História Drop Of The Sea - Capítulo 1


Escrita por: e Otpeotp

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai, Sehun
Tags Drama, Exo, Fluffy, Kaihun, Otpéotp, Romance, Sekai, Sekaiéotp, Yaoi
Visualizações 83
Palavras 9.141
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, amoreees
Tô feliz por estar participando desse evento e nervosa também aaaa
A fic tá meio grandinha, eu até ia dividir ela em dois capítulos, mas né ;-; decidi colocar tudo em um só.
Uma breve explicação - Sindrome Mielodisplasica: engloba um grupo de doenças hematopoiéticas que ocorrem quando as células formadoras de sangue na medula óssea estão danificadas. Este dano leva à queda do número de um ou mais tipos de células sanguíneas
Divirtam-se lendo, amo vcs.
(Tomara que a pessoa que tenha mandado esse plot goste, tomara mesmo fiz com todo amor <3)
Minha senha é: doublemaknaes

Capítulo 1 - Capítulo Único


Seul, 22:37 p.m

Oh Sehun estava esperando seu irmão chegar de mais uma sessão de quimioterapia, mas acabou dormindo com a cabeça apoiada na beirada da cama do caçula ao esperar por ele. Acordou com o barulho da fechadura velha da porta daquele quarto e rapidamente se levantou ao ver seu irmão entrar no quarto sendo trazido em uma cadeira de rodas e com o olhar caído.

— Quer que eu te coloque na cama?

— Prefiro que você evite a fadiga. – sorriu forçado. A fadiga era um dos sintomas da quimioterapia. Estendeu os braços para o enfermeiro que lhe trazia e o homem lhe colocou deitado confortavelmente sobre sua cama e saiu. – Você está velho demais para ficar dormindo em cima dessas cadeiras, não acha? Sua coluna deve estar um lixo. – Sorriu minimamente.

— E você poderia parar de me chamar de velho e ir dormir, tampinha.

Por um hábito, o mais velho iria passar suas mãos na cabeça de Sehyun para bagunçar seus cabelos, mas o mais novo parou de querer isso quando seu cabelo começou cair e no momento ele estava quase careca. Então Sehun parou momentaneamente e suspirou.

— Ei. – Sehyun bateu no braço de seu hyung. – Eu sou quase do seu tamanho, não me chame de tampinha.

— Porém, ainda assim, é menor que eu. – Sehun sorriu sugestivo e seu irmão fez um biquinho.

Depois de mais palavras trocadas, Sehun cobriu seu irmão com o cobertor que havia ali e ficou velando seu sono por um tempo.

Levantou-se da cadeira em que estava, realmente, sua coluna doía bastante. Esticou-se e ouviu-a estalar, o que lhe fez arregalar os olhos.

— Definitivamente estou virando um velho. – Disse baixinho, e virou-se para trás.

Percebeu que tinham colocado uma cortina no meio do quarto, uma grande cortina como uma divisória, de princípio não entendeu o motivo, mas já imaginava o que era.

Abriu uma brecha entre as cortinas para passar e sair do quarto. O ruivo estava com fome, tinha ficado praticamente o dia inteiro naquele quarto em meio a cochilos e mal havia se alimentado.

Andou devagar, graças as suas dores nas costas.

— Você anda como um velho. – Ouviu uma voz que não era a de seu irmão, e virou-se para trás imediatamente, vendo que agora havia outra cama ali. Realmente, tinham dividido o quarto para dois pacientes. – Não te culpo, deve ser desconfortável ficar o dia inteiro sentado numa cadeira de plástico. Quer sentar-se aqui? – Deu espaço na cama e bateu no colchão de leve.

Sehun se assustou com toda essa boa recepção. Era um garoto, parecia ser pouco mais velho que seu irmão. E usava uma touca, porém ainda tinha vários fios para fora desta. Tinha um livro perto de si, e fones de ouvido em sua cama.

— Ah, não, obrigado. Você deveria descansar, está tarde. – O ruivo disse já saindo do quarto deixando o outro para trás.

No meio daquela noite um paciente foi transferido para aquele hospital, e colocado como colega de quarto de Sehyun. Kim Jongin era seu nome, tinha 19 anos e sofria de Síndrome Mielodisplásica. Era um excelente rapaz, porém solitário. Seus pais o deixavam sozinhos nos hospitais já que eram bem ocupados e isso deixava o Kim triste, porém, ele tentava não dar importância para esse tipo de coisa.

E ao ver que teria um colega de quarto pensou na possibilidade de fazer alguma amizade. Jongin tinha a pele levemente bronzeada, os cabelos castanhos escuros assim como seus olhos, era alto e magro, e ao ver de todos era um rapaz bonito.

— Desculpe-me por te abordar desta maneira, é que já faz alguns dias que eu só falo com os médicos, e ninguém mais. – Suspirou, o moreno, ao perceber que o rapaz, visto a pouco, havia voltado.

— Não precisa se desculpar, é bom que agora você tem um colega de quarto.

— Eu ainda não o vi, você é ele? – Sorriu animado. – Você não me parece doente. – Olhou para Sehun de cima a baixo. – Você parece ter bastante saúde isso sim. - o de cabelos ruivos corou com o comentário final. –

— Você também está bem animado, sabia? É bom não ver alguém cabisbaixo nesse hospital. E o seu colega de quarto não sou eu, é o meu irmão.  – Informou e o Kim abriu a boca em surpresa.

— Wow. Você está aqui com o seu irmão? Eu gostaria de ter um irmão que ficasse comigo. – Sorriu. – E acho que sempre me verás animado, eu acho que a vida é muito bonita para ficar triste por muito tempo. Ainda mais agora que não sei quanto tempo ainda vai me restar. – Deu de ombros.

Sehun estava andando até o lado do quarto que ficava seu irmão, mas parou imediatamente ao ouvir o que o Kim tinha dito. Aquilo lhe fez ficar triste.

O ruivo estudava medicina e sabia que realmente, as pessoas que tinham câncer não sabiam ao certo se lhes sobrava muito ou pouco tempo de vida. E ao ver o moreno ali soube que sua doença não estava para acabar, e sim para começar. E começou a odiar ter a ideia de pessoas sofrendo como seu irmão.

— Sua forma de pensar é realmente bonita, admiro ela. – Sorriu. – Bom, eu, vou ficar com meu irmão. – Disse sorrindo de canto. – Boa noite. E boa sorte com tudo.

— Obrigado. Boa noite. – O Kim abriu um largo sorriso, amava quando alguém era gentil consigo.

Ao ver de Sehun o rapaz que tinha chegado a pouco era uma boa pessoa, tinha um bom humor que Sehun imaginou que não duraria muito tempo graças ao decorrer do tempo e das consequências que sua doença lhe causaria.

Sehun não era pessimista, mas ele sabia que a realidade sempre era dura conosco.

Velou o sono de seu irmão e lhe escreveu um bilhete com as folhas e canetas que tinham ali, Sehyun amava escrever cartas e não deixava Sehun lê-las. De acordo com o mais novo, seu irmão só podia ler alguma quando fosse a hora certa.  

