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História Drink, Think... And Steal - Capítulo 5


Escrita por:


Capítulo 5 - 5. Guilty


5. Culpada


Manhattan, New York City, NY, USA - Dezembro, 2014 às 11h00 AM


Point Of View Gwenevere Rae Somers


Apesar de não ter planos de seguir uma carreira como estilista ou designer de moda, não posso negar ou fingir que não tenho contato com esse meio ou interesse, eu tenho, e não há um motivo válido para eu negar. No entanto, no momento a minha cabeça dói com força, me desanimando de qualquer tipo de esforço mental ou corporal da minha parte. O remédio desce com facilidade por minha garganta e tenho a sensação de que estou começando a ficar gripada quando a sinto seca, e desconfortável com o toque da água ao empurrar o remédio por minha goela. E bom, para piorar a situação, a minha única cartela de remédio acabou de ficar vazia, ou seja, terei que sair do conforto de minha casa para ir atrás de uma farmácia.


Mesmo que a luz forte do notebook incomode um pouco os meus olhos quando decido voltar a olha-lo, analiso os desenhos mostrados em minha frente, e confesso que se tem algo que eu valorizo de verdade, é a história da moda e como tudo começou bem lá atrás, no século IV e V, com o uso de Kaunake na Mesopotâmia, que era uma roupa feita a base de pele de animal e tufos de lã na parte externa, e usada por homens e por mulheres. No entanto, isso foi mudando ao passar do tempo com as modificações e introduções dos gregos com o Drapeado, que era uma roupa com pregas e algumas ondulações, junto de um manto e com as ideias dos egípcios com os colantes que moldavam o corpo até o joelho.


E basicamente, os homens usavam apenas um tipo de túnica branca, com cintos moldando os quadris e, por cima, um manto que ficava preso aos ombros com drapeados em lã. Ou seja, é exatamente o tipo de roupa que vemos em filmes.


— É estranho, ou absurdo, eu dizer que prefiro... Os drapeados? — Minha voz ecoa, trazendo com o silêncio do quarto, os olhos de minha melhor amiga. — O que foi? Os vestidos eram lindos, típicos vestidos procurados por muitas pessoas hoje em dia, inclusive.


— Você continua lendo sobre moda? Achei que fosse fazer seu roteiro de viagem, aliás, seu pai quase te obrigou na mesa do café da manhã. — Desdenha, esticando as mãos ao passar esmaltes em suas unhas, se vangloriando de estar acertando, pela primeira vez em sua vida. — Continue, qual é o estilo e avanço na moda do próximo século?


Rapidamente volto a pesquisar, parando apenas por alguns segundos quando penso sobre se eu deveria fechar o site e, talvez, me concentrar em meu plano de viagem da forma que meu pai disse. Jacklyn me olha, esperando que eu responda sua pergunta ou apenas comente algo, e sorrio, fixando os meus olhos novamente na tela. Por volta do século VI até X, ocorreu a queda do Império Romano e, a moda, consequentemente recebeu modificações com a inclusão de uso de bordados, pedrarias, cor e muito brilho. A partir daí, os tecidos começaram a evoluir. Começaram a surgir as sedas, linhos, veludos, e mais uso de lã, acompanhados também dos tecidos da Síria e da Palestina, como a seda adamascada e a gaze.


— No século XIV, às mulheres ganharam corpetes. — Comento, tirando um sorriso de Jacklyn, que se levanta para vir para perto de mim, olhando o notebook. —  É, e essas são as saias com fendas. Horríveis, admita. Eu gosto muito mais das saias armadas por causa do aro de metal que eram colocadas nas barras da saia. E a cinturas eram marcas por conta do uso de espartilho acolchoado com rendas. 


—  Sou mais depois da Revolução Francesa e da Industrial, onde a moda passou a seguir o lema: Quanto mais simples, mais elegantes. 


— É, por um lado admito que os tecidos eram mais bonitos. Lisos e sem enfeites... É, talvez, você tenha razão, Jacklyn, pelo menos nisso.


Jacklyn se afasta e abaixo a tela do notebook, espreguiçando meus braços enquanto mantenho meus olhos em seu rosto. Um bico emburrado, e com os olhos se desviando de seu celular como se estivesse de saco cheio. Encarando-me seu rosto mexe em negação, e levanto às sobrancelhas ao me levantar também. Em passos lentos ando em direção ao meu banheiro, e sinto vontade de me dar três tapas na cara por estar tão feia. Patética.


— A minha pele está horrível, Jacklyn. Como você não teve coragem de não me mandar ir lavar meu rosto e tirar essa gordura presente em minha pele? — Questiono, chateada comigo por ter sido tão desligada em não me olhar no espelho durante a manhã. — Sabe o que é isso? Culpa sua. 


— Você está usando algum tipo de droga, é isso?


— Continua, continua debochando de mim, Parish, continue. — Mando, prendendo meu cabelo enquanto a observo. — Babaca.


Seus olhos saem dos meus para seu celular, e seus olhos me entregam meu irmão entrando em meu quarto. Charles parece impaciente, estressado e chateado com algo, enquanto Jacklyn apenas aponta para fora do meu quarto sem abrir a boca, como se estivesse avisando-o que não é um bom momento para conversarem. Bom, e realmente parece que não. Charles se mantém a olhando, quieto e sem abrir a boca, esperando que a primeira palavra seja de sua namorada, no entanto, ela não o faz.


Com rapidez e preocupação e, um pouco de nojo, observo-me em meu espelho e ando em direção ao meu banheiro novamente. Estar com a pele tão oleosa dessa forma, é pior do que acordar e ver que há rímel borrado por todo o seu rosto, danificando também os seus cílios por isso.


