1. Spirit Fanfics >
  2. Droga, estou num Isekai >
  3. As consequências de uma ação

História Droga, estou num Isekai - Capítulo 9


Escrita por: Gabixy

Notas do Autor


Oie, testando, testando...

Eu voltei. Depois de uma semana de férias, finalmente trago a vós um capítulo novo.

E um capítulo que eu queria muito trazer, por introduzir algo realista que não é citado nos Isekai.



Boa leitura!

Capítulo 9 - As consequências de uma ação


– E pronto! Esse foi o último. – Mavis alertava alegre.

Suspirei aliviado, sentindo uma tontura enorme. Cai de costas no chão, exausto por tudo aquilo. Eu estava a mais de dez horas treinando como controlar a mana. Achei que nunca iria conseguir, mas no final, tinha conseguido realizar uma técnica para facilitar.

– Tenho que admitir, a sua ideia de dividir por dois a força anterior foi genial. – Mavis se aproximou ao falar.

– Genial e masoquista. Eu já simpatizei com a sensação de desmaiar. – Comentei sem graça.

– Mas aqui está você, de pé, após 1000 Fire Balls consecutivos. – Ela dizia.

Era verdade.. nem eu acreditava que havia batido essa meta. A real é que eu comecei a pensar sobre como eu via a magia. E até agora, eu tinha ativado a chama da espada apenas imaginando que ela acontecesse. Então, passei esse conceito para a mana, e comecei a pensar toda vez “Vou usar a metade da mana que usei antes”.

Fazendo cálculos, você logo percebe, que 1000 de mana, vira 500, que vira 250 e assim vai. No começo a diferença era muito pequena, mas logo depois, eu já conseguia lançar vários fireballs apenas imaginando isso.

Acontece que eu ainda teria que treinar bastante esse controle. Mas agora já tinha uma ideia de como.

– Percebi que minha percepção de magia é apenas a força da minha mente. Não preciso fazer nada além de desejar. – Comentei com Mavis enquanto estendia a mão, invocando chamas nos meus dedos.

A sensação de dominar aquilo já não me surpreendia, mas ainda era animador pensar que de fato essas coisas existiam. Se bem que desde que cheguei nesse mundo, não havia parado de ter esse tipo de reação.

– Fico feliz de ter vindo para cá. – Sorri ao murmurar.

– Você pode fazer os outros se sentirem gratos por você estar aqui também. – Mavis me chamou a atenção.

– A que se refere? Quer que eu seja algum tipo de herói da justiça? – Ri fraco.

Ela negou com a cabeça – Justiça não existe. – Comentou, me surpreendendo – Faça apenas o que você quiser. Apenas não abandone sua moral e sua honra. – Encostou o punho no meu peito, séria.

Pensei sobre aquelas palavras, abaixando a cabeça.

– Eu tenho uma missão de acabar com um mercado de escravos. – Falei, a encarando em seguida.

– Afiliado a guilda? – Neguei com a  cabeça para a pergunta.

– Uma pessoa me contratou. Mas agora que você disse isso, sobre justiça, estou pensativo.. Eu deveria apenas ignorar? – Perguntei sério.

Ela suspirou, virando as costas

– Essas coisas são como uma pilha de dominó. Derrube um, e terá que derrubar todos. Caso contrário, todos os restantes vão tomar atitudes ainda mais extremas para se manterem de pé. – Me olhou de relance.

Mordi os beiços, ciente daquilo. No final, eu não podia simplesmente chegar lá e destruir sem pensar nas consequências. Se eu continuasse a tratar as coisas de modo tão superficial alguma hora as reações seriam tantas que eu não conseguiria lidar.

– Isso é irritante. – Rangi os dentes.

Logo em seguida, percebi Mavis se aproximar. Ela ficou na minha frente, com aquela expressão séria que não condizia com sua aparência infantil.

– Natsu, decida-se. Não se prenda. Apenas decida. – Cruzou os braços, após tal fala fria.

Me assustei. Aquela pressão era enorme, e eu me perdia cada vez mais nos pensamentos. Porém, enquanto me afundava no caos da minha própria confusão, me lembrei do que havia prometido.

– Eu vou ser um jogador.. – Murmurei sem perceber.