Precisaria sair pela manhã, resolver algumas coisas, e deixaria seu irmão no hospital por um tempo. E não nega que ficou aliviado ao saber que o mais novo não ficaria tão sozinho, teria uma companhia. Pelo pouco que pode ver do rapaz novo, imaginou que puxaria assunto com seu irmão que também era bastante sociável.

|Dia Seguinte – 13:22 p.m

Sehyun ficou um pouco triste ao saber que não veria seu irmão logo de manhã, porém ficou animado quando seu enfermeiro lhe contou que tinha um novo colega de quarto e estava ansioso para conhecê-lo. Seu enfermeiro tinha lhe dito que o outro estava voltando de sua primeira sessão de quimioterapia, o Oh mais novo suspirou.

As cortinas que dividiam o quarto estavam abertas agora, e Sehyun viu quando a porta foi aberta e um moreno alto abriu a porta e entrou no quarto em passos lentos com um enfermeiro atrás de si lhe oferecendo ajuda a qual ele recusava.

— Ai, hyung. Deixe-me caminhar. – O moreno pedia fazendo uma expressão de falsa irritação. Sentou-se na cama e teve uma breve conversa com o enfermeiro sobre como se sentia. – Eu só estou um pouco tonto, mas estou bem. Não se incomode comigo.

— Você é claramente eu depois da minha primeira sessão. Se Sehun me oferecesse ajuda novamente eu provavelmente teria dado um chute no meio das pernas dele. – Sehyun sorriu de canto, sua voz baixa atraiu a atenção de Jongin que levantou o olhar.

— Ah, você que é o meu colega de quarto? – Perguntou sentando-se melhor em sua cama. – Olá, prazer. Kim Jongin. – Sorriu.

— Oh Sehyun. – Sorriu de volta. – A quanto tempo você está aqui? – perguntou curioso.

— Cheguei ontem à noite. E acho que estava grogue demais para ter percebido a minha presença ontem quando você veio de seja se lá onde. – Deu de ombros, pegou seus quadrinhos do homem-aranha que sentia a necessidade de terminar de ler ainda aquele dia. – Você gosta de...

— MEU DEUS! Você tem essa edição, ai cara, me empresta isso, nunca te pedi nada. – Sehyun pediu.

— Quadrinhos. – Jongin riu completando o que dizia. – Claro que te empresto, eu tenho uma caixa! – O Kim saiu da cama devagar, estava realmente muito tonto.

Pegou uma caixa cheia de histórias em quadrinhos de heróis da Marvel que estava em cima do criado-mudo posto ali e andou em passos lentos, por uma vez quase tropeçando em suas próprias pernas, finalmente sentou-se na beirada da cama de Sehyun.

— Ei, cuidado. Você não pode ficar se mexendo e fazendo esforço depois da quimio. – Informou o mais novo.  

— Eu ainda não me acostumei totalmente com a ideia de que não posso mais fazer o que sempre fiz normalmente. Nem com a ideia de que estou doente. – Jongin ficou sério e balançou a cabeça negativamente. – Mas, olha só, agora eu não me sinto mais tão estranho por ter mais de 18 anos e gostar de ler isso. – Mudou de assunto.

— Ai, você pensa que eu sou maior de 18? Não sou, cara. O velho nesse quarto é o Sehun, meu irmão. – Disse fazendo uma careta. – Eu tenho 17, e pelo visto você é meu hyung.

— Tenho 19. Mas pode pegar o que você quiser. – Jongin pegou a caixa e a colocou de cabeça para baixo fazendo as revistinhas caírem no colchão. Sehyun se encantou, e logo pegou uma que estava procurando há um bom tempo e pedindo para que Sehun comprasse. – Onde você conseguiu essa? Era limitada, mano.

— Meus pais servem pelo menos para comprarem o que eu quero. – Falou de cabeça baixa, folheando algumas páginas do que estava lendo.

Sehyun ficou sério, e sua curiosidade falou mais alto.

— Por que fala desse jeito dos seus pais? – Perguntou o mais novo.

— Eu não quero entrar em muitos detalhes, e eu acho um pouco triste. Talvez isso não lhe faça bem. – O moreno falou, e iria continuar, mas foi cortado pelo outro.

— Olha, eu nunca tive um colega de quarto. E o que acha de sermos amigos também? Quando se sentir confortável para contar qualquer coisa, estarei aqui. E o Sehun também, ele é ótimo com conselhos.

Jongin sorriu com aquilo e assentiu, gostava muito de fazer amizades. E nos últimos meses sentia-se a pessoa mais solitária do mundo.

Passaram-se horas e horas em muita conversa, brincadeiras onde os dois pacientes ficaram se conhecendo cada vez mais até que Jongin teve que sair do quarto, mas fez questão de deixar Sehyun rodeado de quadrinhos. O mais novo realmente gostava daquilo e Jongin gostava de fazer as pessoas mais felizes. O moreno tinha uma série de exames marcados para aquele final de tarde, suspirou e sentiu seus olhos lacrimejarem ao reparar que não havia a sombra de seu pai ou de sua mãe nos corredores dos hospitais.  O moreno foi encaminhado à uma sala e de lá mesmo começaria sua bateria de exames.

Minutos mais tarde, Sehun chegou ao quarto e encontrou seu irmão. Fazia algum tempo que não o via tão empolgado. Quando entrou no cômodo, logo seu irmão lhe chamara para mais perto mostrando a quantidades de quadrinhos que seu mais novo amigo, Jongin, tinha. Por um longo tempo o ruivo ouviu seu irmão caçula falar de seu colega de quarto com empolgação. Sehun ficou feliz, pois sabia que agora Sehyun teria um amigo além de si.

Graças ao tanto de comentários que ouviu ficou curioso para conhecer Jongin melhor, seu irmão tinha lhe contado o quanto era bonito. E que não era menor de idade, e que bom...

Sehyun era a pessoa mais casamenteira que Sehun conhecia. Um namorado que Sehun teve há uns dois anos atrás foi graças ao cupido que tinha como irmão.

— Ele é maior de idade. E eu achei ele bem bonito, por que vocês não conversam e quem sabe... – Dizia sorrindo maliciosamente para seu irmão.

— Ai não, mas você não sossega, ein? Ele não deve estar querendo um relacionamento, e nem eu quero, Sehyun.

— Ah, mas você é chato! Eu não quero te deixar solteiro, entendeu?

— Primeiro, você não vai me deixar. Segundo, eu estou solteiro porque eu quero estar, querido. – Falou em um tom sério. – Eu odeio quando você fala como se fosse partir.

— Um dia todos nós vamos, hyung.

Isso era um fato, mas Sehun não estava pronto para encarar algo do tipo ainda. Amava as pessoas próximas a si, e perder alguém como seu irmão seria uma grande queda.

02:03 a.m

Já era madrugada, Sehyun estava em seu terceiro sono provavelmente, mas antes de dormir o garoto se perguntava onde Jongin tinha se metido e por que ainda estava fazendo exames. Sehun não sabia, mas também se preocupou, afinal, ele estava doente e não pode ficar por aí até tarde da noite.

O ruivo tinha um instinto protetor muito forte, com qualquer pessoa que chegasse a conhecer e falar. Saiu do quarto e foi até o jardim do hospital.

A noite estava bastante estrelada, e Sehun gostava de admirá-las. Foi em uma noite assim, e nesse mesmo jardim, que o ruivo chorou ao descobrir o estágio elevado da doença que seu irmão tinha. Chorou feito uma criança.