Hm... Se vocês não se importam, irei dar um jeito em mim. E como dá para ver, é uma necessidade, no caso. —  Aviso, inclinando-me para puxar a porta. —  Tudo bem, Jack?


— Não precisa fechar a porta, Gwen, o seu irmão está de saída. — Avisa, olhando para Charles. — Espero não ter que pedir novamente, no caso. Você faz merda e quer vir se achar certo para cima de mim, e assim como eu sei, você também sabe que não irei passar minha mão em sua cabeça.


—  Nós podemos conversar direito, ou prefere manter essa cena? Você cursa moda, Jacklyn, não teatro e estou ficando de saco cheio de você ficar abrindo a boca para falar coisas que não são verídicas. 


— Ah, você está de saco cheio? — Rebate, abrindo um sorriso sarcastico. —  Termina comigo, Somers. Parece que é isso que você está tentando há dias, não é? Faça isso, acho que isso facilitará a forma que você irá fazer merda.


Eu desisto de fechar a porta do banheiro e levanto as sobrancelhas para Charles. Sobre o que, exatamente, Jacklyn está falando? Digo, sobre que tipo de merda Charles está fazendo para que a reação de Jacklyn esteja sendo essa?


— Você sabe que só vamos nos resolver se for a base da conversa, Jacklyn.— Charles insiste, respirando fundo enquanto umedeço os lábios. — Não irei insistir mais, tudo bem? Não tenho pelo que pedir desculpas. 


—  É, você tem razão. 


Eu sinto um aperto no coração com a resposta de Jacklyn para Charles, e o mesmo sai de meu quarto batendo a porta com força ao puxa-la. Jacklyn chora, parecendo chateada ao extremo, e aproximo-me dela, rodeando meus braços por seus ombros, prendendo-me contra seu corpo.


—  Quer conversar sobre o que está acontecendo? Conte-me, você esteve quieta desde que subimos do café da manhã, mantendo-se em silêncio enquanto pintava suas unhas e falava breves coisas comigo. 


Sua cabeça se mexe em não com lentidão, e concordo, respeitando seu espaço. Suas mãos descem por minha cintura, e a escaro quando se afasta. Seu rosto vermelho, seu nariz irritado e suas bochechas rosadas tiram-me um sorrio, e deslizo minha mão até a sua, puxando-a para o banheiro.


— Não costumo fazer isso, porém, melhores amigas cuidam uma da outra e hoje deixarei você escolher uma máscara para usar e hidratar essa pele agredida por lágrimas tiradas por Charles que, vamos confessar, não merece nenhuma. — Comento, vendo-a olhar meus produtos com dúvidas. — Vai, escolha qualquer um e seja a garota mais bonita e hidratada no mundo. — Afirmo, deixando minha blusa deslizar por meu corpo, deixando-me nua para um banho, qual estou imaginando-me desde que vi meu reflexo péssimo e nojento no espelho.


Jacklyn parece sobrecarregada, e sei que isso é por sua culpa, mesmo que não intencional, por se fechar em questão de seus sentimentos quando eles parecem sufocadores demais para ela ser sincera com si, e com os outros. Eu penso em perguntar mais uma vez do que se tratava seu problema com Charles, mas a sensação de estar sendo invasiva, mesmo que sejamos melhores amigas, é algo que me incomoda. Apesar de tantos defeitos reconhecidos e admitidos por mim, sei reconhecer uma qualidade, não muito praticada por minha parte, confesso, que é ser compreensiva. Mas, claro, os meus defeitos são tão influentes que mesmo quando quero ser compreensiva, minha mente me sabota em deixar-me claro que devo ser compreensiva sempre ou, pelo menos, na parte maior das vezes, em que eu estiver sendo favorecida, de certa forma.


Egoísmo mesmo, eu sei, também reconheço mais um ponto negativo, porém, infelizmente, confesso mais uma vez. 


— Você acha que tem chances de Charles e eu terminarmos? —  A pergunta me pega de surpresa e Jacklyn se analisa em meu espelho, analisando-se com crítica, como se estivesse com a boca cheia de xingamentos para si. —  Eu acho que sim, confesso. Talvez, esses 6 anos de relacionamento...


— Não sei, Jack, como eu posso te dizer isso? É o seu relacionamento, apenas você sabe a intensidade dos seus sentimentos ou dos problemas entre vocês, não acha? Seria errado e egoísta da minha parte te dizer minha opinião que, sejamos sinceras, não é relevante por não poder ser baseada em nada. 


— É, eu sei disso, eu apenas fico com a cabeça cheia na maior parte das vezes em que ocorro uma briga entre nós, e ultimamente isso anda ocorrendo muito entre nós dois.


— E por qual motivo? Ciúmes? Espero que não, porque nesse quesito é obvio que Charles é louco por você. Sinceramente, eu confio nos sentimentos do meu irmão por você. Ele é intenso, demonstra gostar e querer estar com você, é nítido.


— Só que seus sentimentos por mim não parecem terem relevância com as suas atitudes. 


— O que ele fez?


Seus olhos param em mim, deixando-me claro em questão de segundos que há algo acontecendo e que eu não faça a menor ideia disso. O que me olhando assusta, para ser sincera, e me incomoda, de certa forma, por parecer que apenas eu não estou incluída em algo.


— Não é nada, são coisas dos garotos, só isso.


— Dos garotos? Então, isso não é sobre apenas Charles e sim, Justin, Christian e Ryan também? — Automaticamente às minhas sobrancelhas se levantam, deixando-a ciente do quanto estou incomodada. — Não me diga que Brianna também está envolvida?


— Não, Gwen. Na verdade, não sei, mas provavelmente... Sim, eu acho. — Confessa, deixando-me claro que esse fato também a incomoda. —  É complicado, sabe? E eu não sei te explicar, nem sei se posso, na verdade, e nem se quero, apenas pelo motivo de eu não saber o que te falar.


