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História Drink, Think... And Steal - Capítulo 24


Escrita por:


Capítulo 24 - 24. Little Things


24. Pequenas coisas


Manhattan, New York City, NY, USA - Março, 2015 às 11h00 AM


Point Of View Justin Drew Bieber


Se há algo que eu nunca esperei das pessoas, esse algo é a aceitação. Nunca esperei que as pessoas gostassem de mim ou aceitassem-me como sou. A verdade é que eu pouco me importo em relação ao pensamento de como às pessoas se sentem por mim. E eu sei que não agrado todo mundo, o que acaba me  satisfazendo, de certa forma, e estou tranquilo com isso. No entanto, há certas coisas que me incomodam. Eu nunca soube lidar muito bem com emoções exageradas e necessidades de outra pessoa, e confesso que está sendo um processo desafiador.


Abrir um bar com os garotos foi, de longe, o meu maior investimento por qual fiz apostas altas. Não pode existir chances de dar errado, e isso é óbvio. Eu não aceitaria o fato de ter que começar do zero, mesmo eu sabendo que ao mesmo tempo que eu não quero que dê errado, existe chances altas de dar.


Como em tudo na minha vida, no caso. 


Eu nunca tinha parado para pensar sobre como é grande a responsabilidade em um relacionamento. Como é grande a responsabilidade de ter que lidar com emoções, necessidades e limites de outra pessoa além de você. E bom, Gwenevere parece tornar tudo um pouco mais complicado por conta de suas exigências, quais... Eu sei que não são por mal, no entanto, ela é difícil e sabe disso, ou seja, ela gosta de  tornar as coisas mais difíceis sem aceitar dar o braço a torcer. 


Como agora, no caso. 


O jeito mimado de Gwenevere me incomoda profundamente em determinadas situações e pareço ter a sensação de engolir 40 pregos de uma vez, escolhendo ficar calado por saber que a discussão seria muito pior, e bom, eu tenho muita coisa para fazer durante o dia e não posso permitir que uma discussão com a minha namorada faça-me estragar tudo. 


— Nate Griffin fechou negócio. — digo, jogando o envelope de dinheiro em cima da mesa. — Dividam o dinheiro entre vocês, ou não, tanto faz. — resmungo, passando a mão em minha cabeça, olhando para a janela do escritório. — Precisamos de mais dois, ou três, não tenho certeza, ou os nossos números nunca irão aumentar. 


— Nickolas disse que conseguiu fazer uma quantidade maior nesse último mês, e que os caras acabaram levando mais, isso não foi bom? — Ryan pergunta, parecendo confuso. — A metanfetamina é a droga mais procurada por eles, portanto...


— Nós precisamos dos caras que a levem para outros lugares e continuem nos procurando, Butler, isso é óbvio, não? Não podemos deixar a concentração apenas aqui. — digo, levantando às sobrancelhas, confuso. — Não era esse o nosso plano? 


— Acho que deveríamos tomar um pouco mais de cuidado — afirma, baixo. — Estamos dando passos maiores do que nossas pernas, e isso não dá certo, portanto... Acho que deveríamos ir devagar.


A porta do escritório é aberta e viro meu rosto para Christian, que entra lentamente, deixando sua mochila no chão, fazendo-me olhar para meu relógio, confuso. Certo, a aula de Gwenevere já acabou. Ryan me olha, incomodado pela presença de Christian e arrasto os olhos para Brianna, qual fecha os olhos rapidamente antes de olhar para Christian e sorrir de lado, forçada. 


— Não pude faltar aula — se justifica, e concordo. — Sobre o que estavam falando? 


— Você não participa de reunião. — Ryan diz, interrompendo-me antes que eu abrisse a boca. — O que você faz aqui, Christian? Está fazendo isso de propósito? Você não vai participar das reuniões.


Os dois se encaram e Christian parece se segurar para não rebater Ryan com grosseria, evitando mais algum tipo de confusão entre os dois. Eu nego, umedecendo os lábios e respirando fundo.


— Eu o avisei. — Brianna diz, respirando fundo. — Vai fazer o que sobre isso, Butler? Me banir também?


— Não dirija a palavra a mim se você não quiser ser mandada para o inferno, Brianna, eu não sou tão pacífico quanto o nosso amigo Bieber. 


— Não envolva o meu nome nisso, Ryan, eu não tenho nada com isso. — digo, repreendendo-o. — Porém, Ryan tem razão, Christian, você não participa das reuniões e você sabe disso, então... Não venha, mesmo que a idiota da Brianna te avise. 