Não era muito religioso, mas Sehun olhava para cima e pedia para que seu irmão pudesse melhorar, mesmo sendo cientificamente quase impossível. Quando abaixou seu olhar, reparou no balanço que tinha no centro do jardim, havia uma pessoa ali sentada.

Se aproximou em passos lentos, para não fazer nenhum barulho. O ruivo, por incrível que pareça, se lembrava daquela touca. E sua imaginação estava certa quando ficou na frente daquela pessoa que instantaneamente abaixou a cabeça.

— Não, não olha pra mim. – O moreno pedia com as mãos tampando seu rosto.

— Jongin, não é? – Sehun perguntou, ele não respondeu. – Ei, você não pode ficar aqui fora. Faz frio, sua imunidade deve ser baixa, não vai te fazer bem. Vem comigo, sim?

— Me deixe chorando aqui, por favor. Eu quero ficar sozinho. – Pedia com a voz embargada.

— Eu não costumo deixar pessoas chorosas sozinhas, mas venha comigo. Não vou te obrigar a falar nada que não queira, só vamos sair daqui, você pode pegar um resfriado. – O ruivo insistiu, estendendo a mão para Jongin.

O moreno segurou-a, e Sehun percebeu o quanto a mão do menor estava gélida e trêmula. Na verdade, todo o corpo do Kim estava naquele estado. O ruivo lhe puxou para mais perto de si.

— Não fale nada também, eu sei que você está com frio. Só vamos. – Disse começando a andar com o moreno ao seu lado, que soluçava e fungava baixinho. –

Ao chegarem no quarto, Jongin se dirigiu até sua cama e logo sentou-se ali. Abraçou-se ao travesseiro que tinha em sua cama.

— Se sente melhor? – Sehun perguntou baixinho, aproximando-se do moreno e ligando o abajur que estava sobre o criado-mudo ao lado de sua cama.

— Sinceramente, não. – Isso era um fato. Sehun sentiu-se idiota por perguntar tal coisa.

O moreno estava com os olhos lacrimejando, trilhas de lágrimas em suas bochechas, seus lábios carnudos e queixo estavam tremendos graças ao choro baixinho que o moreno tentava controlar. Se abraçava cada vez mais ao travesseiro não muito fofinho, mas era o que tinha no momento. Acabou por afundar sua cabeça neste, e deixou o choro tomar conta de si novamente.

Sehun odiava ver as pessoas chorando, reparou no quanto o moreno era amável, e vê-lo tão triste lhe dava muita dó. Sentou na cama ao lado dele.

— Ei, não chore. – Pedia baixinho, hesitando um pouco. Queria puxá-lo para um abraço, mas não sabia se deveria ou não...

Algo lá no fundo de Sehun dizia que laços se formariam a partir daquela noite.

Laços fortes.

— Eu estou... Estou sozinho. – Jongin falou entre lágrimas.

Naquele momento Sehun decidiu não hesitar mais, puxando o moreno para seus braços e logo foi correspondido. Jongin chorou ali, abraçado a Sehun que era apenas um conhecido, mas o moreno precisava daquilo. Precisava muito, como ninguém.

— Você não está sozinho. Ninguém está sozinho. – Sehun dizia enquanto apertava um pouco mais o abraço.

— Quando eu descobri que eu tinha Síndrome Mielodisplásica foi quando eu passei mal em casa, eu estava sozinho e liguei para uma ambulância. Quando eu cheguei e depois soube que precisaria ser internado, eu nunca quis tanto o colo da minha mãe, ou o carinho do meu pai. Eu queria tê-los comigo, desde sempre que eu tenho que aguentar tudo sozinho, mas... eu não quero mais isso. É pesado demais, e eu não aguento. – Jongin falava com a voz embargada e soluçando baixinho. – Eu vou morrer e estarei sozinho.

O coração de Sehun apertou com cada palavra que o mais novo falava. Percebeu em uma breve comparação entre Jongin e seu irmão que Sehyun não se importava com muita coisa, não era muito emocional, as razões lhe guiavam. Mas Jongin era diferente, ele chorou por se sentir sozinho, e o moreno precisava de alguém consigo, alguém para se apoiar. Alguém que para lhe dizer que tudo vai ficar bem, e que aquelas lágrimas iriam secar um dia.

Todos nós precisamos de alguém, uma amizade, um amor, um confidente, um ombro amigo para chorar.

— Eu estou aqui, com você, Jongin. E eu não vou sair daqui até você ficar bem e parar de chorar.

— Você mal me conhece.

— Estou disposto a conhecer, e a te ajudar no que for preciso. Você não merece, ninguém merece, ficar só. – O ruivo falou e Jongin lhe soltou do abraço e deu um sorriso mínimo.

— O mundo precisa de pessoas como você, sabia? – E logo voltou para os braços, que o moreno tinha achado bastante aconchegante.

Foi a primeira madrugada de muitas que viriam, mas aquela era especial foi pois a primeira em que Jongin ficou com alguém perto de sua cama, velando seu sono. E sentiu-se seguro.

|Um mês depois – 16:45

O últimos mês foi consideravelmente bom. Sehun agora tinha ganhado um confidente, e Jongin o mesmo. Sehun não contava tudo para seu irmão por ele ser novo, e por ter medo da reação e em como isso afetaria sua saúde. Jongin prometeu uma coisa, não deixaria Sehun sozinho também, e que o ruivo sempre poderia contar consigo.

Desde o dia em que encontrou o moreno chorando, Sehun se aproximou dele. Agora dividia sua atenção, entre seu irmão e Jongin. Já conhecia um pouco do moreno, e ele um pouco de si.

Jongin gostava de romances policiais. Sehun gostava de Ação. Jongin preferia doce, e Sehun salgado. A cor preferida de Jongin era azul, e a de Sehun era amarelo.

Jongin queria se casar e ser feliz para sempre. Sehun quer encontrar alguém pra amar com todas as forças e ser correspondido.

No final daquela tarde, eles compartilhavam seus sonhos.

— Meu sonho, depois da cura, hum... – O moreno pareceu pensar. – É conhecer o mar. – Sorriu. – E me casar.

Sehun ficou um pouco surpreso.

— Você não conhece o mar, Jongin? – Perguntou o ruivo. – Nunca viu?

— Somente por fotos e vídeos, mas eu nunca vi. Nunca fui em uma praia, e eu tenho muita vontade de ir. Deve ser tão lindo, aquela imensidão azul, a areia fofinha entre os meus dedos. – Sorriu só de imaginar uma bela praia.

— No meu caso, faz anos que eu fui há uma praia. Mas também sinto vontade de ir, só que novamente. Quem sabe, eu não te leve algum dia? – perguntou sugestivo olhando atento para o moreno que mantinha os olhos focados nos seus, e eles brilharam.  

— Você faria isso, Sehun? Faria mesmo? – Jongin perguntou animado sorrindo, pegando e segurando as mãos do ruivo que sorria também ao ver o moreno feliz.

Nos últimos dias, um dos passatempos de Sehun era fazer seu irmão e Jongin feliz. Amava ver aqueles dois sorrindo, e amava ainda mais quando Jongin lhe dava tímidos beijos na bochecha, em agradecimento, toda noite quando ia dormir.

“Obrigado por ficar comigo, e velar meu sono. Obrigado, Sehunnie.”  - Dizia Jongin antes de fechar os olhos e dormir.