Em seguida subi o olhar, de modo convicto.

– Me decidi. – Levantei do chão num pulo, ficando em frente a ela.

Mavis sorriu de canto – E então? – Levantou a sobrancelha direita, esperando minha resposta.

– Vou mudar as coisas com minhas próprias mãos. – Falei, a vendo estender o sorriso.

Sorri também.

– Nesse caso, eu vou te acompanhar. – Mavis falou.

– Me acompanhar? – Não entendi de primeira

– Sim. Ainda quero lapidar o diamante que você é de forma mais bela. Irei te ensinar tudo que sei, mesmo que demore anos. Se você quer mudar as coisas de dentro, vai precisar mais do que uma espada com poder destrutivo. – Piscou ao sorrir.

Me animei na hora. Tá brincando que eu teria minha própria fada guia? Estava me sentindo o Kirito quando recuperou a Yui no ALO.

– Estou sob seus cuidados, Mavis. – Falei animado.

– Me chame de Mestra. – Fez bico.

Na hora fiquei sem jeito, mas a ideia de falar que tinha uma mestra loli era a coisa mais legal de um personagem de isekai

– Estou sob seus cuidados, Mestra. – Repeti, rindo em seguida.

Ela fez o mesmo.

Confesso que estava realmente grato por poder encontrar alguém tão boa logo de cara. Se é que isso havia sido uma coincidência. Não me surpreenderia caso o nosso encontro tivesse sido coisa da Lucy.

Mavis bateu palminhas, interrompendo meu pensamento.

– Muito bem, vamos revisar algumas coisas. – Ela estalou os dedos, e nisso, surgiu uma mesa e duas cadeiras ao nosso lado.

Calmamente fui até lá, me sentando em uma. Ela fez o mesmo em seguida, estendendo um papel encima da madeira.

– Mercado de escravos estão espalhados por toda parte do reino. – Ela começava.

– De forma ilegal, certo? – A vi assentir

– Porém, comércios do tipo, movimentam a economia do reino. – Alertou.

Era como eu imaginava. Caso contrário, as providencias já tinham sido tomadas.

– Imagino que o próprio rei não possa fazer algo contra pois prejudicaria a movimentação da moeda. – Murmurei.

– Exato. O rei é a peça mais forte, mas sozinho, não constrói nada. Os nobres são o problema. Eles fazem seus próprios movimentos, não para defender o rei, mas sim a própria vida. – Explicava enquanto fazia surgir desenhos no papel estendido.

Ao mesmo tempo que eu me impressionava com a magia de Mavis, eu começava a entender o que acontecia nesse reino.

– Um exemplo superficial é que o dinheiro do mercado de escravos vá para alimentar a reserva do setor agropecuário. Se de repente não houvesse mais mercado de escravos, na melhor das hipóteses, dinheiro de outra área teria que ser requisitado. E na pior das hipóteses, o imposto ia aumentar consideravelmente. É assim? – Perguntei, vendo-a assentir em seguida.

– Sim. É uma torre de cartas, onde basta tirar uma, que o equilíbrio se perde. – Mavis falou

– Como todo sistema econômico. – Complementei – Cansei de estudar isso.. – Lembrava das minhas aulas de história e sociologia.

– Quando você disse que se decidiu, suponho que estava ciente desse fato. – Ela dizia.

Suspirei em seguida

– Sim. Mas não é como se eu quisesse implementar um sistema novo. – Desviei o olhar

– Como assim?

A olhei de relance – Não importa em que mundo seja, no final, o capitalismo vai ser o sistema final. Os humanos são programados para ter o mesmo raciocínio de sobrevivência. – Comentei.

– Então.. O que você vai fazer?

– Dar um empurrão. – Sorri de canto – Irei deixar os cérebros do reino sem saída. Eles terão que adotar o sistema capitalista uma hora, mas isso significaria formar uma desigualdade imensa. Os escravos de hoje serão os desempregados de amanhã.. é um ditado popular do meu mundo. – Ri fraco ao citar.

Mavis sorriu sem graça – Estou perdida com esses termos.