— Vocês não vão me perdoar nunca? 


— Não. — Ryan diz de uma vez, levantando-se. — Você poderia ter feito qualquer coisa, mas você arrebentou a cara da sua namorada, então... Parabéns para os dois, vocês são dois fodidos. 


— Butler, espere — peço, o impedindo de sair. — Faz um favor para mim? 


— Depende, o que você quer? — pergunta, e olho para Brianna. A mesma bufa e pega sua bolsa, batendo contra o ombro de Christian, fazendo-o segui-lo. A porta é fechada e passo a mão em meu rosto, bufando. — Aqui não dá para conversar sobre aquilo. 


— Sobre aquilo o que? — pergunto, confuso. — Do que está falando, Butler? Eu estou com a cabeça cheia e... 


— Como assim sobre o que? Cara... Eu te liguei para falar o que fiz, se esqueceu? — diz, fazendo-me voltar no dia do aniversário de Gwenevere. — Achei que você estivesse puto comigo e por isso não falou nada nesses últimos dois dias. O que você tem, Bieber?


— Eu estive ocupado, apenas isso. — digo, bufando baixo. — Mas, me responde, você engravidou a...


— Não da para falarmos sobre isso aqui, Justin, porra, você não está me escutando falar?


— Certo, deixe isso para lá, eu apenas preciso de ajuda, e... — mordo os meus lábios e passo a mão por meu cabelo. — Jaxon parece estar metido nos negócios de Jeremy no Canadá, e pensei em trazê-lo. 


— Você está maluco? — pergunta, negando. — Seu irmão é o maior cuzão, ficou louca? Não estrague tudo, Bieber, se você inventar de trazê-lo para cá o mesmo pode nos dedurar para seu pai, ficou maluco? 


— Ele me procurou duas vezes e eu disse que estava sem tempo, mas a verdade é que eu não sei o que ele quer ou o que eu posso oferecer. Eu não confio em Jeremy e ele não sabe do que fazemos, apenas Gregory, qual disse que não irá se meter, então...


— Seu irmão quer te tirar da concorrência da transportadora. — diz, fazendo-me ficar quieto. — Não é isso? 


Me tirar da concorrência da transportadora, claro. 


— Eu não havia parado para pensar sobre isso, no caso. É claro que Jaxon quer falar algo sobre essa droga de transportadora antes de fazer seus 21 anos, como era o acordo com Jeremy.


— Você acha mesmo que esse garoto é idiota? Claro que ele não é idiota, Justin e a sorte dele é que a transportadora é a única coisa que Jeremy não investiu com o dinheiro sujo dele e de Gregory.


E por alguns instantes mantenho os meus olhos fixos em Ryan. A transportadora é a única coisa que Jeremy não investiu com dinheiro sujo. É isto. Ryan me observa e nego, sorrindo de lado e umedecendo os lábios.


— Não é nada, cara, é apenas... Você chegue vir receber os materiais com Nickolas? Eu preciso resolver uma coisa e... Eu volto a noite para falar com Brianna sobre a missão dela.


— Posso, mas... É só isso? 


— É.


— Você é estranho, Bieber. — diz, dando-me as coisas. — É, você é estranho e... — No instante em que a porta se abre, Gwenevere passa por nós dois, emburrada e Ryan desce os olhos para suas pernas. Eu o empurro e o encaro sério, fazendo-o sorrir. — Eu só estava dando uma analisada, nada demais.


— Também vou fazer a minha mão dar uma analisada na sua cara, quer? 


Sua cabeça se mexe em não e o mesmo sai, sorrindo de lado. Eu respiro fundo e bufo, olhando para trás, encarando Gwenevere mexendo em sua bolsa. Sua bunda tão bem marcada em sua calça jeans e uma blusa colada destaca sua cintura, fazendo-me sorrir e umedecer meus lábios, aproximando-me da mesma.


— Por que não foi para a aula? — pergunta, ainda mantendo sua atenção em sua bolsa.


— Eu tive que vir resolver algo, e acabou que não deu certo de ir para a faculdade, mas... Enfim, te mandei mensagem e avisei, não foi? Você que não me respondeu, então...


— É, eu estava na aula. — diz, respirando fundo e pegando um papel. — Apenas vim te avisar que tenho uma consulta, você quer ir comigo?