Tinha se apegado ao mais novo, e tudo que mais queria era lhe ver feliz. E estava começando a acreditar nas coisas que seu irmão caçula dizia, que Sehun e Jongin iriam acabar namorando. Ou que Sehun estava apaixonado, que isso estava óbvio.

— Está estampado em sua testa, e nos sorrisos que você dá pra ele. Eu vejo isso, sabia? – Sehyun falava. – Por que você não assume que gosta dele?

— Não sei...

— ENTÃO VOCÊ GOSTA?! – O caçula falou alto e por pouco não acordou o Kim que dormia na cama ao lado, o moreno estava cansado, tinha acabado de chegar de uma série de outros exames.

— Shiiiiu! Aish! Eu não te conto mais nada, Sehyun!

— Ah, eu estou muito feliz. Finalmente você vai desencalhar! – bateu palmas discretamente e baixinho. – Sehun, eu posso te contar uma coisa?

— Pode. – O mais velho se aproximou.

— O Jongin me disse que gostava de você. – Sehyun sorriu. – Então, hyung. Quando eu agendo o casamento? Meu amigo é pra casar, ein? E você também!

Sehun ria. Estava muito feliz por saber que era correspondido, mas também ria do modo que seu irmão estava animado.

Jongin acordou e quando olhou para o lado percebeu os irmãos Oh lhe olhando e com sorrisos nos lábios.

— O que foi que eu perdi enquanto dormia? – O moreno perguntou. Sehun riu.

– Nada Jongin.

— Só sei que vou ficar a espera de novidades... – Sehyun suspirou.

— Kim Jongin, o doutor quer conversar com você. – Um enfermeiro entrou no quarto repentinamente, atraindo atenção dos três ali.

—  Ah não, outra bateria de exames não... – O moreno revirou os olhos. – Eu estou cansado. – Levantou-se da cama de forma preguiçosa.

— Quer que eu vá com você? – O ruivo perguntou e Jongin olhou para o enfermeiro como se pedisse permissão.

— Vai ser até melhor se ele não for sozinho, então, o senhor pode sim. – O enfermeiro assentiu.

— Vai lá, hyung. – Sehyun disse.

O enfermeiro saiu e Jongin foi atrás dele, em seguida Sehun seguiu-os. Os dois adquiriram uma mania de andarem abraçados, Jongin gostava de ser abraçado por Sehun, e Sehun gostava de abraçar Jongin. Ao chegarem na sala do médico, depois de muita enrolação, de conversa vai e vem.

— E você sabe que a sua doença, é do tipo múltipla e ela tem 10% de chance de evoluir para outro tipo de coisa não sabe...? – O doutor falava com cautela.

— Que coisa? – O moreno perguntava apreensivo.

Sehun já sabia o que viria a seguir, ele estudou sobre isso e já imaginou.

— Leucemia... – O ruivo disse baixo, mas Jongin lhe olhou rapidamente.

— O que disse?! – o mais novo ali perguntou.

— De acordo com os seus exames foi exatamente o que aconteceu, Jongin. Há leucócitos acumulados na sua medula óssea e isso está prejudicando a produção de hemácias, leucócitos e plaquetas. Você começará com uma intensa quimioterapia amanhã mesmo, está progredindo demais, e temos medo de que isso se agrave mais, que não tenha reversão e que se torne um câncer maligno. Não queremos isso.

Jongin estava em choque, não dizia uma palavra, apenas assentia para tudo que o médico dizia, e Sehun também. Depois de muitas recomendações médicas os dois saíram, voltando para o quarto.

— Sehun... – Jongin chamou. – E agora? O que vai ser de mim? – perguntou com medo, parando de andar.

— Nada de ruim vai te acontecer, Nini. Estamos com você, agora mais do que nunca. – Apertou devagar as bochechas do Kim que estava com uma expressão desanimada, o moreno sorriu forçadamente e sentou-se em sua cama.

— Eu preciso pensar um pouco, é que eu gostaria de ficar um pouco sozinho, então, as cortinas... Você... – Jongin se atrapalhava todo para falar, sua voz estava embargada.

Sehun não queria deixar o mais novo sozinho e choroso, mas seria melhor atender aquele pedido. Foi até seu irmão, fechando as cortinas que dividiam o quarto.

— Por que fez isso? – Sehyun perguntou emburrado.

— Ele precisa ficar sozinho um pouco. Sabe, eu acho que hoje mesmo eu vou fazer o que você me disse, irmãozinho.

— Vai se declarar? Pedi-lo em namoro? – O mais novo indagou animado.

— Sim, eu não sei quando vai ser tarde demais. – Falou mordendo o lábio inferior em preocupação.

O Oh mais novo olhou seu irmão mais velho com uma expressão de dúvida, aquele jeito de falar assustava Sehyun. Rapidamente Sehun mudou de assunto, pois não queria causar mais uma preocupação para seu irmão.  

Posteriormente, quando Sehyun pegou no sono, Sehun rapidamente foi até a outra parte do quarto encontrou Jongin. Ele esava acordado com uma lanterna, no escuro, pois a luz do quarto estava apagada e o abajur iluminava um pouco a parte em que Sehyun ficava. Por isso Jongin, bom, segurava uma lanterna pequena e a apontava para um livro que lia, folheando devagar.

— Como se sente? – O ruivo perguntou cauteloso.

— Melhor, um pouco conformado. – Jongin falou apontando a lanterna para si e depois para Sehun, que estreitou os olhos. – Gostaria de conversar com você, hyung.

— Fique a vontade, mas não me deixe cego, por favor. – Pedia com a voz sofrida e Jongin tirou a lanterna da direção de seu rosto. Sentou-se na beirada da cama do moreno e lhe olhou atentamente. – No final de tudo isso, eu quero te fazer uma pergunta.

— Ok, mas primeiro, a conversa que eu quero ter. – O Kim falava de forma séria. Parecia estar interpretando. O ruivo assentiu. – Você sabe quais são os meus sonhos, mas eu não sei os seus...

— Ah, você quer saber quais são meus sonhos?

— Sim.

— Eu tenho dois sonhos, assim como você. Eu quero salvar vidas, quero ser médico, me formar em medicina e ajudar pessoas como você e o meu irmão, salvar a vida delas – Tinha uma emoção em cada palavra de Sehun, ele realmente queria fazer tal coisa. -  E o meu outro sonho é um tanto que comum. – Deu uma pausa, suspirou e sorriu. - Eu quero amar e ser correspondido na mesma intensidade. – Contou de forma simples. – Minhas experiências amorosas não foram das mais sinceras e recíprocas.

— Do que adianta amar se não for com sinceridade e sem corresponder o outro? Eu não entendo.

— Não entenda, não tente entender essas pessoas. Você é muito bom para compreender coisas do tipo. – O mais velho argumentou enquanto colocava a sua mão na cabeça de Jongin e fazia um breve carinho ali e rapidamente escondendo os fios que vieram junto de sua mão, entre seus dedos.

Eram os efeitos do medicamento, o cabelo do moreno já começavam a cair e agora não era um bom momento para que Jongin reparasse nisso.

— Bom. Eu me pergunto o que eu fiz de tão mal para estar na situação que estou, Sehun. – Sorriu de forma forçada e se encostou na cabeceira de sua cama.  

— Tudo tem um porquê, eu acredito nisso. – Suspirei. – Talvez isso seja apenas um momento ruim, mas que vai passar.