Suspirei – Não adianta nada liberar os escravos agora. Eles não possuem família e nem dinheiro. Iriam ser forçados a viverem até morrerem de fome, ou se tornarem ladrões para sobreviver, isso se não forem mortos na tentativa de caçar monstros como fonte de renda. De certa forma, o mercado de escravos é a casa deles.

Olhei para Mavis, vendo sua cara pensativa. Provavelmente era difícil tentar imaginar um sistema que ainda não existe. Mas como o capitalismo era algo que eu já estava habituado, estava confiante no que faria.

– Temos que ficar ricos, Mavis. – Falei, a vendo me olhar.

Ela virou a cabeça, de modo torto, mas em seguida arregalou os olhos

– Vai gerar empregos? – Sacou

Sorri, apontando – Bingo! Irei usar minha influencia para ter a permissão de meu próprio negócio. De modo sutil, farei acharem que será algo pequeno, e pedirei que eu não precise pagar imposto, de modo a ter somente lucros. Aos poucos irei crescendo nas sombras dos nobres, e substituirei os negócios sujos. Quando estivermos lucro o bastante, faremos o rei começar a cobrar impostos nossos, para acalmar os nobres que a essa altura irão exigir parte da minha renda. Porém, quase todo o dinheiro será desviado secretamente, até que em certo momento, o reino não precisará de comércios ilegais para manter as coisas. E assim, podemos eliminar de uma vez todos os submundos.

– Então.. isso vai forçar o reino a continuar dependendo dos impostos do seu negocio para se manter de pé? – Mavis raciocinava, sorrindo aberto.

– Exato. Estarei com todos na palma da minha mão. Eles podem até querer que eu pague ainda mais, mas eu poderei recusar sem pestanejar. Afinal, se eu cair, eles caiem também. – Ri ao falar.

– Mas, e no futuro? – Mavis voltava com a face preocupada.

– Eu já não disse? Esse vai ser meu empurrão. Outros negócios surgirão depois, e forçarão o reino a depender deles também. – Olhei para cima – No meu mundo, o rei é escolhido pelo povo por esse motivo. O rei é uma marionete controlada pelas pessoas, e não o contrário. – Pisquei.

Mavis ficou em silêncio em seguida, mas logo gargalhou alto.

– É isso! Isso que eu tava falando! – Apontava, me assustando – Quando alguém como você vem para cá, mudanças radicais acontecem, não falei? – Voltava a citar

Sorri – Sim, você tinha razão.

– Mas, você ainda nem começou, e está tão confiante.. – Ela sorriu ao comentar.

– Estou confiante... porque posso.. – A olhei de relance, convicto nas palavras.

<Erza POV> Um dia depois

Havia acabado de terminar meu treino diário, e logo em seguinte teria que chegar para a reunião da vanguarda.

Sem presa, tomei banho e vesti minha armadura.

De alguma forma, agora ela parecia pesada. Algo me dizia que eu devia não usar.

Eu estaria imitando Natsu fazendo isso? Onde estaria meu estilo próprio?

Não importava como eu via, eu desconfiava até da minha espada agora.

– Comandante! – Meus pensamentos foram jogados para longe ao ouvir tal. 

– Levy. – Murmurei ao ver ela na minha frente, fazendo reverência.

– Como a senhorita está? – Sorriu ao começar a caminhar do meu lado

Continuei olhando para frente

– Podia estar pior. – Disse, ouvindo uma risada sem graça dela.

Logo que chegamos a porta da sala de reuniões, vi aquela pessoa desagradável parada em frente.

Roupa branca, cabelos longos e avermelhados, de tom escuro. E claro, aquele olhar venenoso que parecia estar debochando de todos.

– Muito boa noite, senhora comandante. – Ele me cumprimentou.

Apenas assenti, sem encara-lo.

Então, abri a porta com as duas mãos, entrando em seguida.

Calmamente andei em direção a minha cadeira, que era a do centro. Levy, como minha assessora, ficou de pé ao meu lado.

Levantei o olhar, encarando os três que estavam presente.

E claro, mais ao fundo, deitada num sofá, Lucy, lendo alguns papeis.

– Muito bem. Vamos começar. – Os encarei seriamente.

– Primeiro, por que não discutimos a sua posição como comandante, Erza? – Era o infeliz de antes, falando de modo debochado.