— Consulta? — pergunto, confuso. — Do bebê?


— É, eu preciso começar o pré-natal e tomar as vítimas certas, ter uma alimentação correta e tudo mais, então... – explica e me encara, esperando que eu fale algo. — Você vai querer ir comigo?


Hm... Yeah, claro que vou, eu apenas preciso resolver algo antes, então... Será que horas?


— Que coisa? 


— Coisas do bar, nada demais.


— Você não pode resolver outro dia? 


— A consulta dura quantas horas? O dia todo?


Seus olhos me analisam por alguns segundos e franzo o cenho, confuso quando sua cabeça se mexe em não ao me ver abrir a boca, e bufo, realmente confuso. Suas mãos me empurram e a puxo, olhando-a.


— O que foi que eu fiz? 


— A sua falta de vontade, Justin, me irrita. — justifica, empurrando novamente. — E se for assim, eu até prefiro que você não vá. 


— Eu apenas perguntei quantas horas dura por conta do que você falou sobre eu resolver minhas coisas amanhã, Gwenevere, só isso. — explico e me apoio na mesa, sentando-na ponta. — Ei, vem cá. — a puxo, analisando seu rosto. — O que foi?


— Estou mal, meio sobrecarregada, meio... — Suas mãos tocam meus braços, e aperto sua cintura? deixando-a entre minhas pernas. — E apenas achei que pudesse ficar com você hoje, mas... 


— E eu disse que apenas preciso resolver algo, não te dispensei. Eu posso te acompanhar na consulta, podemos resolver tudo o que precisa ser resolvido e depois podemos nos manter juntos, sem problemas. — digo, fazendo-a negar, afastando-se. — Certo, Gwenevere, certo.


Suas mãos são rápidas em puxar sua bolsa, e a vejo suspirar, mordendo os lábios quando parece quase falar algo comigo. Seus passos são lentos até à porta, e respiro fundo, umedecendo os meus lábios, olhando-a. 


— Você quer abortar? – pergunto, baixo. — Está infeliz? 


— Não sei, talvez.


— Decida-se antes de ir à consulta, no caso.


Seus olhos param nos meus e a mesma bufa, largando sua bolsa no chão.


— Você acha que é fácil, não é? Aborte se está infeliz, decida-se antes de fazer algo, pense, pense, pense... – diz, imo se jogasse em minha cara. — Você está achando que as coisas são realmente assim? 


— Eu apenas quero que você se sinta confortável com suas decisões, apenas isso. Você acha que eu não me sinto desconfortável por vê-la assim? 


— Sinceramente, acho que não. — diz, firme. — Eu acho que você apenas quer que eu arranje uma alternativa, assim você acaba não se sentindo culpado por algo que eu acabei me decidindo.


— Você sabe que não é isso, Gwenevere, você sabe. 


Seus olhos se enchem de lágrimas e a mesma bufa alto, passando a mão em seu rosto, exasperada.


— Eu só não quero me arrepender de algo. 


— Então faça o que você quer. — afirmo, aproximando-me. — O que você quer, baby?


Ando em sua direção e toco seu rosto. Ela nega, confusa.


— Eu não sei. — sussurra, olhando-me. — Eu realmente não sei.


Eu beijo testa, abraçando-a e encaro a janela. Se eu estiver certo disso que estou em mente... Eu terei uma solução. Eu sei que sim. E sei que irei conseguir resolver os nossos problemas. 


— Está tudo bem, eu resolvo o que tenho que resolver amanhã, e nós podemos resolver sobre você. O que quer fazer? Podemos sair para almoçar algo, o que acha? Podemos comer em algum lugar que você queira, o que acha disso? 


— O que eu quiser? 


— Sim, o que você quiser, pode ser? 


— Eu apenas preciso tomar um banho, tudo bem? Você vai para casa agora? — pergunta, fazendo-me descer os olhos para meu relógio. Eu nego e ela concorda. — Então... Você passa para me buscar? 


Yeah, eu passo, baby. — digo e seguro seu pescoço, colocando seu cabelo para trás. — Posso te beijar ou...


A mesma sorri e concordo, aceitando minha aproximação. Seus lábios se encostam nos meus com carinho e abro meus dedos em seu cabelo, puxando sua cabeça para frente, fazendo-a abrir sua boca e aceitar minha língua. 


Com dois selinhos eu finalizo o beijo após chupar seu lábio inferior, deixando-o escorregar por minha boca. 