— E enquanto ele não passa, eu apenas sofro, é isso? – O moreno indagou já esperando uma resposta triste, porém realista.  

— Enquanto ele não passa, você aproveita como se fosse seu último momento. E tentando sempre ser positivo, por mais que as coisas mostrem o contrário. – Aconselhou.

O Kim se ergueu, ficando agora sentado, praticamente de frente a Sehun.

— Como se fosse o último, não é? – Se aproximou o mais novo, sem desviar dos olhos de Sehun.

— É.

— Eu sinto vontade de te beijar como se fosse a única e primeira vez, mas tenho medo que seja realmente o nosso último momento. - Corou o moreno ao argumentar. –

— Suas chances de ser rejeitado são inexistentes, Jongin. – Sorriu o ruivo. – Já a nossa vontade é imensa.

Jongin saiu de onde estava e se aproximou do ruivo, quando estavam lado a lado Sehun abriu um sorriso. Para o mais novo aquele sorriso era tão lindo e radiante, deixava o mais velho com uma expressão infantil e mais relaxada.

— Acho que me vi apaixonado por você quando você sorriu diretamente pra mim.

— No momento em que pude conversar com você, eu percebi a pessoa maravilhosa que você é, precisava tanto de alguém consigo, tanto... – uma das mãos de Sehun foi até a bochecha de Jongin e apertou brevemente, sem força, aquele local. -  E eu era a pessoa que mais queria estar com você.

Foi a vez do moreno sorrir, cada vez que Jongin sorria seus olhos quase se fechavam e formavam uma meia-lua que lhe deixavam fofo. O mais velho levou uma de suas mãos até a nuca de Jongin e passou seus dedos suavemente sobre aquela área, para finalmente os lábios se tocassem ao puxá-lo de leve.

Aquele momento foi tão esperado por ambos. Sehun via Jongin todos os dias, começou a conviver com o moreno e lhe acompanhar para algumas consultas, apenas para não o deixar sozinho. Com isso passou a conhecer cada vez mais o colega de quarto de seu irmão, que com o tempo virou sua paixão. Sehun gostaria de proteger Jongin de todo mal, e impedir que o moreno derramasse uma lágrima sequer, até o próprio Sehyun tinha percebido que quando Jongin estava triste, Sehun também estava, e quando o moreno estava feliz seu irmão ficaria super animado.

Para Sehyun aqueles dois estavam conectados, parecia que um era dependente do outro. Quando seu irmão começou a ir com Jongin à consultas isso só ficou mais notável.

O beijo era calmo, ambos estavam devagar e queriam que o tempo parasse ali, que aquele momento durasse por muito tempo.

Jongin começou a odiar beijos desde que ficou ciente de sua doença, pois teria que tomar inúmeros remédios. Mas a verdade é que o moreno não precisaria odiar beijos, tudo era uma mera paranoia, sentiu-se tolo ao ser beijado por Sehun e lembrar deste tipo de pensamento, e ainda mais tolo quando o ruivo lhe puxou para mais perto de si.

Os braços de Sehun viraram o melhor dos abrigos para Jongin, o mais confortável e o mais seguro. Amava estar neles.

Para Sehun, os lábios macios e levemente carnudos do moreno se tornaram como um vício, desde aquele primeiro beijo dos dois como um casal, o ruivo sabia que iria se viciar em beijar Jongin, mas para ele isso não seria nenhum problema.

Cessaram o beijo com vários e demorados selinhos, eles abriram um grande e gratificante sorriso.

— Agora é a parte que eu mais estava esperando. – O ruivo fechou os olhos e suspirou, começando a bater insistentemente com o pé no chão daquele quarto.

— Qual?

— A que eu te peço em namoro.

— E a resposta será sim. – Completou Jongin. – Para você, sempre será sim.

Sehun lhe puxou para um abraço não muito forte, sabia que o moreno não estava em boas condições para receber um abraço esmagador por mais que o mais velho tivesse vontade.

|Meses Depois – 20:56 p.m

Quase três meses tinham se passado, e no meio tempo disso tudo coisas aconteceram. Algumas boas, algumas ruins.

Sehyun tinha sofrido bastante com o decorrer de sua doença, e tinha sido transferido para a UTI onde Sehun não podia entrar. Isso deixava o mais velho em um misto completo de desespero, curiosidade e medo.

Às vezes, médicos que trabalhavam lá e eram conhecidos de Sehun, lhe davam notícias sobre seu irmão, mas o ruivo desconfiava que poderia ser mentira e que ele estava sofrendo como nunca.

Nesse meio tempo, Jongin e Sehun estavam ainda mais juntos. Por não poder ver seu irmão, e não ter nenhuma ocupação no momento sempre ia para o hospital ficar com Jongin o dia inteiro, fazendo companhia ao moreno, namorando, trocando beijos e abraços, carinhos e compartilhando planos.

— Algum dia eu vou sair daqui e serei um biólogo marinho espetacular. – O mais novo falava enquanto se aninhava de forma confortável com a cabeça no peitoral de Sehun. – Vou ser famoso pelas minhas pesquisas, viagens.

— E eu estarei lá por você, em cada nova descoberta. E com você, porque um biólogo espetacular também precisa de um médico espetacular, não é mesmo? – sorriu o ruivo ao ver Jongin assentindo com a cabeça. – Eu acho tão linda essa sua fixação pelo mar, e a cada dia que passa eu sinto ainda mais vontade de te levar para conhecê-lo.

— Quando você fizer isso, eu só vou te amar ainda mais. – Riu. – Eu realmente amo o mar, e o que está nele também. Algum dia terei várias recordações, muitas fotos para me lembrar dele, tiradas por mim mesmo.

— Você terá, Nini. – Deu um breve beijo no topo da cabeça de Jongin que agora tinha apenas poucos fios de cabelo dentro ainda de sua touquinha cinza. –

Horas depois seria a hora de mais uma sessão de quimioterapia para Jongin e o moreno novamente fazia birra para ir.

— Eu não quero! – Cruzou os braços. – Aquilo me faz mal, parece que só piora o meu estado, não me ajuda em nada. – Seus lábios formaram um biquinho manhoso. –

— Meu amor, nós dois sabemos dos efeitos colaterais da quimioterapia, certo? – Sehun perguntou ajoelhado em frente á Jongin com as mãos em cima de seus joelhos. – Mas também sabemos que de um jeito ou de outro, ela te ajuda também então você tem que ir. – Levantou-se pegando as mãos do moreno e o fazendo se levantar. – Vamos, se quiser eu vou junto.

— Não precisa, hoje não. Eu odeio ficar passando mal na sua frente. Mas agradeço, e você estará aqui quando eu voltar? – Jongin perguntou indo acompanhar o médico que iria consigo até a quimioterapia.

— Sempre, meu bem. – Sorriu e mandou um beijo no ar para seu namorado.

Meia hora depois Jongin estava voltando para o quarto, e o moreno estava com um semblante bastante abatido. E triste.

Tinha vomitado até o que não tinha mais no seu estômago, e mal conseguia ficar em pé graças a fortes tonturas e ainda as náuseas que sentia. Seu corpo todo doía e ele só conseguia pensar em sua cama, em deitar e dormir para que todas aquelas sensações ruins fossem embora, mas tinha recebido outra notícia de seu médico e aquilo lhe deixou inquieto.