– Permitirei que diga o que está te incomodando, Erik Cobra. – Disse ríspida.

Ele gargalhou

– Ouvi de alguns passarinhos que a nossa tão temida comandante foi humilhada por um ninguém. – Ria sozinho enquanto falava.

– Do que está falando, insolente?! – Levy se irritou.

– Ninguém? Estamos falando de alguém que matou um dragão. – Angel dizia.

– E dai? Esse dragão poderia estar sem força já. – Deu de ombros.

Suspirei, imaginando que alguém assim uma hora ia aparecer. O único modo de entender sobre a veracidade do poder de Natsu era estar frente a ele.

– Erza. Você não luta na linha de frente a tempo. Só fica atrás da mesa, sem fazer nada. É fraca. – Ele sorriu ao falar.

Percebi na hora todos o olharem com fúria. Bastava um instante para ele estar morto.

Eu nunca deixaria uma situação dessa passar antes, mas eu havia mudado após conhecer Natsu. 

– Você tem razão, Erik. – Sorri de canto ao falar.

Todos me olharam surpresos.

– Eu sou fraca perante ele. Isso é inegável. – Olhei para cima.

Ele riu, mas foi nessa hora que me levantei, o vendo arregalar os olhos.

– Se você matar Natsu Dragneel, eu renuncio a posição de comandante e até morro se você desejar. – Falei séria, vendo os olhares assustados em direção a min.

– C-Comandante?! – Angel fez uma cara de pânico.

Erik ficou um tempo absorvendo o que falei, e quando fez, começou a gargalhar alto.

– Hahahahaa, você realmente me subestima, Erza. – Continuava a rir.

– Diga isso quando conseguir matá-lo. – Falei ríspida, o vendo parar de rir.

Ele calmamente se aproximou, ficando frente a frente comigo.

– Eu vou te colocar no chão, Erza. O reino não precisa de uma comandante covarde assim. – Cuspiu para o lado, tentando me provocar.

– Reconhecer sua fraqueza é necessário em todo líder, Cobra. – Jura falava, sério como sempre.

– Calado, velhote. Amanhã, quando eu sair para matar esse cara, estarei planejando a reforma da vanguarda com eu no comando. – Ele sorria ao falar.

Foi então que no meio de todo o ódio que lhe encarava, ouvimos um riso.

Era Lucy, que começava a se levantar do sofá.

– Amanhã? Por que não faz isso agora? – Se espreguiçou. 

– O que quer dizer, esquisita? – Cobra a olhou com desprezo.

Lucy não se abalou e deu um sorrisinho, fechando os olhos.

– Estou dizendo para matá-lo agora. – Lentamente abriu os olhos, fazendo seu olho azul brilhar, enquanto o castanho se tornava escuro e vazio.

Aquela sensação era assustadora, não importava quantas vezes eu visse.

– Eu posso te mandar para onde ele está agora. E claro, posso te trazer de volta num instante também. – Estendeu a mão, criando um portal sem esforço algum.

Surreal, era como eu descrevia a capacidade mágica dela.

– I-Isso.. Um portal mágico, sem encantamento e sem circulo... – Angel sussurrava, com os olhos arregalados.

– D-Desde quando você sabe usar isso? – Levy perguntou tão surpresa quanto

Lucy as olhou confusa

– Desde sempre. Foi fácil fazer. – Deu de ombros, deixando todos chocados.

– Com essa magia, a Vanguarda poderia ter poupado muito recurso e tempo. Mas você preferiu esconder de nós? – Jura a olhou friamente.

Lucy gargalhou alto

– A magia é minha. Não tenho obrigação de usá-las com vocês. – Abriu uma expressão assustadora.

– Você é podre, Lucy Heartfillia. – Jura não mediu desprezo ao falar.

Ela o encarou de volta

– Por ser livre? – Sorriu, vendo que fez veias saltarem dele.

– Já chega. – Falei alto, fazendo eles me olharem.

Em seguida, encarei Erik.

– E então, o que está esperando? – Chamei a atenção dele – Mate Natsu Dragneel e vire o novo comandante. – O encarei séria.