— Até depois. — digo, e ela concorda, virando-se, pegando sua boca e andando em direção à porta.







— Você dormiu aqui? — mexo a cabeça em sim, colocando meu relógio em meu braço, olhando a hora rapidamente. — Por que? — Charles insiste, e o encaro, levantando às sobrancelhas. — Você está bem?


— Onde está o seu celular? — pergunto, fazendo-o pega-lo. — Ah, que bom, eu achei que você tivesse enfiado-o em seu cu. — afirmo, fazendo-o revirar os olhos. — Sabe o que eu deveria fazer com você, Somers? Quebrar a porra da sua cara. — digo, irritado. — Onde você estava? 


— Eu tive que resolver alguns problemas.


— Como o que? Comer a boceta da sua namorada? 


— Eu não estava com a Jacklyn, ok? — revira os olhos, bufando. — Eu estava no médico. 


— No médico? — franzo o cenho, confuso. — Por que? 


— Porque hoje eu acordei com Jacklyn vomitando e tive que tirar uma dúvida. — afirma, dando de ombros. — Eu tive caxumba quando criança, se lembra? E ele desceu para a porra do meu saco, ou seja, eu não poderia engravida-lá, pois era infértil, até então. 


— Era?


— É, eu era, pois descobri que não sou. — bufa, e passa a mão em seu rosto. — Será que ela pode estar grávida?


— Você não conversou com ela? 


— Não, eu preferi ir ao médico antes. 


— E isso te preocupa, caso ela esteja? 


— Não sei, um pouco? Não acho que seja o momento. Jacklyn está com uma ideia de casamento e de que precisamos nos casar e... Sei lá, eu estava enrolando para contar isso a ela. Lógico que eu quero ter uma família com ela, mas... Poderíamos adotar, sabe? 


— Você não fica preocupado sobre a herança? 


— Não? — rebate, sério. — Está maluco? Se ela estiver grávida, eu vou... Você acha que eu vou ligar para herança? Eu quero que o meu pai se foda, e ele que se vire para dar um jeito dessa merda não dar merda para mim e nem para o meu filho. 


— Você não fica com medo com a ideia de que você pode ser preso por causa dele?


— Acho que ele que deveria ter medo de eu não acabar denunciando-o antes, não acha? 


Eu sinto como se eu tivesse acabado de receber um soco no estômago. 


— Por que? Você realmente pararia a sua vida por causa...


— Eu tenho mais coisas em jogo do que um herança? e você sabe. Eu preciso saber o que aconteceu com a minha mãe, e eu vou descobrir.


Sua cabeça se mexe em sim, e respiro fundo. 


— Preciso ir, vou almoçar com a Gwenevere. — digo, fazendo-o concordar, andando em direção ao sofá. — Você vai ficar? 


— Vou, quero apenas pensar um pouco.


— Cara, apenas... Relaxe.


— Se Jacklyn estiver grávida... Tenho que fazer planos. 


— Converse com ela primeiro, depois você pensa.


— O que você faria? — pergunta, fazendo-me parar e encara-lo. — O que você faria se estivesse no meu lugar? 


— Eu não sei.


Seus olhos me avaliam e ele concorda, dando de ombros e deitando-se no sofá. Os meus passos são rápidos para fora do escritório e respiro fundo, fechando a porta e pegando meu celular. Eu estou me sentindo um merda, de verdade. Charles não está nem aí para os problemas que seu pai irá trazer para sua vida e se Jacklyn estiver grávida ele parece certo de que pode bater em seu peito e achar uma solução. 


Talvez, eu que seja problemático demais. 


— Ei, baby. — digo, subindo o celular para minha orelha. — Estou saindo daqui, está pronta? 


— Eu... — eu fecho os olhos com força e bufo, abrindo a porta do carro. 


— Certo, você está vomitando, tudo tudo bem, eu vou comprar algo para a gente almoçar, me espere aí, ok? — pergunto, e faço cara de nojo quando a escuto forçar mais. 


Lentamente eu respiro fundo e bufo, apertando o volante e acelerando com o carro. Eu preciso ser melhor pela Gwenevere. Preciso apoia-lá da forma certa e... Não posso errar com ela por egoísmo meu.


— Você iria gostar de nos ver juntos, né, mãe? — digo, sorrindo sozinho.  — Você iria gostar de ver como eu fico quando estou perto dela, tenho certeza. Gwenevere consegue me deixar bobo demais, meu Deus, ela é...