Foi quase um milagre conseguirem fazer isso, e era uma oportunidade irrecusável. Uma parte de Jongin ficou feliz por isso, mas sua outra metade dizia para que ficasse preocupado e deixasse para lá tudo isso.

— Hunnie. – Chamou fazendo uma careta por seu namorado que estava viajando no tempo, parecendo estar pensativo. – Está pensando no Sehyun? – Indagou o Kim, o ruivo assentiu e suspirou para voltar a olhar atentamente para Jongin. – Não é nada, é só que o doutor hoje me contou uma coisa e eu acho que você merece saber dela. – Disse abaixando sua cabeça e sentindo-se estranho, talvez tímido.

— Qual coisa?

— Acharam um doador compatível comigo, meus pais acharam, quer dizer. – Se corrigiu com um pequeno sorriso nascendo no canto de seus lábios, enquanto o de Sehun já estava mais aberto e animado.

— VOCÊ VAI CONSEGUIR UM TRANSPLANTE DE MÉDULA! Jongin, você vai se curar. Já pensou nisso? Meu amor, você vai ficar bem de novo. – Falou em comemoração apertando devagar as bochechas do moreno que ficou sério repentinamente. – Eu só não entendi o porque de você estarem tão animados com isso.

— Simplesmente por que, essa cirurgia vai ser complexa e eu tenho ou a chance de tudo correr bem, e eu me curar finalmente. Ou a chance da cirurgia ser mal-sucedida e eu não resistir a ela.

O sorriso de Sehun morreu imediatamente e ele parou de olhar para Jongin e apenas fixou seu olhar em um ponto qualquer no quarto.

— O doutor perguntou se eu gostaria de saber quais eram as chances de eu resistir ou não, mas eu preferi não saber. Eu não quero saber quanto de chance eu tenho para morrer. – Balançou a cabeça negativamente. – Talvez você me odeie por isso, mas eu aceitei fazer o transplante. – Balançou sua cabeça positivamente enquanto mexia em seus dedos. – Mesmo colocando minha vida em risco caso não dê certo, mas eu também posso sobreviver e eu voltar a ter minha vida normal, Sehun. É... – a sua voz começou a embargar. – Me desculpe por isso. – Suspirou de forma pesada.

— Não se desculpe, é só que... Eu não gosto de cogitar a ideia de te perder. – Explicou-se o mais velho enquanto parecia meio atordoado. – Foi uma decisão inteligente, afinal, você pode ser salvo.

— Às vezes sinto que tudo que faço não adianta para nada, é como se fosse apenas mais uma gota d’água no mar.

—Eu não sei o que faria sem você, e o mar... Nosso amor é como a imensidão do mar, e o mar não seria menor se lhe faltasse uma gota?

 

— Você não me parece tão satisfeito.

— Se você soubesse que eu vou fazer algo arriscado e que eu corro o risco de morrer, você ficaria satisfeito, Jongin?

O moreno se calou.

— Quando é a cirurgia? – Perguntou Sehun.

— Nesse final de semana. – Ficou cabisbaixo.

— Mas já?

— Já...

— Eu não quero perder nem mais um minuto onde eu poderia estar com você, mas do que nunca, eu não vou te abandonar. Cada minuto com você vai ficar ainda mais valioso pra mim, meu amor. – Se aproximou de Jongin e lhe deu um beijo na testa.

— Então, você não está bravo?

— Claro que não estou, você quer ser curado e está disposto a correr riscos para isso, e a sua coragem é admirável, meu amor. – Sorriu. – Eu só tenho um medo absurdo de... Te perder. – Suspirou.

— Vamos crer que você não irá me perder. – Jongin fez um cafuné rápido no cabelo de Sehun.

Minutos depois Sehun acabou se encaixando na cama de Jongin, ao lado do moreno e lhe abraçou. Ah, como ele queria proteger seu moreno de todo mal e como gostaria de lhe dar uma vida melhor, menos dolorosa.

Jongin estava quase dormindo graças ao carinho que o mais velho fazia em suas costas, porém acabou acordando quando foi chamado pelo outro.

— Eu quero te propor uma coisa. – Sehun disse baixinho perto do ouvido do mais novo.

— O quê? – Jongin perguntou com a voz rouca e sonolenta.

— Quer casar comigo, Nini?

Ao dizer aquilo o moreno virou-se imediatamente para fitar os olhos de Sehun, e arqueou uma sobrancelha perguntando para si mesmo se aquilo não era uma brincadeira.

— O quê? – Perguntou a mesma coisa, mas dessa vez era de pura confusão, não entendia.  

— É um dos seus sonhos, não? Casar, e eu pensei em uma coisa. – Fez uma pausa dramática e Jongin sorriu ao pensar no que viria a seguir. - Vamos casar, e na beira do mar. Assim como você sonha. – Depositou um beijo terno na bochecha magrinha do seu namorado. – Vamos jurar amor um para o outro e ter o mar como nossa testemunha. Ele vai saber do nosso amor, e as ondas lembraram de nossas palavras e por mais que eu te perca, não irei te esquecer, e creio que nem elas.

O moreno sentou-se na cama, esperou Sehun fazer o mesmo para lhe encarar com um sorriso contido beirando seus lábios, e agarrou o pescoço do mais velho em um ato de pura felicidade.

— Sim, sim. Eu aceito me casar com você. – Jongin falou enquanto abraçava a Sehun.

— Nem casamos, mas eu já me sinto realizado apenas por saber do quanto você me ama, do quanto eu te amo, e dessa reciprocidade.

Os olhos de Jongin brilhavam, estavam radiantes assim como o sorriso que o Kim tinha em seu rosto. Sehun amava ver seu amorzinho sorridente assim.

Durante a noite ficaram agarradinhos, fazendo planos de como seria o casamento e Jongin estava ansioso, animado, já falava das cores que gostaria que tivesse. Em meio a uma troca de carinhos, juras de amor, momentos silenciosos onde ficaram apenas curtindo um ao outro e admirando cada detalhe físico. Jongin tinha pegado no sono.

Sehun avisou que não tinha muito dinheiro, e que a cerimônia seria simples e humilde, mal sabia o ruivo que Jongin amava a simplicidade.

|Três Dias Depois – 12:42

— Vamos casar amanhã. – O mais velho contou assim que chegou do cartório, mostrando a Jongin alguns papéis. – O quanto antes, assim como você queria. – Sorriu.

Durante os últimos dois dias que tinham se passado, Jongin estava começando a sofrer com os efeitos colaterais da quimioterapia. O moreno vivia enjoado, com tontura, e faltando pouco para desmaiar se fosse deixado sozinho depois de uma sessão. Seu cabelo já tinha caído consideravelmente e agora existiam apenas poucos e finos fios em sua cabeça, e por mais que ele falasse o quanto estava se achando horrível, Sehun fazia questão de levantar a autoestima de seu moreno. Enfatizando todas as qualidades, detalhes físicos que amava, e acrescentava que seu cabelo iria voltar, então deveria ficar tranquilo.

Positividade vinha sido o ponto forte de Sehun nos últimos dias, tinha conseguido visitar seu irmão, depois de muito insistir, e ficou contente ao descobrir que um dia antes de seu casamento ele iria sair da UTI, e quando disse para Sehyun que ia se casar com Jongin o caçula quase quis levantar-se e ficar pulando de felicidade. Deu total apoio a seu irmão e ao melhor amigo mesmo sem lhe ver durante um bom tempo, Sehyun sentia saudades de Jongin, e Jongin de Sehyun.