—  Não entendi, você sabe ou não sabe? Apenas diga o que é, não estou te pedindo detalhes. — Rebato, um pouco irritada com a forma que recua.


— Gwen...


— Tudo bem, Jacklyn, você conseguiu fazer-me perder à vontade de saber, portanto, esqueça. — Resmungo, lhe dando às costas dentro do boxe do chuveiro, deslizando o sabonete por meu corpo, satisfeita por seu cheiro. 


— Eu não sei, ao certo, do que se trata. — Comenta, baixo, encostando a porta do banheiro com cuidado, inclinando-se um pouco para dentro do boxe, olhando-me nos olhos. — Justin está decidido que quer investir em uma empresa, seja ela voltada para o seu meio de formação por conta da faculdade, ou por influência de Jeremy e Gregory, que fundaram o colégio juntos.


— Juntos não, sejamos sincera. Jeremy investiu uma quantia de dinheiro, apenas, e sei que foi por puro interesse. — Rebato, confessando algo que sempre achei. — Continue, Jacklyn, apenas fiz um comentário, você pode...


— Parece que Jeremy tem algumas coisas pendentes, ou ilegais, não sei dizer, e Justin está meio que se empenhando em saber mais detalhes sobre isso, não sei. E bom, Charles também está envolvido nisso, tendo participação em mexer nas coisas pessoais de seu pai, em busca de achar algo que comprove alguma coisa que ele não me disse. — Confessa, olhando-me apreensiva. — E isso tudo começou quando Gregory chegou com uma documentação para Charles, em respeito à algum patrimônio ou herança de vocês.


O que é, basicamente, o colégio e uma parte em ações na empresa de transportação internacional de Jeremy no Canadá.


Sem quebrar nosso contato visual, deslizo minha mão até a torneira, girando-a para fechar o chuveiro. Jacklyn parece incomodada por ter me dito, como se isso significasse algo para ela... Como culpa por ter dito algo que, aparentemente, não era para ter sido dito. Em passos rápidos saio do banheiro após enrolar a toalha em meu corpo, decidida que não devo perguntar mais nada. No entanto, seus olhos observam-me como se implorassem por algum comentário meu e paro para pensar, olhando-me em meu espelho por alguns segundos.


— Basicamente, os garotos acham que Jeremy e o meu pai estão envolvidos em algo ilegal usando nossos patrimônios.


— É, e Charles está apreensivo junto de Justin em relação de investirem mais uma coisa com o nome, influência e dinheiro de Jeremy e Gregory.


— Mas... Justin me disse que estava feliz com a empresa, até disse sobre estágios, o que mudou? Ele teve que investir algum dinheiro. 


— É o de Pattie. — Diz, baixo, sorrindo com sutileza. — Ela deixou o dinheiro da casa em que morava com Justin, e o seguro de vida para ele, eu acho, não sei explicar.


— Sério? E será que foi muito dinheiro? Digo, ele comprou o próprio carro, investiu em uma empresa, e agora veio com o papo de que... Vai se mudar.


— É, pensando por esse lado, parece que Pattie deixou uma quantia boa para ele, e não julgo, no lugar dela e com um ex-marido como o dela, eu também faria isso. Jeremy é legal, sempre foi muito gentil em todas as vindas dele para cá, e gosto da relação dele com Justin... Mas é nítido que ele é soberbo, metido, e egocêntrico como se fosse importante o suficiente e autossuficiente. 


— É, e por mais que eu não quisesse, de fato, concordar com isso... Eu concordo. 


— Não comente, pode ser? Guarde para você.... Como um segredo meu. 


Subo a calcinha por minhas pernas, mexendo a cabeça em concordância para seu pedido, analisando-a distante, claramente, culpada por ter falado. A hora em meu relógio me alerta do compromisso de que tenho que sair, e Jacklyn faz algumas caretas ao comentar sobre isso, sentindo-se desanimada em relação a isso. 


— O único lado bom desse casamento é o fato de que terá bastante comida.


— Claro, e você irá fazer de prioridade o fato de encher a sua barriga. 


— É, transar no banheiro não parece mais o ideal.


— E pareceu ser em algum momento? — Questiono, levantando às sobrancelhas com desdém. — Você é louca, Jacklyn, completamente.


— Tudo o que é proibido, acaba se tornando mais gostoso. A adrenalina de ter que fazer tudo em silêncio, mesmo sabendo que é impossível... Você deveria experimentar, eu recomendo.


—  Não acho que irá rolar tão cedo com Zach, então... Irei deixar essa vontade e esses pensamentos inoportunos para hoje, e para o momento.


— E tem que ser apenas com Zach? Ele até pode ser super interessado em você, mas... Duvido que não tenha outras. Vocês não tem nada sério, portanto, você sabe que estou certa nesse quesito. — Fala, dando de ombros. — Precisamos de mais um opção, o que acha?


— Sem tempo para isso agora, Jacklyn. Onde irei encontrar alguém agora? 


— Não sei, tudo bem? E não precisa ser para agora, apenas... O quanto antes. 


Reprovando-a com meu olhar, abro a porta do meu quarto me retirando em passos rápidos, ouvindo-a soltar uma risada baixa com meu curto bom humor para os seus assuntos desnecessários e inconvenientes. Vozes familiares soam no andar de baixo, ficando mais nítidas conforme vou descendo a escada. Ryan é o primeiro a me ver, observando-me andar em sua direção, disposta em aceitar sua aproximação com um beijo no rosto. Charles solta um resmungo, enquanto Christian toca minhas pernas, mantendo os olhos em Jacklyn que nega para algo que Justin pergunta para ela. Eu me viro para a mesa, observando-a com o café da manhã ainda presente. 


