alguns às mensagens e peço que Zach se levanta. Seus olhos me avaliam e ando em direção ao banheiro, respirando fundo. Inferno de garoto. Levo o celular para minha orelha e mordo meus lábios, abrindo a torneira rapidamente. 


— Não faça nenhuma besteira, por favor. Apenas... 


— Então venha dormir comigo. — Pede, afobado. — Venha ficar comigo e eu não faço nenhuma mala.


— Justin... Pare com isso, por favor! Por que você quer tornar as coisas tão difíceis? Você se diverte com isso? Pare com isso, porra! Isso é algum tipo de aposta que você com seus amigos ou...


— Certo, Gwnevere, se você me quer tão longe de você dessa forma, então por qual razão você me ligou? — Pergunta e ri. — Se divirta com o seu cara.


Eu reviro os olhos e bufo, o vendo desligar a ligação. 


— Gwen? — Zach bate na porta do banheiro e fecho a torneira, respirando fundo e abrindo a porta. — Está tudo bem?  


Hm... É, está, eu... Preciso ir embora.


— O que? Por que? 


Porque... — Me calo e pego minha bolsa, e meu vestido. — Minha mãe está passando mal. 


— Sério? E ela está com o que? 


— Não sei, não explicou. 


— Tudo bem, posso te levar. 


— Não, não precisa. — Digo, e sorrio, o ouvindo respirar fundo. — Eu peço chamo um táxi e...


O mesmo me dá as costas, abrindo seu closet e me dando um moletom. 


— Vista, assim você não passa frio... Cobre mais o seu corpo. — Sorri de lado, e concordo. — Posso te levar lá em baixo para chamar um táxi, pelo menos? 


[...]


A porta do meu quarto é fechada e respiro fundo, saindo do closet para conseguir olhá-lo nos olhos.


— Você não tem esse direito. — Afirmo, baixo. — Você está me...


Suas mãos me puxam com rapidez e sua boca encosta na minha. Eu respiro fundo. Minhas mãos se abrem contra seu peito e seus dentes mordem os meus lábios, me fazendo subir uma mão para sua nuca, o puxando para mais perto. Suas mãos descem de minha cintura para a minha bunda e gosto do aperto que recebo, totalmente surpreso. Sua língua intensifica o beijo e seu rosto se vira conforme os seus lábios se encaixam cada vez mais nos meus, mantendo-os em uma sintonia gostosa.


Mordo seu lábio inferior, e suspiro baixo quando os beijos descem para o meu pescoço, me fazendo segurar em sua nuca e morder meus lábios com leveza, me deixando aproximar às mordidas.  


— Se afasta. — Peço, encostando a festa em seu ombro. — Isso não pode mais acontecer. Era isso que você queria, uh? Pronto, eu já voltei para casa, já te beijei e já...


— Quer que eu vá la o meu quarto? 


Suas mãos apertam minha bunda e aperto seus braços.


Sim. — Resisto e me afasto. — Por favor. 


— Tudo bem, você quem manda.


Seus passos são rápidos até a porta do meu quarto e um sorriso aparece em seu seus lábios.


— Era isso que você queria, não era? Eu que escolhesse entre você e Zach?


— Pior que não — Suspira e abre a porta. — Te fazer sofrer é algo que me machuca de verdade, e eu não faria isso com você. Se vcoe quisesse ficar com ele, ei aceitaria... Mas você veio. 


— Eu vim porque... Você é importante para mim.


Seus olhos apenas me analisam e ele concorda, fechando a porta. Inferno! Me deito em minha cama e grito contra o travesseiro. Argh! Não acredito que... O perfume de Justin está em minha cama e respiro fundo, me virando e me encarando em meu espelho.


A caixa embaixo da minha cama está fora do lugar.


Eu saio da cama com pressa e me baixo, pegando a caixa e negando. Não, não é possível que...


— Justin pegou o meu diário? — Meu coração acelera e fecho os olhos, com força. — Filho da puta! Eu vou fazê-lo beber gasolina amanhã no café. 


"Me devolva agora mesmo o que você pegou"


"Foi estranho, sabe? A forma como ele me olhava, às mãos dele em minha cintura... Eu queria, mas não pude, e não sei se foi uma boa escolha não ter desafiado o aviso de Deus de não beija-lo, porque agora... Eu sonho com ele todos os dias imaginando como teria sido se ele tivesse me beijado"


Meu coração parece que vai sair pela boca e respiro fundo. 


"Amanhã a gente conversa sobre isso. E se você for uma boa garota, logo o seu diário volta para você, combinado?" 


"Obrigado pelo beijo, espero que tenha sido melhor do que o que você idealizou durante tanto tempo."



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