O silêncio dominou a sala novamente, até que finalmente ele começou a rir.

– Que divertido. Muito bem, vou fazer isso. – Se virou, indo em direção ao portal de Lucy.

– Pronto? – Ela perguntou, continuando com o sorriso.

Ele se alongou em forma de deboche e assentiu. Lucy então estalou os dedos, e com isso, o portal se abriu.

Podíamos ver através dele um campo aberto, onde mais a fundo estava muralhas de alguma cidade.

Pelo jeito Natsu não havia ido muito longe ainda.

– Ele está ali? Como sabe? – Cobra perguntou

Lucy sorriu – Eu coloquei um encantamento de rastreamento nele. – Explicou calmamente.

Ela conseguia manter magias mesmo estando muito longe? Lucy Heartifilia conseguia me surpreender cada vez mais.

– Então, lá vou eu. – Dito isso, Cobra pulou dentro.

Assim que ele sumiu, Lucy desfez o portal e andou calmamente até a mesa.

– O que vai fazer? – Perguntei.

Ela tocou na mesa e logo um brilho surgiu

– Vamos assistir. – Ela disse.

De repente, uma espécie de projeção apareceu.

– Enviei um espírito junto com o Cobra. Estamos vendo a visão desse espirito. – Ela explicou.

– V-Você fez tudo isso sem a gente perceber? – Levy murmurava incrédula.

– Tantas coisas que seriam uteis.. – Jura sussurrava indignado

– Quietos, vamos ver! – Lucy interrompeu, sorrindo animada.

Assim que ela falou, reparei na visão projetada na mesa. Era Natsu, sentado no meio do nada, olhando pro chão.

– Ele é bem diferente do que eu imaginei. – Angel comentava com o dedo na ponta do lábio. 

Tentei encontrar Cobra, mas nada vi. Provavelmente era sua magia de invisibilidade.

– O Erik usa veneno né? Isso quer dizer que se ele conseguir encostar nele, ele vence? – Angel perguntou

– Mesmo que isso fosse verdade, não é como se fosse simples encostar nele. – Comentei séria, a vendo se surpreender.

Logo que falei, pude ver Natsu levantar a cabeça. Ele pareceu ter percebido alguma coisa.

Achei que ele havia percebido o Cobra, mas todos fomos pegos de surpresa ao ver ele olhar “para a gente”.

– Hihi, ele me descobriu. – Lucy riu ao falar.

– E-Espera ai! Ele percebeu a essa distância, algo que ninguém aqui percebeu antes? – Angel arregalou os olhos.

– Sujeito intrigante.. – Jura murmurava

– Vocês não viram nada ainda. – Decidi falar, séria.

Logo depois, ele pareceu suspirar, decidindo ignorar a nossa espionagem.

Então, foi quando de repente, deu um pulo para frente.

Na hora, Cobra apareceu de sua invisibilidade, fracassando no golpe furtivo.

Encarei a espada nas costas de Natsu, anciosa para ver ele lutando com ela novamente, porém, ele nem ao menos deu sinal de que pretendia pegar.

Cobra voltou a tentar ataca-lo, pulando rapidamente na direção dele, jogando adagas.

Achei que Natsu fosse apenas ignorar, afinal, ele não havia sentido nada nem comigo fincando minha espada no seu peito.

Porém, ele pulou para o lado, rolando no chão.

– E-Ele.. – Murmurei.

– Ele tem ótimos reflexos. – Jura elogiava.

Cobra voltou a tentar ataca-lo, desta vez, tirando seu machado de Berserker das costas.

Natsu segurou com as mãos, pulando em seguida. Ao fazer isso, chutou a cabeça dele no ar, o fazendo voar longe.

Quando percebi, havia sorrido, gostando de ver aquilo. Algo me surpreendeu depois – Ele estendeu a mão e de lá, fez surgir uma bola de fogo.

Calmamente lançou, a fazendo ir em direção a Cobra, que terminava de se levantar.

Porém, ao atingi-lo, não fez nada.

– Não teve efeito? – Angel arqueou a sobrancelha

– Não. Ele falhou no feitiço. – Lucy sorriu ao falar.

– Falhou?!