— Vai sair? —  Christian pergunta baixo, fazendo-me descer os olhos para os seus, vendo-o com expressões carregadas, como se estivesse passando por algum tipo de estresse. —  Não me olhe assim, você sempre anda de salto pela casa, portanto, não é fácil de distinguir.


— É, tenho algumas coisas para resolver, inclusive, vocês sabem me dizer se a minha mãe já saiu de casa ou...


— Você está surdo ou ficou retardado de uma hora para a outra? — Jacklyn pergunta, irritada e em um tom de voz alto. — Eu já disse que não vou conversar com você agora, inclusive, com nenhum de vocês. Não me façam perder a paciência, tudo bem? Tenho coisas importantes para fazer, e não quero...


— Isso tudo por causa de um comentário em uma foto, Jacklyn? — Ryan implica, abrindo um sorriso preguiçoso nos lábios. — Um comentário muda o fato de que ele come a sua boceta? Poupe-me, é por essas coisas que não namoro.


Charles nega, apertando os olhos ao fecha-los após receber os olhares de Jacklyn em sua direção. Christian resmunga baixo, pedindo para Ryan parar de provocar a situação, diante de tanta confusão já presente. Eu me mantenho confusa por não saber, ao certo, sobre o que se trata a briga. Merdas de intromissão de Charles e Justin ou um suposto comentário de algo vindo do meu irmão? Sem saber o que falar, me mantenho em silêncio, sentindo-me observada por Justin, que faz bico para mim, sem malícia aos olhos de seus amigos. O nosso beijo de ontem a noite foi o melhor de todos, e confesso que talvez não seja tão ruim assim... Aproveitar quando eu puder.


Jacklyn empurra meu irmão, observando-o calado, sem conseguir abrir a boca para justificar as acusações. Ela nega novamente, deixando claro a sua repreensão, e seus olhos caem para o de Justin, que recebe um chute na perna seguido de um movimento rápido de Jacklyn em direção a porta na sala.


— Jack? — A chamo, movimentando-me em sua direção, e dando às costas para os garotos. — O que está acontecendo? Sobre o que Ryan estava falando que te deixou tão estressada, posso saber?


—  Eu vou matar o Charles. — Resmunga, entredentes. — Sabe o pior? É que eu acredito em Ryan e sobre ele ter falado que Charles comentou na foto de alguma garota no Instagram, e eu vou mata-lo por isso. — Esbraveja, batendo a porta do meu carro após eu destrava-lo. — Sério, estou de saco cheio agora.


— Não é melhor você conversar com ele? 


—  Não. — Rebate, rude. —  Quero que ele se foda. 


—  Não caia na pilha do Butler, você, melhor que ninguém... Sabe que Ryan não presta. 


— É, pode até ser, porém, ele é sincero e não engole nada por ter ressentimento de incomodar. 


— Não sei se isso é verídico.


— Certo, esqueça isso, ok? Deixe-me resolver isso sozinha.


Assenti, deixando-a quieta em seu espaço. Apesar de Ryan ser inconveniente, também concordo que seus comentários são sinceros o suficiente para não serem desconfiáveis. E bom, também não posso deixar de concordar que é por motivos assim, que eu também não sinto interesse em namorar. Ciúmes, apego, carinho... Não sei se eu daria conta. Eu sempre me questionei muito sobre isso, e sempre fui muito cobrada em relação de saber se controlar e se comportar diante das pessoas e diversas situações, mesmo que eu saiba que são tipos de laços diferentes, e eu não sei como eu reagiria se eu estivesse com ciúmes, ou como seria meu ciúmes. Talvez, eu seja como Jacklyn. Ela não perde a paciência por qualquer coisa em relação ao meu irmão, e consegue muitas das vezes, driblar meu irmão e fazer com que a situação fique a favor.  


Bom, e isso ela aprendeu com seu melhor amigo, Justin Bieber. Ele sempre pontualizou muito sobre sua posição em relação à um relacionamento, e no caso, sua posição é sempre fora de um, claro. Sem tempo de pensar em mais alguém além de si, e sem estar disposto em fazer outra pessoa prioridade, seu argumento sempre foi esse.


— Jack, você já pensou sobre o que irá vestir no casamento? Aliás, você tem planos para o ano novo?  


— Não. — Responde, baixo. — Estou de saco cheio, e quer saber, você está falando normal com Zach, não está? — Pergunta, animada com um sorriso largo, um pouco aberto e suspeito demais — Você irá perguntar sobre a Calourada, e todas as informações necessárias para conseguirmos os ingressos. 


— Calourada, Jacklyn? Por favor, eu estou perguntando algo sério. Eu quero saber sobre o casamento que está próximo e do ano novo, porra. Não adianta você querer agir na raiva por causa de Charles, ou vocês conversam e brigam de uma vez, ou nada irá se resolver.  


Com rapidez, estaciono o carro em frente à sua casa, recebendo olhares duros vindos dela, que apenas abre a porta e respira fundo, olhando-me e resmungando algo baixo, segurando-se para não me ofender. 


— Faça um favor? E vá se foder, e aproveite, de preferência, transe com Zach. Te fará bem. —  O toque de meu celular a interrompe, e sorrio de lado. Christian. — O Beadles não te larga por um minuto, né? Parece até que é seu namorado ou alguma coisa, que chatice.  


Eu recuso a chamada, e analiso os olhos de Jacklyn me observando com um sorriso em seus lábios. 


— O que é, Jacklyn? Sabe, não gosto quando você abre essa expressão de... 


— E se você ficasse com Christian? — Sugere, apoiando os braços na porta de meu carro. — Ele é o seu melhor amigo, vocês tem intimidade e não seria estranho, pois está estampado na cara dele que... Vocês podiam transar. 