Paro no sinal e sorrio, mexendo a cabeça para baixo ao suspirar.


 O visor do meu celular se acende e a ligação ainda permanece acontecendo. 


Certo, Gwenevere me ouviu. 


Eu apenas desligo a ligação e fecho os olhos, sendo despertado por uma buzina.


— Puta que pariu, eu sou um... Idiota! 


Meu celular treme em minha mão e mordo os meus lábios antes de atender.


— Por que você desligou? 


— Cala a boca, Gwenevere, não comece.


— Você estava se declarando para mim, é? — ri, e respira fundo. — Você demorou, e eu comi um pedaço de bolo, mas... — Eu reviro os olhos e nego. — Claro que o bebê me mandou colocar tudo para fora, portanto... Venha logo.


— Vou comprar uma salada para você.


— O que? Não! Você não vai fazer isso comigo.


— E um suco de laranja, no máximo compro um picolé para você.


— Você é um péssimo namorado. 


— Obrigado, esse foi o melhor e mais sincero elogio que eu recebi.  


— Você pode chegar logo?


— Está com saudades, é? — pergunto, ouvindo-a rir. 


— Não, só estou com fome, chegue logo? 


— Eu também fiquei mal-humorado, o que você fará para me ajudar? 


— Podemos dormir agarradinhos, o que acha? Eu, você e Whisky. 


Uhum, claro! Vamos dormir agarradinhos dentro do seu quarto sim, claro que vamos.


— Não tem ninguém em casa.


— Mas para ter é questão de segundos e não quero arranjar problemas para você, eu ainda consigo sair impune das coisas, você não, e infelizmente você sabe disso. 


— A minha mãe não gosta de mim, não é novidade.


— Não fale isso. — afirmo, repreendendo-a. — Não faça isso, por favor. 


— Eu não posso nem dormir abraçada com você, é isso? 


— Eu não disse isso, eu apenas não quero problemas para você, só isso, e acho que deveríamos tomar cuidado. — diz, fazendo-a bufar. — Ei, olha...


— É um saco saber que não podemos ter nada. 


— Pare de se martirizar, tudo bem? 


— Eu só queria ser a sua namorada, porra, eu apenas...


— E você é. — afirmo, baixo.


— Mas eu queria fazer coisas de casais com você, não apenas transar. Você já percebeu que a gente só transa? Nós não fazemos nada de... Especial. 


— Baby, pare com isso. 


— Eu queria poder dormir com você, acordar na sua cama, poder te beija a vontade, andar de mãos dadas com você, fazer aqueles programas idiotas de casal e... 


Eu fico em silêncio.


Não há o que falar.


— Certo, apenas... Chegue logo, ok?


— Ok, estou indo. 







Whisky late alto para mim, chamando-me para brincar na grama e reviro os olhos, negando. Gwenevere ri, batendo em meu braço, fazendo-me virar os olhos para ela e analisa-la. Escandalosamente bonita demais, atraente demais e incrivelmente inteligente. 


Sempre fiquei de cara em como ela sempre foi estudiosa demais, caprichosa demais e dedicada. 


Sempre tive um pouco de inveja disso, confesso. Ela sempre foi melhor do que eu em todas as coisas, porém, sempre consegui ser mais firme do que ela em certas coisas, e acho que a nossa diferença é essa.  Eu sempre fui mais pé no chão do que ela e... Sempre fui apaixonado por ela também, de certa forma, claro. 


— Por que você está me olhando? Você ainda está pensando em posições que podemos fazer? — questiona, balançando a cabeça e rindo. — Você sabe que fico tímida, não adianta falar comigo. 


— Na verdade, não. — digo, sorrindo de lado. — Eu estava falando com o meu subconsciente sobre você ser tão bonita, inteligente, dedicada e... Minha. 


— Para — pede, sem graça. — Por que está pensando essas coisas? 


— É meio inevitável. 


—Eu queria que tivéssemos liberdade para sermos um casal, de verdade, e me desculpa se te enchi falando sobre isso mais cedo, mas é que... 


E lentamente tiro um braço debaixo de minha cabeça e estico a mão para a sua, pegando-a disfarçadamente em cima da grama, fazendo-se entrelaçar os dedos nos meus, brincando com os mesmos. Whisky sobe em minha barriga e acaricio o mesmo, deixando-o se deitar em cima de mim, recebendo o carinho. 