— COMO ASSIM? – O moreno praticamente sentou em um pulo na cama. – Você já conseguiu tudo? – Perguntou com os olhos esbugalhados em expectativa.

— Com tudo eu quero dizer que: eu tenho um amigo que trabalha com decorações e tudo mais, de quebra ele ainda é fotográfo. Como presente de casamento ele disse que decoraria o lugar e faria um álbum de fotografia para nós dois, sem nenhum custo. Também consegui um juiz para realizar a cerimônia, e chamei uns amigos meus. – Explicou tudo, e parou para respirar pois tinha dito informações demais. – Você quer chamar alguém?

— Eu não tenho amigos além do seu irmão e de você, eu era quase um nômade, Sehunnie. – Jongin disse dando de ombros. – Mas, acho que isso não importa, não é?

— Não sei. – Fez um biquinho e puxou Jongin para ficar de pé enquanto sentava em cima da cama do moreno, e lhe puxou para perto de si o fazendo sentar em sue colo. O moreno passou um de seus braços por cimas dos ombros do ruivo para se aninhar melhor em seu colo. – Não teremos testemunhas, nenhum dos meus amigos são casados, e temos que ter nós dois. – Seus dedos passeavam nas costas de Jongin lhe fazendo um carinho.

— Bom. Não tem problema, como você mesmo disse. O mar pode ser nossa fiel testemunha. – Sorriu Jongin. – Eu tinha que pedir para que fosse na minha antiga casa, e fizesse uma mala com todas minhas roupas e trouxesse, eu preciso escolher uma roupa branca decente.

— Irei de terno branco, mais original que eu não há. – Falou sarcástico e riu.

— Você deve ficar ainda mais lindo de terno, vê se não fica me arrasando muito. Ok, que é nosso casamento, mas vai com calma, lindo, meu coração não é de titânio. – Riu de forma gostosa, Sehun sorriu junto consigo.

— Essa sua risada é tão linda, tão sincera.

— E é.

— Você poderá colocar todas as novidades com o meu irmão hoje, está animado?

— MUITO! Estou morrendo de saudades do Sehyun. – Falou com um largo sorriso. – Eu espero que ele tenha melhorado.

Minutos depois, Jongin tinha convencido Sehun de ir pegar roupas suas, mas antes combinariam todos os detalhes e o principal que era: Como conseguiriam permissão para Jongin deixar o hospital durante o dia seguinte. O diretor do local teria que permitir nem que o ruivo tivesse que implorar para isso.

Despediram-se com longos beijinhos e incessantes “Não demore”, “Voltarei logo”.

A felicidade era tanta que mal cabia no peito de Jongin, o moreno estava todo sorrisos e sua imaginação viajava em como seria o seu casamento, um dos dia mais felizes que teria na sua vida. Com o seu amor, se sentia um homem completamente realizado nesse quesito.

O que o moreno não contava era que todas as emoções dos dias que tinham se passado ao mesmo tempo em que lhe fizeram bem, elevaram sua pressão arterial, mas Jongin não tinha contado deste “pequeno” detalhe para Sehun.

Assim que o ruivo foi embora, Jongin sentou-se na cama e começou a respirar de forma profunda e um pouco ofegante, a falta de ar que sentia era constante, então não considerou aquela um problema.

Mas considerou que viria um problema quando sua nuca e cabeça começaram a doer, e o moreno sentiu seu coração acelerar o que lhe deixou ainda mais ofegante enquanto tentava respirar. Pensou em ir chamar algum médico que sempre estava no corredor, mas ao levantar sua vista embaçou e Jongin começou a ver as coisas ao seu redor duplicadas. Com dificuldade e apoiando-se nos objetos sólidos e paredes que via pelo caminho chegou até a porta e a abriu. Ao olhar para um lado do corredor não via médicos, apenas pacientes, mas quando olhou do outro lado via dois, um na frente e outro atrás de si guiando uma cadeira de rodas na qual estava sentado um Sehyun com o semblante animado, e com um sorriso beirando os lábios ao reparar em seu melhor amigo na porta de seu quarto.

Seu sorriso morreu assim que viu o moreno cair no chão inconsciente.

|Oh Sehun

Eu não tinha um controle sobre minhas pernas, corria em direção ao hospital com uma mochila com as roupas do Jongin nas costas enquanto me esforçava ao máximo para não deixar que nenhuma lágrima caísse.

Meu irmão tinha me ligado poucos minutos atrás contando que o meu moreno tinha passado mal, desmaiado e que ele não sabia para onde tinham o levado. Ele estava preocupado, e eu não estou muito diferente. Estava tudo indo tão bem, ele estava aparentemente bem, aish, que nada aconteça a ele.

Não sou muito religioso, mas eu peço que o meu Jongin fique bem.

Cheguei ao hospital, e vi uma estranha movimentação. Por ser um hospital de tratamento contra determinadas doenças não havia muita correria, mas o corredor estava um pouco movimentado. Andei em passos largos já que não podia correr ali dentro, até o quarto do Jongin, mas, para minha infelicidade não vi o meu noivo deitado em sua cama, com sua touquinha cinza e fofa enquanto ouvia música.

— Sehun! – Meu irmão me chamou, ele estava em sua cama. – O Jongin, você tem alguma notícia? – A preocupação estava estampada em seu rosto.

— Eu acabei de chegar, eu fico tão feliz que você voltou... – Larguei a bolsa de minhas costas no chão, e suspirei de forma pesada, eu estava cansado pela corrida. Queria ser mais receptivo com o meu irmão, lhe dar uma boa-vinda mais digna, mas eu, aish...

— Eu também, mas... não foque em mim, eu me sinto bem. Vai atrás do Jongin, do meu melhor amigo, do amor da sua vida, ele pode estar precisando de você. – Ele segurou minha mão e falou aquilo olhando em meus olhos. – Eu estarei torcendo, e pedindo por ele. – Deu um levíssimo sorriso.

Assenti lhe agradecendo pelas palavras e pela compreensão. Saí do quarto e fui até a recepção e procurei saber sobre o estado de Kim Jongin. E eu não tive boas notícias.

De acordo com o diário do paciente, no momento o Jongin estava sendo submetido uma intensa dosagem de quimioterapia para mais tarde fazer seu transplante. Adiantaram a cirurgia, pelo o que a recepcionista me disse, ele teve um começo de infarto.

Me senti a pessoa mais vulnerável, desolado. Agradeci a moça, e fui até aos bancos de visita que tinham ali e sentei-me apoiando as mãos em meus joelhos e abaixando minha cabeça. Não, eu nem pude falar com ele. Eu não pude lhe dizer o quanto lhe amo, e se...

Eu odeio pensar nessa possibilidade, mas se eu não for capaz de falar com ele novamente? E se eu não tiver o meu Jongin comigo novamente?

Fiquei ali, a cada dez minutos eu perguntava para a moça sobre o estado do Jongin, e ela me respondeu a mesma coisa por muito tempo, até que depois de quase uma hora angustiante de espera ela me disse que ele estava sendo levado para sua cirurgia.