— Certo, você ficou completamente louca e eu estou atrsada, portanto, vaze. —  Mando, fingindo andar com o carro. —  Estou ficndo atrasada, Jacklyn, deixe-me ir para o meu compromisso, por favor. 


—  Tudo bem, você está certa, vá para seu compromisso e... Pense bem, por favor. Vocês dois se conhecem, não seria uma má ideia, e amizade colorida deve ser... Ótima com o melhor amigo. 


— Está querendo pegar o Justin? 


— Ficou louca? Nem se eu estivesse solteira, e desesperada para sentar por horas em um pau, eu escolheria Justin. Não há química, somos melhores amigos e... 


— É, eu sei, e é exatamente esse sentimento que sinto por Christian. Por que para você serve e para mim não, Jacklyn Parish? 


— Porque sabemos, eu e você, que Christian não exitaria em ficar com você. 


— Pare de com isso, Jacklyn. 


— Imagina, vai? Ele dando beijos em você, depois tirando sua roupa... 


—  Jacklyn, você poderia parar, ou não? 


— Não sei, vai pensar sobre a oferta? 


—  Quais são às chances de você me deixar em paz? 


Hm... Quase zero, eu acho.  


Quase? E o que torna quase? 


— Você dizer que sim. 


— Você só pode estar brincando comigo Jacklyn. 


Suas mãos batem na porta, e reviro os olhos a vendo assoprar um beijo para mim, se afastando do carro em seguida. Louca. Jacklyn é completamente louca e eu posso provar isso. As suas atitudes são tão... Surreais, meu Deus. O toque do meu celular me alerta novamente, e arrasto os olhos para o visor. 


— Me esqueça, Beadles, estou ocupada. 


— Sua mãe mandou você voltar para casa, porque ela está passando mal e fechou o atêlier. — Avisa, fazendo-me fechar os olhos. —  Dê um desconto, ela parece realmente mal, e até um pouco pálida. 


— Estou voltando, Christian e se for possível, avise-a. 


— Ei, respira fundo, tudo bem? Não adianta chegar toda afobada. — Pede com calma. — Aliás, estou estressado e precisando de carinho, vai rolar? 


Eu sorrio, e mordo os meus lábios. Será? Não acredito que Jacklyn conseguiu enfiar em minha cabeça de que dormir com Christian seja uma ideia... Tentadora.


— É, vamos ver. — Finjo não importar. — Estou chegando já, tchau. 








Charles parece irritado conversando com Ryan em um tom de voz mais alto do que de costume. Eu me mantenho neutra, ansiosa para ouvir a máquina de lavar louça apitar, deixando-me claro que já posso subir e me deitar. Os garotos conversam atrás de mim envolta da mesa sobre alguma saída, e Ryan solta um comentário sobre o que ele quer fazer no ano novo, recebendo resmungos de repreensão sobre sua ideia, e admito que até eu fiz uma careta ao escuta-lo dizer que quer passar à noite toda em uma casa de Stripper. 


— Não é uma má ideia, Butler, mas... Você sabe como é, não é apropriado para o dia. —  Justin diz, abrindo um sorriso preguiçoso. — Acho que podemos ir para à praia mesmo, não há muito o que fazer. —  Seus olhos se encontram com os meus, e levanto às sobrancelhas, sorrindo de lado ao lhe dar às costas. — E você, Gwen, tem planos? 


— Não. — Digo baixo, sendo dispersada pelo som da lava-louças. — Vou onde Jacklyn for, e de preferência... Street In Line. 


— Lá só começa depois das 2h da manhã, baby. Estou falando na virada, entendeu? Bom, você já me respondeu e iremos para à praia. — Justin responde, abrindo um sorriso de lado.


— Ótimo, bom saber que irei ficar com os pés sujos de areia e com o cabelo duro de maresia. — Desdenho, incomodada. — Talvez, eu vá.  


— Ninguém merece tanta frescura. — Ryan comenta, se levantando. —  Você é tão fresca quanto é gostosa, portanto, sabe do grau. —  Pisca para mim, tirando-me um sorriso de lado. Justin me acompanha, sorrindo de lado para seu amigo, passando a língua por seus lábios com lentidão. — Vou indo, tenho algumas coisas para fazer e... Brianna está me dando um pouco de trabalho. 


— Eu quero que ela se foda. — Justin rebate, se levantando. — Só faz merda e quer ficar enfiando o nome dos outros nas merdas dela.  


— Nossa, ouvindo você falando assim, Bieber, nem parece que você corre atrás dela como um cachorro. — Rebato, e guardo o meu prato seco, virando-me e andando em direção à saída da cozinha, cruzando o corpo com o de Justin. — Estou errada? 


— Ciúmes, baby? — Pergunta baixo, pronunciando o apelido em um sussurro. — Cuide da sua vida, é o melhor a se fazer. — Rebate, e olha para minha boca. — Você quando fica na sua, é... Ótimo para mim. 


Charles passa atrás de mim com pressa, empurrando-me para frente, me fazendo apoiar às mãos no peitoral de Justin. Seus olhos me encaram e sorrio de lado, umedecendo os lábios antes de puxar às palavras certas. 


— É? — Digo, sorrindo de lado enquanto sustento seus olhares. — E por que é melhor para você quando fico na minha? — Pergunto baixo, fazendo seus olhos descerem para minha boca. —  Tudo bem, irei me comportar. 


Ryan grita por Justin na porta de saída da casa e me afasto, passando em sua frente indo em direção a escada. Justin me olha rapidamente subir a escada antes de ir em direção a porta e mordo meus lábios, seguindo em direção ao meu quarto. O barulho do meu chuveiro ligado me faz lembrar que Christian subiu para tomar banho. Eu me deito em minha cama e arrasto os olhos para o lado, vendo a porta meio aberta com Nênia que se mantém deitada na porta do banheiro.  