— Você quer realmente ir comigo hoje? — a pergunta sai em tom baixo pelos lábios de Gwenevere, e concordo. — Você está se sentindo pressionado? 


— Por você? Claro que não.


— Por tudo. — explica, olhando-me. — Você acha que está preparado? 


— Não. — confesso, desviando os olhos dos seus. — Mas... Vou dar um jeito nisso e serei o cara que preciso ser, pode deixar. 


— Não quero que você faça algo que você não queira, entende? 


— Gwenevere...


— Eu realmente não quero que você faça isso apenas por mim, é isso que eu quero dizer. — justifica. — E quero que você faça isso por você, expor você achar certo. Eu não quero que você assuma ser pai apenas por mim. Só você pode fazer isso por você.


— Eu quero. — digo, baixo. — Eu apenas estou me acostumando com isso, entende?


— Você me promete? 


Mexo minha cabeça em sim e me aproximo da mesma, quase encostando os lábios nos seus. Sua cabeça se mexe em não e beijo seu queixo, afastando-me, e olhando para o céu. Em boa parte eu concordo com ela. Eu também gostaria de tratá-la como minha namorada para todo mundo. Assumidamente. Mas assim como ela, eu também entendo que as circunstâncias do momento não nos permitem, e está tudo bem, de certa forma. 


— Nós vamos sair dessa. — digo, sorrindo de lado. — Vai dar certo, a gente vai dar um jeito. 


— Promete? — eu a analiso, e olho Whisky descer de minha barriga e subir em seu colo, pedindo carinho. — Oh, neném, a mamãe vai te dar atenção, uh? 


Eu sorrio e respiro fundo. Mamãe. 


— É, pode ter certeza que vou fazer de tudo para darmos certo, e nossa família irá... Ter paz, eu acho.






O consultório me causa frio, e não sei ao certo se é por conta do ar-condicionado que pode estar gelado demais, ou se eu que estou desesperado demais. Bom, acho que todos sabem qual é a opção. Gwenevere me encara e sorri de lado, negando de leve, fixando os olhos em suas unhas. Eu abro a boca e a porta do consultório é fechada por um cara. Certo. Seus olhos analisam Gwenevere e em seguida param em mim, fazendo-me sorrir de lado, cumprimentando-o pela cabeça.


Hm... Desculpem-me o atraso, eu estava terminando um parto. — sorri, sentando-se. — Boa tarde, me chamo Clarke Collins, e serei o médico que acompanha sua gestação, eu espero. 


Gwenevere não diz nada e estico minha mão, apertando a mão do médico, que me analisa e sorri, apertando minha mão com firmeza, arrastando os olhos em seguida para a garota ao meu lado, apavorada.


— Justin Bieber, prazer.


— E você? — ele pergunta, apontando para Gwen. — Está nervosa, é isso? — ri, e se levanta, andando em direção à um armário onde pega uma cartela de remédio. Em seguida seus passos são lentos até uma lateral de seu escritório, divido por um vidro, onde ele pega um copo de água. — Um calmante.


Gwenevere aceita com rapidez o pequeno comparado, enfiando-o em sua boca e empurrando-o  com ajuda da água. Um sorriso aparece no rosto do médico e me ajeito incomodado na cadeira.


— E então, qual é o seu nome? 


— Gwenevere. — ela responde, baixo. — Desculpe, eu apenas estou nervosa, não sei se estou preparada, na verdade, então... 


— Está tudo bem, você não é a primeira para quem dou um calmante ao entrar aqui, então... Como você está hoje? Como foi que você se sentiu ao acordar? Estava cansada, sobrecarregada, feliz, chateada, triste, qual dessas opções? 


— Irritada, sobrecarregada e... Carente. — confessa, fazendo-o concordar, olhando-me. 


— E você, qual é a sua participação nisso? — pergunta, fazendo-me respirar fundo. — Vocês são um casal? 


— A minha participação? Eu... Yeah, nós somos um casal. Eu acho que eu não tenho nada a ver com a irritação de hoje ou a sobrecarga, talvez um pouco da carência, mas... Não sei. — digo, baixo. — Por que?


— Eu sou um cara muito tranquilo, sabe? E acho im saco o tipo de consulta onde a gente fala, fala, fala, e ficamos nessa, então eu sempre pergunto algumas coisas, apenas para saber mais da pessoa, e três coisas eu já sei sobre Gwenevere: ela é sensível, apegada e não pode se estressar, portanto, você precisa cooperar o máximo para que essa gravidez não se transforme em uma gravidez de risco.