A positividade resolveu se afastar de mim naquele mesmo momento, por mais que eu tentasse. Tenho medo, tenho muito medo de perde-lo. Ele ainda tem tanto para viver, tantos momentos bons, e iriamos nos casar amanhã, terei que adiar tudo, mas isso é o de menos, ele tem que estar bem.

É um transplante de medula óssea, o repouso para essa cirurgia é de quase um mês inteiro de isolamento. Isolamento, em uma determinada ala do hospital, com equipamentos e medicamentos adequados, já que todo cuidado é pouco para a recuperação de um paciente graças a imunidade que abaixa durante um período.

Duas horas depois –

TAMANHA FOI A AFLIÇÃO QUE ME ATINGIU DURANTE ESSAS DUAS HORAS. Não conseguia ficar quieto em um lugar fixo, eu sempre andava para lá e para cá, torcendo, pedindo para que o Jongin ficasse bem e que a cirurgia fosse bem sucedida, para que não houvesse complicações. Vendo o meu estado de nervosismo –  o que era nítido pois eu já tinha terminado de roer todas as minhas unhas e  estava quase começando a roer os dedos de tanta ansiedade – durante aquele tempo, o medico que cuidava do Sehyun teve que me dar um calmante, e eu consegui relaxar por uns minutos.

MENOS QUANDO UM DOUTOR APARECEU NO QUARTO FALANDO QUE TINHA NOTÍCIAS SOBRE O ESTADO DE KIM JONGIN. Tamanho foi o pulo que eu dei da cama.

— Como ele está? Ele está bem? Me diga que sim, doutor. – Ele ficou em silêncio. – O que esse silêncio significa, me diga por favor... – Minha voz falhou, eu tive muito medo novamente. –

— Calma, hyung. – Sehyun disse para mim. – Fale logo doutor, não vê que estamos aflitos.

— Bom. A cirurgia durou poucos minutos a mais que duas horas, não houveram complicações, porém...

Meus olhos já lacrimejavam. Eu nunca odiei tanto um suspense como estou odiando o desse homem que não tem dó do meu estado. Eu quero chorar, não quero ouvir que perdi o meu amorzinho.

— Porém ele está muito debilitado, mas a cirurgia foi um sucesso. E o transplante foi finalizado sem nenhuma falha, no momento ele está dormindo e ainda hoje será isolado e ficara em repouso. Parabéns, e Kim Jongin estará totalmente bem daqui a um mês. Ele terá uma nova vida, ele é um guerreiro, que conseguiu vencer uma batalha graças a alguém que salvou sua vida. – Sorriu o doutor.

Havia tempo em que eu me sentia tão aliviado quanto agora, agradeci ao saber disso, meu pedido foi ouvido. Finalmente teria meu amor comigo, bem, saudável, sem mais sofrimento e eu o protegeria de toda dor, para sempre.

|Narradora On – Um mês e meio depois

A recuperação de Jongin tinha sido um sucesso, mas o moreno não recebia visitas, pois estava realmente debilitado e se recuperando lentamente. Sehun sempre sorria ao receber noticias de seu amor, e no dia de hoje ele iria até a praia em que iriam se casar. O ruivo quis ir até lá para ficar a admirando o lugar, e imaginar como seria seu casamento.

Sentou-se na areia, ficou a observar o mar e suspirou.

— Não acha que está atrasado para o nosso casamento? – Ouviu uma voz que não ouvia a um tempo falar atrás de si.

Levantou-se rapidamente, e ao olhar para trás reparou em um Jongin com uma roupa branca casual e segurando uma caixinha em mãos

Demorou um pouco para assimilar tudo e se perguntou se estava tendo alguma alucinação.

— Eu não estou ficando louco, estou? – Sehun bagunçou seus cabelos. – Jongin?

— Sim, meu amor.

— É você mesmo? Você estava internado até antes de ontem... Como que...

— Eu queria te fazer uma surpresa. E, eu estava morrendo de saudades de você. – Em passos lentos o moreno foi até o mais velho e lhe abraçou, Sehun envolveu o outro em um abraço um pouco apertado, e sentiu vontade de chorar, mas de felicidade.

— Eu te amo tanto, você não faz ideia do quanto tive medo de te perder. Do quanto quis te proteger, do quanto me arrependi por não estar contigo quando você ficou mal antes da cirurgia e eu queria tanto estar com você em todos os momentos ruins. Você me faz um bem tão grande, Nini. – Sorriu e lhe deu um selinho. – Eu me pergunto, onde foi que você estava durante todo esse tempo.

— Provavelmente, escondido. Isolado do mundo, porque eu sinto uma vontade enorme de ter te conhecido antes, há tempos e tempos atrás, mas agora, esse tempo, a gente pode recuperar. Juntos, em uma nova vida. E teremos tempos para casar, nada de pressa. Eu quero curtir você, minha vida, esse momento. – O moreno falou animado. – E olhe o que eu comprei. – Mostrou para o ruivo uma caixinha preta, e ao abrir tinham duas pulseiras nelas.

Duas pulseiras prateadas onde estavam gravadas a iniciais de seus nomes. Em uma delas havia um S e na outra um J.

Sehun achou aquilo tão lindo, e amou o gesto de seu amor. O ruivo amava quando o outro era simples, Jongin tinha uma boa condição, mas esbanjava humildade e o mais velho achava que esse era um dos motivos por ter se apaixonado pelo seu moreno.

— Não são alianças, mas acho que podem simbolizar algo também, não? – Jongin disse olhando para as mesmas, e tirou a que tinha sua inicial e segurou o pulso de Sehun colocando aquela pulseira ali. – Eu amo você. – Sorriu. –

— Eu também amo você. – Sehun disse colocando a pulseira com a sua inicial no pulso de Jongin. –

Com a convivência durante o período em que estava doente, Sehun não se lembrava de ter visto Jongin tão bem como agora. Sua pele não estava mais tão ressecada, sua expressão não estava mais cansada, o moreno não estava tão magro como antes e tinha poucos fios de cabelo nascendo em sua cabeça. Sorriu ao ver isso, ter seus cabelos de volta era uma das coisas que ele queria.

O moreno na luz do sol era ainda mais bonito, e o sorriso que tinha em lábios era tão radiante quantos os raios solares, seus olhinhos formando meias-luas, era realmente lindo.

Sehun viu-se apaixonado novamente por Jongin.

— Prometo te amar, para sempre. – O ruivo falou.

— Promete? – Jongin perguntou lhe olhando com os olhos brilhantes.

O mais velho levantou sua mão e em seguida seu dedo mindinho e o enlaçou no dedo mindinho de Jongin.

— Eu prometo que vou te amar para sempre, Jongin.

— Eu prometo que vou te fazer feliz, e te dar o amor que eu não pude dar antes... Você foi uma das melhores coisas que me aconteceu, acho que descobri uma nova coisa. – O moreno disse fazendo uma expressão fofa.

— O quê?

— Eu tinha um sonho novo, esse sonho era você. – Ficou sério repentinamente, e se pôs a encarar Sehun. - Mas agora, ele virou minha realidade. A qual eu quero eternizar.

E por mais que houvesse algumas dificuldades, o amor sempre seria mais forte. Sehun fez que Jongin se sentisse completo, e o moreno foi a gota a qual conseguiu transbordar o coração do ruivo de amor.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, obrigado a Becca por ter betado pra mim <3


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