—  Vem cá. — Chamo, vendo-a mexer o rabo. —  Vem cá, neném.  


O chuveiro é desligado e Nênia late para mim, fazendo Christian erguer sua cabeça para frente, vendo-me deitada. 


— Ei. —  Diz baixo, e sorrio, fazendo-o abrir a porta toda. — Saia, Nênia. — Manda, e o filhote pula em minha cama, pedindo-me para colocá-la em cima. — Por que você subiu? Achei que os caras fossem treinar luta e você fosse assistir. — Comenta, e nego um pouco confusa. — Eles estão na cozinha? 


— Não, saíram. Ryan disse que tinha que resolver alguns problemas e algo com Brianna, e Justin foi atrás. E bom, Charles eu não sei o que fez. Acho que ele foi com os garotos, não sei. Ele está tão estressado que deve ter ido, na verdade, então... 


Seus olhos param em suas roupas e me levanto de minha cama, virando-me de costas para ele descer o zíper de meu vestido. Suas mãos fazem isso com rapidez, abaixando o zíper e se afastando, fazendo-me deixá-lo escorregar por meu corpo. Christian me observa me abaixar para pegar meu vestido e o olho, sorrindo lado, enquanto mantenho minha bunda empinada para cima. 


— Você está flertando comigo? — Pergunta, sorrindo de lado. — Achei que melhores amigos não pudessem se envolver. — A gente se encara, e suas mãos sobem sua cueca por suas pernas, deixando-o apenas vestido com ela. A gente se olha, e umedeço os meus lábios, vendo-o descer os olhos por meu corpo. Ok. Eu estou sentindo uma atração absurda por Christian nesse momento. Meus olhos param na porta, e a fecho, trancando-a de leve. 


— Depende do objetivo dos melhores amigos. —  Afirmo, vendo-o levantar às sobrancelha. —  

Acho que estou muito carente, é isto. 


Uma de suas mãos me segura, fazendo-me analisa-lo, enquanto sua outra mão se livra da toalha de banho. Sem quebrar o contato visual, suas mãos me puxam para perto e sorrio, puxando sua nuca para frente, fazendo-o encostar seus lábios nos meus, apertando seus dedos em minha cintura, repreendendo-me por me encostar demais em seu corpo, sentindo seu membro marcado em sua cueca. 


— Você tem camisinha? — Pergunto, e sua expressão muda. — O que foi? 


— Espera, você quer... Transar comigo? —  Pergunta, coçando sua nuca. —  Gwen, você tem certeza? A gente é tão amig...


Eu o empurro para se sentar em minha calma, e concordo, sentando-me em seu colo, descendo às mãos por sua nuca, mexendo meu quadril para frente em seu colo, roçando minha intimidade em seu pau, sentindo-o excitado. 


— Você não quer, Christian? 








A sensação de ter mãos por meu corpo não era estranha para mim. Eu tinha essa intimidade com Zach, mesmo que ele nunca avançasse o seu próprio limite, qual, muitas das vezes, eu procurava instigá-lo à ultrapassar. Contudo, tínhamos intimidade o suficiente para que eu saiba o que fazer agora e gosto da sensação de estar tão confiante. Aliás, Christian é meu melhor amigo e eu confio nele, apesar de tudo. Seus olhos me analisam quando beijo seu abdômen, descendo lentamente os meus lábios até o cós de sua cueca, deixando-me claro o quanto ele quer que eu faça algo além. Não agora. Apoio minhas mão no colchão e subo, voltando-me a sentar em seu colo, pressionando minha intimidade contra seu membro duro por baixo da cueca. Meus lábios encostam nos seus com lentidão, e suas mãos apertam minha bunda com força, me fazendo soltar um gemido baixo em sua orelha ao separar nossos lábios. 


Suas mãos abrem meu sutiã com rapidez, livrando-os de meu corpo com facilidade. Uma de suas mãos apertam meu seio, e continuo o provocando ao apenas me arrastar por cima de seu corpo, gostando quando sua outra mão me puxa para baixo para ter um acesso mais fácil para abocanhar o seio livre para dentro de sua boca, fazendo-me soltar um gemido mais alto. Rapidamente me repreendo por isso, por minha mãe estar em casa, mesmo que não dê para ela escutar algo, e respiro fundo, sentindo-me encharcada quando Christian coloca meu outro seio em sua boca, acariciando com a mão o outro que agora está mais sensibilizado. 


— Você sabe que eu quero te foder, não sabe? — Pergunta, baixo, enquanto arrasto minha cintura por seu membro duro por baixo da cueca. — Porra, Gwenevere, achei que nós fossemos amigos, garota, por que está fazendo isso comigo? — Diz em minha orelha, enquanto estimula-me por cima de minha calcinha. — O que você quer que eu faça com você, hein? — Eu mordo meus lábios, sem conseguir falar ao sentir seu dedo entrar em minha intimidade. — Você quer que eu coloque mais um? 


Involuntariamente mexo meu quadril contra seu dedo, e seguro com força em seu braço ao senti-lo colocar mais um. Eu quase faço uma careta, mas gosto da sensação que sinto, e solto mais um gemido abafado, gostando também de como seu toque em meu seio faz com que tudo fique mais intenso. Christian retira os dedos quando respiro fundo, afundando meu rosto em seu pescoço. Rapidamente seu corpo fica por cima do meu, e o analiso colocar o dedo em minha boca, fazendo-me chupa-lo mantendo o contato visual entre nós dois, seguindo-o descer uma mão por entre meus seios, minha barriga e a barra de minha calcinha. Seu pau duro fica bem marcado em sua cueca, e movo meu quadril para frente, esfregando-me contra o seu membro novamente, deixando claro para ele o quanto estou encharcada e excitada por ele.