Eu concordo, e ele sorri para mim, olhando-me no fundo dos olhos.


— Como é a relação de vocês dois? Há muitas brigas? Vocês conversam muito? A vida sexual é muito ativada? Me contem, como são as coisas? 


Hm... A gente briga, mas não muito. — Gwenevere diz, firme. — Acho que são pequenos desentendimentos, apenas, mas nada demais. — afirma olhando-me. — A gente... Conversa, pois moramos juntos e... É, eu acho que como todo casal, temos vida relação... Ativa.


— Vocês moram juntos, então?


— Sim, mas... — Ela fica sem saber o que responder. — Sim, nós moramos. 


— Você precisa se manter calma, Gwenevere, de verdade. — diz, e me olha. — Você é pai do bebê, certo? — pergunta e concordo. — Exames, por favor. — pede para ela, digitando algo em seu, computador. — Gwenevere Somers, 20 anos e... Oh, parabéns, seu aniversário foi há dói dias. — ri e pega o exame da mão dela. — Hm... 1 mês e 1 semana, está bem recente, uh?


É, está.


— Vocês dois precisarão de muita paciência entre os dois, e de muito diálogo para que vocês não acabem brigando. É lógico, eu sei que é inevitável de não acabar acontecendo aquela briga chata, mas vocês precisarão dar um jeito. A Gwenevere parece ser... 


— Difícil de lidar? — digo, recebendo uma expressão de deboche da mesma. 


— Complicada. — ele me corrige, rindo lado. — E precisará de apoio. 


— Justin é péssimo, irá me xingar.


— Sim, eu sou péssimo e irei xinga-la. — a gente se olha e quase reviro os olhos com a forma que falou. — Mas posso tentar, claro, não custa nada melhorar.


— Vocês são companheiros, terão um filho, e precisarão aprender a se comunicar. Ou, o que vocês farão quando o bebê nascer e começar a chorar? E se Gwenevere estiver em um péssimo dia? Você terá que ajudá-la. Você terá que cooperar com ela, Justin e vice-versa. Você também precisa ajudá-lo a aceitar que a ficha de que será pai precisa cair, isso é um processo. 


Arrasto a mão para Gwenevere e seguro a mesma, sentindo seus dedos frios se enrolarem nos meus. Sua cabeça se mexe em sim e concordo, respirando fundo, e dando de ombros. 


— Vamos lá, como esta sendo sua alimentação, Gwenevere? 


— Péssima. — digo, poupando-a de mentir. — Está péssima, não minta para ele, Gwenevere.


A mesma aperta minha mão com força, e concordo, calando-me. 


— Está complicada, só isso.


— Você gosta de salada? — pergunta, e ela faz que sim. — Então a salada está liberada para você. Gosta de frutas? Iogurtes? Sucos? — ela concorda novamente e ele digita algo em seu computador. — Você está vomitando muito?


— Bom, não todos os dias, mas as vezes sinto um enjoo. No dia do meu aniversário eu vomitei com o cheiro dos ovos, mas logo me seguida enfiei uvas, bacon, e bolo em minha boca.


— Juntos? — pergunto, enojado.


Yeah, juntos. — diz, sorrindo. — E não vomitei, então... Não sei, acho que depende. 


— Iremos cortar o excesso de açúcar, o excesso de massa, o excesso de sal, o excesso de gordura e frutas e o excesso de tudo o que te faça ficar compulsiva. Ah, mas você está com vontade de tomar um sorvete? Tudo bem, vá e tome o sorvete, mas será uma vez por semana, ou duas vezes por mês, vocês dois decidem. Está com vontade de comer pizza? Ok, então não coma tanto sorvete. Você está com um desejo inconclusivo de comer pizza, sorvete e... Sei lá, frutas? Deixe-a, comer. — diz para mim, e concordo, vendo-o olhar para Gwenevere. — E fique sabendo que você irá vomitar, muito.


Gwenevere faz uma expressão de nojo e ele sorri, concordando. 


— Exercícios físicos serão precisos, e você irá fazer, ok? — pergunta, e ela concorda. — Os dois, por favor, sem brigas. Vocês não precisam de brigarem. Evitem tornar essa gravidez algo de risco, pois os cuidados serão o dobro ou então vocês não terão o bebê de vocês. — afirma, e sinto um gosto amargo em minha boca. — Bom, você fará esses exames para mim e... — ele estica uma folha para a mesma e olho para a janela.