Suspirei – Como citado no relatório, ele está sem memórias. Não é surpreendente que isso aconteça. – Comentei.

– Então.. Em outras palavras. – Angel concluía.

– Ele está usando o Cobra para treinar. – Lucy complementou. 

Sorri de canto, enquanto via Natsu lançar uma bola de fogo após a outra, enquanto Cobra ou desviava ou cortava com seu machado.

– Mas essas chamas que ele ta usando estão fracas demais. – Jura comentava.

– Ele provavelmente está tentando acertar a quantidade certa de mana. – Lucy explicou – Comparado ao primeiro Fire Ball, a força só aumenta. – Citou

– Agora que você falou.. – Reparei que as explosões ficavam cada vez mais fortes.

De repente, ele criou outra bola e pulou para trás, desviando de Cobra. Com isso, lançou-a.

Quando vimos, Cobra foi lançado para trás pela força.

– Ele achou. – Lucy murmurou

Ficamos apreensivos, vendo que o teste de Natsu finalmente havia acabado.

Enquanto Cobra se levantava, Natsu estendia o braço. Entretanto, desta vez, fez algo diferente.

Ele estendeu dois dedos da mão e agiu como se tivesse mirando em Cobra.

De repente, de seus dois dedos, um projétil de fogo saiu, com velocidade o suficiente para mal dar de perceber.

Atingiu Cobra no peito, o fazendo cair de joelhos.

– O que foi isso? – Levy estava tão surpresa quanto todos os outros.

– Uma bala. – Lucy respondeu. 

– Bala? – Jura arqueou a sobrancelha

– É um projétil pequeno que atinge cerca de 200 metros por segundo. A velocidade é tanta que supre a necessidade de tamanho, afinal, velocidade gera impacto, que por sua vez, gera força. – Ela explicava, com os olhos brilhando.

Eu estava em choque com aquilo. Mas me surpreendi ainda mais quando ele estendeu o outro braço e fez a mesma coisa com os dedos.

Cobra se levantou furioso e nisso começou a correr em direção a Natsu.

Então, ele começou a atirar com as duas mãos, atingindo desde o pé ao ombro de Cobra.

– Ele não está mirando em locais letais.. – Jura murmurava.

– Ele está realmente levando como brincadeira. – Angel dizia assustada.

Foi então que vimos finalmente ele parar de atirar e desviar, tomando uma atitude ofensiva em seguida. 

Ele parou o ataque de Cobra com a mão esquerda, e com a mão direita, puxou a perna dele, o fazendo cair de cabeça no chão.

Após isso, o socou no rosto, o deixando inconsciente.

Suspirei, vendo que havia acabado. Olhei para Jura e Angel, vendo suas caras de surpresa.

– Entendo o motivo de você dizer que é fraca, Erza. – Jura me olhou seriamente.

– Não. Isso é diferente. – Falei.

– Como assim?

– Esse Natsu de agora.. Esse estilo de luta.. Essa magia.. Eu não fazia ideia de que ele a tinha. – Comentei seriamente.

– Em outras palavras, ainda não temos ideia da real força dele. – Levy complementou.

– Muito bem, hora de trazer ele de volta. – Lucy chamou nossa atenção.

Dito isso, estalou os dedos, fazendo a projeção sumir. Ela calmamente andou até a parede e de lá, fez surgir um portal.

Bateu duas palmas e de repente, Cobra apareceu sendo lançado de dentro.

– Prontinho. – Ela sorriu.

Ele, todo machucado, mas ainda vivo, havia acabado de retornar a consciência.

Tonto, ele olhou para cima, na minha direção.

Friamente o encarei de volta. Caminhei até ele de forma séria.

– E então? Você o matou? – Sorri, gostando de ver o corpo dele lotado de sangue.

Ele me olhou, e nisso, começava a abrir a boca. Eu estava no meu limite a tempos, e por isso, não queria ouvir mais nada dele. Tirei minha espada da bainha e cortei sua cabeça fora em um instante. 

Lentamente ela foi rolando pelo chão. 

– A vanguarda não precisa de alguém que duvide da comandante. – Cuspi, encarando com desprezo.

O silêncio que havia ficado foi interrompido por um assobio de Lucy.