— Anda logo com isso, Beadles, está esperando o que? — Pergunto, descendo a mão para seu membro, apertando-o e tirando um gemido rouco de sua boca. — Estou encharcada, Beadles, ande logo. 


Seus lábios se encostam nos meus, e arranho sua nuca, gemendo mais alto quando o beijo é cortado com sua boca em meu seio novamente. De fundo, escuto o plástico ser aberto e minha calcinha é retirada de meu corpo, e minhas pernas afastadas uma da outra, com ele se posicionando na entrada de minha intimidade, se empurrando com rapidez e força, me fazendo segurar com força no lençol e em seu ombro. Puta que pariu. A sensação é de que estou sendo rasgada, e minha boceta pega fogo, liberando uma sensação de dor e prazer por eu ter sido tão bem estimulada antes. 


— Devagar. — Peço, sentindo-o desacelerar e fazer minha boca abrir. — Não tão devagar. 


Seu sorriso me fazer fechar olhos e o barulho de seu quadril se chocando contra meu corpo ecoa por meu quarto, acompanhado de seus gemidos baixos, enquanto mordo os meus lábios para não gemer alto. A sensação de prazer some quando Christian decide sair e entrar repetidamente, me causando uma vontade de gritar com a ardência absurda, no entanto, não o peço para parar e o escuto gemer em meu pescoço enquanto se mantem chupando minha orelha e meu maxilar.


Seu pau parece se engrossar dentro de mim e mexo meu quadril com rapidez, pedindo a Deus que a dor passe enquanto isso. Christian geme por são e respiro fundo, sentindo-o se ocupar mais dentro de mim.


— Eu vou gozar, baby. — Avisa, soltando um gemido e concordo, fingindo um gemido, chamando a atenção dos seus olhos para os meus. Cheios de luxúria e desejo. Eu fecho os olhos, e estico um pouco meu pescoço para trás, fingindo realmente ter um orgasmo. Christian morde meu queixo, subindo para meus lábios, fazendo-me enfiar à língua em sua boca, sentindo-o querer disputar comigo quem consegue manter o controle por mais tempo. 


— Foi ótimo. — Comento, segurando seu rosto com carinho, enquanto me mantenho lhe dando alguns selinhos, enfiando os dedos em seu cabelo e suspirando, baixo. — Também preciso de um banho agora. 


Christian retira o preservativo com rapidez, vendo-o se esticar para fora da cama e ir em direção ao banheiro. Seus olhos param em mim, e levanto às sobrancelhas, vendo-o sorrir. Meu Deus, preciso tirar o lençol antes que ele veja a minha marca de sangue e uma virgindade retirada com sucesso.  


— Não me diga que está com vergonha de mim após transar comigo, Gwenevere? 


— Não, eu apenas... Vai abrindo o chuveiro e tomando o seu banho que eu vou tirar a roupa de cama. — Digo, com tranquilidade, vendo-o me analisar confuso. — Eca, Beadles. Suor, e... Você sabe o que mais, estão por meu lençol, . Se você é porco, problema seu. 


Fresca, meu Deus. —  Debocha, abrindo o chuveiro e fechando o boxe. —  Se não quiser vir, está tudo bem, é até melhor. — Confessa, sorrindo. — Assim a gente permance apenas como bons amigos que quiseram foder.  


— Exatamente isso, Beadles. — Grito, sorrindo de lado enquanto puxo o lençol de minha cama. O toque do celular de Christian me faz bufar e o procuro, olhando o visor e... — Hm... Chris? — Entro no banheiro e respiro fundo. — Brianna está te ligando. 


Christian parece levar um susto e gira a torneira com rapidez, fechando o chuveiro e secando sua mão para pegar o celular de minha mão. Minha nudez chama atenção de seus olhos, e me sinto desconfortável, puxando em seguida minha toalha para cobrir-me. 


— Ei — Christian diz baixo. — Não estou em casa, posso te ligar depois? 


Eu sinto vontade de revirar os olhos com essa cena patética. Não acredito que Christian está se envolvendo com Brianna e transou comigo? Essa garota já parece me odiar e faz um monte de coisa para me irritar e me colocar em situações embaraçosas, e agora... Fala sério, se ela souber disso, fodeu.  


— Tudo bem, estou indo, me espere. — Pede rápido e baixo. — Preciso ir, tudo bem? — Diz para mim, quase encostando os lábios nos meus. Viro meu rosto rapidamente, fazendo-o me encarar confuso. — O que foi, Gwenevere? Não posso te beijar, é isso? 


— É. 


— Pare com isso, Somers. 


Guio os meus passos até a porta e a destranco, fazendo Christian rir e concordar enquanto veste sua roupa. Nênia me segue até o banheiro e penduro a toalha, entrando no boxe e abrindo o chuveiro. Christian bate o dedo no vidro, e sorrio de lado o olhando. 


— Qualquer coisa me liga. — Avisa, e concordo, mantendo o sorriso em meu rosto. 


Chris? Posso te pedir um favor? 


Não contar para ninguém. É, eu sei, eu também não gostaria que os caras soubessem do que fizemos. 


Eu sinto um sentimento de alegria tão grande que, inconscientemente, o meu sorriso se alarga. 


— Obrigada, amo você e... Foi legal. 


Sua cabeça se mexe em sim novamente, e respiro fundo, me sentindo aliviada quando escuto a porta do quarto ser fechada. Ufa, pelo menos consegui fazer algo sozinha, mesmo que Jacklyn tenha me dado a ideia. 