Apoio emocional. Eu nunca fui bom nisso. Será que eu realmente sou que pessoa ideal para isso? Bom, Gwenevere também terá que cooperar, certo? A gente briga, claro, mas muitas vezes por culpa dela e seu jeito complicado de lidar, pois ela nunca aceita dar o braço a torcer. Bom, acho que ela irá aceitar mudar e eu também irei abaixar a guarda. 


Certo, mas antes de tudo... Eu preciso tirá-la daquela casa de uma vez ou será mais complicado depois. A barriga irá começar a crescer e ela precisará de mais atenção e cuidado e eu não posso ficar grudado nela o tempo todo dentro daquela casa. A gente sempre se evita o máximo de que da, e mesmo assim, não parece ser o suficiente para escapar dos olhares de Chelsey e como ela parece nos avaliar e nos analisar.


A consulta acaba sem muita enrolação e observo Gwenevere andar em minha frente, analisando os papéis em sua mão. Seus olhos parecem perdidos e um sorriso nervoso parece em seus lábios. Eu apenas respiro fundo e olho para trás, observando Clarke parado na porta nos encarando. Certo. Eu estou desespero demais para falar algo agora. Ok, vai dar tudo certo, eu apenas estou com um frio na barriga.









— Você não vai falar nada? — Gwenevere pergunta, tirando os olhos da janela, olhando-me. 


— O que você quer que eu fale? — digo, baixo. — Foi interessante, no caso, o Clarke sabe explicar bem.


— Só isso? 


— Eu não... — me calo, sentindo-me nervoso demais. — Eu não sei o que te dizer, baby, me desculpa. — sua cabeça se mexe em sim e seu rosto se vira para a janela novamente. — Eu acho que...


Eu acho que você não está preparado para isso. 


— É, eu não estou. 


— É, eu sei. 


Seus olhos não se encontram com os meus, mas vejo no instante em que ela morde os seus lábios e fecha os seus olhos, como ela está chateada por isso. 


— Mas eu estou disposto a estar, é um processo, não é? Você como mulher e que está gerando a criança, antes de ouvir o médico explicar e te passar segurança, você estava nervosa. Foi um processo, não foi? 


— Certo, você já disse isso, e eu estou sendo inconveniente, me desculpa. — bufa, estressada. — Eu só...


— Sabe, acho que estamos precisando de um tempo. 


— Tempo? — pergunta, confusa. — Como assim? Você está falando da gente terminar de novo? 


— O que? Não, baby, eu quis dizer sobre... O que acha de fazermos uma viagem? Dar tempo dessa rotina, de tanto estresse e...


— Viagem? — ri, parecendo surpresa. — Para onde? 


— Não sei, para algum lugar. Pode ser Las vegas? 


— Você está falando sério? 


Eu concordo e paro o carro em frente de casa.


— Vou resolver sobre as passagens, podemos comprar essa semana. 


Sua cabeça se mexe em sim e saio do carro, vendo-a sorrir de lado. Seus passos são mais rápidos do que os meus e agradeço por isso, pois olhá-la é o que eu mais gosto de fazer. Rapidamente a mesma empurra a porta para entrar e para, esticando a mão para mim.


— Eu não quero saber, Gregory. — Chelsey grita. — Por que voce não me contou?


— Não achei que fosse preciso.


— Ah, você achou que não fosse preciso, é? 


Eu fecho a porta com lentidão e ando em direção ao corredor, apenas para ficar mais próximo da porta do escritório. Chelsey resmunga algumas e Gregory bufa, pedindo por calma.


— Calma, Gregory? 


— Eu vou dar jeito.


— Você vai ligar para o Jeremy, certo?


— Não, ainda não, Chelsey, deixe-me...


Ainda não? — Chelsey ri alto e bufa. — Você vai ligar agora para o Jeremy e irá alerta-lo de que...


— Eu não posso fazer isso. Nós nem sabemos se...


Você está esperando Pattie aparecer aqui? — grita,  me afasto, confuso. — Bom, agora já estamos com dúvidas se ela morreu ou não, né? — ri, amargurada. —  Ligue para o Jeremy e avise-o que recebemos uma carta... Assinada por Pattie! Essa é a nossa prova, Gregory. Ou você vai esperar que ela apareça?



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