– Que assustador.. – Ela sorria aberto. – Mas agora esse lugar ficou fedendo. – Fez uma careta.

– Limpe você mesma, então. – Sorri ao falar.

No instante seguinte, vi Lucy abrir o sorriso de forma perversa. Ela estalou os dedos e de repente, o sangue que estava jorrado, começou a volta para dentro do corpo de Cobra.

A cabeça dele começou a voltar para seu pescoço, como se tivesse voltando no tempo.

E então, ao estar colada, o corpo se levantou sozinho. 

– Isso significa que eu posso pegar para min, Erza? – Lucy fez bico ao ficar ao lado do corpo em pé de Cobra.

– O-O que você fez? – Angel e Jura perguntaram em uníssono, aterrorizados com aquilo.

Engoli seco, tentando manter a calma também.

– Não se preocupem, ele já está morto. Não posso fazer as pessoas voltarem a vida. – Gargalhou, se divertindo com nossas reações.

– Então.. Por que ele está respirando? – Perguntei ao reparar no pulso do pescoço dele.

– Ele é meu zumbi agora. Hospedeiro de espíritos vazios, que uma vez foram humanos. – Comentava enquanto acariciava a pele de Cobra.

Após isso, as mãos dele se levantaram e começaram a acenar, fazendo sinais de paz. 

– Legal, né? – Ela sorria de forma psicopática.

– Você é maluca. – Jura a olhava com terror puro.

Lucy rapidamente o olhou e nisso estreitou os olhos. Quando vimos, o zumbi de Cobra se moveu na direção dele tão rápido como quando era vivo. 

Jura paralisou ao ver o corpo dele na posição de um soco, parado no ar.

– Quase, hein! Espíritos são bem protetores com seus mestres. Eu teria cuidado se fosse você. – Ela piscou, rindo em seguida.

Ao ficar novamente um silêncio, Lucy andou até min, me fazendo encarar seu olho azul.

– Estou saindo, comandante. – Sorriu simpática.

Assenti, vendo que o zumbi ainda continuava no mesmo local e na mesma posição.

Então, após Lucy sair da sala, o corpo dele explodiu em fragmentos brilhosos, sumindo em seguida.

Eu não sabia com o que me impressionava mais.

Natsu ou Lucy.

<Natsu POV>

Cai deitado no chão, sorrindo a beça.

Eu ainda não havia acreditado que tinha funcionado. Por um momento havia me irritado por ver alguém da vanguarda vindo atrás de min, mas parando para pensar, era óbvio que nem todos iriam aceitar.

Mas, eu estava mais feliz com o meu resultado. Eu havia conseguido manipular completamente a magia do meu jeito.

Como Mavis havia dito, não tinha padrões.

– Voltei! – E falando nela. De repente, a vi surgindo do meu lado.

Me levantei num pulo, animado.

– Você não vai acreditar..! Eu..

– Eu vi tudo. – Ela me cortou

Me desanimei

– Fodeu com meu barato.. – Desviei o olhar

Ela gargalhou – Mas foi incrível. Você realmente fez o que havia falado. – Olhava para minha mão.

Sorri, estendendo o braço para a frente.

– Como você disse, primeiro formo o molde e coloco a mana necessária. Mas eu percebi que quanto menor for esse molde, mais rapida a força de lançamento fica. Então tentei concentrar toda a mana necessária numa única bolinha e atirar.

– Natsu, não preciso que me explique como você fez. – Ela comentou – Sua visão é completamente diferente da minha, eu nunca vou entender. – Gargalhou.

Suspirei, vendo que ela tinha razão.

– Entendi. Mas então, você tem alguma sugestão de como eu posso melhorar isso? – Voltei com o sorriso animado.

– Claro! Posso não ter a mesma visão que você, mas consigo imaginar possibilidades iguais. – Piscou

– Conto com você, Mestra! – Levantei o punho.

Ela gargalhou. Fiz o mesmo em seguida, me divertindo demais com a situação.

De certa forma, nunca estive tão feliz.


Notas Finais


E então, o que acharam da breve introdução de economia fictícia?
Tentei escrever de forma bem simples, para melhor entendimento.

Lets goo que agr to animada

Até o próximo!!!!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...