Jacklyn empurra uma caixa de pizza para cima do sofá, e analiso o céu estrelado em cima de nós, aproveitando o clima gostoso de hoje. Apreciar a vista da minha casa é uma das coisas que eu sempre fiz questão de fazer, e para ser sincera, me sinto sobrecarregada quando me sinto presa em um lugar tão... Aberto. Um chute na perna me alerta, e resmungo um xingamento baixo, vendo minha melhor amiga encher a boca com uma fatia de pizza, enquanto respira fundo e me deixa claro que irá desabafar comigo. Ela bufa alto e com raiva, arrastando seu celular em minha direção. 


— Charles estava trocando mensagens com alguém pelo Instagram e eu vi pelas notificações que chegaram.— Diz baixo e seus olhos me entregam chateação. Um brilho aparece também, e respiro fundo por saber que são lágrimas. — No mesmo instante liguei para ele e o xinguei em todos os idiomas que sei, principalmente em alemão, sem me importar se ele estava ou não me entendendo. — Admite, respirando fundo. — E tudo o que ele conseguiu dizer para mim, foi que ele não estava trocando mensagens com ninguém e que pode me explicar. 


Ah, ele pode te explicar? — Pergunto com desdém e bufo fundo. — E que garota é essa? 


— Eu não sei.— Diz baixo — Não fiz questão de olhar. 


A gente se encara e eu bufo irritada com meu irmão. Não acredito que Charles realmente fez isso. Não faz sentido ele conversar com alguma garota pelo Instagram sendo que pode chegar notificação no celular de sua namorada, qual poderia ver a qualquer momento. Não acredito, e duvido que se a intenção dele era trai-la, ele não seria tão burro e tapado assim.  


O celular dela vibra várias vezes e a tela se mantém acesa enquanto algumas mensagens vão chegando. Ok. Seus olhos ficam fixos na tela, e ela lê todas em silêncio e revira os olhos, desbloqueando o mesmo para responder. Mas perde a coragem. Seus olhos voltam para as mensagens e ela suspira, virando-o para mim. 


"Jack, por favor, eu posso te explicar, da mesma forma que posso te provar. O que você viu não era para mim. Um dos meninos está com meu Instagram logado e eles estão fazendo merda. Eu juro"


"Eu sou apaixonado por você, porra. Até parece que eu iria abrir mão de você assim, do nada e por causa de outra."


"Para, amor. Vamos conversar!"


"Eu juro que Christian pode explicar" 


— Você vai acreditar nele, ou não? Bom, Charles sabe muito bem manipular as pessoas — Digo, deixando claro — Pense bem, primeiro fale com algum... 


— O pior de tudo é que eu acredito, Gwenevere, e isso porque sei da verdade, mas... Fiquei com raiva. Eu sou ciumenta, eu amo seu irmão... É lógico que a minha reação seria assim. — Resmunga, e reviro os olhos. — A verdade, é que Christian e Brianna estão saindo, nada sério, mas estão saindo, só que Christian queria meio que ficar com Brianna, mas todos nós sabemos como ela é e para ele fingir para Brianna que ele é diferente dela e que ele não precisa ficar explanando as garotas que ele fica, o plano dele foi usar o meu meu Instagram. Argh, eu odeio o meu irmão. Burro.  


— Espera, Brianna gosta de Christian? Tipo, gosta mesmo?  


— E você se importa por que? Por acaso vai perder a virgindade com Christian? — Pergunta sarcástica, e bufo alto, repreendendo-a. — E bom, Brianna é metida em várias coisas, e você sabe, é complicado.  


Os passos em direção a porta da varanda me chama atenção e Justin sorri de lado, levantando a mão em forma de cumprimentar. Eu concordo e Jacklyn levanta o dedo do meio. Eu sorrio e tomo um gole do refrigerante. Charles aparece logo em seguida e Jacklyn se levanta, mandando-o ficar longe. Justin franze o cenho e se aproxima, confuso com a situação. 


— Ainda nisso? — Questiona e impede de Jacklyn empurrar Charles. — Dá para você parar com isso, porra? Se você quer continuar com essa merda, vá para a sua casa ou vá para o meio da rua. — Manda, apontando para a porta. — Vocês dois estão achando que estão na Disney, né? 


Jackyn bate o ombro contra o seu e puxa Charles pela mão. Eu sorrio e olho para Justin, fazendo-o bufar irritado e me olhar. Por alguns segundos eu me distraio e tento pensar no que posso falar. Bom, não há o que falar, mas... Eu sinto vontade e respiro fundo, vendo-o me observando.  


— Quer comer pizza? Jacklyn acabou de trazer, há o suficiente para você encher a sua barriga. — Comento, vendo-o revirar os olhos e se sentar ao meu lado, claramente irritado com tudo. — Quer? 


Sua cabeça se mexe em sim e em grandes goles o mesmo acaba com meu refrigerante em questão de segundos. Eu sorrio de lado, vendo-o descer os olhos por minhas pernas, subindo para os meus seios e em seguida encarando os meus olhos. Eu levanto às sobrancelhas para isso, e não desvio os olhos dos seus, sentindo meu coração acelerar quando o mesmo ergue o rosto para perto do meu. Seu nariz encosta em meu pescoço e mordo meus lábios, sentindo seus lábios de leve se aproximando de minha pele, causando-me arrepios. 


— Você é tão cheirosa, Gwenevere. — Sussurra, baixo. — Você não faz ideia de como... — Eu me afasto e viro meu rosto para o seu, esbarrando meu nariz no seu, deixando nossas bocas bem próximas.  


— Eu não faço ideia do que, Bieber? Continue. — Pergunto, quase implorando ao subir a mão por seu pescoço, enfiando os dedos em seu cabelo. — Diz para mim... O que é que eu não... 


Sua boca encosta na minha em um selinho e viro o meu rosto, sentindo sua mão subir por minha coxa. Meu coração acelera e umedeço os meus lábios, gostando de seus lábios quentes e macios em meu pescoço. 


— Você não faz ideia da vontade que eu tenho de te foder, Gwenevere.



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